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terça-feira, 2 de junho de 2026

Junho Laranja: quais doenças ginecológicas silenciosas podem impactar a fertilidade?

Infertilidade afeta cerca de 15% dos casais brasileiros e especialistas alertam para doenças que muitas vezes só são descobertas quando a mulher tenta engravidar

 

A infertilidade já é considerada um problema de saúde pública mundial. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que uma em cada seis pessoas enfrentará dificuldades para engravidar ao longo da vida. No Brasil, cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva convivem com a infertilidade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 40% dos casos têm origem feminina, 40% masculina e os demais 20% envolvem fatores combinados ou causas ainda não identificadas.

Especialistas alertam que muitas doenças ginecológicas capazes de comprometer a fertilidade evoluem silenciosamente e acabam sendo descobertas apenas quando a mulher decide engravidar.

“Falar sobre fertilidade é falar sobre planejamento reprodutivo. Muitas mulheres recebem informações sobre contracepção, mas poucas entendem como a fertilidade muda ao longo dos anos”, explica Dra. Graziela Canheo Ginecologista Especialista em Reprodução Humana da La Vita Clinic.

Entre as principais condições ginecológicas relacionadas à infertilidade estão:
 

Endometriose
Considerada uma das principais causas de infertilidade feminina, provoca um processo inflamatório crônico que pode comprometer ovários, trompas e útero. “Cólicas menstruais intensas, dor durante a relação sexual, dor pélvica e alterações intestinais relacionadas ao ciclo menstrual merecem atenção”, alerta Dra. Paula Fettback Ginecologista Especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo.


Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP)

A condição hormonal e metabólica pode alterar a ovulação e dificultar a gravidez. “Algumas mulheres passam a ovular de forma irregular ou deixam de ovular, principalmente quando a síndrome está associada à obesidade e resistência à insulina”, explica Dra. Graziela Canheo.

 

Miomas e adenomiose

Dependendo do tamanho e da localização, os miomas podem dificultar a implantação embrionária. Já a adenomiose provoca inflamação crônica no útero. “Essas alterações podem reduzir as chances de gravidez e aumentar o risco de perdas gestacionais”, afirma Dra. Paula Fettback.


Infecções ginecológicas e inflamações pélvicas

As inflamações podem causar alterações nas trompas e no ambiente uterino, impactando diretamente a fertilidade. Segundo Dra. Graziela, “corrimentos persistentes, dor pélvica, sangramentos excessivos e desconfortos recorrentes nunca devem ser normalizados”.

Outro fator que preocupa é o adiamento da maternidade associado ao aumento da obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e estresse crônico, fatores que também impactam diretamente a fertilidade feminina.

“O cigarro acelera a perda da reserva ovariana e hábitos de vida inadequados interferem diretamente na qualidade dos óvulos e na ovulação”, destaca Dra. Paula Fettback.

Segundo as especialistas, o diagnóstico precoce faz diferença nos resultados reprodutivos e hoje tratamentos como indução da ovulação, inseminação intrauterina, fertilização in vitro (FIV) e congelamento de óvulos ampliam as possibilidades para mulheres diagnosticadas com essas condições.

 



Dra. Graziela Canheo - CRM 145288 | RQE 68331 - Ginecologista e Obstetra. Reprodução Humana. Médica Graduada pela Universidade Metropolitana de Santos (2010). Residência médica em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital do Servidor Público Estadual do Estado de São Paulo (2013). Título de Qualificação em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia pela ABPTGIC (2014). Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (2015). Fellowship em Reprodução humana pelo Instituto Idéia Fértil de Saúde Reprodutiva (2014 – 2016). Pós-graduação em videolaparoscopia e histeroscopia pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (2018 – 2019). Membro das principais sociedades nacionais e internacionais da área da Ginecologia e Reprodução Humana. Diretora técnica e médica da La Vita Clinic



Dra. Paula Fettback - CRM 117477 SP - CRM 33084 PR. Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina - UEL (2004). Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP- 2007). Atua em Ginecologia e Obstetrícia com ênfase em Reprodução Humana. Estágio em Reprodução Humana na Universidade de Michigan - USA. Médica colaboradora do Centro de Reprodução Humana Mário Covas do HC-FMUSP (2016). Doutora em Ciências Médicas pela Disciplina de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM - 2016). Médica da Clínica MAE São Paulo – SP. Título de Especialista em Reprodução Assistida Certificada pela Febrasgo (2020).



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