Pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver capsulite adesiva, conhecida como “ombro congelado”; Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo explica condição
Conviver
com diabetes exige atenção constante à saúde, e nem todos sabem que a doença
também pode afetar diretamente os movimentos do corpo. Pessoas com essa
condição têm de duas a cinco vezes mais chances de desenvolver a capsulite
adesiva, conhecida como síndrome do ombro congelado, que provoca dor, rigidez e
dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia, como levantar o braço
ou vestir uma camiseta.
A questão ganha destaque neste mês, marcado pelo Dia
Nacional do Diabetes (26 de junho), data voltada à conscientização sobre os
impactos e complicações associados à doença. A relação entre a diabetes e a
síndrome do ombro congelado está ligada às alterações provocadas pelo excesso
de glicose no organismo, que pode comprometer estruturas como tendões,
ligamentos e a cápsula da articulação do ombro. “Com o passar do tempo, esse
processo favorece o enrijecimento da região, causando dor e limitação
progressiva dos movimentos”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de
Cirurgia do Ombro e Cotovelo, Dr. Eduardo Malavolta.
Os sintomas da capsulite adesiva costumam surgir de
forma gradual e podem piorar com o passar do tempo. Além da dor intensa,
principalmente durante a noite, muitos pacientes apresentam dificuldade para
realizar movimentos simples, como alcançar objetos em prateleiras, prender o sutiã,
pentear o cabelo ou até dirigir. Em alguns casos, a limitação do ombro pode
comprometer a rotina e afetar a qualidade de vida.
O diagnóstico precoce é essencial para evitar a
progressão da doença e reduzir as limitações nos movimentos do ombro. O tratamento
pode incluir fisioterapia, uso de medicamentos para controle da dor e
inflamação e, em alguns casos, infiltrações ou procedimentos cirúrgicos.
“Quanto mais cedo o paciente procurar avaliação médica, maiores são as chances
de controlar os sintomas e recuperar os movimentos do ombro sem grandes
prejuízos para a rotina. Ignorar a dor pode fazer com que a rigidez evolua e o
tratamento se torne mais demorado”, alerta o ortopedista.
A conscientização sobre a relação entre a diabetes e
o ombro congelado é fundamental para ampliar o diagnóstico precoce e evitar
impactos na qualidade de vida dos pacientes. “A recomendação é procurar
avaliação médica ao perceber dores persistentes, rigidez ou dificuldade de
movimentação no ombro, principalmente em pessoas com histórico de diabetes”,
conclui o presidente da SBCOC.
Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo -SBCOC

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