Especialista
alerta para aumento do risco de doenças respiratórias em aeroportos, aviões e
mudanças bruscas de clima durante viagens
Com a proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026 e o
aumento do número de brasileiros planejando viagens internacionais para
acompanhar o torneio, médicos e especialistas em imunização reforçam um alerta
importante: manter a carteira de vacinação atualizada pode evitar uma série de
problemas de saúde durante a viagem.
O tema ganhou ainda mais atenção após o Ministério
da Saúde emitir, neste ano, um alerta sobre o aumento do risco de reintrodução
do sarampo no Brasil, diante do crescimento de casos em diferentes países e da
intensificação da circulação internacional de pessoas. A recomendação é que
viajantes revisem especialmente a situação da vacina tríplice viral, que protege
contra sarampo, caxumba e rubéola.
Ambientes fechados, longos períodos em aeroportos e
aviões, mudanças bruscas de temperatura, contato com pessoas de diferentes
países e alterações na rotina favorecem a circulação de vírus e aumentam o
risco de infecções respiratórias, especialmente durante deslocamentos
internacionais.
Segundo a enfermeira especialista em vacinação da
Clínica Vacinne, Elisa Lino, a preocupação vai muito além das vacinas
obrigatórias para entrada em determinados países. “Muitas pessoas associam a
vacinação apenas a exigências sanitárias, mas ela também é uma forma importante
de proteção individual durante a viagem. Em ambientes com grande circulação de
pessoas, como aeroportos e aviões, o risco de transmissão de doenças
respiratórias aumenta bastante”, explica.
Entre as vacinas recomendadas para quem pretende
viajar estão a da gripe, pneumocócica, covid-19, além das vacinas de rotina, como
tríplice viral e febre amarela, dependendo do destino. A especialista destaca
que mudanças climáticas e o desgaste físico da viagem também podem deixar o
organismo mais vulnerável.
“O sarampo é uma doença extremamente contagiosa e
os surtos internacionais acendem um sinal de atenção para quem vai viajar.
Muitas vezes, adultos acreditam que já estão protegidos, mas não têm certeza se
completaram o esquema vacinal. Por isso, a revisão da carteira antes da viagem
é fundamental”, afirma Elisa.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram
que doenças respiratórias seguem entre as principais causas de transmissão em
viagens internacionais, especialmente em períodos de maior circulação global de
pessoas. “Viagens longas provocam alterações no sono, na alimentação e na
imunidade. Quando isso se soma a locais fechados, aglomerações e variações de
temperatura, o corpo pode ficar mais suscetível a infecções. Por isso, manter a
vacinação em dia ajuda a reduzir riscos e evita que uma viagem tão esperada
seja interrompida por problemas de saúde”, completa a especialista.
A orientação da Clínica Vacinne é que os viajantes
procurem atualização vacinal com antecedência, já que algumas vacinas precisam
de um período específico para garantir proteção adequada antes do embarque.
“Quanto mais próximo da viagem, menor pode ser a resposta imunológica em alguns
casos. O ideal é fazer essa avaliação algumas semanas antes, principalmente
para quem vai viajar para o exterior ou participar de grandes eventos
internacionais”, orienta a especialista.
Além da vacinação, cuidados básicos durante o
deslocamento, como hidratação, alimentação equilibrada e higienização frequente
das mãos são medidas importantes para reduzir a exposição a vírus e bactérias
durante a viagem.
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