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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Por que algumas pessoas têm mais resultado com exercício físico do que outras? Ciência e esporte ajudam a explicar


Quem já treinou com amigos ou frequenta academia de ginástica provavelmente já percebeu: enquanto algumas pessoas evoluem rapidamente e ganham massa muscular, perdem peso ou melhoram o condicionamento físico em poucas semanas, outras parecem avançar em um ritmo bem mais lento, mesmo com treinos semelhantes. A explicação para essa diferença não está apenas na dedicação ou intensidade. A ciência mostra que o desempenho físico é resultado de uma combinação complexa de fatores biológicos, genéticos e metabólicos. 

Estudo do periódico científico Japanese Journal of Physical Fitness and Sports Medicine¹ indica que há uma grande variabilidade individual na resposta ao treino e parte importante dessa diferença está no DNA. Revisões científicas mostram que força, resistência e capacidade aeróbica podem ter herdabilidade média em torno de 50% a 60%, dependendo do fenótipo analisado. Análises mais recentes publicada na Revista Frontiers in Physiology ²corroboram essa visão e apontam que até 66% da variação no desempenho atlético pode estar associada a fatores genéticos², com o restante influenciado por estilo de vida, treino e ambiente. 

“Cada organismo reage de forma única ao exercício. Isso envolve desde a composição muscular até fatores hormonais e metabólicos, que variam bastante entre as pessoas”, explica Luiz Augusto Riani Costa, médico do esporte Alta Diagnósticos, marca premium da Dasa. Segundo ele, essa variabilidade é natural e não deve ser interpretada como falta de esforço ou disciplina. 

A Dasa é patrocinadora oficial dos exames laboratoriais e diagnósticos dos atletas do Comitê Olímpico do Brasil (COB), reforçando o papel cada vez mais estratégico da medicina e da ciência na preparação de esportistas de alto rendimento. O acompanhamento envolve monitoramento clínico, avaliações fisiológicas e análise individualizada de indicadores de saúde e performance, algo que o cardiologista do exercício Raffael Francisco Pires Fraga, ex-atleta de ginástica olímpica, acompanha de perto tanto na prática médica quanto na rotina da filha, a esgrimista Ana Beatriz Fraga, de 16 anos. 

A jovem que vem ganhando destaque no cenário internacional. Em 2026, conquistou a etapa de Bogotá da Copa do Mundo Cadete, um feito inédito para o Brasil na modalidade, além da medalha de bronze em Boston e um lugar entre as dez melhores atletas em competição realizada na Geórgia. Sua trajetória é acompanhada por uma estrutura multidisciplinar que integra treino técnico, avaliações médicas, fisiológicas e acompanhamento contínuo da evolução física. 

“O esporte de alto rendimento exige monitoramento médico, fisiológico e diagnóstico cada vez mais sofisticado. Ter esse suporte é fundamental não apenas para a performance, mas também para a saúde e longevidade do atleta”, afirma Raffael Fraga. Entender as particularidades de cada organismo permite otimizar desempenho, reduzir riscos e potencializar resultados, seja em atletas de elite, seja em pessoas que buscam qualidade de vida e envelhecimento saudável.

 

Cada corpo responde de um jeito e isso pode ser medido
 

Além da genética, o funcionamento do corpo também influencia diretamente os resultados. "Hormônios como testosterona, cortisol e os hormônios da tireoide desempenham papel importante na forma como o organismo responde ao treino, impactando o ganho de massa muscular, a queima de gordura, a energia e até a recuperação após o exercício. Alterações hormonais podem interferir significativamente no desempenho e na evolução”, reforça Riani. 

Nos últimos anos, analisar o perfil genético de uma pessoa para identificar predisposições relacionadas ao desempenho físico também se tornou uma prática relevante. 

“Duas pessoas podem seguir o mesmo treino e ter resultados completamente diferentes e a genética é uma das principais explicações para isso. Hoje, conseguimos usar essas informações para potencializar performance, reduzir riscos de lesão e tornar os cuidados com o corpo muito mais precisos”, afirma o médico geneticista Gustavo Guida, da Dasa Genômica e do laboratório Sérgio Franco, no Rio de Janeiro. 

Nesse cenário, testes como o Painel Esportivo da Genera vêm ganhando espaço ao oferecerem uma leitura mais aprofundada do funcionamento do corpo. A análise é feita a partir de uma amostra de saliva, coletada de forma simples e não invasiva, que permite mapear variantes genéticas associadas a desempenho, recuperação, metabolismo e risco de lesões. A partir desses dados, o exame indica tendências individuais como maior aptidão para força ou resistência e contribui para a personalização de treinos e estratégias de saúde. 

Além disso, algumas marcas, como o Alta Diagnósticos, oferecem o check-up esportivo, uma avaliação completa que integra exames laboratoriais, cardiológicos, hormonais e de imagem para mapear o estado de saúde e a aptidão física do paciente. O objetivo é identificar possíveis riscos, orientar a prática segura de exercícios e apoiar a construção de um plano mais eficiente e individualizado, tanto para atletas quanto para pessoas que desejam melhorar o desempenho ou iniciar uma rotina de atividade física com acompanhamento médico. 

Apesar de toda essa influência biológica, especialistas reforçam que a genética não determina limites, mas sim pontos de partida diferentes. "todas as pessoas podem evoluir com a prática regular de exercícios e a diferença está no caminho e no tempo necessário para atingir determinados resultados. Quando o treino é alinhado às características individuais, os resultados tendem a ser mais consistentes e sustentáveis”, conclui Guida.
 



Referências:
1. Link
2. Link



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