Quem já treinou
com amigos ou frequenta academia de ginástica provavelmente já percebeu:
enquanto algumas pessoas evoluem rapidamente e ganham massa muscular, perdem
peso ou melhoram o condicionamento físico em poucas semanas, outras parecem
avançar em um ritmo bem mais lento, mesmo com treinos semelhantes. A explicação
para essa diferença não está apenas na dedicação ou intensidade. A ciência
mostra que o desempenho físico é resultado de uma combinação complexa de
fatores biológicos, genéticos e metabólicos.
Estudo do
periódico científico Japanese Journal of Physical Fitness and Sports
Medicine¹ indica que há uma grande variabilidade individual na resposta ao
treino e parte importante dessa diferença está no DNA. Revisões científicas
mostram que força, resistência e capacidade aeróbica podem ter herdabilidade
média em torno de 50% a 60%, dependendo do fenótipo analisado. Análises mais
recentes publicada na Revista Frontiers in Physiology ²corroboram essa
visão e apontam que até 66% da variação no desempenho atlético pode estar associada
a fatores genéticos², com o restante influenciado por estilo de vida, treino e
ambiente.
“Cada organismo
reage de forma única ao exercício. Isso envolve desde a composição muscular até
fatores hormonais e metabólicos, que variam bastante entre as pessoas”, explica
Luiz Augusto Riani Costa, médico do esporte Alta Diagnósticos, marca premium da
Dasa. Segundo ele, essa variabilidade é natural e não deve ser interpretada
como falta de esforço ou disciplina.
A Dasa é
patrocinadora oficial dos exames laboratoriais e diagnósticos dos atletas do
Comitê Olímpico do Brasil (COB), reforçando o papel cada vez mais estratégico
da medicina e da ciência na preparação de esportistas de alto rendimento. O
acompanhamento envolve monitoramento clínico, avaliações fisiológicas e análise
individualizada de indicadores de saúde e performance, algo que o cardiologista
do exercício Raffael Francisco Pires Fraga, ex-atleta de ginástica olímpica,
acompanha de perto tanto na prática médica quanto na rotina da filha, a esgrimista
Ana Beatriz Fraga, de 16 anos.
A jovem que vem
ganhando destaque no cenário internacional. Em 2026, conquistou a etapa de
Bogotá da Copa do Mundo Cadete, um feito inédito para o Brasil na modalidade,
além da medalha de bronze em Boston e um lugar entre as dez melhores atletas em
competição realizada na Geórgia. Sua trajetória é acompanhada por uma estrutura
multidisciplinar que integra treino técnico, avaliações médicas, fisiológicas e
acompanhamento contínuo da evolução física.
“O esporte de alto
rendimento exige monitoramento médico, fisiológico e diagnóstico cada vez mais
sofisticado. Ter esse suporte é fundamental não apenas para a performance, mas
também para a saúde e longevidade do atleta”, afirma Raffael Fraga. Entender as
particularidades de cada organismo permite otimizar desempenho, reduzir riscos
e potencializar resultados, seja em atletas de elite, seja em pessoas que
buscam qualidade de vida e envelhecimento saudável.
Cada corpo
responde de um jeito e isso pode ser medido
Além da genética,
o funcionamento do corpo também influencia diretamente os resultados.
"Hormônios como testosterona, cortisol e os hormônios da tireoide
desempenham papel importante na forma como o organismo responde ao treino,
impactando o ganho de massa muscular, a queima de gordura, a energia e até a
recuperação após o exercício. Alterações hormonais podem interferir
significativamente no desempenho e na evolução”, reforça Riani.
Nos últimos anos,
analisar o perfil genético de uma pessoa para identificar predisposições
relacionadas ao desempenho físico também se tornou uma prática relevante.
“Duas pessoas
podem seguir o mesmo treino e ter resultados completamente diferentes e a
genética é uma das principais explicações para isso. Hoje, conseguimos usar
essas informações para potencializar performance, reduzir riscos de lesão e
tornar os cuidados com o corpo muito mais precisos”, afirma o médico
geneticista Gustavo Guida, da Dasa Genômica e do laboratório Sérgio Franco, no
Rio de Janeiro.
Nesse cenário, testes
como o Painel Esportivo da Genera vêm ganhando espaço ao oferecerem uma leitura
mais aprofundada do funcionamento do corpo. A análise é feita a partir de uma
amostra de saliva, coletada de forma simples e não invasiva, que permite mapear
variantes genéticas associadas a desempenho, recuperação, metabolismo e risco
de lesões. A partir desses dados, o exame indica tendências individuais como
maior aptidão para força ou resistência e contribui para a personalização de
treinos e estratégias de saúde.
Além disso,
algumas marcas, como o Alta Diagnósticos, oferecem o check-up esportivo, uma
avaliação completa que integra exames laboratoriais, cardiológicos, hormonais e
de imagem para mapear o estado de saúde e a aptidão física do paciente. O
objetivo é identificar possíveis riscos, orientar a prática segura de
exercícios e apoiar a construção de um plano mais eficiente e individualizado,
tanto para atletas quanto para pessoas que desejam melhorar o desempenho ou
iniciar uma rotina de atividade física com acompanhamento médico.
Apesar de toda
essa influência biológica, especialistas reforçam que a genética não determina
limites, mas sim pontos de partida diferentes. "todas as pessoas podem
evoluir com a prática regular de exercícios e a diferença está no caminho e no
tempo necessário para atingir determinados resultados. Quando o treino é
alinhado às características individuais, os resultados tendem a ser mais
consistentes e sustentáveis”, conclui Guida.
Referências:
1. Link
2. Link
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