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segunda-feira, 1 de junho de 2026

3 de junho: Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil

Segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2026, 38,4% das crianças e adolescentes brasileiros estão acima do peso, quase o dobro da média global (20,7%). O excesso de peso já está associado a problemas graves de saúde, como hipertensão, alterações glicêmicas, triglicerídeos elevados e gordura no fígado. O cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa alerta os pais sobre como diferenciar o sobrepeso que representa apenas uma questão estética daquele que já pode estar colocando a saúde da criança em risco.

 

O médico conta que é possível sim ser um gordinho saudável. Esse paciente é aquele que apresenta excesso de peso, mas possui massa muscular melhor e a gordura está localizada em membros específicos como quadril, pernas e braços. Já a obesidade patológica se apresenta basicamente em excesso de gordura visceral centralizada na região do tronco e todos os membros são mais finos.

Para ficar mais fácil entender, Dr. Rodrigo avisa que peso não é direção de tratamento e nem de identificação da obesidade. “A análise médica passa longe daquilo que marca na balança. Através da análise da constituição corporal e da circunferência abdominal é que é possível determinar a obesidade e o grau que ela se encontra, para então direcionar o tratamento”, fala o médico que alerta “quanto maior a presença de gordura visceral, maiores as chances de a obesidade desencadear doenças como o câncer, diabetes, doença arteriais, doenças cardíacas e até depressão”.

A boa notícia é que para ambos os casos há tratamento eficaz. 

O paciente metabólico é tratado de trás para a frente, ou seja, é preciso iniciar identificando os fatores e doenças que levam a esse tipo de obesidade. Já o sobrepeso e a obesidade estética são mais simples de serem ajustados através de bons hábitos alimentares e trocas saudáveis que devem ser adquiridas ainda na primeira infância. “Esses precisam apenas melhorar a aparência e consequentemente acabam ganhando mais saúde, enquanto os obesos patológicos precisam recuperar a saúde – essa é a principal diferença”, finaliza Dr. Rodrigo.

 

Dr Rodrigo Barbosa - cirurgião digestivo sub-especializado em cirurgia bariátrica e coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO do Instituto Medicina em Foco


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