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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

GRANDE MIAMI ESTÁ ENTRE OS 10 PRINCIPAIS DESTINOS ESPORTIVOS DO MUNDO

Grande Miami e Miami Beach aceleram sua ascensão como capital global dos esportes com reconhecimento no Top 10 e cinco novos eventos internacionais anuais 

 

Grande Miami e Miami Beach estão oficialmente classificadas entre as 10 principais cidades esportivas do mundo, de acordo com o aguardado Ranking of Sport Cities 2025 da Burson. O salto de Miami para a 8ª posição mundial reforça o papel do destino como um centro de competições de classe mundial durante todo o ano — e soma mais uma prova de sua reputação como capital global dos esportes. 

Sediando competições de destaque como o Orange Bowl, o Miami Open, a Maratona de Miami e o Grande Prêmio de F1 de Miami, o calendário esportivo da região foi ampliado com cinco novos eventos globais anuais: PGA Tour Signature Event, E1 Power Boat Series, Fórmula E, Unrivaled Women’s Basketball e o HYROX Fitness Festival. Após sediar com sucesso a Copa do Mundo de Clubes da FIFA no início deste ano, essas adições — juntamente com torneios internacionais futuros, incluindo a Copa do Mundo FIFA 26™ — reforçam o status de Miami como capital esportiva durante todo o ano, ao mesmo tempo em que geram impacto econômico para a comunidade.


O ranking da Burson avalia as 100 principais cidades esportivas do mundo por meio de pesquisas de percepção e análises quantitativas aprofundadas, incluindo contribuições de líderes esportivos internacionais, representantes da mídia e especialistas do setor, além de monitoramento de mídias sociais e tradicionais. A ascensão de Miami da 16ª posição em 2023 para a 8ª em 2025 reflete o impacto de sua robusta programação de eventos e seu posicionamento estratégico no epicentro do mundo esportivo. 

“Nos últimos anos, nossa organização fez um investimento estratégico em ativos e plataformas de marketing e comunicação para atrair, promover e sediar alguns dos eventos e marcas esportivas mais icônicas e globais do mundo”, disse David Whitaker, presidente e CEO do Greater Miami Convention & Visitors Bureau (GMCVB). “O crescimento nos últimos anos, e agora a classificação no Top 10 global, reafirma o retorno desse investimento, o poder coletivo e a influência de nossos parceiros esportivos e de eventos. E, mais uma vez, ilustra a relação entre a reputação e a atratividade da marca de um destino com os grandes eventos que ele sedia.”

 

Uma Potência de Eventos Globais Durante Todo o Ano 

Além da Copa do Mundo FIFA 26™, o calendário esportivo de Miami está repleto de eventos de elite que continuam a elevar seu prestígio global. Somente nos próximos 12 meses, o destino sediará: 

Campeonato Nacional e Playoffs de Futebol Americano Universitário (janeiro de 2026)

  • 1 de janeiro: Capital One Orange Bowl – Quartas de final do College Football Playoff
  • 19 de janeiro: Final do Campeonato Nacional do College Football Playoff

 

NHL Winter Classic (janeiro de 2026) 

  • 2 de janeiro: NHL Winter Classic – Florida Panthers vs. New York Rangers no loanDepot park


Clássico Mundial de Beisebol (6 a 17 de março de 2026) 

  • 6 a 11 de março – Fase de Grupos D: Venezuela, República Dominicana, Países Baixos, Israel, Nicarágua
  • 13 a 14 de março – Quartas de final
  • 15 a 16 de março – Semifinais
  • 17 de março – Final


Partidas da Copa do Mundo FIFA 26™ (junho–julho de 2026 no Estádio de Miami)

  • 15 de junho: Jogo 13 – Fase de grupos
  • 21 de junho: Jogo 37 – Fase de grupos
  • 24 de junho: Jogo 49 – Fase de grupos
  • 27 de junho: Jogo 71 – Fase de grupos
  • 3 de julho: Jogo 86 – Oitavas de final
  • 11 de julho: Jogo 99 – Quartas de final
  • 18 de julho: Jogo 103 – Disputa de 3º lugar


Campeonato da NASCAR Cup Series (6 a 8 de novembro de 2026) 

  • 8 de novembro: Corrida final do Campeonato da NASCAR Cup Series 

Esses eventos de grande impacto se somam a um calendário anual robusto que já inclui o Miami Open, a Maratona de Miami, a Regata Bacardi Cup, o Capital One Orange Bowl, o Fórmula 1 Crypto.com Miami Grand Prix e as temporadas completas do Miami HEAT, Miami Dolphins, Miami Marlins e Inter Miami CF. Novas adições como o PGA Tour Signature Event, E1 Power Boat Series, Fórmula E, Unrivaled Women’s Basketball e o HYROX Fitness Festival ampliam ainda mais o calendário anual, reforçando a reputação de Miami como uma das capitais esportivas mais diversas e dinâmicas do mundo. 

Por meio de campanhas de marketing esportivo direcionadas, construção de parcerias globais e uma forte identidade cultural, o GMCVB e seus parceiros consolidaram a reputação de Miami como destino de turismo esportivo de primeira linha. 

Neste ano, o GMCVB lançou uma campanha permanente para incentivar os fãs não apenas a assistir aos jogos, mas também a permanecer e explorar tudo o que o Grande Miami tem a oferecer — desde bairros vibrantes e gastronomia de classe mundial até praias, arte e cultura. 

Aproveitando um calendário esportivo anual rico — da icônica regata Bacardi Cup ao festival fitness Wodapalooza — o GMCVB está transformando cada grande evento em uma viagem de vários dias. Para saber como os eventos esportivos em Miami se tornam uma oportunidade de mergulhar no estilo de vida tropical e no turismo sustentável, visite: AQUI.
 

Um Legado como anfitrião de eventos de classe mundial 

A capacidade da Grande Miami de atrair competições globais não é novidade — está enraizada em décadas de sucesso comprovado:

  • Miami já sediou 11 Super Bowls, número recorde que comprova sua infraestrutura e hospitalidade para eventos de grande porte.
  • É o único destino a sediar todas as três fases do Clássico Mundial de Beisebol — Primeira Fase, Segunda Fase e Final.
  • O Capital One Orange Bowl é disputado em Miami desde 1935, sendo o segundo jogo de pós-temporada mais antigo do futebol americano universitário.
  • Miami fará história ao sediar o primeiro jogo de hóquei no gelo ao ar livre da Flórida, como parte do Winter Classic da NHL — e em grande estilo, dentro do loanDepot park, tradicionalmente usado para jogos da Major League Baseball. Essa ousada transformação inédita reflete a criatividade e adaptabilidade dos locais de eventos de Miami, que continuam a se destacar independentemente do esporte, da estação ou da escala.


Centro de Esportes, Fitness e Eventos Corporativos 

Além dos eventos esportivos globais, o Miami Beach Convention Center também serve como palco para encontros e convenções de esportes, fitness e bem-estar, oferecendo aos organizadores uma excelente estrutura, potencializada pelo clima ensolarado e pela hospitalidade de Miami durante todo o ano.

Grupos são atraídos para Miami e Miami Beach não apenas por seus espaços modernos e hospitalidade, mas também pelo clima imbatível, que permite ativações fitness ao ar livre, torneios e programação de bem-estar em qualquer estação. 

De sediar eventos esportivos globais a atrair conferências de saúde e bem-estar, Miami combina sol, infraestrutura moderna e uma cena cultural vibrante para criar o ambiente perfeito para organizações que buscam unir negócios e estilo de vida ativo. 

O ranking global Top 10 agora coloca Miami ao lado de cidades de elite como Paris, Los Angeles, Nova York, Londres e Madri. 

Com a contagem regressiva para a Copa do Mundo FIFA 26™, Grande Miami e Miami Beach estão prontos para oferecer experiências inesquecíveis para fãs, atletas e visitantes — consolidando ainda mais seu status como uma verdadeira capital global dos esportes. 

 

 Sobre o Greater Miami Convention and Visitors Bureau (GMCVB)   

O Greater Miami Convention & Visitors Bureau (GMCVB) é uma organização de vendas e marketing sem fins lucrativos credenciada e independente, cuja missão é atrair visitantes para a Grande Miami e Miami Beach para lazer, negócios, reuniões e convenções. Para obter um guia de férias, visite nosso site ou ligue para 1-888-76-Miami (somente EUA/Canadá) ou 305-447-7777. Para entrar em contato com os escritórios do GMCVB, disque 305-539-3000. Planejadores de reuniões podem ligar para 1-800-933-8448 (somente EUA/Canadá) ou 305-539-3071 ou visitar o site Miami Meetings. Para se envolver ainda mais com a Grande Miami e Miami Beach, participe da conversa seguindo nossos canais de mídia social no Facebook, Twitter, Instagram e Pinterest.    


RH Estratégico: como um comitê pode ajudar?

Muitas empresas reconhecem que seu capital humano é o ativo mais valioso, mas, ainda assim, continuam enxergando a gestão de pessoas como uma área puramente operacional, sem dar o devido valor que merece. Enquanto isso, aquelas que já entenderam que as pessoas são essenciais para atingir os seus objetivos, colocando esses talentos no centro da discussão, conseguem tomar decisões estratégicas alinhadas às metas corporativas – resultados, esses, que podem ser favorecidos com o apoio de um comitê de RH.

Mais visto em empresas que já possuem uma maior maturidade em sua governança, esse comitê de pessoas, como também é chamado, busca, em seu cerne, alinhar as práticas de gestão de pessoas com os objetivos de negócio à longo prazo – tratando, para isso, de temas como sucessão, de modo geral, dos líderes; do reforço à cultura que está sendo criada; assim como um olhar cuidadoso sobre aspectos de diversidade.

Essa amplitude em seu propósito exige, portanto, um time heterogêneo composto por profissionais de áreas diferentes, com visões e experiências variadas, não apenas do próprio departamento de recursos humanos, mas incluindo, também, todos os executivos e gestores da companhia, de forma que consigam atuar em temas sensíveis e pertinentes ao crescimento corporativo.

Geralmente, os comitês começam tratando assuntos relacionados a riscos de auditoria e demais regulamentações, abrangendo, com o tempo, outras frentes de acordo com a necessidade do negócio. Seu objetivo não é fiscalizar pontos que não estejam em conformidade, mas fomentar um grau importante de entendimento sobre esses assuntos, compreendendo sua essencialidade para a sustentação da empresa, de forma que consiga evoluir constantemente com saúde e prosperidade.

Segundo o próprio Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a criação de comitês de RH não é mais um diferencial, mas uma prática consolidada e esperada no cenário de alta governança corporativa no Brasil, que vem ganhando cada vez mais consciência nos últimos anos.

Já em 2021, como exemplo disso, 61% das companhias listadas nos segmentos diferenciados da B3 já contavam com comitês ligados a temas como pessoas, cultura ou remuneração, em um movimento crescente que evidencia sua importância. Hoje, essa consciência é bem maior, comprovando o quanto que este tema deve estar no radar das empresas.

O comitê, contudo, não precisa ser eterno, podendo existir apenas por um período específico para tratar um tema urgente. Por isso que, antes de iniciar este processo, é necessário ter este grau de autoconsciência, compreendendo as necessidades da sua empresa e quais dores, em termos de gestão de pessoas, esse grupo de profissionais pode melhorar – seja um grau elevado de turnover, insatisfação profissional ou baixo eNPS, como exemplo.

Compreendendo essas necessidades, há um processo natural de aculturamento entre os membros do comitê, alinhando as expectativas do que é esperado para que somem esforços nesse sentido, mesmo que tenham pensamentos e opiniões diferentes entre si. Essa união será uma peça-chave para tornar as operações cada vez mais estratégicas, retendo talentos qualificados que se mantenham engajados e produtivos, garantindo que a empresa responda, com prontidão, à dinâmica do mercado, assegurando seu potencial competitivo e poder de crescimento sustentável.

 


Thiago Xavier - headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento de executivos.


Wide
https://wide.works/

 

Sociedade ainda falha na garantia plena de direitos às Pessoas com Deficiência, ressalta OAB Criciúma

Na semana em que se celebra o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, entidade reforça a importância da inclusão plena e os obstáculos que ainda persistem na sociedade


Mesmo com avanços garantidos por leis como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), Pessoas com Deficiência (PCDs) seguem enfrentando obstáculos diários que limitam sua autonomia, participação social e dignidade. Neste cenário, a OAB Subseção Criciúma aproveita a data de 21 de setembro, próximo domingo e Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, para reforçar a necessidade de ações concretas que promovam equidade e acesso pleno aos direitos fundamentais.

Entre os principais desafios do dia a dia então as dificuldades de locomoção nas cidades, o acesso limitado a espaços culturais e de lazer, a oferta insuficiente de tecnologias assistivas, a desigualdade socioeconômica, a inserção precária no mercado de trabalho e o acesso restrito à saúde e educação de qualidade. Para a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB Subseção de Criciúma, Patrícia Bonfante, ainda falta conhecimento e empatia da sociedade sobre as diversas realidades que compõem a vivência de PCDs.

“As diferenças que compõem a pessoa com deficiência são desconhecidas e, por isso mesmo, desrespeitadas. Nós enfrentamos barreiras materiais, como as dificuldades de locomoção e atendimento adequado nos locais de acesso público e em espaços de lazer, e barreiras atitudinais, refletidas no preconceito de grande parte da população, que enxerga a deficiência como condição de incapacidade, o que não é verdadeiro”, afirma Patrícia.


Mobilização Social

Levando em consideração a data lembrada no próximo domingo, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB Subseção de Criciúma chama a atenção da sociedade para os desafios de inclusão ainda persistentes, por meio de uma mobilização alusiva ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Da mesma forma, a Subseção busca, ainda, construir pontes entre instituições atuantes na causa e as pessoas com deficiência e suas famílias.

O evento ocorre neste sábado (20), das 9h às 12h, no Parque da Prefeitura de Criciúma, e contará com atividades interativas para todas as famílias, rodas de conversa e apresentação de projetos sociais voltados para a inclusão e proteção dos direitos das pessoas com deficiência, realizados por instituições parceiras da OAB.

“Além de contribuir para o aprimoramento da legislação, a Comissão atua para combater a negligência, o preconceito e a exclusão, buscando dar voz aos protagonistas da causa. O objetivo é claro: construir uma sociedade mais justa, acessível e inclusiva, onde os direitos das pessoas com deficiência sejam não apenas respeitados, mas efetivados de forma plena”, declara a presidente em exercício da OAB Subseção Criciúma, Janaína Alfredo.

 

Estudo e trabalho: conheça os países que permitem conciliar aprendizado e renda durante o intercâmbio

Diversos locais reconhecem os benefícios dessa integração, porém é fundamental conhecer as regras antes de embarcar

 

Fazer um intercâmbio é muito mais do que aprender um novo idioma, é uma experiência de vida que transforma trajetórias pessoais, acadêmicas e profissionais. Cada vez mais, as pessoas buscam destinos que ofereçam não apenas ensino de qualidade, mas também a oportunidade de trabalhar legalmente durante a estadia.  Diversos países reconhecem os benefícios dessa integração entre estudo e trabalho, oferecendo vistos específicos que possibilitam ao intercambista atuar no mercado local enquanto frequenta cursos de idiomas, graduação ou pós-graduação. No entanto, é fundamental conhecer as regras de cada local antes de embarcar, como a carga horária permitida, exigência de nível de idioma e os tipos de cursos aceitos.

Entre os destinos mais populares está a Irlanda, que oferece a possibilidade de estudar inglês e trabalhar até 20 horas por semana, com a possibilidade de aumento da carga horária em períodos específicos do ano. A Austrália também figura entre os preferidos, com um mercado aquecido e salários atrativos, podendo atuar por até 48 horas quinzenais ou 24 horas semanais durante o período letivo. Nos Emirados Árabes Unidos, especialmente em Dubai, um dos grandes diferenciais dos programas de estudo e emprego é a flexibilidade. Não há limite de horas para exercer atividades profissionais, e os alunos podem até assumir mais de uma função, desde que consigam conciliar os horários com as aulas. A autorização para atuar profissionalmente é válida durante toda a vigência do visto educacional, que pode ser solicitado a partir da 12ª semana de curso.

Segundo Celso Garcia, sócio-diretor do Grupo CI, para aproveitar ao máximo essa oportunidade, é essencial planejamento. “Conciliar estudo e trabalho exige disciplina, bom gerenciamento de tempo e disposição para lidar com novos desafios. Também é recomendado chegar ao país com o idioma já em nível intermediário, o que aumenta significativamente as chances de conseguir um bom emprego”, orienta. 

Para conhecer essas oportunidades, a CI Intercâmbio, agência especializada em programas de estudo no exterior, une mais de 50 universidades e escolas internacionais de países como Estados Unidos, Canadá e França, em uma Feira de Educação Internacional que irá percorrer cinco cidades brasileiras, entre os dias 20 e 27 de setembro, o evento itinerante e gratuito passa por São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Balneário Camboriú, reunindo representantes de mais de 15 países apresentando programas de Ensino Médio, Graduação, Pós-Graduação, Mestrado, Colleges e MBA.

Mais informações e inscrições estão disponíveis no portal ci.com.br/feira. 


Serviço

São Paulo (SP)

Data: 20 de setembro de 2025

Horário: 11h às 17h 

Local: Hotel Intercontinental - Alameda Santos, 1123 - Jardim Paulista

 

Belo Horizonte (MG) 

Data: 23 de setembro de 2025

Horário: 16h às 21h 

Local: Hotel Caesar Business Belvedere - Rod. Stael Mary Bicalho Motta Magalhães, 421 – Belvedere

 

Porto Alegre (RS)

Data: 24 de setembro de 2025

Horário: 18h às 22h 

 

Inovação e qualidade de vida caminham juntas no segmento de RH

 

Participamos da edição 2025 do CONARH, maior evento dedicado a empresas do segmento de recursos humanos e gestão de pessoas, há algumas semanas, no SP Expo, e tenho algumas observações sobre o nosso mercado para compartilhar.

 

A feira foi um sucesso. Andando pelos corredores, entre os estandes de diversos players importantes desses segmentos, foi possível constatar o surgimento e o crescimento de diversas empresas de benefícios. 

 

É uma prova que as organizações, se ainda não estão, precisam se preocupar com mais do que salário. Para atrair novos talentos e reter profissionais comprometidos, é preciso oferecer oportunidades de saúde e bem-estar, juntamente com desenvolvimento profissional e qualidade de vida. Isso ajuda a reduzir a rotatividade e a garantir a continuidade da experiência. 

 

Acho interessante destacar que alguns novos players nesse segmento de benefícios vêm fazendo uma transição de modelos mais tradicionais para opções mais inovadoras e personalizadas. Isso permite que as empresas criem pacotes mais flexíveis, para atender a cada perfil de colaborador. 

 

Sem dúvida, o futuro do RH passa por essa personalização, pela valorização das pessoas e pelo foco nos funcionários como seres humanos completos, com necessidades variadas e uma meta em comum: bem-estar e qualidade de vida.

 

Do nosso lado, fizemos questão de mostrar nossa marca e divulgar nossa expertise em tecnologia, como o primeiro agente 100% digital e IA-First para integrar universidades, estagiários e empresas. Ao mesmo tempo, fizemos isso de forma a valorizar as pessoas, o fator humano que utiliza das mais modernas ferramentas para acelerar processos e entregar resultados. 

 

Fomos um dos poucos expositores do evento a apresentar uma ferramenta de IA em ação e mostrar que, por meio de uma plataforma simples e intuitiva, as empresas receberão resultados promissores de seus processos seletivos. 

 

Nossa ferramenta é capaz de realizar, de maneira autônoma, todas as etapas do processo de recrutamento e seleção, prospecção de talentos, agendamento das entrevistas, avaliação dos perfis e feedback personalizado ao candidato, sem limites de escala. 

 

A análise semântica das respostas dos candidatos/as é um importante diferencial, já que iniciativas similares ainda trabalham com algoritmos mais simples e chatbots que fazem apenas a transcrição das respostas. 

 

Como venho dizendo em meus artigos e palestras, a IA generativa é uma ferramenta que chegou para mudar nosso cenário de trabalho. Mas ela não é um atalho: é um braço direito para acelerar testes, refinar ideias, agilizar processos e tarefas, e que pode, com a ajuda certa de empresas como o WallJobs, oferecer dados para embasar muito melhor um julgamento. Seja na rapidez dos processos rotineiros do RH ou na contratação mais certeira de novos talentos para a sua organização. 

 



Henrique Calandra é fundador do WallJobs, empresa de tecnologia brasileira que oferece soluções automatizadas para contratos de estágio, autor do livro “Inteligência Artificial Generativa para Iniciantes", e palestrante de grandes ecossistemas como InovaBRA e Distrito.


Endividamento das famílias pressiona o varejo, que é obrigado a rever políticas de crédito

IMAGEM: Fábio D'Castro/DC
Inadimplência em alta e confiança em baixa fazem com que lojistas ajustem prazos e ofertas diante da cautela dos consumidores

 

O varejo brasileiro entrou no segundo semestre de 2025 sob pressão de dois vetores que se retroalimentam: de um lado, o aumento do endividamento e da inadimplência das famílias; de outro, a queda da confiança do consumidor. O resultado é a desaceleração das vendas e a necessidade de lojistas adaptarem suas estratégias comerciais para preservar o caixa.

Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que a proporção de famílias com contas em atraso – ou seja, inadimplentes - chegou a 30,4% em agosto, contra 30,0% em julho. Trata-se do maior patamar desde o início da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), em 2010. Há um ano, em agosto de 2024, essa fatia era de 28,8%.

Para a confederação, a elevação da inadimplência é um sinal de que o atual nível de endividamento começa a ultrapassar o limite da capacidade de pagamento das famílias. “Isso se dá especialmente em um cenário de crédito mais caro e prazos mais curtos. É um sinal de alerta importante para a economia doméstica”, avalia o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

O quadro é corroborado pelas estatísticas do Banco Central: em junho, o endividamento das famílias representava 48,7% da renda anual, enquanto o comprometimento de renda com o serviço da dívida alcançou 27,6%. Esses níveis limitam a capacidade de consumo e reduzem a propensão a compras de maior valor, como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis.

O avanço da inadimplência se concentrou principalmente entre famílias com renda acima de três salários mínimos, especialmente no grupo que recebe mais de 10 salários, com alta de 1,4 ponto percentual em 12 meses. Já o crescimento do endividamento foi mais intenso entre lares com renda de 3 a 5 salários mínimos, registrando alta de 2,6 pontos percentuais em 12 meses.

A pressão do endividamento sobre as finanças pessoais afeta o otimismo do consumidor. O Índice Nacional de Confiança (INC), elaborado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), registrou em agosto a quinta queda mensal seguida, recuando aos 95 pontos. Quando esse indicador fica abaixo dos 100 pontos, sinaliza pessimismo dos consumidores.


Margens pressionadas

Para o varejo, o efeito não é apenas sobre o volume de vendas, mas sobre a rentabilidade. O aumento das promoções e a necessidade de manter o fluxo de caixa comprimem margens.

“O lojista vende mais barato para girar estoque, mas gasta mais para se proteger de calotes e, ao final, lucra menos”, observa Marcel Solimeo, economista da ACSP.

Ele lembra que, por parte do consumidor, às vezes a cautela fala mais alto do que a necessidade de comprar ou a facilidade de pagamentos dos lojistas. E é onde o endividamento aumenta.

A inadimplência crescente obriga as empresas do setor a reverem sua política de crédito. Redes de médio porte, que tradicionalmente ofereciam prazos longos, agora restringem parcelamentos ou priorizam vendas à vista com desconto. Já os pequenos lojistas relatam maior dificuldade em receber, especialmente no crediário próprio.

É o caso de Leonardo Thieves, dono da Go Food Congelados, na Vila Prudente. “Hoje, oferecer parcelamento é um risco maior. O cliente até pergunta por crédito, mas eu não libero para todo mundo e, por isso, minha inadimplência é pequena”, conta. “Tive uma cliente que foi acumulando uma dívida e fui obrigado a cobrar. Ela nunca mais voltou a comprar conosco.”

Segundo Lauro Pimenta, vice-presidente da Associação de Lojistas do Brás (Alobrás), a inadimplência crescente já se reflete no comércio. Ele observa que, mesmo em lares onde mais pessoas passaram a contribuir para a renda, o impacto no orçamento das famílias é evidente.

“No primeiro semestre, o setor têxtil chegou a registrar aumento de consumo e de tíquete médio, mas parte desse movimento ocorreu sem o devido planejamento financeiro, o que resultou em atrasos nos pagamentos.”

Na virada para o segundo semestre, o cenário mudou: o tíquete médio caiu e o consumidor passou a adotar uma postura mais cautelosa, ajustando contas para se preparar para o fim do ano. Essa retração, avalia Pimenta, indica que as famílias estão priorizando quitar dívidas antes de voltar a consumir com mais intensidade.

A política de crédito também sofreu alterações. Parcelamentos mais longos, antes comuns, tornaram-se inviáveis diante das taxas elevadas de cartão. “Muitos lojistas reduziram o número de parcelas para três ou, em alguns casos, repassaram custos adicionais ao cliente que insiste em prazos maiores. Alternativas como o Pix parcelado começam a ser avaliadas como saídas para manter as vendas em ritmo saudável”, revela Pimenta.

Diante do maior risco de calote, a principal medida, segundo ele, tem sido reduzir investimentos e priorizar a preservação do caixa. Com juros altos e menor margem de lucro, ampliar estoques ou buscar capital de giro bancário se tornou arriscado demais para pequenos e médios comerciantes.

Apesar da cautela, o vice-presidente da Alobrás vê fatores que podem favorecer o comércio até o fim do ano. Ele destaca o crescimento do emprego formal e a entrada do 13º salário, que pode permitir a muitas famílias quitar dívidas e recuperar o crédito. “O brasileiro tem essa característica: mesmo em dificuldades, procura limpar o nome para voltar a consumir”, afirma.

Para ele, o fortalecimento da renda e da geração de empregos é o caminho mais sólido para reduzir a inadimplência e sustentar a atividade econômica em 2026.

“A recuperação da atividade depende menos de medidas emergenciais, como feirões de renegociação, e mais da manutenção da renda e da geração de empregos. O melhor remédio para a inadimplência é o trabalho. Com renda estável, o consumidor volta a honrar compromissos, o crédito se restabelece e o comércio ganha confiança para investir novamente”, avalia Pimenta.

Estratégias

Diante do cenário de inadimplência elevada e confiança do consumidor em baixa, especialistas apontam que os lojistas precisam adotar estratégias práticas para atravessar o período sem comprometer sua saúde financeira.

Segundo Solimeo, o cenário exige criatividade. “O comerciante precisa investir em relacionamento, avaliar o histórico do cliente em cadastro positivo e buscar parcerias financeiras que ofereçam meios de pagamento seguros. Também não deve se deixar contaminar pelos pensamentos negativos dos economistas. Há incertezas, mas os lojistas têm que ser flexíveis.”

A primeira medida é a gestão rigorosa do crédito: é fundamental avaliar o histórico do cliente antes de conceder prazos maiores e, quando possível, reduzir o número de parcelas, diminuindo o risco de calote.

Outra frente é o uso de promoções segmentadas, direcionadas a itens essenciais, que ajudam a atrair consumidores mais sensíveis a preço, enquanto produtos de maior valor podem ser preservados com margens melhores. Ajustar o mix de produtos também se torna necessário, priorizando linhas mais acessíveis, sem abrir mão da diversidade no portfólio.

Por fim, o apoio tecnológico tem papel crescente. A integração de meios de pagamento digitais e o uso de ferramentas de análise de risco permitem reduzir perdas e tornar as operações mais eficientes.

Combinar disciplina financeira com inovação comercial será decisivo para manter vendas ativas até que a confiança do consumidor volte a se recuperar. Além disso, o lojista precisa ter paciência e se adaptar até a situação melhorar. Enquanto isso não acontece, é preciso vender com segurança.


Perspectivas

A CNC projeta que a inadimplência deve permanecer em patamar elevado até o final do ano, impactada por juros ainda altos no crédito rotativo e no parcelado. Embora o Banco Central sinalize espaço para reduções adicionais na taxa Selic, a transmissão para o crédito ao consumidor é lenta.

Enquanto o custo do crédito não cair de forma significativa e a renda das famílias não mostrar recuperação mais firme, o varejo continuará operando sob cautela.

Do lado das famílias, a estratégia é de sobrevivência financeira. Muitas famílias reduziram idas ao shopping e trocaram restaurantes por refeições caseiras. Hoje, comprar roupa ou celular novo não é prioridade para muitos. Esse movimento se reflete nos dados de confiança captados pela ACSP: o consumidor está menos disposto a contrair dívidas e mais propenso a economizar.

 


Cibele Gandolpho

https://dcomercio.com.br/publicacao/s/endividamento-das-familias-pressiona-o-varejo-que-e-obrigado-a-rever-politicas-de-credito


Conquistar clientes é o maior desafio para PMEs no início da jornada, segundo pesquisa da Serasa Experian

Levantamento mostra que dificuldades como marketing, gestão de pessoas e entendimento do próprio setor se mantêm mesmo com a maturidade do negócio 

  Divulgar o negócio também está na lista das principais dores das pequenas e médias empresas

 

Para 3 em cada 10 pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras, o maior desafio ao iniciar um negócio é conquistar e reter clientes. É o que revela a nova pesquisa da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, sobre os principais obstáculos enfrentados por empreendedores ao longo de sua jornada.

 

A dificuldade em atrair público é seguida de perto por dois outros gargalos: divulgar o negócio (29%) e encontrar pessoas para trabalhar (27%). Nas empresas do setor de comércio, esses números sobem ainda mais: 35% relatam problemas em conquistar clientes e 38% apontam escassez de mão de obra qualificada já no início.

 

Outros entraves como entender as particularidades do próprio setor (21%) e lidar com leis e impostos (21%) também se destacam, especialmente nas áreas de comércio e indústria.


 

Desafios persistem mesmo com a maturidade da empresa


Mesmo após a fase inicial, as dores da gestão permanecem, na visão dos empreendedores. Com o passar do tempo, o foco das dificuldades muda de lugar, mas não desaparece: 33% das PMEs citam a contratação e a gestão de pessoas como maior desafio atual, especialmente no comércio (40%) e na indústria (37%).

 

A retenção de clientes (32%), a atualização constante (29%) e a divulgação eficiente do negócio (29%) também seguem sendo obstáculos importantes. Já a gestão financeira e a contabilidade, embora menos citadas, ainda preocupam 25% e 19% das empresas, respectivamente — com destaque novamente para o setor do comércio.

 

“Gerir uma empresa, mesmo pequena, é uma atividade complexa. É comum que o empreendedor domine a atividade-fim, mas tenha lacunas em áreas como gestão financeira ou estratégias de crescimento. São pontos que atravessam toda a jornada e, em muitos casos, se tornam gargalos permanentes. Por isso, temos investido em conteúdos e soluções que apoiem as PMEs com abordagens práticas e aplicáveis, como nosso webinar ‘Serasa Apresenta - Como vender mais utilizando marketing e as redes sociais’ Nele, trouxemos dicas para os empreendedores para ter uma presença digital estratégica, com uma construção de conteúdo relevante e vendável e um atendimento centrado no cliente, por exemplo.”, explica Cleber Genero, vice-presidente de PMEs da Serasa Experian.

 


Metodologia e amostra 


A pesquisa envolveu uma amostra representativa de 313 PMEs, considerando a classificação estabelecida pelo SEBRAE. A pesquisa buscou abranger diversos setores, incluindo comércio, serviços e indústria, bem como empresas que atuam tanto no mercado B2B quanto no B2C. Foram incluídos cargos de coordenadores, gerentes, diretores, sócios e proprietários, desde que fossem maiores de 18 anos. A coleta foi realizada por meio de painel online e a margem de erro foi de 5,5% com um intervalo de confiança de 95%. Foram excluídas da amostra associações, federações, igrejas e outros órgãos religiosos. 

 

Experian
experianplc.com

 

Workations: como unir trabalho remoto e turismo em destinos acessíveis para brasileiros

Passeios fora do horário comercial, como o “Amanhecer no mirante de Dona Marta
 e Cristo Redentor”, disponível na Civitatis, possibilitam conciliar experiências com a rotina de trabalho


Passaporte forte, conectividade e reservas flexíveis atraem os adeptos ao workation, aponta a Civitatis

 

Um hábito de viagem que surgiu em tempos de pandemia, mas que vem ganhando cada vez mais espaço entre os brasileiros, é esticar a estadia e trabalhar de outro lugar, unindo jornada profissional e experiência turística. Trata-se da chamada workation, possibilitada pelo novo modelo de trabalho, com maior flexibilidade na jornada, seja remota ou híbrida. 

Segundo a Civitatis, plataforma líder de experiências em português presente em mais de 160 países, a procura por hospedagens e passeios que oferecem infraestrutura, flexibilidade e se adequem aos períodos de trabalho remoto tem crescido ao longo de 2025, refletindo uma mudança no comportamento do viajante. 

“A workation combina produtividade e qualidade de vida, uma das grandes prioridades das novas gerações. É uma forma de viajar e viver experiências turísticas sem romper a rotina profissional, e isso tem chamado a atenção de viajantes que têm jornadas flexíveis de trabalho”, afirma Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis no Brasil.

O executivo cita como exemplo o passeio “Amanhecer no Mirante de Dona Marta e Cristo Redentor”, no Rio de Janeiro, oferecido pela Civitatis, que termina às 8h, permitindo que os viajantes conciliem a experiência turística com a rotina de trabalho.
 

Trabalho remoto e menos custo no bolso

O fenômeno não surge do nada: o teletrabalho, ou trabalho remoto, já está consolidado no país. Em 2022, o IBGE registrou 7,4 milhões de brasileiros que praticavam teletrabalho. É bem verdade que muitas empresas estão incentivando o retorno ao escritório, mas o home office veio para ficar: uma pesquisa da Swile com 800 empresas em 2024 mostrou que 13% da força de trabalho continua remota, e 32% trabalha em modelo híbrido - ou seja, quase metade dos trabalhadores ainda têm alguma flexibilidade, o que amplia o público potencial para as workations. 

Além da vantagem do trabalho remoto, a tendência também pode aliviar o bolso durante as viagens. Se antes pagar passagens caras por precisar voltar num domingo ou no fim de um feriado era inevitável, com a workation, esticar a estadia virou também uma vantagem financeira: viajar alguns dias a mais permite escolher retornos em dias alternativos, como terça ou quarta, quando as tarifas costumam ser mais baixas.

Além de evitar o pico de embarques de fim de semana e feriados, a prática reduz o custo médio por noite ao possibilitar o aproveitamento de tarifas semanais, descontos para estadias prolongadas e maior margem para negociar condições de hospedagem.
 

O que os brasileiros estão buscando

De acordo com a Civitatis, o viajante brasileiro que opta por workations busca experiências locais que permitam conciliar trabalho e lazer, como passeios ao final do dia, trilhas pela manhã e experiências gastronômicas que sejam facilmente encaixáveis na rotina.

“Temos ampliado a oferta de passeios flexíveis para quem pretende trabalhar parte do tempo e explorar o destino em horários fora do expediente”, explica Alexandre. 

Possibilitar, em muitos casos, cancelamento até 24 horas antes de um passeio também se provou um atrativo para brasileiros na Civitatis, conta Alexandre Oliveira, já que ao conciliar rotina de trabalho com viagem, os planos podem mudar de um dia para outro.
 

Passaporte forte e destinos que combinam custo e qualidade de vida

A difusão das workations entre os brasileiros também é favorecida pela força do nosso passaporte: hoje ele permite entrada sem visto ou com visto na chegada em cerca de 170 países e territórios, o que amplia o rol de destinos acessíveis para quem deseja trabalhar remotamente fora do Brasil. 

Para brasileiros, isso facilita a escolha de destinos para workations. Além do fácil acesso, locais com conectividade de voos diretos e custos de vida moderados tendem a despontar como escolhas naturais para esse perfil de viajante. 

Na prática, isso engloba cidades europeias com voos diretos a partir de São Paulo e Rio de Janeiro, capitais latino-americanas bem conectadas e destinos paradisíacos no Brasil com boa conexão de internet e fácil acesso aos principais centros urbanos. 

Natureza, segurança e oferta cultural também entram na conta, explica Alexandre. “O workation só faz sentido se o local convidar tanto ao trabalho quanto ao descanso", complementa Country Manager da Civitatis Brasil.
 

Oportunidade para o setor turístico

Para operadores e destinos, a expansão das workations representa uma oportunidade para fornecedores do setor turístico oferecerem passeios mais flexíveis — tanto em políticas de cancelamento quanto em horários — e ampliar ofertas diferenciadas para estadias mais longas. 

“Ao oferecer soluções práticas, desde traslados que funcionem no horário de reuniões até tours que comecem ao final do expediente, os destinos ampliam o apelo para esse público”, conclui Alexandre.

 

Por que a liderança feminina não pode esperar mais 160 anos?

Desde 2017, o Panorama Mulheres, pesquisa conduzida pelo Talenses Group em parceria com o Insper, acompanha a presença feminina na alta liderança corporativa brasileira. A edição 2025 escancara um cenário que, infelizmente, pouco mudou ao longo dos últimos anos: entre as 310 empresas analisadas, 224 possuem presidência formalizada, mas apenas 39 são lideradas por mulheres, o equivalente a 17,4% do total. O índice segue abaixo da média global de 29%, apontada pelo Global Gender Gap Report 2023. 

O dado mais alarmante? No ritmo atual, levaríamos mais de 160 anos para atingir a paridade de gênero na liderança. É tempo demais para esperar. Enquanto isso, as empresas e a sociedade deixam de colher os benefícios concretos que a diversidade traz para a tomada de decisões, a inovação e os resultados de negócios. 

Nos conselhos de administração, a sub-representação é ainda mais evidente: nas 61 empresas com conselhos ativos, apenas 17,1% das cadeiras são ocupadas por mulheres e, em mais da metade deles, não há nenhuma presença feminina. E, quando olhamos para as vice-presidências, percebemos um retrocesso: a participação feminina caiu de 34% em 2022 para 20% em 2024. Paralelamente, as políticas corporativas voltadas à equidade também recuaram, menos de 30% das empresas listam ações para promover mulheres como parte de suas estratégias ESG. 

Esse cenário é ainda mais desafiador em setores historicamente masculinos, como segurança, transporte e logística. São áreas onde, durante décadas, a presença feminina foi quase nula. Mas essa realidade está mudando, e é justamente aí que vejo uma oportunidade de transformação. Inserir mais mulheres em posições estratégicas não é apenas uma questão de justiça ou equidade, mas uma alavanca real de inovação, eficiência e crescimento. 

Na minha trajetória como diretora de Marketing da Corpvs, vejo diariamente o impacto positivo da diversidade de gênero. A atuação feminina traz uma combinação poderosa de visão analítica, empatia, clareza estratégica e sensibilidade na tomada de decisões. Essas características não só fortalecem a cultura organizacional, como geram resultados concretos para o negócio. Mulheres que atuam em setores tradicionalmente masculinos estão redefinindo a cultura corporativa, otimizando processos e mostrando que cuidar da segurança, da logística e das pessoas é também liderar o futuro. 

O avanço da mulher no mercado de trabalho é, acima de tudo, um avanço coletivo para as empresas, para a economia e para a sociedade como um todo. Mas ele não vai acontecer sozinho. É preciso intenção, investimento e, sobretudo, mudança de mentalidade. As empresas precisam entender que não há liderança forte sem diversidade. Avançar nessa pauta é também fortalecer a resiliência, a inovação e a competitividade. 

O Panorama Mulheres 2025 nos oferece um retrato incômodo, mas necessário. E, para mim, ele deixa uma mensagem clara: cada ano de inércia significa mais um ano de talentos desperdiçados, de decisões menos diversas e de oportunidades perdidas. Se quisermos um futuro corporativo mais inteligente, humano e preparado para os desafios, precisamos agir agora. Porque esperar mais 160 anos não é uma opção. 

 

Ingrid Lucena - diretora de Marketing da Corpvs Segurança, uma das maiores empresas de segurança privada do país.

 

9 em cada 10 acreditam que a saúde mental impacta na hora de consumir, aponta pesquisa

Levantados pela Fully Ecosystem, os dados mostram que a saúde mental virou fator decisivo no consumo e nas finanças dos clientes: 56% já sentiram desconforto emocional relacionado ao ato de consumir; já 38% consideram o posicionamento das marcas em saúde mental e bem-estar no momento da compra

 

De acordo com uma pesquisa da Fully Ecosystem, plataforma de bem-estar que oferece soluções integradas de saúde física, mental e financeira, 91% dos respondentes reconhecem que o estado emocional influencia diretamente nos hábitos de compras e decisões financeiras. O estudo mostra que 56% já sentiram desconforto emocional ao consumir, evidenciando como compras impulsivas ou decisões financeiras desorganizadas podem ser gatilhos de ansiedade ou culpa. 

Setembro é um mês simbólico, marcado tanto pela semana do cliente, quanto pela campanha nacional de prevenção e cuidado com a saúde mental – Setembro Amarelo. Nesse contexto, a pesquisa evidencia que a postura das marcas em relação ao bem-estar emocional e financeiro tem se tornado um fator cada vez decisivo no momento da compra. 

Mais de 38,6% dos ouvidos afirmaram considerar o posicionamento das empresas em relação à saúde mental e ao bem-estar no momento da compra, esse movimento revela uma mudança de mentalidade: já não basta oferecer um produto ou serviço competitivo, mas ao demonstrar é preciso assumir responsabilidade em relação a questões sociais e emocionais. 

“Falar de saúde mental hoje é inevitavelmente, falar também de dinheiro e consumo. Nossa relação com o ato de comprar pode ser um gatilho de ansiedade ou ferramenta de equilíbrio. As marcas que entendem essa interdependência deixam de enxergar o cliente apenas como consumidor e passam a valorizá-lo como ser humano em sua totalidade”, afirma Vivian Muniz, VP de Marketing, Produto e Costumer Experience na Fully Ecosystem. 

Quando o assunto é consumo consciente, esse impacto se torna ainda mais evidente: 53,1% afirmam que o fato de uma marca oferecer recursos de apoio influencia diretamente sua escolha. E a expectativa vai além das práticas individuais: 74,7% consideram relevante que campanhas promocionais sejam associadas a temas como saúde e consumo sustentável. 

Para Vivian, os dados reforçam a urgência de quebrar tabus em torno da saúde mental e evidenciam que os brasileiros esperam mais apoio de empresas, marcas e instituições. “Integrar bem-estar emocional, consumo consciente e educação financeira deixou de ser tendência: é uma estratégia essencial para reduzir impactos negativos e construir relações de confiança duradouras com clientes. Quando apoiamos escolhas mais equilibradas, estamos fortalecendo, não apenas indivíduos, mas também a sustentabilidade dos negócios”, afirma. 

No cenário atual, as marcas têm papel central na construção dessa nova mentalidade. Ao assumirem responsabilidade e oferecerem soluções que integrem bem-estar emocional, consumo responsável e educação financeira, empresas contribuem para reduzir gatilhos de sofrimento e fortalecer vínculos de confiança com seus clientes. “O desafio e a oportunidade para as empresas é compreender que apoiar a saúde mental não é apenas uma ação social É uma estratégia de negócios capaz de alinhar marcas às expectativas do consumidor contemporâneo, que busca propósito, equilíbrio e impacto positivo em decisões de compra”, finaliza. 

 

Fully Ecosystem


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