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sábado, 5 de abril de 2025

TRAGA O AMOR DE VOLTA: VEJA AS SIMPATIAS INFALÍVEIS PARA REACENDER A CHAMA DA PAIXÃO

Consultora esotérica explica os rituais mais poderosos para reconquistar um amor perdido

 

Não há como fugir: o amor, às vezes, nos coloca em situações desafiadoras. Fim de relacionamento, distância inesperada ou até mesmo um mal-entendido podem separar casais que ainda têm sentimentos um pelo outro. Mas se você sente que esse amor merece uma segunda chance, a espiritualidade pode te ajudar.
 

A consultora esotérica da iQuilibrio, Katrina Devilla, explica que as simpatias funcionam como uma maneira de canalizar a energia e fortalecer sua intenção. "Antes de qualquer ritual, é essencial avaliar se essa relação realmente vale a pena. Se havia respeito, carinho e amor, podemos buscar maneiras energéticas de reaproximação. Agora, se foi um relacionamento abusivo, é melhor investir em simpatias de proteção e fortalecimento do amor próprio", alerta a especialista.
 

Confira abaixo algumas simpatias poderosas para trazer um amor de volta e, quem sabe, reconstruir sua história com mais harmonia e cumplicidade.
 

1. Simpatia para despertar o amor-próprio
 

Antes de buscar o outro, é importante fortalecer sua própria energia. "O autoconhecimento e o amor-próprio são as verdadeiras bases para qualquer relação feliz", diz Katrina.

Você vai precisar de:

  • 1 espelho
  • 1 maçã vermelha
  • Mel
  • 1 rosa branca
  • 1 fio do seu cabelo

Olhe-se no espelho e diga em voz alta: "Eu me vejo, eu me amo e reconheço meu valor." Corte a maçã ao meio, coloque seu cabelo entre as partes e regue com um pouco de mel. Depois, cubra com as pétalas da rosa branca. Deixe essa maçã em um local onde possa receber a luz da lua cheia por uma noite. No dia seguinte, enterre-a em um jardim bonito.
 

2. Simpatia da garrafinha mágica para atrair o amor
 

"Esse ritual é uma espécie de perfume espiritual que atrai vibrações românticas", explica Katrina.

Você vai precisar de:

  • 1 garrafinha de vidro
  • Pétalas secas de rosa vermelha
  • Anis estrelado
  • Cravo
  • Hibisco seco
  • Álcool 70º

Coloque todos os ingredientes na garrafa e complete com álcool. Deixe-a ao ar livre por uma noite. Todas as noites, antes de dormir, abra a garrafa e inspire o aroma, mentalizando o reencontro com a pessoa amada. Repita esse processo por sete dias.
 

3. Simpatia das velas para ele(a) te procurar
 

"As velas são poderosas para estabelecer conexão espiritual e aquecer sentimentos esfriados", diz a consultora.

Você vai precisar de:

  • 2 velas brancas
  • Barbante
  • Mel
  • Folhas de louro
  • Pétalas secas de rosa branca

Escreva seu nome em uma vela e o nome da pessoa amada na outra. Passe mel nas velas e cubra com louro e pétalas secas. Amarre as duas velas com o barbante e acenda, fazendo um pedido aos deuses do amor. Deixe queimar até o fim.
 

4. Simpatia com quartzo rosa para fortalecer os laços
 

"O quartzo rosa é a pedra do amor, capaz de equilibrar emoções e atrair harmonia", destaca Devilla.

Você vai precisar de:

  • 1 saquinho vermelho
  • 1 quartzo rosa
  • Óleo essencial de rosas
  • Algodão
  • 1 botão de rosa seco

Pingue algumas gotas do óleo essencial no algodão, coloque dentro do saquinho junto com o quartzo e a rosa seca. Amarre com três nós e deixe ao ar livre por três dias. Depois, guarde junto a suas roupas íntimas.
 

5. Simpatia do arroz para recuperar um amor perdido
 

"O arroz é símbolo de abundância e pode ajudar a restaurar a harmonia entre duas pessoas", afirma Katrina.

Você vai precisar de:

  • 1 saquinho de tecido
  • 2 ramos de lavanda
  • 2 colheres de camomila seca
  • 2 colheres de arroz cru
  • Óleo essencial de lavanda e rosa
     

Monte o saquinho intercalando os ingredientes e, a cada camada, mentalize a pessoa amada se reaproximando. Feche o saquinho com três nós e deixe sob o travesseiro até que a situação se resolva.

As simpatias ajudam a atrair boas energias, mas também funcionam como um momento de reflexão. "Se esse amor for verdadeiro, o universo dará um jeito de reaproximar vocês. Caso contrário, confie que algo melhor está por vir", conclui Katrina Devilla.

 

iQuilibrio

www.iQuilibrio.com.br

 

Páscoa: muito além dos ovos de chocolate

A Páscoa é, sem dúvida, o coração da fé cristã. Mais do que um feriado repleto de doces e coelhinhos, essa data carrega um significado profundo: a ressurreição de Jesus Cristo e a renovação da esperança.  No entanto, ao longo do tempo, muitos dos símbolos populares foram reduzidos a elementos puramente comerciais, o que de alguma medida, ofusca a essência da celebração.

É claro que ovos de chocolate e coelhos fazem parte do imaginário infantil, mas devemos sempre deixar claro o real significado desses símbolos. O ovo, por exemplo, representa o início de uma nova vida, enquanto o coelho, com sua fertilidade, simboliza a renovação. São simbologias que, dentro do contexto cristão, fazem total sentido quando conectadas à vitória de Cristo sobre a morte.

Estamos transmitindo isso às novas gerações? Ensinar as crianças sobre o verdadeiro sentido da Páscoa vai além desses símbolos comerciais. A ressurreição de Jesus é um convite à renovação da esperança e ao fortalecimento da fé. A prática da oração desde a infância é uma poderosa ferramenta para aprofundar essa compreensão. Rezar ajuda a criança a desenvolver uma relação próxima com Deus, aprendendo a confiar e a reconhecer Seu amor.

Neste tempo especial, as famílias podem incentivar momentos de oração simples, como agradecer pela vida nova em Cristo, pedir força para superar desafios e rezar pela paz e união. A luz do Cristo ressuscitado deve invadir os corações e uma prece simples é o primeiro passo: "Ó luz do Senhor que vem sobre a terra, inunda meu ser e permanece em nós! Amém."

A luz da ressurreição dissipa as trevas do pecado, do egoísmo e do orgulho. Ao unir símbolos pascais à fé cristã, os pequenos aprendem que a Páscoa não se resume aos ovos de chocolate, mas é um momento de reflexão, renovação e amor. Que essa celebração desperte nelas o desejo de crescer na fé e viver os ensinamentos de Cristo. Que as famílias encontrem no Cristo ressuscitado um caminho de fortaleza em meio a um mundo repleto de provações.

Páscoa significa uma nova chance. Sendo assim, devemos aproveitá-la para ensinar às crianças que o sentido dessa celebração vai muito além dos ovos de chocolate.

 

Padre Alex Nogueira - mestre em direito canônico, professor acadêmico e autor do livro “Orar faz muito bem! Para crianças”.       


Quaresma: tempo de limpar o coração

Já parou para pensar quanto tempo temos nesta vida? Idealizamos, estudamos, planejamos, até pensamos que conseguiremos fazer tantas coisas, mas, na realidade, não sabemos se vamos ou não concluir.

 

Por isso, é importante também pensarmos sobre nossas limitações e finitude. Estamos no tempo quaresmal, propício para nos lembrarmos disso. Sim, um dia morreremos, porém, pensemos na morte com a esperança da vida, da vida eterna.

 

Vivamos bem o dia de hoje, busquemos uma mudança de vida profunda, olhemos para o nosso interior. O que realmente queremos? Quais são as nossas reais intenções naquilo que fazemos? Trabalhamos e nos fatigamos para quê?

 

Para nos ajudar a pensar na vida eterna, olhemos para aquele que nos deu essa vida, Jesus Cristo. Ele ensinou que devemos buscar em primeiro lugar o Reino dos Céus, que devemos ser santos (justos), que devemos confiar no Pai que provê todas as coisas (Mt 6,33), que devemos ser desapegados das coisas deste mundo (Mt 19,21). 

 

Ao falar em desapego, em viver com o necessário, pensamos em Jesus. Ele, por excelência, viveu em total abandono a vontade do Pai. Neste tempo quaresmal, aproveitemos para rever, por exemplo, qual é o nosso comportamento com relação às coisas materiais: Vivemos com o necessário? Possuímos os bens ou eles nos possuem? 

 

Nosso querido pai fundador, padre Jonas Abib, aprendeu no colégio Salesiano, desde pequeno, a viver o “Retiro da Boa Morte” uma vez ao mês. Como assim? Essa pedagogia, utilizada por Dom Bosco, consiste em se preparar para morrer, ou melhor, se preparar para o encontro com Deus.

 

Preparar-se para morrer, na verdade é se preparar para viver na terra com o necessário. Pensemos: caso chegasse hoje a hora da nossa morte, estaríamos preparados?

 

Durante esse período quaresmal, de observância das penitências, somos chamados a uma maior comunhão com Deus. Por isso, praticar o “retiro da boa morte” nos ajuda a arrumar a mesa, a carteira, o guarda-roupa, como ensina padre Jonas em seu livro e em suas pregações. São práticas externas - um “retiro exterior” (limpar, arrumar, doar o que não usa mais) - que devem nos levar a uma conversão interior, a um balanço de nossa vida interior, a ter mudanças de atitude, a exercitar mais o amor ao próximo. 

 

Padre Jonas aprendeu que, após a faxina externa, vem a faxina interna, através do sacramento da confissão. Em outras palavras, ele aprendeu a organizar o exterior e o interior. Ao se livrar dos “entulhos” exteriores pensava nos lixos interiores. Pedir e dar perdão, buscar alguém para se reconciliar, doar algo e doar a si são atitudes de quem levou a sério pensar na morte e preparar-se para entrar na vida plena.

 

Viver a Quaresma significa fazer uma revisão de vida, olhar para os erros e pedir perdão a Deus e ao próximo. Sim, a reconciliação com Deus consequentemente leva a pessoa a reconciliar-se consigo mesma e com o próximo. 

 

Aproveitemos este tempo de graça e façamos uma boa revisão de vida. A partir do desapego dos bens materiais e dos maus pensamentos e sentimentos, arrumemos a mesa, a gaveta, o guarda-roupa e a casa do nosso coração. Desapeguemo-nos das coisas materiais e nos apeguemos aos verdadeiros valores, vivamos a santidade, como filhos de Deus!

 

 

Padre Márcio Prado - sacerdote da Comunidade Canção Nova, autor dos livros: “Entender e viver o Ano da Misericórdia” e “Via-sacra do Santuário do Pai das Misericórdias”, pela editora Canção Nova. Instagram: @padremarciocn


Como conversar com seu filho sobre o bullying na escola? Saiba como ajudar

Os sinais de violência escolar podem ser silenciosos e dialogar é essencial para evitar o sofrimento
 


Uma das grandes preocupações entre pais e mães é saber como está sendo a rotina do filho longe deles e como eles estão sendo tratados na escola. Segundo a Abrace - Programas Preventivos, instituição fundadora do Programa Escola Sem Bullying, há alguns sinais que os tutores podem se atentar em casa para saber se o filho está sofrendo violência escolar, como uniformes manchados e rasgados, mudanças de humor e isolamento social. Sumiço de materiais, queda no rendimento e resistência para ir às aulas também podem indicar problemas. 

“Uma medida preventiva eficaz é se manter informado a respeito da vida escolar de seu filho, sem se limitar ao rendimento escolar, mas conhecendo os aspectos sociais que envolvem sua rotina”, afirma Benjamim Horta, Diretor-fundador da Abrace - Programas Preventivos e do Programa Escola Sem Bullying. 

A melhor maneira de estar a par dos acontecimentos da vida das crianças é tendo um canal aberto de diálogo com elas. No entanto, nem sempre os adultos sabem qual é a melhor forma de se aproximar, iniciar essas conversas e agir para prevenir ou impedir que o bullying aconteça. Por isso, Vanish e Abrace se uniram para a criar o Guia de Prevenção Escola Sem Bullying, com um passo a passo de como ajudar os pequenos em caso de violência:
 

  1. Antes de tudo, exerça uma escuta ativa, permitindo que a criança converse com liberdade e segurança a respeito da situação que tem vivenciado na escola. Evite interrompê-la ou duvidar do relato, deixando que ela se expresse sem constrangimentos.
     
  2. Tente colher informações detalhadas sobre o episódio que a criança sofreu. Local, data, horário e envolvidos podem ser dados importantes para lidar com o caso da melhor maneira.
     
  3. Acione a escola imediatamente para ajudar a solucionar o problema. Além da criança que está sofrendo bullying, aquela que pratica também pode estar passando por problemas e precisar de ajuda para reverter esses padrões de comportamento. O apoio dos educadores é indispensável nesses casos.
     
  4. Garanta que a criança esteja e se sinta segura na escola. Para isso, pergunte sobre os hábitos dele: quem são seus melhores amigos, onde costuma passar o intervalo, o que mais gosta e o que menos gosta de fazer por lá. Tudo isso vai ajudar a entender como ele se sente naquele ambiente.
     
  5. Mantenha a escola informada sobre o comportamento do seu filho. Tenha um canal de diálogo com os educadores que estão presentes no dia a dia dele e assegure que eles entendem as suas necessidades.
     
  6. Solicite que a instituição apresente as ações preventivas exigidas pela Lei 13.185/2015 (Lei de Combate à Intimidação Sistemática). Segundo a legislação, as escolas devem promover a conscientização, prevenção e combate ao bullying implementando planos de prevenção, políticas de combate e ações educativas sobre o tema.
     
  7. Converse frequentemente com a criança sobre a situação para garantir que o bullying realmente tenha parado, incentivando-a a buscar ajuda caso algo assim volte a acontecer no futuro.


Confira a campanha de Vanish em parceria com a Abrace – Programas Preventivos: Link
https://www.youtube.com/watch?v=r7xsLuAPdVo
Tiktok (@vanishbrasil)
Instagram ( vanish_brasil)


Atividades criativas potencializam saúde mental e aprendizado

De acordo com pesquisa, práticas criativas e artísticas fortalecem a percepção de propósito na vida e promovem o desenvolvimento integral dos alunos

 

O acesso a atividades criativas pode contribuir para a saúde mental das comunidades, segundo uma pesquisa publicada na revista “Frontiers in Public Health”. O estudo aponta que a prática artística tem um impacto significativo na percepção de propósito e significado na vida. Para Gilberto Barroso, especialista em educação e CEO da metodologia De Criança Para Criança (DCPC), essa conexão é essencial no aprendizado, pois vai além da simples retenção de conhecimento em sala de aula.  

Além disso, a pesquisa indica que pessoas envolvidas com uso da criatividade e com a arte relatam maior felicidade e satisfação com a vida, um impacto comparável ao de estar empregado. Para tanto, Gilberto comenta que estimular o senso criativo desde a escola é essencial para preparar indivíduos para os desafios do mundo atual. “A criatividade permite que a pessoa caminhe por um ambiente que, muitas vezes, mostra-se complexo. Sem ela, há um engessamento. Por isso, é fundamental incentivá-la, especialmente na educação, pois ajuda o aluno a reconhecer limites, projetar ideias e transformar descobertas em prática”, afirma.

 

Essa visão é compartilhada por Vitor Azambuja, também especialista em educação e um dos criadores do DCPC, Vitor Azambuja, que destaca o papel dos professores nesse processo. Com base em um levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ele explica que os educadores têm o poder de desbloquear a criatividade dos alunos, incentivando-os a explorar, gerar e refletir sobre ideias. "As metodologias aplicadas em sala de aula fazem toda a diferença. Nos países da OCDE, entre 60% e 70% dos estudantes relatam que seus professores valorizam sua criatividade e os estimulam a apresentar respostas originais", exemplifica.

 

Criatividade na prática

 

Dentro desse cenário, Gilberto destaca o programa DCPC como um exemplo de metodologia que estimula o estudante a explorar a criatividade de forma integral. Nele, o aluno assume o papel de protagonista, enquanto o professor atua como mediador. O processo criativo acontece por meio da construção de roteiros, histórias, desenhos e locuções, que posteriormente são transformados em animações pelo DCPC. "Trata-se de um ponto extremamente rico, pois utilizamos o processo criativo para criar histórias com roteiros, desenhos e narrações em sala de aula", argumenta.

 

Além de desenvolver a criatividade, o programa também amplia a visão dos alunos, especialmente em temas atuais que envolvem a sociedade. "Com esse senso crítico, o aluno consegue identificar questões como inovação, inclusão e bullying, que podem servir de inspiração para a criação de animações", explica Vitor. "Tanto a criatividade quanto a inovação são essenciais em nosso DNA e representam o caminho mais rápido para o desenvolvimento. O DCPC propõe justamente que essas ferramentas sejam incorporadas às salas de aula desde o início", conclui.

 

Entre os exemplos de produções que destacam a importância da criatividade e seus impactos na sociedade, estão “O menino que superou o medo” e “Uma vida mais colorida”

  

Gilberto Barroso - Gilberto Barroso é especialista em educação e gamificação, um dos responsáveis pelo projeto Criando Juntos, do De Criança Para Criança, que tem como um dos objetivos a autonomia das crianças em sala de aula quando falamos de aprender por meio de games, vídeos, histórias e o digital.  



Vitor Azambuja - Especialista em educação, Vitor Azambuja é um dos criadores do programa De Criança Para Criança, além de diretor criativo da empresa. Formado em publicidade e piano clássico, foi premiado em festivais de propaganda, tais como Figueira da Foz, Colunistas, Clube de criação de São Paulo, Art Directors em Londres e New York Festival. Realizou exposições de pinturas em São Paulo, Rio de Janeiro, Nova Iorque, Miami e Paris.


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“ADOLESCÊNCIA”, DA NETFLIX, ESCANCARA O QUE FINGIMOS NÃO VER: A DOR SILENCIOSA DE UMA GERAÇÃO À DERIVA

  Produção vai além do crime e expõe uma crise de vínculos, presença e responsabilidade — dentro de casa, nas escolas e nas redes sociais. Como alerta a neuropsicóloga Carla Salcedo: “Estamos perdendo nossos filhos dentro de casa, com a porta do quarto fechada”


Por trás do assassinato brutal que abre a minissérie Adolescência da Netflix, existe algo muito mais alarmante do que um crime: uma sociedade inteira fingindo que não vê. Ao evitar o sensacionalismo policial e optar por uma narrativa crua, sem cortes, a produção expõe com brutalidade o abismo emocional de uma geração conectada digitalmente, mas desconectada afetivamente.

Aos olhos da neuropsicóloga Carla Salcedo, que há mais de 20 anos atua com crianças, adolescentes e famílias, a série é um divisor de águas. “Ela não entrega culpados, entrega espelhos. Não é uma obra sobre quem matou, mas sobre quem deixou de enxergar”, afirma. “O mais doloroso é perceber que o que está ali não é ficção exagerada. É uma representação muito fiel do que muitos adolescentes vivem hoje, uma existência silenciosa, negligenciada e, muitas vezes, invisível para os próprios adultos que deveriam estar presentes”, conta.


A pergunta que ecoa: por que ninguém viu?

Ao longo dos episódios, o espectador é colocado diante de um cenário desconfortável: o adolescente que comete o crime havia dado sinais de sofrimento muito antes. Sofria bullying constante, passava horas trancado no quarto, era emocionalmente frio e se comunicava com emojis. Mas ninguém pareceu notar ou teve coragem de agir.

Esse comportamento, comum a muitos adolescentes na vida real, é frequentemente normalizado. “É só uma fase”, dizem os adultos. Mas quando a apatia se torna regra, o isolamento se intensifica e a relação com o mundo real enfraquece, o risco cresce, silenciosamente.

A ausência de escuta, o tempo escasso de convivência e a terceirização da educação emocional para as telas criam um terreno fértil para a dor não elaborada, para o sentimento de invisibilidade e para condutas impulsivas e violentas.
 

Bullying, misoginia e o perigo das comunidades digitais

Outro ponto abordado com força na produção é o papel das redes sociais. Longe de serem apenas fonte de distração, elas se tornaram, para muitos adolescentes, o único canal de pertencimento. É nesse espaço que discursos de ódio, conteúdos extremistas e grupos como os chamados “incels” (celibatários involuntários) e “manosfera” têm influenciado o comportamento de meninos que não encontram acolhimento fora das telas.

A radicalização não se dá com armas na mão, mas com falas violentas, exclusão, piadas machistas, desumanização e falta de empatia. A série retrata isso em uma cena emblemática: quando um colega do colégio pergunta ao policial se há um vídeo da morte da menina, como se aquilo fosse apenas mais um conteúdo a ser consumido e compartilhado.

Nesse contexto, o bullying também deixa de ser “coisa de escola” e passa a ser um fator de risco sério. A vergonha e o medo de se abrir, somados à ausência de apoio, empurram muitos adolescentes para o silêncio e, às vezes, para a agressão como forma de expressão extrema.

Estamos criando adolescentes sozinhos, emocionalmente analfabetos, bombardeados por ódio e desinformação e chamando isso de fase. Isso não é uma fase. É uma crise. Quando um adolescente passa a se comunicar apenas com emojis, quando a frieza emocional se instala e ele se distancia das próprias emoções, isso não é maturidade precoce, é um pedido de socorro não verbalizado. E a nossa responsabilidade como adultos é interpretar esses sinais e agir antes que seja tarde”, alerta Carla. “


Pais presentes: ainda há tempo?

Apesar da dureza dos temas, Adolescência também abre espaço para reflexão e reconstrução. Pequenos gestos de conexão são apresentados como caminhos possíveis para resgatar vínculos: um pai que decide não ir ao trabalho para almoçar com o filho, outro que tenta se desculpar pela ausência emocional.

Essas atitudes, simples à primeira vista, revelam o que especialistas têm repetido há anos: a presença emocional dos pais é mais importante que qualquer filtro, regra ou performance. O adolescente precisa saber que será ouvido, mesmo quando não souber expressar o que sente.

A porta do quarto fechada não pode ser o limite da nossa preocupação. Muitos pais me dizem ‘mas ele está em casa, está seguro’. E eu sempre digo: o lugar mais perigoso para um adolescente hoje pode ser o próprio quarto, se ele estiver isolado, sem supervisão e mergulhado em conteúdos que estimulam o ódio ou a desconexão emocional. Adolescentes não querem pais perfeitos, querem pais acessíveis. Alguém que esteja ali, mesmo quando não há uma crise aparente. Alguém que olhe nos olhos e pergunte: ‘tá tudo bem de verdade?’”, reforça Carla.
 

A escola também educa ou deseduca

Na série, a escola surge como um ambiente caótico, onde professores gritam, hostilizam e não conseguem lidar com os alunos. A instituição, frágil e sobrecarregada, se esquiva da responsabilidade sob o argumento de que não pode assumir todos os papéis, quando, na verdade, todo adulto que cerca um adolescente tem, sim, responsabilidade afetiva e social sobre ele.

Essa crítica estrutural evidencia uma verdade incômoda: não há como falar de prevenção sem falar de rede. Escola, família, profissionais da saúde, responsáveis legais, todos precisam estar envolvidos. Não há espaço para terceirização emocional.

Mas, há solução! Segundo Carla Salcedo, ela começa com conexão, presença real, escuta ativa e disposição para sair da bolha do “meu filho está bem” e entrar no mundo dele de verdade.

 

6 dicas para pais e educadores!

Como se reconectar com seu/sua filho/a adolescente:

  1. Observe com atenção, não com desconfiança. Mudanças bruscas no humor, no sono, no apetite ou no jeito de se comunicar (como falar só com emojis) são sinais importantes.
  2. Esteja presente de verdade. Reserve momentos diários sem telas para conversar, brincar ou simplesmente estar junto — sem julgamento.
  3. Não normalize o isolamento. Todo adolescente busca alguma privacidade, mas longos períodos sozinho no quarto, principalmente à noite, merecem atenção.
  4. Fale sobre redes sociais. Pergunte que conteúdos eles consomem, quais criadores seguem, como se sentem diante do que veem.
  5. Atenção ao bullying silencioso. Nem sempre ele é visível. O adolescente calado, retraído ou constantemente irritado pode estar vivendo exclusão ou violência emocional.
  6. Seja o adulto acessível. Seu filho precisa saber que pode contar com você. Não quando ele “explodir”, mas desde os pequenos incômodos.

Por fim, um dos aspectos que mais impactam o público é a forma como a minissérie foi filmada. Câmeras coladas aos rostos, ausência de cortes e cenas contínuas provocam desconforto e isso é proposital. A narrativa sem edição escancara o que muitos preferem ignorar: a vida não tem filtro. Não há como voltar atrás depois de determinadas decisões. E é por isso que a ação precisa acontecer agora, enquanto ainda é possível reconstruir vínculos e fortalecer conexões.

 

Carla Salcedo - Neuropsicanalista especialista em traumas e lutos
Avenida Macuco, 726 - Cj. 1110 - Moema
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Sexo aumenta a felicidade? Especialista Elisa Ponte fala sobre a relação entre o ato e o sentimento


A terapeuta destaca que toda vez que nos relacionamos sexualmente com alguém, ocorre a liberação de hormônios ligados ao bem-estar

 

A relação sexual pode ser extremamente prazerosa e trazer vários benefícios, inclusive para saúde mental. De acordo com a terapeuta comportamental e mastercoach Elisa Ponte, uma das maiores produções de ocitocina que é o hormônio do amor e quando você faz sexo .

 

"Ele é o hormônio responsável para você se manter feliz .Sexo com certeza traz felicidade porque você se sente amado , relaxado e com o tanque do amor abastecido", explica.

 

A terapeuta destaca que toda vez que nos relacionamos sexualmente com alguém, ocorre a liberação de hormônios. "A associação da ocitocina ao amor acontece pelo fato do hormônio ser liberado a partir de certos estímulos e contextos que, de alguma forma, estão relacionados à nossa afetividade. São momentos em que vivenciamos a presença do toque, do cheiro e da construção de vínculos. Não à toa, uma das situações em que há a maior liberação da ocitocina é durante as relações sexuais", esclarece.

 

Elisa diz que outra reação provocada pela ocitocina é a melhora no convívio social e do humor. "O hormônio também pode ser capaz de estimular comportamentos de socialização. Estar mais disposto a entrar em contato com as pessoas e experiências que te cercam é resultado da capacidade da ocitocina “reduzir o medo e a ansiedade e promover a melhora do humor", ressalta.

 

Elisa Ponte listou as respostas do corpo à ocitocina

 

-Os efeitos da liberação da ocitocina no corpo por exemplo na prática sexual,o hormônio está inserido no processo que leva à ejaculação e ao orgasmo.

 

-Aumenta o prazer no contato íntimo

 

-Acredita-se que a ocitocina aumenta a libido, agindo em conjunto com a testosterona, no homem, e a progesterona, na mulher, além de facilitar a lubrificação vaginal e o alcance do orgasmo. 

"Sexo é saúde, bem estar, prazer e te traz muito felicidade. Com certeza pessoas mais ativas sexualmente são mais felizes", conclui.


Acolher para seguir em frente: estratégias de superação no Dia do Filho

Especialista aborda estratégias para lidar com a saudade diante à perda

 

No dia 5 de abril, o Dia do Filho marca uma ocasião que, para muitos pais, traz à tona a dor da perda, reabrindo feridas emocionais profundas. Lidar com a ausência de um filho é um desafio imensurável, mas a busca por suporte psicológico e ambientes de acolhimento podem transformar essa experiência de luto em um caminho de serenidade e respeito.

A psicóloga Luiza Sionek, atuante na assistência a famílias em momentos delicados, enfatiza que a chave para lidar com essa dor é conceder tempo e empatia. Dados da Associação Brasileira de Psicologia indicam que 70% dos enlutados se beneficiam significativamente de terapias em grupo e redes de apoio. Para Luiza, reconhecer emoções como tristeza e saudade é fundamental para ressignificar a perda de maneira saudável. “Lidar com a ausência requer tempo, empatia e uma rede de apoio que possa auxiliar em cada etapa da dor. A prática de compartilhar histórias e memórias, por exemplo, ajuda a manter vivas as conexões afetivas, evitando o isolamento”, afirma a psicóloga.


Espaços de acolhimento e reflexão

Uma abordagem inovadora de lidar com a perda é oferecida por ambientes como os cemitérios-parques. O Jardim da Saudade exemplifica essa mudança ao proporcionar um espaço que harmoniza natureza e contemplação. O local busca acolher famílias que desejam dedicar um momento de respeito à memória de seus filhos. “Num ambiente que promove a paz, criar rituais de memória pode reduzir a carga emocional da saudade”, explica Luiza. Estudos apontam que ambientes serenos e naturais ajudam a reduzir o estresse em até 30%, contribuindo para momentos mais tranquilos de reflexão e homenagem.


Compreensão e solidariedade

Participar de iniciativas que promovem a troca de experiências entre pessoas que viveram perdas semelhantes é outro pilar fundamental. Esses encontros solidificam o entendimento de que o luto não precisa ser enfrentado de maneira solitária. Segundo um levantamento da Sociedade de Psicologia Americana, compartilhar experiências em grupos pode aumentar a resiliência emocional em até 40%.

Juntar-se a esses grupos não só fortalece a solidariedade, mas também renova o sentido de continuidade da vida, possibilitando aos pais encontrar novos propósitos e significados. “Esta iniciativa reforça a sensação de que não é necessário enfrentar o luto sozinho. É uma forma de resgatar a solidariedade e encontrar novos significados para a continuidade da vida”, conclui a psicóloga.

Para obter mais informações sobre como receber esse suporte neste dia especial, entre em contato com Luiza Sionek, psicóloga e representante do Jardim da Saudade Curitiba, pelo número gratuito 0800 007 0001 ou por meio das redes sociais @grupojardimdasaudade.

  

Jardim da Saudade
Luiza Sionek - Psicóloga representante do Jardim da Saudade
Atendimento: 0800 007 0001
Redes Sociais: @grupojardimdasaudade
https://www.jardimdasaudade.com/jardim-da-saudade-curitiba/
Cemitério Jardim da Saudade, Rua João Bettega, 999. Portão, Curitiba - PR.



Neuropedagoga aponta 7 estratégias práticas que ajudam professores a identificar e superar dificuldades de aprendizagem em sala de aula

Formação continuada e uso de abordagens adaptativas como pilares podem auxiliar no processo de inclusão e desenvolvimento de alunos com desafios cognitivos


Identificar e acompanhar alunos com dificuldades de aprendizagem deixou de ser apenas uma tarefa da psicopedagogia e passou a integrar de forma ativa o cotidiano escolar. Diante de um número crescente de crianças com transtornos como dislexia, TDAH ou simplesmente dificuldades pedagógicas temporárias, a atuação do professor na linha de frente tornou-se decisiva para o sucesso da inclusão. 

A avaliação é de Mara Duarte da Costa, neuropedagoga e diretora da Rhema Neuroeducação, que alerta: “Sem formação adequada, os professores não conseguem diferenciar uma dificuldade de um transtorno — e isso afeta diretamente a qualidade da intervenção”.

A classificação da CID-11 (Classificação Internacional de Doenças) estabelece critérios claros para distinguir dificuldades pontuais de transtornos persistentes. Enquanto dificuldades podem surgir de fatores externos — como pouca estimulação em casa ou métodos pedagógicos inadequados — e tendem a ser superadas com ajustes, os transtornos exigem intervenções especializadas. “Dislexia, discalculia e TDAH são condições que comprometem habilidades cognitivas essenciais e precisam ser identificadas o quanto antes”, explica Mara.

Relatórios pedagógicos bem estruturados, com registros diários de desempenho e comportamento, são um dos principais instrumentos para dar início ao acompanhamento. Esses documentos, além de orientar a escola, subsidiam o encaminhamento clínico e ajudam a família a compreender melhor as necessidades da criança.

Aos 4 ou 5 anos, sinais como desatenção frequente, dificuldade em reconhecer formas e cores ou problemas motores finos já indicam a necessidade de atenção redobrada. Nessa faixa etária, a intervenção precoce pode fazer toda a diferença. “Quanto mais cedo for feita a intervenção, maiores são as chances de o aluno se desenvolver plenamente, sem que isso impacte sua autoestima ou trajetória acadêmica”, destaca Mara.

Para lidar com as dificuldades de forma prática, a especialista destaca um conjunto de sete estratégias voltadas à alfabetização e à matemática:

1.Desenvolvimento de consciência fonológica: Incentive o reconhecimento e manipulação dos sons das palavras por meio de atividades de rimas, segmentação de fonemas e formação de palavras. Ou seja, essas práticas fortalecem a base para a leitura e escrita.

2.Incorporação de jogos sensoriais e lúdicos: Utilize materiais como massinha, areia e letras em alto-relevo para tornar o aprendizado mais concreto e interativo. Portanto, isso facilita a fixação de conceitos e estimula diferentes canais de aprendizagem.

3.Leitura guiada e compartilhada: Realize leituras conjuntas, utilizando livros adequados à faixa etária. Por isso, durante a leitura, promova discussões, faça perguntas e estimule a identificação de sons e letras.

4.Reforço positivo e celebração de conquistas: Valorize cada progresso, por menor que seja. Sendo assim, o reconhecimento constante das conquistas fortalece a autoconfiança e motivação para o aprendizado.

5.Uso de materiais concretos na matemática: Explore recursos visuais e táteis, como blocos, fichas e jogos, para ensinar conceitos matemáticos básicos. Desse modo, o aprendizado concreto facilita a compreensão e retenção do conhecimento.

6.Divisão de tarefas em etapas menores: Quebre tarefas complexas em partes simples e gerenciáveis. Ou seja, isso ajuda a criança a compreender cada etapa do processo e avançar gradualmente.

7.Utilização de reforços visuais e tecnologias assistivas: Implemente o uso de gráficos, tabelas, desenhos e ferramentas tecnológicas para facilitar a compreensão de conceitos abstratos. Saiba que dessa forma, esses recursos auxiliam na visualização e organização do pensamento.

A função do professor ultrapassa a aplicação de conteúdos. Segundo Mara, ele deve atuar como um observador contínuo, comunicador com as famílias e adaptador de estratégias para garantir que todos os alunos participem efetivamente da vida escolar. Isso inclui adaptar tarefas, utilizar diferentes formas de linguagem, e flexibilizar tempo de execução das atividades. “Inclusão não é fazer o mesmo para todos, é garantir que cada um tenha acesso ao que precisa para aprender”, afirma.

A formação continuada, especialmente nas áreas de neuroeducação, psicopedagogia e metodologias ativas, é considerada pela Rhema como peça-chave para preparar educadores frente à diversidade cognitiva presente em sala de aula. A própria instituição oferece cursos de pós-graduação e capacitação para professores, com ênfase na atuação clínica e educacional.

A especialista defende que a inclusão não pode se limitar ao discurso. “Formar professores preparados é a única forma de transformar o cotidiano escolar em um espaço verdadeiramente inclusivo”, conclui Mara.

 

Mara Duarte da Costa - neuropedagoga, psicopedagoga, diretora pedagógica da Rhema Neuroeducação. Além disso, atua como mentora, empresária, diretora geral da Fatec e diretora pedagógica e executiva da Rhema Neuroeducação. As instituições já formaram mais de 80 mil alunos de pós-graduação, capacitação on-line e graduação em todo o Brasil. Para mais informações, acesse instagram.com/maraduartedacosta.



Dependência Digital: Como a Tecnologia e as Redes Sociais Impactam a Vida das Pessoas

Divulgação
Jessica Fuliotto

Psicóloga Jessica Fuliotto explica as causas da dependência e como reduzir o uso excessivo

 

No mundo atual, a dependência dos dispositivos digitais e das redes sociais tornou-se um fenômeno preocupante. O acesso constante a smartphones, computadores e plataformas online tem transformado a forma como as pessoas interagem, trabalham e consomem informação. Mas até que ponto essa conexão ininterrupta é saudável? A psicóloga Jessica Fuliotto analisa as causas dessa dependência e aponta caminhos para uma relação mais equilibrada com a tecnologia.

Causas da Dependência Digital

Segundo Fuliotto, a dependência digital está diretamente ligada ao mecanismo de recompensa do cérebro. "O uso excessivo de redes sociais ativa o sistema de dopamina, o mesmo mecanismo associado a outros tipos de vícios, como o jogo e o consumo excessivo de alimentos ou substâncias", explica a especialista.

Além disso, a necessidade de validação social através de curtidas, comentários e compartilhamentos pode levar à ansiedade e à comparação constante com outras pessoas. O medo de ficar de fora (conhecido como FOMO, do inglês "Fear of Missing Out") também impulsiona o uso frequente das plataformas digitais.


Impactos na Vida das Pessoas

Os efeitos da dependência digital podem ser amplos e prejudiciais. Entre os principais impactos estão:

  • Problemas de sono: O uso excessivo de telas, especialmente antes de dormir, pode prejudicar a qualidade do sono e causar insônia.
  • Dificuldades de concentração: O excesso de informações e notificações constantes reduzem a capacidade de foco e produtividade.
  • Relações interpessoais fragilizadas: O uso exagerado da tecnologia pode diminuir a qualidade das interações presenciais e afetar relações familiares e sociais.
  • Aumento da ansiedade e depressão: O consumo excessivo de conteúdo pode levar a sentimentos de inadequação e baixa autoestima.


Como Reduzir o Uso Excessivo da Tecnologia

A psicóloga Jessica Fuliotto sugere algumas estratégias para reduzir a dependência digital e recuperar o equilíbrio na vida cotidiana:

  • Estabeleça limites: Defina horários específicos para o uso de redes sociais e evite acessá-las durante momentos de lazer ou refeições.
  • Desative notificações: Reduza os estímulos que geram a necessidade de verificar constantemente o celular.
  • Pratique o "detox digital": Tire pausas programadas do uso de tecnologia, como um dia sem redes sociais por semana.
  • Invista em atividades offline: Reserve tempo para hobbies, exercícios físicos e encontros presenciais.
  • Busque apoio profissional: Caso o uso da tecnologia esteja impactando negativamente sua rotina, a terapia pode ajudar a criar novos hábitos e comportamentos mais saudáveis.

A relação do ser humano com a tecnologia deve ser equilibrada e consciente. "A tecnologia é uma ferramenta poderosa, mas precisamos aprender a usá-la a nosso favor, sem que ela domine nossas vidas", conclui Fuliotto.


Desinformação e educação: como ensinar crianças e jovens a identificar fake news

Como a desinformação afeta o aprendizado e o pensamento crítico

 

O ambiente digital trouxe grandes avanços, mas também desafios significativos. Entre eles, a disseminação de fake news afeta a educação infantil, confundindo informações reais e prejudicando a formação crítica das crianças. Estudos do MIT revelam que notícias falsas se espalham 70% mais rápido do que as verdadeiras, principalmente pelo tom emocional e o senso de urgência que incentivam o compartilhamento. Em um cenário onde mais de 24 milhões de crianças e adolescentes são usuários de internet no Brasil, é fundamental preparar os jovens para identificar e combater a desinformação. 

Para enfrentar esse problema, a alfabetização midiática torna-se essencial. Segundo a UNESCO, essa prática capacita as pessoas a compreenderem as funções da mídia, avaliarem criticamente os conteúdos e tomarem decisões baseadas em informações verificadas. No Brasil, 31% dos adolescentes entre 11 e 17 anos afirmam que não sabem verificar se uma informação é verdadeira ou falsa. Esse dado evidencia a necessidade urgente de incluir o ensino de checagem de fontes e identificação de fake news nas escolas.

 

Como proteger as crianças das fake news? 

Segundo Angel Higuera, educador na Escola do Futuro Brasil, as crianças devem ser incentivadas a questionar conteúdos antes de compartilhá-los, desenvolvendo um olhar mais crítico sobre a informação que consomem. “Mostrar a importância de buscar dados em sites confiáveis ajuda a evitar a disseminação de notícias falsas. O estímulo ao pensamento crítico através de debates em sala de aula também é essencial, permitindo que os estudantes aprendam a analisar a veracidade dos fatos. A discussão sobre a idade mínima para o uso de redes sociais é um fator importante nesse contexto, pois limita o acesso a informações potencialmente prejudiciais. O fortalecimento dos laços entre escola, família e comunidade deve ser promovido para que os jovens sejam constantemente orientados sobre boas práticas no ambiente digital”, explica. 

As fake news podem causar danos significativos na educação, podendo levar à ausência escolar, gerar insegurança nas famílias e comunidades, promover pessoas mal-intencionadas e incentivar o uso de medicamentos prejudiciais. Além disso, a desinformação compromete a confiança na ciência e pode levar à rejeição de orientações oficiais, prejudicando a formação dos estudantes e impactando sua percepção da realidade.

 

O papel dos pais e da escola 

A escola é fundamental na educação midiática, implementando atividades que ensinem os estudantes a analisar criticamente conteúdos digitais. “Precisamos preparar as crianças para questionar e verificar a veracidade das informações que consomem, tornando-as cidadãos digitais mais conscientes e responsáveis”, complementa o educador da EDF. Os pais também desempenham um papel essencial nesse processo. Incentivar o diálogo em casa, ensinar a verificar informações e estabelecer limites para o uso de redes sociais são atitudes fundamentais para proteger as crianças da desinformação. A colaboração entre escola e família é essencial para garantir que as novas gerações cresçam preparadas para um mundo digital mais seguro e informado.

 

Pré-treino: liberado para todos? Descubra o que você precisa saber antes de ingerir suplementos

Freepik

Entenda quando o produto é realmente necessário e como utilizá-lo de forma segura

 

O consumo de suplementos na rotina gera muitas discussões, principalmente nas redes sociais, onde influenciadores e famosos compartilham suas rotinas e recomendam essas substâncias para dar aquele ‘up’ no ânimo e melhorar o desempenho nas atividades físicas. De acordo com a Grand View Research (CAGR), o segmento de pré-treino foi estimado em US$ 20,05 bilhões em 2024, com uma projeção de crescimento para US$ 25,33 bilhões até 2029, representando uma taxa de crescimento anual composta de 4,78%. No entanto, esse aumento na utilização também cria questionamentos sobre sua real necessidade. Será que o é apropriado para qualquer indivíduo? Ele é realmente necessário para iniciantes?

Para esclarecer essas dúvidas, Anderson Téu, professor e personal trainer da Academia Gaviões, rede com funcionamento 24 horas, explica as principais questões sobre o assunto e ajuda você a entender para quem pode ser vantajoso.


Como ele funciona?

“É uma fórmula que combina ingredientes como cafeína, taurina e beta-alanina, entre outros, com o objetivo de otimizar a performance, aumentando a disposição, resistência e foco”, afirma. Alguns produtos disponíveis no mercado chegam a conter até 400mg de cafeína, uma porção bastante alta se comparada a bebidas tradicionais, que oferecem entre 80 e 100mg por xícara de 240 ml. “Atenção à dosagem é importante, passar da recomendação pode provocar ansiedade e insônia”, alerta o especialista.

Além disso, é fundamental tomar cuidado com itens de baixo custo, que podem ser falsificados e apresentar componentes de qualidade duvidosa, comprometendo a saúde do usuário. “Sempre opte por marcas confiáveis e, se possível, consulte um profissional antes de começar a iniciar a utilização”, orienta Anderson.


Todo mundo pode usar?

Embora popular entre atletas e praticantes de musculação, o produto não é indicado para todos. “Para quem está dando os primeiros passos ou realiza exercícios de menor intensidade, seu uso é desnecessário ou até prejudicial. Ele é recomendado para atividades mais intensas, que demandam maior aporte de energia”, destaca. Pessoas com condições como hipertensão ou problemas cardíacos devem ter cautela e buscar orientação médica.


Como utilizar de forma correta?

O ideal é consumi-lo de 30 a 60 minutos antes da atividade, sempre respeitando a dose recomendada. “Comece com quantidades pequenas para avaliar a resposta do seu corpo. Lembre-se: não deve ser usada diariamente, mas apenas nos dias de treinos intensos ou quando o vigor estiver baixo. “Moderação é fundamental para aproveitar seus benefícios sem exageros”, conclui o especialista.

 

Academia Gaviões


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