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sexta-feira, 26 de julho de 2024

Fã das Olímpiadas? IA tira dúvidas em tempo real; veja como usar ferramenta para saber das competições

Descobrir datas e horários das competições e pedir previsões são alguns dos recursos disponíveis com a ferramenta

 

Começam as Olimpíadas em Paris, e as ferramentas de IA estão se destacando ao sanar dúvidas e explorar os diversos esportes da competição. As tecnologias permitem ao público pesquisar datas das competições, descobrir atletas de destaque em cada modalidade, aprender curiosidades, esclarecer dúvidas sobre as regras dos jogos e até pedir previsões sobre o resultado de uma partida ou quem chegará às finais. Essas inovações não apenas democratizam o acesso ao conhecimento esportivo, mas também incentivam fãs ao redor do mundo a acompanhar os jogos. 

 

“A Zapia tem sido uma dessas tecnologias que vem proporcionando respostas completas e acessíveis para todos os interessados em acompanhar e entender melhor os eventos olímpicos. Até mesmo para outras competições, como Brasileirão e Libertadores”, comenta Michele Chahin, VP de marketing da Zapia, assistente pessoal inteligente no WhatsApp. 

O uso dessas ferramentas de IA não se limita apenas aos Jogos Olímpicos. Elas têm o potencial de transformar a maneira como o público interage com uma ampla gama de eventos esportivos. A integração dessas ferramentas com plataformas populares como o WhatsApp facilita o acesso à informação, tornando a experiência esportiva mais rica e envolvente para os fãs. 

 

Zapia - assistente pessoal inteligente no WhatsApp que responde mensagens de áudio, imagem ou de texto. Ela tira dúvidas, faz recomendações, transcreve áudios e interpreta imagens sobre questões gerais, de lifestyle e trabalho, sugere produtos, serviços, entre outros. A startup foi fundada em 2023 pelos uruguaios Martín Alcalá Rubí, Juan Pablo Pereira, Nicolás Loeff, Juan Olloniego e Pablo Rodriguez-Bocca. É a primeira assistente de inteligência artificial desenvolvida exclusivamente para latino-americanos, sendo o Brasil seu principal mercado.

 

Dia dos Avós: Memórias afetivas têm poder terapêutico para netos e terceira idade

freepik
Psicólogo. Javier de BP Llopart, coordenador do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, ressalta que as recordações contribuem para o bem-estar emocional das duas gerações, reduzindo sentimentos de solidão e saudades

 

Você já ouviu falar de memória afetiva? Ela tem uma conexão especial com os avós. Neste dia 26 de julho, celebramos o Dia dos Avós, uma data que nos convida a refletir sobre a importância das memórias afetivas construídas ao lado deles e os benefícios que essas relações trazem para o bem-estar emocional de ambas as gerações. 

Segundo Javier de BP Llopart, coordenador do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, memória afetiva refere-se a lembranças fortemente associadas a emoções vividas durante determinadas experiências. "Essas memórias podem ser desde as recordações de eventos, como um suco ou bolo especial realizado, produção ou realização de algo especial em conjunto". 

"Elas desempenham um papel crucial na formação da identidade pessoal, na construção de um senso de continuidade ao longo da vida e no fortalecimento de relações interpessoais. Além disso, a memória afetiva pode ter um impacto positivo na saúde mental, proporcionando conforto e um senso de segurança, é frequentemente utilizada em terapias psicológicas para ajudar indivíduos a lidar com traumas e compreender suas emoções," explica o professor. 

Neste cenário, as memórias afetivas com os avós são um tesouro que vai muito além das recordações de tardes divertidas e histórias contadas. Um estudo publicado na revista Journal of Family Psychology em 2019 descobriu que netos que mantêm uma relação próxima com seus avós apresentam níveis mais baixos de ansiedade e depressão. “As histórias e experiências compartilhadas pelos avós não apenas enriquecem a vida dos netos, mas também oferecem um senso de continuidade e identidade”, explica o psicólogo.

A convivência com os avós cria um ambiente de segurança e afeto, proporcionando aos netos uma base sólida para o desenvolvimento da autoestima e da resiliência. “Os avós frequentemente atuam como figuras de apoio emocional, oferecendo um amor incondicional que é crucial para o bem-estar dos netos”, ressalta. Esse vínculo intergeracional ajuda a promover uma visão mais positiva da vida e a fortalecer a saúde mental.

Além disso, as memórias afetivas com os avós podem ter um impacto significativo na maneira como os netos lidam com desafios ao longo da vida. “As lições de vida e os conselhos passados de geração em geração ajudam os netos a desenvolverem uma maior capacidade de enfrentar adversidades, baseando-se na sabedoria acumulada de seus avós”, comenta Javier. Este tipo de aprendizagem, muitas vezes informal, é essencial para a formação de uma base sólida de valores e princípios.

Os avós também se beneficiam dessa interação. De acordo com um relatório da American Psychological Association de 2020, a convivência intergeracional contribui significativamente para o bem-estar emocional de idosos, reduzindo sentimentos de solidão e isolamento. “O relacionamento com os netos revitaliza os avós, oferecendo-lhes uma nova perspectiva de vida e um senso renovado de importância e utilidade”, observa.

Além disso, a memória afetiva tem um poder terapêutico na terceira idade. “Recordar momentos felizes passados com os netos pode ajudar os avós a manterem uma saúde mental positiva, combatendo sentimentos de solidão e isolamento que são comuns na velhice, além de auxiliar na prevenção de possível doenças degenerativas, como, por exemplo, o Alzheimer”, destaca Javier.

Essas recordações afetuosas também desempenham um papel crucial nas fases de luto ao perder um avô ou neto. “As lembranças afetivas podem servir como uma fonte de conforto e suporte emocional durante o luto, ajudando a preservar a conexão emocional com o familiar perdido e a encontrar sentido e consolo nas memórias compartilhadas”, conclui Javier.

 

Dia dos Avós: Como a convivência com os parentes ajuda no desenvolvimento das crianças e bem-estar dos adultos

Psicóloga e consultora da Philips Avent explica como relação é importante nos primeiros anos de vida das crianças, além de proporcionar mais tempo de qualidade para autocuidado de mães e pais

 

Em 26 de julho é celebrado o Dia dos Avós, data dedicada a homenageá-los e celebrar a importância de suas contribuições na vida familiar. 

De acordo com a psicóloga e consultora da Philips Avent, Rafa Magarinos, os avós têm um papel importante no desenvolvimento da criança, especialmente pelos vínculos afetivos construídos na relação e pelas memórias criadas no contato familiar. “Os avós podem desempenhar um papel muito significativo no crescimento e na formação das crianças, através de uma visão mais ponderada sobre a vida e pela segurança que são capazes de transmitir, trazendo maior estabilidade emocional para os pequenos.”. 

A convivência com pessoas mais experientes também pode ser saudável para o aprendizado das crianças, que conseguem absorver conhecimentos e ainda criar identificação com a própria história. 

 “A relação entre eles faz com que os pequenos conheçam um pouco mais sobre o passado e seu histórico familiar, compreendendo melhor sobre a sua origem e história de vida. Crianças amam ouvir histórias e elas trazem mais conexão para a relação.”, explica a especialista. 

E para fortalecer o relacionamento, é só soltar a criatividade e planejar diferentes maneiras de usufruir de um tempo de qualidade entre netos e avós. “Desde uma ida ao supermercado juntos até uma viagem, passando por brincadeiras que fizeram parte da infância dos avós e dos pais das crianças, explorar momentos perto da natureza e atividades na cozinha da vovó, há diversas possibilidades para que essa relação se estreite cada dia mais.”, orienta Rafa Magarinos. 

Segundo dados de pesquisas realizadas no Brasil por Philips Avent, marca número 1 em recomendação das mães e uma das pioneiras em puericultura no mundo, 93% das mães acreditam ser a principal fonte de cuidado para seus bebês e 2 em cada 3 mães têm menos de 1 hora livre por dia. Diante desta rotina sobrecarregada, contar com a presença dos avós no dia a dia dos pequenos traz também benefícios para os pais, que podem desfrutar de mais momentos de bem-estar e autocuidado.

 

A boa relação dos adultos com seus pais também é fundamental para a construção do relacionamento entre netos e avós. “A maneira como os pais tratam os próprios pais é fundamental na relação que as crianças terão com os avós, já que elas aprendem pela observação/imitação. A família ter clareza sobre os seus próprios valores e compartilhar isso com as crianças, estimulando ações de gentileza, afeto, cuidado e respeito com os mais velhos certamente fortalecerá esse vínculo.”, conclui a especialista.

 



Philips Avent
https://www.loja.philips.com.br/avent


Dia dos Avós (26/07): Conheça os óleos essenciais que fazem bem aos idosos

Aromaterapia traz benefícios tanto para o alívio de dores como para melhora da memória

 

A aromaterapia pode ser uma prática terapêutica extremamente benéfica para os idosos, proporcionando-lhes momentos de relaxamento e acolhimento, através da redução dos sintomas de estresse, ansiedade, sentimentos de solidão e alívio de dores articulares.

Daiana Petry, aromaterapeuta e fundadora do Instituto Harmonie, escreveu “Psicoaromaterapia: Um caminho para o autocuidado”, livro que funciona como um guia para quem quer mergulhar nesse universo. O livro ainda ensina a gerenciarmos a ansiedade, depressão e o estresse de forma natural. Alguns óleos, como os de lavanda, alecrim, laranja-doce com lavanda e alecrim com limão possuem pesquisas e estudos que comprovam sua eficácia em tratamentos das dores, enfermidades psicológicas e psíquicas, produção de melatonina e outros benefícios. Todos estão detalhados no livro de Daiana.

“Massagens terapêuticas em regiões como pés, mãos e joelhos são particularmente eficazes para trazer benefícios emocionais, mas também para alívio de dores. Além disso, escalda-pés com óleos essenciais podem trazer uma sensação de relaxamento e bem-estar”, completa a aromaterapeuta.

Outra prática recomendada é a aromatização ambiental. Simples e prática, esta técnica pode melhorar condições como insônia e demência, promovendo um ambiente mais tranquilo e acolhedor, reduzindo a agitação e ajudando na melhora da cognição. 

A seguir, Daiana Petry, baseada em sua prática clínica, compartilha algumas orientações específicas para a utilização dos óleos essenciais:

 


Melhorar a qualidade do sono de idosos: Pingue 2 gotas do óleo essencial de lavanda e 2 gotas do óleo essencial de laranja-doce no aromatizador ambiental. Inale por, no mínimo, 15 minutos diariamente. 

Reduzir sintomas depressivos em idosos: Pingue 1 gota do óleo essencial de lavanda, 1 gota do óleo essencial de laranja-doce e 1 gota do óleo essencial de bergamota no aromatizador pessoal, ou ainda, 2 gotas de cada no aromatizador ambiental. Inale por, no mínimo, 15 minutos. 

Reduzir estresse e ansiedade: pingue 1 gota do óleo essencial de lavanda, 1 gota do óleo essencial de camomila em 10ml de óleo vegetal e aplique uma massagem na região das mãos e pés. Você pode optar por fazer um escalda-pés, adicionando 1 gota de cada óleo essencial, em uma colher de sopa de álcool ou sabonete líquido neutro, e misturando em uma bacia com água morna. 

Reduzir as dores nas articulações: pingue 1 gota do óleo essencial de gengibre, 1 gota do óleo essencial de alecrim e 1 gota do óleo essencial de laranja doce em 10ml de óleo vegetal ou creme neutro e aplique nas regiões afetadas. 

Melhorar a memória em idosos com alzheimer e demência: pingue 2 gotas do óleo essencial de limão tahiti ou siciliano e 2 gotas do óleo essencial de alecrim no difusor ambiental durante o dia. Inale por, no mínimo, 15 minutos. À noite, utilize 2 gotas do óleo essencial de laranja doce e 2 gotas do óleo essencial de lavanda no aromatizador ambiental. 

O termo Aromaterapia foi criado na década de 1920, por René-Maurice Gattefossé, permitiu que o estudo sobre os óleos essenciais se tornasse uma disciplina e que a sua aplicação terapêutica se tornasse uma terapia. O tratamento com Aromaterapia envolve uma consulta, na qual se realiza uma análise para identificar o histórico médico e o estilo de vida do paciente e, então, se prepara uma formulação personalizada de óleos para o tratamento. 

 

Daiana Petry - @harmoniearomaterapia - aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Fundadora da Harmonie Aromaterapia. Professora e coordenadora do Instituto de Aromaterapia Integrativa Daiana Petry.

 

Dia dos Avós: SBGG destaca a importância dos avós na vida das famílias

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia afirma que o impacto destes membros é positivo, principalmente na coesão familiar e no desenvolvimento social

 

De acordo com dados do último Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com 65 anos ou mais no Brasil era de mais de 22 milhões de pessoas, o que equivale a 10% da população, aproximadamente. Este número representa um aumento de 57% em relação a 2010, quando o número era por volta de 14 milhões. 

Isto posto, no dia 26 de julho, é celebrado o Dia dos Avós, data que propõe a reflexão sobre o papel fundamental dos avós não apenas na vida dos netos, como também das famílias e da comunidade em que vivem, além de destacar os desafios e as oportunidades que o processo do envelhecimento manifesta. 

A relação entre avós e netos é um vínculo único e especial que traz benefícios mútuos para ambos. A estudante de relações públicas, Laura Ferraz, de São Paulo, SP, afirma que o convívio diário com sua avó, Maria José, faz com que ela se sinta acolhida e segura. “Minha ´vó´ está presente nos melhores e piores momentos da minha vida, até mais do que meus pais. Ela é meu porto seguro e minha maior incentivadora”. Por sua vez, Maria concorda com a neta: “Criar memórias felizes fortalece os laços entre as gerações da família", pontua a aposentada de 67 anos. 

A presidente do Departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Dra. Naira Lemos, destaca que a relação entre avós e netos demonstra a afetividade e o cuidado mútuo entre pessoas de diferentes idades. “A conexão entre avós e netos pode fortalecer laços e promover a troca de experiências. Se pensarmos nos benefícios aos avós, pode-se evitar o

isolamento social. Além disso, interagir com pessoas de idades diversas nos auxilia a desenvolver empatia e estabelecer uma convivência saudável em sociedade.” 

A presidente reitera a importância da data e da presença desses familiares na vida dos netos e familiares: “O Dia dos Avós, certamente, favorece o reconhecimento dessas pessoas na vida dos netos. E é mais um espaço para a expressão de carinho e afeto”.

 

Solidão e pessoas idosas

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 20% e 34% das pessoas idosas na Europa, América Latina e Estados Unidos relatam se sentir solitárias. Além disso, a solidão é capaz de aumentar em 25% o risco de morte e em 50% o de demência. 

Por isso, a OMS criou a Comissão Global de Conexões Sociais com o objetivo de propor soluções e reconhecer a solidão como uma prioridade de saúde pública crescente e complexa, com diversas causas e consequências. Os fatores podem ser socioeconômicos, problemas de saúde ou isolamento social da família e de pessoas próximas. 

Diante desta situação é importante captar as diferentes faces dessa questão para poder combatê-la de forma eficaz. Para mais, entender que uma boa convivência entre avós e netos pode ser uma fonte importante de apoio emocional, para ambos os lados, a fim de evitar o estado de solidão. “O Dia dos Avós deve ser ´utilizado´como um instrumento para a construção de sociedades mais acolhedoras, visando um futuro melhor”, afirma Dra, Naira.
 

 

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG

 

26 de Julho, Dia dos Avós

 A ciência do afeto: a relação entre avós e netos pode promover longevidade

Conviver com netos estimula avós a terem melhor qualidade de vida para usufruírem de tempo de qualidade

 

Muitos adultos lembram com carinho os bons momentos que passaram com seus avós. Essa não é a realidade vivida por Eliana Soares de Souza, que quando nasceu, seus avós paternos e maternos já haviam morrido. Mas, com certeza, vai ser vivida por sua neta, a pequena Luísa Souza de Jesus, de nove anos, que convive diariamente com a avó, sua vizinha. E, enquanto Eliana contava para a reportagem que não chegou a conviver com os avós, Luíza, que estava ao seu lado, se emocionou e deu sua mão a avó, como uma forma de consolo e acolhimento. Essa é só uma das demonstrações da grande ligação que as duas têm. “Desde que a Luísa era pequenininha, eu sempre sentei com ela no chão e eu sempre olhava no olho dela. Então acho que ela nunca me viu como uma adulta e por isso que o nosso relacionamento é muito mais de amizade”, relata a avó.

              Essa relação entre avós e netos, além de fortalecer laços familiares também faz bem, tanto para a saúde física quanto emocional de ambos e, segundo um estudo da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, chega até a afastar a depressão em quem já passou dos 70 anos e também nos mais jovens. Para a psicóloga Bárbara Couto, um dos principais motivos para o desenvolvimento de depressão é o isolamento social em que muitos idosos vivem. “Sentir-se amado e amar fortalecem a saúde mental. E, claro, o neto traz momentos de alegria, de diversão, com atividades prazerosas, que aumentam a liberação de neurotransmissores como a dopamina e a serotonina, que estão associadas ao sentimento de felicidade”, explica Bárbara.

              Eliana não tem depressão e a convivência com Luísa é um dos motivos. Mas a avó já passou por momentos em que, doente, não tinha força para levantar da cama e a presença da neta foi crucial para que ela reagisse. “Tive duas gripes muito fortes, que me derrubaram e eu não conseguia sair da cama. Mas todas as vezes que a Luísa chegava na minha casa parecia que tinha tomado uma vacina de ânimo. Já me dava vontade de levantar, de brincar um pouco com ela, de sair da cama, me sentindo viva”, descreve ela.


Avós ativos e saudáveis

              Diferente dos avós de antigamente, que ficavam em casa fazendo palavra cruzada e crochê, a maioria dos avós de hoje tem vida ativa, faz exercícios físicos, viaja com amigos, tem vida social. Eliana faz Pilates e ações sociais no centro espírita que ela frequenta e acredita que isso influi diretamente na sua relação com a neta. “A Luísa é uma criança ativa demais e o fato de eu fazer atividade física me dá condicionamento para acompanhá-la nas brincadeiras, nos jogos de bola que ela tanto gosta”, lembra ela.

Ter a vida ativa estimula o cérebro a manter e até melhorar algumas funções cognitivas, como a atenção, a memória e o raciocínio, que vão declinando com o tempo. E as atividades físicas e mentais, além de fazerem bem ao físico, também reduzem o risco de demência, do Alzheimer. “Com o avanço da ciência, vive-se mais e melhor. O idoso tem que se conscientizar de que, quando chega na terceira idade, a vida não acaba, é apenas mais um momento da vida dele, que deve ser aproveitado. E, se manter ativo aumenta a autoestima e a autoconfiança, que são sentimentos muito importantes para envelhecer com melhor saúde mental. Além, é claro de, tanto a atividade física, quanto a socialização proporcionada por ela, reduzir o risco de depressão e de ansiedade”, alerta a psicóloga Bárbara Couto.


Avó é mãe com açúcar

              A frase é um chavão já conhecido. Mas, quem se torna avó, garante que é assim mesmo. “E é verdade, porque a avó não tem aquele compromisso da educação. A gente tenta seguir as mesmas linhas de educação dos pais, mas, acaba ensinando de uma forma mais carinhosa, com mais paciência, coisa que, com os filhos a gente não conseguia muitas vezes ter”, relata Eliana.

              E Luísa diz que aprende com muitas coisas que faz com a avó, não só com ensinamentos. “Ela me conta histórias da infância e juventude dela e da minha mãe. Enquanto ela conta, vou aprendendo o que deve ou não fazer. Avó sabe de tudo”, conta Luísa.

Essa leveza dos avós tem motivo: os pais, geralmente, vivem o dia-a-dia muito pressionados pelas responsabilidades da vida dos filhos, em relação à educação, dinheiro, saúde, casa e tantas outras, coisas que não cabem aos avós. “Os pais tem essa pressão de educar, passar valores, disciplina, limite. Os avós podem ter um papel de rede de apoio para os pais, mas sem a necessidade de disciplinar, de ter regras rígidas. É mais um papel de amor, de compreensão e de acolhimento. Essa relação geralmente é baseada em afeto e tem menos conflito e tensões, porque é um amor diferente,  menos afetado pelas preocupações do dia a dia” explica Bárbara.

Ela ainda acrescenta que, “nessa relação leve, ambos saem ganhando: avós e netos. Para o avô, é uma prevenção à depressão, motiva para um envelhecimento mais saudável, mais amoroso e menos solitário. E para o neto, é uma relação de amor, em que ele se sente aceito e incondicionalmente amado. Então, são vínculos emocionais muito fortes e que trazem muito bem-estar e que, muitas vezes, é um refúgio de paz para os dois lados.”

E Luísa demonstra isso finalizando assim a entrevista: “Ela é minha melhor amiga e um presente de Deus na minha vida!”

 

Bárbara Couto - Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário de Brasília (UNICEUB) e tem Mestrado em Psicologia Clínica e Saúde pela – Universidad Europea del Atlantico (UNIAtlântico), da Espanha. Ela também tem Especializações em Terapia Cognitivo Comportamental e Neurociências e em Comportamento, ambas pela PUC-RS e em Neuropsicologia Clínica, pela Capacitar. Bárbara Couto escreveu dois livros, editados pela Drago Editorial, em versões impressa e e-book. O primeiro “Permita-se”, sobre relacionamentos abusivos e libertação emocional. E o segundo “Aceita-se”, sobre tabus e necessidade da autoaceitação para sobreviver em uma sociedade que tem dificuldade em aceitar.



"Digital do Bolsa Atleta" está em 271 dos 276 atletas do Brasil nos Jogos Olímpicos

 

Jade Barbosa: atual integrante da categoria Pódio, a principal do Bolsa Atleta,
foi contemplada em nove editais do Bolsa Atleta desde 2011.
Foto: Mariana Raphael/MEsp

Noventa e oito por cento dos representantes nacionais já tiveram suporte do programa do Governo Federal em algum momento da carreira. Em 27 das 39 modalidades com brasileiros em Paris, 100% dos atletas recebem o patrocínio do Governo Federal

 

O DNA do Bolsa Atleta é "onipresente" na delegação brasileira que está em Paris para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2024. Levando em conta o edital mais recente, de 2024, 241 dos 276 atletas na capital francesa fazem parte do programa, um percentual de 87,3%. Se a análise leva em conta o histórico dos atletas, contudo, 271 dos 276 já foram integrantes do programa do Governo Federal em alguma fase da carreira (98%). 

» Confira o guia de atletas, modalidades e investimentos do Governo Federal


É um projeto que considero essencial, que consegue entender a necessidade e a demanda de cada atleta. Muda não só a vida do atleta, que pode se fixar no que é mais importante para desenvolver sua carreira, mas da família"
Jade Barbosa, da ginástica artística
 

Em 27 das 39 modalidades em que o país está representado na França, 100% dos atletas integram atualmente o programa de patrocínio direto do Ministério do Esporte. Mais: em seis modalidades, todos estão na categoria Pódio, a principal do Bolsa Atleta, voltada para esportistas com chances reais de medalha em megaeventos, que se posicionam entre os 20 melhores do ranking mundial de suas modalidades. A Bolsa Pódio garante repasses mensais que variam de R$ 5.500 a R$ 16.600, com o reajuste anunciado em julho de 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Alguns dos destaques são o boxe, em que os dez atletas nacionais estão na categoria Pódio, e as ginásticas. Seja na artística (sete atletas), rítmica (seis) ou de trampolim (dois), 100% dos representantes nacionais integram a categoria Pódio. Com o nome presente em nove editais do Bolsa Atleta desde 2011, Jade Barbosa é uma das representantes da categoria Pódio em Paris. Para a experiente atleta de 33 anos, o programa tem sido um parceiro essencial, fundamental na trajetória que permitiu a ela integrar a equipe vice-campeã mundial por equipes em 2023.

"É um projeto que considero essencial, que consegue entender a necessidade e a demanda de cada atleta. Muda não só a vida do atleta, que pode se fixar no que é mais importante para desenvolver sua carreira, mas da família", afirmou Jade Barbosa.

Radiografia do Bolsa Atleta na delegação brasileira em Paris


ATLETISMO - A modalidade com mais atletas nacionais inscritos é o atletismo. Entre atletas de campo e pista, são 41. Deles, 38 (92,6%) estão no Bolsa Atleta. Um deles é Caio Bonfim. O brasiliense de 33 anos, duas vezes medalhista de bronze em mundiais, vai para a sua quarta edição de Jogos Olímpicos. É o principal nome da marcha atlética nacional há mais de uma década, e contemplado pelo Bolsa Atleta há 17 anos.


É um incentivo que vai diretamente para o atleta. Isso faz toda a diferença na preparação deles"
André Fufuca, ministro do Esporte


"Não tem como falar dos meus resultados sem falar do programa. Faz parte da minha história. É essencial para eu manter o padrão de treinos e competições que são necessárias para me manter em condições de brigar pelos melhores resultados", afirmou. 

Para o ministro do Esporte, André Fufuca, o principal diferencial do programa é ser um recurso que chega direto na mão do esportista. “É um incentivo que vai diretamente para o atleta. Isso faz toda a diferença na preparação deles", resumiu. 

Secretária Nacional de Esporte de Alto Desempenho do Ministério do Esporte, Iziane Marques ressalta a longevidade do programa como um fator de tranquilidade para quem se prepara para megaeventos. "É um exemplo de nosso compromisso, fornecendo suporte financeiro a atletas que representam o país nas mais diversas modalidades. Esse investimento permite que eles se dediquem integralmente aos treinos e competições, buscando sempre o melhor desempenho", afirmou.
 

Caio Bonfim: principal atleta da marcha atlética do país, duas vezes bronze em mundiais, e há 17 anos com o Bolsa Atleta: 'essencial'. Foto: Abelardo Mendes Jr. / Min. Esporte


PREDOMÍNIO FEMININO - Nos Jogos de Paris 2024, pela primeira vez o Brasil terá uma delegação formada em sua maioria por mulheres. Dos 276 atletas, 153 estão nas disputas femininas: 55%. Nos Jogos de Tóquio 2020, esse percentual foi de 47%. O grupo busca quebrar os recordes de ouros (sete) e de pódios do Japão (21).


INVESTIMENTO - No ano passado, o aporte total do Governo Federal no esporte nacional superou os R$ 860 milhões. Nesse valor está o tripé que hoje representa a maior fonte de recursos específicos do esporte de alto desempenho, formado pela Lei das Loterias, o Bolsa Atleta e a Lei de Incentivo ao Esporte.


RECORDE DE BOLSAS - Em 2023, o Bolsa Atleta investiu R$ 121 milhões em atletas de modalidades olímpicas e paralímpicas, para um recorde de 8.292 bolsas concedidas. Em 2024, o recorde foi ampliado, com mais de 9 mil atletas contemplados. O investimento supera os R$ 160 milhões.


REAJUSTE - No ano em que completa 20 anos, o programa foi reajustado após 14 anos. O presidente Lula assinou decreto que aumentou os valores das bolsas em 10,86%. Confira abaixo como ficaram os valores para cada categoria do programa:

 


Novos valores com o reajuste do Bolsa Atleta, o primeiro em 14 anos

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


Museu do Futebol transmite os jogos da Seleção Feminina e a abertura das Olimpíadas

Sala Copas: futebol de mulheres foi redimensionado
na exposição de longa duração do Museu 
Foto: Marcela Guimarães
Um telão instalado na área externa do Museu exibe todos os jogos das brasileiras; amanhã (26/07) também será possível conferir a abertura oficial da competição mundial O público  pode visitar a exposição principal que foi toda atualizada com a trajetória das mulheres na modalidade  

 

Quem estiver procurando um lugar para assistir à cerimônia de abertura oficial das Olimpíadas de Paris pode se juntar ao time do Museu do Futebol, amanhã, gratuitamente, a partir das 14h30. A apresentação das delegações e outras surpresas preparadas pelo Comitê Olímpico será exibida em um grande telão na área externa e no auditório, com capacidade para 174 pessoas. Para os que desejarem visitar o Museu, reinaugurado recentemente após obras de reformulação, os ingressos estarão disponíveis na bilheteria. Localizado no Estádio do Pacaembu, o Museu do futebol é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo de São Paulo.

Além do espetáculo de abertura, o Museu transmitirá todos os jogos da Seleção Feminina, como hoje, às 14h, contra a Nigéria. A próxima partida será no domingo (28/07), às 12h, contra o Japão. A fase de grupos termina na quarta-feira (31/07), às 12h, e as adversárias serão as espanholas. Antes de cada jogo, o público acompanhará curtas-metragens exibidos pela equipe do Museu sobre a modalidade.

O futebol feminino agora tem mais espaço após a renovação do Museu, reaberto ao público em 12/06. Ao circular pela nova exposição principal, o visitante aprende um pouco mais sobre o histórico feminino no futebol. Na Sala Copas, fotos e vídeos mostram o árduo caminho de resistência percorrido pelas mulheres, que foram proibidas de jogar, por decreto, nos anos 1940.

Por quase quatro décadas elas lutaram pelo direito de entrar em campo. Atletas hoje mundialmente conhecidas carregam o nome do Brasil mundo afora. Marta é uma delas e por isso também tem destaque especial na exposição. A jogadora gravou um vídeo no qual se despede do público no final das visitas ao museu.


Outras modalidades

Além de exibir os jogos da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, o Museu transmitirá a performance dos atletas brasileiros em outras modalidades como vôlei, handebol, basquete, rugby, entre outras.

 

SOBRE O MUSEU DO FUTEBOL

Localizado numa área de 6.900 m² no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – o Pacaembu – o Museu do Futebol foi inaugurado em 29 de setembro de 2008 e foi um dos pioneiros do país na utilização de recursos audiovisuais e interativos para tratar de um patrimônio imaterial. É um museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, concebido pela Fundação Roberto Marinho e administrado pela Organização Social de Cultura IDBrasil Cultura, Educação e Esporte.

O projeto de renovação é a primeira grande intervenção realizada no Museu nestes quinze anos e tem o objetivo de promover atualização tecnológica, implementação de novas experiências interativas e inclusão de novos conteúdos. Entre os destaques, estão a maior presença do futebol de mulheres e uma nova sala em homenagem a Pelé.

Ao longo dos primeiros quinze anos de funcionamento, o Museu acumula mais de 4,7 milhões de visitantes presenciais, 22 exposições temporárias realizadas e outras 17 virtuais, mais de 440 eventos de programação cultural e 635 mil estudantes atendidos pelo Núcleo Educativo. É uma instituição de referência em acessibilidade para todos os públicos, tendo recebido vários prêmios na área.

 

PATROCINADORES E PARCEIROS DA TEMPORADA 2024A temporada 2024 do Museu do Futebol conta com patrocínio do Grupo Globo, Goodyear, Sabesp, Adidas, Rede, e Mercado Livre. Conta ainda com apoio da Farmacêutica EMS, Arkema e Evonik Brasil. As empresas parceiras são Pinheiro Neto Advogados e Banco Safra. Revista Piauí, Gazeta Esportiva, Guia da Semana, Dinamize e JCDecaux são parceiros de mídia. A temporada é realizada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

 

SERVIÇO

Museu do Futebol

Praça Charles Miller, s/n - Estádio do Pacaembu - SP

Funcionamento

Terça a domingo, das 9h às 18h (entrada permitida até 17h).

Ingressos: R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia)

https://bileto.sympla.com.br/event/96110/

Grátis para crianças até 7 anos 

Grátis para todos às terças-feiras 

 

quinta-feira, 25 de julho de 2024

Coalizão Vozes do Advocacy e Associação Cearense de Diabéticos de Hipertensos promovem capacitação em diabetes para profissionais de saúde da Unimed Ceará

A Coalizão Vozes do Advocacy em Diabetes e Obesidade em parceria com a Associação Cearense de Diabéticos de Hipertensos promovem o Projeto Educar para Salvar, na Unimed Ceará. A iniciativa visa capacitar os profissionais de saúde da instituição, no dia 3 de agosto, às 8h, no Auditório Patativa, localizado na sua sede. 

A última Pesquisa Vigitel constatou que 11,6% da população de Fortaleza têm diabetes, sendo que a população feminina foi de 13,6%, dado este impactante, quando comparado com todas as capitais brasileiras. O cenário de gastos relacionados com diabetes no Brasil chegou a 42,9 bilhões de dólares em 2021*.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado, publicados pelo Jornal Diário do Nordeste, 1601 pessoas morreram no Ceará em decorrência da condição em 2019 e 30% do total de hemodiálises são causadas pelo diabetes mal controlado.

Outra complicação importante foi diagnosticada pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular no ano passado. Embora o crescimento de amputações realizadas entre 2012 e 2022 esteja estabilizado no país, no Ceará houve um aumento expressivo de 175% devido ao diabetes mal controlado. Em 2022, foram 1.573 no Estado.

De acordo com a Natasha Roche, Presidente da Associação Cearense de Diabéticos de Hipertensos, “precisamos trabalhar continuamente com a atualização do conhecimento dos profissionais de saúde, para que possam transmitir as informações corretas e dar o suporte necessário a fim de que as pessoas realizem o autocuidado de forma eficiente. Dessa forma, a população com a condição apresentará menos internações, hospitalizações, complicações e ganhará mais qualidade de vida.

Nesta edição, o projeto conta com o apoio da empresa Roche.


Sobre a Coalizão Vozes do Advocacy em Diabetes e em Obesidade

Com a participação de 24 associações e de 2 institutos de diabetes, o projeto promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas as doenças, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas doenças no país. 

Mais informações podem ser acessadas nas redes sociais: Instagram: vozesdoadvocacy e no Facebook: vozesdoadvocacy.

Referências:

*Federação Internacional de Diabetes: https://diabetesatlas.org/

** Custos atribuíveis à obesidade, hipertensão e diabetes no Sistema Único de Saúde, Brasil, 2018: https://scielosp.org/article/rpsp/2020.v44/e32/#:~:text=Os%20custos%20diretos%20atribu%C3%ADveis%20a,e%20medicamentos%20(tabela%202).

 

Como evitar que a gripe vire pneumonia

Especialista do maior hospital de otorrinolaringologia da América Latina, o IPO, recomenda a vacina anual da gripe como medida preventiva

 

Entre janeiro e agosto de 2023, o Brasil registrou 417.924 pacientes hospitalizados por causa de pneumonia, em um gasto total de mais de R$ 378 milhões com serviços hospitalares, segundo o DataSUS. A pneumonia é uma doença provocada por micro-organismos como vírus, bactéria ou fungo ou pela inalação de produtos irritantes. Pode ser adquirida pelo ar, saliva, secreções, transfusão de sangue ou, no caso do inverno, ajudado pelas mudanças bruscas de temperatura. Toda infecção de vias áreas superiores, como gripe ou resfriado, pode ajudar a desenvolver uma pneumonia.

 

A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório, provocado pelo vírus da influenza, com grande potencial de transmissão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela é a maior responsável pelas mortes de crianças menores de 5 anos, com mais de 1 milhão em todo o mundo. Os sintomas mais comuns são tosse com secreção, febre alta de até 40°C, calafrios e falta de ar ou dor no peito durante a respiração. O diagnóstico é feito por meio do histórico do paciente, do exame clínico e de Raio-X do tórax.

“Gripes não curadas, ou tratadas de forma inadequadas, podem ajudar a desenvolver uma pneumonia. É inclusive uma das principais causas facilitadoras da doença”, informa o otorrinolaringologista Sérgio Maniglia, do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), maior referência do segmento na América Latina. “As complicações oriundas da gripe podem evoluir principalmente em indivíduos com doenças crônicas, idosos e crianças menores de dois anos, o que acarreta elevados níveis de morbimortalidade”, complementa o especialista. 

Nos casos de gripe, ao apresentar os primeiros sintomas – como tosse, coriza, febre – é aconselhado não sair de casa em período de transmissão da doença, cerca de sete dias, com afastamento temporário do contato com outras pessoas até 24 horas após o término da febre. “A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações, principalmente mortes. O vírus da gripe muda muito e por isso a vacinação anual é necessária e a principal medida em conjunto com higiene geral”, finaliza o médico.

 

Floppy babies: bebês ‘molinhos’ podem indicar doença rara genética


Os marcos do desenvolvimento infantil são um conjunto de parâmetros para avaliar as habilidades que no geral as crianças atingem a cada idade, como capacidades socioemocionais, de linguagem, cognitiva e motora. Logo nos primeiros meses, é esperado que o bebê mantenha a cabeça erguida, balanceie o peso do corpo nos antebraços e até levante a cabeça e os ombros. Há bebês que têm mais dificuldade para realizar esses movimentos. Alguns deles podem ser afetados pela hipotonia, que é uma redução do tônus muscular. São os chamados ‘floppy babies’ - expressão em inglês – ou bebês “molinhos” que podem ser indicativos de alguma questão mais complexa, como a deficiência de descarboxilase de L-aminoácidos aromáticos ou deficiência de AADC, doença genética rara, que afeta a produção dos neurotransmissores, substâncias essenciais para a comunicação das células do sistema nervoso.1,2

O tônus muscular diminuído pode ser sintoma de doença no cérebro, na medula espinhal, nos nervos ou nos músculos. Os sinais mais comuns observados nos bebês são: falta de controle da cabeça; bebê flácido, especialmente quando você o levanta; braços e pernas ficam em linha reta, sem flexão; problemas de sucção e deglutição.3

O neurologista infantil Dr. Helio Van Der Linden explica que crianças com AADC podem apresentar já nos primeiros meses de vida uma diminuição do tônus muscular sem melhora, atraso global no desenvolvimento e movimentos anormais de braços e pernas, assim como movimentos involuntários dos olhos. “Por serem sintomas muitas vezes considerados genéricos, a deficiência de AADC é frequentemente confundida com outras patologias mais prevalentes, como a paralisia cerebral ou epilepsia, e não é diagnosticada”, afirma.

O diagnóstico da deficiência de AADC pode ser confirmado por meio de exames bioquímicos específicos e análise do DNA.1 Os testes genéticos podem ser realizados em pacientes com suspeita clínica ou mesmo com diagnóstico de paralisia cerebral, quando não há uma causa evidente para esse diagnóstico. “No momento não há cura para a doença, mas a recomendação é que a criança seja acompanhada por uma equipe multidisciplinar composta por neurologistas, geneticistas, gastroenterologista, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, por exemplo”, complementa o neurologista.

 

Referências

1 Wassenberg T, Molero-Luis M, Jeltsch K, et al. Consensus guideline for the diagnosis and treatment of aromatic l-amino acid decarboxylase (AADC) deficiency. Orphanet J Rare Dis. 2017;12(1):12. doi: 10.1186/s13023-016-0522-z.

2 Hwu WL, Chien YH, Lee NC, et al. Natural history of aromatic L-amino acid decarboxylase deficiency in Taiwan. JIMD Rep. 2018;40:1-6. doi: 10.1007/8904_2017_54


3 Duarte RCB. Hipotonia na infância. Resid Pediatr. 2018;8(0 Supl.1):40-44 DOI: 10.25060/residpediatr-2018.v8s1-07

 

Dia dos Avós: especialista sugere 3 suplementos que são grandes aliados na busca pela longevidad


Comemorado nesta sexta-feira, 26, o Dia dos Avós, além da celebração, traz consigo também alguns desafios, e, certamente, um deles é a manutenção da boa saúde, buscando alcançar uma chegada à terceira idade de maneira saudável.  


Uma das peças-chave para atingir esse objetivo é através da absorção necessária de nutrientes, que se dá, na sua principal forma, por meio da alimentação saudável. No entanto, à medida que a idade vai aumentando, o corpo acaba apresentando deficiência, sobretudo de vitaminas, e é aí que entra a importância da suplementação como fundamental para garantir a manutenção de uma boa vitalidade. 

 

Entretanto, não é qualquer pessoa que pode ou precisa fazer o uso da suplementação, conforme explica o médico André Guanabara. “A suplementação é muito importante, no entanto precisa antes ser prescrita por um especialista, visando apresentar o melhor resultado e minimizar ao máximo os efeitos colaterais, já que nem todo suplemento é para todas as pessoas”. 

 

André Guanabara ainda ressalta que há algumas deficiências nutricionais que são mais comuns para a terceira idade, e, por isso, deixa como dica a sugestão de três suplementações para os avós que pretendem manter a vitalidade em dia.

 

Cálcio 


“A terceira idade geralmente traz consigo uma fraqueza maior nos ossos, e, tradicionalmente, o cálcio desempenha um papel fundamental no combate. Além disso, ainda exerce outras funções importantes, como a ajuda na coagulação sanguínea e na contração dos músculos, regulando, ainda o ritmo cardíaco”, explica André Guanabara 

 

Vitamina D

 

“Acima de tudo, a imunidade alta é muito importante durante a terceira idade. E a vitamina D é fundamental no desempenho desse papel, oferecendo propriedades anti-inflamatórias e neuroprotetoras, que fortalecem o sistema imunológico, a função muscular e auxiliam a atividade das células cerebrais. 

 

Vitamina B12

 

“Carnes, peixes e ovos são alimentos essenciais quando pensamos na absorção dessa vitamina, no entanto, à medida que o corpo envelhece, a capacidade de absorvê-las através desses alimentos pode diminuir. Por isso, a suplementação da vitamina B12 é de suma importância, sobretudo para pessoas idosas, pois elas desempenham funções fundamentais no combate à fadiga e na sensação de desânimo e fraqueza”.

 

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