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terça-feira, 23 de julho de 2024

Confira o cronograma semanal de obras das principais rodovias concedidas de São Paulo

É importante os motoristas se atentarem às interdições e sinalização nos trechos em que estão acontecendo os trabalhos de melhoria da mobilidade urbana

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa que estão sendo realizadas obras de melhorias nas rodovias Anhanguera,  Rodovia Governador Doutor Adhemar Pereira de Barros, Antônio Romano Schincariol, Castello Branco, Rodovia Francisco Alves Negrão e Tamoios.

 

Rodovia Anhanguera 

Entre os dias 22 a 28 de julho, a Rodovia Anhanguera está com equipes trabalhando na readequação da passarela do km 22, sentido norte (interior), São Paulo, para atender as normas de acessibilidade. As obras devem ocorrer até o mês de dezembro e durante este período o acesso será realizado por escadas provisórias implantadas no local. 

A rodovia também passa por obras da selagem de trincas entre os km 11 e km 50, sentido interior, com interdições intercaladas de faixas. Os viadutos, passarelas e pontos (OAE – Obra de Arte Especial) estão passando por recuperação das juntas de dilatação ao longo de todo sistema com interdições intercaladas de faixas. Os serviços serão realizados sempre no período noturno, das 22h às 5h.

 

Via Anhanguera (SP-330) 

Sentido Interior – norte

·         São Paulo

·         Cajamar

·         Campinas

·         Sumaré

·         Limeira

·         Americana

 

Sentido Capital – sul

·         São Paulo

·         Cajamar

·         Campinas

·         Sumaré

·         Limeira

·         Americana

 

Rodovia dos Bandeirantes (SP-348)


Sentido Interior – norte

·         São Paulo

·         Cajamar

·         Cordeirópolis

·         Santa Bárbara d’Oeste

·         Campinas

 

Sentido Capital – sul

·         Itupeva

·         Caieiras

·         São Paulo

·         Cordeirópolis

·         Santa Bárbara d’Oeste

·         Campinas

 

 Rodovia Governador Doutor Adhemar Pereira de Barros

 

Os motoristas que trafegarem pelo trecho de Mogi Mirim da Rodovia Governador Doutor Adhemar Pereira de Barros (SP-340), especialmente no período noturno, vão se deparar, a partir desta semana, com as equipes de obras trabalhando na recuperação do pavimento.

 

Até a próxima sexta-feira (26), os trabalhos estão concentrados entre o km 152, pista Norte (sentido interior) e o km 151 e o km 152, pista Sul (sentido capital). Para o novo pavimento, a concessionária está aplicando o asfalto-borracha, também conhecido como asfalto ecológico, que utiliza borracha de pneu moído em sua composição. Além disso, as equipes também estão trabalhando na pintura da sinalização e implantação de tachas. 

 

Outro trecho que está recebendo melhorias no pavimento, esta semana, é a divisa entre Aguaí e São João da Boa Vista, entre o km 212 e o km 217, pista Leste, da Rodovia Vereador Rubens Leme Asprino (SP-344). No local, as obras acontecem durante o dia.

 

Rodovias  Francisco Alves Negrão/ Antônio Romano Schincariol/ Castello Branco

 

A rodovia passa por obras de duplicação da Rodovia Francisco Alves Negrão, entre os km 280+850 e km 282+700, e do km 284+700 ao 287+904. É importante que os motoristas redobrem a atenção e respeitem a sinalização e os limites de velocidade ao passarem pelos locais, uma vez que profissionais estarão nas imediações da Pista para a realização dos trabalhos.

 

Nos casos de interdições e seus respectivos desvios de tráfego serão devidamente sinalizados de forma que os motoristas possam seguir seu caminho em segurança.

 

Além disso, a CCR SPVias está com uma programação semanal de obras de recuperação e conservação de outras rodovias sob sua concessão até o próximo sábado (27). Ao longo da malha viária sob sua administração, a Concessionária realiza diversos serviços de recuperação de pavimento e de obras de arte especiais, manutenção da sinalização vertical e horizontal, poda e capina de vegetação.

 

Recuperação de obra de Arte Especial


SP 127 - Rodovia Antonio Romano Schincariol

·          No Km 137+000 – Pista Norte/Sul

·          No Km 175+900 – Pista Norte/Sul

 

SP-280 – Rodovia Castello Branco

·         No Km 173+845 – Pista Oeste

 

SP 258 – Rodovia Francisco Alves Negrão

·         No Km 284+430– Pista Oeste

·         No Km 288+070– Pista Transversal

 

Obras em Terraplenos e Taludes | das 7h às 17h

 

SP-280 – Rodovia Castello Branco

·         No Km 132 – Pista Transversal

·         No Km 178 – Pista Oeste

·         No Km 187 – Pistas Leste/Oeste

·         No Km 189 - Pistas Leste/Oeste

 

Rodovias dos Tamoios / Serra Nova

Entre o dia 29 de julho e 1° de agosto, a Concessionária Tamoios iniciará a obra de manutenção na faixa de rolamento (pavimento) dos túneis de subida da Serra Nova. 

 

Nos dias 2, 3 e 4 de agosto, não haverá obra na Serra Nova e nesses dias o tráfego seguirá a configuração normal: a Serra Nova como pista de subida (Litoral - São José dos Campos) e a Serra Antiga será utilizada apenas como pista de descida (São José dos Campos - Litoral).

 

A obra dos túneis da Serra Nova será retomada à zero hora do dia 5 de agosto até seguirá até a meia-noite do dia 8 de agosto. Durante esse período, a Serra Nova estará fechada e a Serra Antiga funcionará em mão dupla. A partir do dia 9 de agosto, os trechos voltam a funcionar normalmente.

 

Já entre os dias 12 e 15 de agosto, os trabalhos de melhoria dos túneis da Serra Nova serão retomados. Durante este tempo, a Serra Nova estará fechada e a Serra Antiga funcionará em mão dupla. A partir do dia 16 de agosto, os percursos voltam a funcionar na configuração normal.

 

O objetivo da obra é aumentar o conforto dos usuários, preparando a rodovia para a Operação Verão, com o aumento de volume de tráfego previsto para o fim do ano. Vale lembrar que o trecho do Contorno Sul será inaugurado em novembro deste ano, com a instalação do free flow, pedágio eletrônico.


Natação nas Olimpíadas: entenda como é a disputa, a história e a participação brasileira

A natação nas Olimpíadas é um dos eventos mais emocionantes e tradicionais dos Jogos Olímpicos, atraindo, portanto, espectadores de todo o mundo.

As competições de natação são realizadas em piscina olímpica, de 50 metros de comprimento, na qual os atletas competem em diversas modalidades, como estilo livre, costas, peito e borboleta, além de provas de revezamento. Dessa maneira, garantem muita versatilidade e dinâmica a quem assiste.

Vamos conhecer, então, um pouco mais sobre a natação nas Olimpíadas.


História da natação nas Olimpíadas 

A natação fez a estreia nos Jogos Olímpicos modernos em Atenas-1896. A inclusão da natação se deve à popularidade e à longa tradição de competições aquáticas, garantindo, assim, seu destaque.

Inicialmente, as provas eram realizadas em águas abertas, mas, com o tempo, a modalidade evoluiu para as piscinas, proporcionando condições mais controladas e seguras para os atletas. Vamos entender, portanto, um pouco mais sobre isso.


Evolução de provas e regras

A princípio, as competições de natação nas Olimpíadas tinham poucas provas, apenas para homens. Com o passar dos anos, novas modalidades foram sendo introduzidas e, em 1912, as mulheres começaram a participar das competições.

A piscina olímpica passou a ter medidas padronizadas: 50 metros de comprimento, 25 metros de largura e oito raias. As regras também evoluíram, como a introdução do bloco de partida e a obrigação de tocar a borda da piscina nas viradas.


Modalidades olímpicas de natação

As modalidades de natação nas Olimpíadas incluem:

  • Estilo Livre: nessa modalidade, os atletas podem nadar em qualquer estilo, mas o crawl é o mais utilizado por ser o mais rápido;
  • Costas: os nadadores competem de costas, iniciando a prova dentro da piscina;
  • Peito: nesse estilo, os movimentos de braço e perna são simultâneos e no mesmo plano horizontal;
  • Borboleta: caracteriza-se pelo movimento ondulante do corpo e pelos braços que se movem simultaneamente para a frente;
  • Medley: combinação dos quatro estilos em uma única prova, nadados na sequência: borboleta, costas, peito e livre;
  • Revezamentos: provas em equipe com quatro nadadores, na qual cada um nada um estilo específico ou livre.


História da natação nas Olimpíadas 

A história da natação nas Olimpíadas é rica e fascinante. Desde a inclusão, nos Jogos de Atenas-1896, a natação evoluiu significativamente.

Nos primeiros Jogos, as provas eram disputadas em mar aberto, como na Baía de Zea, em Pireu, na Grécia. Ao longo dos anos, no entanto, com o desenvolvimento de piscinas de padrão olímpico, a natação ganhou uma nova dimensão, com regras mais rigorosas e um ambiente mais seguro para os competidores.


Impacto global da natação olímpica

A natação nas Olimpíadas não apenas elevou o padrão do esporte, mas também inspirou milhões de pessoas em todo o mundo a praticar natação. A cada edição dos Jogos, recordes mundiais são quebrados, novos talentos emergem, e, assim, histórias de superação e determinação são contadas. A natação olímpica se tornou um símbolo de excelência atlética e um espetáculo emocionante para espectadores globais. Portanto, nunca deixou o calendário do evento.


Destaques e recordes da natação nas olimpíadas

Diversos atletas deixaram as suas marcas na história da natação olímpica. 

Michael Phelps, dos Estados Unidos, é o maior medalhista olímpico de todos os tempos, com 23 medalhas de ouro ao longo da carreira. No total, ele soma 28. Ele também é o maior vencedor de uma única edição dos Jogos, conquistado oito ouros, em oito provas nadadas, em Pequim-2008.

Outro destaque recente é Katie Ledecky, também dos EUA, que dominou as provas de média e longa distância nas últimas edições dos Jogos. Ela tem dez medalhas, sendo sete de ouro e três de prata.

No entanto, outros países, como Austrália, China, França, Inglaterra e Itália, também são considerados potências na natação olímpica.


Histórico do Brasil na natação nas olimpíadas

O Brasil tem uma rica história na natação olímpica, com diversos atletas que conquistaram medalhas ao longo dos anos. São eles:

Tetsuo Okamoto: ganhou a primeira medalha do Brasil na natação, um bronze nos 1.500m livre nos Jogos de Helsinque-1952.

Manoel dos Santos: conquistou o bronze nos 100m livre em Roma-1960.

Ciro Delgado, Djan Madruga, Jorge Fernandes e Marcus Mattioli: conseguiram o bronze no revezamento 4 x 200m livre em Moscou-1980.

Ricardo Prado: foi medalhista de prata nos 400m medley em Los Angeles-1984.

Gustavo Borges: um dos principais nomes da natação brasileira, conquistou quatro medalhas olímpicas: prata nos 100m livre em Barcelona-1992, prata nos 200m livre e bronze nos 100m livre em Atlanta-1996, e bronze no revezamento 4 x 100m livre em Sydney-2000.

Fernando Scherer: ganhou o bronze nos 50m livre em Atlanta-1996 e no revezamento 4 x 100m livre em Sydney-2000.

Carlos Jayme e Edvaldo “Bala” Valério: bronze no revezamento 4 x 100m livre em Sydney-2000, com Borges e Scherer.

Cesar Cielo: fez história ao ganhar o primeiro ouro do Brasil na natação, nos 50m livre em Pequim-2008, além de um bronze nos 100m livre. Em Londres-2012, conquistou mais um bronze nos 50m livre.

Thiago Pereira: conquistou a prata nos 400m medley em Londres-2012.

Poliana Okimoto: ganhou o bronze na maratona aquática no Rio-2016.

Ana Marcela Cunha: conquistou o ouro na maratona aquática em Tóquio-2020.

Bruno Fratus: ganhou o bronze nos 50m livre em Tóquio-2020.

Fernando Scheffer: conquistou o bronze nos 200m livre em Tóquio-2020. 


Gustavo Borges: um ícone da natação brasileira

Gustavo Borges é um dos nadadores mais icônicos do Brasil. É o que mais soma medalhas para o país nessa modalidade em todos os tempos, com quatro medalhas. A primeira veio nos Jogos de Barcelona-1992, onde ganhou a prata nos 100m livre. Foi assim que começou a jornada olímpica dele. Em Atlanta (1996), ele repetiu o sucesso, conquistando a prata nos 200m livre e o bronze nos 100m livre. Em Sydney, nos anos 2000, Borges conseguiu mais um bronze no revezamento 4x100m livre, então consolidando o seu lugar na história da natação brasileira.


A influência de Gustavo Borges 

A história de Gustavo Borges nas Olimpíadas é marcada pela determinação e pela superação. Nascido em Ituverava, cidade do interior de São Paulo, Gustavo começou a nadar ainda criança e rapidamente se destacou nas competições nacionais.

Seu sucesso nas piscinas internacionais inspirou uma nova geração de nadadores brasileiros, elevando, dessa maneira, o status da natação no país.


O legado de Gustavo Borges 

Gustavo Borges não apenas conquistou medalhas, mas também deixou um legado duradouro para o esporte brasileiro.

Após se aposentar das competições, ele se dedicou a promover a natação e a atividade física por meio de suas academias e de seus projetos sociais. Seu exemplo de disciplina e paixão pelo esporte continua, portanto, a inspirar jovens atletas a perseguirem seus sonhos olímpicos.


Profissão creator: Como começar a criar conteúdo para redes sociais de forma profissional?

 O mundo digital abriu portas para uma nova carreira que vem ganhando cada vez mais destaque: a de criador de conteúdo. Com a popularização das redes sociais, muitas pessoas têm descoberto a possibilidade de transformar sua paixão pelas redes sociais em uma profissão lucrativa e gratificante. Mas, afinal, como começar a criar conteúdo para redes sociais de forma profissional? Rapha Avellar, CEO e fundador da BrandLovrs, plataforma que conecta creators e marcas, separa 8 dicas essenciais para iniciar essa jornada:


  1. Identifique quais assuntos você irá abordar

Para começar a produzir conteúdo é essencial identificar em qual nicho você pode se destacar. Para isso, é importante se perguntar: quais assuntos me interessam e no que eu sou bom? Moda, beleza, tecnologia, culinária, viagens, esportes, são apenas alguns dos exemplos. Identificar esse nicho foco ajuda a criar uma comunidade mais fiel e facilita a criação de conteúdo relevante e de qualidade.


  1. Crie sua comunidade

Quando iniciamos na trajetória de creator é muito importante entender quem será nosso público-alvo. Para entender os detalhes desses perfis é preciso pesquisar sobre seus interesses, necessidades e comportamentos. Ferramentas e dados das próprias redes sociais são essenciais para obter insights valiosos e começar a criar sua comunidade. 


  1. Engaje com seu público

Para ter um público fiel e engajado é indispensável interagir com a comunidade. Responder comentários, mensagens diretas e criar grupos de transmissão são algumas das formas de criar proximidade, construindo uma relação de confiança e fidelidade com seus seguidores. Quando perguntamos aos creators da nossa base a frequência de interação com a sua comunidade, a grande maioria respondeu que se relaciona diariamente com ela.


  1. Invista na produção de conteúdo com qualidade

Para começar a criar conteúdo você não precisa ter a melhor e mais cara câmera, mas a  qualidade do conteúdo é um fator muito importante para ganhar destaque. Por isso, invista em aprender truques para deixar a sua edição e qualidade do conteúdo cada vez mais profissional. Além disso, é importante aprender a usar softwares de edição de vídeo e imagem. Existem várias opções gratuitas e pagas que podem ajudar a aprimorar a qualidade do seu material.


  1. Crie um cronograma de postagens

A consistência é chave para o sucesso nas redes sociais. Crie um cronograma de postagens e siga-o rigorosamente. Isso não só ajuda a manter seu público engajado, mas também a planejar melhor seu conteúdo e evitar a procrastinação.


  1. Não abra mão da sua autenticidade

Entre tantos criadores de conteúdos de diferentes nichos na internet, o que faz alguns se destacarem é a autenticidade. Por isso, você precisa ser você mesmo e não ter medo de mostrar sua personalidade. No mundo onde tudo se copia, quem consegue se diferenciar e criar novas tendências terá sucesso. 


  1. Estude e se atualize constantemente

O universo das redes sociais está em constante evolução. Novas plataformas, ferramentas e tendências surgem o tempo todo. Portanto, é importante estar sempre atualizado e disposto a aprender. Participe de cursos, workshops e esteja atento às novidades do mercado.


  1. Identifique oportunidades para monetizar seu conteúdo

Existem diversas maneiras de ganhar dinheiro como criador de conteúdo. Desde parcerias com marcas e publicidade, até a venda de produtos próprios ou conteúdos exclusivos para assinantes. Para quem está começando pode parecer um caminho distante a parceria com marcas, mas a tecnologia pode ajudar. O app da BrandLovrs pode te conectar a marcas que buscam influenciadores para divulgar seus produtos ou serviços, independentemente do número de seguidores que o creator possui. O processo de utilização do app BrandLovrs - disponível para iOS e Android - é bastante simples e intuitivo. Basta o criador de conteúdo se cadastrar na plataforma, fornecer informações sobre seu perfil, interesses e público, e explorar as diversas campanhas disponíveis. Através da plataforma, mais de 160 mil creators estão construindo relacionamentos autênticos e mutuamente benéficos com grandes marcas, impulsionando campanhas de marketing mais eficazes e engajadoras. 

“Fechar a primeira publi com a BrandLovrs foi o pontapé que eu precisava pra continuar na minha carreira como criadora de conteúdo, porque eu acho que todo mundo passa por algum momento de se questionar se é um caminho, se está fazendo a coisa certa, afirma Sarah Mesquita (@ssarahmsqs). “Considerando que eu tinha menos de 3 mil seguidores na época, tive a prova de que fechei a publi pela qualidade do conteúdo e não pela quantidade de seguidores, e isso era o que eu precisava pra realmente perceber que eu sou capaz”, ela completa. 

“Tornar a criação de conteúdo em uma profissão exige dedicação, planejamento e paixão pelo que se faz. Mas, ao seguir essas dicas, e aproveitar as possibilidades que a tecnologia proporciona, é possível construir uma carreira de sucesso nas redes sociais. O importante é começar e, aos poucos, aprimorar suas técnicas e estratégias para alcançar resultados cada vez melhores”, finaliza Avellar.


Veja 3 diferenças entre Kamala e Trump na abordagem sobre imigração

Kamala Harris e Donald Trump 
Divulgação Internet


 Com a confirmação de Donald Trump como o candidato oficial à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano e a possível inserção de Kamala Harris na corrida pelo Partido Democrata, um tema ganha força: a imigração. Mas então, como pensam esses dois candidatos ao cargo mais importante do planeta em relação ao assunto?  Liz Dell’Ome, fundadora da Dell’Ome Law Firm, escritório de advocacia sediado em Nova York especialista em imigração, faz uma análise das convicções políticas e do histórico pessoal de cada um deles.

Segundo Liz Dell’Ome, embora Donald Trump e Kamala Harris tenham abordagens bastante divergentes em relação à imigração, existem algumas áreas nas quais suas visões podem se sobrepor. “Os Estados Unidos sempre contaram com a força de trabalho e conhecimento de imigrantes para se manter como a maior economia do mundo e maior desenvolvedor de novas tecnologias”, comenta.

“Se por um lado Kamala Harris é uma mulher negra, filha de pai jamaicano e mãe indiana, de outro Donald Trump tem raízes alemã e escocesa, além de ter tido dois casamentos com mulheres não americanas: a ex-mulher, Ivana Trump, nascida na ex-Tchecoslováquia e a atual Melania Trump, natural da Eslovênia”, relembra.

Para a advogada, “ambos concordam com a importância de manter a segurança nas fronteiras dos EUA e integridade do país contra possíveis ameaças externas”, diz. “Tanto Kamala quanto Trump reconhecem que o atual sistema de imigração americano precisa de reformas. Embora as propostas específicas sejam diferentes, os dois defendem mudanças estruturais para lidar com as complexidades e os desafios do sistema atual de imigração para os Estados Unidos”, acrescenta a advogada.

Os pontos de convergência existentes entre Democratas e Republicanos, no entanto, estão inseridos em contextos muito diferentes e são abordados de maneiras distintas, de acordo com a retórica pessoal, eleitoral e partidária de cada um dos lados da disputa. 

 

O que defende Kamala Harris em relação à imigração:

  1. Reforma Abrangente da Imigração:

Kamala Harris apoia uma reforma abrangente da imigração que inclui a legalização e um possível caminho até a cidadania para milhões de imigrantes indocumentados. A vice-presidente, e provável candidata à Presidência pelo Partido Democrata, defende políticas que proporcionem uma solução permanente para os beneficiários do DACA (Deferred Action for Childhood Arrivals), e que protejam os trabalhadores imigrantes de explorações.


  1. Asilo e Refugiados

Kamala acredita na importância de manter os Estados Unidos como um porto seguro para refugiados e pessoas que solicitam asilo com base em um real propósito. Ela se opõe a políticas que dificultam o processo de asilo, defendendo procedimentos justos e humanitários para aqueles que buscam refúgio legítimo no país.


  1. Segurança e Humanidade nas Fronteiras:

Embora apoie a segurança nas fronteiras, Harris enfatiza que essa segurança deve ser equilibrada com humanidade e respeito pelos direitos humanos. Ela critica o uso excessivo da detenção e separação das famílias, propondo soluções alternativas e eficazes para a gestão da imigração na fronteira.


As perspectivas de Donald Trump:

  1. Segurança nas Fronteiras, Muro e Deportação em Massa:

Donald Trump é um forte defensor de medidas rígidas de segurança nas fronteiras, incluindo a continuidade da construção de um muro ao longo da fronteira entre os Estados Unidos e o México. Ele argumenta que essas medidas são necessárias para impedir a entrada de imigrantes indocumentados, drogas e criminosos. Como proposta para um segundo mandato presidencial, ações de deportação em massa estão entre as medidas que podem ser adotadas.


  1. Políticas de Imigração Restritivas:

Trump promove políticas de imigração restritivas, incluindo a redução de vistos de trabalho e um escrutínio mais rigoroso dos imigrantes que entram no país. Ele implementou políticas que dificultaram a entrada de refugiados e solicitantes de asilo, como a separação familiar na fronteira e a permanência de solicitantes de asilo no México enquanto seus casos eram processados. Durante seu primeiro ano de governo foi implementado o chamado Travel Ban, que proibia a entrada de cidadãos de países muçulmanos ou islâmicos nos Estados Unidos.


  1. Reforma de Imigração Baseada no Mérito:

Trump defende uma reforma da imigração que priorize imigrantes com habilidades e qualificações específicas que, segundo ele, beneficiarão a economia dos EUA. Ele propôs mudar o sistema de imigração para um modelo baseado em mérito, no qual os candidatos são avaliados com base em suas habilidades, educação e capacidade de contribuir economicamente para o país, algo que já é praticado pelo Departamento de Imigração, em diversas categorias de vistos disponíveis como nas categorias EB-1, EB-2 NIW, por exemplo.

 


Dell'Ome Law Firm - especializada em transições de carreira internacionais, fornecendo suporte jurídico para profissionais que buscam oportunidades nos Estados Unidos.


Como a automação e a tecnologia preditiva estão mudando a gestão de estoque

O estoque fantasma é um problema que, embora invisível, pode causar enormes prejuízos às empresas. Este fenômeno, caracterizado pela diferença entre a quantidade de produtos registrada no sistema e a quantidade física disponível, é mais comum do que se imagina e pode afetar qualquer negócio que dependa de um inventário preciso para suas operações. Segundo um estudo da IHL Group, varejistas perdem cerca de US$ 1,75 trilhão em vendas anuais globalmente devido a problemas de estoque, incluindo o estoque fantasma. Isso representa uma perda significativa de receita que poderia ser evitada com uma melhor gestão de inventário.  

A ineficiência nos processos de gestão de inventário é uma das principais queixas. Erros manuais na entrada e saída de mercadorias, falhas no sistema de gestão de inventário, como software desatualizado ou mal configurado, agravam ainda mais o problema. Muitas empresas ainda dependem de processos manuais para a atualização de seu inventário, o que aumenta significativamente a probabilidade de erros. Uma simples falha humana, como a digitação incorreta de uma quantidade ou a omissão de uma entrada, pode criar inconsistências difíceis de corrigir posteriormente. Produtos danificados que não são corretamente retirados do estoque registrado causam confusão, fazendo com que o sistema aponte itens disponíveis que não estão em condições de venda. 
 
Só para se ter uma ideia, as perdas no Brasil chegam a aproximadamente R$ 21 bilhões em 2023 devido a problemas relacionados ao estoque fantasma, segundo a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil. Pensando nos setores mais atingidos, os de moda, eletrônicos e alimentos são os mais impactados pelo estoque fantasma, com perdas significativas em vendas e aumento de custos operacionais, segundo a pesquisa da ECR Brasil.  
 
As consequências do estoque fantasma são amplas e impactam diretamente a saúde financeira e operacional da empresa. Quando um cliente realiza um pedido de um produto que não está realmente disponível, a empresa perde a venda e a confiança do cliente. Em um mercado competitivo, isso pode significar a diferença entre sucesso e fracasso. A necessidade de realizar inventários frequentes para corrigir discrepâncias eleva os custos operacionais. Isso inclui custos com mão de obra, tempo e recursos necessários para verificar fisicamente o estoque. Clientes frustrados com a falta de produtos podem deixar avaliações negativas, afetando a reputação da empresa. A confiança do cliente é essencial para a fidelização e para a construção de uma marca forte. Discrepâncias no estoque também complicam a gestão logística, impactando a eficiência na utilização do espaço de armazenagem e na movimentação de mercadorias. 
 
O foco deve ser sempre no consumidor. A falta de organização dos estoques desaponta o consumidor e pode levá-lo para uma loja da concorrência. Os funcionários devem identificar onde isso ocorre e desenvolver uma estratégia para que isso não aconteça com frequência. A contagem física do estoque deve ser realizada de forma estratégica, focando em áreas de grande rotatividade de produto e áreas de risco. 
 
A tecnologia moderna oferece diversas soluções para combater o estoque fantasma e garantir uma gestão de inventário mais eficiente. Entre as soluções mais eficazes estão a automação de processos, que reduz erros manuais e aumenta a precisão do inventário. Sistemas de gestão de estoque automatizados rastreiam e atualizam o inventário em tempo real, reduzindo a margem de erro. Tecnologias como RFID (Identificação por Radiofrequência) e IoT (Internet das Coisas) permitem um rastreamento preciso dos produtos, garantindo que as informações no sistema correspondam ao estoque físico. O uso de blockchain na gestão de inventário oferece uma solução inovadora para garantir a integridade e a transparência dos dados. Com um registro descentralizado e imutável, é possível rastrear todas as transações de inventário, desde a entrada até a saída dos produtos, garantindo uma auditoria completa e precisa. 
 
Segundo a Deloitte, empresas que adotam sistemas automatizados de gestão de estoque conseguem reduzir os erros manuais em até 70%. Além disso, a precisão do inventário pode aumentar em até 90% com a implementação de tecnologias como RFID e IoT, conforme estudo da McKinsey & Company. Essas tecnologias permitem um controle mais eficiente e preciso dos estoques, minimizando perdas e melhorando a operação logística das empresas. 
 
Investir no treinamento e capacitação da equipe é fundamental para garantir que todos os funcionários sigam os procedimentos corretos de registro e manuseio de mercadorias. Processos claros e padronizados ajudam a minimizar erros humanos e garantir a precisão do inventário. A realização de inventários cíclicos e auditorias regulares é essencial para identificar e corrigir discrepâncias a tempo. Isso ajuda a manter um controle preciso do estoque e identifica problemas recorrentes que precisam ser solucionados. 
 
Sistemas avançados de gestão de inventário são projetados para facilitar as rotinas dos funcionários. Eles são alimentados com dados relevantes que ajudam no monitoramento dos produtos, identificam padrões de perda nas lojas e auxiliam na busca por erros na loja física. Além disso, fazem um trabalho de previsão, identificando possíveis problemas futuros e permitindo que a empresa se prepare adequadamente. 
 
No combate ao estoque fantasma, a proatividade é essencial. Os problemas vão ocorrer, mas o trabalho deve focar em não mostrar essas imperfeições ao cliente e em saber lidar com elas. As lojas físicas e a sede da empresa devem atuar em conjunto para combater esse problema, buscando sempre entender o que está causando as discrepâncias e as ações possíveis a serem realizadas. 
 
Como sabemos, o estoque fantasma aumenta o risco de as lojas fazerem pedidos de produtos muito cedo ou tardiamente. O primeiro cenário pode agravar problemas de armazenamento e levar à deterioração de produtos, enquanto o segundo pode resultar em perda de vendas devido a rupturas de estoque. Os varejistas geralmente só percebem o estoque fantasma quando seus dados mostram que há produtos nas prateleiras, mas elas estão vazias. 
 
Para varejistas com um amplo sortimento de produtos ou que alocam o estoque em vários locais, o estoque fantasma pode se tornar rapidamente um problema. Empresas que mantêm registros de estoque imprecisos, devido a problemas na captura de dados em várias partes da cadeia de abastecimento, enfrentam esse desafio constantemente. 
 
Para prevenção o ideal é realizar uma limpeza nos processos que resultam em imprecisões nos registros. Verificações e contagens mais direcionadas podem ajudar as operações da loja a identificar problemas de forma mais eficaz. Vincular essas contagens a uma previsão precisa da demanda é especialmente benéfico para itens perecíveis. 
 
A tecnologia preditiva oferece soluções inovadoras. O modelo de estoque preditivo utiliza Machine Learning para prever desvios de estoque e detectar imprecisões. Esse modelo não apenas prevê o saldo verdadeiro do estoque, mas também recomenda dinamicamente quando as contagens de produtos devem ocorrer na loja. Essas recomendações são priorizadas por impacto nos negócios e sequenciadas com conhecimento do layout da loja. O modelo preditivo também gera estimativas de estoque mais precisas, usadas automaticamente para cálculos de propostas de pedidos. Isso permite ajustes preventivos no reabastecimento, otimizando a alocação de recursos antes das contagens direcionadas. 
 
Sistemas existentes podem detectar e ajudar com problemas de estoque fantasma, mas muitas vezes são separados dos sistemas de estoque que a maioria dos varejistas já têm implementados. A integração do modelo de estoque preditivo em uma solução existente de planejamento da cadeia de suprimentos e execução de lojas pode melhorar a eficiência operacional e a precisão do reabastecimento. 
 
Adotar tecnologia que identifica, prevê e mitiga o impacto do estoque fantasma é fundamental. Superar esse problema requer um gerenciamento de estoque proativo. Em qualquer mercado, ter adaptabilidade é crítico. Os varejistas precisam de um sistema que se ajuste à medida que seus negócios mudam, utilizando dados para informar decisões de estoque em tempo real e garantir uma previsão precisa de demanda e abastecimento no tempo correto. É um desafio significativo, mas com as ferramentas e estratégias certas, é possível minimizá-lo e garantir uma gestão de inventário mais eficiente. A implementação de tecnologias avançadas, aliada a processos bem definidos e ao treinamento contínuo da equipe, é crucial para manter a integridade do inventário e assegurar o sucesso operacional da empresa. A precisão no controle de estoque não é apenas uma questão de eficiência, mas um diferencial competitivo que pode determinar o futuro do negócio. 

 


Fernando Wenceslau - Diretor de Vendas as RELEX Solutions, multinacional líder em soluções unificadas de cadeia de suprimentos e planejamento de varejo.

Relex Solutions Saiba mais em: Link


O Brasil na crise do clima

Chuvas apocalípticas no Rio Grande do Sul, secas extremas no Pantanal e na Amazônia, inundações recordes em países da Ásia e da Europa, ondas de calor mortíferas nos quatro cantos do mundo. São gritantes os sinais de que algo está profundamente errado no clima planetário.

Essa percepção, hoje, é mais clara do que nunca, como mostram duas recentes pesquisas de opinião sobre o assunto. De acordo com um levantamento do Instituto Datafolha, nada menos que 97% dos brasileiros afirmam perceber no dia a dia que o planeta vem passando por mudanças climáticas. Outra pesquisa, essa de âmbito mundial e capitaneada pela ONU, mostra que, dentre 77 países pesquisados, o Brasil é o sétimo em termos de preocupação com o clima.

Nem todo mundo entende, porém, que por trás desse fenômeno alarmante está a mão do homem. Após décadas de estudos e medições, não resta dúvida de que a causa do aquecimento global são os gases do efeito estufa emitidos por seres humanos, a maior parte deles proveniente da queima de petróleo e seus derivados.

Com a elevação da temperatura média do globo, tornam-se mais frequentes os chamados eventos climáticos extremos, com consequências tremendas para as populações humanas e os ecossistemas naturais. Segundo a pesquisa Datafolha, 77% da população brasileira vivenciou recentemente algum evento desse tipo.

A tragédia que atingiu boa parte do Rio Grande do Sul entre o fim de abril e o início de maio se encaixa nessa categoria. Centenas de municípios receberam em dias o volume de chuva de meses. Em Caxias do Sul, por exemplo, o acumulado de maio foi nada menos que seis vezes a média histórica. O rio Taquari, que corta parte do estado, subiu inacreditáveis 14 metros, deixando as cidades no caminho literalmente submersas. As águas do Guaíba invadiram Porto Alegre e uma parte considerável da capital ficou alagada por semanas.

Os números finais correspondem a um cenário que é difícil não descrever como sendo de guerra: mais de 2 milhões de pessoas afetadas; 600 mil desabrigados; ao menos 170 mortos e 80 desaparecidos.

Já o Pantanal vive o drama inverso. O bioma, conhecido por ser a mais vasta planície alagada do planeta, vem sendo castigado por uma estiagem drástica. Para dar uma ideia da grandeza do problema, basta dizer que o rio Paraguai, o principal da região, atingiu o nível mais baixo em 60 anos. Piora tudo o fato de que, com a seca, vem o fogo. O mês de junho registrou o maior número de focos de queimadas desde 1998, quando se iniciaram os registros.

Aqui, novamente, aparece a mão humana. Segundo especialistas, esses incêndios nada têm de naturais. A quase totalidade deles decorre de ações intencionais, como a limpeza de pastos ou a queima de algum material, que terminam saindo do controle e se alastram pelos campos ressequidos.

Por mais que os efeitos da mudança climática venham ficando cada dia mais evidentes no planeta, enfrentar as suas causas tem-se mostrado uma tarefa imensamente complexa. A principal razão é que reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa implica uma mudança radical na matriz energética global, ainda amplamente baseada no petróleo.

Nessa verdadeira corrida contra o tempo, o Brasil desponta de maneira singular. Por aqui, as principais fontes de poluição não provêm, como nas outras grandes economias do mundo, de atividades industriais e da queima de combustíveis fósseis, mas do desmatamento.

A floresta derrubada libera na atmosfera todo o carbono armazenado na madeira, nas folhas e nas raízes quando é queimada ou apodrece sobre o solo. Já a atividade pecuária, além de relevante indutor do desmatamento na Amazônia, libera, por meio da digestão dos ruminantes, o metano, um dos gases que mais potencializam o efeito estufa.

Essa circunstância confere ao Brasil uma vantagem comparativa no necessário e inadiável esforço mundial de redução das emissões. Em outras palavras, basta controlar o desmatamento e recuperar as pastagens degradadas para que a contribuição nacional à emergência climática despenque.

Há uma certa banda do agronegócio, entretanto, que ainda pensa com a cabeça do passado. Valendo-se de uma lógica predatória, defendem que o desmate é necessário para expandir plantações e pastos. Isso, porém, não passa de um mito. A verdade é que não existe incompatibilidade entre o combate ao aquecimento global e a produção agropecuária. A mudança climática, na verdade, é o grande vilão do agro, pois vem alterando os padrões de chuvas e impactando diretamente o resultado das safras.

Hoje, felizmente, boa parte dos produtores já entendeu isso, e vêm investindo no aumento da produtividade no campo e ampliando a chamada agricultura de baixo carbono. Um agronegócio com consciência ambiental combinado a um combate firme do desmatamento por parte dos governos forma uma aliança poderosa, que beneficiará o Brasil e o mundo.

 

Dimas Ramalho - Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo

 

Varejo sustentável: vale a pena, e mais do que necessário, investir na prática

O ESG (Environmental, Social and Governance) é um conceito que tem ganhado força no mundo corporativo. A sigla se refere às práticas focadas no meio-ambiente, no social e de governança que as empresas podem adotar. O varejo não se difere de outros setores e também é permeado por essas preocupações latentes da sociedade.

Quando falamos em ESG, é interessante observar que cada elemento da sigla se complementa. O foco na sustentabilidade, por exemplo, resulta em uma melhor governança e produz boas práticas sociais. 

Vivemos em um mundo onde as informações circulam cada vez mais rápido. Um dos efeitos dessa característica é que muitas pessoas passaram a se engajar mais em temas relevantes, como a sustentabilidade ambiental. Uma pesquisa da Teads, plataforma global de mídia, e a Kantar, revelou que nove em cada 10 brasileiros veem a sustentabilidade como um tema importante em suas vidas. 

Essas preocupações interferem no estilo de vida e no comportamento consumidor. Por isso não é à toa que muitos deixam de ser clientes e consumir marcas que realizam práticas agressivas ao meio-ambiente.

Ao mesmo tempo, o varejo está inserido em um momento histórico: a Era do Cliente. As empresas precisam ter a satisfação do consumidor no centro de suas ações, o que pauta a maioria de suas tomadas de decisão.

Portanto, adotar práticas de sustentabilidade ambiental é se comunicar diretamente com esses clientes, com um público que se preocupa gradativamente mais com esse tema. Dessa forma, sua loja mostra que compartilha da mesma consciência, o que agrada o consumidor e constrói uma relação de confiança com ele!

Na teoria tudo isso é muito vantajoso, mas como colocar em prática ações de sustentabilidade que reduzem os custos de forma direta? Aqui vão algumas formas: utilizar fontes de energia renováveis, reduzir desperdícios, eliminar o uso de papel, reutilizar recursos materiais e adotar embalagens econômicas. São práticas simples, mas muito eficientes para reduzir os custos e tornar uma empresa mais sustentável.

Práticas de sustentabilidade não podem ser adotadas apenas com interesses financeiros, que passam pela fidelização do cliente, aumento da competitividade no mercado e redução dos custos. É importante valorizar de verdade a urgência de reduzir a quantidade de lixo gerado nas ações da loja e o uso de materiais poluentes. Esse compromisso precisa ser assumido e transformado em ações.

O foco de qualquer empresa é conquistar mais clientes e alavancar seus lucros. Contudo, isso não retira a responsabilidade social que elas têm. Isso acontece porque mesmo uma entidade privada exerce um impacto generalizado nas pessoas, sejam elas clientes ou não.

Seja para confeccionar seus produtos e embalagens ou mesmo para manter suas operações, as lojas exploram recursos naturais, que são de interesse de todo mundo. Essa relação faz com que seja necessário prestar contas sobre essa exploração. É simplesmente impossível que uma empresa elimine seu impacto ambiental, mas é responsabilidade dela trabalhar para reduzir.

Colocar essas ações em prática é transmitir uma mensagem positiva para a sociedade. Afinal, a responsabilidade social de uma empresa também passa por isso: dar um bom exemplo e provocar mudanças positivas em toda a comunidade.

Em resumo, o varejo sustentável, no longo prazo, gera mais equidade social e uma melhor qualidade de vida. Ele também melhora a governança da loja, reduzindo custos e aumentando a competitividade. Ganham as empresas, as pessoas e o meio-ambiente!

 


Rafael Brych - diretor Comercial e de Marketing da Pricefy by Selbetti

Pricefy by Selbetti
www.pricefy.com.br


Atraso no voo, overbooking e extravio de bagagem: saiba quando o passageiro tem direito à indenização e quais são os prazos para solicitá-la

Legislação brasileira garante diversos direitos aos consumidores e determina obrigações específicas às companhias aéreas

Atraso no voo, overbooking e extravio de bagagem: saiba quando o passageiro tem direito à indenização e quais são os prazos para solicitá-la

Legislação brasileira garante diversos direitos aos consumidores e determina obrigações específicas às companhias aéreas  

 


Viajar é uma necessidade e um direito do ser humano, seja a trabalho ou a lazer, e por isso, o aeroporto há muito tempo tornou-se um ambiente bastante visitado pelos brasileiros. De acordo com dados recentes divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), mais de 82,2 milhões de passageiros voaram pelo país em 2022. O número é o melhor registrado desde 2020, ano em que a pandemia de Covid-19 começou, e representa um aumento de 31,4% em comparação ao total de 2021, ano anterior.

Porém, ao passo que os brasileiros viajam com mais frequência, em voos domésticos ou internacionais, é natural que surjam também reclamações em relação ao serviço prestado, em especial contra as empresas aéreas. Somente no quarto trimestre de 2022, de acordo com boletim divulgado pela ANAC, foram registradas 19.964 reclamações em relação às companhias aéreas no endereço digital “
consumidor.gov.br”. Os inconformismos relatados são de teores diversos, sobre os quais muitos brasileiros ainda têm dúvidas.

Qual é o limite máximo de tempo que uma empresa aérea pode atrasar um voo? Há direito ao reembolso caso uma companhia cancele a viagem sem aviso prévio? O que fazer em caso de extravio de bagagem? Quando o cliente tem o direito de receber uma indenização da empresa aérea? Dúvidas como essas — e outras — serão respondidas logo a seguir.



Atraso no voo
Por razões diversas, inclusive relacionadas à segurança, um voo pode atrasar. No entanto, caso o passageiro chegue em seu destino final com quatro horas ou mais de atraso, é possível requerer uma indenização da companhia aérea.

É obrigatório que a empresa forneça meios de comunicação quando o atraso for superior a uma hora, bem como alimentação caso a espera ultrapasse duas horas. Se o atraso for superior a quatro horas, a companhia aérea também é obrigada a oferecer uma acomodação em um hotel, além de transporte.

É importante que o passageiro guarde seu cartão de embarque e o comprovante de sua reserva, para fins de autenticação da presença no voo, além de ser necessário solicitar à companhia aérea uma declaração sobre o atraso.



Cancelamento do voo
Assim como ocorre na condição de um voo atrasado, caso o passageiro tenha sua viagem cancelada e isso ocasione um atraso de quatro horas ou mais na chegada ao destino final, há direito na solicitação de uma indenização. A companhia é obrigada a fornecer como opções o reembolso integral, o reagendamento da passagem em dia e horário de preferência do cliente, além da remarcação em um próximo voo, mesmo que de outra empresa.

Para solicitar tais direitos, é importante que o passageiro guarde o cartão de embarque e quaisquer outros documentos de viagem, além de requerer uma declaração da companhia que confirme o cancelamento do voo.



Overbooking
Em caso de aeronave lotada (overbooking), quando o passageiro tem o embarque negado pela companhia aérea em razão da presença de mais pessoas do que assentos disponíveis, existe o direito de o cliente solicitar uma indenização caso ele chegue com quatro horas ou mais de atraso em seu destino final. Não cabe indenização, entretanto, caso o cliente se voluntarie a ser realocado em outro voo mediante compensação paga imediatamente pela empresa aérea.

Caso o passageiro se apresente para a viagem no prazo correto, tenha toda a documentação necessária e, ainda assim, seja impedido de embarcar por causa de alguma outra exigência indevida ou falha no sistema interno referente à sua reserva, também é possível ingressar com um pedido de indenização.



Extravio de bagagem
O passageiro pode reivindicar uma indenização caso sua bagagem permaneça extraviada por dois dias ou mais. Dessa forma, a companhia aérea deve arcar com todas as despesas surgidas em decorrência do extravio. É importante, portanto, que o cliente tenha em mãos todos os cupons fiscais do que estava na mala, e para solicitar a indenização, é necessário ter o comprovante da passagem aérea e o Registro de Irregularidade de Bagagem (RIB), realizado dentro do aeroporto.



Perda de conexão
Caso o cancelamento ou atraso de um voo prejudique uma conexão e o passageiro chegue ao destino final com quatro horas ou mais de atraso, é possível reivindicar uma indenização. É importante que, para isso, o cliente guarde o cartão de embarque original e algum comprovante do voo em que foi realocado.



Prazos para solicitar indenização
Um cliente pode reivindicar uma indenização para voos nacionais ou internacionais, desde que a companhia aérea que causou o problema tenha um escritório em território brasileiro. O pedido de ressarcimento pode ser feito em até cinco anos após a data do voo para viagens nacionais e até dois anos após a data para viagens internacionais.



Alterações no voo pela companhia aérea
Quaisquer alterações feitas pela companhia aérea em relação voo originalmente contratado devem ser comunicadas ao cliente com antecedência mínima de 72 horas. Caso o prazo não seja respeitado, o passageiro pode requerer uma indenização.

A companhia aérea é obrigada a oferecer a opção de reembolso ou reacomodação em outro voo nos casos de não cumprimento desse prazo ou da alteração superior a trinta minutos em voos domésticos e uma hora em voos internacionais.



Documentos importantes para solicitar indenização
São necessários um documento de identidade com foto e um comprovante de residência atualizado dos últimos três meses. Entre os documentos com foto válidos estão: RG, CNH, passaporte, carteira de classe (OAB, CRM) e RNE (em caso de estrangeiro residente no Brasil).



Tempo médio para receber a compensação
A média de tempo necessário para a conclusão do processo indenizatório é de seis a oito meses, com variações a cada caso. O escritório que defende o passageiro depende da resposta das empresas aéreas e do Judiciário na busca pela indenização e, por isso, às vezes os prazos podem variar.




Igor Coelho - CEO e Fundador da ICA Advocacia, escritório especializado na defesa do consumidor.


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