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segunda-feira, 22 de julho de 2024

Cigarros eletrônicos aumentam risco de doenças gengivais e danos ao esmalte dental, alerta especialista

A nicotina e outros produtos químicos presentes nos vapes podem contribuir para a deterioração da saúde bucal de diversas maneiras 

 

Os cigarros eletrônicos já viraram moda entre os mais jovens, mesmo sob o alerta de especialistas que garantem: eles também são nocivos à saúde. Um aspecto muitas vezes colocado em segundo plano é o efeito que os chamados vapes têm na boca, gengivas e dentes. Esses dispositivos, inicialmente promovidos como uma alternativa mais segura ao tabagismo tradicional, mantém a comunidade médica e odontológica em alerta. 

Um estudo da American Dental Association (ADA) revelou em 2022 que o uso de cigarros eletrônicos está associado a um aumento na incidência de doenças periodontais, cáries e manchas dentárias. A pesquisa destacou que a nicotina presente nesses dispositivos, juntamente com outros químicos, contribui para a deterioração da saúde bucal. 

Esses dados se tornam ainda mais alarmantes quando se leva em conta a volta do vício no cigarro entre a população de adolescentes e jovens adultos: quase um quinto (19,7%) das pessoas entre 18 e 24 anos no Brasil já utilizam cigarros eletrônicos. Se torna importante, então, uma conscientização sobre estes dispositivos que parecem inofensivos.

Isso é o que aponta o Dr. José Todescan Júnior, especialista em Prótese Dental, Odontopediatria e Endodontia e membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética. “O cigarro eletrônico funciona como um fator predisponente e modificador da doença periodontal. Isso significa que se a pessoa não tem a doença periodontal e faz uso do cigarro eletrônico, ela tem uma predisposição maior a desenvolvê-la. Uma vez que essa pessoa já tem o problema periodontal e usa o cigarro eletrônico, ele funciona como um fator modificador da doença e a agrava ainda mais”, explica.


O efeito colateral dos cigarros eletrônicos

Os vapes contêm uma variedade de substâncias químicas, incluindo nicotina e metais pesados, que podem causar danos irreparáveis aos dentes e gengivas. A nicotina, por exemplo, reduz a produção de saliva, levando a uma sensação constante de boca seca. Essa condição facilita o surgimento de cáries e mau hálito. 

Além disso, a nicotina atua como um estimulante muscular, potencializando o bruxismo, que é o ranger dos dentes, e contribuindo para o desgaste do esmalte dental e dores na mandíbula. “O cigarro eletrônico também provoca uma vasoconstrição local, agravando ainda mais a doença periodontal”, destaca Dr. Todescan.

Outro efeito preocupante dos cigarros eletrônicos é o envelhecimento precoce dos dentes. A exposição contínua aos componentes químicos desses dispositivos também pode levar a uma desbiose, ou seja, uma alteração na microbiota bucal. Isso aumenta a concentração de bactérias patogênicas.


Prevenção e tratamento

Para prevenir os danos causados pelos cigarros eletrônicos, é essencial manter uma boa higiene bucal e visitar regularmente o dentista. O tratamento das condições associadas ao uso desses dispositivos envolve a identificação precoce e a implementação de medidas corretivas para minimizar os danos. Reduzir ou eliminar o uso de cigarros eletrônicos é uma das recomendações principais para preservar a saúde bucal.

A crescente popularidade dos cigarros eletrônicos traz à tona sérias preocupações para a saúde dental. Os usuários desses dispositivos devem estar cientes dos riscos e adotar práticas preventivas para diminuir estes efeitos ao longo do tempo. “O uso do cigarro eletrônico altera significativamente a saúde bucal e pode agravar doenças já existentes. Aqueles que querem parecer descolados estarão, na verdade, comprometendo o seu bem-estar, e ainda estarão com mau hálito”, alerta o Dr. Todescan.  



José Todescan Júnior - Atuando com excelência na área de Odontologia há mais de 33 anos, José Todescan Júnior é especialista em Prótese Dental, Odontopediatria e Endodontia pela USP. Membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, membro da IFED (International Federation Esthetic Dentistry), membro da no Associação Brasileira de Odontologia Estética e membro da ABOD (Associação Brasileira de Odontologia Digital). Ele acredita que o profissional que se aperfeiçoa em diversas áreas pode escolher sempre o melhor para os pacientes.



Clínica Todescan
clinicatodescan.com.br
instagram.com/todescanjrodontologia

 

A importância do apoio à saúde mental para crianças e adolescentes com Dislexia

A falta de um diagnóstico preciso pode levar pessoas disléxicas a quadros de ansiedade e depressão, alertam especialistas do Instituto ABCD e do Instituto Ame sua Mente

 

A Dislexia é um transtorno de aprendizagem que afeta cerca de 8 milhões de brasileiros, segundo dados da Associação Internacional de Dislexia (IDA, na sigla em inglês), e tem sido cada vez mais frequente observar a incidência de questões ligadas à saúde mental, em decorrência da falta de apoio da sociedade. Por impactar, principalmente, a capacidade de leitura e escrita, a condição costuma ser percebida na infância, durante o processo de alfabetização, ainda que também possa ser diagnosticada na fase adulta. 

“Muitas pessoas com Dislexia acabam ficando frustradas e até com sentimento de inadequação no seu dia a dia. As barreiras impostas pelo ambiente acadêmico ou corporativo faz com que essas pessoas demorem muito mais tempo para executar as mesmas atividades que seus colegas, o que pode levar ao estresse e isolamento, entre outros sintomas”, explica Juliana Amorina, Diretora-Presidente do Instituto ABCD, referência em Dislexia e transtornos de aprendizagem. 

Esses sinais podem, inclusive, se transformar em problemas mais sérios, como ansiedade crônica — generalizada ou social, por exemplo —, depressão ou mesmo abuso de substâncias tóxicas. De acordo com a sua experiência de atendimento em consultório, o psiquiatra Gustavo Estanislau, membro associado e pesquisador do Instituto Ame Sua Mente, estima que cerca de 50% das crianças com Dislexia apresentam problemas relacionados à saúde mental. 

A situação se torna sensível a partir do estigma da sociedade, que se reflete nos ambientes escolares e familiares. Professores, pais e demais pessoas envolvidas na educação das crianças muitas vezes não possuem conhecimento adequado sobre as limitações causadas pela Dislexia. “O que acaba não ajudando no senso de validação do indivíduo, impactando a autoestima dessas pessoas”, ressalta Estanislau.
 

Tratamento e prevenção 

Segundo Juliana, o primeiro passo para evitar que condições como ansiedade e depressão aconteçam é oferecer apoio à pessoa disléxica. “Daí vem a importância da identificação precoce e o diagnóstico. Só assim será possível que a criança ou o adolescente se compreenda melhor e descubra, com apoio especializado e inclusão escolar, formas de lidar com suas características específicas”, explica. 

Essa ajuda pode ser realizada com métodos educativos diferenciados ou tecnologias assistivas, por exemplo. O importante é contribuir para que a pessoa disléxica veja novas possibilidades para desbloquear seu potencial. 

Para Gustavo, a psicoterapia é uma alternativa bastante eficaz no processo de acompanhamento dos quadros de ansiedade ou depressão. O estímulo a outras atividades que não apresentem tantos desafios para o paciente também podem contribuir nessa jornada. “Uma criança, em determinado momento, quando enfrenta muitas dificuldades na escola pode, por exemplo, reforçar a autoestima por meio de atividades físicas, dança ou arte. Esses são caminhos que valorizam outras habilidades, ao aliviar as dificuldades do dia a dia, garantindo que ela se sinta válida em suas ações”, conclui o especialista.
  


Instituto ABCD

Instituto Ame Sua Mente
Mais informações: www.amesuamente.org

 

Jogos Olímpicos podem inspirar prática de exercícios e público feminino tem fator especial para entrar nessa tendência

Atividades regulares podem ser aliadas das mulheres durante menopausa; especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz explica vantagens dos esportes 

 

A partir do dia 26 de julho, os olhos do mundo estarão voltados para os Jogos Olímpicos Paris 2024, evento que celebra o espírito competitivo e inspira pessoas de todas as idades a se envolverem no universo esportivo. Entre os espectadores, estão as mulheres, que podem encontrar nos esportes, além de entretenimento, um aliado durante o climatério e a menopausa. 

O climatério é um período em que a mulher passa pela transição entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva. Uma fase marcada pela diminuição dos hormônios sexuais produzidos pelos ovários, o climatério começa a se manifestar na quarta década de vida da mulher. 

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), estimam que cerca de 29 milhões de mulheres brasileiras encontram-se no climatério, a fase que antecede a menopausa. São mulheres que enfrentam mudanças hormonais e físicas que podem afetar sua qualidade de vida e bem-estar. Já a menopausa corresponde a última menstruação. Após 12 meses sem menstruar a mulher entrou oficialmente na menopausa. 

Segundo a Dra. Anne Pereira, ginecologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, não existe a comprovação científica de que o exercício físico atue diretamente nos sintomas da menopausa, mas há evidências que a prática regular de atividades pode minimizar complicações de saúde associadas a esse período. 

“Durante e depois da menopausa, as mulheres tendem a perder massa muscular devido à redução na produção da progesterona e do estrogênio, importantes hormônios femininos e acumular gordura abdominal. A queda na produção do estrogênio aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Então, praticar exercícios regularmente e ter uma alimentação saudável contribui para prevenir ganho de peso e o aparecimento de doenças crônicas”, explicou a especialista. 

Modalidades como corrida, natação e caminhada não apenas melhoram a condição cardíaca, reduzindo a pressão arterial, mas também impactam positivamente o metabolismo dos lipídios, aumentando o HDL, o chamado colesterol bom, e diminuindo o LDL, conhecido como colesterol ruim. 

A queda na produção de estrogênio durante a menopausa está associada à osteoporose, que aumenta o risco de acidentes e fraturas. 

“Exercícios de resistência, como musculação e pilates, ajudam a fortalecer os ossos, reduzindo o risco de perda óssea e fraturas”, diz Dra. Anne. 

A ginecologista afirma que fazer exercícios regularmente pode ajudar a aliviar os sintomas da menopausa, como fogachos, distúrbios do sono, reduzir alterações de humor e ansiedade. 

“A liberação de endorfina durante o exercício contribui para a sensação de bem-estar, e podem ajudar a reduzir o estresse e melhorar o humor”. 

Segundo a ginecologista, estudos indicam que adultos fisicamente ativos têm menor predisposição para desenvolver depressão e experimentam melhorias na memória, concentração e função cerebral ao praticarem atividades físicas regularmente. 

“Além dos benefícios físicos e mentais, o exercício regular promove independência, autoconfiança e sensação de controle sobre a própria saúde e bem-estar”, afirmou. 




Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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Julho Turquesa traz o alerta: colírio não é tudo igual

  • No mês da conscientização da Síndrome do Olho Seco, médica e diretora de educação profissional da Alcon Brasil traz informações importantes sobre a doença que afeta mais de 34% dos brasileiros
  • Embora 1 em cada 4 pessoas em todo o mundo apresente sintomas de Olho Seco, muitas delas não sabem e fazem diagnósticos errados 8,9


Julho é um mês de alerta global para o aumento dos casos de Síndrome do Olho Seco, uma condição que afeta um número crescente de pessoas de diversas maneiras. Os sintomas comuns incluem sensação de areia nos olhos, necessidade constante de piscar, olhos vermelhos ou cansados e a sensação de desconforto. 

A Síndrome do Olho Seco pode ser desencadeada por fatores ambientais ou de estilo de vida, como uso prolongado de telas, condições climáticas adversas e exposição a aquecimento ou ar-condicionado. Observa-se uma prevalência crescente entre mulheres, devido às flutuações hormonais em diferentes fases da vida, como menopausa, uso de anticoncepcionais e terapia hormonal. Segundo a Associação dos Portadores de Olho Seco (APOS), estima-se que 34% dos brasileiros acima de 18 anos apresentam algum sintoma de Olho Seco10. E mais de 20 milhões possuem disfunções oculares que podem levar à condição11. Além disso, 1 em cada 4 pessoas relata sintomas de olho seco8,9. Mas muitos não percebem que têm o problema. 

A Dra. Wania Regattieri De Biase, médica e diretora de educação profissional da Alcon Brasil, destaca que o desconforto ocular não deve ser parte da rotina e que é essencial consultar um oftalmologista se os sintomas afetarem significativamente o bem-estar. “O Mês de Conscientização sobre o Olho Seco é o momento ideal para educar os pacientes sobre os sinais e sintomas da condição e lembrá-los de como cuidar dos olhos. Hábitos simples, como fazer pausas a cada 20 minutos e olhar para uma distância de 6 metros por 20 segundos, além de usar colírios de venda livre, como a linha Systane®, podem ajudar a aliviar os sintomas”, explica. 

Os colírios são essenciais para a saúde ocular, mas é um equívoco pensar que todos são iguais. Colírios lubrificantes, ou lágrimas artificiais, são os mais indicados para aliviar os sintomas do Olho Seco. “A escolha do colírio correto é apenas uma parte dos cuidados necessários com a saúde dos olhos. Seguir a dosagem e a frequência prescritas pelo médico é fundamental para a eficácia do tratamento e para evitar efeitos colaterais indesejados”, destaca Dra. Wania. 

A Alcon, líder global em cuidados com a visão, lançou no Brasil novos colírios lubrificantes para pacientes com Síndrome do Olho Seco: Systane® COMPLETE, Systane® ULTRA Sem Conservantes e Systane® HIDRATAÇÃO Sem conservantes. 

A linha Systane® foi desenvolvida para atender às diversas necessidades dos pacientes com Olho Seco. Segundo a Dra. Wania, "Pacientes que usam colírios frequentemente e aqueles em pós-operatório geralmente respondem melhor a lágrimas artificiais sem conservantes, ajudando a aliviar os sintomas, restaurar a superfície ocular e proporcionar alívio duradouro." 

Systane® COMPLETE utiliza tecnologia avançada de nano-gotas lipídicas para hidratar e proteger todas as camadas do filme lacrimal, oferecendo uma cobertura superior da superfície ocular e reduzindo a evaporação da lágrima. Isso proporciona alívio completo dos sintomas por até 8 horas. 

O colírio lubrificante Systane® ULTRA Sem Conservante contêm uma fórmula exclusiva à base de HP-Guar, um ingrediente comprovadamente 2x mais lubrificante do que o ácido hialurônico (AH) isolado3, para que os pacientes obtenham alívio de ação rápida e sem conservantes para olhos secos cansados e irritados. 12,13 A solução possui a tecnologia patenteada PureFlow®, um frasco desenhado com uma válvula unidirecional que não permite a entrada de nada além de ar, evitando contaminação. 

Já o Systane® HIDRATAÇÃO Sem Conservantes combina ingredientes que comprovadamente oferecem hidratação, proteção e alívio duradouro para pacientes com olho seco crônico moderado ou após cirurgias refrativas ou de catarata. Estudos in vitro mostraram que sua tecnologia de polímero duplo proporciona hidratação e proteção celular duas vezes maior em comparação com formulações contendo apenas hialuronato de sódio. “Estamos expandindo nosso portfólio OTC da marca número 1 de colírios lubrificantes, Systane®, para atender à crescente demanda por soluções para olho seco no Brasil”, conclui.
 

Sobre a família de produtos Systane

Foi clinicamente comprovado que a linha de colírios lubrificantes Systane reduz os sintomas do Olho Seco, proporcionando proteção e conforto de ação rápida e duradoura5. Systane COMPLETE é uma fórmula completa clinicamente comprovada com HP-Guar e nanogotas lipídicas, que proporciona até 8 horas de alívio para todos os tipos de Olho Seco7. Tanto o colírio Systane® ULTRA Sem Conservantes quanto o Systane® UL proporcionam alívio de ação rápida3,4 para pacientes com sintomas ocasionais a frequentes do Olho Seco devido ao estilo de vida e fatores ambientais, como tempo de tela, qualidade do ar ou questões sazonais (ou seja, baixa umidade, ventos fortes ou poeira). Systane Hidratação Sem Conservantes oferece alívio duradouro1,3,6 para sintomas de pacientes com olho seco crônico moderado e pacientes pós-cirúrgicos.

 


Alcon
Saiba mais no site da Alcon.


Registro ANVISA Systane Hidratação Sem Conservantes - nº 81869420140; Systane® Complete nº 81869420136; Systane® ULTRA Sem Conservantes: nº 81869420137. BR-SYC-2400046 Julho/2024


Referências
1. Rangarajan R, Kraybill B, Ogundele A, Ketelson H. Effects of a Hyaluronic Acid/Hydroxypropyl Guar Artificial Tear Solution on Protection, Recovery, and Lubricity in Models of Corneal Epithelium. J Ocul Pharmacol Ther. 2015;31(8):491-497.
2. Based on internal calculations by Alcon using third-party data; Alcon date on file, 2019.
3. Davitt WF, Bloomenstein M, Christensen M, Martin AE. Efficacy in patients with dry eye after treatment with a new lubricant eye drop formulation. J Ocul Pharmacol Ther. 2010;26(4):347-353.
4. Christensen MT, Martin AE, Bloomenstein M. A comparison of efficacy between Systane Ultra and Optive lubricant eye drops when tested with dry eye patients. Optometry. 2009;80(6):315.
5. Benelli U. Systane lubricant eye drops in the management of ocular dryness. Clin Ophthalmol. 2011:5;783-790.
6. Rolando M, Autori S, Badino F, Barabino S. Protecting the ocular surface and improving the quality of life of dry eye patients: a study of the efficacy of an HP-guar containing ocular lubricant in a population of dry eye patients. J Ocul Pharmacol Ther. 2009;25(3):271-278.
7. Guillon M, Patel K, Gupta R, Srinivasan S. Sustained symptom relief following a single dose of PG/HPG-nanoemulsion in patients with Dry Eye disease. Poster presented the American Academy of Optometry Annual Meeting. October 23-26, 2019, Orlando FL.
8. Monitoramento das necessidades de visão, 2020.
9. Vision Needs Monitor, 2019.
10. APOS – Associação Brasileira de Portadores de Olho Seco, https://apos-olhoseco.com.br/, 2024
11. APOS – Associação Brasileira de Portadores de Olho Seco, https://apos-olhoseco.com.br/, 2024
12. Davitt WF, Bloomenstein M, Christensen M, Martin AE. Efficacy in patients with dry eye after treatment with a new lubricant eye drop formulation. J Ocul Pharmacol Ther. 2010;26(4):347-353.
13. Christensen MT, Martin AE, Bloomenstein M. A comparison of efficacy between Systane Ultra and Optive lubricant eye drops when tested with dry eye patients. Optometry. 2009;80(6):315

 

Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul orienta sobre cuidados necessários com bebês em viagens de avião

Enjoos e dor de ouvido são algumas das situações mais recorrentes 

 

Com o início das férias de julho, muitas famílias planejam viajar de avião com seus filhos pequenos. Para garantir a segurança e o bem-estar das crianças e bebês durante essas viagens, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) destaca a importância de alguns cuidados específicos que ajudam a tornar esse momento mais tranquilo para os pais ou responsáveis. 

O médico pediatra, Leandro Meirelles Nunes, explica o que acontece nesses casos. 

“Estima-se que de 25 a 40% da população sofre com algum nível de cinetose, condição que está relacionada a desconfortos como náuseas e tontura em viagens de carro, barcos, aviões e outros meios de locomoção. Esse fenômeno é o resultado de uma incompatibilidade entre o movimento que se enxerga e a sensação percebida pelos ouvidos. Em outras palavras, é como se a área interna do ouvido estivesse dizendo ao cérebro que não estamos nos movendo, enquanto os olhos falam que estamos ou vice-versa. Aí o cérebro fica confuso e gera os sinais mistos, que são sinais de mal-estar”, afirma 

Para evitar o incômodo, o médico dá algumas dicas de cuidados preventivos que podem ser tomados ao viajar. 

“Primeiro, fazer refeições leves no dia anterior. Em viagem de avião ou ônibus, tentar sentar na parte da frente, claro que com crianças, às vezes essa situação não é possível, tem que ir no banco traseiro, mas preferir deixar a cabeça mais imóvel, apoiada no encosto e olhando para o horizonte. Não usar celular ou notebook durante a viagem e, se possível, apontar o fluxo do ar-condicionado na direção da pessoa. Quando for em navios, optar sempre pelo deck superior e manter o olhar no horizonte”, explica. 

Outra recomendação no caso de crianças maiores é mastigar chicletes ou alimentos de preferência duros como cenoura ou maçã. A mastigação força os músculos do rosto a se movimentarem e a deglutição ajuda a diminuir a sensação de ouvido tampado. Também ajuda, forçar o bocejo. Para usar com crianças dá para fazer brincadeiras nas quais elas façam caretas ou imitem animais como jacaré ou leão. Em casos mais acentuados é possível pedir aos comissários de bordo panos aquecidos para fazer compressas que aliviam a dor. Os bebes são os que mais sofrem. Por isso em caso de criança que está sendo amamentada pode ajudar dar de mamar na decolagem, e naqueles que já tem alimentação introduzida é possível fazer eles mastigarem. 

Náuseas, tontura, vômitos, dor de cabeça, palidez, sudorese, palpitações e prostração são alguns sintomas que podem ser percebidos. O médico explica que quando o diagnóstico é leve, pode se manejar através do uso de medicamentos prescritos pelo seu pediatra. Em casos mais severos ou mais constantes, vale a pena uma consulta com médico otorrinolaringologista para investigar e fazer exames complementares para ver se a causa é realmente essa.

 

Marcelo Matusiak



Obstrução das carótidas provoca sequelas neurológicas graves

Dr. Celso Ricardo Bregalda Neves Divulgação
Estenose carotídea, causada por aterosclerose, compromete a função das artérias vitais que alimentam o cérebro. Prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para evitar complicações fatais 

 

As carótidas são artérias essenciais que transportam sangue rico em oxigênio e nutrientes para o cérebro. Cada indivíduo possui duas carótidas, localizadas uma de cada lado na região anterior do pescoço. Além delas, existem as artérias vertebrais, que também contribuem para a irrigação cerebral pela parte posterior do pescoço. Na região intracraniana, todas essas artérias se conectam em uma rica rede de circulação colateral, garantindo um suprimento adequado para o cérebro. No entanto, um dos principais problemas que afetam as carótidas é o estreitamento do vaso, conhecido como estenose, frequentemente causado pela aterosclerose. Essa condição é caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas paredes dos vasos, acompanhada de inflamação e calcificação.

Segundo o cirurgião vascular e membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), Dr. Celso Ricardo Bregalda Neves, os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença aterosclerótica nas artérias carótidas incluem hipertensão arterial sistêmica, tabagismo, diabetes mellitus, níveis elevados de colesterol, obesidade, sedentarismo e histórico familiar. Esses fatores contribuem significativamente para a saúde vascular e exigem a atenção e a prevenção para evitar complicações associadas.

De acordo com o Estudo Global Burden of Disease 2019 e a base de dados do SUS, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. Dentre elas, a doença arterial coronariana foi a principal causa de morte no país, seguida pelo AVC, no período de 1990 a 2019. Ainda segundo o estudo, a prevalência de Doença Cardiovascular (DCV) foi estimada em 6,1% da população e vem crescendo devido ao aumento e envelhecimento populacional. “A ocorrência da aterosclerose está aumentando rapidamente à medida que as pessoas vivem mais e estão expostas aos fatores de risco para esta doença. A aterosclerose é a principal causa de óbito no mundo todo”, discorre o médico.

O Dr. Neves explica que, na maioria dos casos, os pacientes não apresentam sintomas, uma vez que o fluxo sanguíneo diminuído na carótida estenosada é compensado pela outra carótida e/ou pelas artérias vertebrais. “É fundamental lembrar que o lado esquerdo do cérebro controla os movimentos e sensações do lado direito do corpo, e vice-versa. No entanto, o grande risco associado às placas localizadas na bifurcação carotídea não se resume apenas à redução do fluxo sanguíneo cerebral, mas também à possibilidade de que pequenos fragmentos de gordura ou coágulos possam se desprender e desta forma migrarem para os vasos do cérebro. Isso pode levar à perda de irrigação em áreas específicas, resultando na morte de neurônios e, consequentemente, em sequelas neurológicas que muitas vezes são definitivas”.


Impacto das doenças das carótidas na saúde geral

As doenças ateroscleróticas das carótidas podem ter um impacto muito grande na saúde geral do indivíduo, levando-o a eventos neurológicos graves. Uma das manifestações é o ataque isquêmico transitório (AIT), quando o sintoma neurológico dura no máximo 24 horas, mas geralmente persiste apenas por alguns minutos. Esses sintomas incluem paralisia e perda de sensibilidade em extremidades, além de desmaios e comprometimento da fala. Essa condição ocorre devido à superfície irregular da placa aterosclerótica, que libera pequenos coágulos, obstruindo artérias cerebrais e causando isquemia. É importante destacar que o grau de estenose está diretamente relacionado ao risco de formação dessas partículas, tornando os estreitamentos mais severos uma preocupação maior. Outra manifestação comum é a amaurose fugaz, que resulta na perda temporária da visão em um olho, causada por fragmentos de gordura que atingem a artéria oftálmica.

Além do AIT, o acidente vascular cerebral (AVC) representa uma condição ainda mais grave e prolongada. Os sintomas do AVC duram mais de 24 horas e variam em intensidade, podendo se tornar permanentes. Essa condição ocorre quando o suprimento sanguíneo para uma área do cérebro é interrompido de forma definitiva, resultando em um quadro conhecido popularmente como "derrame". O AVC pode ser causado pela embolização de pequenas partículas ou por uma oclusão abrupta de uma carótida previamente estenosada. O comprometimento clínico varia desde uma leve diminuição da força até paralisia completa de um lado do corpo e perda da fala. Em casos mais severos, a isquemia é capaz de afetar áreas vitais do cérebro, levando a consequências fatais.

Diante desse cenário, o diagnóstico precoce de problemas nas carótidas é essencial para prevenir eventos neurológicos graves. “O AIT, por exemplo, atua como um sinal de alerta, e proporciona uma oportunidade para tratar o paciente antes que ocorra uma isquemia mais séria. Entretanto, a maioria dos pacientes que sofre um AVC não apresenta um evento neurológico transitório anterior. Quando um AIT é identificado, o atendimento deve ser prioritário, pois a chance de recidiva do AVC nos primeiros 15 dias ultrapassa 30%. Portanto, a demora no diagnóstico e no tratamento representa uma perda de oportunidade significativa”, ressalta o médico.

Ele também enfatiza que pacientes que sofreram um AVC ou AIT não devem receber alta sem uma investigação adequada da causa e sem a implementação de um tratamento eficaz. “A cirurgia para desobstrução da carótida pode ser indicada em alguns casos e visa prevenir novos episódios, ao invés de melhorar o quadro clínico já existente. Assim, o diagnóstico e a intervenção precoces são fundamentais para garantir a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos afetados.”

O médico informa também que a avaliação do fluxo e da estrutura da parede vascular das artérias carótidas podem ser realizadas de forma não invasiva por meio da ultrassonografia Doppler, que determina se a obstrução é maior ou menor que 70%. Para o planejamento cirúrgico, a angiotomografia computadorizada é o exame mais utilizado atualmente, enquanto a angiografia é empregada no contexto de tratamento durante procedimentos endovasculares.

“É fundamental que todos os portadores de estreitamento da carótida recebam tratamento clínico para abordar essa condição e prevenir eventos cardiovasculares. As principais recomendações incluem o controle rigoroso de fatores de risco, como hipertensão arterial, diabetes e colesterol elevado; a prática regular de exercícios físicos, que melhora o condicionamento cardiovascular e auxilia no controle de peso; e a eliminação do tabagismo, que prejudica a saúde vascular”, ressalta.

A SBACV-SP tem como missão levar informação de qualidade sobre saúde vascular para toda a população. Para outras informações acesse o site e siga as redes sociais da Sociedade (Facebook e Instagram).





Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo – SBACV
www.sbacvsp.com.br

 

Julho ‘multicor’ conscientiza sobre cânceres de bexiga, ósseo e de cabeça e pescoço

 Mês coincide datas e especialista do Vera Cruz Oncologia, em Campinas (SP), orienta sobre sintomas e tratamentos de cada um 

 

A cada mês, uma explosão de cores visa incentivar a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento de diversas doenças. Uma forma lúdica de deixar assuntos sensíveis um pouco mais leves e, assim, poupar diversas vidas. Neste mês, o foco está na conscientização sobre três tipos de cânceres: bexiga, ósseo e de cabeça e pescoço. O médico oncologista André Sasse, do Vera Cruz Oncologia, em Campinas (SP), destaca a importância de romper tabus ao se falar da doença. “Os diversos tipos de câncer impactam sob vários aspectos na vida de milhares de pessoas. E cada um possui particularidades que merecem atenção especial. Por isso, esse trabalho de conscientização se faz tão necessário”, ressalta.

 

“Julho Roxo” – Câncer de Bexiga

Um dos tipos mais comuns entre os cânceres urológicos, afeta principalmente homens acima dos 55 anos. Os principais fatores de risco incluem o tabagismo, exposição a substâncias químicas, infecções urinárias crônicas e histórico familiar.

 

Por isso, a orientação é para que se tenha atenção especial ao identificar qualquer sintoma. “A presença de sangue na urina, dor ao urinar e necessidade frequente de urinar estão entre os sintomas mais comuns, por isso precisam ser investigados. O diagnóstico precoce é crucial, pois aumenta consideravelmente as chances de sucesso no tratamento, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia”, alerta Sasse.

 

“Julho Amarelo” – Câncer Ósseo

Embora seja considerado um dos tipos mais raros, pode ser primário ou metastático. “O tipo primário, como o osteossarcoma, geralmente afeta crianças e adolescentes, enquanto o metastático ocorre quando o câncer de outra parte do corpo se espalha para os ossos”, explica o oncologista. 

Os sintomas mais relatados pelos pacientes incluem dores nos ossos e inchaço nas partes acometidas. “O tratamento dos sarcomas envolve cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia. A detecção precoce é vital para aumentar as chances de cura e melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes”, orienta.

 

“Julho Verde” – Câncer de Cabeça e Pescoço

Os cânceres de cabeça e pescoço incluem tumores que se desenvolvem na boca, garganta, seios da face e glândulas salivares. Dentre os fatores de risco estão o consumo de tabaco e álcool, além da infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano). “Os sintomas podem variar, mas frequentemente incluem dor de garganta persistente, dificuldade para engolir, rouquidão, e aparecimento de nódulos no pescoço. Por isso, os dentistas são importantes aliados no rastreamento. A persistência de um desses sintomas deve ser levada a sério, e avaliada por um médico especialista, a fim de descartar um possível problema oncológico”, salienta Sasse. 

De acordo com o médico, o tratamento geralmente envolve uma combinação de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. “Novamente, a detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de cura”, reafirma.

 

Geral

De modo geral, pessoas com histórico familiar de algum tipo de câncer devem redobrar a atenção e acompanhar qualquer alteração na saúde, evitando um diagnóstico tardio, que prejudique os resultados positivos que podem ser obtidos com os modernos tratamentos disponíveis. 

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) define que o câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. No triênio entre 2023 e 2015, a estimativa é a de que surjam 704 mil novos casos no Brasil. Portanto, a atenção e a participação das campanhas mensais de prevenção e conscientização podem contribuir para que o desfecho seja a cura. 



Vera Cruz Oncologia

Grupo SOnHe

www.sonhe.med.br

Vera Cruz Hospital


Espondilolistese

 

Ginastica Olímpica 
Pixabay

Conheça a espondilolistese, fratura na vértebra que pode atrapalhar no desempenho de atletas

 

Condição visa ser mais frequente em pacientes jovens de 18 a 30 anos e em atletas de esportes com alto impacto na coluna, como ginástica artística ou salto em altura 

 

Com os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Paris se aproximando, a rotina de treinos para grande parte dos atletas está se intensificando. E nesse período, é comum que muitos profissionais acabem tendo problemas de saúde devido a desgastes e fraturas.

Um desses casos é uma condição chamada de espondilolistese, um tipo de fratura que afeta a coluna. De acordo com o fisioterapeuta responsável pela rede de clínicas Doutor Hérnia, Prof. Dr. André Pêgas, ela acontece mais precisamente no pedículo, que é um segmento da coluna responsável por unir as partes da frente e de trás de cada vértebra.

Diferentemente do que ocorre em uma queda convencional, com a quebra do osso do braço ou da perna, por exemplo, a espondilolistese não acontece de forma repentina, mas sim, por desgaste após uma sobrecarga de pequenos traumas. “Quando esse pedículo acaba sofrendo uma fratura, ele faz com que o corpo da vértebra fique solto e escorregue para frente, causando as dores e outros sintomas”, explica. 


Juventude em risco

Pêgas conta que os esportes que mais estão associados ao surgimento dessa condição em atletas incluem os de alto impacto na coluna, como ginástica artística, corridas com salto em barreiras ou salto em altura, por exemplo.

Além disso, engana-se quem pensa que é uma condição que afeta apenas os pacientes com mais idade. “Ela costuma ser mais frequente em pessoas jovens, com idade entre 18 e 30 anos, especialmente em atletas que estão no limite máximo de suas condições físicas”, pondera o fisioterapeuta.

E para detectar se um indivíduo está com a espondilolistese, são necessários exames de radiografia, com um simples raio-X, para identificar se existe um escorregamento de fratura. A partir disso, é possível classificar a condição em quatro diferentes graus, sendo o 1 o mais leve até o 4, que é o mais grave.


Prevenção na musculatura

Em relação ao tratamento da espondilolistese, Pêgas ressalta que a indicação varia de acordo com o grau do paciente. Nos casos mais leves, com graus 1 e 2, é possível até mesmo não recorrer a cirurgias.

“Nesses pacientes, o foco está em fortalecer a musculatura para estabilizar essa vértebra e impedir que ela escorregue mais para frente. Mas é importante dizer que, ainda assim, isso não fará a vértebra voltar para trás, apenas evitará que ela escorregue ainda mais”, destaca.

Apenas nos casos de graus 3 e 4 que a cirurgia se faz realmente necessária. Quanto à prevenção, ela basicamente visa estabilizar a coluna com fortalecimento muscular e reduzir o que está causando o impacto. “Mas no caso do atleta, pode ser mais difícil diminuir a própria atividade que gera esse atrito. Por isso, o foco está em fortalecer a musculatura para evitar a condição”, conclui.

 

 

André Pêgas - fisioterapeuta responsável pela rede de clínicas Doutor Hérnia. Possui formação completa em Osteopatia pela Escuela de Osteopatía de Madrid, além de ser diplomado pela SEFO (Scientific European Federation of Osteopaths). É especialista em Osteopatia pela UCB - Universidade Castelo Branco – RJ, em Fisioterapia Traumato Ortopédica e Desportiva – IBPEX e em Ortopedia Funcional (COFFITO). É também professor da Escuela de Osteopatia de Madrid Internacional para América Latina (Brasil, Chile e Uruguai) e Europa (Portugal, Espanha e Itália). 


Prof. Dr. Laudelino Risso - fisioterapeuta (Crefito: 8/81.825-F) e osteopata pela Escuela de Osteopatia de Madrid. Possui formação em Medicina Mente e Corpo, pela Faculdade de Medicina de Harvard - Boston – EUA. É especialista em Terapia Manual, com formação em Podoposturologia. Participou do 9º Encontro dos Cuidados da Coluna em Stanford – Califórnia e é professor convidado em diversas pós-graduações no Brasil. É também palestrante internacional e proprietário da Franquia Doutor Hérnia, com mais de 180 unidades no Brasil.


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Entenda a importância de manter a saúde bucal mesmo fora de casa

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Especialista em odontologia das dicas do que não pode faltar na nécessaire

 

Manter a saúde bucal em dia é fundamental não apenas para um sorriso bonito, mas também para o bem-estar geral. Por isso, é essencial ter uma nécessaire equipada com itens básicos de higiene para evitar doenças gengivais e cáries, mesmo quando estamos fora de casa. Problemas dentários podem levar a complicações mais graves, como doenças cardiovasculares e diabete. Portanto, mesmo na correria do dia a dia, é crucial manter a saúde dos dentes e gengivas em dia. 

Para garantir que os cuidados com a higiene sejam mantidos em qualquer lugar, é importante ter à disposição os itens certos. Isso facilita a manutenção de uma rotina de limpeza eficiente, evitando o acúmulo de placa bacteriana e prevenindo problemas bucais. Além disso, o uso adequado desses itens auxilia na proteção contra doenças gengivais e mantém o hálito fresco, o que é especialmente importante em situações sociais e profissionais. 

A escolha dos itens que compõem a nécessaire deve ser feita com atenção, priorizando produtos que ofereçam praticidade e eficácia. "Ter um nécessaire bem equipada é uma forma de garantir que a saúde bucal seja mantida, independentemente do local onde você esteja", comenta Bruno Vidigal, professor do curso de odontologia da Newton Paiva. Sabendo disso, o profissional listou os itens essenciais que não podem faltar na sua nécessaire:
 

Escova de Dentes Portátil: uma escova de dente compacta é fundamental para praticidade e deve ser utilizada após as refeições, sempre que possível. Opte por modelos com cerdas arredondadas e macias para evitar danos ao esmalte dos dentes e às gengivas.

 

Fio Dental: outro item indispensável é o fio dental. Muitas vezes, a escovação sozinha não é suficiente para remover os resíduos alimentares que ficam entre os dentes. Por isso, o uso do fio dental ao menos uma vez ao dia é crucial para evitar a formação de placas e o desenvolvimento de gengivite. Uma boa dica é considerar os fios dentais flosser, que possuem uma haste de suporte para facilitar o uso fora de casa.

 

Creme Dental: escolher cremes dentais em embalagens menores é uma estratégia prática para evitar carregar peso excessivo na nécessaire. Além disso, é importante optar por produtos de qualidade para garantir a eficácia na limpeza dos dentes.

 

Mini Enxaguantes Bucais: práticos e compactos, os minis enxaguantes são perfeitos para viagens e ajudam a complementar a higiene bucal, eliminando bactérias, refrescando o hálito e alcançando áreas que a escovação e o fio dental não conseguem. O enxaguante bucal deve ser utilizado com moderação e sob orientação profissional, pois cada pessoa tem necessidades específicas.
 

Além dos cuidados diários com escovação e uso de fio dental, a hidratação adequada também é crucial para a saúde bucal, uma vez que beber água regularmente ajuda a manter a boca hidratada e a melhorar a salivação, contribuindo para a saúde dos dentes e gengivas. "Pequenos cuidados diários fazem toda a diferença na prevenção de problemas bucais e na manutenção de um sorriso saudável", conclui Bruno Vidigal.

 

Centro Universitário Newton Paiva

São Paulo registra mais de 6 mil atendimentos relacionados à hepatite C em 2023

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Doença é uma das principais causas de cirrose hepática e câncer de fígado, explica médico do Hospital Japonês Santa Cruz



Levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que o estado de São Paulo registrou mais de 6 mil casos de incidência e detecção de hepatite C em 2023 pelo Sistema Único de Saúde (SUS), apresentando uma diminuição de 20% comparado com o ano anterior, quando foram registrados 7.607. A doença pode se apresentar de forma aguda ou crônica, sendo que entre 60% e 85% dos casos evoluem para a forma crônica ou para uma cirrose hepática.

 

O mês de julho traz uma importante campanha instituída pela lei n° 13.802/2019. O dia 28 é marcado como o Dia Nacional de Combate à Hepatite, que visa conscientizar a população sobre os riscos das hepatites virais e a importância da prevenção.

 

A hepatite viral é uma inflamação do fígado causada por vírus específicos, sendo os mais comuns os vírus das hepatites A, B, C, D e E. Cada tipo de vírus é transmitido de maneira diferente e pode causar diferentes graus de gravidade da doença. As hepatites virais são responsáveis pela morte de 1,3 milhão de pessoas por ano, aproximadamente 3,5 mil por dia. As mais preocupantes são a hepatite B e C, que com o tempo podem se tornar crônicas. De acordo com os dados do Relatório Global sobre Hepatite de 2024, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 300 milhões de pessoas vivam com hepatite B e C no mundo.

 

“Na maioria das vezes, as hepatites são infecções silenciosas. Ou seja, não apresentam sintomas”, relata o infectologista do Hospital Japonês Santa Cruz, Dr. Silvio Bertini. “Entretanto, quando os sinais são presentes, podem se manifestar como cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras”, completa.

 

A hepatite A é geralmente transmitida por água ou alimentos contaminados, ou pelo contato direto com uma pessoa infectada. Já a hepatite B pode ser transmitida através do contato com sangue ou fluidos corporais de uma pessoa infectada. A hepatite C, por sua vez, é transmitida principalmente por meio do contato com sangue contaminado e é uma das principais causas de cirrose hepática e câncer de fígado. Hepatite D e E são também causadas por vírus específicos e têm suas próprias peculiaridades, como a dependência do vírus da hepatite B para a replicação no caso da hepatite D, e a transmissão fecal-oral para a hepatite E.


 

Tratamento e prevenção

 

“O tratamento varia de acordo com o tipo de hepatite e a gravidade da doença. Por exemplo, A hepatite A e a hepatite E não possuem um tratamento específico. Recomenda-se repouso, hidratação adequada e uma dieta equilibrada. Em casos mais graves, o médico recomendará medicamentos apropriados para combater a doença. No caso da hepatite B e C, geralmente o tratamento envolve o uso de medicamentos antivirais, visando suprimir a replicação viral e reduzir o risco de complicações hepáticas graves”, explica o especialista.

 

Já a hepatite D, o tratamento visa controlar a infecção pelo vírus da hepatite B, podendo ser usados os mesmos medicamentos prescritos para tratar pacientes com hepatite D crônica.

 

“As principais medidas de prevenção incluem a vacinação contra a hepatite A e B, o uso de preservativos durante as relações sexuais, o cuidado com a higiene pessoal e alimentar, e o não compartilhamento de objetos de uso pessoal”, destaca o médico, ressaltando a importância da conscientização. “A conscientização fez com que o número de casos da doença diminuísse, mas ainda milhões de pessoas convivem com o vírus da hepatite sem conhecimento, aumentando o risco de transmissão para outras pessoas e o agravamento da doença”, conclui.


Acidentes de trabalho nas mãos afastaram mais de 27 mil trabalhadores

Em razão da constante exposição durante diversas atividades
 laborais que envolvem o manuseio de ferramentas e operação de máquinas,
 as mãos são frequentemente os membros mais
atingidos em acidentes de trabalho 
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Mês de julho é marcado pelo Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho; Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão alerta para esse perigo, uma vez que as mãos são frequentemente os membros mais atingidos

  

Em razão da constante exposição durante diversas atividades laborais que envolvem o manuseio de ferramentas, operação de máquinas, manipulação de materiais e outros tipos de tarefas, as mãos são frequentemente os membros mais atingidos em acidentes de trabalho.Segundo dados do Ministério da Previdência Social, em 2023 foram concedidos 27.477 benefícios acidentários (por incapacidade temporária e permanente) envolvendo fraturas, amputações, ferimentos, traumatismo superficial, lesão por esmagamento e trauma de nervos, todos relacionados à mão e ao punho. 

Esse número representa um aumento de 8,4% em relação ao registrado em 2022 (25.333 benefícios). “A falta de equipamento adequado, desrespeito às normas de segurança e a falta de proteção no manuseio de máquinas podem causar acidentes graves nas mãos, que vão de cortes e fraturas, até amputações”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Antonio Carlos da Costa. 

As ocorrências impactam diretamente a saúde, produtividade e autonomia do trabalhador. Para divulgar conhecimentos técnicos e ministrar ensinamentos práticos sobre a prevenção de acidentes, segurança e medicina do trabalho, a data de 27 de julho é marcada como Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho. 

“O acidente de trabalho que atinge as mãos provoca limitações significativas e, dependendo da gravidade, pode resultar em lesões irreversíveis e incapacitantes para o trabalho e atividades diárias. Por isso, é essencial que o uso de luvas e outros itens de segurança integrem a rotina de trabalho, para proteger as mãos, que são vulneráveis”, ressalta o ortopedista. 

 

Primeiros socorros 

Em casos de acidentes envolvendo as mãos, é necessário conter a hemorragia. “Se houver um objeto cravado no corte, não o retire. Eleve o membro para reduzir o sangramento e, com uma compressa de gaze, contenha o fluxo de sangue. É imprescindível que um médico avalie o corte e faça os procedimentos adequados imediatamente”, destaca o especialista. 

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão aconselha que, em caso de fratura, é preciso alinhar o membro e imobilizá-lo de alguma maneira, evitando deformidades. “Já em situações de esmagamento, lave com água corrente e cubra com panos limpos. Em ambos os casos, é fundamental procurar um especialista em em cirurgia da mão, pois o atendimento inadequado pode resultar na incapacidade funcional do trabalhador”, afirma. 

Se ocorrer amputação, o especialista orienta comprimir o local com panos limpos e envolver o membro amputado em gaze estéril, colocando-o em um saco plástico limpo. “Coloque o saco dentro de um recipiente com água e gelo e vá imediatamente ao hospital”, alerta. 



SBCM -Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
http://www.cirurgiadamao.org.br/


Hidronefrose: o que é, sintomas, causas e tratamento

Condição que ocasiona acúmulo de urina no rim pode levar à injúria renal aguda
 

A hidronefrose é uma condição caracterizada pelo aumento do tamanho do rim devido ao acúmulo de urina que não consegue ser eliminada adequadamente. Isso ocorre quando há uma obstrução no sistema urinário, impedindo o fluxo normal da urina desde os rins até a bexiga. 

A condição pode apresentar sintomas como aumento do volume abdominal, dor lombar ou abdominal, dificuldade ou desconforto ao urinar, infecções urinárias de repetição e sangue na urina.

O nefrologista e diretor médico da DaVita Tratamento Renal, Bruno Zawadzki, explica que obstruções, fatores congênitos e condições inflamatórias podem ser as principais causas da hidronefrose. “Cálculos renais, malformações congênitas do trato urinário que afetam o fluxo normal de urina, assim como infecções crônicas ou de caráter inflamatório podem causar estreitamento ou bloqueio da passagem de urina”, afirma Zawadzki. “Além desses fatores, há tumores tanto benignos quanto malignos que podem afetar o funcionamento normal dos ureteres e rins”, completa. 

O diagnóstico de hidronefrose geralmente é realizado através de exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética, e o tratamento depende diretamente da gravidade da obstrução.

Entre os tratamentos há possibilidade de remoção de cálculos renais, utilização de medicamentos, cateterização para aliviar a obstrução e permitir a drenagem e cirurgia, recomendada para casos graves em que alternativas não apresentaram resultados. 

O prognóstico da hidronefrose está associado à descoberta precoce da condição, bem como à sua causa. “Quando os casos não são tratados corretamente podem levar a danos permanentes nos rins, infecções recorrentes e doença renal crônica”, enfatiza o nefrologista. 

A hidronefrose é uma condição séria que requer avaliação médica e tratamento adequado para prevenir complicações graves e preservar a função renal. No surgimento de qualquer sintoma é imprescindível procurar auxílio de um nefrologista.

 

DaVita Tratamento Renal

 

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