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sexta-feira, 19 de julho de 2024

TOP 10 atividades para liberar adrenalina na Flórida Central

De paraquedismo a passeios de balão: as melhores opções no coração da Flórida.

 

Localizada no coração da Flórida, entre Orlando e Tampa, a região da Flórida Central (Condado de Polk) é um destino ao ar livre por excelência. Oferece uma ampla variedade de atividades emocionantes e esportes radicais que certamente o tirarão da sua zona de conforto. Portanto, deixe de lado os passeios tranquilos, aperte o cinto e prepare-se para férias cheias de adrenalina na Flórida!


  1. Paraquedismo

É o momento de realizar esse sonho e riscar essa atividade da sua lista de desejos, e nada aumenta mais a adrenalina do que saltar de um avião a 4.000 metros de altitude. A Jump Florida Skydiving, localizada em Lake Wales, é um ponto de referência para o paraquedismo na Flórida, recebendo ótimas avaliações tanto de iniciantes quanto de profissionais experientes. Há diferentes altitudes das quais você pode escolher saltar, e eles oferecem pacotes de fotos e vídeos, para que, ao final, tenha a prova! Os iniciantes fazem um salto duplo, e se você já fez esse salto antes, a equipe pode ajudá-lo a obter sua licença de paraquedismo (AFF).


  1. Passeio de Balão

Desfrute de uma aventura única na vida, com vistas impressionantes da Flórida Central durante um passeio de balão ao amanhecer, observando os lagos, a fauna e os horizontes das cidades e atrações da região com o Bob's Balloons. Voar pelas copas das árvores ao raiar do dia é uma experiência imperdível.


  1. Off-road

Se você simplesmente quer aproveitar as trilhas naturais da Flórida em um veículo espetacular, o Bone Valley ATV Park é uma ótima pedida. O Bone Valley, localizado em Mulberry, oferece hectares de pistas de ATV e motocross, com 15 trilhas, subidas de colinas e áreas de condução livre para motocross, quadriciclos e veículos side-by-sides. Você pode alugar um no local com a Revolution Rentals.


  1. Experimente o voo livre com aerotow

O Wallaby Ranch, em Davenport, não muito longe da Disney World, é um dos locais originais nos Estados Unidos para a prática de voo livre com aerotow. O avião o leva no seu asa-delta até 2.000 pés de altura, onde você sobrevoará a Flórida Central obtendo uma visão totalmente nova do mundo abaixo. E não se preocupe se for sua primeira vez, os instrutores lhe ensinarão como fazer.


  1. Wakeboard

A Flórida Central é realmente a capital do esqui aquático dos EUA e o número 1 em esportes aquáticos radicais. A Ski Fluid, em Polk City, oferece uma ampla gama de emocionantes atividades de esqui aquático com reboque, incluindo aulas de wakeboard e saltos de esqui sobre o belo lago Grew.


  1. Desafie a gravidade em Lakeland

Se você sempre quis ser um Gladiador Americano, eis a sua chance! Oferecendo o máximo em atividades de adrenalina indoor para todas as idades, o Defy, em Lakeland, oferece corridas de obstáculos ninja, dodgeball (queimada), super trampolins, vigas de batalha e muito mais!


  1. Power Over na cadeia de lagos de Winter Haven

O Winter Haven Water Sports é seu destino para jet skis, wakeboard e lanchas compactas CraigCat. Reserve uma aula de wakeboard, aprenda alguns truques de especialista e salte pelos ares. Você experimentará a famosa Cadeia de Lagos de Winter Haven como ninguém.


  1. Passeio de airboat (aerobarco)

Deslize pelas vias navegáveis da região impulsionado por uma gigantesca hélice movida por um motor V8. O Estado é conhecido por seus espetaculares e emocionantes tours de aerobarco, e a região central da Flórida oferece uma ampla seleção de magníficos passeios, com algumas embarcações de até 600 cavalos de potência. Entre os destaques, em Lake Wales, estão os de Guy Harvey's Camp Mack, Alligators Unlimited Airboat Tours e Westgate River Ranch.


  1. Passeio de resistência em bicicleta de montanha

Alugue uma bicicleta de montanha e percorra 20,92 km de terreno acidentado nas antigas minas de fosfato do parque Loyce E. Harpe, em Mulberry. O local testa a resistência até mesmo do ciclista de montanha mais experiente. Em Lakeland, é possível alugar bicicletas na LeyRoys Bikeworks.


  1. Triatlo Ironman 70.3

Finalizamos o TOP 10 de atividades que disparam a adrenalina na Flórida Central com um evento que o deixará realmente boquiaberto. O Ironman 70.3 é uma popular corrida de triatlo de longa distância que o desafia, enquanto você corre, pedala e nada por quilômetros de pitorescos laranjais na área de Haines City. Este evento fica a 30 minutos de alguns dos parques temáticos mais famosos da Flórida. Hospede-se em um dos resorts próximos, onde você poderá relaxar na sua própria piscina após a grande corrida.

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Visit Central Florida

TM Americas


Hidrogênio verde: como a tecnologia pode impulsionar essa modalidade no país?

À medida que os impactos da crise climática se acentuam, o investimento em energia renovável ganha ainda mais relevância e, consequentemente, abre excelentes oportunidades para o setor. Esse é o caso do hidrogênio verde, que vem se tornando uma alternativa promissora e inovadora. No entanto, diante de tamanha força que essa tendência possui no segmento energético, cabe às geradoras a missão de traçar estratégias a fim de explorar todo o potencial deste recurso.

O hidrogênio verde é um combustível produzido a partir da eletrólise da água utilizando energias renováveis, como solar ou eólica. Sua produção é considerada limpa, pois não gera emissões de carbono, ao contrário do hidrogênio convencional, que utiliza combustíveis fósseis. Tal característica vem despertando cada vez mais o interesse mundial, visto que seu desenvolvimento vem ao encontro da meta estabelecida pela ONU que prevê, até 2050, a redução da emissão de gases poluentes na atmosfera.

Certamente, essa é uma abordagem inovadora e sustentável com a qual diversos países podem se beneficiar, em especial o Brasil. Afinal, em se tratando de energia renovável, de acordo com o Ranking do Pew Environment Group, nosso país está entre as 10 maiores potências mundiais em energia limpa, o que nos posiciona como um possível player global na produção deste combustível. Não à toa, a expectativa, segundo um estudo da BloombergNEF (BNEF), é que, até 2030, o território brasileiro produza o hidrogênio verde mais barato do mundo, no valor de US$1,45 por quilo.

Contudo, tal cenário, para se concretizar, dependerá, exclusivamente, de grandes investimentos a serem feitos pelo setor. Afinal, vale destacar que o hidrogênio não é algo encontrado na natureza, o que traz desafios que vão desde a sua produção, extração, até o transporte. Ou seja, por ser um gás que, por si, só apresenta instabilidades e é produzido externamente, tornam-se elevados os custos de produção, bem como demanda o alto investimento em infraestrutura para viabilizar seu uso em larga escala.

No entanto, é importante enfatizar que, ao mesmo tempo que a produção desse recurso traz uma série de desafios, também gera, proporcionalmente, oportunidades para o mercado brasileiro, como uma possível criação de parques especializados geração desse recurso por todo país, o que impulsionará desde aspectos econômicos até a geração de empregos. Além disso, não podemos deixar de lado que o cenário favorável do Brasil na geração de energia renovável também vem atraindo o interesse da Europa para investimentos, a fim de expandirem fontes de matriz energética, visto que os países europeus têm, atualmente, a Rússia como principal fornecedor de gás natural.

Sem dúvidas, não há como negar todos os aspectos favoráveis que irão permitir a entrada do Brasil neste mercado. No entanto, para isso, investir em inovação e tecnologia é crucial para reduzir desde os custos de produção até a melhoria da eficiência em todo o processo de logística que envolve a geração do hidrogênio verde no país.

Afinal, esta é uma vertente que, diferentemente de outras verticais, irá demandar, desde o início da sua abordagem, um investimento alto das geradoras para viabilizar sua execução. Na prática, isso reforça a necessidade e importância de uma rigorosa gestão de todo o processo, a fim de ter um registro com máxima precisão que irá apoiar em tomadas de decisões desde a adaptação de maquinários, escolhas de pontos estratégicos para fixar uma matriz energética, acompanhamento de transportes etc.

Para as empresas que pretendem entrar nesse mercado, o primeiro passo a ser dado, sem dúvidas, é o investimento no sistema de gestão que irá centralizar todas essas informações e ajudar a garantir maior assertividade e gestão de cada etapa a ser seguida. Ademais, contar com o apoio de uma consultoria especializada nesse segmento também se configura como uma estratégia eficaz para direcionar o foco e os esforços na opção correta.

Embora não seja uma grande novidade no mercado, do ponto de vista estrutural e econômico, o Brasil ainda não está preparado para produzir e exportar o hidrogênio verde, tendo em vista seu alto custo e especificidades. Entretanto, não há como ignorar que, sim, este é um mercado em potencial crescimento que o nosso país precisa estar atento, considerando sua posição de favoritismo na geração de energia renovável.

Obviamente, para que seja uma realidade no nosso país, é fundamental que, além da cooperação internacional, sejam estabelecidos investimentos governamentais internos que ajudem a fomentar esse mercado no eixo energético brasileiro. Contudo, este é o momento de preparação ao qual o setor deve buscar estar preparado, para obter um melhor desempenho frente ao futuro. Afinal, uma coisa é fato: certamente, o hidrogênio verde irá abrir portas, mas caberá ao setor de energia buscar mantê-las abertas.

 


Juliana Najara - gerente de arquitetura e projetos DEV da G2.

G2


2024, um ano de frustração anunciada

O povo brasileiro é otimista por natureza. Acredita que o amanhã será melhor do que hoje, mas quase nunca essa expectativa se concretiza, ora por decisões erradas dos governos, ora pela falta de competência dos governantes e não raramente pelo fato de o discurso se dar absolutamente dissociado da realidade. 

Agora, o país discute a regulamentação da reforma tributária enviada ao Congresso Nacional sem se dar conta de que em 2024 o Brasil vive um ano de frustração já anunciada pela análise dos indicadores oficiais. Os números não são nada encorajadores.

A começar pela carga tributária bruta, fatalmente maior que a efetiva de 2023, quando alcançou 32,44% do Produto Interno Bruto (PIB). O setor público tem anunciado que almeja arrecadar, em 2024, R$ 4 trilhões (o correspondente a 34,44% do PIB 2024), dinheiro resultante dos impostos que pesam – e muito – no bolso dos cidadãos, sem nenhuma contrapartida de melhoria de serviços públicos. 

Se o governo vai arrecadar muito, também vai gastar em demasia e, pior, muito mal. Ignora a necessidade de priorizar investimentos. Os gastos primários da União serão pressionados pelos reajustes dos servidores públicos, dos cargos comissionados e pelo custo das eleições municipais de outubro. Esses gastos, somados, superaram 19,3% do PIB em 2023 (mais do que em 2022, quando foi de 18,0% do PIB) e provavelmente chegarão a 19,9% ou 20,0% do PIB deste ano. 

Outro fator negativo: o endividamento público deverá saltar de 74,34% para 77,90% do PIB em 2024. No ano passado, a dívida pública total do país fechou em R$ 8,1 trilhões (segundo dados do Banco Central). Para 2024, a previsão é de que a dívida do governo geral ultrapasse R$ 9,0 trilhões. 

Boa parte da receita nacional mais uma vez estará comprometida com o funcionalismo público (12,8% do PIB) e com o pagamento dos juros bancários incidentes sobre a dívida pública, correspondentes a mais de 8,0% do PIB. Ou seja, somados, consumirão mais de 20,8% do PIB, o correspondentes a mais de 60% do total da receita tributária do país. É preciso salientar que o Déficit Publico Nominal em 2023 chegou à incrível marca de R$ 967 bilhões no ano (mais de 2 vezes o déficit de 2022, que foi de R$ 480 bilhões, também de acordo com o Banco Central. 

Ainda no campo econômico, nada otimista é a previsão de crescimento da nação. Tudo indica que o PIB terá crescimento 30% inferior à taxa de 2,9% registrada em 2023, ficando provavelmente em torno de 2,0% ou pouco acima desse patamar e semelhante à média anual dos último 35 anos (1989 a 2023) pós-Constituição Federal de 1988 e 65% inferior à taxa de 6,05% verificada nos 25 anos anteriores à CF/88. Nesse aspecto, é um país ladeira abaixo. 

Os setores do agronegócio, mineração e petróleo/gás respondem por quase metade (de 45% a 47%) do PIB nacional, por 70% das exportações – somando R$ 242 bilhões -, e por mais de 205% do superávit da balança comercial brasileira. A expressividade desses três setores econômicos tem contribuído fortemente para a estabilidade do valor de compra da moeda nacional e por permitir às autoridades zelarem por um sistema financeiro eficiente e competitivo, além de fomentar o desenvolvimento socioeconômico de regiões mais afastadas do sudeste brasileiro. Apesar disso, quando se analisa a geração de divisas constata-se que o país ainda apresenta déficit de transações correntes da ordem de US$ 23,0 bilhões/ano. 

O Brasil, portanto, continua sendo um país de produção e exportação de bens primários de baixo valor agregado. Por outro lado, soma US$ 263,9 bilhões por ano em importações, principalmente de produtos acabados de alto valor intrínseco, alguns deles produzidos com nossas matérias-primas. Com isso, fomenta o emprego lá fora, em detrimento dos postos de trabalho nacionais. Essa situação nasce da falta de investimentos e da má performance do sistema educacional brasileiro e, em consequência, da baixa competitividade, aliadas à alta e complexa tributação e à baixíssima poupança interna. 

Há gravíssimas distorções que precisam ser corrigidas. O Brasil investe anualmente 5,50% do PIB em educação, 3,70% do PIB do saúde, e em saneamento apenas e tão somente 0,50% do PIB, totalizando nessas três áreas prioritárias 9,70% do PIB. Praticamente não sobra quase nada para infraestrutura, segurança pública, habitação/urbanismo e mobilidade urbana. Por outro lado, dispende cerca de R$ 1,45 trilhão com funcionalismo público, o que corresponde a 12,80% do PIB. A máquina administrativa, como se vê, consome mais de R$ 330 bilhões anuais a mais que os recursos de investimentos em todos esses setores indispensáveis à qualidade de vida dos cidadãos. Vale refletir que esse montante monstruoso de gastos com funcionalismo público não tem a melhor destinação porque não é empregado para a melhorar a remuneração de professores e de profissionais da saúde e da segurança pública. Vale a pena lembrar um pensamento do filósofo e economista francês Fréderic Bastiat (1801-1850): “Todos querem viver às custas do Estado, mas esquecem que o Estado vive às custas de todos”. 

Além disso, não existe qualquer sinalização de redução dos privilégios conferidos a uma casta do funcionalismo público. Pelo contrário, a tendência é de que o país continue sendo generoso na concessão desses benefícios, sempre pagos com dinheiro público. Bem ao contrário do que pregava o advogado e líder espiritual indiano Mahatma Gandhi (1869-1948): “Odeio privilégios e monopólios; eles destroem qualquer nação”. 

Da mesma forma, o país continuará escamoteando seus péssimos indicadores sociais por meio de narrativas pelas quais se busca convencer a população de que a culpa do problema é exclusiva de herança maldita deixada pelos governos anteriores. Muitas desculpas, raras soluções. 

Enquanto isso, o brasileiro sofre as consequências de o país ocupar apenas a 89ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), depois de ter caído duas posições em 2023. A queda é absurda pois em 2002, ao final do governo Fernando Henrique Cardoso, o país figurava na 77ª posição. 

No coeficiente Gini, que mede o nível de desigualdade socioeconômica dos países mensurando a distribuição de renda entre as populações, o Brasil ocupa uma das seis piores classificações do mundo, além estar estagnado há décadas na lanterna (30ª posição) no Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (IRBES). 

Não há razão para qualquer orgulho nacional em relação à educação com o Brasil ocupando a 66ª posição no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). E isso se repete em outros indicadores importantes: somos o 4º pior país do mundo em violência urbana, o 2º em acidentes fatais, estamos em 127º lugar no quesito liberdade econômica, em 87º em liberdade de expressão e em 92º em liberdade de imprensa. Tão vergonhoso quanto isso tudo é o país ficar apenas na 104ª colocação entre os países com maior efetividade no combate à corrupção, segundo a Transparência Internacional. 

É muito difícil acreditar em melhora dos indicadores sociais porque não se vê ações concretas nesse sentido. A estratificação social mostra que 60,2% da população brasileira têm renda mensal de até 1 salário-mínimo (R$ 1.412,00). Revela ainda que 31,8% da população vivem com renda entre 1 e 3 salários-mínimos e que 31% dos brasileiros continuarão sem nenhuma renda resultante de trabalho em 2024. Além disso, 36% dos jovens entre 17 e 24 anos nem trabalham nem estudam, integrando a chamada “geração nem-nem”, cujo futuro está seriamente comprometido. 

Em outro aspecto, apesar de a corrupção ser um dos maiores males do país, com efeitos já muito conhecidos, seu enfrentamento não é prioridade e sequer é discutido com a transparência que a questão merece. Basta ver que recentemente uma empresa norte-americana foi condenada a pagar multa de US$ 120 milhões e declarou perante à Justiça daquele país ter corrompido agentes públicos brasileiros para fechar contratos com a Petrobras, escândalo revelado pela Operação Lava-Jato. 

Mais um ano e o Congresso não se debruça sobre a necessidade de mudança legislativa para tornar imprescritíveis os crimes praticados contra a administração pública e para endurecer a Lei da Ficha Limpa, medidas que seriam fundamentais para o combate à corrupção e para resgatar a moralidade no trato da coisa pública. 

Por outro lado, é certo que em 2024 o Brasil registrará aumento nos gastos com publicidade e propaganda, destinados a alimentar ufanismos e narrativas. Nada compatível com o DNA do Brasil e dos brasileiros que, cada vez mais, assistem ao desperdício de recursos públicos. O Brasil arrecada, anualmente, cerca de 33,00% do PIB e gasta com funcionalismo publico 12,80% do PIB, com aposentadorias e pensões 9,00% do PIB, com encargos da Divida Publica outros 8,00% do PIB, somando 29,80% do PIB ou 90% da arrecadação total. Não sobra nada, não tem como dar certo.   

O país atravessa um ano eleitoral, no qual a retórica tentará mascarar a realidade, porque parece ser proibido falar de redução de gastos com funcionalismo público, de combate efetivo à corrupção, de redução dos favores fiscais (gastos tributários) e de privilégios, de imprescritibilidade de crime contra a administração pública, de restrição da judicialização da política e banalização de acesso direto ao STF e de tornar constitucional a prisão após condenação em 2ª instância, além da redução drástica do número de autoridades com foro por prerrogativa de função, todas palavras extintas do vocabulário da maioria dos nossos governantes. A realidade, entretanto, é bem diferente da retórica, como diz Thomas Sowell: “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”. 

Para a população sobra a frustração de quem esperava algo muito diferente porque vive no Brasil real, de necessidades básicas ainda não atendidas, de enormes desigualdades sociais e de pouca perspectiva no horizonte. 

 

Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br

 

Como adotar um marketing autêntico e eficaz na era do propósito

 O conhecido “fala uma coisa e faz outra” já não cabe mais no código de valores do consumidor atual

 

Um estudo realizado pelo Orbit Data Science, no final do ano passado, analisou que um dos motivos pelo qual o consumidor deixa de comprar uma marca é por não se sentir representado por ela (22%). Ao longo dos meus 30 anos como profissional de marketing, tenho percebido que o conceito dos 4Ps, do Philip Kotler (preço, praça, produto, promoção) tem sido usado até hoje entre os marketeiros e comunicadores. 

No entanto, a sociedade contemporânea urge que as marcas estejam cada vez mais em sintonia com os propósitos de seus consumidores, não apenas olhando para as vendas, mas, comunicando e agindo de maneira mais verdadeira e autêntica. Não é mais a personalidade do consumidor que o leva a momentos de rejeição em relação a uma empresa ou marca, mas a falta de sintonia entre o que a empresa oferece e o que a comunicação dá a entender. 

Diante deste cenário, vivenciei de perto diversas discussões sobre o futuro e como posso contribuir para praticar o marketing autêntico e eficaz na era do propósito. O mundo atual pede uma revisão total em nossos conceitos. Recentemente, entrei num processo de “MEGAMORFOSE” e incluí mais 3Ps na lista do Kotler: Paixão, Pessoas e Propósito. 

E por entender a força das siglas e dos acrônimos em nossa área, desenvolvi a técnica do POREM. Para nos comunicarmos de forma autêntica, temos de abusar da combinação bombástica entre: Propósito, Ousadia, Resiliência, Empatia e Magia. 

O Propósito é a escolha de um ou alguns temas que passem a englobar o core business da organização para gerar valor coletivo e criar real impacto social. A Ousadia diz respeito à coragem para se posicionar de verdade, apoiando temas relevantes com o bottom line da companhia. A Resiliência é a compreensão de que este processo é eterno e os ganhos são de longo prazo, os resultados tenderão a piorar antes de exponenciar. A Empatia é seu próprio significado, a capacidade de olhar e compreender o outro. E a Magia, a conspiração de fatores que nos encantam e fascinam. 

O diálogo vigente nessa nova era prega o abandono de práticas criminosas e a adoção de comportamentos regenerativos, exigindo da sociedade uma mudança de posicionamento e funcionamento, além do desenvolvimento de uma cultura contemporânea sustentável. As marcas não possuem o mesmo papel que antigamente, ou seja, suas estratégias precisam ir além do ponto de venda. Conseguindo transformar nossos consumidores em fãs com protagonismo, otimismo, autenticidade e responsabilidade, e, adotando o POREM, as marcas exercerão um papel fundamental na consolidação de uma cultura mais diversa, inclusiva e sustentável.

 

Alain S. Levi - possui mais de 30 anos de experiência na área do Marketing e é fundador e CEO da Motivare, uma das maiores e mais respeitadas agências de experiencial marketing do mercado.


Executivos precisam de treinamento? 5 mitos sobre o mercado corporativo

 Ao desmistificar conceitos equivocados, pode-se promover uma cultura organizacional que valoriza o desenvolvimento e o crescimento contínuo dos executivos; Natal Pinto, que possui grande bagagem na área de gestão empresarial, comenta como treinamentos ajudam a impulsionar as empresas em um mercado em constante mudança

 

 

O aprendizado deve ser sempre contínuo e condizente com as novas mudanças pelas quais o mercado está passando. Em tempos de inteligência artificial, a relação do que se aprende e o que já se torna irrelevante é extremamente cada vez mais próxima.

 

Além do mais, o CEO, dentro da companhia, é a pessoa que passa os valores da empresa, sendo um deles o aprendizado contínuo. Se o gestor estuda e se capacita, seus liderados veem os resultados e se inspiram para fazer o mesmo. 

 

Para Natal Pinto, fundador e CEO da InMerc Escola de Negócios, CEO da VDPrev Advocacia e profissional com 20 anos de experiência em liderança, o tipo de treinamento essencial para todos os profissionais de uma empresa é o de inteligência emocional. Para se ter ideia, a Fundação Wadhwani, organização global sem fins lucrativos que tem como objetivo acelerar o desenvolvimento econômico, realizou uma pesquisa global com mais de 2000 empresas. Os resultados apontam que as soft skills já são consideradas tão ou mais importantes que as chamadas hard skills - de acordo com a pesquisa, 59% das empresas estão dispostas a pagar um salário maior para novos colaboradores com as melhores soft skills.

 

“Conhecer a si mesmo, seus limites e seus potenciais é essencial para que você seja uma pessoa melhor e, consequentemente, um profissional fora da curva. Esse treinamento é importantíssimo para o desenvolvimento das pessoas, já que elas serão capazes de cultivar uma melhor relação consigo e com os outros. O resultado disso é uma performance acima da média, tanto na vida pessoal como nos negócios”, explica o profissional.


 

“Empresas não crescem; quem cresce são as pessoas que nela estão”, defende Natal

 

Abaixo, o fundador da InMerc Escola de Negócios aponta e explica os cinco mitos mais comuns acerca do treinamento para líderes e gestores. Afinal, uma mentalidade de fechamento para o desenvolvimento e o aprendizado contínuos prejudica a capacidade de liderar eficazmente em um ambiente empresarial em constante mudança.

 

“É importante desafiar e desmistificar essas crenças para promover uma cultura organizacional que valorize e incentive o desenvolvimento pessoal e profissional de todos os membros da equipe, incluindo os próprios executivos”, justifica o especialista.

 


1. Executivos não precisam de treinamento, eles já sabem tudo: “este é um equívoco comum, pois mesmo os executivos mais experientes têm espaço para crescimento e aprendizado. O ambiente empresarial está em constante evolução, e as melhores práticas de gestão também. Desse modo, os gestores devem identificar a necessidade de atualização constante para se manterem relevantes e eficazes no cenário empresarial”, aponta.


 

2. Treinamento é um sinal de fraqueza ou incompetência: “pelo contrário, investir em treinamento demonstra um compromisso com o desenvolvimento pessoal e profissional. Afinal, os executivos mais bem-sucedidos são aqueles que reconhecem a importância de melhorar suas habilidades e conhecimentos constantemente”, explica.


 

3. Executivos não têm tempo para treinamento: “embora os executivos possam ter agendas lotadas, o treinamento eficaz pode ser adaptado para se encaixar em seus horários. Isso pode incluir treinamento online, sessões de treinamento mais curtas e flexíveis ou até mesmo coaching individualizado. Quem realmente quer se aprimorar no que faz consegue encontrar o modo ideal de treinamento, mesmo em meio a agendas ocupadas”, defende.


 

4. Treinamento é apenas para funcionários de níveis mais baixos: “isso não poderia estar mais longe da verdade. Os executivos podem se beneficiar enormemente do treinamento, especialmente em áreas como liderança, gestão de tempo, habilidades de comunicação e estratégia empresarial. O desenvolvimento de habilidades é crucial em todos os níveis da companhia, incluindo os executivos”, esclarece.


 

5. Treinamento é caro e não traz retorno sobre o investimento: “mesmo que o treinamento possa ter um custo inicial, os benefícios a longo prazo podem superar significativamente esse investimento. Funcionários mais bem-treinados tendem a ser mais produtivos, engajados e capazes de contribuir para o sucesso geral da empresa. Basta apenas ver as companhias que alcançaram sucesso significativo por meio do investimento em treinamento executivo”, conclui.

 





Natal Pinto - fundador e CEO da InMerc Escola de Negócios, CEO da VDPrev Advocacia, profissional com 20 anos de experiência em liderança, vivenciados em empresas Nacionais e Multinacionais, como Ambev, Coca-Cola, Nestlé e Ultragaz. Possui MBA em Logística e Operações, graduação em Administração de Empresas, Especialista em análise de perfil comportamental Assessment e Coach Business.


Atenção ao assinar: 3 cláusulas comuns em contratos, mas ilegais


No mundo dos negócios, contratos são essenciais para formalizar acordos entre as partes envolvidas. No entanto, é comum encontrar cláusulas abusivas que podem causar sérios problemas tanto para empresas quanto para pessoas físicas. Um levantamento realizado pela startup jurídica Jusfy, apontou que 39,5% dos acordos firmados com bancos e empresas de crédito, consultados por advogados na plataforma da startup, foram considerados abusivos em 2023.

 

Cláusulas abusivas: o que são?

Uma cláusula em contrato é uma disposição ou condição específica que estabelece direitos e obrigações das partes envolvidas no acordo, desta forma são classificadas como abusivas aquelas cláusulas que colocam o consumidor ou a outra parte do contrato em agressiva desvantagem nas relações jurídicas contratuais. Ou seja, são cláusulas que estão no contrato, mas que podem ser nulas justamente pela incidência desta discrepância contratual. 

Mesmo que a outra parte tenha lido e concordado com o contrato, a lei corrobora do pressuposto que em vista da agressiva desvantagem contratual o cumprimento destas disposições abusivas não podem ser exigidas.

Destaco abaixo três tipos de cláusulas frequentemente vistas em contratos, mas que são vistas judicialmente como abusivas. Confira:

 

1. Cláusulas de exclusividade abusiva: uma cláusula de exclusividade pode ser justa e necessária em muitos casos, como em contratos de distribuição ou de representação comercial. No entanto, quando essa cláusula se torna abusiva, ela restringe excessivamente a liberdade de uma das partes.

Temos, por exemplo, as recentes reclamações de ex-BBBs 24 que assinaram contrato com a agência Globo na qual incluía uma cláusula de exclusividade que os impedem de trabalhar com outras marcas ou agentes sem a permissão da agência. O que cria, por consequência, uma relação de dependência prejudicial, e pode levar a uma disputa jurídica.

 

2. Cláusulas de renúncia de direitos: alguns contratos incluem cláusulas que obrigam a parte mais vulnerável a renunciar a direitos fundamentais. Isso pode ocorrer em contratos de trabalho, onde o empregado renuncia ao direito de reivindicar horas extras ou rescisão justa. Empresas também podem ser vítimas, especialmente startups que, ao buscarem investimentos, aceitam cláusulas que renunciam ao controle majoritário ou ao direito de vetar decisões importantes.

Empresas podem, por exemplo, assinar contratos onde irão ter que renunciar a direitos essenciais de governança, ao aceitar investimentos de um fundo de capital de risco, resultando na perda de controle sobre a direção da empresa.

 

3. Cláusulas de penalidades desproporcionais: é razoável que contratos prevejam penalidades para o descumprimento de obrigações. No entanto, penalidades desproporcionais são ilegais e podem ser contestadas judicialmente. Os contratos de aluguel, por exemplo, frequentemente incluem multas exorbitantes para atrasos no pagamento ou para rescisão antecipada.

A atenção ao assinar contratos é crucial para evitar armadilhas, portanto é importante que empresas e pessoas físicas sempre consultem um advogado antes de assinar qualquer contrato para garantir que seus direitos sejam protegidos.

 

Denner Pires Vieira - Head de Contencioso Empresarial na RGL Advogados



Senac São Paulo oferece mais de 8 mil bolsas 100% gratuitas de estudo neste 2º semestre na área de tecnologia da informação

 Vagas para cursos livres e técnicos estão distribuídas entre as 63 unidades da instituição em todo o Estado de São Paulo


Para quem deseja se aperfeiçoar ou iniciar uma carreira em tecnologia da informação ainda este ano, o Senac São Paulo tem mais de 8 mil oportunidades de bolsas de estudo 100% gratuitas em cursos livres e técnicos nessa área. 

As vagas estão distribuídas entre as 63 unidades da instituição em todo o Estado de São Paulo e, para concorrer a uma delas, é necessário cumprir os seguintes requisitos:

- Comprovar renda familiar mensal de até dois salários mínimos federais por pessoa.

- Fazer a inscrição 20 dias antes do início do curso escolhido, sempre a partir do meio-dia, pelo site do Programa Senac de Gratuidade. Vale ressaltar que as inscrições são por ordem de chegada em uma fila de espera virtual.

Entre os títulos com bolsas de estudo dentro do Programa Senac de Gratuidade, estão Administração de Data Center, Desenvolvimento de Soluções IoT na Nuvem, Programador de Sistemas, Segurança Cibernética e Programação de Jogos Digitais, por exemplo. 

Segundo pesquisas do Departamento Nacional do Senac, a taxa de empregabilidade dos cursos técnicos da instituição supera os 70% entre estudantes e ex-estudantes com até um ano após a formatura.

 


Serviço:
Programa Senac de Gratuidade
Informações e inscrições: site do Programa Senac de
Gratuidade
Quer saber? Senac!


Como as Eleições Americanas Afetam o Mercado Econômico e Empresarial no Brasil

 

As eleições presidenciais dos Estados Unidos são eventos de grande relevância mundial, dada a influência econômica, política e militar do país. A cada quatro anos, a disputa eleitoral não apenas define a liderança americana, mas também traz implicações significativas para as economias globais e, em particular, para a economia brasileira.


A Influência da Economia Americana

A economia dos Estados Unidos, sendo a maior do mundo, atua como um barômetro para o desempenho econômico global. Decisões políticas e econômicas tomadas pela administração americana afetam diretamente o comércio internacional, a estabilidade financeira e o fluxo de capitais. Mudanças nas políticas de comércio exterior, tarifas e acordos comerciais são aspectos cruciais que alteram a dinâmica global. Por exemplo, a administração de Donald Trump introduziu políticas protecionistas, como tarifas sobre importações da China, afetando as cadeias de suprimentos globais e criando incertezas nos mercados financeiros.


Sensibilidade da Economia Brasileira

A economia brasileira é particularmente sensível às mudanças na política americana devido a diversos fatores. Primeiramente, os Estados Unidos são um dos principais parceiros comerciais do Brasil, sendo um grande destino para exportações de commodities, como soja e petróleo. A eleição de um presidente com uma postura protecionista pode resultar em barreiras comerciais, impactando negativamente as exportações brasileiras.

Dema Oliveira, especialista em expansão de empresas e CEO da Goshen Land, comenta: "Eu acredito que a mudança do governo dos Estados Unidos vai impactar, sim, os brasileiros. Primeiro, porque, se um republicano entra no poder nos Estados Unidos, o país se torna mais protecionista e seria melhor para nós termos alguém de direita governando o Brasil. Um governo protecionista protege seu próprio país, aumentando as alíquotas de importação, como aconteceu no tempo do Trump, que prejudicou a indústria brasileira do aço, mas também tivemos avanços em projetos de astronomia."

Além disso, as políticas monetárias adotadas pelo Federal Reserve (Fed) sob a orientação do novo presidente têm um papel crucial. Decisões sobre taxas de juros nos Estados Unidos influenciam os fluxos de capital para mercados emergentes, incluindo o Brasil. Taxas de juros mais altas nos EUA podem atrair capital de volta, desvalorizando moedas emergentes e elevando a inflação. Este efeito foi observado durante os períodos de "tapering" do Fed, quando a retirada de estímulos monetários resultou na fuga de capitais dos mercados emergentes.


Expectativas e Impactos no Brasil

Os brasileiros tendem a acreditar que tais eventos eleitorais são determinantes para o desempenho do mercado. Esse viés não surge por acaso, mas é fruto das experiências vividas em uma economia emergente e uma democracia relativamente jovem, onde o cenário político e o risco político têm impactos significativos nos investimentos.

"Se porventura mantém-se o Biden, que é do partido democrata, nós continuaremos a enfrentar a desvalorização da moeda, que acredito que não vai diminuir e pode piorar. O governo do Brasil mantém um alinhamento neutro com Biden. Embora seja democrata, ele não é um líder de esquerda com a mesma filosofia do nosso atual governo," acrescenta Dema Oliveira.

Com as próximas eleições americanas marcadas para 5 de novembro de 2024, o mercado brasileiro observa atentamente os candidatos e suas propostas, avaliando possíveis cenários. A perspectiva de um governo com políticas mais abertas ao comércio internacional pode ser vista como positiva, enquanto uma administração com tendências protecionistas pode trazer preocupações.


Estratégias Empresariais e Adaptação

Empresas brasileiras, especialmente aquelas com relações comerciais significativas com os Estados Unidos, devem estar preparadas para adaptar suas estratégias conforme o resultado eleitoral. Monitorar de perto as propostas dos candidatos e as possíveis mudanças nas políticas comerciais e monetárias é essencial para mitigar riscos e aproveitar oportunidades.

"Então, o empresário brasileiro tem que estar atento a três pontos principais. Primeiro, ele não consegue controlar o resultado da política dos Estados Unidos. Segundo, ele deve preparar sua empresa para exportar produtos, pois, independente do governo, o Brasil tem uma grande competitividade em exportação de produtos e serviços. Terceiro, o empresário deve continuar vendo os Estados Unidos como um grande parceiro comercial e tecnológico, ampliando a visão da América e buscando atividades e projetos que resultem em sustentabilidade no Brasil," sugere Dema Oliveira.

Investidores também devem considerar a diversificação de seus portfólios para proteger-se contra a volatilidade associada às eleições americanas. A análise de cenários e a preparação para diferentes desfechos eleitorais podem ajudar a minimizar impactos negativos e maximizar ganhos em um ambiente econômico global interconectado.

As eleições presidenciais dos Estados Unidos têm um impacto profundo no mercado econômico e empresarial global, com implicações diretas para o Brasil. A compreensão dessas dinâmicas e a preparação adequada são cruciais para empresas e investidores brasileiros, garantindo a resiliência e o sucesso em um cenário global em constante mudança.


Camila Ferreira


Com alta no aluguel comercial, empresas buscam alternativas para enxugar espaço físico

Aumento do preço, impulsionado pelo trabalho presencial, exige otimização de espaço

 

O valor dos aluguéis comerciais sobe no Brasil e segundo o Índice FipeZAP, que analisa o preço de locação de imóveis comerciais e residenciais no país, em abril de 2024, o preço de locação de salas e conjuntos comerciais de até 200 m2 subiu 1,11% em comparação ao mês anterior, maior aumento mensal desde novembro de 2013. No mesmo período o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE subiu 0,38% e o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) da FGV teve uma elevação de 0,31%.

 

No acumulado de 12 meses, de maio de 2023 a abril deste ano, a valorização acumulada do preço do aluguel de prédios comerciais foi de 7,69%, o que indica a manutenção da tendência de aumento no custo, já que no acumulado de 2023 a valorização dos preços de locação foi de 5,87%, maior resultado anual do indicador desde o início da série histórica em 2013.

 

A elevação dos valores é impulsionada pelo retorno ao trabalho presencial. Segundo a 27ª edição do Índice de Confiança, pesquisa da consultoria de Recursos Humanos, Robert Half, 35% das empresas no Brasil exigem a presença diária dos funcionários nos escritórios. E o modelo híbrido, com dias presenciais pré-definidos pela empresa, é adotado por 43% das organizações.

 

Além de liberar espaços, cada vez mais caros e acima dos principais índices usados para a correção dos valores de locação de imóveis, ao fazer a guarda de documentos físicos com uma empresa especializada também é possível aumentar a sua segurança. As soluções de armazenamento externo de documentos não se limitam a um serviço de alocação de espaço. "A guarda também inclui um sistema de indexação de documentos, que permite rastrear e gerenciar o inventário de registros físicos", explica Inon Neves, SVP da Access Brasil.

 

Segurança na guarda de documentos


As empresas de guarda devem seguir as normas do CONARQ (Conselho Nacional de Arquivos), que integra o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. "Essas normas determinam que todos os documentos devem ser armazenados em locais com condições ambientais apropriadas às suas necessidades de preservação, pelo prazo estabelecido em tabela de temporalidade e destinação", completa Neves.

 

A localização do depósito de arquivo deve ser de fácil acesso e ter medidas de segurança contra perigos iminentes, evitando-se, por exemplo: áreas de risco de vendavais e outras intempéries, e de inundações, como margens de rios e subsolos; áreas de risco de incêndios, próximos a postos de combustíveis, depósitos e distribuidoras de gases, e construções irregulares; áreas próximas a indústrias pesadas com altos índices de poluição atmosférica, como refinarias de petróleo; áreas próximas a instalações estratégicas, como indústrias e depósitos de munições, de material bélico e aeroportos.

 

"Ter as informações armazenadas em local seguro, regulamentado pelas normas nacionais e internacionais de segurança de dados, provido de toda infraestrutura necessária para o armazenamento, garante a integridade das informações e as mantêm livres de ameaças como incêndios, campo eletromagnético, furto, roubo, acesso indevido, gases corrosivos, fumaça, poeira, umidade excessiva", explica o SVP da Access.

 

Os registros relativos aos documentos também são incorporados a um sistema de informações, como um banco de dados, e os sistemas de recuperação devem ser amplamente compatíveis. Segundo Neves, “um sistema de indexação centralizado ajuda a encontrar um documento com mais agilidade e permite elaborar uma tabela de temporalidade e identificar o ciclo de vida. Isso facilita para que os responsáveis por cada área saibam exatamente quais documentos estão arquivados”.

 

A manutenção da conformidade e o controle sobre a segurança da informação também é importante para estar em compliance com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGDP), que criou regras sobre a retenção dos dados incluindo a manutenção das informações apenas enquanto forem necessárias.



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