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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Enem 2022: Professores avaliam o segundo dia de prova; confira

Crédito: Canva
Professores da Plataforma Ferretto analisam os conteúdos de Matemática e Ciências da Natureza, cobrados neste domingo (20)

 

Chegou ao fim o segundo dia de provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Na primeira etapa do exame, que ocorreu no último dia 13, os candidatos fizeram as provas das disciplinas de Ciências Humanas e Linguagens e elaboraram a Redação, que teve como tema ‘’Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil’’. 

Neste domingo (20), os estudantes responderam, ao todo, 90 questões objetivas- sendo 45 de Matemática e  45 para as matérias de Ciências da Natureza (Química, Física e Biologia).  

Docentes da Plataforma Professor Ferretto - canal 100% online que oferece conteúdo complementar para o Ensino Médio, com foco na preparação para o Enem e vestibulares - comentam suas impressões sobre este segundo dia de provas, em relação às disciplinas que lecionam:


Matemática

Para o professor e fundador da plataforma, Daniel Ferretto, a prova deste ano não teve nenhum novo tema. “Como já esperado, o exame abordou o mesmo conteúdo das provas anteriores, com questões que precisaram de uma boa interpretação para serem resolvidas. E, mantendo a linhagem, o exame foi trabalhoso e cansativo para os estudantes, que já se preparam para a prova contando com isso", comenta.


Química

Na visão do professor Michel Arthaud, a prova teve nível médio de dificuldade, e grande parte das questões eram de abordagem teórica, exigindo que os alunos redobrassem a atenção aos enunciados e não precisassem realizar tantos cálculos. ''Foi uma prova que exigiu muita atenção nos textos para que o aluno pudesse ser bem conduzido naquilo que precisava ser feito'', explica o docente. Para Arthaud, os conteúdos que tiveram mais destaque na prova deste ano foram: a separação de misturas, química ambiental, cinética química e funções inorgânicas.


Física

Para André Coelho, docente da matéria, neste ano o exame foi de nível intermediário, e quem estudou e se preparou provavelmente realizou uma boa prova, pois as questões estavam bem escritas e eram fundamentadas e contextualizadas com situações do cotidiano. “Como de costume, a matéria que mais apareceu foi eletrodinâmica, além da parte de ondulatória, termologia e dinâmica. Ao todo, foram 15 questões, exatamente um terço da prova de Ciências da Natureza. Dessas 15 questões, 6 foram de respostas puramente teóricas e conceituais, e 9 delas envolviam cálculos’’, explica Coelho.

O professor ressalta ainda que, neste ano, a prova trouxe temas como Fonte de Energia, abordando principalmente a parte de Energia Solar, e indica  que a questão de trabalhar e buscar ensino de fontes alternativas de energia seja uma possível tendência para as próximas provas.


Biologia

Segundo o professor de Biologia, Flávio Landim, a prova foi de nível mediano e não contou com nenhum assunto inédito, com as matérias de ecologia e biologia molecular presentes, como esperado. ‘’Ao contrário da edição passada, na qual contamos com 4 questões de botânica, neste ano não caiu nenhuma sobre o assunto. Entretanto, tivemos, pela primeira vez, uma questão sobre o Covid-19, relacionando com aspectos do material genético", complementa.

Os resultados das provas devem ser divulgados no mês de Janeiro de 2023, e uma das dúvidas dos vestibulandos é como calcular a média obtida. Confira abaixo como fazer a conta: 

Cada competência possui um peso específico. São eles: 

Ciências da Natureza - peso 1
Ciências Humanas - peso 2
Linguagens - peso 1 
Códigos e suas Tecnologias - peso 1 
Matemática e suas Tecnologias - peso 4
Redação - peso 4 

Para calcular a sua média final do Enem 2022, é importante que você some as suas notas de conhecimentos e redação, e divida essa soma por 5. Ao final, você terá a sua nota do Exame, e poderá verificar se atingiu a média do curso na faculdade desejada. 


Plataforma Professor Ferretto


Especialista fala sobre os desafios da interoperabilidade no setor da saúde

 

Para executivo da Weknow Healthtech, interoperabilidade é difícil porque muitos dados não estão necessariamente dentro da organização e precisam ser buscados em outros locais


Embora a maioria das pessoas não tenha ideia do que significa a palavra interoperabilidade, ela é um problema que afeta significativamente a vida de todos no mundo 4.0, sobretudo quando ela ocorre no setor da saúde. Basta imaginar que você possui um plano de saúde e inicia um tratamento clínico qualquer. Mas em meio ao tratamento, você troca de emprego e, consequentemente, seu plano de saúde muda. 

O novo plano não tem um sistema de dados compatível com o sistema do plano antigo, de modo que você precisa trocar o médico que faz seu acompanhamento e perde todo o histórico online de seus exames. “Além de ser estressante, é uma situação que envolve muita perda de tempo”, afirma Pedro Burguesan, cofundador e diretor de inovação da Weknow Healthtech, empresa especializada em inteligência de dados para o mercado da saúde. 

Conforme ele explica, tudo isso ocorre pelo simples fato de que o histórico do paciente não pode ser acessado, uma vez que o sistema de um plano de saúde era incompatível com o sistema do outro. Ou seja, não há interoperabilidade de sistemas. “Quando um sistema de dados não se comunica com o outro, isso traz perdas significativas para pacientes e também para a organização e seus colaboradores”, salienta Burguesan. 

Um levantamento realizado pela Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) traçou um panorama do atual cenário em que a qualidade hospitalar está inserida. Segundo o documento, a interoperabilidade é o maior desafio do setor. “Ela se faz necessária quando pensamos na saúde baseada em valor, afinal, levando em consideração que o paciente é o centro de tudo e a personalização dele como indivíduo, o acesso aos dados dessa pessoa é fundamental para que o atendimento seja completo e integral”, revela o executivo da Weknow Healthtech. 

Mas, conforme ele avisa, embora seja simples entender a importância dos sistemas “conversarem entre si”, fazer isso acontecer é algo complexo. Ele lembra que os grandes fornecedores de tecnologia, que atendem grandes redes, não possuem interesse em preparar seus sistemas para essa realidade, sendo muito comum que as organizações necessitem trocar completamente seus sistemas quando há movimentações como compras e fusões. Para Burguesan, seria muito mais fácil e menos custoso aplicar a interoperabilidade e utilizar os recursos para outras iniciativas. 

O cofundador prossegue: “A interoperabilidade é difícil porque muitos dados não estão necessariamente dentro do hospital, e precisam ser buscados em outros locais. Quando isso acontece, há muitas barreiras para a captação das informações, assim como a preocupação com a LGPD”. Segundo ele, são dados sensíveis que exigem um bom parceiro de tecnologia para garantir a procedência dos dados e em qual cenário eles estão sendo usados, sua finalidade, se vêm com base legal, entre outros pontos. 

O executivo finaliza lembrando que a interoperabilidade é um recurso por meio do qual as organizações conseguem alcançar resultados mais expressivos, principalmente com relação ao atendimento ao paciente. “Não há para onde fugir: as empresas de saúde precisam se adaptar ao universo 4.0 e isso exige a busca por mais agilidade e uma melhor comunicação entre pessoas e, também, entre os sistemas”, conclui.


Produtor pode adquirir máquina agrícola com pagamento diluído em dez safras

De forma 100% digital, fintech disponibiliza para cada cliente crédito de até R$ 1 milhão e sem reajustes de parcelas, que podem ser pagas a cada seis meses


No planejamento operacional e financeiro de toda propriedade rural, a aquisição e renovação do maquinário agrícola é sempre um dos aspectos de maior investimento. Um custo alto, mas necessário para o aumento de produção e a redução de perdas. Por ser praticamente indispensável, essa compra precisa ser definida a partir das melhores opções disponíveis de financiamento. Hoje, já é possível fechar negócios que são facilitados em termos de contratação e quitação.

A AgroPermuta, fintech agrícola que oferece soluções inovadoras de crédito como uma alternativa aos bancos, tem em seu portfólio o Fincap – Financiamento Capitalizado. Com ele, o produtor pode adquirir máquinas e implementos agrícolas ou veículos para a fazenda. A maior vantagem está em ser uma experiência 100% digital, com parcelas fixas semestrais, que podem ser pagas em 60 meses (dez safras), além da garantia vinculada apenas à CPR-F de grãos.

Rui Almeida, diretor comercial da empresa, explica que o Fincap foi pensado para o produtor, por isso a possibilidade de quitação nesse modelo. “Fazenda não é como uma empresa tradicional, então oferecemos uma forma de financiamento em que o agricultor pode pagar na venda da safra ou safrinha que é quando ele tem mais caixa”, destaca. Os créditos disponíveis para cada cliente chegam a R$ 1 milhão.


Vantagens em relação ao consórcio

Consórcios tradicionais também são uma alternativa para contratar cartas de crédito, no entanto, essa é uma modalidade atrelada ao produto final, seja um trator, uma colheitadeira ou outro. Além disso, as parcelas sofrem reajustes conforme o valor do bem no mercado, pois estão fixadas a índices financeiros, seja IPCA ou IGPM. “Nos últimos dois anos, o valor de máquinas disparou devido à escassez de componentes, é um aumento natural que provoca reajuste nas cartas de crédito comuns”, exemplifica o executivo.

Já o Fincap, além de ser uma carta de crédito unipessoal com garantia de contemplação, tem parcelas fixas e não sofre reajustes. Ao longo do período de financiamento, de 60 meses, o juro chega ao redor de 6% ao ano. “Elimina-se toda a parte de incerteza do consórcio, do grupo com outros consorciados, e não tem reajuste porque não está ligado a nenhum bem”, completa Almeida.


Mais detalhes

Para dar início à contratação, basta entrar em contato com a fintech e fazer a simulação de parcelas conforme o crédito que necessita. Em seguida, assinar dois documentos digitalmente e dar uma entrada de 3% do valor contratado.

O crédito é liberado a partir do pagamento das primeiras cinco parcelas semestrais. Todo o processo é simples e rápido, sem burocracia. “É uma esteira de crédito robusta e automatizada, onde a experiência do usuário é 100% digital, ele não precisa se preocupar com nada, como pesquisa cartorial, garantias”, finaliza Almeida. 



AgroPermuta

8 dicas para empreender no setor de decoração de festas

Conhecida internacionalmente por trabalhar com Ivete Sangalo, Michel Teló e astros da NFL, especialista explica o passo a passo para ter um negócio de sucesso


De acordo com o último Relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM) do Sebrae, no Brasil existem 43 milhões de empreendedores, dos quais 14 milhões já possuem um negócio próprio estabelecido há, pelo menos, três anos e meio. A tendência é que esses números cresçam a partir de agora.

Com o retorno das festas e eventos, o setor de decoração volta a crescer e com ele as oportunidades de garantir uma renda com a preparação das festas de fim de ano, por exemplo. Para ajudar nesse start, a decoradora internacional Amanda Lima separou 8 dicas importantes para quem busca iniciar neste ramo. Confira:

1- A primeira coisa é disposição. Entrar em um novo negócio requer disposição e no mercado de festas eu ouso dizer que é necessário ter duas vezes mais disposição, porque nós não vendemos um produto físico. Vendemos um serviço que está ligado 100% a afetividade e sentimento, por isso a responsabilidade é muito maior.

2- Procure por capacitação. Cursos de todos os tipos e estilos que você possa buscar. Hoje em dia, na internet, existem muitos disponíveis gratuitamente e isso com certeza ajuda a facilitar a trajetória de quem está começando a ter pelo menos uma noção básica do mercado, das técnicas, produtos e materiais.

3- Faça um caixa, mesmo que você não tenha nada. Quando eu digo em relação a “fazer um caixa” é qualquer coisa que você invista, seja 50 reais. Qualquer dinheiro que você coloque no início do negócio, anote, faça caixa, saiba para onde esse dinheiro está indo e faça no mínimo um cálculo de como esse dinheiro deve retornar para você.

O maior problema hoje do empreendedorismo, e principalmente no mercado de festas, está entre as pessoas gastarem e não terem controle dos seus gastos. Por isso essa dica é indispensável. Tenha os seus números anotados e saiba que qualquer centavo que você investir deve ser contabilizado.

4- Seja uma empresa sustentável, no sentido de criar soluções. Use a sua criatividade para que você possa desenvolver o seu negócio de forma que você economize e não gaste tanto dinheiro.

Por exemplo: use móveis antigos, aqueles que você tem em casa. Reaproveite, pinte, crie suas peças, pegue aquela cômoda velha que você não vai usar mais, ou que você vai jogar fora, ou que alguém está jogando fora e pinte. Use a criatividade para criar um móvel exclusivo. Fazer festa não está ligado a só usar produtos novos, caros e da moda, mas também a usar a sua criatividade e os materiais disponíveis para você naquela situação.

5- Trace metas fáceis de se atingir e em curto prazo. Eu acredito que quando você cria isso, você consegue ter mais gás para se dedicar a elas. Quando eu comecei, eu não pensava em fazer mais festas do que a minha concorrente. Todas as minhas metas eram focadas em mim e na minha empresa.

Quando atingir a meta X, vou me presentear com um algo relacionado ao meu produto – como por exemplo, a compra de um material que estava na minha lista.  Basicamente, se coloque em uma posição de mostrar um resultado para si mesma, podendo assim, conseguir dar um passo em seu negócio.

6- Trabalhe, melhore e personalize o seu atendimento. O atendimento é a parte mais importante da sua venda, e é ele que vai dizer se você vai ganhar muito retorno ou se não vai ganhar nada. Quanto mais personalizado for o seu atendimento, melhor é o retorno para o seu empreendimento. Escute o seu cliente, não foque nos problemas e dê a ele as soluções. Seja um facilitador. Então, sempre que o seu cliente vier com uma como objeção, tenha uma solução.

7- Fale para as pessoas sobre o seu trabalho. Não tenha medo ou vergonha, não ache que os seus primeiros clientes serão pessoas que não te conhecem, pelo contrário, os nossos primeiros clientes são aquelas pessoas que conhecem o nosso caráter, que sabem quem nós somos e conhecem a nossa história. Os primeiros vão sempre “nos” comprar e não o nosso produto. Então, fale para o padeiro, para os feirantes, para os amigos, na festinha da escola, na Igreja, em roda de conversa. Faça com que as pessoas saibam sobre o seu talento, pois dessa forma, em uma oportunidade quando for necessário um profissional que atue no seu mercado, você será lembrada.

8- Não tenha vergonha de aprender e acima de tudo, não tenha vergonha de dizer que você está aprendendo. Isso vai te ajudar muito a se desenvolver e facilitar o seu caminho.

Muitas pessoas já entram no mercado achando que decorar festa é ter bom gosto, mas não é. Decorar festa é expressar o bom gosto do seu cliente, mesmo quando você não concorda com aquilo, dentro do seu estilo de decoração. Então, a forma de você dizer isso é aprendendo a ouvir e encaixar o que o cliente quer.

 

Amanda Lima - está à frente de 4 empresas no ramo de festas, sendo procurada por nomes como Rodrigo Branco, Ivete Sangalo, Simone e Simaria, Virgínia e Zé Felipe, Roberto Carlos, Fernanda Paes Leme, Patricia Abravanel, Pato, Antonio Carlos, Michel Teló e astros da NBA, NFL e MLS. Focada em compartilhar todo o conhecimento adquirido em mais de 40 cursos na área, desenvolveu um método simples, econômico e descomplicado de elaborar arcos desconstruídos, tendo como meta simplificar o trabalho do maior número de profissionais da área.

@amandalimadecora
https://www.amandalimadecora.com/

sábado, 19 de novembro de 2022

... E essa tal felicidade?

Algumas sensações, sentimentos e emoções, compõem um rol que compreendemos o significado, mas não conseguimos expressá-lo com precisão. ‘Felicidade’, faz parte dessa lista.


Como disse o poeta Fausto Nilo, “nem mesmo a palavra mais louca consegue significar felicidade”. Apesar disso é uma das coisas que mais desejamos. Afinal, “ser feliz é tudo que se quer”, afirmou Kledir Ramil.

Com o advento da Psicologia Positiva e o avanço da neurociência, a felicidade começa a ser desvendada e as novas definições nos ajudam a compreender esse tão busca estado de espírito.

Que pese as pesquisas atuais não tenham ainda compreendido todo o mecanismo da felicidade em cada pessoa, os resultados encontrados são animadores e promissores.

Os mais importantes pesquisadores sobre o tema afirmam que a felicidade deve ser vista como a união de duas vertentes: a abordagem do hedonismo, que a vê como a busca do máximo de prazer e uma vida agradável; e a eudaimonia, como um viver em consonância com as potencialidades de cada pessoa. A primeira abordagem aponta para uma gratificação instantânea, a segunda para a algo a longo prazo, a um propósito de vida.

A felicidade não está numa promoção nem no carro novo nem em uma viagem. Essas coisas são positivas e trazem uma excelente sensação. O problema é que essas sensações são momentâneas e assim, naturalmente, queremos o próximo estágio: um novo cargo, um novo carro, uma nova viagem...

A felicidade não é uma posição a se conquistar ou um bem a ser adquirido, e sim um caminho prazeroso. Ao mudar essa lógica, ou seja, a felicidade desvinculada do “sucesso” (carreira, carro, casa, viagem...), dois fenômenos passam a acontecer.

Primeiro: o prazer advindo da conquista passa a ser mais intenso e duradouro. Degustar uma taça de vinho pelo simples prazer e não por necessidade do álcool é simplesmente um momento especial e essa satisfação se repetirá sempre que você se lembrar daquele momento, principalmente, se você estiver acompanhando.

Segundo: o sucesso fica mais fácil de serem atingidos, pois eles deixam de ser um objetivo em si e passam a ser apenas consequência de sua vida prazerosa e com propósito. A felicidade antecede o sucesso.

Ser feliz, de acordo com Ciência, portanto, não é uma consequência das nossas conquistas, pelo contrário. É mais provável que você realize todos os sonhos sendo, antes, feliz.

 

Miguel Arruda - Escritor, professor, especialista em Desenvolvimento Humano e estudioso da relação entre Felicidade e Trabalho. Coautor da obra best-seller “Gestão das emoções no ambiente corporativo”.

 

A Copa de todos os países e todos os estilos: uma moda diversa e convidativa para assistir aos jogos.

Acompanhe 5 dicas para curtir os dias de jogos.


Estamos há poucos dias da Copa do Mundo e o clima de torcida, pouco a pouco toma conta das rodas de conversa de amigos e familiares. Empresas, bares, restaurantes, ruas e casas residenciais recebem decorações específicas, na expectativa da celebração coletiva dos jogos mundiais.  

Pensando nisso, conversamos com Kátia Lamarca, Coordenadora da Graduação de Design de Moda do IED São Paulo, que compartilhou conosco sua percepção sobre o ato de vestir para assistir aos jogos e sobre como conceber looks autorais para curtir esse momento especial. E aqui vai um spoiler importante: a principal dica é trazer o respeito à diversidade multicultural da Copa do Mundo para o individual, respeitando o seu estilo. 


Está curiosa para saber mais? Acompanhe o que ela contou pra gente. 

 

Dica 1: Procure peças confortáveis que tenham a ver com o seu estilo no dia a dia 

“O ato de se vestir é uma expressão de como somos e de como queremos nos mostrar ao mundo, e a Copa é um momento de descontração e alegria, não faz sentido nos encaixarmos em nenhum tipo de padrão. Vista o que te representa e o que faz seu corpo se sentir bem.” 

 

Dica 2: Invista em cores de sua preferência , sejam peças lisas ou estampadas; 

“As cores podem até representar algum país ou time de sua torcida, de sua preferência. Para quem tem mais receio de arriscar em peças looks multicoloridos, ou não se sente bem com cores fortes, uma estratégia pode ser usar peças mais sóbrias e colocar a cor na maquiagem, nos esmaltes, adereços momentâneos. Essas interferências trazem uma expressão autoral ao vestuário, como um todo, mas se apresentam de maneira mais sútil”. 

 

Dica 3: Misture peças esportivas com outras mais estruturadas, para trazer uma experiência mais despojada do ato de vestir, especialmente se você vai unir a torcida com o ambiente de trabalho. 

“Sabemos que alguns ambientes corporativos ainda seguem algumas convenções sociais em termos de estilo. Para estes casos, é possível que o funcionário ou a funcionária misture de maneira criativa peças esportivas e confortáveis com outras mais estruturadas, por exemplo, a dupla camiseta + blazer, que traz um ar contemporâneo e lúdico da Copa, sem perder a formalidade da alfaiataria”. 

 

Dica 4: Personalize peças que você já possui no guarda-roupa. 

“Tingir alguma roupa, desenhar elementos que remetam à Copa, bordar bandeiras, aplicar aviamentos, como botões ou fitas, recortar e modificar características das peças são ótimas estratégias de customização que dão nova vida aos produtos já existentes no guarda-roupa e que não requerem investimentos extras.” 

 

Dica 5: Busque produtos que possam ser usados em outras ocasiões.  

“Seja customizando peças já existentes, ou investindo em compras de produtos novos - se este for o seu desejo - o importante é não pensar no look da Copa como um vestir pontual, apenas deste período. Nosso estilo segue conosco, e fazer as peças de roupa nos acompanharem em diversas ocasiões do nosso dia e da nossa vida, é ter uma atitude consciente e usar a moda ao nosso favor.” 

 

A Copa do Mundo é uma celebração de como o esporte pode unir as nações, é a valorização das culturas e dos povos. Assim, também, a moda pode (e deve!) ser uma valorização de nós mesmos, de nossos corpos e nossas belezas naturais.  

O mais importante, no contexto contemporâneo, é prezar pela liberdade de que cada usuário possa se expressar sem amarras estéticas. A ‘tendência’ não pode dizer o que nossos corpos devem vestir, é o nosso conforto e estilo pessoal que devem prevalecer em uma expressão genuína do que somos, na Copa e na vida. 

 

 
Kátia Lamarca - mestre em Têxtil e Moda, especialista em Pedagogia Empresarial, graduada em Tecnologia da Confecção. Coordenadora da Graduação em Design de Moda do Istituto Europeo di Design, trabalha na área de Moda há 20 anos e com o Ensino Superior de Moda há 12 anos. Possui pesquisas na área de cadeia de suprimentos, desenvolvimento de produtos e estamparia, desenhos e fichas técnicas de artigos do vestuário. 

 

A Influência dos Algoritmos em Nossos Comportamentos, Opiniões e Decisões

 Psicóloga Ana Gabriela Andriani levanta a questão das mudanças comportamentais geradas pelo uso da tecnologia

 

O mundo está totalmente imerso nas tecnologias, fazendo com que todos estejam de alguma forma interligados, facilitando a comunicação, negociações e o conhecimento do mundo de uma maneira rápida, sem precisar sair da sua casa. Nas redes sociais, nos sites de compras, de busca e até mesmo nos streamings de filmes e músicas, existe um software chamado algoritmo, que ajuda a conhecer, otimizar, coletar dados, criar perfis ou auxiliar nas tomadas de decisões dos usuários. Os algoritmos servem como ferramenta de identificação do indivíduo por meio de escolhas tomadas, que, posteriormente, começam a oferecer conteúdos e produtos conforme seu histórico de preferências. Mas, a questão é: até que ponto isso é benéfico para as nossas vidas? 

O fato de não ter controle nos anúncios que aparecem em suas redes sociais, de ser induzido a adquirirem produtos através de anúncios totalmente personalizados, que supõem que aquilo seja do seu gosto, acaba sendo um dos pontos negativos dos algoritmos, gerando a tal chamada ansiedade algorítmica. Esse software de captação de dados está presente em tudo que você pode imaginar digitalmente, então a todo momento suas escolhas são observadas, armazenadas e transformadas em munições para anúncios publicitários. Então, muitas das vezes a aquisição de algo não é genuína, mas, sim uma influência desse mundo tecnológico.

Não existe somente a indução a algum produto ou serviço, essa inteligência artificial e o mundo digital é capaz de modificar o comportamento e a opinião do usuário. Segundo uma pesquisa realizada em 2019 pela DataSenado, em parceria com as ouvidorias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, 83% dos entrevistados acham que os conteúdos das redes sociais influenciam na opinião das pessoas. Levando em consideração que os algoritmos que determinam grande parte do que as pessoas verão em seus feed das redes sociais, concluímos que eles são capazes de modificar pensamentos e ações involuntariamente.

“Diante desse controle disfarçado, algumas atitudes podem ser tomadas, como: diminuição do uso das redes sociais, não perder a conexão com o mundo real – estando ligado com as atividades fora do mundo virtual -, e saber diferenciar os seus desejos reais daqueles que são induzidos pela internet” aponta a psicóloga Ana Gabriela Andriani.

 

Ana Gabriela Andriani - CRP 06/58907 - psicóloga formada pela PUC- SP, Mestre e Doutora pela Unicamp, especialista em terapia de casal e família pela Northwestern University - EUA, especialista em Psicoterapia Breve pelo Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, e membro Filiado da Sociedade Brasileira de Psicanálise.

 

ENEM: melhores maneiras para se preparar psicologicamente

Bárbara Bezerra Arruda Câmara, professora doutora do curso de Psicologia do Centro Universitário de João Pessoa, indica como amenizar a ansiedade para realizar o exame

 

2022 é um ano de muitos acontecimentos, como copa do mundo, eleições e não podemos esquecer do Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio. A primeira prova já foi, agora a segunda acontecerá no dia 20 de novembro e os estudantes devem manter o foco para atingir boas notas nesta etapa também. Por conta disso, a ansiedade e nervosismo impactam cada um dos concorrentes, sendo importante controlá-los, o que exige unir preparo tanto acadêmico, quanto emocional.

 

Estudo e descanso 

A professora doutora Bárbara Bezerra Arruda Câmara, do curso de Psicologia do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê, diz que é importante que o aluno continue se dedicando aos estudos, mas não deixe de prestar atenção quando o corpo pede o descanso. “Dedicar momentos para estar junto de familiares e amigos, fazendo atividades que são prazerosas é fundamental na reta final para a manutenção da saúde psíquica nesta fase.” 

A ansiedade do período prévio ao Enem pode atrapalhar o descanso, além da ideia de não ter estudado o suficiente, que faz com que a vontade de passar noites revisando as matérias aumente. No entanto, por mais difícil que pareça, especialmente no dia anterior à prova, é preciso dormir bem para estar fisicamente e mentalmente preparado para a realização do exame. 

“Como a duração da prova em si é muito longa, o descanso é fundamental para que o estudante consiga estar bem fisicamente e emocionalmente. É o momento de fazer atividades que gosta, de relaxar e de apreciar o dia, para estar pronto para o exame”, argumenta a psicóloga. 

E o nervosismo antes da prova pode atrapalhar o desempenho. “Muitas vezes, a ansiedade vem acompanhada de sudorese, taquicardia e tremores. Percebe-se, portanto, que a ansiedade tem elementos fisiológicos associados. Então, além de poder levar o estudante a perder tempo na execução da prova, a ansiedade em excesso pode ocasionar o ‘branco’, bem como interferir diretamente nos níveis atencionais”, pontua. 

Nesse sentido, ao responder as questões, manter a confiança em si mesmo e lembrar que houve dedicação para o melhor desempenho são fundamentais, segundo a professora. Mas, se a ansiedade subir, a dica de Bárbara é fazer a respiração diafragmática, que pode auxiliar também quando o nível de estresse aumentar. 

Além disso, a psicóloga indica que a inteligência emocional aplicada à prova do Enem auxiliará o estudante a manter a calma, serenidade, o foco de atenção e a concentração, assim como a organização da gestão do tempo e o planejamento. Não permitindo que o nível de ansiedade eleve demais, interferindo nos processos atencionais.  

Ainda, a docente lembra que é interessante se dedicar a refazer as provas anteriores do Enem, identificando os assuntos mais recorrentes nas provas. Além disso, pode ser útil entender o formato de pontuação da prova, através da Teoria de Resposta ao Irem (TRI).  

“Simular os Exames anteriores, delimitar o tempo de resolução de questões (levando em consideração três minutos para cada uma delas, em média), reconhecer quais são as questões fáceis, intermediárias e difíceis e identificar qual a melhor estratégia de execução da prova são alguns elementos que podem potencializar a pontuação final do estudante", indica. 

 


Centro Universitário de João Pessoa – Unipê

www.unipe.edu.br

 

O que é inteligência emocional? Psicólogo explica

Você já parou para pensar quantos problemas, conflitos e momentos difíceis seriam evitados ou pelo menos amenizados com um pouco mais de inteligência emocional? A Inteligência emocional é a capacidade de entender o que você está sentindo, de onde vem esse sentimento e qual é a maneira correta de lidar com ele, mas, a verdade, é que o objetivo não é controlar o emocional o tempo todo.

O psicólogo Romanni Souza explicou que a inteligência emocional se refere ao “reagir ao fato de forma proporcional àquilo que está acontecendo''. Não é ser apático ou ser alheio ao que acontece na sua vida. Mas sim, sobre lidar com proporcionalidade ao fato”, explicou.

Segundo o psicólogo, ter inteligência emocional não tem nada a ver com não sentir tristeza ou qualquer outro sentimento negativo. “Uma pessoa com pouca inteligência emocional tem emoções negativas e se mantém nelas com maior facilidade. Fica remoendo e revivendo aquilo que lhe afeta negativamente. Já a pessoa com boa inteligência emocional, administra melhor os sentimentos e consegue seguir em frente”, explicou.

Ainda conforme o profissional de saúde, essa inteligência não só diz respeito ao talento da pessoa em controlar as suas reações, mas também de entender seus sentimentos e as reações que nascem deles.

Por fim, Romanni pontuou a importância da psicoterapia e a hipnoterapia como sendo duas grandes aliadas no processo de autoconhecimento e de constituição da inteligência emocional.

“É preciso se conhecer para poder saber como lidar com nossos sentimentos. Quem não se conhece, não consegue entender de onde vêm as reações prejudiciais. O acompanhamento profissional faz total diferença nesse quesito: você consegue ser ajudado a pensar mais sobre o que sente e a como reage”, finalizou.

  

Romanni Souza - formado em Psicologia, pós-graduado em Neurociência e treinador oficial do Instituto Romanni, criador da metodologia de Hipnose Transformacional. Apresentou-se na Universidade de Harvard em 2019. O psicólogo tem mais de 30.000 alunos, e é fundador da maior plataforma de hipnoterapia do mundo com mais de 3.700 membros.


Saúde física e mental: O impacto do bem-estar do colaborador nas empresas


Nos últimos anos, o home-office se popularizou muito entre as empresas. De acordo com uma pesquisa feita pela Korn Ferry, 85% das empresas adotaram o trabalho remoto. Embora tenha diversos pontos positivos, ficar tanto em casa impacta nossa saúde. As relações sociais estão cada vez mais escassas e trabalhar de casa faz com que ficar o dia inteiro sentado seja uma rotina, prejudicando não apenas a saúde física, mas também o psicológico, afetando o desempenho no trabalho que acarreta em ainda mais frustração e isolamento.

 

Por outro lado, os benefícios de ter a saúde em dia fazem a diferença tanto na vida pessoal quanto no trabalho. Para se ter uma ideia, um estudo feito pela Universidade da Califórnia mostrou que um colaborador feliz é 31% mais produtivo do que os que se consideram infelizes, revelando em números o impacto da ação.

 

É preciso mostrar aos colaboradores o quanto eles são importantes naquela empresa, proporcionando momentos de lazer, atividades físicas em grupo, meditação e confraternização, tudo de uma maneira humanizada. Com as mudanças que vem acontecendo, essas medidas tiveram que ser adaptadas, mas ainda é importante que as corporações se adequem e não deixem essa questão de lado, pois a felicidade no ambiente corporativo se torna cada dia mais a chave para manter colaboradores engajados e a produtividade da equipe adequada. 

 

Não basta tratar colaboradores apenas como colegas de trabalho, mas como pessoas que merecem seu bem-estar. Trazer humanização e integração para as empresas está entre os principais pontos que levam qualidade de vida e satisfação para os colaboradores, investir na melhoria do clima organizacional, entender e valorizar cada um na equipe, pode ser a chave para levar felicidade a sua empresa.

 

Uma das melhores alternativas para as empresas é investir no bem-estar de seus funcionários. Programas focados na melhoria da qualidade de vida impulsionam tanto o colaborador como a empresa. Investir em melhorias internas para o funcionário, como programas de gamificação, traz benefícios para todos dentro e fora do ambiente corporativo, fazendo com que os colaboradores se sintam mais saudáveis e confortáveis com seu estado físico, emocional e social. Além disso, é possível premiar os colaboradores ao final da competição proposta pelo programa escolhido.

 

Exercícios como futebol, musculação, luta ou qualquer outro liberam o hormônio do prazer, que faz com que as pessoas se sintam mais dispostas, melhorando a autoestima. Eu sempre falo que quando começamos a praticar atividades físicas, não conseguimos mais parar, pois começamos a encarar como um hábito, gera um empoderamento que também afeta outros aspectos da vida. É preciso apenas de um empurrão para encontrar a sua melhor versão, tanto física quanto mental. 

 

 

Pedro Reis - sócio-fundador da VIK, startup que promove saúde dentro de grandes empresas através da gamificação. Com o lema principal de transformar vidas e ajudar as pessoas a saírem do sedentarismo, a VIK transforma um programa de saúde em uma competição saudável e prazerosa, além de proporcionar integração e engajamento entre os funcionários e as empresas.

 

É possível aprender a aprender

 

Em uma rápida passada de olhos, é possível que o título desse artigo cause alguma estranheza. No entanto, aprender a aprender é uma competência fundamental para cada um de nós, independente da fase de vida em que estivermos. 

 

Claramente, os estudantes, em especial, podem se beneficiar muito dessa capacidade, chamada formalmente de Metacognição pelo psicólogo norte americano John H. Flavell, na década de 1970. Avalio, inclusive, que todo professor deve ter conhecimentos a respeito desse tema para ajudar crianças e adolescentes a se tornarem mais independentes na hora de solucionar problemas, ou seja, no momento de monitorar e autorregular seus próprios processos cognitivos, como a atenção, memória, pensamento, linguagem, processo de aprendizagem, percepção, auto-observação das emoções, concentração, etc. 

 

Isso significa que além de termos essas habilidades, precisamos ter consciência a respeito de cada uma delas para conseguir organizar, regularizar e direcionar nossos pensamentos, decisões, comportamentos e ações. 

 

Pensando, por exemplo, nos estudantes em idade escolar, é interessante que os profissionais de educação e de psicologia consigam oferecer suporte para que essas crianças e adolescentes aprendam a monitorar a própria aprendizagem, que saibam autoavaliar os resultados obtidos, que consigam planejar e executar operações cognitivas fazendo ajustes e adaptações quando necessário, que tenham a capacidade de direcionar a atenção de forma que a memória seja fortalecida e que possam antecipar e prever a própria performance diante de diferentes desafios. 

 

Ao ajudar os estudantes a desenvolver essas habilidades, poderemos vê-los mais independentes na hora de solucionar problemas, finalizar tarefas e atividades apresentadas, de alcançar os objetivos, compreender dificuldades, identificar erros e criar estratégias, além de perceber as próprias emoções e encontrar motivação para enfrentar desafios. 

 

A essa altura você provavelmente está se perguntando como isso pode ser feito, certo? A resposta é simples. Acostume as crianças e adolescentes a fazer o autoquestionamento diante das mais diversas situações. Ao se perguntar sobre onde errou, como chegar a determinado resultado agindo de diferentes maneiras, se é necessário mais tempo para concluir uma tarefa, por qual motivo estudar determinado assunto, quando é hora de pedir auxílio, etc, o estudante vai desenvolvendo a habilidade da auto-observação, da autocorreção e da autorresponsabilidade, ou seja, torna-se cada vez mais consciente dos próprios atos. 

 

Outra forma eficaz de mostrar a eles o uso da metacognição é fazendo cada um entender quais são suas metas de médio e longo prazo e quais são as estratégias que devem usar para alcançá-las. Para isso, será necessário planejar a progressão no ensino de novas estratégias cognitivas, começando com a ativação de conhecimentos prévios. Aos poucos, eles vão passar a entender quais estratégias devem ser aplicadas em diferentes contextos ou mesmo qual o momento de mudar uma estratégia que não funciona. 

 

Um aluno que desenvolve a metacognição consegue estudar de forma mais eficaz, aprende a gerenciar o próprio tempo, desenvolve métodos de aprendizagem e autonomia de pensamento. Consequentemente, alcança uma aprendizagem mais efetiva e duradoura, consegue ser mais estratégico e competente em diversas atividades, fatores que influenciarão diretamente no seu futuro como cidadão e profissional. 

 

Além disso, é importante entender que “quem ensina também aprende”! Essa parece uma frase antiga, porém, é bastante atual e, acima de tudo, válida sempre que tratamos de educação, seja ela formal ou informal. Nem sempre podemos estar em todos os lugares, mas independentemente do espaço físico, o “saber” ocorre na cognição e não apenas do lado de dentro dos muros da escola. Portanto, a autonomia faz parte de um processo ininterrupto e altamente eficaz para a própria evolução das crianças e adolescentes. Eles não precisam ser conduzidos. O papel do educador é, justamente, ensinar a aprender e vice-versa.  



Sueli Conte - aplicadora de Barras de Acess, licenciada em Psicologia e desenvolve um trabalho voltado para os aspectos educacionais. Tem especialização em psicopedagogia, é mestre em educação e em neurociência, autora dos livros ‘Re-novações’, ‘Bastidores de uma escola’ e, mais recentemente, da obra ‘Educando para a vida no pós-pandemia’, na qual lança luz aos diversos desafios enfrentados pelos educadores e pais em decorrência da pandemia.
Instagram: @sueliconte_oficial
www.sueliconte.com.br

 

Atrium Shopping participa de mutirão da vacinação em Santo André

Posto montado na Loja Solidária do empreendimento aplica doses contra Covid-19 com agendamento


Neste fim de semana, 19 e 20, Santo André faz um mutirão de vacinação em oito Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade. Para também ampliar a cobertura contra Covid-19, o Atrium Shopping recebe, na Loja Solidária localizada no piso Térreo, um posto para quem precisa tomar qualquer dose mediante atendimento por agendamento.

Crianças a partir de 12 anos, adultos e idosos podem fazer o agendamento pelo site da Prefeitura de Santo André e comparecer na hora marcada para se vacinar contra Covid-19. O funcionamento do posto no shopping é das 10h às 20h no sábado e das 14h às 20h no domingo.

Vacinação contra Covid-19
Dia 19, sábado, das 10h às 20h
Dia 20, domingo, das 14h às 20h
Atendimento somente com agendamento prévio
Loja Solidária no Piso Térreo 

Atrium Shopping
Rua Giovanni Battista Pirelli, 155 - Vila Homero Thon, Santo André
Telefone e WhatsApp: (11) 3135-4500 - atendimento de segunda a sexta, das 09h às 18h30
Estacionamento visitantes: 10 reais até 2 horas + 2 reais a cada 2 horas adicionais


Dia de Doar: movimento quer fazer da doação um hábito no Brasil

Candice Pascoal aponta a  importância da mobilização social de maneira inclusiva e explica porque está investindo no Dia de Doar para tornar a doação individual mais popular no país este ano

 

No próximo dia 29 de novembro é celebrado o Dia de Doar, que tem como objetivo promover a generosidade e solidariedade, por meio da conexão de pessoas com causas, incentivando-as a doarem. O Dia de Doar faz parte de um movimento mundial conhecido como #GivingTuesday, que teve início nos Estados Unidos em 2012, sendo realizado sempre na terça-feira após o Dia de Ação de Graças.

O Dia de Doar é fundamental para propagar doações e despertar o espírito filantrópico na sociedade. Para além do elitismo por trás das tradicionais ações de filantropia, é importante que o maior número de pessoas apoiem causas sociais, independente do valor doado. É por isso que a Kickante, principal e mais completo marketplace para financiamento de projetos e arrecadação de doações financeiras, resolveu ousar e oferecer doações a partir de R$ 5,00 na plataforma, justamente para furar a bolha e permitir que cada um doe o valor de acordo com a sua realidade financeira.

No contexto de doações, os Estados Unidos, é um dos países que mais se destaca pela generosidade da comunidade junto às ações sociais, atingindo US$ 485 bilhões em doações em 2021, 4% a mais do que o recorde de US$ 466 bilhões contribuídos em 2020, segundo dados da Faculdade de Filantropia da Família Lilly da Universidade de Indiana. Já no Brasil, a pandemia acabou por impactar o fluxo de contribuições, tanto a doação em dinheiro, quanto a de bens e tempo. Dados da Pesquisa Doação Brasil, coordenada pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), mostram uma queda no número de pessoas que fizeram algum tipo de doação entre 2015 e 2020, a porcentagem saiu de 77% para 66%.

Como forma de mudar esse cenário, Candice Pascoal, fundadora e CEO da Kickante, explica que a sua empresa apoia de forma literal o movimento Dia de Doar, tendo como foco estimular cada vez mais a participação da sociedade. Hoje, por meio da plataforma Kickante, são mais de 100 mil campanhas e R$ 300 milhões captados, tanto com recorrência e assinaturas, matchfunding e doação pontual. A Kickante é reconhecida por bater grandes metas, e a próxima é de R$1 bilhão de reais para o Brasil.

Segundo Candice, o objetivo principal não são só grandes doações, mas principalmente grandes participações, ou seja, que a sociedade como um todo esteja inserida em apoiar causas em que acredita. Desta forma, ganha tanto quem doa, quanto quem recebe. E por essa razão, Candice investiu toda a sua carreira para mudar para sempre o cenário das doações no Brasil. 

"Atuo há 16 anos no meio de captação de fundos no mercado global, e há 9 anos lancei a Kickante no Brasil com o propósito de trazer tudo que sei sobre métodos de captação para o mundo online brasileiro. E tem dado muito certo. A Kickante é detentora da maior mobilização de doação digital do país, com mais de 50 mil brasileiros participando de uma única campanha, e mais de 2 milhões de brasileiros apaixonados pelo trabalho que fazemos. Essa é a real força do coletivo, em que tanto acredito", afirma.

No ano passado, o Dia de Doar 2021 conseguiu impactar mais de 23 milhões de pessoas. A meta estabelecida para esse ano é que a mobilização seja ainda maior e significativa, especialmente com o avanço dos bancos digitais e diminuição do número de desbancarizados no país. Com isso, a Kickante está dando de volta nesse Dia de Doar. As ONGs e causas que lançarem suas campanhas no canal do Dia de Doar, terão a taxa Kickante zerada por 15 dias. "É uma ação ousada, da qual acredito muito. O sucesso dessa iniciativa traçará metas novas para a empresa", ressalta Candice.

Ainda sobre o Dia de Doar, Carolina Farias, líder do Dia de Doar, destaca que o movimento existe para ajudar a sociedade e fazer da doação um hábito na rotina das pessoas. "O Dia de Doar nos faz refletir sobre como estamos exercendo nosso dever como cidadãos em apoiar instituições sem fins lucrativos, que trabalham por um futuro melhor. Convidamos a todos para encontrarem suas causas, fazerem suas doações e inspirarem outras pessoas a participar da ação no dia 29 de novembro”, finaliza.

 

Kickante


Especialista do CEJAM alerta para cuidados contra a dengue

Teste rápido e seguro detecta doença em até 10 minutos; eliminar focos de água parada no ambiente doméstico ainda é a medida mais importante para evitar a doença


A dengue, doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, é proliferada em focos de água parada. No Brasil, a doença é uma epidemia concentrada no Centro-Oeste e Sudeste do país e ocorre durante as temporadas mais quentes e chuvosas. Celebrado anualmente no penúltimo sábado do mês de novembro, o Dia Nacional de Combate à Dengue marca o início de uma série de ações de prevenção ao mosquito.

Conforme dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde divulgados em outubro de 2022, o Brasil apresenta um aumento de 189,1% no número de casos, em comparação ao mesmo período de 2021.

Diante desse dado significativo, Dra. Tassiana Galvão, infectologista do SCIH (Serviço de Controle de Infecção Hospitalar) do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, alerta para a importância de conscientizar a população sobre a prevenção ao Aedes aegypti.

A doença apresenta quatro tipos diferentes de vírus, tendo como principais sintomas febre alta, dor de cabeça e atrás dos olhos, perda de apetite, cansaço e manchas vermelhas pelo corpo. “Os casos mais graves podem causar, entre outros sintomas, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas”, afirma a especialista.

“A dengue também pode ter sinais de choque, como a hipotensão grave, quando o paciente já chega muito mal ao atendimento médico”, ressalta Dra. Tassiana. “Em casos de suspeita, é importante falar ao especialista, ou mesmo na triagem, se houve algum caso de dengue na região em que reside e explicar as condições do quintal, se há riscos de água parada e focos para a proliferação de larvas e mosquitos. As informações podem ajudar num melhor diagnóstico”, reitera. 

Por ser de origem viral, o tratamento foca no controle dos sintomas até que o corpo se recupere. “Pessoas que usam anticoagulantes, por exemplo, estão mais predispostos a desenvolver a dengue hemorrágica, que é mais severa”, destaca a infectologista.

O teste rápido de dengue, realizado após o quinto dia de suspeita da doença com amostras de sangue, é disponibilizado em todas as UBS (Unidades Básicas de Saúde) gerenciadas pelo CEJAM, e possibilita um diagnóstico rápido e seguro em até 10 minutos.

A melhor forma de prevenção da dengue, no entanto, é ainda evitar a proliferação do mosquito transmissor, eliminando água parada em vasos de plantas, pneus velhos, telhas, piscinas sem uso e lixos. Além disso, deve-se manter a caixa d’agua limpa e bem tampada.



PAVS CEJAM no combate à dengue

Criado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo em 2008, o Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS) foi incorporado ao CEJAM em 2015 com a finalidade de desenvolver projetos que favoreçam a educação ambiental, promoção de saúde e a prevenção de doenças, contribuindo fortemente nas articulações intersetoriais para a melhoria de aspectos da comunidade.

Conforme Everton Tumilheiro Rafael, supervisor ambiental do CEJAM, o trabalho é feito com o apoio de biólogos e gestores ambientais, que estabelecem parcerias com outros serviços, como concessionárias de limpeza, providenciando a higienização de áreas públicas. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) é acionada, quando necessário, para intervir em problemas de esgoto e abastecimento de água e outras secretarias, como a de subprefeituras, cuidam de pequenas obras em algumas áreas.

O PAVS CEJAM atua no combate e prevenção à dengue por meio da educação ambiental, especialmente em visitas domiciliares dos Agentes de Promoção Ambiental, responsáveis por mutirões casa a casa e atividades coletivas que acontecem em escolas e outros espaços comunitários.

Bruno de Oliveira Santos Saito, gestor ambiental do PAVS CEJAM, reitera que o programa também contribui no apoio aos bloqueios de transmissão junto às unidades de vigilância e conta com o auxílio da comunidade, que tem papel fundamental no combate e prevenção da dengue. “Além de ações pontuais e visitas domiciliares, o CEJAM também realiza mutirões e palestras sobre o tema”, finaliza.

CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”



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