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sábado, 19 de novembro de 2022

De olho na Black Friday: 5 dicas para não cair em golpes

Brasil é o segundo país que mais sofre ataques cibernéticos; entre janeiro e junho de 2022 foram 31,5 bilhões de tentativas


 

Desde 2010, a Black Friday faz parte do calendário de datas sazonais dos brasileiros. O consumidor já desenvolveu o hábito de se preparar com antecedência para essa data, esperando ofertas e promoções que compensem a aquisição de produtos ou serviços. A data promete ser ainda mais animada por conta da Copa do Mundo, que também acontecerá no mesmo período. 

 

Com tanta expectativa dos consumidores que, geralmente, se preparam o ano todo para a data, acende o alerta sobre os golpes. Criminosos aproveitam a ocasião para praticar crimes cibernéticos, criando promoções que, na verdade, não passam de golpes para roubar dados e até mesmo dinheiro desses brasileiros.

 

“Nessas datas o comércio varejista fica em alerta, pois tem sido cada vez mais comum a aplicação de golpes, especialmente pelas redes sociais. Já vi comerciante ter a página da sua empresa, em uma rede social, clonada e alguns clientes acabam caindo no golpe. Esse tipo de crime gera prejuízo para o negócio e também para os clientes”, considera o fundador e CEO da startup de gelo SnowGo, Pedro Castro.

 

E o empresário está certo que é preciso estar atento, pois, infelizmente, o Brasil assume a segunda posição no ranking de países que mais sofrem ataques cibernéticos na América Latina. Os dados foram coletados no primeiro semestre de 2022, através de seu laboratório de inteligência de ameaças, o FortiGuard Labs.

 

De acordo com a líder global em soluções integradas e automatizadas de segurança cibernética, o Brasil sofreu 31,5 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos de janeiro a junho deste ano, um aumento de 94% com relação ao mesmo período do ano passado, que registrou 16,2 bilhões de ataques. Ainda segundo o relatório, os ataques de ransomware dobram na região, chegando a 52 mil detecções no período.

 “Ataques de ransomware estão afetando empresas de todos os setores, governos e até economias inteiras, com novas variantes surgindo constantemente das mãos de diversos grupos internacionais de cibercriminosos”, alerta o diretor de Engenharia da Fortinet Brasil, Alexandre Bonatti.

E-mails com promessas de promoções irresistíveis, bastando clicar no link. Convites para resgatar um vale-compra de uma marca ou empresa famosa, bastando clicar no link. Mensagens do banco pedindo atualização de dados ao clicar no link. Essas são apenas algumas das milhares de versões dos golpes que causam prejuízos financeiros a quem é vítima.  

“Parece óbvio, mas é muito importante reforçar: nunca clique em links se não tiver a certeza de que foram enviados por remetentes confiáveis. Jamais compartilhe seus dados pessoais, como número de documentos, número do cartão do banco e senhas, nem por mensagem, nem por ligação”, explica o CEO da Codeby, a Keyrus Company, Fellipe Guimarães.


 

Siga as dicas e evite cair em golpes

 

1. Compre em lugares conhecidos, com boa reputação

Prefira acessar sites de empresas conhecidas e confira sempre se o endereço do site é o verdadeiro. Se o site pedir qualquer tipo de senha pessoal sua, esteja certo, é golpe. 

 

2. Fuja de links suspeitos

Não clique em links que apresente promoções milagrosas ou ofertas duvidosas, principalmente se for um site que você não conhece. Além disso, nunca clique em links de promoções enviadas por e-mail, SMS, redes sociais e WhatsApp.

 

3. Utilize uma conexão segura e desconfie de ligações

Não realize compras através de wi-fi aberto como em shoppings, aeroportos etc., pois os criminosos (hackers) podem interceptar seus dados. Outro cuidado é com o recebimento de ligação de banco solicitando a confirmação de dados pessoais ou pedindo a senha do banco para confirmar a compra. Se isso acontecer, desligue o telefone e ligue para o seu gerente de outro aparelho.



4. Realize o pagamento com cartão virtual

Prefira efetuar o pagamento com cartão virtual, pois essa modalidade gera um cartão temporário, o que evita o uso por parte dos criminosos. Além disso, desconfie de sites que tenham como forma de pagamento apenas Pix e TEDs.


 

5. Cuidado com os boletos

Se você sentir insegurança em comprar com cartão de crédito e optar por boleto, confira todas as informações antes de efetuar o pagamento. Confira quem é a empresa beneficiária que aparece no boleto, no aplicativo ou site do banco. Se o nome for diferente da marca ou empresa onde a compra foi feita, não efetue o pagamento.



Golpes no consórcio: como evitar?

Sócia e responsável pelo Jurídico da Turn2C, solução de inteligência artificial (IA) para o mercado de consórcio, traz dicas para evitar ter problemas com a modalidade financeira

 

O Brasil vive um período difícil relacionado à privacidade de dados e segurança do próprio dinheiro. Um levantamento feito pela Transunion, empresa global de informações e soluções, mostra que as tentativas de fraude digital no país cresceram 20% no segundo trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2021. Porém, não são apenas fraudes por meio de computador e celular que estão em alta, já que no mercado de consórcio tem sido cada vez mais comum a ocorrência de golpes.

Segundo Tatiana Anderson, sócia e head do jurídico da Turn2C, solução de inteligência artificial (IA) para o mercado de consórcio, é possível identificar fatores que envolvem a modalidade financeira que podem ser considerados suspeitos, como anúncios duvidosos em redes sociais, facilidades que só um vendedor tem, garantia de contemplação ou cota já contemplada e promessa de que a cota já está quitada.

Diante deste cenário de dúvidas, Tatiana explica que a melhor maneira para saber se o consórcio que se pretende adquirir é realmente verídico e transparente é tomar a decisão de comprar com alguém de confiança. “O consórcio é um ótimo produto e pode trazer muitos benefícios, mas é importante existir uma assessoria pós venda para ajudar com todos os trâmites perante à administradora do consórcio”, afirma.

Um dos golpes mais comuns dentro dessa modalidade financeira consiste em um suposto vendedor de consórcio que pede dinheiro antecipado para o cliente, seja via PIX ou por boleto fraudulento. Isso geralmente acontece com a promessa de venda de uma cota de consórcio inexistente, ou a venda de uma cota contemplada com descontos irreais. Uma vez feito o pagamento, o suposto vendedor some e interrompe o contato com o cliente.

Por essa razão, é importante ficar sempre alerta. “Se você estiver em contato com alguém que não conhece, é importante verificar junto à administradora ou com uma pessoa de sua confiança se o vendedor é cadastrado em alguma administradora de consórcio e se está mesmo autorizado a fazer venda do produto. Além disso, o contrato deve ser assinado diretamente com a administradora e os pagamentos  serão depois realizados diretamente para ela também”, destaca a head do jurídico.

De acordo com Tatiana, para evitar que esse tipo de situação aconteça e traga problemas e aborrecimentos, a melhor forma de se prevenir de golpes no consórcio é sempre buscar empresas idôneas e conhecidas para a compra de consórcio. Por exemplo, a Turn2C é uma empresa investida da B3, a bolsa de valores brasileira, e conta com uma plataforma que consegue conectar as pessoas diretamente com diversas administradoras.

No entanto, caso um cliente caia em um golpe de consórcio, a executiva ressalta que é necessário que a pessoa aja rapidamente. “O primeiro passo deve ser ir até a delegacia mais próxima para registrar um boletim de ocorrência. Na sequência, vale procurar um advogado para auxiliar na interface com a delegacia e em eventual ação de reparação de danos”, finaliza.

 

Turn2C Consórcio Inteligente


De quem é o direito de suas postagens? Entenda como funciona a propriedade intelectual no mundo digital


Vivemos em uma realidade cada vez mais virtual, e estamos conectados de todas as formas, seja na vida pessoal, no círculo de amizades e, principalmente, na rotina empresarial. Pode acreditar, em pouco tempo estaremos no metaverso.

Com isso, várias ferramentas são fundamentais para essa conexão em tempo real, tais como aparelhos eletrônicos, aplicativos, sites, contas digitais, assinaturas eletrônicas etc. No entanto, engana-se quem pensa que esses ambientes são “terra de ninguém”, e que conteúdos, marcas, imagens e outras obras podem ser usados indiscriminadamente.

“Esses novos formatos e canais de comunicação também criaram novas estruturas e elementos que estão revestidos de proteção da propriedade intelectual e devem ser observados, seja para serem levados a registros em favor da empresa desenvolvedora, seja para evitar que violem direitos de terceiros já protegidos anteriormente”, explica Rosa Maria Sborgia, Sócia da Bicudo & Sborgia Marcas e Patentes.

Assim, não pense que os famosos “cortar e colar” de conteúdos da internet para usar em sua rede social, no seu site ou no trabalho passarão impunes. As regras existem e podem pesar contra quem age de má-fé nesse ambiente virtual.

Rosa Sborgia reforça que, apesar da tradicional divulgação de que não há regras na internet, a legislação da propriedade industrial, o código civil, o código de processo civil e criminal e a lei de direitos autorais se mantêm vigentes e aplicáveis, tanto para a proteção dos próprios direitos quanto para a preservação de direitos de terceiros.

“Um caso muito comum é a cópia ou reprodução de sites. É importante ter em mente que um site é identificado pela sua marca, dotado de estrutura autoral, produzindo informações e girando dados, todos protegidos pela legislação da propriedade intelectual. É preciso, assim, uma reflexão sobre as ferramentas e os meios do mundo digital e a conexão com a legislação”, explica a sócia da Bicudo.

Todos os elementos no mundo digital são dotados de proteção pela via de direito autoral, ou seja, é possível afirmar que no mundo digital são criadas novas patentes a todo instante, que devem ser protegidas. Os exemplos são claros, sendo que a legislação brasileira permite a proteção de um algoritmo aplicado em um hardware. O software é passível de proteção como patente, desde que haja efeito técnico novo em um equipamento.

“A regulamentação da patente do software, por si só, já foi um desafio no campo da propriedade intelectual de muitos países, considerando-se os pressupostos de formação de uma patente de invenção ou de modelo de atividade, quais sejam: novidade, atividade inventiva ou ato inventivo e aplicação industrial. Identificá-los e revelá-los com exatidão em um relatório de patente não é uma tarefa fácil”, explica a sócia da Bicudo.

“Fato é que essa complexidade de engenharias, tecnologias, códigos fontes, algoritmos e elementos abstratos está desafiando os diferentes órgãos reguladores de propriedade intelectual nos mais diferentes países, como também os profissionais do direito para conseguirem materializar contratos que revistam diferentes partes e interesses”, avalia Rosa Sborgia.

Portanto, o empresário não pode perder de memória que todo o seu desenvolvimento tecnológico e virtual provoca reflexos no campo do direito da propriedade intelectual, seja exigindo os registros de tais ativos para a preservação da sua empresa, seja nos cuidados da empresa para evitar a violação de direitos de terceiros, os quais provoca obrigações de reparações financeiras significativas. Assim, a empresa digital urge pelos registros dos seus ativos tecnológicos.


Utilização irregular de marcas e símbolos oficiais da Copa do Mundo da FIFA 2022 pode gerar danos financeiros e reputacionais, afirma especialista

 


Copa do Mundo 2022 possui diversas regras rígidas em relação ao uso de direitos de propriedade intelectual


A Copa do Mundo FIFA 2022 começa nesse domingo, dia 20 de novembro, no Catar e irá até o dia 19 de dezembro. Para além do futebol, a disputa também envolve diversas questões relativas à propriedade intelectual especialmente em relação a ativos intangíveis que devem ser adequadamente protegidos de forma a não desestimular os investimentos vultuosos feitos por patrocinadores oficiais, grupos de mídia, países e organizações e que possibilitam a realização de um evento desse porte.

A sócia do Cescon Barrieu na área de tecnologia e propriedade intelectual, Tania Liberman, explica que entre esses ativos estão os direitos de propriedade intelectual da Féderation Internationale de Football Association (“FIFA”), dos patrocinadores oficiais e dos grupos de mídia autorizados a transmitir os jogos da Copa. As diretrizes aplicáveis à Copa de 2022 podem ser acessadas nesse manual. “Os próprios contratos de licenciamento com patrocinadores oficiais, de transmissão dos jogos com empresas de mídia e contratos com outros parceiros contêm cláusulas de propriedade intelectual que devem ser observadas. A legislação de propriedade intelectual dos países onde tais direitos estão registrados ou são explorados também devem ser respeitadas”, explica a advogada.

A especialista destaca ainda que estão sujeitos aos direitos de propriedade intelectual todas as marcas e direitos autorais sobre palavras, logos, símbolos e emblemas. “Alguns dos itens protegidos são o mascote, nome do mascote, slogan oficial, o troféu, a marca FIFA, o slogan “living football” da FIFA, marcas que fazem referência à Copa e até letras (no alfabeto árabe e no latino) criadas para serem usadas em conexão com as marcas”, ressalta.

Segundo ela, apenas os detentores oficiais podem usar os direitos de propriedade intelectual relacionados à Copa. Estão entre eles os patrocinadores oficiais, como Budweiser, BYJU’S, Crypto.com, Hisense, McDonald’s e Vivo, os parceiros institucionais como a Adidas, Coca-Cola, Visa, Qatar Airways, Hyundai e KIA e os apoiadores regionais na América do Sul como a Claro, a Nu e a UPL. A FIFA autoriza apenas empresas licenciadas a utilizar as marcas, símbolos e outros direitos de propriedade intelectual relacionados à Copa em seus produtos. As empresas se dividem entre as que comercializam produtos da marca FIFA em conjunto com as próprias marcas e as que comercializam os produtos apenas com a marca FIFA. Empresas que não adquiriram os direitos oficiais da FIFA e que usarem esses direitos sem autorização podem estar sujeitas a medidas na esfera civil e criminal da própria FIFA e dos demais detentores de direitos, segundo Tania.

“É muito comum presenciarmos atos de marketing de emboscada em grandes eventos como a Copa. Essa é uma estratégia intencional através da qual uma entidade que não é patrocinadora oficial de um evento associa a sua marca ao evento, sem ter quaisquer direitos oficiais de patrocínio e em pagar qualquer valor por essa associação. É uma tentativa de obtenção de vantagens indevidas em relação ao grande público e mídia que participam de um evento patrocinado. No Brasil, durante a Copa de 2014, a Lei Geral da Copa (Lei 12.663/2012) tipificou as ações de marketing de emboscada como crimes”, afirmou a advogada. Ela lembra de um caso muito conhecido nesse sentido em que, durante a Copa de 2010, na África do Sul, a marca de cervejas Bavaria infiltrou algumas modelos vestidas de laranja na torcida que chamaram atenção para a marca concorrente à Budweiser, patrocinadora oficial do evento.

Além disso, há direitos de propriedade intelectual relacionados à transmissão da Copa para os grupos de mídia (em relação à transmissão para a rádio, TV, direitos digitais, IPTV e serviços móveis). No Brasil, o Grupo Globo adquiriu os direitos de transmissão para todas as mídias, o que inclui as televisões aberta e fechada e rádio com exclusividade (mas, para essa última mídia, com sublicenças a várias empresas) e serviços digitais, como o streaming, sem exclusividade. A empresa LiveMode também adquiriu os direitos de transmissão em meios digitais e, através de parceria com as lives de Casimiro Miguel, irá transmitir alguns jogos.

 

Cescon Barrieu
www.cesconbarrieu.com.br


Brasil tem a maior probabilidade de vitória na Copa, segundo DataLab da Serasa Experian

O hexa vem? De acordo com análise da companhia, com base em machine learning, o país tem 20,9% de chance de erguer o caneco este ano


Para alegrar os corações brasileiros, o DataLab, laboratório de Inovação da Serasa Experian, criou um estudo com técnicas de machine learning que avalia que, de hoje até o início do campeonato, o Brasil tem 53,4% de chances de chegar à semifinal e 20,9% de ganhar a Copa deste ano. Confira no gráfico a seguir qual é a probabilidade de os países que mais ganharam copas nos últimos 40 anos levarem a taça em 2022:

O diretor do DataLab da Serasa Experian, Olivier Devaux, explica que o laboratório de dados nasceu pela necessidade de resolver problemas complexos para gerar novos produtos que alavanquem as técnicas de machine learning na companhia. “Esse tipo de desafio, como a produção do levantamento sobre a Copa, é um pouco do que nossos cientistas de dados enfrentam todos os dias dentro dos temas prioritários da empresa, como crédito, seguros e ESG. Além disso, o executivo conta que para obter os resultados deste estudo foi criado um modelo treinado com os três últimos ciclos de Copas. “Por meio de métodos de sistemas de recomendação, muito semelhantes às plataformas de streaming, por exemplo, usa para recomendar um filme a um usuário, montamos um sistema de machine learning que prevê, probabilisticamente, o resultado de cada partida entre dois países”.

 

E quem deve se classificar para o mata-mata? 

Considerando os grupos em que cada uma dessas grandes cinco seleções está situada, o levantamento também trouxe registros das chances de classificação dessa fase para o ingresso no mata-mata. O Brasil possui a maior probabilidade do grupo G, de 97,48%. A Argentina, no grupo C, tem 96,1%. A França possui 93,4% no grupo D. A Espanha, 89,6% e a Alemanha, 69,6%, ambas inseridas no grupo E.

Fique por dentro das chances brasileiras em cada fase do campeonato:




Serasa Experian
www.serasaexperian.com.br


Copa do Mundo: como fica o trabalho durante os jogos? Tire agora suas dúvidas!

FreePik

Brasil, o país do futebol! Alguém tem dúvida disso? Pois bem... Mesmo após um período eleitoral bastante conturbado, com a proximidade do início dos jogos da Copa do Mundo, todos começam a entrar nesse espírito e ansiar pelo festejo promovido nas reuniões com amigos e familiares para acompanhamento dos jogos da seleção.

Ocorre que muitos destes jogos são realizados durante a jornada de trabalho, sendo comum em nosso país que as empresas flexibilizem seus horários para permitir que os empregados acompanhem os mesmos.

A Copa do Mundo no Catar não será diferente. O primeiro jogo do Brasil (contra a Sérvia) ocorrerá no dia 24 de novembro, às 16h00. E o mesmo ocorrerá com os demais jogos da primeira fase, que também serão transmitidos nos horários considerados “comerciais”.

Com isso, surgem diversos questionamentos: como, por exemplo, se os empregados devem ser liberados para assistirem os jogos, ou se após o fim da partida são obrigados a retornar imediatamente ao trabalho e as possíveis consequências para os colaboradores que descumprirem eventuais determinações de seu empregador.

Para responder essas perguntas, precisamos partir do princípio que a legislação trabalhista brasileira nada disciplina quanto ao tema, ficando ao crivo das empresas ajustarem tais regras com os seus colaboradores, observando as diretrizes gerais das normas trabalhistas.

Nesse contexto, não há nenhuma normativa que obrigue as empresas a permitirem que seus colaboradores deixem seus postos de serviço para assistirem aos jogos da seleção, ou que não retornem mais ao trabalho para esticarem no "happy hour", uma vez que é considerado feriado apenas os dias definidos como tal por meio de lei ou decreto.

Por outro lado, considerando o aspecto cultural envolvendo a questão, é de vital importância que o empregador deixe claro aos empregados quais serão as regras que permearão o trabalho em tais dias, ou seja, os horários permitidos de paralização das atividades, horários de retorno ao trabalho, eventuais limites de tolerância, se será permitido retornar ao seu posto após o consumo moderado de bebida alcoólica, etc.

Tudo isso deve ficar claro pelos canais já utilizados pelo empregador para comunicação com seus empregados, devendo a empresa sempre se acautelar de arquivar tais documentos para apresentação em eventuais questionamentos futuros.

Definidas as diretrizes de comportamentais dos empregados, é necessário lembrar que eventuais punições devem seguir as normas definidas na legislação trabalhista, a serem avaliadas “caso a caso”. Para tanto, como toda punição, deve observar-se o bom senso, a proporcionalidade e a sua razoabilidade. Porém, deve-se levar em consideração também a excepcionalidade do momento.

Em linhas gerais, eventuais infrações seriam enquadradas como desídia, o que possui previsão legal no artigo 482, “e” da CLT. Todavia, diferentemente do abandono de emprego (em que o empregador pode demitir de imediato o empregado por justa causa), o entendimento jurisprudencial é que a desídia é considerada infração de menor potencial ofensivo, sendo necessário infrações reiteradas da mesma natureza, desde que devidamente advertidas pelo empregador, para assim se caracterizar e ser passível de demissão por justa causa.

Nada impede que, ao analisar o caso concreto, e dependendo da natureza da atividade ocupada ou do próprio histórico documentado de “insubordinação” do empregado, o empregador se veja diante também de um quadro em que seja possível a aplicação de uma punição mais severa. Há de se ter cautela também com a aplicação de punições excessivas e que podem trazer riscos de questionamentos futuros.

Apenas para exemplificar, o abandono do posto de serviço em virtude dos jogos da Copa do Mundo não se caracteriza como abandono de emprego propriamente dito, visto que juridicamente tal enquadramento somente é possível para faltas injustificadas e consecutivas por mais de 30 dias (e ainda assim, só pode ser considerada após o não atendimento do empregado quanto a comunicação da empresa para que retome suas atividades, conforme disposto na Súmula 32 do TST).

Ponto importante e que merece destaque diz respeito a possibilidade de a empresa ajustar com os empregados eventual compensação das horas destinadas aos jogos e seus respectivos “afters” diretamente no banco de horas. Neste caso, pode o acordo ser formalizado individualmente com o empregado, observando-se os requisitos exigidos pelo artigo 59, § 5º da CLT.

Outra alternativa interessante, e que se tornou bastante comum após o período pandêmico havido nos últimos anos, seria a opção do “home office” nos dias dos jogos. Vale, contudo, salientar a necessidade de ajuste formal entre empresa e empregado, estabelecendo as regras para tal flexibilização, respeitados os critérios previstos para tal modalidade de trabalho na legislação trabalhista (Art. 75-B da CLT).

Ressalta-se que mesmo para os casos de “home office”, as diretrizes para o desempenho do trabalho nos dias de jogos devem também estar previamente estabelecidos, como por exemplo, para os empregados sujeitos a controle de jornada, se a empresa permitirá que o empregado se ausente do trabalho remoto no momento da transmissão dos jogos ou em período posterior.

Destarte, restando tudo ajustado, o empregado poderá evitar incorrer em punições indesejadas, enquanto que o empregador terá mitigado os riscos de passivo trabalhista, podendo ambos com tranquilidade vestir a camisa da seleção e cair na torcida!

 


Rodolfo Carlos Weigand Neto - sócio do escritório Weigand & Silva Sociedade de Advogados, especializado em Direito Empresaria Cível e Trabalhista, atuando nas esferas contenciosa e consultiva há aproximadamente 24 anos. Integrou a equipe jurídica de avaliação (due diligence) em processos de desestatização do PND – Programa Nacional de Desestatização do Banco Central, liderando a equipe de avaliação contenciosa de bancos como BEM (Banco do Estado do Maranhão); BEC (Banco do Estado do Ceará); BEA (Banco do Estado do Amazonas) e BEG (Banco do Estado de Goiás). Autor do Livro: Reforma Trabalhista - Impacto no Cotidiano das Empresas pela Editora Trevisan


Gleice Domingues de Souza - advogada na Weigand & Silva Sociedade de Advogados. Especialista em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), pós-graduada em Advocacia Empresarial pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC MG). Curso Complementar em Didática do Ensino Superior pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e em Gestão de Pessoas e Compliance Trabalhista pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Professora convidada da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuarias e Financeiras (FIPECAFI). Coautora do Livro Reforma Trabalhista: Impacto no Cotidiano das Empresas pela Editora Trevisan.


Mulheres na Tecnologia: o que você tem a ver com isso?

Apesar das oportunidades e do crescimento do setor, ainda é baixa a representatividade das mulheres no mercado de trabalho e, consequentemente, no mercado de Tecnologia. O desafio é ainda maior para as mulheres que também são mães. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do IBGE, as mulheres representam somente  20% dos profissionais que atuam em Tecnologia da Informação (TI).

Ouvimos essa constatação em vários fóruns diferentes, em artigos do LinkedIn e em outros meios. Porém, o quanto nos sensibilizamos por essa causa? Ou melhor, o quanto entendemos o que significa essa informação e o impacto no mercado de trabalho ou na sociedade?

Fato é que, a grande maioria das pessoas desconhecem os grandes feitos tecnológicos realizados por mulheres da nossa história. O primeiro algoritmo a ser processado em uma máquina foi escrito por uma mulher, Ada Lovelace, em meados do século 19. Grace Hopper liderou a equipe que criou o primeiro compilador para linguagem de programação chamado Cobol e Hedy Lamarr inventou o sistema que serviu de base para os telefones celulares.

Além disso, se em 1962 o homem colocou o pé na lua, deve-se a Katherine Johnson, que calculou equações complexas para garantir que a missão ocorresse em segurança. E como as grandes mulheres da computação, existem milhares de outras com feitos extraordinários! A dicotomia então, é de um lado haver mulheres precursoras dos grandes feitos tecnológicos, e de outro um cenário desequilibrado de oportunidades entre gêneros.

Talvez, a resposta esteja mais na falta de compromisso das pessoas com o tema do que propriamente na ausência de iniciativas corporativas. Uma pesquisa realizada pela Organização não Governamental (ONG), Plan International Brasil, mostrou que mais de 80% das meninas entrevistadas entre 6 e 14 anos já possuem atribuições domésticas como lavar louça, arrumar a cama, limpar a casa. Enquanto isso, apenas cerca de 12% dos meninos se envolvem nessas atividades.

Para a pesquisadora da London School of Economics, Joanna Burigo, existe a determinação dos valores compartilhados por mulheres e homens e dentro dessa construção não há naturalização de que a mulher pertença ao campo das ciências. Ao contrário disso, as mulheres são associadas ao universo reprodutivo e aos cuidados com os outros e os estereótipos culturais moldam as escolhas femininas.

Outra pesquisa realizada pela PNAD revelou que 79% das mulheres que ingressam em graduações relacionadas a área de Tecnologia da Informação abandonam a faculdade ainda no primeiro ano. A escassez feminina nessas áreas é refletida na falta de profissionais no mercado de trabalho.

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa McKinsey afirmou que a baixa presença feminina no mercado de trabalho de tecnologia é fator limitante ao crescimento econômico. Afinal, não se pode mudar o mundo com menos da metade da população. Escola, família e sociedade devem atuar juntas para estimular o interesse das mulheres nas exatas. A questão aqui é construir um mundo melhor para todos os gêneros.

Além disso, estudos revelam que existem habilidades mais proeminentes nas mulheres, como a resiliência e a capacidade de atuar com multitarefas, o que faz diferença no dia a dia corporativo.

São diversas as iniciativas de empresas engajadas em aumentar a representatividade feminina na tecnologia, através de cursos, ONGs, grupos, projetos e muitas outras oportunidades voltadas para formar e incluir mulheres. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), em 2020 a atuação feminina no setor saiu de 27,9 mil para 44,5 mil, um crescimento de 60%. 

Entretanto, enquanto não entendermos que somos todos responsáveis por essa inclusão, levaremos anos para mudar essa realidade.

Então, o que temos a ver com isso?

Temos o poder de incentivar nossas filhas, sobrinhas, vizinhas a participar dessas iniciativas. Podemos apresentar as possibilidades, estimular o estudo e o engajamento das nossas crianças e adolescentes na área de tecnologia. Entender a relevância e a importância dessa causa e passar adiante também pode contribuir. Essa é a nossa responsabilidade. 



Daniella Hernandez - Agile Lead Coach na AP Digital Services, com 23 anos de experiência na área de TI. Pós-graduada em Engenharia de Software e mestrada em Engenharia da Computação, foi professora universitária por 10 anos. Possui certificação em SAFe 5.0, KIKF, SFPC e KMP. É voluntária em ações voltadas para crianças carentes, apresentando peças teatrais em abrigos e escolas públicas na cidade de Atibaia. Também é mãe orgulhosa da Mariana Hernandez, que aos 9 anos foi semifinalista do concurso internacional Technovation Girls e palestrante no TDC Kids edição 2021.


AP Digital Services


OPORTUNIDADE EMPREGO - Grande São Paulo recebe Feiras de Empregabilidade com mais de 600 vagas de emprego e estágio

Eventos acontecem nesta sexta-feira, em São Paulo e Guarulhos; participação é aberta ao público


Ótimas oportunidades para quem quer entrar no mercado de trabalho paulista, ou até mesmo se recolocar, diante dos obstáculos profissionais. Nesta sexta-feira (18), a região recebe duas Feiras de Empregabilidade da rede Grau Técnico, com mais de 600 vagas de emprego e estágio. As ações serão gratuitas para população. 

Uma delas acontece na Zona Norte, das 9h às 20h, no bairro da Vila Maria, na unidade localizada na Avenida Guilherme Cotching, 980. 

Além das vagas disponíveis, os interessados contarão com uma programação completa. São elas: criação e orientação de currículos, sorteios de brindes, palestras voltadas à temática de empregabilidade e muito mais.  

“Temos o objetivo de possibilitar pontes para o mercado de trabalho. Agora, estamos levando para toda a população”, explicou Matheus Lopes, responsável pela Agência de Encaminhamento. 

A segunda feira chega à unidade de Guarulhos, localizada na Rua João Gonçalves, 511, Centro, das 13h30 às 17h. Palestras, exame de vista, aferição de pressão, teste de glicemia e palestras são alguns dos serviços ofertados na ação.

 

Grau Técnico 

O Grau Técnico é o carro-chefe do grupo Grau Educacional. Com mais 130 unidades, presente nas cinco regiões do país, o Grau Educacional oferece mais de 60 cursos nas áreas de saúde, tecnologia, indústria, gestão e negócios. A duração dos cursos varia de três meses a dois anos, com aulas de uma a três vezes na semana. Atualmente, o Grau já possui mais de 200 mil alunos matriculados.

 

Serviço:

Feiras da Empregabilidade 

Quando? Sexta-feira, 18 de novembro 

Que hora? Unidade de Vila Maria: 9h às 20h | Unidade Guarulhos: 13h30 às  17h  

Onde? Grau Técnico Vila Maria: Avenida Guilherme Cotching, 980 | Grau Técnico Guarulhos: Rua João Gonçalves, 511, Centro 

Entrada Gratuita


Empresa em recuperação judicial faz acordo de transação tributária com prejuízo fiscal

Uma empresa em recuperação judicial celebrou acordo de transação tributária com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional - PGFN para pagamento de suas dívidas com a utilização de prejuízo fiscal, obtendo um abatimento de aproximadamente 85% (oitenta e cinco por cento) do valor do crédito, que poderá ser quitado em diversas parcelas.

A transação tributária foi regulamentada pela Lei nº 13.988/20 e, recentemente, suas condições foram melhoradas pela Lei nº 14.375/22, que passou a possibilitar ao contribuinte o uso de créditos de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da CSLL na composição do acordo, bem como estendeu o prazo de pagamento para até 120 meses.

As regras para uso do prejuízo fiscal estão disciplinadas na Portaria da PGFN n° 6.757/2022, que autoriza o abatimento desses créditos em transações envolvendo dívidas irrecuperáveis ou de difícil recuperação.

No caso concreto, a empresa Agromaia, especializada em produtos agropecuários, celebrou acordo de transação tributária individual com a PGFN para pagamento de suas dívidas tributárias, reduzindo consideravelmente o seu passivo tributário.

Em números, a dívida que totalizava inicialmente R$ 47.308.430,94 (quarenta e sete milhões e trezentos e oito mil e quatrocentos e trinta reais e noventa e quatro centavos), foi reduzida consideravelmente, para R$ 7.076.697,50 (sete milhões e setenta e seis mil e seiscentos e noventa e sete reais e cinquenta centavos), podendo ser quitada em 60 parcelas.

Apesar de ser a primeira transação tributária que prevê a utilização de prejuízo fiscal para abatimento da dívida, é certo que referido acordo pode servir de parâmetro para outras negociações envolvendo créditos tributários considerados irrecuperáveis ou de difícil recuperação, possibilitando ao contribuinte pagar as suas dívidas sem comprometer o seu negócio.

Vale destacar que um dos princípios expressos na legislação e que orientam esse tipo de negociação com o fisco é o da isonomia, o que permite que outros contribuintes em condições análogas solicitem o mesmo tipo de benefício.

 


Rafael Zanchettin - advogado da área tributária do Marcos Martins Advogados.


Marcos Martins Advogados
https://www.marcosmartins.adv.br

Folga na Copa do Mundo: como evitar problemas trabalhistas?

Há poucas semanas do início da Copa do Mundo, no Qatar, a torcida pela seleção brasileira já está a todo vapor. Contudo, boa parte dos jogos irá acontecer em horários e dias úteis, o que levanta dúvidas sobre as possíveis flexibilizações no expediente de trabalho. Apesar de não haver nenhum regramento específico para os dias de jogos em mundiais, existe a possibilidade de serem feitos acordos entre empresa e funcionários, a fim de flexibilizar as jornadas de trabalho, evitando desentendimentos.

Em sua 22ª edição, o evento de escala global atrai milhões de espectadores em um clima de celebração por suas seleções. Fora esse clima de união, a competição é responsável por movimentar significativamente a economia local – tendo injetado, quando organizada no Brasil, cerca de R$ 142 bilhões no comércio, indústria e serviços variados.

Apesar de todo esse impacto econômico e a grande expectativa pela atuação da seleção brasileira, qualquer flexibilização na jornada de trabalho com fito específico a assistir aos jogos, deverá emanar de negociações entre as partes, sejam elas coletivas ou individuais, não se tratando, portanto, de uma obrigatoriedade a ser imposta, mas sim de um benefício que poderá ser concedido, caso não impacte negativamente a prestação dos serviços oferecidos. Assim, as empresas que optarem pela flexibilização podem abonar ou, ainda, negociar a reposição das horas não trabalhadas.

Em cada uma das situações, existem cuidados importantes a serem tomados. Assim, caso as partes envolvidas entrem em acordo sobre a compensação das horas, o art. 59 da CLT estabelece que será exigido um acordo individual entre o empregado e o empregador, respeitando as regras definidas legalmente, inclusive, a de não ultrapassar o acréscimo diário de duas horas na jornada de trabalho. Esta firmação pode ser feita verbalmente, caso a compensação ocorra em até um mês, do contrário, deverá ser formalizada por escrito e passar pelo crivo do respectivo sindicato, quando o prazo para compensação extrapolar um ano. Considerando a hipótese de abono, a empresa deverá registrar a justificativa no controle de jornada e se abster de efetuar qualquer desconto.

Em ambos os casos, o empregador poderá liberar o funcionário para que assista ao jogo no lugar em que lhe for mais conveniente – ou ainda, providenciar equipamento e local para que acompanhe as partidas dentro da própria companhia. Neste segundo caso, é importante destacar que, se o funcionário permanecer à disposição do empregador durante todo o tempo do jogo, as horas não devem ser descontadas de sua jornada de trabalho, uma vez que qualquer eventualidade será atendida normalmente.

Importante dizer que, por se tratar de um benefício e não de uma obrigação legal, pode ocorrer de não haver acordo entre as partes, seja pela atividade da empresa e dos serviços prestados, pela negativa da companhia em permitir que assistam aos jogos na sede, ou ainda, a discordância do colaborador sobre o local em que foi autorizado o acompanhamento do jogo. Nestas situações, eventual ausência injustificada é passível de desconto na folha de pagamento do profissional, com a possibilidade, ainda, de ser penalizado com advertências verbais e escritas, ou até suspensões a serem definidas pelo empregador, mediante caso concreto.

Dada a falta de tratativa legal sobre o tema, as circunstâncias serão os verdadeiros julgadores de cada situação acerca do expediente de trabalho durante a Copa do Mundo. Enquanto certas empresas podem liberar seus colaboradores sem prejuízo em suas entregas, outras podem enfrentar um aumento de sua demanda e necessitar de seus times em serviço.

Fora do calendário de feriados nacionais, a disponibilidade profissional e o bom-senso serão os grandes norteadores desta decisão – buscando, ao máximo, um acordo claro e benéfico para ambas as partes, sem espaço para desentendimentos ou problemas judiciais.

 

Isabela Cristina - advogada trabalhista no escritório Marcos Martins Advogados.


Marcos Martins Advogados
https://www.marcosmartins.adv.br/pt/


Por que a transparência é crucial em ataques com ransomwares?

 Luis Corrons - especialista de segurança da Avast, explica por que os líderes empresariais precisam ter a coragem de ser transparentes.

 

Muitas vezes, quando uma empresa sofre um ataque cibernético, os líderes empresariais contornam o problema com uma linguagem vaga e admitem apenas um “incidente cibernético grave”, em vez de dizer a palavra “ransomware” em voz alta. No entanto, quando os líderes empresariais não são transparentes sobre os ataques, isso prejudica a todos nós. 

Os ataques com ransomwares estão crescendo rapidamente, sendo que os ataques contra empresas tiveram um aumento de 24% no segundo trimestre de 2022 em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com a nossa própria pesquisa. É um problema que afeta todas as empresas, grandes ou pequenas, independentemente do setor em que operam. 

Ao não serem transparentes sobre os ataques, as organizações ajudam a mascarar a verdadeira escala e gravidade dessa ameaça. Um grande número de empresas estão mal equipadas para lidar com um ataque, porque não conhecem os riscos reais. A transparência pode ajudar a remediar isso, divulgando informações sobre a frequência desses ataques e também sobre os métodos usados pelos cibercriminosos.

 

Por que a transparência funciona? 

Gangues que utilizam ransomwares dependem do “silêncio” das empresas. Proceder dessa forma omite informações cruciais para que outras empresas e organizações se preparem contra os ataques. Isso pode levar à triste situação, na qual pagar pelo resgate parece ser a opção mais fácil, mesmo quando não há garantia de recuperação dos dados. 

Apesar dos repetidos avisos sobre as consequências, muitas empresas ainda pagam os resgates exigidos. O pagamento do resgate é o que viabiliza a existência dos cibercriminosos e alimenta um ciclo em que cada ataque financia o próximo. 

Ser transparente sobre os detalhes de um incidente ajuda a interromper esse ciclo. Detalhes como a escala de um ataque e como a gangue opera ajudarão outras pessoas a responderem ou até mesmo evitarem tais ameaças. Ser aberto com os clientes e stakeholders, e ter clareza sobre as medidas tomadas para lidar com o problema evitando que aconteça novamente, também pode render recompensas reais às empresas, em termos de reputação.  

Os cibercriminosos acreditam na habilidade de causar confusão e na falta de preparo por parte das empresas. Os ataques costumam ser o último passo numa cadeia de eventos, que começa a partir de uma má organização da empresa-alvo. Essas gangues são oportunistas e atacam as vulneráveis. A preparação pode reduzir o impacto dos ataques ou até mesmo eliminá-los completamente. As empresas que possuem backups online e offline, e que permanecem disciplinadas em usá-los, são altamente resistentes às ameaças dos cibercriminosos. As empresas precisam fazer disso parte das suas principais práticas de negócios.

 

Respondendo a um ataque 

As primeiras horas de resposta a um ataque de ransomware são críticas, quando se trata de minimizar os danos. Ter um plano de resposta a incidentes é fundamental para poder responder rapidamente, e os líderes de negócios precisam escolher os funcionários certos para fazer e executar o plano de contingência. Essas  mesmas pessoas, que nem sempre são boas em criar planos detalhados, são as melhores para o “combate a um incêndio”, isto é, quando há um incidente cibernético. 

Em geral, quanto mais os funcionários entenderem os conceitos básicos sobre os ransomwares (o que são, como os ataques acontecem, quais são os riscos), melhor. Mas as empresas também precisam ter uma equipe especializada, que seja “responsável” por responder. Nas primeiras horas e dias após um ataque, você precisará de pessoas capacitadas para solucionar os problemas e identificar as causas das questões. Encontre essas pessoas e inclua-as como parte de sua equipe de resposta a incidentes. 

Execute pré-testes e analise o máximo que puder, como preparação para um futuro ataque. Defina e documente os processos que você colocará em ação, caso ocorra um incidente e execute simulações. Isso o ajudará a destacar os problemas, com seu plano. 

No passado, muitas vezes, as empresas não conseguiam ter uma visão holística da infraestrutura de TI e apenas conseguiam “tapar buracos”, quando eles apareciam. A 'engenharia do caos' — onde você experimenta a sua infraestrutura de TI como um todo, para descobrir os efeitos de interrupções futuras —, pode ajudar as empresas a ampliar os pontos fracos e lidar com eles antes que sejam explorados por cibercriminosos. 

Também vale a pena investir numa ferramenta de gerenciamento de incidentes, caso o pior aconteça, para ajudar a coordenar todos os diferentes departamentos e auxiliar na centralizar as informações.

 

A transparência e suas recompensas 

A comunicação e as pessoas são fundamentais para lidar com um incidente desse tipo, antes, durante e depois. E, por isso, é tão importante que os líderes empresariais tenham a coragem de ser totalmente transparentes sobre os ataques com ransomwares, para capacitar as organizações em todo o mundo com as informações necessárias para estarem preparadas. A longo prazo, isso ajudará a acabar com essas gangues para sempre. 

A clareza produz resultados imediatos para uma organização, ajudando a traçar uma linha sob o incidente e em termos de reputação. Envolver-se proativamente com os clientes e as partes interessadas, além de ser totalmente transparente sobre o ataque desde o primeiro dia, ajuda a reconstruir a reputação e fornece informações que serão essenciais para ajudar outras empresas no combate contra essas ameaças. A transparência deve estar no centro de todas as respostas aos ransomwares.

 

Avast
www.avast.com


Contratação de fim de ano: Especialista dá dicas para os candidatos

De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), 95 mil oportunidades temporárias deverão ser abertas

 

Com a chegada do final do ano e um calendário repleto de datas comemorativas, copa do Mundo, Black Friday  e em seguida, Natal e Ano Novo, os setores varejistas e de serviços já vem se preparando para a contração de novos profissionais. Apesar de o período trazer expectativas para quem está à procura de uma oportunidade de trabalho, um levantamento recente feito pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), mostra que a oferta de vagas deverá ser menor este ano.

Conforme a pesquisa, aproximadamente 95 mil oportunidades temporárias deverão ser abertas no país até dezembro. O levantamento ainda aponta que a maioria das contratações será sem carteira assinada, sendo 70%, duração média do contrato de 3 meses e 16% das oportunidades em efetivações.

Para André Minucci, Mentor de Empresários e CEO da empresa Minucci RP, apesar das vagas serem temporárias, existe, sim, a possibilidade de efetivação, para os desempregados. “O funcionário tem que mostrar interesse, entusiasmo, além de ser proativo, atender bem o cliente, entre outras qualidades”, aponta.

Apesar de os números de contratação serem menores, a expectativa é que o setor varejista tenha boas vendas. As principais funções temporárias serão: comércio, vendedor, ajudante e balconista, com salário estimado médio em R$ 1.500 mensais. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de desempregados no 2 trimestre de 2022 chega a 10,1 milhões de pessoas, e as datas de final do ano são uma grande oportunidade para quem está procurando empregos e mudar esses números.  

 

Como se preparar para entrevista

O ideal é o candidato comparecer em alguns shoppings, ou frequentar até as lojas da região central da cidade, para identificar os locais que estão contratando.  Outra opção é ir até o Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), para conhecer as oportunidades disponíveis e se inscrever nas vagas que se encaixem no perfil.

“As vagas temporárias podem abrir portas, e é uma boa maneira de se recolocar no mercado de trabalho, principalmente os jovens que estão buscando o seu primeiro emprego”, destaca André. Conforme o empresário é importante o candidato ficar atento nos sites e nas redes sociais das lojas para se inscrever em processos seletivos, além de ter um currículo atualizado e se preparar para boas entrevistas.

Atualmente, muitas empresas estão buscando em seus processos seletivos novas habilidades profissionais, as chamadas "habilidades comportamentais" (Soft Skills), como a inteligência emocional, ou seja, saber lidar e se adaptar a certas situações e principalmente, conviver com outras pessoas dentro da empresa. A dica é trabalhe bem em equipe, resolva problemas e tenha a capacidade de aprender.

Outro papel também muito importante que as empresas buscam nos colaboradores, são as hard skills, técnicas e conhecimento adquiridos ao longo da graduação, como cursos, ou um novo idioma. “Essas são algumas das habilidades que despertam um interesse dos recrutadores”, explica Minucci.

“Para quem está buscando emprego nesta época, é não desistir de encaminhar os currículos, uma hora ou outra, alguma empresa entrará em contato”, finaliza André. 

 

minuccirp.com.br

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Divisão de Mídia da Kantar apresenta cinco tendências e previsões de mídia que vão marcar 2023

Nova edição do estudo Media Trends & Predictions destaca a diversificação de canais e novos comportamentos do consumidor

 

A divisão de mídia da Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, acaba de lançar o Media Trends & Predictions 2023, sua previsão anual de como o cenário da mídia evoluirá globalmente no próximo ano. Dessa vez, o material se concentra em cinco tendências para o setor. São elas: o futuro da visualização, o impacto da inflação, evolução do uso de dados, desenvolvimento de novas tecnologias de mídia e o caminho para o zero líquido. 

O relatório fornece uma visão definitiva das próximas tendências do setor de mídia usando os dados da Kantar, juntamente com previsões baseadas em evidências e pontos de vista de especialistas. Os insights ajudarão produtores de conteúdo, como emissoras e plataformas de video on demand – e as marcas a navegar em 2023 e planejar o futuro. 

Segundo Adriana Favaro, Diretora Comercial de Desenvolvimento de Negócios da Kantar IBOPE Media, “prevemos um ano cheio de desafios e oportunidades para a indústria de mídia. À medida que os preços globais sobem, impactando os gastos do consumidor e os custos de publicidade, o planejamento de campanhas pode ser otimizado por meio do uso de dados e insights. De soluções pós-cookie a um melhor planejamento de campanha, os dados são nosso combustível – mas seu uso está mudando. 2023 está programado para entregar uma série de novas tecnologias repletas de potencial”.

 

O Futuro da Visualização 

Uma das tendências de 2022 foi a diversificação dos modelos de negócio. As plataformas de assinatura de Vídeo Sob Demanda (SVOD) sentiram o pós-lockdown e a inflação de preços e, consequentemente, começaram a explorar novos meios comerciais. As estratégias de fornecimento de conteúdo também se diversificaram. Este ano trouxe um novo equilíbrio entre Vídeo Nativo Sob Demanda (VOD) e televisão linear, ajudado pelo crescimento da TV Conectada e da entrega de conteúdo pela internet. 

O Media Trends & Predictions 2023 aponta que os profissionais de marketing continuarão investindo em vídeo online, streaming e mídias sociais. Mas, com novos canais chegando, os orçamentos – e as audiências – se dividirão ainda mais. O mercado, por sua vez, se afastará das estratégias de lançamento de uma só vez e da compulsão por novos conteúdos para maximizar as receitas.

 

O Impacto da inflação 

A mídia e o marketing não escaparam dos impactos inflacionários causados pela pandemia de Covid-19. Três resultados claros despontam deste cenário: a redução no poder de compra do consumidor, o aumento nos gastos da mídia de assinatura, e a alta dos custos de publicidade em determinados canais. 

Dados do Media Trends & Predictions 2023 ainda apontam que este é o momento certo para investir, uma vez que os consumidores estão aceitando mais a publicidade, e como os custos crescentes estão tornando o conteúdo financiado também mais palatável, o momento deve ser adequado para introduzir camadas financiadas para limitar a rotatividade sensível ao preço.

 

Evolução do Uso de Dados 

Em 2022, o Google anunciou outra prorrogação de prazo antes de acabar com os cookies de rastreamento de terceiros. Agora, a data de desligamento está marcada para a segunda metade de 2024. 

Embora o Google tenha dado mais tempo para as empresas se prepararem, ele não deve ser desperdiçado. Os profissionais de marketing devem se preparar para um cenário pós-cookie experimentando sistemas de segmentação baseados em proxy e publicidade contextual.

 

Desenvolvimento de Novas tecnologias 

Uma série de tecnologias ganharam força ao longo de 2022. Uma delas foi a TV Conectada, que atingiu seu auge em penetração e utilização. Dados do estudo da Kantar IBOPE Media mostram que, no Brasil, a inserção do eletrônico mais do que dobrou em quatro anos para 57% dos lares. 

Para 2023, além de facilitar novas formas de publicidade, como a exibição de anúncios em telas e menus domésticos, as TVs Conectadas estão preparadas para desenvolver capacidades de publicidade endereçável e expandir seu alcance. A previsão é que o setor cresça quase US$ 30 bilhões até 2024. 

 

O Caminho para o Zero líquido 

Este foi mais um ano de recordes de ondas de calor, secas e inundações, causando impactos em cascata que são cada vez mais difíceis de administrar. Em resposta, os setores de mídia e marketing estão tentando reduzir o impacto de carbono do desenvolvimento, produção e execução de publicidade a um zero líquido. 

Os consumidores também estão dispostos a fazer sua parte. De acordo com o Media Trends & Predictions 2023, metade da população global diz estar preparada para investir tempo e dinheiro para apoiar as empresas a fazer a coisa certa, e 42% deixaram de comprar produtos e serviços devido ao seu impacto ambiental.

  

Kantar IBOPE Media

www.kantaribopemedia.com


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