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quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Hora do Banho: 3 dicas para manter duchas e chuveiros sempre limpos e com boa performance

O povo brasileiro é o que mais toma banho no mundo, com uma média de até 12 por semana. E para aproveitar esse momento de maneira segura e relaxante, é preciso cuidar bem das duchas e chuveiros, mantendo-os limpos, aumentando a qualidade do banho. Por isso, Ronaldo Ruas, especialista de processos da Deca, apresenta três dicas que vão deixar esse momento de relaxamento ainda melhor.

A primeira dica serve para quem tem uma ducha ou chuveiro relativamente novos, mas com a saída de água comprometida por leves entupimentos, gotejamentos ou redução parcial do fluxo: primeiro, separe um saco plástico com tamanho adequado para cobrir toda a tampa do chuveiro.

“Adicione algumas gotas de detergente, um copo de vinagre branco e outro de água para diluição dentro deste saco. Com a ajuda de uma fita ou barbante, amarre o saco com a solução na ducha, fazendo com que o líquido entre em total contato com os buraquinhos de saída de água. Dessa maneira, a sujeira e o acúmulo de minerais presentes irão se dissolver. Após algumas horas, retire o saco, ligue o chuveiro e deixe a água quente terminar o trabalho. Pronto! Nada mais de jatos difusos ou pouca água saindo do seu chuveiro”.

A técnica para limpezas mais profundas pede a retirada da parte inferior da peça, que pode ser feita de maneira simples. Ideal para casos em que a manutenção da ducha não é feita há muito tempo e a dica anterior não é mais efetiva.

 “Para começar, reúna meio copo de vinagre branco, meio copo de suco de limão em uma bacia e adicione um ou dois copos água até cobrir a peça - ácidos naturais, como os do limão e do vinagre, ajudam a decompor e eliminar minerais e germes que normalmente se proliferam em ambientes úmidos. Lembre-se de manter a parte removida da ducha ou chuveiro a fim de que fique totalmente submersa na solução. Após uma hora, esfregue os furinhos de saída de água com uma escova macia, similar as de dentes. É possível que, para minerais solidificados há mais tempo, seja necessária a utilização de uma agulha fina para desobstrução total. Enxague e acople novamente a tampa. Por fim, deixe a água quente correr por alguns minutos para finalizar a limpeza”.

Ronaldo dá ainda uma última dica. “Depois da limpeza interna, é hora de deixar a parte externa combinando, da maneira mais simples possível. Pegue um pano limpo e seco, adicione apenas com algumas gotas de álcool 70% ou limpador multiuso de sua preferência. Passe por toda a área do chuveiro, inclusive na mangueira do chuveirinho, quando houver. Em seguida, remova os excessos com um pano úmido, secando posteriormente a superfície com um pano limpo e seco.  O importante é dar a atenção aos detalhes e evitar utilizar esponjas e panos abrasivos. Repita o procedimento a cada duas semanas, lembrando sempre de antes efetuar a manutenção desligar a energia elétrica ou o disjuntor do seu chuveiro no quadro de distribuição, evitando riscos e choques”, finaliza.

  

Fonte: Dexco por meio das marcas - Deca, Portinari, Hydra, Duratex, Ceusa, Durafloor e Castelatto


Especialista da Bella Janela dá dicas de como limpar as cortinas de sua casa

Tatiana Hoffmann, gerente de produtos da Bella Janela, aponta a importância dos cuidados para preservar a duração dos itens 

 

Você sabia que higienizar seus produtos de forma correta ajuda a manter a qualidade deles? Pensando nisso, Tatiana Hoffmann, gerente de produtos da Bella Janela, elencou 7 dicas sobre todo o processo de lavagem de cortinas dos mais variados tipos de tecidos.

“As cortinas fazem toda a diferença na decoração do ambiente, por isso, é indispensável que estejam em sua melhor versão, e nada mais justo do que mantê-las higienizadas e limpas”, comenta Tatiana.


Confira as dicas da especialista: 

 1 - É recomendado que a lavagem das cortinas seja feita ao menos 2 vezes por ano, exceto em situações de força maior. 

 2 - Prenda os ilhoses com um barbante para preservá-los, evitando assim a quebra. Caso não seja possível, uma dica é utilizar uma fronha para maior proteção, inserindo toda parte deslizante dentro da mesma.

 3 - Caso seja possível, prefira lavar a cortina à mão ou na função delicada da máquina de lavar. 

 4 - Toda cortina pode ficar de molho, principalmente se estiver muito suja. É recomendado ao menos 40 minutos de molho na água fria com sabão em pó. 

 5 - Para melhor caimento das cortinas no processo de secagem, sugerimos colocá-las para secar em seu próprio varão ou trilho (lembre-se de usar essa técnica apenas em dias quentes).

 6 - Para cortinas feitas em PVC 100%, geralmente blackouts, basta um pano úmido para a limpeza, estas não podem ser levadas à máquina. 

 7 - A manutenção da limpeza entre as lavagens, pode ser feita com um pano levemente úmido. 

Tatiana ressalta que levando em consideração essas dicas, a vida útil do produto pode ser maior. "É importante seguir todas as instruções aplicadas a cada tecido, assim, não corremos o risco de inutilizar uma peça duradoura, atente-se sempre a indicação de lavagem nas etiquetas costuradas às peças”, conclui.


10 ferramentas essenciais para quem mora sozinho: dicas para montar seu toolkit pessoal

Joabson Lima, montador de móveis afiliado à plataforma online de serviços domésticos Parafuzo, compartilha sua lista pessoal de ferramentas indispensáveis

 

Morar sozinho traz um grande número de vantagens, como a liberdade de decorar tudo do seu jeitinho, de poder escolher a hora de lavar a louça e arrumar a bagunça, e, por que não, de poder cantar alto e desafinado sem ninguém reclamar (salvo os vizinhos). Mas, apesar de todos esses benefícios, não ter uma companhia sob o mesmo teto também pode trazer muitos desafios, especialmente quando é a primeira vez que alguém administra um lar. 

Uma das maiores dificuldades na hora de cuidar da residência é a realização de pequenas tarefas que, quando acumuladas, podem dar uma grande dor de cabeça ao novo ‘dono de casa’. Trocar uma lâmpada, mudar a resistência do chuveiro, pendurar algo na parede, montar um móvel, etc, são habilidades que vão facilitar muito a rotina de quem mora sozinho, e, para que essas pequenas tarefas sejam realizadas, o morador vai precisar de alguns itens-chave. 

Joabson Lima, montador de móveis afiliado à Parafuzo – plataforma online que oferece serviços de limpeza e montagem de móveis de maneira prática e segura –  tem mais de 10 anos de experiência na profissão e compartilha com a gente as ferramentas essenciais que todo mundo deve ter em seu kit pessoal!

Martelo: Você não pode deixar de ter um martelo se quiser pregar qualquer coisa na parede. “E, se você optar pelo modelo com a cabeça bifurcada, ele também pode servir para extrair pregos”, explica.

Chave de fenda e chave phillips: A chave de fenda tem uma ponta reta e plana e a chave phillips tem uma ponta fina em formato de cone. Elas são fundamentais para montar móveis e apertar ou folgar parafusos. Joabson dá uma dica de ouro: “Recomendo comprar modelos com cabo emborrachado e pontas magneticas/imantadas, isso porque a presença do ímã facilita o trabalho em locais de difícil acesso, não deixando o parafuso cair tão facilmente”.   

Parafusadeira sem fio: Uma parafusadeira sem fio pode facilitar muito a sua vida na hora de instalar prateleiras, quadros, televisores, etc. “Dê preferência aos modelos mais leves e nunca esqueça de ler o manual de instruções”, recomenda o especialista.

Estilete: “O estilete é indispensável para cortes mais retos e precisos”, conta. Vale a pena investir em um modelo de boa qualidade e é sempre bom ter lâminas extras em mãos.

Base Para Corte: Uma superfície para corte é essencial para evitar danos na sua mesa ou no seu piso na hora de usar o estilete. Joabson ressalta: “Não é algo que todo mundo pensa na hora de montar sua caixa de ferramentas, mas evita problemas futuros”.

Alicate universal: O alicate não serve apenas para apertar parafusos, porcas e remover pregos. “É possível também cortar e dobrar arame, além de puxar e juntar fios”, complementa. 

Fita isolante: A fita isolante é essencial para pequenos trabalhos elétricos e hidráulicos. “Com ela é possível evitar problemas graves como um curto-circuito ou tapar temporariamente um vazamento no encanamento”.

Chave inglesa: É muito útil para segurar ou torcer objetos muito apertados, como porcas e fixadores. Joabson recomenda: “Dê preferência a uma chave ajustável, que pode se adequar a utensílios de vários tamanhos”.  

Trena: A trena é fundamental para medir móveis, paredes e pisos com precisão. 

Escada: Importantíssima não apenas para auxiliar na hora de fazer reparos, mas para trocar lâmpadas, alcançar prateleiras mais altas e até limpar os cantinhos do teto. “Sei que não é uma ferramenta e não caberá no seu toolkit, mas fará ajudará muito a sua vida em qualquer reparo doméstico”, finaliza Joabson. 

E nunca se esqueça: antes de começar a furar ou quebrar, é importante dar aquela olhada nas plantas elétrica e hidráulica do apartamento ou da casa para evitar um possível desastre!


5 dicas para decorar o seu lavabo

Por mais que não pareça um cômodo tão importante, é sempre bom pensar na melhor forma de montar um lavabo; a arquiteta Luciana Patriarcha lista as principais dicas

 

Com o passar do tempo, encontrar um novo lar ou fazer algumas reformas têm sido uma boa forma de trazer novos ares para os moradores e fazer com que eles se sintam bem em casa. Para se ter ideia, uma pesquisa do Datafolha mostra que, um em cada três brasileiros têm a intenção de mudar de residência até 2023. Além disso, mesmo em meio a pandemia, um levantamento feito pelo aplicativo GetNinjas, mostrou que as reformas residenciais aumentaram 57% em 2020. E o fato é que as mudanças em casa não precisam ser gigantes, podem começar em cômodos pequenos como os lavabos.  

De acordo com a arquiteta Luciana Patriarcha, por mais que lavabos sejam cômodos menores, é importante planejar ele de uma forma que os moradores gostem. “Como, em sua maioria, o lavabo é um ambiente pequeno, o maior desafio é deixá-lo o mais amplo possível e ousado na medida certa, sem que fique aquela sensação de ambiente claustrofóbico e com informações demais. Para ampliar o ambiente, busco sempre que possível criar linearidade, utilizar a pedra da bancada na extensão toda da parede, espelhos, que não precisam ser necessariamente na parede toda, cores claras e pouca ou nenhuma marcenaria. A iluminação faz toda a diferença no projeto, deixando o ambiente mais moderno e sofisticado”, explica. 

Muitas pessoas pensam que os lavabos são simples, mas a verdade é que ele também pode se tornar um ambiente sofisticado dentro da sua casa. “O que eu sempre recomendo é que a chave para um ambiente sofisticado é a utilização de itens de qualidade. Investir em bons metais, que não vão descascar, arranhar, principalmente se forem com cores, preto, dourado ou rosê. Alguns metais de qualidade inferior tem um banho, que às vezes é fosco e arranham, acabando com a satisfação do projeto. O ideal são metais de qualidade, que vão ter boa durabilidade, e se manterão bonitos e brilhantes. É importante investir tanto em mão de obra quanto em materiais de qualidade, mas a prioridade deve ser quem está trabalhando na obra, já que um trabalho mal feito pode tirar a qualidade dos materiais”, complementa.

 

Além disso, a arquiteta lista algumas dicas para montar o seu lavabo da melhor forma. Confira:

 

1. Não existe estilo para um lavabo 


“O lavabo é um ambiente onde se pode ousar, porque não é um local frequentado sempre pelos moradores e é mais utilizado pelas visitas. É um ambiente onde podemos pesar um pouco mais a mão, mesclar um papel de parede com revestimento. Mesmo sendo um ambiente pequeno, é possível, com coesão, trazer mais ousadia e impacto para quem entra no lavabo. Cada pessoa tem um estilo próprio e o lavabo pode ser diferente do restante da casa, podendo destoar da casa”, diz Luciana. 

 

2. Fique atento às cores

“As cores escolhidas para um lavabo vão muito da escolha do cliente. Uma boa opção é um projeto com uma proposta mais clean, utilizando do dourado e branco. Pode-se combinar uma parede de porcelanato com um papel de parede dourado. Para trazer um pouco mais de cor, os acessórios podem ser rosé. Podem ser feitas uma construção ousada de cores, raramente usada. Isso deixa o ambiente moderno e sofisticado, ao mesmo tempo que mantém a intenção clean”, completa. 

 

3. Pense nos detalhes 


"Por conta do lavabo ser um ambiente pequeno, é importante que as pessoas não optem por grandes espelhos que ocupam a parede toda, já que não combinaria com as dimensões do ambiente. Uma boa opção para os lavabos são os espelhos redondos sustentados pela cinta. Além disso, uma pia inserida na parede toda, de forma linear e com o recurso de uma torneira lateral, é uma ótima opção para sair do convencional e trazer versatilidade ao ambiente”, ressalta a arquiteta.

 

4. Aplique a técnica Feng Shui no seu lavabo 


“A base do Feng Shui é a energia vital, então podemos entender que essa técnica equilibra a energia vital dos ambientes de uma casa. No Feng Shui, o que fica aberto sem necessidade é um desperdício de energia, então a dica principal é manter a porta do lavabo, a tampa do vaso sanitário e o ralo sempre fechados. Além disso, ao escolher o cesto de lixo, é importante optar por um modelo com tampa, pois o lixo emite más vibrações. Sendo assim, evite deixá-lo aberto também. Outra dica importante é manter o ambiente aromatizado. O ideal é buscar óleos essenciais e fugir de aromas artificiais, assim criamos conexões positivas”, diz.

 

5. Não se limite ao porcelanato


“Como o lavabo é um ambiente pequeno, sem área molhada, não é necessário porcelanato em todas paredes. É possível colocar papéis de parede, revestimentos, pintura, painel ripado e itens de madeira, por exemplo. Essa versatilidade possibilita um ambiente de criatividade e ousadia, mesmo sendo importante não exagerar na quantidade de informação do ambiente”, conclui Luciana Patriarcha. 

 

Luciana Patriarcha - formada em arquitetura e urbanismo, especialista em interiores, psicoarquitetura e pós graduada em arquitetura comercial. A especialista desenvolve projetos residenciais e comerciais. Por meio dos projetos, sempre busca função, conforto e estética com um toque especial para cada cliente. Luciana também preza por meios sustentáveis/ecológicos para agregar aos projetos.
https://www.instagram.com/luciana.arqui/

Exposição promove conscientização sobre fissura labiopalatina na Estação Higienópolis-Mackenzie da Linha 4-Amarela

  • Mostra ficará à disposição dos passageiros durante o mês de novembro
  • Doença congênita pode afetar a formação do lábio e/ou céu da boca (palato) durante o período gestacional



Durante o mês de novembro, quem transitar pela estação Higienópolis - Mackenzie, na Linha 4-Amarela, poderá visitar a exposição “Há sorrisos que mudam vidas”. A mostra, que tem por objetivo chamar atenção para fissura labiopalatina, doença congênita que pode afetar a formação do lábio e/ou céu da boca (palato) durante o período gestacional, é uma parceria da Smile Train, maior organização do mundo dedicada à causa da fissura labiopalatina, com a ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô.

A exposição faz parte da campanha de conscientização da Smile Train, que visa reforçar a importância do tratamento multidisciplinar, para que, cada vez mais, as pessoas tenham o acesso à informação e saibam onde e como procurar ajuda. Segundo a organização, muito além de uma questão estética, crianças com a condição, quando não tratadas, podem ter dificuldades para comer, ouvir, falar e até respirar, além de sofrer bullying e exclusão social.

Quem circular pelos 20 painéis poderá ver sorrisos e vidas transformadas por meio de um cuidado adequado. “Queremos alcançar pessoas com fissura labiopalatina que, por diversas razões, não tiveram a oportunidade de ter um tratamento adequado. Toda pessoa com fissura labiopalatina precisa de um acompanhamento multidisciplinar que envolve diversos especialistas e profissionais de saúde, como, por exemplo, fonoaudiólogos, ortodontistas e nutricionistas. O nosso intuito é um só: que elas possam ter uma vida plena, saudável e produtiva”, explica Rafael Custódio, diretor da Smile Train Brasil.

“Exercemos a responsabilidade social, um dos valores da concessionária, ao receber exposições como esta, que promove saúde ao disseminar informações de extrema relevância à população”, diz Juliana Alcides, gerente executiva de Comunicação e Sustentabilidade da ViaQuatro.



Serviço:

Exposição “Há sorrisos que mudam vidas”
Onde: Estação Higienópolis-Mackenzie da Linha 4-Amarela
Quando: até 30/11

Brasil está entre os 10 países com mais nascimentos prematuros

Crédito: Marieli Prestes/Hospital Pequeno Príncipe
A Organização Mundial da Saúde estima que, no mundo, mais de um milhão de bebês percam a vida todos os anos por causa da prematuridade 

 

A Organização Mundial da Saúde estima que, no mundo, mais de um milhão de bebês percam a vida todos os anos por causa da prematuridade. Segundo o Ministério da Saúde, a cada dez minutos, seis bebês prematuros nascem no Brasil, o que corresponde a mais de 340 mil casos por ano. Isso coloca o país em décimo lugar no ranking mundial dos que mais registram nascimentos antes do tempo, ou seja, antes das 37 semanas.

A pequena Heloísa, agora com 5 meses, faz parte dessa estatística. Ela nasceu com 27 semanas e com 930 gramas por conta de um quadro de eclampsia gestacional que sua mãe, Thays Cristine Alves Valente, teve. “Na gestação do meu primeiro filho, eu já tinha tido pré-eclampsia e, quando descobri a gravidez da Heloísa, também tive essa preocupação justamente por saber que poderia ter de novo. Eu fiz acompanhamento pré-natal desde o início da minha segunda gestação, mas mesmo assim minha pressão ficou muito alta”, relata Thays.

A eclampsia é uma consequência da pré-eclampsia, doença que acontece devido à elevação da pressão arterial e que está entre os principais motivos da prematuridade. Por colocar em risco a vida da mãe e do bebê, o parto acaba sendo adiantado, como no caso de Heloísa. “Eu estava acompanhando e fazendo o tratamento para pré-eclampsia, até que um dia senti uma pressão muito forte na cabeça, fui para o hospital, e tinha evoluído para eclampsia. Como estava afetando a Heloísa, os médicos fizeram uma cesárea de emergência”, lembra a mãe.

Com 44 dias de vida, a menina precisou ser transferida para o Hospital Pequeno Príncipe – referência nacional também no atendimento multiprofissional de prematuros e recém-nascidos complexos – para investigar uma distensão abdominal. Ela foi diagnosticada com obstrução intestinal e passou por cirurgias. Heloísa teve alta no início de novembro, e a mãe, além da alegria pela recuperação, carrega também o sentimento de gratidão. “Ela é uma prematura extrema e ainda vai precisar de muito acompanhamento, então sempre estaremos pelo Hospital em consultas, mas ela já passou por muitas coisas e deu passos gigantes. Sou muito grata por todo o cuidado de todos os profissionais, e esse cuidado não é só com os pacientes, mas com todos os familiares também”, finaliza Thays.


Principal causa da mortalidade infantil

Por conta de histórias como a da Heloísa, o Pequeno Príncipe, maior hospital exclusivamente pediátrico do país, reforça neste 17 de novembro, lembrado como o Dia Mundial da Prematuridade, a importância da realização do acompanhamento pré-natal com qualidade, pois isso é fundamental para a redução da taxa de nascimentos prematuros, o que impacta diretamente também a redução da mortalidade infantil. “Muitas vezes, o parto prematuro acontece de forma inesperada, sem sinais ou sintomas. Fatores como infecções durante a gestação e hipertensão arterial podem gerar esse nascimento antes do tempo. Por isso é tão importante um pré-natal rigoroso, pois durante esse acompanhamento podemos identificar situações de risco que podem ser cuidadas e até mesmo evitar o parto prematuro”, enfatiza Silmara Aparecida Possas, neonatologista e gerente das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Pequeno Príncipe.

Se, durante o pré-natal, for identificada a possibilidade do nascimento prematuro, o obstetra também consegue planejar para que isso aconteça em centros especializados, capazes de proporcionar toda a assistência necessária e diminuir os riscos para a saúde do bebê. “Todos os prematuros precisam de um acompanhamento intensivo com uma equipe multiprofissional, pois a imaturidade dos órgãos, principalmente pulmões, coração, intestino, rim e cérebro, necessita de tratamento com especialistas para suportar o desenvolvimento fora do útero. E quando o nascimento deles acontece em locais especializados, não é necessário realizar o transporte desse paciente até outra instituição, evitando ainda mais os riscos para sua saúde e desenvolvimento”, explica a especialista.

O tempo de internamento de cada prematuro varia caso a caso e conforme o seu desenvolvimento, mas após a alta os cuidados e acompanhamentos com diferentes especialistas continuam. “O prematuro é um ser fantástico, porque ele tem uma energia intrínseca muito grande. E mesmo ficando internado por três, quatro, cinco meses, esse bebê vai precisar de acompanhamento por um período de pelo menos dois anos. É necessário sempre passar por diferentes avaliações oftalmológicas, pulmonares, gastrointestinais, renais, além de reabilitações com fisioterapia e fonoaudiologia, por exemplo. Nós sempre vamos querer que esses bebês tenham qualidade de vida”, finaliza Silmara.

 

A UTI Neonatal do maior hospital exclusivamente pediátrico do Brasil

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Pequeno Príncipe é voltada exclusivamente para bebês recém-nascidos ou prematuros que necessitem de cuidados intensivos e tratamentos especializados. A UTI tem 20 leitos, todos capacitados para atendimento de bebês de alto risco e de alta complexidade em casos de doenças de difícil diagnóstico ou por malformações, alterações de esqueleto e cutâneas.


Dia da tuberculose: número de casos aumentaram durante a pandemia da COVID-19

Especialistas explicam as causas, sintomas, tratamentos possíveis e a importância do diagnóstico precoce 

 

A tuberculose é frequentemente vista como uma doença do passado. No entanto, é uma das mais infecciosas do mundo. Durante a pandemia, de acordo com o Ministério da Saúde, o número de casos da doença cresceu e estima-se que 10,6 milhões de pessoas ficaram doentes por tuberculose em 2021, um aumento de 4,5% em relação a 2020, registrando números acima da média de 6 milhões de novos casos em todo o mundo.  

Dia 17 de novembro é celebrado o Dia Nacional do Combate à Tuberculose, que tem o objetivo de alertar a população para a prevenção e o tratamento da doença, quarta maior causadora de mortes entre os males infecciosos no País. De acordo com relatório publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil ocupa a 20ª posição entre os locais com maior incidência de transmissão.  

Mas como a enfermidade surge? A doença é causada por uma bactéria (Mycobacterium Tuberculosis) que afeta com mais frequência os pulmões, mas pode infectar qualquer parte do corpo, incluindo os ossos e o sistema nervoso.  

De acordo com o pneumologista do Hospital São Francisco de Brasília, Eduardo Cartaxo, a tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria e tem como sintomas: tosse seca com presença de secreção, cansaço excessivo, fraqueza, palidez, rouquidão e febre. O especialista destaca que os sintomas da doença podem ser confundidos com outras enfermidades, por isso é importante ficar sempre atento.  

“A Tuberculose hoje é de mais fácil diagnóstico e tratamento, o que não acontecia no passado. O diagnóstico depende do órgão acometido. A forma mais comum é a Tuberculose pulmonar diagnosticada com exame de ‘escarro’. Pessoas com tosse há mais de 3 semanas, com catarro e/ou sangue devem fazer avaliação médica e exames necessários. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico e o tratamento, mais eficaz e menor a possibilidade de transmissão da doença”, destaca o especialista.  

De acordo com o infectologista do mesmo hospital, Henrique Marconi, a doença é transmitida pelo ar, de pessoa para pessoa, quando o indivíduo infectado tosse, fala, cospe ou espirra. Marconi conta ainda como é o período de recuperação e que sim, a doença tem cura se todas as recomendações forem seguidas e o acompanhamento realizado.  

“O tratamento para tuberculose sem complicações leva, no mínimo, seis meses e, na maior parte dos casos, é feito com quatro antibióticos de primeira linha. Quando os pacientes são resistentes a esses antibióticos, considera-se que eles tenham desenvolvido a TB-MDR (tuberculose multirresistente a medicamentos)”, finaliza o médico do Hospital São Francisco de Brasília.


Herpes-zóster: lesões localizadas que comprometem qualidade de vida

A doença nada tem a ver com a ferida do canto da boca

               Médica relembra importância de vacinar adultos e idosos

 

“É preciso que as pessoas entendam que o vírus da herpes-zóster não é o mesmo que causa aquela feridinha na boca. Não é. Herpes-zóster é o mesmo vírus que o da catapora. Essa doença, geralmente, acomete pessoas mais velhas, não se espalha pelo corpo, e os locais mais atingidos são os caminhos dos nervos, que chamamos de plexos neurais. É um vírus latente, ou seja, ele não some do organismo e fica adormecido em um dos nossos nervos. Quando nossa imunidade cai, ele pode aparecer”, explica a Dra. Ana Paula Moschione Castro, médica alergista e imunologista pela USP.

Conhecido popularmente como ‘cobreiro’, o herpes zóster é uma infecção de pele, mas com grande comprometimento da qualidade de vida. Os principais sinais da doença são vesículas - pequeninas bolhas que fazem casca - acompanhadas de dor intensa, podendo ainda causar febre, mal-estar e cansaço. Em casos raros, pode levar a óbito.

À medida que envelhecemos, ou em situações que nosso sistema imunológico fica fragilizado (por estresse, má alimentação ou alguma doença preexistente), aumenta a possibilidade de ativação destes vírus e o desenvolvimento da doença, que tem uma grande preferência pelo trajeto de nervos e comprometimento da pele, podendo ter como sequela uma importante dor, conhecida como neurite herpética. “É importante repetir que a doença causa lesões mais localizadas, ou seja, elas não se espalham pelo corpo”, diz Dra. Ana Paula, que também é diretora da Clínica Croce, centro de infusões e de vacinação de adultos e crianças.

Prevenção – Já existe vacina para a prevenção da herpes-zóster, produzida com vírus inativado, são necessárias duas doses. Ela está liberada para pessoas a partir dos 50 anos de idade ou para quem tem comprometimento imunológico e risco aumentado para desenvolver herpes-zóster. Essa vacina tem elevado perfil de eficácia e segurança. E está recomendada mesmo para aqueles que já desenvolveram a doença.

“Normalmente, as pessoas só lembram de vacinas para crianças. É preciso mudar este pensamento é lembrar que, para um envelhecimento saudável, além da vacina contra a herpes-zóster, é importante que o calendário vacinal de adultos e idosos esteja em dia para evitar complicações de doenças graves como hepatites, meningites, HPV e tétano.”, complementa a médica.

 

Clínica Croce  

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Desafio do cotonete é brincadeira perigosa

Médico especialista em Pneumologia explica que fumar cotonete pode desencadear doenças respiratórias graves

 

Volta e meia aparecem “brincadeiras” com uma boa dose de perigo nas redes sociais. Dessa vez, o jogo da moda é o “desafio do cotonete”, no qual jovens são incentivados a acender um cotonete e tragar a fumaça, da mesma forma que acontece com um cigarro comum. Esse desafio se espalhou pelo Brasil e por países como França e Portugal, mas pode trazer riscos graves à saúde.

De acordo com Gleison Marinho Guimarães, médico especialista em Pneumologia pela UFRJ e pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), fumar um cotonete pode desencadear doenças respiratórias graves. “A combustão do plástico e do algodão gera substâncias tóxicas que vão direto para o pulmão e podem causar doenças, como traqueíte, bronquiolite, bronquite, pneumonia de hipersensibilidade, além do risco de queimaduras da via aérea e queimadura labial e na boca”, alerta.

O médico explica que o cotonete é composto de polipropileno, um termoplástico; algodão; hidroxietilcelulose, um éter não iónico; e triclosan, uma substância tóxica para seres vivos, considerada um disruptor endócrino. Segundo ele, o triclosan pode provocar problemas como progressiva perda de peso e diarreia e é altamente prejudicial para pele, olhos e mucosas humanas. “É uma substância antisséptica com um poder irritativo importante”, diz.

Por sua vez, plásticos podem ser considerados combustíveis já que, ao serem aquecidos, se transformam em energia. “Todo processo de queima de combustíveis sólidos é precedido pelo processo denominado pirólise. A pirólise é um processo de quebra das ligações químicas das cadeias orgânicas pelo calor. Uma reação química em que um combustível é oxidado e uma grande quantidade de energia é liberada é chamada de combustão, por isso o plástico é um combustível”.

O médico alerta que fumar cotonete pode precipitar crises de asma grave, daquelas para as quais é preciso fazer uso de oxigênio. “E pode levar à insuficiência respiratória, com risco ainda maior para crianças e adolescentes com problemas respiratórios antigos”, diz.

Segundo o Dr. Gleison, a classe dos hidrocarbonetos que compõem o plástico dos cotonetes é a dos policíclicos aromáticos (PAH), cujo menor PAH existente é o naftaleno. “Embora a maior parte dos PAH não mostre atividades mutagênicas, alguns são carcinogênicos, como o benzopireno e grande número deles foi descoberto como causadores de mutações em células humanas”.

Até mesmo as fibras do algodão queimado podem causar broncoespasmos, ou seja, fechamento das vias respiratórias. “Precisamos lembrar da Bissinose, doença relacionada à exposição contínua do algodão, que acontece muito naquelas pessoas que se expõem frequentemente ao algodão, como nas indústrias têxteis”, recorda o médico.

Os potenciais graves danos à saúde causados pelo desafio de “fumar” algodão ainda são ampliados por outros males. O médico lembra que cotonetes podem levar mais de 400 anos para se decompor. “A grande maioria das hastes plásticas ainda estão entre nós, nos lixos, aterros e poluindo o meio ambiente. Todas as vezes que consumimos esse tipo de produto, contribuímos diretamente para a poluição dos oceanos e da terra, além de prejudicar a vida marinha e terrestre. É preciso pensar nisso”, conclui.

 

 

Gleison Marinho Guimarães - É médico especialista em Pneumologia pela UFRJ e pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), especialista em Medicina do Sono pela Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS) e também em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Possui certificado de atuação em Medicina do Sono pela SBPT/AMB/CFM, Mestre em Clínica Médica/Pneumologia pela UFRJ, membro da American Academy of Sleep Medicine (AASM) e da European Respiratory Society (ERS). É também diretor do Instituto do Sono de Macaé (SONNO) e da Clinicar – Clínicas e Vacinas, membro efetivo do Departamento de Sono da SBPT. Atuou como coordenador de Políticas Públicas sobre Drogas no município de Macaé (2013) e pela Fundação Educacional de Macaé (Funemac), gestora da Cidade Universitária (FeMASS, UFF, UFRJ e UERJ) até 2016. Professor assistente de Pneumologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Campus Macaé.

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Twitter @drgleisonpneumo.


Exercício físico bloqueia entrada de substâncias nocivas no cérebro, aponta estudo do ICB-USP

Em indivíduos hipertensos, assim como em portadores de insuficiência cardíaca, o treinamento aeróbico é capaz de prevenir danos na barreira hematoencefálica, melhorando o fluxo sanguíneo.

 

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) receberam diversos prêmios ao encontrar, em um simples e antigo hábito, uma solução para melhorar o controle da hipertensão arterial. Em estudos com ratos, foi observado que o exercício físico aeróbico é capaz de corrigir a disfunção da barreira hematoencefálica, tanto na hipertensão crônica como na insuficiência cardíaca, restaurando o fluxo sanguíneo do cérebro mesmo na persistência da doença. 

A barreira hematoencefálica é uma estrutura que tem a função de regular o transporte de substâncias entre o sangue e o sistema nervoso central, barrando a entrada de substâncias tóxicas e de hormônios plasmáticos em excesso. Esses hormônios, quando em excesso, são capazes de ativar neurônios que estão envolvidos na regulação do sistema cardiovascular, levando à disfunção autonômica e ao desequilíbrio da circulação sanguínea. Isso facilita o aparecimento de lesões em órgãos-alvo, podendo comprometer coração, cérebro, rim, entre outros órgãos. 

“Além de corrigir o controle autonômico da circulação, o treinamento aeróbico também contribui para reduzir de 10% a 15% os níveis da pressão arterial nos hipertensos”, afirma Lisete Compagno Michelini, coordenadora do Laboratório de Fisiologia Cardiovascular, responsável pelos estudos.

 

Filtro de substâncias -- Encontrada nos capilares cerebrais por onde o sangue circula, a barreira hematoencefálica é composta por células endoteliais intimamente ligadas umas às outras por junções oclusivas, que limitam a passagem de substâncias hidrossolúveis (solúveis em água). Não há limite para a passagem de substância lipossolúveis, como oxigênio e gás carbônico, através da célula endotelial. O problema são as macromoléculas. 

“Em indivíduos saudáveis, a passagem de macromoléculas, como substâncias tóxicas e hormônios plasmáticos, feita através de vesículas sanguíneas, é bastante limitada. No entanto, observamos que em hipertensos e portadores de insuficiência cardíaca há um aumento expressivo no número dessas vesículas em áreas autonômicas, o que eleva a permeabilidade da barreira hematoencefálica. Por outro lado, observamos que o treinamento aeróbico reduziu em muito a formação dessas vesículas, além de normalizar a permeabilidade da barreira hematoencefálica”, explica. 

Segundo Michelini, já se sabia que em casos de acidente vascular cerebral (AVC), traumas e doenças neurodegenerativas a integridade da barreira era comprometida pela quebra das junções oclusivas, o que permitia livre acesso das substâncias. “Em nossos experimentos, observamos que na hipertensão e insuficiência cardíaca não há quebra em áreas de controle cardiovascular, mas sim aumento da permeabilidade por facilitação do transporte das vesículas, o que pode ser prontamente corrigido pelo treinamento aeróbico”, destaca. 

As descobertas feitas pela equipe reforçam a importância do treinamento físico para a melhora do controle autonômico da circulação. Pois além de ser um importante aliado no tratamento farmacológico dessas patologias, possibilita a diminuição da quantidade necessária de medicamentos e, consequentemente, há menos efeitos colaterais. “O exercício físico, assim como diferentes fármacos, favorece a vasodilatação vascular, ajuda a balancear desvios do sistema renina angiotensina, responsável por regular a pressão arterial, e melhora o controle autonômico da circulação”, afirma. 

Os estudos foram realizados no âmbito do projeto temático da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) “Barreira Hematoencefálica - Um novo paradigma no tratamento da Hipertensão” e foram publicados em periódicos de circulação internacional (Veja abaixo). Outros estudos estão em fase de revisão por pares ou em fase de conclusão. 

Desde que teve início, em junho de 2019, o projeto já recebeu, por meio de estudos vinculados a ele, seis premiações nacionais e internacionais, como o título de melhor trabalho publicado recentemente em seleção da Sociedade Americana de Fisiologia; o prêmio de pesquisadora revelação da International Society of Hypertension, concedido à pós-doutoranda Hiviny de Ataídes Raquel; e o 3º lugar no prêmio Álvaro Ozório de Almeida da Sociedade Brasileira de Fisiologia 2022 concedido à mestranda Sany, Martins Pérego. 

O projeto temático tem vigência até maio de 2024. O grupo segue estudando o funcionamento da barreira hematoencefálica, agora com o objetivo de avaliar se o transporte vesicular aumentado na hipertensão e insuficiência cardíaca, mas reduzido em ambas as situações pelo treinamento aeróbio, são mediados pela disponibilidade do hormônio angiotensina II e/ou de citocinas pró-inflamatórias. O grupo irá ainda verificar se os resultados obtidos na hipertensão primária, de origem neurogênica, são também aplicáveis à hipertensão secundária; ou seja, derivada de uma outra condição.

 

Saiba mais nos artigos publicados pelo projeto:

- Transcytosis within PVN capillaries: a mechanism determining both hypertension-induced blood-brain barrier dysfunction and exercise-induced correction (American Journal of Physiology)

- Perfusion of brain preautonomic areas in hypertension: Compensatory absence of capillary rarefaction and protective effects of exercise training (Frontiers in Physiology)

- Maintenance of blood-brain barrier integrity in hypertension: A novel benefit of exercise training for autonomic control (Frontiers in Physiology)


Novembro Roxo: um alerta sobre o crescente número de partos prematuros

  

O Dia Mundial da Prematuridade, instituído no dia 17 de novembro, tem como propósito alertar a população sobre uma questão séria e que, mesmo não sendo incomum, merece atenção e cuidados por conta do risco de sequelas nos bebês. 

Uma gestação dura, normalmente, de 38 a 42 semanas. Dessa forma, é considerado um bebê prematuro aquele que nasce antes das 37 semanas e passa, dessa forma, a se enquadrar dentro de uma das três categorias existentes. Primeiro, os “prematuros extremos”, bebês que vem ao mundo antes das 28 semanas e, portanto, correm mais risco de morte do que aqueles que nascem algum tempo depois. Há também os considerados “intermediários”, que nascem entre 28 e 34 semanas e constituem a maior parte dos prematuros. E os chamados “tardios”, que nascem entre 34 até 37 semanas, sendo o grupo que registrou um aumento de casos no Brasil nos últimos anos. 

Os riscos não podem ser ignorados, afinal a prematuridade traz fragilidade para o corpo e o desenvolvimento do recém-nascido. Isso porque, quanto mais prematura ele for, mais vulnerável será o seu organismo para doenças, especialmente aquelas relacionadas à imaturidade respiratória, digestiva e metabólica. O cérebro é outro órgão que, caso seja comprometido, pode acarretar deficiências motoras e problemas de aprendizagem e comportamentais durante a fase de crescimento da criança. Além de, infelizmente, aumentar a taxa de mortalidade infantil. 

Em todo o mundo, um em cada dez bebês nasce prematuro, o que significa que cerca de 15 milhões de crianças nascem antes do tempo. No Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 11,7% do total de nascimentos acontece antes de 37 semanas de gestação. 

Diversos fatores podem acarretar em um nascimento antecipado, sendo alguns deles o diagnóstico tardio da gravidez ou o tratamento inadequado de doenças que tragam prejuízos à saúde da mãe ou do feto. Importante ressaltar que este tipo de parto também traz risco para a mãe, dependendo do momento em que ocorre. 

Mesmo diante desses fatores, há a possibilidade de prevenção para que um parto prematuro não ocorra. O cuidado começa no pré-natal, que busca assegurar o desenvolvimento da gestação, permitindo o nascimento de um recém-nascido de maneira saudável, sem impacto para a saúde materna, inclusive abordando aspectos psicossociais e atividades educativas e preventivas. Outra medida de extrema importância é o acompanhamento ginecológico durante a vida da mulher, mesmo antes de uma gravidez, para aumentar a possibilidade de diagnosticar condições que podem contribuir para um parto prematuro e, dessa forma, adotar o tratamento mais adequado. 

Atrelado a essas ações junto ao profissional da saúde, a prevenção ocorre também com a adoção de hábitos de vida saudáveis, estabelecendo uma alimentação balanceada e manutenção de peso adequado -- que pode causar doenças crônicas -, bem como a prática de exercícios físicos, sempre com autorização e acompanhamento de um profissional. Outra medida é manter a vacinação da gestante em dia. E por último, mas não menos importante, é essencial evitar o uso de cigarros, drogas, automedicação e consumo de bebidas alcoólicas. 

Sabemos que os avanços da tecnologia e da assistência prestada nas Unidade de Terapia Intensiva Neonatais, tem contribuído para o aumento da sobrevida desses bebês, mas não isenta a população, de estarem em alerta em torno do tema. Converse com um médico, tirando dúvidas e realizando avaliações, seja você gestante ou não!

 

Marisa Saito - gerente farmacêutica do Grupo DPSP


Descoberta do diabetes pode acontecer por acaso, como em avaliações pré-cirúrgicas

Acompanhamento odontológico é mais importante para pacientes diabéticos e evita o desenvolvimento de problemas na cavidade bucal

Créditos: Envato

 

Pacientes diabéticos podem precisar de exames cardiológicos mais minuciosos e materiais especiais para garantir mais segurança nos procedimentos

 

 

O empregado público Munir Haddad Baruki, 66 anos, descobriu o diabetes por acaso, quando foi pegar a liberação do cardiologista para realizar um procedimento cirúrgico. “Nunca desconfiei que poderia ter a doença, não tinha nenhum sintoma. O médico solicitou uma série de exames e descobriu essa alteração. Como não é uma cirurgia urgente, vou tratar o nível de glicose no sangue para realizar tudo com mais tranquilidade”, conta. 

Pesquisas mostram que pacientes diabéticos têm duas vezes mais chances de infarto, se comparados a pessoas sem a doença. Também são observadas maiores taxas de complicações na cicatrização, sangramentos e infecções no pós-operatório. O cardiologista dos hospitais Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Vinícius Oro Popp, alerta que mesmo quando a doença está controlada, o monitoramento médico é muito importante. “Na avaliação para liberação de cirurgias, conseguimos definir os riscos operatórios do paciente e indicar  medicações para diabetes, hipertensão e anticoagulantes que possam ser necessários. O uso incorreto desses medicamentos também pode levar a complicações no pós”, explica.


Cirurgias bucais

A liberação médica também é essencial para alguns procedimentos bucais mais invasivos, como implantes dentários. O diretor de novos produtos e práticas clínicas da Neodent, Sérgio Bernardes, explica que o acompanhamento odontológico é ainda mais importante para pacientes diabéticos, por evitar o desenvolvimento de problemas na cavidade bucal, tais como: diminuição do fluxo salivar, mau hálito, infecções por fungos e bactérias e doenças periodontais que podem causar a perda dos dentes.

“Além dos cuidados com a doença, o uso de materiais de alta biocompatibilidade, como implantes com superfície hidrofílica, é mais indicado para pacientes com a doença. Eles oferecem processo de osseointegração mais eficiente do ponto de vista biológico por permitir processos regenerativos mais rápidos”, esclarece Sérgio. “Outra forma de diminuir possíveis impactos do procedimento cirúrgico é a aplicação de técnicas minimamente invasivas, como a cirurgia guiada, que possibilita a execução de uma cirurgia mais rápida e com o menor trauma possível”, complementa.


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