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quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Você sabe a diferença entre Pneumonia viral e bacteriana?


UPA Zona Leste faz um alerta sobre como prevenir a doença infecciosa que mais mata crianças e adultos


A pneumonia é uma doença respiratória provocada pela infiltração de agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos e reações alérgicas), provocando inflamação dos pulmões. Maior causa infecciosa de mortes de adultos e crianças, a doença pode ser adquirida pelo ar, saliva, secreções, transfusão de sangue.

 

Segundo o Ministério da Saúde, em 2019, 2,5 milhões de pessoas, sendo 672 mil crianças morreram vítimas de pneumonia. Em 2021, mais de 400 mil pacientes foram hospitalizados por causa da infecção, que possui tipos diferentes, sendo os mais comuns:

 

Pneumonia viral - causadas pelos mesmos vírus de gripes e resfriados comuns, como Influenza A, B ou C, H1N1, H5N1 e o vírus da Covid-19. A transmissão acontece por meio de gotículas de saliva ou secreção respiratória espalhadas no ar, pela pessoa infectada.

 

Pneumonia bacteriana – é causada por vários tipos de bactérias, mas principalmente pelo Streptococcus pneumoniae, também conhecido como pneumococo. Ser fumante, ingerir bebidas alcoólicas e permanecer em ambientes fechados com ar-condicionado estão entre os principais fatores de risco.

 

Neste Dia Mundial da Pneumonia (12/11), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h Zona Leste, pertencente à Prefeitura de Santos (SP) e gerenciada pela Pró-Saúde, alerta para a importância da conscientização sobre a doença.

 

Somente neste ano, de janeiro a outubro, a UPA ZL registrou 6.909 atendimentos de pacientes com pneumonia, sendo que deste total, 242 pessoas precisaram de internação.

 

“Neste período, a maioria dos casos que atendemos foram de pneumonia bacteriana, sendo 80% dos pacientes com idade acima de 60 anos e mais da metade eram mulheres. Com necessidade de internação, ou não, nos casos bacterianos, todos os pacientes precisaram fazer uso de antibióticos, sob prescrição médica”, explica o médico Carlos Alberto de Oliveira, diretor Clínico, da UPA Zona Leste.

 

Como evitar a doença?

 

Entre os principais sintomas da pneumonia estão: febre alta, tosse, dor no tórax, alterações da pressão arterial, confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar, fraqueza, secreção de muco de cor amarelada ou esverdeada.

 

“É possível prevenir essa doença com atitudes simples, como lavar as mãos, não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas, evitar estar em aglomerações de pessoas e se vacinar”, destaca Carlos Alberto.

 

Atenção ao uso de antibióticos

 

O médico aproveita a data para fazer um alerta sobre o uso de antibióticos por conta própria. “Quando usado sem necessidade ou sem acompanhamento de um profissional, há um risco alto de resistência bacteriana, o que faz com que a medicação deixe de ser eficaz, dificultando tratamento”, alerta o profissional. “Por isso, é essencial identificar qual o tipo de pneumonia para iniciar o tratamento adequado”, complementa.

 

Além da vacina da gripe, há disponível também a vacina pneumocócica, indicada para prevenir as pneumonias causadas pela bactéria ‘pneumococo’. Caso você seja contaminado com a bactéria, ter se vacinado diminui a intensidade dos sintomas e evita a forma mais grave da doença”, reforça o médico da UPA. 

Se todos se unirem para combater a pneumonia, as autoridades de saúde estimam que até 2030 sejam evitadas quase 9 milhões de mortes de crianças, em decorrência da doença.


Farmácia do Futuro: hubs digitais vão substituir tratamentos de doenças e dar novo papel aos farmacêuticos

Especialista explica que consumidores vão buscar experiências omnichannel e que, com novas tecnologias e interoperabilidade, farmacêuticos irão muito além de vender remédios


A relação das pessoas com as farmácias deve mudar. É o que preveem diversas pesquisas globais, realizadas por organizações como McKinsey, JP Morgan, Gartner, Deloitte e Journal of the American Pharmacists. Se hoje as pessoas buscam uma farmácia para tratar doenças, ter aconselhamento profissional ou comprar itens de saúde e higiene, no futuro, essas pesquisas apontam que a motivação será diferente. As farmácias serão procuradas também por quem quer participar de programas de saúde e bem-estar, tomar vacina preventiva depois de receber um alerta pelo smartphone, comprar vitaminas para não adoecer ou cuidar da estética. 

“A tendência será a busca por prevenção e não mais por tratamentos de doenças. Quando falamos em ‘Farmácia do Futuro’, falamos de hubs digitais de promoção de saúde, tendo o farmacêutico como o concierge responsável por promover cuidados preventivos. Em vez de remédios, as pessoas vão buscar vitaminas, suplementos, vacinas e programas voltados à qualidade de vida, pensando em aumentar sua longevidade”, afirma Bruna Souza, estrategista digital da vertical de saúde do Grupo FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação que potencializa a transformação dos negócios. 

A especialista acrescenta que a tecnologia terá papel fundamental nesses hubs digitais e no perfil de atendimento que eles irão prestar. “Os farmacêuticos terão acesso à wearables que monitoram condições dos clientes, como frequência cardíaca, e também acesso ao histórico de saúde deles e ao seu comportamento digital, e assim poderão alertar, via telemedicina ou chat, caso estejam indo para um caminho de risco, fornecendo recomendações inteligentes, de forma preventiva. Esse é o conceito de farmácia do futuro, que deve ser acelerado com a regulamentação da telefarmácia no Brasil”.

 

Farmácia em casa e omnichannel 

Segundo o Journal of the American Pharmacists, a maioria dos pacientes acredita que a telefarmácia facilitou a obtenção de cuidados e 85% querem continuar usando esse serviço em situações não emergenciais. Já um levantamento da McKinsey aponta que os clientes querem, cada vez mais, uma experiência de farmácia que espelhe o restante de suas experiências no varejo: omnicanal, conveniente e com entrega em domicílio. 

“O consumidor quer experiências personalizadas e facilitadas em todos os setores do varejo, inclusive nas farmácias. A implementação de tecnologias, portanto, será determinante na jornada dessas pessoas. Caixas de autoatendimento, tablets interativos com informações de produtos, aplicativos de compras, gôndolas inteligentes, assistentes virtuais e salas de telessaúde são alguns recursos que devem se tornar comuns em farmácias do futuro”, destaca Bruna. 

Nesse contexto, a especialista ressalta que, além da tecnologia, a interoperabilidade será uma premissa para melhorar a experiência do paciente. “Um aplicativo de farmácia, por exemplo, pode aproveitar dados compartilhados de saúde e histórico médico para recomendar escolhas alimentares ou produtos de bem-estar. As farmácias também podem otimizar suas ofertas de varejo a partir dessas informações. Tudo isso será tendência e preferência do consumidor. Quem não se posicionar nesse sentido, ficará para trás. A FCamara já vem atuando com interoperabilidade na nossa vertical especializada em saúde, onde já temos um extenso know how para apoiar esses movimentos futuristas, entregando soluções digitais de ponta a ponta”, finaliz

 

Grupo FCamara

https://www.fcamara.com.br/


Anvisa aprova primeira terapia direcionada para pacientes adultos com câncer de mama metastático HER2-low

A nova indicação do trastuzumabe deruxtecana no Brasil pode atender até 60% dos pacientes com câncer de mama anteriormente classificados como HER2-negativos(1)


Com base nos resultados do estudo DESTINY-Breast04, publicado no periódico The New Englang Journal of Medicine (1) em junho deste ano, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a nova indicação do medicamento trastuzumabe deruxtecana, fruto de uma aliança global entre a farmacêutica japonesa Daiichi Sankyo e a AstraZeneca, para pacientes adultos com câncer de mama metastático ou não ressecável, com baixa expressão da proteína HER2 (IHC 1+ ou IHC 2+/ISH-) que tenham recebido uma terapia sistêmica prévia, ou no cenário metastático ou que desenvolveram recorrência da doença durante ou dentro de 6 meses após a conclusão de quimioterapia adjuvante, e que até então não eram elegíveis ao tratamento (4).

A avaliação pela Anvisa foi feita por meio do projeto Orbis, programa colaborativo internacional idealizado pela agência norte americana FDA (Food and Drug Administration), que visa facilitar e acelerar o acesso a terapias inovadoras contra o câncer em diversos países (10).

O trastuzumabe deruxtecana já está aprovado no país desde outubro de 2021, inicialmente para o tratamento de câncer de mama metastático HER2 positivo em 3ª linha (2) e em junho de 2022 para o tratamento de câncer de mama metastático HER2 positivo em 2ª linha (3).

“Aproximadamente metade de todos os pacientes com câncer de mama têm tumores que são HER2-low, que foram anteriormente classificados como HER2 negativos e não tiveram opções de tratamento eficazes com medicamentos direcionados ao HER2”, afirma Shanu Modi, MD, oncologista clínica do Memorial Sloan Kettering Cancer Center e investigadora principal do estudo DESTINY-Breast04. “Com base nos resultados promissores do estudo DESTINY-Breast04, os oncologistas estão começando a diferenciar os níveis de expressão de HER2 e redefinir como o câncer de mama metastático é classificado como uma população distinta de pacientes com baixo nível de HER2, que pode ser elegível para trastuzumabe deruxtecana”, completa a médica.

O estudo DESTINY-Breast04 com o trastuzumabe deruxtecana, terapia-alvo do tipo ADC (conjugado de anticorpo-medicamento), contou com a participação de 557 pacientes com câncer de mama metastático HER2 de baixa expressão (do inglês, HER2-low). Na população geral do estudo de pacientes com câncer de mama metastático HER2-low com receptor hormonal positivo ou negativo, e HER2-low (tanto IHC 1+, como também IHC 2+/ISH-), trastuzumabe deruxtecana conferiu uma redução de risco de 50% de progressão da doença ou morte quando comparado ao grupo que recebeu quimioterapia (HR=0,50; IC 95%:0,40-0,63; p<0,0001), com sobrevida livre de progressão mediana de 9,9 meses (IC 95%: 9,0-11,3) para trastuzumabe deruxtecana versus 5,1 meses (IC 95%: 4,2-6,8) naqueles tratados com quimioterapia, conforme avaliado pelo Comitê de Revisão Central Independente Cega. Uma sobrevida global mediana de 23,4 meses (IC 95%: 20,0-24,8) foi observada em pacientes tratados com trastuzumabe deruxtecana, versus 16,8 meses (IC 95%: 14,5-20,0) em pacientes tratados com quimioterapia (HR=0,64; IC 95%: 0,49-0,84; p =0,001). Com essa nova indicação, a população de pacientes com câncer de mama que poderá se beneficiar do tratamento com trastuzumabe deruxtecana passa de 15% para 60% (1,9).

 

Mecanismo de ação do trastuzumabe deruxtecana

Os ADCs são medicamentos que utilizam um biomarcador como “alvo”; no caso do trastuzumabe deruxtecana, o anticorpo é direcionado à proteína HER2, ligado a um quimioterápico que é carregado diretamente às células tumorais que expressam HER2.  É uma estratégia que se assemelha à do “Cavalo de Troia”, pois um anticorpo monoclonal libera o quimioterápico na célula tumoral apenas após conectar-se a ela. Com isso, o propósito dos ADCs é aumentar a eficácia de quimioterápicos, por ser uma terapia-alvo, e minimizar os efeitos adversos sistêmicos quando comparados à quimioterapia convencional (5,6).

‘‘Estamos começando a desenhar uma nova história para o tratamento de câncer de mama no Brasil com os ADCs da Daiichi Sankyo.  O sentimento é de muito entusiasmo com as novas perspectivas que essa aprovação traz aos pacientes brasileiros. Nos últimos anos, observamos avanços consideráveis nos recursos tecnológicos e científicos disponíveis para o tratamento do câncer, que caminha para se tornar uma doença crônica, e não mais uma sentença de morte. Esta aprovação permite que a população de mulheres beneficiadas pelo tratamento seja consideravelmente ampliada, o que muda a prática clínica e eleva o potencial de assistência às necessidades não atendidas dos pacientes no Brasil” diz Gabriela Prior, Diretora de Assuntos Médicos da Daiichi Sankyo Brasil.

Em todo o mundo, estima-se que 15% a 20% dos tumores mamários apresentam superexpressão do gene HER2, sendo que aproximadamente 50% que são classificados como negativos expressam baixos níveis de HER2 (6,9), caracterizando como HER2-low. Já no Brasil, cerca de 66 mil mulheres serão diagnosticadas com câncer de mama no Brasil em 2022 (7), sendo que 35% delas podem estar em fase avançada ou metastática, ou seja, cerca de 23 mil mulheres (8). Além disso, estima-se que cerca de 36 mil casos poderão ser classificados como HER2 de baixa expressão. (1,9)

 

Daiichi Sankyo
www.daiichisankyo.com.br

 

Referências

(1) Modi S, et al; DESTINY-Breast04 Trial Investigators. Trastuzumab Deruxtecan in Previously Treated HER2-Low Advanced Breast Cancer. N Engl J Med. 2022 Jul 7;387(1):9-20

(2) Diário da União. Resolução nº3.751, de 30 de 30 de setembro de 2021 – Publicado em 04/10/2021 | Edição 188 | Seção 1 | Página 270. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-re-n-3.751-de-30-de-setembro-de-2021-350008438. Acesso em: 27/10/2022 às 16:30

(3) Ministério da Saúde. Enhertu® (trastuzumabe deruxtecana): nova indicação. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/enhertu-r-trastuzumabe-deruxtecana-nova-indicacao. Acesso em: 27/10/2022, às 15:10

(4) Bula de Enhertu.

(5) Drago JZ, Modi S, Chandarlapaty S. Unlocking the potential of antibody-drug conjugates for cancer therapy. Nat Rev Clin Oncol. 2021 Jun;18(6):327-344.

(6) Frontiers. HER2 Low, Ultra-low, and Novel Complementary Biomarkers: Expanding the Spectrum of HER2 Positivity in Breast Cancer. Disponível em: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fmolb.2022.834651/full. Acessado em: 31/10/2022, às 11:00

(7) INCA. Controle do Câncer de Mama. Dados e números. Incidência. Disponível em: https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/dados-e-numeros/incidencia#:~:text=Para%20o%20ano%20de%202022,territ%C3%B3rio%20e%20programar%20a%C3%A7%C3%B5es%20locais. Acesso em: 27/10/22 às 17:07h.

(8) Oncoguia. Mais de 35% descobriram câncer de mama já avançado, mostra estudo. Disponível em: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/mais-de-35-descobriram-cancer-de-mama-ja-avancado-mostra-estudo/12237/42/#:~:text=Assim%20como%20ela%2C%20mais%20de,apoio%20a%20pacientes%20com%20c%C3%A2ncer. Acesso em: 27/10/22 às 17:12h.

(9) Tarantino P, et al. HER2-Low Breast Cancer: Pathological and Clinical Landscape. J Clin Oncol. 2020 Jun 10;38(17):1951-1962.

(10) Food And Drug Administration (FDA). Project Orbis. Disponível em: https://www.fda.gov/about-fda/oncology-center-excellence/project-orbis. Acesso em: 1/11/22 às 13h.


Que barulho é esse? Novembro Laranja alerta para zumbidos no ouvido e suas consequências

Problema afeta quase 30 milhões de brasileiros, que geralmente não procuram médico para tratamento. Tecnologia pode detectar causa


Dia Nacional de Conscientização do Zumbido é em 11 de novembro. Data dá cor laranja ao mês para alertar sobre o problema
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O zumbido no ouvido é um problema que afeta 28 milhões de brasileiros e outros 684 milhões ao redor do mundo, segundo estudo publicado na revista médica Jama Neurology e a Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse montante representa 14% da população adulta mundial, que percebe sons no ouvido ou na cabeça que não vêm de fonte sonora externa. Esse chiado é mais comum com o aumento da idade, sem diferença significativa entre os sexos. 

O problema possui até uma data própria: no próximo 11 de novembro é o Dia Nacional de Conscientização do Zumbido. Por isso, o mês é conhecido também como Novembro Laranja, para alertar a população sobre a importância da prevenção e do cuidado com a audição. A otorrinolaringologista Adriana Pereira Miguel, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, explica que o zumbido é um barulho que apenas a pessoa escuta, pois não existe no meio externo.  

“Ele pode ser escutado pelo paciente de várias formas, como se fosse uma batida de asas de borboleta, uma cigarra, uma abelha, uma cachoeira, chuva, chuvisco, batida de coração, panela de pressão. O zumbido pode ser de várias intensidades e frequências, então é muito importante sempre perguntar para o paciente com o que o barulho do ouvido dele se parece, exemplificar vários tipos. Dependendo do tipo de zumbido que ele tem, às vezes, a gente já consegue detectar a causa”, destaca Adriana. 

A especialista revela que existem mais de 250 causas para o zumbido, por isso é importante ir ao médico. “Pode ser por um problema no canal auditivo, na membrana timpânica, problema de audição. Pode ser algo na cabeça, pois está tudo certo dentro do ouvido, mas no sistema nervoso central a informação não tá chegando direito. Pode ser um problema de circulação e alguns medicamentos podem causar isso também”, exemplifica a médica.

 

Prevenção e tratamento

Adriana Pereira Miguel salienta que ao cuidar para se ter uma boa audição, também se previne o zumbido. “Ter uma boa qualidade de vida, fazer atividade física para ter uma boa circulação, evitar doenças coronárias, vasculares, que podem levar ao zumbido mais tardiamente. Prevenir perda de audição, evitando som alto. O mau uso do fone de ouvido, quando o coloca em altura máxima, pode danificar o ouvido e levar ao zumbido. Prestar atenção nos medicamentos utilizados, não usar sem prescrição médica. Prevenir o zumbido seria prevenir as 250 causas que podem levar a ele”, ressalta. 

O tratamento do problema vai de acordo com a sua origem. “Para tratar o zumbido a gente precisa saber a causa, então pode ser medicamentoso, cirúrgico, pode ser o uso de um aparelho auditivo e existem também as terapias auditivas para zumbido, com gerador de ruídos para poder minimizar e pra poder até curar em alguns casos”, diz a médica que atende no Órion Complex, lembrando que o zumbido não é uma doença, mas um sintoma silencioso, pois muitas vezes a pessoa não se queixa.  

Adriana destaca que o problema leva a perda da qualidade de vida das pessoas. “O paciente fica extremamente ansioso, chateado, angustiado, porque o zumbido atormenta, atrapalha a qualidade do sono, atrapalha no trabalho, deixa o paciente às vezes com dificuldade de compreender alguns outros sons. É um quadro clínico que o paciente sofre muito, mas que ninguém vê que ele está sofrendo”.  

Por tudo isso, a otorrinolaringologista ressalta a importância do Novembro Laranja. “É necessário mostrar para as pessoas que elas não estão sozinhas, que existem outras com zumbido. Até um tempo atrás, falava-se que não tinha o que fazer com o zumbido. Hoje em dia, com a tecnologia, surgiram muitas terapias, muitas formas para gente minimizar e às vezes até mesmo acabar com o problema. É olhar para o paciente que tem o zumbido e dar uma atenção para ele, porque é prejudicial para o paciente, para o social dele, para o trabalho dele”, conclui Adriana Miguel.

 

Perigos do Overtraining no CrossFit: alteração dos níveis de testosterona e cortisol aumentam chances de lesões

Pesquisa do CEUB indica que o exercício físico, se bem orientado, traz inúmeros benefícios à saúde do praticante, com risco reduzido de doenças crônicas


Febre mundial, o CrossFit está cada vez mais popular no universo fitness. Os benefícios da atividade incluem a melhora da qualidade de vida e saúde mental, além da diminuição da taxa de doenças crônicas - diabetes, câncer, artrite e doenças cardiovasculares. Entretanto, devido aos movimentos de alta intensidade, os praticantes podem sofrer lesões musculares e articulares graves. Fatores como o desequilíbrio entre a alta intensidade do movimento e os curtos intervalos de descanso, insuficientes para o nível da fadiga, foram apontados como alerta em pesquisa acadêmica do Centro Universitário de Brasília (CEUB).

As estudantes do curso de Educação Física do CEUB Lívia Alves e Marcela Seixas analisaram os fatores epidemiológicos prevalentes na lesão muscular causada pelo treinamento de alta intensidade. O estudo verificou os níveis hormonais de testosterona e cortisol em repouso e após a realização de um protocolo de CrossFit em 14 mulheres, de 25 a 45 anos, já praticantes desta atividade. Para a medição, foi adotado o programa de treinamento Wod Cindy, que consiste na execução do máximo de séries possíveis em 20 minutos.

O resultado foi a redução significativa da testosterona e o aumento do cortisol. Esta combinação pós-exercício pode ser um alerta na ocorrência das lesões durante a atividade física, mas não significa risco. Isso porque o caráter anti-inflamatório do cortisol propicia a redução de lesão. Dessa forma, a força muscular e amplitude de movimento se mantém com integridade, em comparação com uma musculatura sujeita a inflamação.

De acordo com o orientador da pesquisa, o professor de Educação Física e Medicina do CEUB, Alessandro Oliveira, as evidências científicas indicam sobrecarga de esforço, mas não necessariamente de Overtraining. “Nesse caso podemos inferir que, quando o exercício físico for bem orientado, dentro das capacidades e aptidão física de cada indivíduo, poderá trazer inúmeros benefícios à saúde do praticante, com risco reduzido de causar alguma lesão”.

As pesquisadoras explicam que a motivação da escolha do tema foi a divergência de literaturas envolvendo a segurança do Crossfit e os níveis hormonais relacionados à atividade, que confundem a ocorrência das lesões com a prática segura do exercício. “Novos estudos mostram-se necessários para avaliar a alteração do estado catabólico para o anabólico, assim como estudos para esclarecer outras variáveis hormonais, ampliando o conhecimento dessa área, que demonstra constante aumento de interesse por atletas”, arrematam.


Sobre o CrossFit

Criado em 2000 pelos americanos Greg Glassman e Lauren Jenai, o CrossFit é um programa de força e condicionamento que consiste numa mistura de exercícios aeróbicos, exercícios de calistenia e levantamento de peso olímpico. O programa de força e condicionamento inclui movimentos funcionais constantemente variados, executados em alta intensidade em domínios de tempo e modais amplos. De acordo com o estudo “Orthopaedic Journal of Sports Medicine”, 31 % dos praticantes de Crossfit já sofreram alguma lesão desde que começaram a treinar. Ao comparar esse índice com outras modalidades, como levantamento de peso, musculação, ginastica olímpica, corrida e triatlo, os cientistas perceberam que o percentual de atletas competitivos e recreacionais que se machucaram foi similar.


Dia Mundial do Diabetes: O que o sono pode dizer sobre a doença?

Especialista no sono aponta que o diabetes pode ser tanto um fator de risco para insônia, como também potencializado por ela

 

No próximo dia 14 é celebrado o Dia Mundial e Nacional do Diabetes. A data marca a principal campanha de conscientização global com foco no diabetes mellitus. São diversas as consequências que a doença pode causar, e a Vigilantes do Sono alerta para problemas no sono como um dos efeitos.

De acordo com Laura Castro, fundadora e psicóloga da healthtech referência no combate à insônia, o diabetes e o sono estão diretamente ligados, isso porque a hiperglicemia, alto nível de açúcar no sangue, tem como um dos seus efeitos a sensação de cansaço excessivo, que pode se associar a muita sonolência. 

No entanto, é possível que esta seja uma consequência de um sono de má qualidade, uma vez que a hiperglicemia também causa sede excessiva e um aumento na frequência urinária, o que por sua vez pode provocar uma fragmentação no sono, tornando-o instável. “Neste caso, não tratar  o diabetes ou cuidar da alimentação e dos hábitos, pode desencadear uma série de problemas rotineiros no sono, entre eles a insônia”, destaca.


Como a insônia pode potencializar o diabetes?

Embora odiabetes possa causar más noites de sono, o diagnóstico de insônia, por sua vez, exige mais cuidado. Isso porque a insônia se caracteriza por uma recorrência ou persistência dos sintomas de dificuldades para se iniciar e/ou manter o sono, levando a prejuízos para o funcionamento diurno. 

“Quando se tem insônia, precisamos estar atentos às consequências. Isso porque o distúrbio do sono causa estresse e alterações cognitivas e de humor, o que às vezes passa despercebido no dia a dia e só quando o efeito já está acumulado e com consequências mais drásticas que se vai realmente notar. O estresse e o nervosismo também diminuem a ação da insulina, que é diretamente responsável por controlar os níveis de glicose no sangue, algo determinante no diagnóstico do diabetes”, explica.

Embora existam diversas causas para a insônia, o tratamento por meio da mudança de hábitos e comportamentos é mais eficaz do que o uso de medicamentos. Além de que os medicamentos para insônia podem gerar dependência física e psicológica, e se transformar em um quadro muito mais difícil de tratar, quando não são manejados adequadamente.

Quanto ao diabetes, os cuidados para evitar o desenvolvimento da doença se fazem cada vez mais necessários, uma vez que a condição crônica tem se espalhado de forma rápida em todo o mundo. Em 2021, a Federação Internacional de Diabetes (IDF) fez um alerta sobre o aumento de 16% na incidência da doença na população mundial. Dados da instituição revelaram que o número de pessoas com a doença aumentou em 74 milhões, totalizando 537 milhões de adultos no mundo em 2021. No Brasil, as estimativas mais recentes somam 16,8 milhões de pessoas com a doença, cerca de 7% da população.

O relatório da IDF destaca ainda projeções quanto à expansão da doença. De acordo com a instituição, até 2030, o Brasil deve ter 19,2 milhões de pessoas com diabetes. Esse número sobe para 23,2 milhões em 2045.

“Assim como qualquer outra doença crônica, é preciso atenção e maior cuidado para o não agravamento da condição. No caso do diabetes que, como vimos, está em uma crescente acentuada em todo o mundo, o acompanhamento é fundamental para se manter a qualidade de vida dos pacientes”, finaliza Laura.

 

Vigilantes do Sono

https://www.vigilantesdosono.com/

 

Saúde do homem vai muito além da próstata

Câncer de próstata levou a 44 mortes diárias de brasileiros em 2021, mas doença não é a única que recebe diagnóstico tardio pela falta de acompanhamento médico dos homens

Historicamente homens tendem a cuidar menos da saúde, causando maior incidência de problemas como câncer de próstata e doenças cardiovasculares em estágios avançados
Crédito: Envato


O câncer de próstata é o mais incidente no homem e o que mais mata, atrás apenas do câncer de pulmão. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde revelam que, de 2019 a 2021, foram mais de 47 mil mortes causadas por esse tipo de tumor. Mas o cuidado com a saúde do homem deve ir muito além do exame de próstata. A falta de acompanhamento médico regular faz com que doenças deixem de ser descobertas precocemente, dificultando ou até mesmo inviabilizando o tratamento. 

O urologista do Hospital Marcelino Champagnat, Mark Neumaier, conta que é comum receber pacientes com a próstata bem aumentada, o que já influi no jato de urina e em outros desconfortos rotineiros. Isso quando o câncer nem é diagnosticado. “Existe um preconceito no exame do toque retal e muitos deixam de realizar o acompanhamento periódico por isso. Mas tem muitas outras questões que identificamos no consultório e que têm tratamento simples”, constata. 

A fimose, por exemplo, é outro problema urológico na região genital do homem que pode trazer complicações quando não reconhecido. “A maioria acredita que a fimose só ocorre na infância, quando normalmente é corrigida. Mas sem esse procedimento, essa incapacidade de expor a glande pode acontecer tanto na ereção quanto no estado flácido do pênis. Já nas relações sexuais, a fimose pode incomodar com fissuras recorrentes ou até mesmo prejudicar a higiene do pênis, aumentado a probabilidade de desenvolver câncer na região”, ressalta. Segundo o urologista, o tratamento consiste em um procedimento cirúrgico usado por muitos anos, que não exige internação, apenas alguns cuidados no pós-operatório.”A sensibilidade da região e toda a função permanecem inalteradas”, explica.


Neurossífilis

De acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde em 2021, foram registrados mais de 64 mil casos de sífilis no país. Com testes rápidos disponíveis em unidades básicas de saúde, o grande desafio encontrado ainda está no diagnóstico e no tratamento correto da doença que pode ser sexualmente transmitida, e também pelo compartilhamento de agulhas ou de mãe para filho na gestação. Quando não cuidada, a sífilis evolui para formas muito mais graves, como a neurossífilis. 

“A doença pode comprometer o sistema nervoso central desde o seu primeiro estágio e, por isso, deve ser tratada o quanto antes. Em geral, é assintomática e apenas o exame do líquor faz o diagnóstico”, esclarece a infectologista Camila Ahrens. “Passado o período de latência da doença, ela acomete o sistema nervoso central - olhos, coração e grandes artérias, além de ossos, pele e outros órgãos. A pessoa pode começar com uma confusão mental, alteração do comportamento, dor de cabeça, náuseas e, nas formas mais tardias, pode haver comprometimento cerebral, levando a pessoa a uma vida vegetativa”, alerta.


Coração

O cardiologista do Hospital Universitário Cajuru, Gustavo Lenci Marques, reconhece que historicamente os homens tendem a cuidar menos da saúde, têm alimentação inadequada e procuram menos o atendimento médico. “Sabemos que muitas vezes o homem acaba sendo mais desleixado com a saúde e alguns hábitos como o tabagismo a afetam ainda mais.” E complementa: “Do ponto de vista das doenças cardiovasculares, praticamente todas são mais comuns em homens, entre elas a pressão alta, a dislipidemia (que é o colesterol alto) e o infarto.” 

Lenci destaca que para prevenir as doenças associadas ao coração é preciso mudar os hábitos. “Não tem mágica, são três coisas principais: se mexer, fazer algum tipo de atividade física - não precisa ser um exercício extenuante, mas sair do sedentarismo -, ter uma alimentação equilibrada e não ter hábitos nocivos, como, por exemplo, o tabagismo”.

 


Novembro azul: congelamento de espermatozoides pode preservar a fertilidade após diagnóstico de câncer de próstata

 

O câncer de próstata é o segundo tumor mais comum entre os homens e um das principais causas da infertilidade masculina. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados 65.840 novos casos de câncer de próstata em 2022. No Novembro Azul, mês mundial de combate ao câncer de próstata, médicos alertam sobre a importância do diagnóstico precoce no tratamento da doença e meios para preservar a fertilidade. 

De acordo com o médico urologista Eduardo Zanchet, o câncer de próstata pode prejudicar a fertilidade do homem devido a alteração na produção de sêmen, tratamento quimioterápico ou pela remoção da glândula. “A quimioterapia e a radioterapia podem afetar a qualidade e quantidade dos espermatozoides a ponto de impossibilitar o sucesso de uma gravidez", conta Eduardo. 

Segundo ele, o câncer de próstata interfere na produção do fluido prostático, responsável por proteger e nutrir os espermatozoides. "Além disso, esse fluido corresponde a cerca de um terço do volume do sêmen ejaculado. Com a presença do tumor, essa produção é afetada, o que prejudica a fertilidade do homem e, dependendo do caso, pode ser indicado a remoção da glândula”, explica.

 

Preservação da fertilidade 

Uma forma de preservar a fertilidade do homem mesmo após o diagnóstico do câncer de próstata é o congelamento do material genético para posterior fertilização in vitro. O procedimento consiste na coleta do sêmen e congelamento do material genético em laboratório. “A fertilização in vitro é uma opção para os homens que desejam ter um filho após o tratamento do câncer de próstata utilizando o próprio material genético. Com a coleta do material antes do tratamento, o sêmem é congelado com nitrogênio a uma temperatura de 196ºC negativos, o que garante a integridade e qualidade do espermatozóide. Ao final do tratamento, o casal pode realizar uma fertilização in vitro para aumentar as chances de uma gravidez”, afirma Ricardo Beck, especialista em reprodução humana. 

A dificuldade para urinar é o principal sinal do câncer de próstata, mas nem sempre o tumor é acompanhado por sintomas. Por isso, homens acima dos 45 anos devem consultar um urologista anualmente e realizar o exame de toque.


Novembro Azul: preconceito e desinformação aumentam mortes por câncer de próstata

Especialista em Urologia do CEUB esclarece dúvidas frequentes e alerta sobre preconceito entre os homens


No Brasil, além de “vestir” as cidades de azul, a campanha do Novembro Azul busca ressaltar a importância de exames periódicos para os homens. Segundo levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata, tipo mais comum da doença entre o sexo masculino, é a causa de morte em 28,6% dos casos. Em 2022, a cada 38 minutos 1 homem morre devido à doença. De 2019 a 2021, foram mais de 47 mil óbitos pela neoplasia.

Para encorajar a população masculina e salvar vidas, o especialista em Urologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Marcus Vinícius Marocollo, explica que exames preventivos podem auxiliar no diagnóstico precoce do câncer de próstata. Além dos testes, como o toque retal e a dosagem de PSA, o diálogo e informação são essenciais na quebra de tabus, alerta o médico, que esclarece dúvidas frequentes sobre a doença.

Confira a entrevista na íntegra:


O câncer de próstata é encontrado apenas em idosos? Quais são os fatores de risco?
MM: O câncer de próstata apresenta alguns fatores de risco como: idade, hereditariedade e hábitos de vida (obesidade, sedentarismo e dieta rica em gorduras e proteína animal), apesar de poder ocorrer antes dos 40 anos, o que é bem raro nessa faixa etária. O risco aumenta a partir dos 50 anos, sendo que a maioria dos tumores ocorre após os 65 anos.


Só tem câncer de próstata, quem apresenta sintomas? Quais são os sintomas?
MM: O câncer de próstata normalmente não apresenta sintomas, a não ser em fases bem avançadas. A ocorrência de sintomas urinários (diminuição do jato urinário, acordar a noite para urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e sangramento) está mais relacionada à hiperplasia benigna, que é uma doença diferente do câncer, mas acomete o homem na mesma faixa etária.


O tratamento contra o câncer causa impotência sexual?
MM: Com a melhora da técnica cirúrgica, bem como do tratamento radioterápico, a incidência de impotência sexual como sequela do tratamento diminuiu consideravelmente. Porém vários fatores podem estar relacionados com o aumento da incidência de disfunção sexual após o tratamento, como a idade, o tamanho e o grau de invasão do tumor e a propria função erétil do paciente pré-tratamento.


Quais hábitos contribuem para prevenir a doença?
MM: Um erro comum é as pessoas acharem que o exame da próstata previne contra a doença. O exame serve para tentar fazer um diagnóstico precoce do câncer, aumentando muito as chances de cura. Mas sim, algumas medidas podem sem tomadas como prevenção: mudança de hábitos alimentares, combate à obesidade e ao sedentarismo.


Qual alerta você deixa para os homens em relação aos exames preventivos?
MM: Apesar das mudanças de comportamento nas últimas décadas, o exame do toque retal continua sendo um tabu para muitos homens. Trata-se de um exame rápido, indolor e extremamente importante para o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Vale lembrar que o câncer de próstata não apresenta sintomas nas fases iniciais, ou seja, quando ele ainda é curável. Portanto, não deixe de realizar os exames necessários para um diagnóstico precoce.

 

Novembro Roxo: entenda como os biomarcadores podem ajudar no diagnóstico e conduta dos partos prematuros

Principal causa da morte de bebês no primeiro mês de vida, prematuridade pode ser identificada precocemente por meio de testes rápidos, precisos e não invasivos

 

Com o propósito de conscientizar e levar informações importantes sobre a prematuridade, bem como suas causas, sintomas e desdobramentos, o Novembro Roxo é uma campanha global, estabelecida de modo a ampliar o significado do Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em 17 de novembro.

Principal causa da morte de bebês no primeiro mês de vida - que em muitos casos são acometidos por déficits de desenvolvimento e crescimento de órgãos como cérebro, pulmões, olhos e ouvidos -, somente no Brasil, acontecem em torno de 340 mil partos prematuros todos os anos, de acordo com a ONG Prematuridade (Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Pre
maturos). Números que traduzidos em percentuais, representam mais de 11% de todos os partos em território nacional e colocam o país em 10º lugar no ranking de países com maior incidência de casos de prematuridade, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ministério da Saúde e Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

De acordo com o Prof. Fabrício da Silva Costa, membro da diretoria da International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology (ISUOG), um parto é considerado prematuro quando acontece antes das 37 semanas de gestação, sendo classificado em diferentes níveis, de acordo com o tempo de nascimento: pré-termo extremo (28 semanas ou menos), muito pré-termo (28 a 32 semanas), pré-termo moderado (32 a 37 semanas), que pode ser sub classificado em pré-termo tardio: 34 a 37 semanas).

“Cada caso requer um cuidado específico, a depender também das condições de nascimento do bebê e da mãe. E embora não exista uma causa determinante para que aconteça, fatores como infecções maternas, patologias do útero, hipertensão, diabetes gestacional, consumo de drogas – como álcool, cigarro e substâncias ilícitas – e malformação fetal podem contribuir para a antecipação do parto”, esclarece o especialista.

Por isso, ao sinal dos primeiros sintomas, que podem acontecer simultaneamente ou de forma isolada – entre eles, dores na parte inferior das costas, contrações constantes, dores na parte inferior do abdômen, vazamento de fluído ou hemorragia vaginal, náuseas e vômitos – é preciso procurar ajuda médica para que seja feita uma avaliação do quadro geral da gestação, a fim de evitar complicações.

Além dos exames mais comuns como a ultrassonografia e a cardiotocografia fetal, que avalia os batimentos cardíacos e o bem-estar geral do bebê, existem também testes rápidos, de alta precisão e não invasivos, que podem ser feitos para identificar a probabilidade de um parto prematuro.

“São testes rápidos de biomarcadores e precisos, que identificam a presença de uma proteína específica do líquido amniótico de mulheres grávidas, fora da cavidade uterina. Eles podem ajudar a prever se a gestante entrará em trabalho de parto prematuro entre 7 a 14 dias, com alto valor preditivo positivo. A partir desse diagnóstico rápido é possível evitar uma internação desnecessária, que acontece em 85% dos casos de sinais e sintomas de partos prematuros, assim como acelerar uma internação para um tratamento imediato para a gestante e o bebê”, explica Raphael Oliveira, Gerente de Marketing Regional LATAM para Diagnósticos Moleculares da QIAGEN, multinacional alemã, especialista em tecnologia para diagnósticos moleculares que apresenta, entre suas soluções, os testes rápidos PartoSure – que detecta a probabilidade de risco da prematuridade e AmniSure – que identifica rupturas prematuras de membranas fetais (Bolsa rota).

“Os casos de prematuridade colocam, em ainda mais evidência, a importância do acompanhamento pré-natal. Os nascimentos prematuros podem acontecer em casos de mães saudáveis, pelos mais diferentes motivos, assim como em gestantes com alguma doença pré-existente, ou que já tenham tido partos prematuros previamente e abortos espontâneos. Por isso, o mais indicado é fazer essas avaliações constantes, contando com tecnologias e soluções em exames e testes que ajudem a fechar o diagnóstico”, conclui Prof. Fabrício.


SBOC esclarece mitos e verdades sobre o câncer de próstata

Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica aproveita o Novembro Azul para esclarecer dúvidas e desmistificar alguns conceitos sobre a doença


Desde o começo do século, a sociedade civil e diversas entidades da saúde têm trabalhado pela campanha de Novembro Azul, cujo objetivo é conscientizar a população sobre a saúde do homem e os riscos de desenvolvimento de algumas doenças em especial, como o câncer de próstata. De lá para cá, a iniciativa tem ajudado a aumentar o conhecimento em torno do tumor que afeta essa glândula do sistema genital masculino, localizada na frente do reto e embaixo da bexiga urinária.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Estima-se que, durante o triênio 2020-2022, aparecerão mais de 65 mil¹ novos casos dessa doença no país – o que equivale a 62,95 casos para cada 100 mil homens.

Para ajudar a informar a população e desmistificar o câncer de próstata, o comitê de Tumores Geniturinários da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) esclarece alguns mitos e verdades sobre a doença.

Confira:


O câncer de próstata só aparece em homens idosos

Mito – apesar de ser bem mais incidente na terceira idade, uma vez que 75% dos casos ocorrem em homens a partir dos 65 anos, a doença também pode aparecer em jovens. Por isso, homens de todas as idades devem atentar-se aos fatores de risco e diante de sinais como sangue na urina ou sêmen; dor ao urinar; jato urinário mais fraco; sensação de esvaziamento incompleto da bexiga; dor óssea, entre outros não habituais, procurar ajuda médica com urgência.


Exame de toque retal só deve ser feito depois dos 50 anos de idade

Mito – a indicação dos exames que ajudam a diagnosticar o câncer de próstata deve seguir a orientação médica, que leva em consideração o histórico de cada paciente. Testes como o PSA (Antígeno Prostático Específico) e o toque retal, que são complementares, podem ser solicitados pelo médico partir dos 45 anos de idade ou, às vezes, até mais cedo. 


Exame de toque retal dói

Mito – o exame de toque retal é totalmente indolor. O procedimento é feito manualmente por um médico urologista, que utiliza o dedo indicador para tocar a próstata e sentir se houve crescimento do órgão ou alguma alteração na região. O exame dura em torno de 15 a 20 segundos, e é importante frisar que sua realização não tem qualquer relação com a sexualidade do paciente.


Obesidade e sedentarismo são fatores de risco para o câncer de próstata

Verdade – esses fatores estão diretamente ligados a alterações do metabolismo, bem como a ingestão em excesso de alimentos processados, corantes, excesso de açúcares e outros condimentos. Essas alterações podem levar a mutações que dão origem a células cancerígenas. Manter uma rotina de atividades físicas e dieta equilibrada ajudam a desinflamar o corpo, evitar altos níveis de gordura e, por consequência, diminuem a possibilidade de mutações do metabolismo.


Câncer de próstata não tem relação com a orientação sexual

Verdade - nenhum tipo de relação sexual é causa ou fator de prevenção para o câncer de próstata, seja ela heteronormativa ou homossexual. No caso de pessoas nascidas homens, mas que passaram pelo processo de redesignação sexual, o exame de próstata deve ser mantido, uma vez que o órgão geralmente não é retirado em cirurgias de redesignação. O exame de toque retal e PSA devem ser mantidos nessa população, seguindo os mesmos critérios já citados acima. 


O tratamento do câncer de próstata causa impotência sexual

Depende – geralmente, após o tratamento do câncer de próstata, a maioria dos homens costuma manter suas funções sexuais de forma regular. Mas, em alguns casos, dependendo da localização e do tamanho do tumor a ser tratado, pode ocorrer alguma lesão dos nervos que rodeiam a próstata e controlam a ereção. Mesmo com pequenas possibilidades de disfunção, com o tempo e com tratamentos auxiliares, é possível recuperar a capacidade de ereção peniana. 


Vasectomia causa câncer de próstata

Mito – não há fator de risco e nem relação direta entre o processo de vasectomia e o surgimento de câncer de próstata.


Câncer de próstata é hereditário

Mito – apesar de o fator hereditário estar relacionado ao surgimento do câncer de próstata, podendo dobrar as chances de desenvolvimento da neoplasia para aqueles que tem parentesco de primeiro grau com pacientes da doença, nem todo mundo com histórico familiar necessariamente sofrerá com o câncer de próstata. Há diversos fatores que podem contribuir com o seu desenvolvimento, indo muito além da predisposição genética.

“O câncer de próstata tem grandes chances de cura, se diagnosticado no início. Dependendo do estágio da doença, o tratamento pode incluir cirurgia para remoção do tumor e radioterapia. Para casos mais avançados, pode ser combinada a terapia hormonal. Não deixe de frequentar consultas médicas e realizar exames de rotina”, completa Dr. Igor Morbeck.

Para mais informações sobre o câncer de próstata, confira o infográfico da SBOC: https://sboc.org.br/prevencao/item/2105-novembro-azul.

 

SBOC – SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA  

 

Somatização: Transtorno mental pode ser confundido com doença patológica e requer cuidados

Crédito: Canva
De acordo com o Dr. Ariel Lipman, médico psiquiatra e diretor da SIG Residência Terapêutica, algumas pessoas podem atribuir problemas da mente à doenças e dores físicas; entenda

 

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 1 bilhão de pessoas convivem com algum tipo de transtorno mental no mundo. Entre os mais comuns, podemos destacar a depressão e a ansiedade, mas são muitas as doenças que podem afetar a mente dos seres humanos, entre elas, a somatização, que segundo o Dr. Ariel Lipman, médico psiquiatra e diretor da SIG Residência Terapêutica, é a tendência em atribuir problemas da mente, por meio de pensamentos e do estado emocional, à doenças e dores físicas. 

Uma situação comum de uma pessoa que somatiza é procurar médicos para alguma dor que esteja sentindo. Com a realização de exames, no entanto, o profissional vê que não existe nenhuma doença física. Mas aquela dor ainda está lá e o paciente passa a ficar confuso e até mesmo ouvir que “isso é coisa da sua cabeça''. E realmente é, o que não torna o problema menos grave. 

“Um exemplo muito claro do que é a somatização é a alteração do ritmo cardíaco por conta da ansiedade, falta de ar, dores de cabeça, nos ombros e nas costas, entre outros sintomas, ou seja, é como se o nosso corpo estivesse respondendo os nossos conflitos mentais'', explica o psiquiatra. 

Ainda segundo o Dr. Ariel, o transtorno de somatização está cada vez mais presente no dia a dia, já que vivemos em um mundo em que cada vez mais as pessoas estão ansiosas, preocupadas, com medo e até mesmo deprimidas. “Uma coisa pode levar a outra, mas é sempre importante procurar um especialista tanto para cuidar da saúde mental, quanto para descartar que a dor ou doença sejam de origem patológicas.” 

Nosso corpo e nossa mente caminham lado a lado e quando algo está desequilibrado, sintomas físicos aparecem. “A somatização pode gerar, entre outras questões , problemas articulares, sensação de enrijecimento, queda de imunidade, insônia, zumbidos, enjoos e problemas digestivos e até surgimento de doenças dermatológicas”, explica o médico.
 

Como evitar a somatização? 

Diversas são as formas de cuidar da saúde mental: exercício físico diário, uma alimentação equilibrada e boa qualidade de sono. Além disso, as pessoas buscam alternativas para se sentirem menos ansiosas e preocupadas. “É sempre bom procurar uma atividade que dê prazer, socializar com colegas e amigos e ter uma vida equilibrada para tentar evitar transtornos mentais e, além disso, fazer terapia é essencial”, comenta o Dr. Ariel. 

É claro que, assim como qualquer outro tipo de transtorno mental, os tratamentos variam muito. “Dependendo do nível em que a pessoa tenha episódios de somatização e o quanto isso atrapalha a sua rotina, é indicado procurar um psiquiatra tanto para controle, como para evitar uma piora no quadro”, completa.
 


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