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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Janeiro Roxo: Brasil está entre os que mais registram casos de hanseníase no mundo


 Especialista fala sobre a importância da conscientização para combater a doença


O ano de 2019 começou com um alerta importante: o combate à hanseníase, também conhecida como lepra. Trata-se do tema principal da campanha Janeiro Roxo, que tem como objetivo conscientizar a população sobre os cuidados, prevenção e tratamento da doença, que é uma das mais antigas do mundo.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil ocupa a segunda posição do mundo entre os países que registram novos casos. Em razão da elevada prevalência, a doença permanece como um importante problema de saúde pública no País.
Se trata de uma doença crônica, transmissível e que possui como agente etiológico o Micobacterium leprae, bacilo que tem a capacidade de infectar grande número de pessoas, e atinge principalmente a pele e os nervos periféricos, com capacidade de ocasionar lesões neurais, conferindo à doença um alto poder incapacitante, principal responsável pelo estigma e discriminação às pessoas acometidas pela doença.

Segundo a Dra. Isabella Chaves Piveta, médica dermatologista da Organização Social de Saúde CEJAM, responsável pelo ambulatório de Hanseníase da unidade assistencial Hora Certa M'Boi Mirim I, na zona Sul de São Paulo, os principais sintomas da doença incluem manchas esbranquiçadas ou avermelhadas pelo corpo, com diminuição ou perda da sensibilidade ao calor e ao frio.

“A sensibilidade dolorosa e a tátil também podem estar diminuídas ou ausentes. Pode haver ainda perda de pelos e ausência de sudorese nos locais das manchas”, explica.
A especialista afirma que o diagnóstico é feito pelo exame médico dermatológico e avaliação dos nervos periféricos e que a confirmação pode ser feita através de uma biópsia da lesão de pele e da coleta da baciloscopia, exame realizado em alguns pontos estratégicos como lóbulos das orelhas, joelhos, cotovelos e a própria lesão de pele. 

Como a doença é contagiosa, é preciso estar atento porque a transmissão ocorre por via respiratória, ou seja, através da fala, tosse ou espirro. “O tratamento envolve uma combinação de medicamentos que devem ser administrados por um período que varia de seis meses a um ano, a depender do tipo de hanseníase”, completa.

Com o objetivo de conscientizar as pessoas quanto à importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado dos pacientes e evitar a cadeia de transmissão, a unidade assistencial Rede Hora Certa M' Boi Mirim I, referência no tratamento da hanseníase, realiza no dia 16 de janeiro o dia “D” de combate à doença.

Os colaboradores da unidade construirão um "Túnel do Tempo" com a história da doença, diagnóstico, evolução do tratamento, cura, entre outras informações relevantes para conhecimento dos pacientes.

Outras unidades de saúde, como a UBS Jardim Herculano, Jardim Guarujá e Jardim Capela, farão visitas domiciliares aos pacientes com suspeita da doença, testes de sensibilidade, palestras educativas e mutirões de atendimento ambulatorial.


Serviço:

Dia 16 de janeiro (para todas as unidades – durante todo o dia)

Local: Rede Hora Certa M’Boi Mirim I (referência no combate à doença)
Ação: Dia “D” de conscientização e combate à hanseníase – “Túnel do Tempo” com história da doença e informação sobre diagnóstico e tratamento aos pacientes

Local: UBS Jardim Herculano
Ação: visita domiciliares a pacientes de risco, testes de sensibilidade e palestra educativa

Local: UBS Jardim Guarujá, Jardim Capela, Jardim Ângela, Vila Calu
Ação: Convocação de pacientes suspeitos para avaliação

Local: Cidade Paiva
Ação: Palestras educativas e avaliação médica específica





Sobre o CEJAM
É uma entidade filantrópica sem fins lucrativos, fundada em 1991 e parceira da Prefeitura de São Paulo no gerenciamento dos serviços de saúde. Trabalha também na área de educação por meio da Escola da Saúde CEJAM, que oferece cursos técnicos de enfermagem e atualização. Seu Centro de Treinamento, credenciado pela American Heart Association, já capacitou mais de cinco mil profissionais em Suporte Básico de Vida para atuação no Sistema Único de Saúde. O CEJAM atua, ainda, nas cidades do Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes e Embu das Artes, em parceria com as respectivas prefeituras.

Médica explica as diferenças entre intolerância e alergia alimentar


Embora no Brasil não existam estatísticas a respeito, especialistas observam um aumento na incidência de ambos os problemas


Os termos são, cada vez mais, corriqueiros, mas muitas vezes enchem a cabeça de dúvidas, principalmente quando se trata de filhos pequenos. Existem duas formas principais de reações alimentares, segundo a presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Cristina Targa Ferreira. Aquelas que acometem as crianças maiores e os adultos (intolerâncias) e as que aparecem principalmente nos primeiros anos de vida (alergias alimentares) .

- A alergia é uma reação imunológica, na qual a proteína é reconhecida como se fosse estranha ao organismo e nossas células da defesa fazem um ataque, causando uma reação inflamatória. A alergia mais frequente nos primeiros anos de vida é a Alergia à proteína do Leite de Vaca (APLV). Pode ser do tipo imediata, ou seja, a criança toma o leite e nos primeiros vinte ou trinta minutos, até 2 horas, tem urticária na pele, pode chiar o pulmão, ter vômito ou diarreia. É a mais perigosa e no pior dos cenários, pode ocorrer o choque anafilático – explica.

A outra situação é a do tipo gastrointestinal, que é mais tardia. Ela pode se manifestar em 12, 24 ou até 48 horas ou mais. Os sintomas são mais inespecíficos e o diagnóstico é mais difícil, pois não há exames de laboratório para auxiliar.

- A intolerância é uma predisposição individual. Ela é diferente da alergia. Portanto intolerância é algo que pode permitir comer o alimento em pequenas quantidades. Existe uma grande confusão entre alergia à proteína do leite e a intolerância à lactose. A lactose é o açúcar do leite. Nascemos com uma enzima chamada lactase que desdobra o açúcar do leite. Como somos mamíferos nascemos com muita lactase. Então as crianças pequenas praticamente não tem intolerância à lactose. Quem tem são adolescentes e adultos. A diferença é que nos primeiros anos o mais comum é a alergia a proteína e depois pode vir a intolerância a lactose, que ocorre quando vamos perdendo essa enzima – explica.

A criança que mama no seio materno, pode ter alergia à proteína do leite de vaca que passa através do leite da mãe.O leite materno tem muita lactose, portanto o problema nunca é intolerância à lactose e sim APLV. Quando acontece isso, é preciso mudar a dieta da mãe retirando leite de vaca e todos os derivados do leite - exclusão da proteína!

A médica também reforça que é preciso cuidado ao retirar o leite da dieta, uma vez que ele fornece ingredientes importantes do ponto de vista nutricional, como o cálcio, por exemplo.

- Há uma certa contrapropaganda, mas é preciso lembrar que ao não dar leite, seria preciso compensar com outros alimentos em larga escala como couve ou brócolis e quando se fala em crianças muito pequenas sabemos que isso não vai ser possível – completa.

Em ambos os casos a orientação é que os pais busquem informações e orientações com o médico pediatra que vai fazer a correta avaliação.




Marcelo Matusiak

Arcada dentária pode ser a responsável por diversas doenças


 Lordoses, apneia, rinites, gastrites e dores nas articulações são alguns sinais para buscar ajuda de um dentista


Uma nova tecnologia de tratamento, chamada Bioreprogramação Bucal, desenvolvida pelo dentista Rogerio Pavan, de São Paulo, tem a capacidade de diagnosticar e solucionar problemas de saúde em geral, por meio de uma análise simples da boca e do uso de técnicas eficazes de ajuste funcional da arcada dentária. Problemas como ronco, apneia, asma, bronquites, enxaquecas, rinite, aftas, azias, gastrites, dores lombares, lordose, dores articulares, gengivite e entre outros podem ser solucionados com o tratamento da boca, incluindo gengivas, dentes e até a formação óssea da face. Para se ter uma ideia, é possível até mesmo alterar a forma de caminhar, de pisar no chão e ainda aumentar a performance de um atleta, por exemplo.

Segundo Pavan, a formação da arcada dentária e das possíveis disfunções estão, muitas vezes, relacionadas a influência cultural e educacional que a pessoa recebe. “A relação dos pais com os filhos, por exemplo, pode ser responsável pela má formação bucal. Por exemplo, quando o pai dedica a maior parte do tempo ao trabalho e à vida social, delegando à mãe decidir os assuntos pertinentes às crianças, ocorre um maior desenvolvimento da maxila em relação a mandíbula. Esse padrão de crescimento também é observado quando a mãe é do tipo controladora e interfere frequentemente nas decisões do pai”, explica.

“A saúde da boca está diretamente ligada com o equilíbrio dos sistemas respiratório, bioquímico digestivo, esquelético, além de interferir diretamente na mastigação, fala e estética. Se existe uma disfunção da arcada, todo o sistema é afetado e consequentemente doenças surgirão. Infelizmente a maioria da população não tem conhecimento que cuidar da boca e dos dentes não significa apenas ter uma boa aparência, mas, sim manter todo o corpo saudável, contribuindo, inclusive, com a prevenção de doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais (AVC), já que a boca é a porta de entrada de todo o organismo’, afirma o especialista.

A Bioreprogramação Bucal utiliza dispositivos personalizados de compensação das irregularidades da arcada dentária e traz melhoras das mais diversas disfunções físicas. “Já tivemos um caso de  um paciente atleta que apresentava uma disfunção acentuada que ocasionava dores no joelho direito. Depois do tratamento, as dores cessaram e ele melhorou a performance aumentando a força para chutar e hoje consegue correr mais por maior tempo. Outro caso marcante foi a de um garoto de 5 anos que chegou ao consultório se queixando de dificuldades respiratórias provocadas por uma adenóide aumentada, e depois do tratamento se tornou uma criança saudável e disposta, passou a render melhor na escola deixou sua mae muito mais feliz e tranquila, com o tratamento foi possível evitar uma cirurgia!!!

O tratamento pode durar de 8 a 48  meses dependendo do diagnóstico. Os primeiros resultados podem ser percebidos e sentidos imediatamente após o início do uso do aparelho, pois o cérebro faz uma reprogramação imediata de compensação, já equilibrando todos os sistemas: respiratório, bioquímico digestivo e esquelético.




Dr. Rogério Pavan – Cirurgião Dentista - CRO 60820 - Ortopedia, Ortodontia, Reabilitação Oral, Apneia, Ronco, Suplementação Hormonal. Presidente da Odontobalance, cirurgião dentista e criador da Biorreprogramação bucal é formado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (Unisa) e teve os primeiros contatos com a técnica ao trabalhar com seu sogro, doutor Ernesto Furlan, um dos precursores do estudo. Autor do livro “Biocibernética Bucal – Em Busca da Saúde Perfeita”, da editora Madras
Rua Itapeva, 202 – Sala 23 – Cerqueira César – São Paulo – SP
Telefones: (11)3287-0433 / 3287-7010
FB: Rogério Pavan – Face/ Instagram: Odontobalance

Avanços da Medicina em 2018



Em 2018, ocorreram avanços significativos na medicina, que trarão benefícios para a população mundial. Sabendo que o câncer está entre as 10 maiores causas de mortes no mundo inteiro de acordo a OMS, cientistas desenvolvem método com Nanorrobôs inseridos no corpo humano, para matar as células cancerígenas. O resultado deste teste foi bem sucedido. Veja esse e outros avanços da medicina no infográfico abaixo.





O que é bruxismo?


Especialista do Hapvida Saúde explica causas e tratamento de movimento involuntário com os dentes que geralmente ocorre durante o sono


Por ocorrer durante o sono, muitas pessoas demoram a descobrir que sofrem de bruxismo. Bruxismo trata-se do hábito de pressionar e ranger os dentes de maneira forçada, podendo produzir ou não sons. Comum em crianças, o problema também atinge adolescentes e adultos e, se não for tratado devidamente, pode causar complicações.

As consequências do bruxismo são desgaste do esmalte dentário e até mesmo da dentina (parte do dente que fica atrás do esmalte), quebra de próteses ou dentes, sensibilidade, dor e mobilidade dos dentes, dor facial devido à força com que os músculos maxilares são pressionados, dor de cabeça, fadiga facial geral e dor na articulação temporomandibular.

A dentista Renata Maia, do Hapvida +Odonto, explica quais são as causas do bruxismo. "Pode ocorrer devido ao estresse psicológico, seja ele de origem interna ou externa. Os fatores internos estão relacionados a alimentos consumidos, preparo físico, estabilidade emocional, estado de saúde geral, nível de bem-estar e qualidade do sono. Os fatores externos têm a ver com o ambiente em que se vive e a maneira com que cada um enfrenta os desafios do dia a dia. Dentes mal alinhados ou má oclusão podem também ser uma das causas para desencadear o bruxismo", afirma.

Por conta das diferentes causas, o tratamento deve ser feito por um especialista para que a origem do bruxismo possa ser identificada. "Recomenda-se o uso de placas oclusais para evitar a pressão e o ranger de dentes durante o sono. Se o bruxismo for mais severo e causar muita dor, pode-se optar pelo uso de medicamentos para que o paciente relaxe e durma melhor", diz Renata sobre as possibilidades de tratamento odontológico.

Se o bruxismo estiver relacionado ao estresse, porém, é importante encontrar formas de relaxamento e melhora do sono. Prática de ioga, técnicas de respiração, massagens, evitar fumar, consumir álcool e tratamento como terapias cognitivas e comportamentais também são indicados.

Homens estão mais preocupados com autocuidado, mas ainda demoram para buscar especialista


Embora homens da geração X adotem estilo de vida saudável e façam exercícios, o público masculino não consulta o médico – o que atrasa o diagnóstico de doenças crônicas como a DPOC


As diferenças de gênero na forma de lidar com a saúde e o bem-estar são conhecidas. Segundo as estatísticas do governo brasileiro, os homens morrem mais cedo e costumam procurar menos os serviços de saúde, principalmente por falta de tempo e por acharem que estão bemi. Contrários a esse padrão, os homens da geração X, aqueles que têm entre 35 e 50 anos de idade, estão aderindo a um estilo de vida mais saudável e à prática de exercícios físicos. Apesar do novo comportamento, esse público ainda não busca atendimento médico com frequência. Problemas causados pelo fumo, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), podem ser evitados com maior conhecimento sobre os efeitos do cigarro e consultas frequentes com o especialista.

A sigla indica, geralmente, a combinação de duas condições: a bronquite crônica, que é a inflamação dos brônquios, e o enfisema, que é a destruição das paredes dos alvéolos dos pulmões. Os pacientes têm sintomas como falta de ar, tosse seca e pouca disposição para fazer as atividades do cotidiano, porque a doença reduz a passagem de ar nos pulmões. Como os sintomas da DPOC são similares aos de resfriados e outras doenças pulmonares, é comum que as pessoas não deem atenção no começo e procurem ajuda médica quando a condição está avançada. Os números globais sobre a DPOC são alarmantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 5% de todas as mortes em 2015 foram causadas pela doençaii.

Há um movimento para a adoção de hábitos mais saudáveis entre os homens. É o que indica a pesquisa "Homens da Geração X: a cultura do envelhecimento desacelerado", da autoridade mundial na previsão de tendências WGSN. Segundo o levantamento, homens de 35 a 50 anos estão preocupados em prolongar a juventude e, para isso, adotam um estilo de vida mais saudável e praticam mais exercício. De fato, outros estudos já apontam a diminuição do número de fumantes do sexo masculino no Brasiliii.

A DPOC é a quarta principal causa de morte no Brasil e, até 2020, deve se tornar a terceiraiv. Para o Dr. José Roberto Megda, pneumologista da Residência de Clínica Médica do Hospital Universitário de Taubaté, é possível mudar esse cenário com o diagnóstico precoce e com medidas que incentivem a mudança de comportamento dos pacientes. "Embora a principal causa da DPOC seja o tabagismo, não significa que pessoas que nunca fumaram estão livres do risco de ter a doença. Poluição, por exemplo, também afeta a função pulmonarv e pode levar ao desenvolvimento da doença", explica. Além disso, um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada e exercícios beneficia a saúde de todos.

A ida ao médico é um dos maiores problemas entre o público masculino, o mais afetado pela DPOC. De acordo com uma pesquisa do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo, 70% dos homens que procuram consulta com especialista tomam a decisão pela influência da família (mulher ou filhos)vi

Desses, mais da metade adiou a ida ao médico, decisão que levou ao diagnóstico em estágio avançado de doençasvi. "Esse comportamento gera um alerta para o diagnóstico e tratamento da DPOC, geralmente causada pelo tabagismo. Ainda que tenha bons hábitos, a consulta com o especialista não pode ser dispensada, até porque a doença pode aparecer a partir dos 40 anos".

Além do acompanhamento médico, o especialista pontua que o tratamento com medicamentos é fundamental para manter as atividades habituais do paciente – principalmente dessa geração X, que é ativa. "O uso adequado da medicação é fundamental para evitar complicações pela doença e limitações na rotina do paciente. Uma das opções de tratamento é o tiotrópio, que reduz em 16% o risco de morte nos pacientes com DPOC", reforça o médico. O diagnóstico precoce, com o exame de espirometria e a avaliação médica, é a principal medida para evitar complicações. Pacientes com exacerbações frequentes possuem 4,3 vezes mais risco de morte do que os que realizam o tratamento adequado e não enfrentam exacerbaçõesvii.



Boehringer Ingelheim

Doenças relacionadas ao asbesto


O termo asbesto vem da palavra grega “asbesta”, que significa indestrutível, inextinguível, incombustível. Esse mineral também é conhecido comercialmente como amianto, designação proveniente do latim “amianthus” e que significa não-contaminado, incorruptível. Pode-se apresentar, de acordo com suas características mineralógicas, em dois grandes grupos: o dos anfibólios e os da serpentina.

Os anfibólios são fibras retas e compostas por fibrilas dispostas longitudinalmente. O grupo dos anfibólios compreende: a amosita (amianto marrom), crocidolita (amianto azul), antofilita, actinolita e tremolita, entre outros. O grupo das serpentinas é representado pela crisotila (amianto branco) e representa 90% da produção mundial atual. Tem como propriedade: uma alta resistência à tração mecânica; incombustibilidade e grande resistência a altas temperaturas; baixa condutibilidade elétrica; alta resistência a substâncias químicas agressivas; capacidade de filtrar microrganismos; durabilidade e capacidade de resistir ao desgaste e abrasão.

As ocupações de risco incluem: trabalhadores em mineração e transformação de asbesto (fabricação de produtos de cimento-amianto, materiais de fricção, tecidos incombustíveis com amianto, juntas e gaxetas, papéis e papelões especiais) e consumo de produtos contendo asbesto.As principais doenças relacionadas são a asbestose, as doenças pleurais não malignas e as neoplasias pulmonares e mesotelioma maligno de pleura.   

A asbestose é uma pneumoconiose decorrente da exposição inalatória à poeiras contendo fibras de asbesto, caracteriza-se pela fibrose intersticial difusa e clinicamente pordispneia aos esforços e tosse seca que pode evoluir para dispnéia ao repouso, hipoxemia e cor pulmonale. As alterações radiológicas caracterizam-se pela presença de opacidades irregulares predominando nos campos inferiores, e, com freqüência, placas pleurais associadas.

As doenças pleurais pelo asbesto não malignas compreendem os espessamentos pleurais circunscritos, as placas pleurais, quesão áreas focais de fibrose irregularpraticamente desprovidas de vasos e células, assim como de sinais de reação inflamatória, que surgem primariamente na pleura parietal, sendo mais freqüentemente visualizadas nas regiões postero-laterais da parede torácica e também nas regiões diafragmatica e mediastinal. É a doença mais freqüente decorrente da inalação da fibra de asbesto. Outras doenças pleurais não malignas compreendem oespessamento pleural difuso que acomete a pleura visceral, a atelectasia redonda, quando o espessamento pleural pode se estender a áreas dos septos interlobares e interlobulares, geralmente conseqüente a derrame pleural, provocando uma torção de área do parênquima pulmonar, que fica enrolado e atelectasiado e o derrame pleural pelo asbesto que pode ocorrer a qualquer tempo da exposição e apresenta características de exsudato, geralmente é assintomático, mas pode cursar com dor pleurítica e febre.

As neoplasias pleuropulmonares compreendem o câncer de pulmão e o mesotelioma maligno de pleura. No câncer de pulmão, existe um período de latência (início da exposição à manifestação da doença), normalmente mais de 30 anos, para o desenvolvimento da doença. Não há características clínicas, radiológicas ou patológicas que possam distinguir um câncer de pulmão causado pelo fumo ou por outro carcinogênico potencial, ou mesmo sem história de exposição, do causado pela exposição ao asbesto. Existe um sinergismo entre o hábito de fumar e a exposição ao asbesto. Em relação ao mesotelioma maligno de pleura, estudos epidemiológicos sugerem que 75% a 80% dos casos de mesotelioma maligno de pleura estão associados à exposição ao asbesto. Cerca de 80% dos casos ocorrem em trabalhadores expostos ao asbesto no ambiente de trabalho e o restante em membros de sua família ou pessoas que moram próximo à mineração ou a fábricas que utilizam o asbesto. Não existe uma maior prevalência de mesotelioma maligno entre fumantes.

Embora exista uma significativa relação dose-dependência para este tumor com exposição ao asbesto, muitos casos foram documentados com baixos níveis de exposição e por baixos períodos de tempo ocorridos muitos anos atrás (período de latência de 30 a 40 anos). O tumor tende a ser invasivo localmente, mas raramente se metastatiza a locais distantes; pouco responde a medidas terapêuticas como radioterapia ou quimioterapia e o seu prognóstico é extremamente ruim. Outros estudos de coortes de trabalhadores expostos ao asbesto sugerem haver um aumento, nesses grupos, do risco de cânceres gastrintestinais, laríngeos, dos ovários e dos rins.

Em relação a atual legislação, em 29 de novembro de 2017, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) baniu o amianto no Brasil. As duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs 3406 e 3470) proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria (CNTI) que objetivavam derrubar a lei que bania a fibra cancerígena em todo o Estado do Rio de Janeiro foi derrotada pela maioria do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando que a decisão fosse seguida por todas as instâncias da Justiça no Brasil, não deixando ao Congresso Nacional a possibilidade de aprovar legislação para autorizar o uso do material.

Entretanto, passado um ano, do julgamento, a sua sentença, o chamado acordão, ainda não foi publicado. Além da não publicação deste acordão, houve a concessão de liminar permitindo que estados que não tem leis proibindo o amianto ou que elas só vigorem a partir de 2021 continuem a produzir sem restrições, como os casos de Minas Gerais, Goiás (sede da única mina em funcionamento) e Paraná (maior produtor de telhas de amianto no País).




Jefferson Benedito Pires de Freitas - professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, onde é Coordenador Geral do Curso de Especialização em Medicina do Trabalho

O perfil do idoso brasileiro


80% dos homens acima de 50 anos apresentam próstata aumentada



De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050, haverá cerca de 2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos. Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, nesse período, os idosos serão quase 30% da população de nosso país, equivalendo a, aproximadamente, 66,5 milhões de brasileiros. Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, não é de admirar que a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) deva ter sua incidência e prevalência incrementada nos próximos anos. Uma previsão da OMS indica que a HPB acometerá, até essa época, cerca de 80% dos homens acima dos 50 anos.


Mas, o que é a HPB?

A próstata é uma glândula presente no organismo masculino, do tamanho de uma noz e responsável pela produção do líquido seminal. Por volta dos 45 anos, ela tende a aumentar naturalmente de tamanho, no que se chama Hiperplasia Benigna da Próstata (HPB).

Apesar de frequente, essa condição prejudica a qualidade de vida do homem, afetando sua rotina e também a vida sexual. O Professor Dr. Francisco Cesar Carnevale, médico do CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa, destaca que dados recentes da OMS sugerem que a HPB ocorra em 1/4 dos homens com 50 anos de idade; em 1/3 daqueles com 60 anos e em metade dos que têm 80 anos ou mais.

Dentre seus principais sintomas, estão a dificuldade para urinar, a necessidade frequente e urgente de urinar, o aumento da micção noturna, a constante sensação de não esvaziamento completo da bexiga, entre outros.

Considerada uma doença, por conta das consequências que traz para o bem-estar do paciente, a HPB pode ser tratada por meio de um método minimamente invasivo: a chamada Embolização das Artérias Prostáticas (EAP), realizada por via endovascular para reduzir o fluxo de sangue da glândula. “O procedimento é reconhecido como opção segura e eficaz”, garante o médico.

Pioneiro no desenvolvimento desta técnica, o Professor Dr. Francisco Cesar Carnevale conta que o procedimento é feito com anestesia local e o paciente recebe alta algumas horas após a intervenção. “O objetivo é diminuir o volume e alterar a consistência da próstata, tornando-a mais macia.”

Os resultados são muito satisfatórios: “Já tratamos mais de 400 pacientes e a taxa de sucesso ficou entre 90 a 95%”, conclui o médico.


Prof.  Dr. Francisco Cesar Carnevale - médico do CRIEP - Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisaautoridade médica referência nacional e internacional em Radiologia Intervencionista, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular. Sua principal linha de pesquisa está focada no tratamento de pacientes com sintomas do trato urinário inferior associados ao crescimento da próstata pela Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). Pioneiro a publicar na literatura científica mundial, a técnica de Embolização das Artérias da Próstata (EAP) dentro do Hospital das Clínicas da FMUSP, sob a supervisão dos professores Miguel Srougi e Giovanni Guido Cerri.  É diretor de Radiologia Vascular Intervencionista do Instituto de Radiologia (InRad-HCFMUSP), do Instituto do Coração (InCor-HCFMUSP) e do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo (SP). É responsável pelas disciplinas de Graduação e Pós-graduação na área de Radiologia Intervencionista da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).




CRIEP - Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa

Mulheres têm mais chances de infartar que os homens; exame simples ajuda na prevenção


Estudos apontam que 1 em cada 5 mulheres pode sofrer um infarto no Brasil; estresse aumenta 75% no final do ano e pode prejudicar o coração

Medicina Nuclear conta com tecnologia que ajuda a detectar risco de infarto, entenda como


Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde – as doenças cardiovasculares são responsáveis por 1/3 de todas as mortes de mulheres no mundo e estudos médicos apontam que, no Brasil, uma em cada cinco mulheres pode sofrer um infarto. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), há cinquenta anos, a cada dez mortes por infarto, nove eram homens e uma mulher. Nos últimos seis anos, houve uma diminuição da mortalidade nos homens, e um aumento, das mulheres. Hoje a proporção é de seis homens e quatro mulheres.

Este aumento da incidência de infarto nas mulheres é consequência do envelhecimento natural e do estilo de vida. Obesidade, diabetes, colesterol, tabagismo, sedentarismo e a pressão arterial elevada são alguns fatores. Além disso, muitas mulheres realizam a chamada jornada tripla, o que aumenta o estresse e ansiedade. De acordo como a ISMA (International Stress Management Association), no final do ano o estresse aumenta 75% e, com ele, os riscos de infarto ou outras doenças cardiovasculares.


Sintomas são diferentes nas mulheres

Dor no peito e nos braços e suor frio são sintomas do infarto bem conhecidos. Nas mulheres os sintomas clássicos podem não acontecer, sendo comum enjoos, falta de ar, cansaço inexplicável, desconforto no peito e arritmia. “Ao infartar, as mulheres têm dores consideradas atípicas, ou seja, quadros diferentes do infarto clássico, e por isso podem ser subdiagnosticadas. Isso torna os exames preventivos ainda mais importantes”, afirma a cardiologista e médica nuclear da DIMEN SP (www.dimen.com.br), Dra. Priscila Cestari Quagliato.


Medicina Nuclear pode ajudar a prevenir o infarto

A Medicina Nuclear apresenta um papel fundamental no processo de avaliação de risco cardiovascular: a cintilografia de perfusão miocárdica é um exame que avalia se o fluxo de sangue para o coração está preservado ou não (a chamada isquemia, falta de fornecimento sanguíneo) e ainda localizar qual a coronária deve ser tratada. Este diagnóstico pode indicar o risco de infarto e evitá-lo, por meio da mudança de hábitos, por exemplo.

PET-CT (Tomografia por Emissão de Pósitrons e Tomografia Computadorizada) também pode ajudar. “Este exame permite determinar com precisão se uma área de músculo cardíaco foi perdida em um evento isquêmico ou se ainda há chance de recuperá-la com cirurgia ou angioplastia, a chamada pesquisa de viabilidade miocárdica”, explica afirma a cardiologista. Esta técnica também pode ser utilizada na pesquisa de processos inflamatórios que eventualmente acometem o músculo cardíaco, como nas miocardites, no Lúpus Eritematoso Sistêmico ou na Sarcoidose, doenças potencialmente fatais quando se estendem ao coração.




DIMEN

Incidência de infecção urinária aumenta com a chegada do verão


Mulheres são as mais afetadas pela doença

Junto com os meses de temperaturas mais elevadas, ideais para maior frequência em praias e piscinas, também chegam as infecções urinárias com sintomas e desconfortos que atingem, principalmente, as mulheres. A uretra, mais curta do que a dos homens, facilita a entrada de bactérias no canal urinário, que alcançam a bexiga e encontram um ambiente úmido e aquecido, propício ao seu desenvolvimento.

De acordo com a médica da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Dra. Cristina Rocha, nos períodos mais quentes a principal causa das Infecções do Trato Urinário (ITU) é a desidratação, pois a perda de líquidos pelo suor e respiração não é reposta com a devida quantidade de água, o que gera menor quantidade de urina. "Isso implica em menor número de micções ao longo do dia, favorecendo uma maior permanência de bactérias, que chegam à bexiga através do canal urinário".

Soma-se a isso, o fato de que o aumento da umidade em áreas íntimas durante o verão determina mudanças na população de bactérias e germes comuns dessa região, causando um desequilíbrio que propicia o desenvolvimento de infecções.

Os tipos de infecções urinárias são vários. As mais simples são as que se caracterizam por dor no baixo ventre, ardência ao urinar, maior frequência urinária e, algumas vezes, até urina com sangue, porque atingem apenas a uretra e a bexiga, quadro clínico denominado uretrite e cistite. "Se a infecção ascender aos rins, o quadro é mais grave, com dor nas costas, febre e calafrios que chamamos de pielonefrite aguda", lembra Dra. Cristina.


Pessoas mais afetadas


Mulheres jovens: são as que mais apresentam infecção urinária, especialmente ao iniciarem sua vida sexual, uma vez que pequenos traumas e modificações da flora bacteriana na região íntima são fatores que favorecem a contaminação do aparelho urinário.


Mulheres na menopausa: as mudanças hormonais predispõem às infeções. Na menopausa, o revestimento interno urinário se torna mais frágil, com pouca defesa às agressões bacterianas que penetram o canal da uretra.


Mulheres grávidas: durante a gravidez, há variações hormonais fisiológicas e o crescimento uterino ao longo dos meses compromete o esvaziamento da bexiga, causando certo grau de "retenção urinária" que propicia o aparecimento de ITU.


Idosos: homens e mulheres costumam apresentar infecção urinária com pouco ou nenhum sintoma, causada pela incontinência (perda urinária involuntária), variações frequentes do ritmo intestinal (constipação/diarreias), doenças crônicas, como diabetes; e inflamações e crescimento da próstata nos homens.


Prevenção

Para prevenir, Dra. Cristina explica que é preciso tomar água suficiente para provocar de seis a oito micções, distribuídas uniformemente ao longo do dia. "Ao mesmo tempo temos de evitar a retenção da urina, que prejudica o adequado esvaziamento da bexiga", afirma.
A médica dá algumas dicas:
  • Revisão de hábitos de higiene, utilizando apenas papel higiênico descartável, evitando uso de duchas e produtos específicos propagados como "mais seguros" a cada micção;
  • Utilização de água e sabonete após as evacuações, com cuidado no direcionamento do fluxo de água para o enxague;
  • Regularização do ritmo intestinal, pois longos períodos de constipação permitem a proliferação bacteriana pela presença de fezes ressecadas na ampola retal;
  • Revisão ginecológica anual, para mulheres e consulta urológica para os homens, especialmente quando apresentam quadros pouco comuns de ITU;
  • Cuidados de higiene antes e após as relações sexuais;
  • Uso de preservativos;
  • Dar preferência por roupas íntimas de algodão, evitando tecidos sintéticos e modelos "colados" ao corpo, especialmente nas regiões íntimas.
A especialista alerta para a importância da consulta médica assim que aparecerem alguns sinais, para a realização de exames. "As infecções urinárias, ainda que apresentem sintomas brandos, devem ser diagnosticadas corretamente, com identificação de sua da causa, para a prescrição do tratamento indicado."

Segundo a médica, há riscos da doença afetar os rins, com formação de abscesso ou disseminação sistêmica, em alguns casos, chegando a provocar quadros graves de infecção generalizada. "Cronicamente, de forma silenciosa, podem determinar a formação de cicatrizes nos rins, com progressiva redução da capacidade renal de filtração do sangue".

Alguns fatores devem ser avaliados, em particular naquelas pessoas que já apresentaram episódios repetidos de ITU, relacionados aos hábitos higiene, ingesta de líquidos, número e distribuição de micções ao longo do dia, função intestinal e exame ginecológico regular, a fim de receberem orientações para evitar recorrência dessas infecções.



Pneumonia em crianças: 10 coisas que os pais precisam saber sobre a doença


A pneumonia é uma infecção respiratória grave que pode levar a óbito, principalmente crianças menores de cinco anos.1,2 Ela é uma das principais causas de hospitalização no Brasil e no mundo, sendo que cerca de 1,2 milhão de crianças morrem anualmente em decorrência desta enfermidade.3

Mas como proteger as crianças da pneumonia? Confira abaixo 10 importantes informações sobre a doença e como os pais tem um importante papel na prevenção de seus filhos.


1) Qualquer pessoa, em qualquer idade, pode ter pneumonia?

Qualquer pessoa pode desenvolver a doença, mas crianças com até cinco anos de idade, lactentes, idosos e pessoas com doenças cardiopulmonares são as mais vulneráveis.2,6,7


2) A pneumonia é uma doença grave?

A pneumonia é uma infecção respiratória grave, caracterizada por tosse, febre e secreção. A doença é responsável por altas taxas de internações e mortalidade, especialmente entre crianças menores de cinco anos. Cerca de 15 milhões de crianças são hospitalizadas, por ano, nos países em desenvolvimento como o Brasil. A doença também é responsável por cerca de 20% dos óbitos anuais em todo o mundo.2

Em 2016, a pneumonia foi a maior causa de mortalidade infantil por doenças infecciosas no mundo. Essa informação foi observada ao analisar crianças menores de 5 anos.6


3) Quais sãos os principais fatores de risco para o desenvolvimento de pneumonia em crianças?

Os principais fatores de risco são baixo peso no nascimento, desnutrição, falta de aleitamento materno (pelo menos nos seis primeiros meses de vida), deficiência de vitamina A, poluição ambiental, exposição à fumaça de cigarro (fumantes passivos) e falta de imunização adequada com as vacinas disponíveis contra as principais doenças infecto-contagiosas que predispõem a pneumonias e contra os principais agentes de pneumonias (sarampo, varicela, coqueluche, gripe, Haemophilus influenzae tipo b, pneumococos).8


4) Quais são os principais sintomas da pneumonia em crianças?

Os principais sintomas são tosse constante, febre, gemidos por causa de problemas respiratórios, dificuldade para se alimentar, apatia, prostração e aumento da frequência respiratória. As crianças que manifestarem esses sinais devem ser levadas para atendimento médico imediato para tratamento adequado.8


5) Os sintomas da pneumonia podem ser confundidos com os da gripe?

Tosse, febre alta, dores pelo corpo e mal-estar são sinais típicos de gripe, mas também podem ser sintomas da pneumonia. Geralmente os sinais da gripe passam em três a quatro dias. Se os sintomas durarem mais que isso e surgir falta de ar, tosse com secreção e dor no peito, há possibilidade de ser pneumonia e um médico/pediatra deve ser consultado.3,9


6) Gripe pode causar pneumonia?

Gripe é provocada por vírus e a pneumonia também pode ser ocasionada por vírus, mas a mais frequente é por bactérias.9 Porém, alguns vírus da gripe podem invadir o pulmão e comprometer seu sistema de defesa, deixando a pessoa mais vulnerável e mais suscetível aos agentes que causam a pneumonia.3


7) Fumar perto dos filhos pode contribuir para o desenvolvimento de pneumonia infantil?

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 700 milhões de crianças no mundo são vítimas do fumo passivo, que sofrem com maior incidência de diversas doenças como a pneumonia. No Brasil, as crianças são 40% das vítimas do fumo passivo.10


8) Quais as principais causas de pneumonia em crianças?

A pneumonia é causada por diversos agentes infecciosos, incluindo vírus, bactérias e fungos, e pode ser transmitida de algumas maneiras.4 Os vírus e bactérias que são encontrados no nariz ou na garganta de uma criança podem infectar os pulmões se forem inalados. Além disso, esses microorganismos também podem se espalhar através de tosse ou espirro, e até mesmo pelo sangue, especialmente durante e logo após o nascimento.4

A bactéria Streptococcus pneumoniae ou pneumococo é a principal causa de pneumonia e de doença invasiva preveníveis através de vacinação, em crianças com menos de cinco anos.5


9) A vacinação é a forma mais eficiente de prevenção da pneumonia bacteriana em crianças?

A forma mais eficiente de prevenir contra a pneumonia causada pelo pneumococo é a vacinação.1,13 O Calendário de Vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a administração de duas doses da Vacina Pneumocócia 10-valente (conjugada) idealmente aos 2 meses e aos 4 meses de idade e uma dose de reforço aos 12 meses.11

A vacina Pneumocócia 10-valente (conjugada) está disponível gratuitamente nos postos de saúde para crianças menores de cinco anos.11,12


10) Há outras formas de prevenção contra a pneumonia na infância?
Além da vacinação, outras formas de prevenção da doença em crianças são: lavar as mãos regularmente, garantir uma nutrição saudável, não compartilhar mamadeiras, copos e utensílios de cozinha e beber água potável.13,14

*Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.




GSK 




Referências:
  1. FIOCRUZ. Doenças pneumocócicas: informações técnicas. Disponível em:< https://agencia.fiocruz.br/doen%C3%A7as-pneumoc%C3%B3cicas-informa%C3%A7%C3%B5es-t%C3%A9cnicas>. Acesso em: 26 de nov. 2018.
  2. GOVERNO DO BRASIL. Tire suas dúvidas sobre a vacina contra a pneumonia. 2017. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/editoria/saude/2014/11/tire-suas-duvidas-sobre-a-vacina-contra-a-pneumonia>. Acesso em: 26 de nov. 2018.
  3. HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS. Pneumonia: mitos e verdades. In: Sua Saúde, 2017. Disponível em: <https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/sua-saude/Paginas/pmeumonia-mitos-verdades.aspx>. Acesso em: 26 de nov. 2018.
  4. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Pneumonia. 2016. Disponível em: <http://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/pneumonia>. Acesso em: 26 de nov. 2018.
  5. ANDRADE, A.L. et al. Bacteriology of Community-acquired Invasive Disease Found in a Multicountry Prospective, Population-based, Epidemiological Surveillance for Pneumococcus in Children in Latin America. The Pediatric Infectious Disease Journal. 31(12):1312–1314, 2012.
  6. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Levels & Trends In Child Mortality Report 2017. Disponível em: https://www.unicef.org/publications/files/Child_Mortality_Report_2017.pdf. Acesso em: 26 de nov. 2018.
  7. GOMES, L. Fatores de risco e medidas profiláticas nas pneumonias adquiridas na comunidade. J Pneumol 27(2):97-114, 2001.
  8. SOCIEDADE DE PEDIATRIA DE SÃO PAULO. Pneumonia aguda na criança. 2007. Disponível em: <http://www.spsp.org.br/2008/01/28/pneumonia_aguda_na_crianca/>. Acesso em: 26 de nov. 2018.
  9. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA. Infecções Respiratórias. Disponível em: <https://sbpt.org.br/portal/publico-geral/doencas/infeccoes-respiratorias/>. Acesso em: 26 de nov. 2018
  10. HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS. Crianças expostas à fumaça do cigarro têm maior risco de câncer, doenças pulmonares e morte súbita. 2017. Disponível em: <https://hospitalsiriolibanes.org.br/imprensa/noticias/Paginas/Crian%C3%A7as-expostas-%C3%A0-fuma%C3%A7a-do-cigarro-t%C3%AAm-maior-risco-de-c%C3%A2ncer,-doen%C3%A7as-pulmonares-e-morte-s%C3%BAbita.aspx>. Acesso em: 26 de nov. 2018.
  11. BRASIL. Ministério da Saúde. Vacinação: calendário nacional de vacinação. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/vacinacao/calendario-vacinacao >. Acesso em: 26 de nov. 2018.
  12. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário de vacinação da criança: recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2018/2019 [atualizado até 26/08/2018]. Disponível em: <https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-crianca.pdf>. Acesso em: 26 de nov. 2018.
  13. NHS. Pneumococcal Infections – Prevention. Disponível em: <https://www.nhs.uk/conditions/pneumococcal-infections/prevention/>. Acesso em: 26 de nov. 2018.
  14. UNITED NATIONS CHILDREN’S FUND. Pneumonia – The Deadliest Childhood Disease. Disponível em: <https://data.unicef.org/wp-content/uploads/2015/12/World-Pneumonia-Day-Infographic_242.pdf>. Acesso em: 26 de nov. 2018

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