Com
20% dos brasileiros focados no bem-estar emocional em 2026, COO da Whoosh, Cadu
Souza, aponta como mudanças no deslocamento e novos hábitos ajudam a reduzir o
estresse
Divulgação
Com o fim das férias e a retomada definitiva
do ritmo de trabalho, o brasileiro começa a colocar em prática suas metas para
o ano. Segundo dados do Datafolha de dezembro de 2025, 20% dos brasileiros
estabeleceram como prioridade cuidar da saúde mental e emocional em 2026. No
entanto, o retorno às grandes metrópoles impõe um desafio imediato a esse
objetivo: o estresse dos congestionamentos e do transporte público saturado.
Para quem busca equilibrar produtividade e
bem-estar, a solução pode estar em pequenos ajustes diários. Cadu Souza,
diretor de operações da Whoosh no Brasil - multinacional
líder em micromobilidade urbana e responsável pelas patinetes elétricas
amarelas - vivencia essa realidade diariamente e ressalta que, para ele, a
forma como chegamos ao trabalho pode ditar o tom do expediente. "O
estresse urbano é um ladrão silencioso de produtividade. Muitas vezes, o
profissional já chega ao escritório mentalmente exausto por causa de um trajeto
caótico", explica Cadu.
Pensando como alguém que transita diariamente
pelo coração das capitais, o executivo compartilha cinco estratégias que aplica
em sua rotina para otimizar o tempo e preservar a saúde mental:
- Criar
uma margem de segurança: Sair com alguns minutos de
antecedência elimina a ansiedade do atraso. Para Cadu, essa folga permite
que o deslocamento seja previsível, sem a pressão do relógio.
- Organização
visual e priorização: O uso de planners, agendas
ou apps como Notion e Trello para organização ajuda a descarregar o
cérebro. "Visualizar o que é prioridade logo cedo evita que a mente
fique tentando 'lembrar' de tudo enquanto você ainda está no
trajeto", afirma.
- Eliminar
o estresse da "última milha":
"Em trechos curtos de até 2 ou 3 km, o transporte público lotado ou o
trânsito parado geram um desgaste desnecessário. Eu substituo esses
trajetos finais pela patinete elétrica. Além de evitar aglomerações, o vento
no rosto e a agilidade ajudam a arejar a mente antes de entrar no
escritório", pontua.
- Blocos
de foco com a Técnica Pomodoro: No escritório, Cadu sugere
organizar o trabalho em ciclos de foco total. Isso evita a estafa mental e
garante que o ritmo de retorno das férias não se torne uma sobrecarga
imediata.
- Ritual
de encerramento: Da mesma forma que o trajeto de ida prepara
para o trabalho, o de volta deve desconectar. "Organizar as
pendências para o dia seguinte antes de sair permite que você encerre o
ciclo de trabalho e aproveite o deslocamento de retorno como um momento de
transição para a vida pessoal".
Por fim, o executivo reforça que, embora essas estratégias funcionem, o segredo está em adaptá-las ao que faz sentido para o ritmo de cada pessoa, e na força para a construção dos novos hábitos até que eles se tornem automáticos. “No fim das contas, trocar um trajeto estressante por uma escolha mais leve é um exercício diário de tentar retomar o controle sobre o próprio tempo e bem-estar”.
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