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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Cães podem comer açúcar?



Veterinário diz que tipo de alimentos adocicado os cães podem consumir


Se o consumo desregrado de açúcar pode causar malefícios ao ser humano, o mesmo ocorre com os cães, como explica o médico veterinário da Naturalis (Total Alimentos), Marcello Machado “O açúcar pode trazer inúmeros problemas, principalmente obesidade e a rejeição futura de alimentos adequados para a saúde do animal”. Segundo o veterinário, os tutores não devem oferecer doces em barras, sejam caseiros ou industrializados, e, principalmente, chocolates! “O chocolate é tóxico para cães e também gatos. A substância chamada teobromina, presente no cacau, pode causar intoxicações, vômitos e diarreia”, afirma.


Sabor doce

Mas os cães podem consumir doce?  Sim, mas desde que seja de uma fonte natural. “Se o tutor pretende oferecer sabores adocicados para os cães, pode optar por frutas, como mamão e maçã, e vegetais como, cenoura e batata-doce.  Esses ingredientes, inclusive, já fazem parte da composição de algumas rações, que já contêm a quantidade balanceada desses ingredientes”


Paladar dos cães

Não se engane, os cães possuem menos papilas gustativas do que ser humano. Então, seu melhor amigo, não sente com tanta intensidade os sabores “O homem tem 9 mil papilas gustativas, enquanto os cães têm, aproximadamente, 1706 apenas”, finaliza o veterinário. 










ESTADO X SOCIEDADE, SEQUESTRO E EXTORSÃO



       É verdade que a hegemonia esquerdista desgraçou-se naquela esquina do tempo em que a crise causada pela irresponsabilidade fiscal se encontrou com as revelações sobre a corrupção. Mas o projeto para a conquista da hegemonia era primoroso. Fazia parte dele o fatiamento da sociedade com a escolha de determinados grupos sociais contra os quais se lançaram contra todas as injúrias de modo a suscitar animosidade. Era a velha luta de classes adquirindo múltiplas formas num engenhoso caleidoscópio político.

        Estão no foco dos antagonismos e execrações cultivadas ao longo das últimas três décadas:

·       os conflitos "raciais" e a imediata identificação da população branca como devedora de uma conta acumulada em três séculos e vencida desde 1888;

·       os conflitos de "gênero", em que as presunções de responsabilidade recaem sobre os heterossexuais do sexo masculino que, ademais, são presumivelmente machistas;

·       os conflitos de classe social, onde os ressentimentos se concentram nos andares mais altos da classe média para cima, lá onde se situam os maiores ódios de Marilena Chauí;

·       os conflitos retrô do mundo do trabalho, institucionalmente patrocinados, nos quais o setor público, supostamente abnegado e generoso, vê com maus olhos o setor produtivo da economia e o "diabólico" mercado.

·       os conflitos geracionais, face aos quais, quem tiver mais de 40 anos, é um opressor, inconformado com a liberdade, autonomia, ideias e estilos de vida das gerações mais jovens, devendo ser rejeitado por todos que aí se enquadrem, inclusive pelos próprios filhos.

        De início foi um estratagema petista. Com o tempo, consolidaram-se os conceitos e todos os demais partidos de esquerda passaram a adotá-lo. A imensa maioria dos demais participantes dos mecanismos de formação da opinião pública a ele aderiram: grandes meios de comunicação, mundo acadêmico, agentes do ambiente cultural, militantes em ambientes virtuais e, até mesmo, grupos religiosos. No andar da carroça foram nascendo centenas de movimentos, ditos sociais, cuja existência tem tudo a ver, e só tem a ver, com a organização desses antagonismos, cujo plantio ocorreu diante de nossos olhos.

        Ao unir e estruturar uma infinidade de minorias para criar e gerir conflitos, a esquerda brasileira, pilotada pelo PT, definiu esse empreendimento como essência do famigerado "politicamente correto". Enquanto o cultivava, como estratégia diversionista, chegava ao poder e implementava aquilo que, desde logo, deveria ter sido compreendido como o conflito real, a ser enfrentado com total dedicação: a opressão do Estado contra todos, inclusive aqueles que a esquerda arregimentou para suas causas. De fato, o Estado brasileiro, de modo crescente, pratica contra a nação, sua vítima, os crimes de sequestro e extorsão. A cidadania nos põe, de modo irrecorrível, a mercê de um triplo garrote fiscal - federal, estadual e municipal - que não nos deixa alternativa.

 

        Acabei de descrever o grande golpe através do qual o Estado, hegemonizado pela esquerda que se concentra nos seus quadros, subjugou e imobilizou a soberania popular. Um verdadeiro ippon no judô da política.

 

 



Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.



Franquias: cuidar para não multiplicar problemas ambientais e sociais



O título pode ser chamativo ou exagerado, porém, é um alerta para as questões do desenvolvimento sustentável atreladas a este tipo de modelo de negócio: o franchising. Principalmente porque nestes últimos dias muitos colegas, clientes e amigos estiveram comentando intensamente, postando fotos nas suas redes sociais e fazendo negócios na maior feira de franquias da América Latina.

Segundo a ABF (Associação Brasileira de Franquias), no ano de 2017, a feira, em 4 dias, reuniu 65 mil visitantes e 400 negócios do nosso País e do exterior. Isto só reforça o importante movimento de crescimento do setor, que, segundo a própria ABF, mostra que neste primeiro trimestre o segmento cresceu nominalmente 9,4%, em época de saída da recessão econômica.

Escutei muitas histórias de colegas e alunos que perderam o emprego e a solução foi investir o fundo de garantia de anos em um negócio, e nada melhor do que empreender numa marca já consolidada, com modelo financeiro montado e processos bem definidos. Ou ainda, tiveram uma ideia, começaram desenvolvendo um negócio, depois, para poderem crescer, resolveram ser franqueadores e multiplicar o seu negócio. Sim, franquia é um modelo de negócio que pode ser muito rentável e vitorioso, seja como franqueado ou franqueador, se gerido, obviamente, com muito cuidado e dedicação, sem esquecer que sempre, para qualquer negócio, haverá impactos sociais e ambientais negativos.

A ABF tem feito um movimento para promover a sustentabilidade nos negócios de franquias, inclusive, nesta última feira, para incentivar ainda mais, realizaram novamente o Prêmio ABF Estande Sustentável, que está na sua 7a edição, além de promoverem de outros prêmios de sustentabilidade ao longo do ano.

O Sebrae é uma outra fonte de conhecimento para micro e pequenas empresas que estejam pensando nos seus impactos sociais e ambientais, principalmente dentro do modelo de franquia que pode ser um ótimo disseminador destas boas práticas. No site do Centro Sebrae de Sustentabilidade existem diversos modelos de negócios mais sustentáveis, práticas e cartilhas para o dia a dia, como o pensamento no ciclo de vida do produto, gestão de resíduos, água, energia, entre outros.

Fico abismado quando imagino uma empresa de alimentos que está crescendo vertiginosamente no mercado com formato de franquia e que em seu famoso manual não exista nenhuma observação referente à gestão dos resíduos, sejam eles orgânicos, compostáveis ou recicláveis. Em pleno movimento para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos no País, uma empresa que tem o poder de multiplicar boas práticas, independente do local aonde ela vá, não tendo uma linha sobre o tema. Isso sem falar na questão energética e hídrica, quando vários estados estão com estes problemas, entre tantos outros temas das questões ambientais.

Outro ponto é a questão social em que algumas franquias, que se desenvolvem vertiginosamente, poderiam ir além das normas e regras da CLT. Puxa, será que estou sendo ingênuo ou sonhador demais? Poderia, sim, trabalhar com questões de desenvolvimento pessoal, empreendedorismo, liderança, relacionamento pessoal, entre outras temáticas. Afinal, se franqueado e franqueador investirem nisso, talvez, realmente o negócio cresça, seja perene e não somente um local com alto turnover para iniciantes laborais. Além disso, não podemos esquecer do poder multiplicador de influenciar fornecedores e distribuidores com as boas práticas do real desenvolvimento sustentável.

Não posso deixar de colocar aqueles negócios que já nascem com esta vertente, como as empresas que estão inserindo os orgânicos e a alimentação saudável, franquias que lavam carro quase sem água, negócios sociais que ajudam pessoas, entre outras.

Pensar somente em crescer e multiplicar produz um organismo desagradável que se espalha pelo planeta e aniquila outras espécies. Espero que este segmento de mercado, que é o franchising, entenda o poder que possui de replicar processos, negócios, marcas, produtos e serviços, e que usem este “poder especial” de multiplicação para melhorar e mitigar os impactos sociais e ambientais que todo negócio possui. Talvez, quem sabe, eliminá-los e ser um organismo de regeneração.






Marcus Nakagawa - professor da graduação e pós da ESPM; idealizador e diretor administrativo da Abraps (Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade); consultor e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida.www.marcusnakagawa.com





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