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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Doação de Órgãos: Você sabe o que é preciso para ajudar a salvar vidas?



O índice de doações de órgãos vem aumentando progressivamente nos últimos anos no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), houve um crescimento de 24% entre 2012 e 2016. Ainda assim, esse número está abaixo do índice observado em países que se destacam na doação. No entanto, a expectativa e trabalho da entidade são para que haja um crescimento continuado, em torno de 10% ao ano, nos próximos anos. No entanto, existe muita desinformação e falta de conscientização sobre o processo decisório. A situação mais comum é quando os interessados deixam de comunicar aos seus familiares a decisão de serem doadores e assim, deixam de ajudar a salvar mais vidas. Familiares e amigos precisam saber desse desejo para passá-lo à frente e para que as doações aconteçam. 


De acordo com nefrologista e presidente da ABTO, Dr. Roberto Ceratti Manfro, muitas vezes, a negativa ocorre porque os familiares não sabem do interesse dos seus pais, filhos e cônjuges, por exemplo, em relação à doação de órgãos. Segundo a mesma entidade, no Brasil, em 2016 a recusa familiar à doação de órgãos foi de 43%, considerados potenciais doadores. “Não há documentos ou protocolos para registrar o desejo de doação em vida. A pessoa que tiver interesse em doar deve simplesmente avisar sua família e amigos de sua decisão”, destaca Manfro. Esse deve ser o principal ponto de atenção para aqueles que querem dar uma nova chance a uma nova vida. 


No Brasil, o único tipo de óbito que permite a doação de órgãos é a morte encefálica, a qual após confirmada, a família é consultada de forma respeitosa e empática para saber se a decisão foi manifestada pela pessoa que faleceu. Caso isso não tenha acontecido, a família é consultada sobre a possibilidade da doação e assim pode decidir. Só no último ano, foram realizados 22.489 transplantes no Brasil, considerando os seguintes órgãos e tecidos: rim, fígado, pâncreas, coração, pulmão e córnea. E esse número pode aumentar a partir do momento que mais pessoas compreenderem esse processo simples – mas, muitas vezes, desconhecido por aqueles que querem ser doadores. 


“Informação é a base para qualquer tomada de decisão. Queremos, cada vez mais, trazer relevância para esse tema, destacando que um doador pode salvar ou melhorar as vidas de até 10 outras pessoas”, pontua o nefrologista.  Ele reforça que a doação é um ato de solidariedade, talvez o único que alguém pode fazer após a morte. Atualmente, no Brasil, existem, aproximadamente, 35 mil pessoas aguardando por um transplante. 

  
Pensando nisso, a ABTO reforça o portal Outra Vida Nova Chance com o objetivo de esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, derrubar mitos e incentivar essa ação que pode ajudar a salvar milhares de vidas. Confira mais informações sobre se tornar ou apoiar a causa no site oficial da ABTO e no portal Outra Vida Nova Chance.  




Sobre a ABTO 
A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos é uma sociedade médica, civil e sem fim lucrativo, que tem por finalidade estimular o desenvolvimento de todas as atividades relacionadas com os transplantes de órgãos no Brasil. A instituição contribui também para o estabelecimento de normas técnicas, criação e aperfeiçoamento de legislação relacionada a este tema, além de estimular a doação de órgãos e tecidos, apoiar a criação de centros de transplantes e executar ações para a identificação e acesso de pacientes que necessitam de transplantes. A ABTO realiza congressos, simpósios, conferências, campanhas e outras atividades difundindo junto ao público em geral o significado humanitário, científico e moral da doação de órgãos e tecidos para transplante.



Libbs Farmacêutica






Púrpura autoimune destrói células sanguíneas e afeta qualidade de vida de pacientes



Ainda pouco conhecida, a Trombocitopenia Imune Primária– também conhecida como PTI – é considerada benigna, mas requer tratamento adequado e acompanhamento médico para evitar complicações


Manchas avermelhadas na pele, hematomas sem causa aparente e sangramentos espontâneos na gengiva, narinas, urina e fezes. Esses podem ser os sintomas de uma doença ainda pouco conhecida: Trombocitopenia Imune Primária (PTI), conhecida popularmente como púrpura. Segundo a Abrale - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, 19 mil brasileiros, em sua grande maioria mulheres (73%), são acometidos pela enfermidade[i].

A PTI é uma doença hematológica autoimune em que o próprio organismo passa a destruir as plaquetas, células responsáveis pela coagulação do sangue. Em um indivíduo saudável, o número de plaquetas varia de 150 a 400.000 por microlitro, enquanto em pacientes com PTI esse número chega a menos de 20.000 nas formas mais severas. Essa baixa pode ocasionar sangramentos na pele e nas mucosas, além de sangramentos nasais, nas gengivas, gastrintestinais, no trato urinário e, em casos mais graves, hemorragias cerebrais. 

De acordo com o hematologista Phillip Scheinberg, chefe da Hematologia Clínica do Hospital A Beneficência Portuguesa de São Paulo, a PTI atinge homens e mulheres, mas se manifesta de maneiras diferentes em crianças e adultos. “Em crianças, é comum que o nível de plaquetas volte ao normal e os sintomas ‘desapareçam sozinhos’ - o que classificamos como remissão espontânea. Em adultos, no entanto, a remissão espontânea é não é frequente e a tendência é de que a doença se torne crônica, sendo necessário acompanhamento e tratamento contínuos”, afirma.

É comum que tanto a doença quanto determinados tratamentos afetem significativamente a qualidade de vida do paciente. Por isso, o especialista alerta para a importância de se controlar os sintomas a fim de evitar complicações. “O mais importante para o paciente com PTI é manter a contagem de plaquetas em um nível estável e mais seguro, a fim de evitar as hemorragias espontâneas. Além disso, recomendamos atenção na prática de esportes e atividades físicas, já que machucados e sangramentos podem ser decorrentes de traumas quando as plaquetas estão baixas”. 

O diagnóstico da PTI é feito por meio de um hemograma completo, que detecta a contagem exata de plaquetas. Para descartar a possibilidade de outras doenças, o médico também pode solicitar exames adicionais, já que o número anormal de plaquetas pode estar relacionado ao uso de medicamentos, outras doenças e certas infecções. Ou seja, o diagnóstico é de exclusão. “Com a confirmação do diagnóstico, a PTI deve ser classificada como aguda, persistente ou crônica. Essa classificação é fundamental para auxiliar o médico na escolha do tratamento a ser seguido”, explica o especialista.


Falta de informação ainda é desafio para pessoas com PTI

Apesar de ser classificada como uma doença benigna, conviver com PTI envolve uma série de desafios. Um deles é o uso de corticoides, que apresentam diversos efeitos colaterais, como ganho de peso, irritabilidade, inchaço, insônia e alterações de humor, entre outros. Além do impacto na saúde, muitas pessoas sofrem com abalo emocional e social, prejudicando também a adesão ao tratamento. “O uso de corticoides para tratamento da PTI não deve ultrapassar alguns meses, especialmente nas doses mais altas, por conta dos efeitos colaterais. Atualmente, existem opções terapêuticas inovadoras, com bem menos efeitos colaterais, que permitem a descontinuação dos corticoides - reduzindo os efeitos não desejáveis e melhorando a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Phillip Scheinberg.

Outra dificuldade é a falta de informações sobre o assunto. Pensando nisso, a Abrale criou a campanha É possível viver bem com PTI - Histórias de Superação”, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a doença e compartilhar histórias de pessoas convivem com a PTI. É o caso da atleta olímpica de natação Ana Marcela, Bicampeã Mundial da Maratona Aquática e madrinha da campanha. No hotsite da campanha, é possível conhecer histórias de pessoas que, assim como Ana, com acompanhamento adequado vivem bem com a PTI. Saiba mais em http://pti.abrale.org.br/





Fonte: Novartis


[i] Abrale - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia. Disponível em: www.abrale.org.br. Último acesso em 10.07.2017.




Doença na córnea aumenta riscos no trânsito, diz pesquisa



Pesquisa aponta que 1 em cada 5 jovem com ceratocone tem dificuldade para dirigir e quais terapias fazem maior diferença. 


Relatório do seguro obrigatório DPVAT que indeniza quem sofre acidente de trânsito mostra que das 192.187 vítimas nos seis primeiros meses deste ano, 49% ou  94.167 eram  jovens de 19 a 34 anos, sendo que neste grupo 58% eram motoristas. 

Pesquisa realizada pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do  Instituto Penido Burnier,  perito em medicina do trânsito e membro da ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego) mostra que  o ceratocone, doença ocular  que altera a curvatura da córnea e geralmente aparece na adolescência é um dos fatores que mais contribui com o alto índice de acidentes de transito com jovens.  Só para se ter uma ideia, 1 em cada 5 dos 315 participantes no levantamento afirmaram que o ceratocone dificulta a direção, 1 em cada 8 não consegue dirigir à noite e o mesmo índice não consegue dirigir. 

O médico explica que isso acontece porque a alteração na curvatura da córnea torna os  reflexos mais lentos por desfocar  as imagens  tanto para longe como para perto, dificulta a leitura das placas de sinalização,   aumenta, a fadiga visual, a aversão à luz, o ofuscamento pelos faróis contra e a  visão de halos noturnos.

O ceratocone, ressalta, atinge 100 mil brasileiros e responde por 7 em cada 10 transplantes de córnea no país.. Trata-se portanto de um grave problema de saúde pública, uma vez que   a visão responde por 80% de nossa integração com o meio ambiente. 

“No início da doença os óculos oferecem boa correção visual, mas a pesquisa mostra que 61% dos participantes só conseguem enxergar bem com lente de contato.  As rígidas são usadas por 74% deste grupo porque aplanam a córnea e proporcionam melhor correção visual”, afirma


Melhora da visão

A pesquisa mostra que nem todas  as terapias disponíveis para tratar o ceratocone foram utilizadas pelos participantes. Das que  foram utilizadas o crosslink ainda é temido por 12% do grupo. Queiroz Neto explica  que a terapia  associa riboflavina (vitamina B2) com radiação ultravioleta para aumentar a resistência da córnea em até 3 vezes e estacionar a progressão do ceratocone. 

O risco de passar pelo procedimento é menor do que não passar quando o paciente tem indicação, afirma.  A doença estacionou em 88% dos que fizeram crosslink e 45% também tiveram melhora da visão.

Outra técnica para evitar o transplante de córnea utilizada nos participantes da pesquisa foi o implante de anel intracorneano que aplana a curvatura da córnea. Para 74% este implante melhorou a visão  além de permitir melhor adaptação da lente de contato. 

Outros 20% não passaram pelo procedimento por ter medo de complicações apesar do procedimento ser reversível. 

O transplante de córnea só foi realizado por 12% dos participantes da pesquisa e apesar da cirurgia ter sido feita pelo método convencional 70% afirmaram ter grande melhora da visão e 32% uma pequena melhora. 

Queiroz Neto ressalta que hoje o transplante pode ser feto com o laser de femtosegundo que torna o procedimento mais preciso ou ainda pela técnica DALK em que a camada interna da córnea, endotélio, é preservada, reduzindo assim ao risco de rejeição. i O maior problema conclui, continua sendo a falta de informação e o acesso cada vez menor da população aos tratamentos de ponta para que tenhamos uma grande redução no número de acidentes.





Fonte:  Dr. Leôncio Queiroz Neto - oftalmologista presidente do Instituto Penido Burnier em Campinas/SP www.drqueirozneto.com.br





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