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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Osteoporose atinge 10 milhões de brasileiros, joelho e quadril são os locais mais afetados



Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) informam que a osteoporose atinge dez milhões de brasileiros. Por ser uma doença silenciosa, a descoberta da osteoporose ocorre, normalmente, por uma queda ou traumas de baixo impacto. A dor está diretamente associada ao local da fratura ou afundamento ósseo. O quadril, a coluna e o joelho são locais muito prevalentes de lesões relacionadas à osteoporose.

Dados da International Osteoporosis Foundation (IOF) apontam que a doença atinge mais de duzentos milhões de mulheres, e causa quase nove milhões de fraturas anualmente no mundo, o equivalente a uma fratura a cada três segundos.

As projeções estimadas para os próximos dez anos revelam que o número de fraturas de quadril relacionadas à osteoporose por ano (atualmente, 121.700 fraturas anuais) deverá atingir 140 mil pessoas até 2020.

A osteoporose está relacionada, na maioria dos casos, ao próprio processo normal do envelhecimento, e pode manifestar-se em ambos os sexos. A osteoporose é a perda da densidade do osso, tornando-o mais fraco e propenso a fraturas, secundários a perda de cálcio de sua estrutura. Ela tem basicamente dois tipos, sendo o primeiro aquele que acomete as mulheres que entram na menopausa, devido à queda hormonal, e o segundo, aquele que acomete o idoso.  A osteoporose tem uma tendência a hereditariedade. As pessoas com histórico familiar de osteoporose, possuem maior tendência a desenvolvê-la, em comparação com as pessoas que não tem esse histórico. A osteoporose é silenciosa, não apresenta sintomas.


No entanto, as mulheres são as maiores acometidas, já que uma em cada três, acima de 45 anos de idade, tem osteopenia ou osteoporose. 

Quando há queda dos hormônios femininos ( como por exemplo o estrogênio), a perda de massa óssea pode ocorrer. Recomenda-se em alguns casos a reposição hormonal. Os lugares mais acometidos e que mais preocupam devido ao risco de fraturas são o fêmur e a coluna lombar. O tratamento no caso de mulheres jovens envolve reposição hormonal e nos idosos além de exercícios de impacto (estimulam o aumento da densidade óssea) algumas medicações como o alendronato podem auxiliar. É imprescindível a avaliação de um médico clínico para pesquisa de outras causas (problemas na tireoide, na paratireoide, perda de cálcio pelos rins, etc). Na maioria dos casos é reversível.

A incidência da doença pode variar de 14% a 29% em mulheres acima de 50 anos de idade, e chegar até 73% em mulheres acima de 80 anos. Em mulheres acima de 50 anos, o risco de fratura do colo do fêmur é de 17,5% e da coluna é de 16%. A presença de uma fratura na coluna dobra o risco de fraturas na coluna vertebral no futuro.

As principais causas da osteoporose são as alterações no metabolismo ósseo, a deficiência de cálcio e vitamina D, o envelhecimento, menopausa, doenças sistêmicas e autoimunes, relacionadas ao uso de medicamentos (como corticóides e anticonvulsivantes), ou devido ao desuso.

O tratamento deve ser feito sempre com orientação de uma equipe de profissionais especializados – formada por médico, nutricionista, fisioterapeuta e educador físico – juntamente com a família do paciente.
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Realizar avaliações médicas periódicas, alimentação adequada e atividades físicas regulares é a melhor maneira de prevenir a doença e evitar suas complicações.

A prevenção inclui atividades físicas, pesquisa se não há uma causa secundaria. O uso indiscriminado de cálcio e vitamina D pode trazer malefícios a saúde.
Pesquisas que mostram que atividades de impacto (exemplo: pular corda) ajudam na prevenção, pois estimulam o aumento da densidade óssea.

 

 

DR. ANTONIO ALEXANDRE FARIA– ortopedista da COTESP Medicina Esportiva
Formado em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Residência em Ortopedia e Traumatologia no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de São Paulo "Pavilhão Fernandinho Simonsen".
Especialização em Cirurgia do Joelho e Artroscopia no Grupo de Joelho do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de São Paulo "Pavilhão Fernandinho Simonsen". Coordenador do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital San Paolo. Coordenador do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital São Camilo Santana.
Membro da "Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia-SBOT"
Membro da "Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho-SBCJ"
Membro da "American Academy of Orthopaedic Surgeons-AAOS"
Membro da "Internacional Society of knee Surgery, Artroscopy and Sports Medicine-ISAKOS"
http://cotespmedicinaesportiva.com/

 

 

Como prevenir trombose que afeta 400 mil casos por ano no Brasil



Só no Brasil, cerca de 1 a cada 1.000 pessoas podem desenvolver a Trombose Venosa Profunda (TVP) - doença que pode evoluir para embolia pulmonar e ser fatal. O cirurgião vascular Dr. Caio Focássio, da capital paulista enumera os fatores de risco e deixa algumas medidas preventivas.

“A trombose venosa profunda causa dores e inchaço súbito que piora quando a região é pressionada, fazendo com que muitas pessoas confundam com dor muscular ou com um início de um processo inflamatório”, afirma o cirurgião vascular. 

A trombose venosa é um distúrbio vascular causado pela formação de um coágulo de sangue (trombo) dentro de um vaso sanguíneo (veia). Isso ocorre devido à a diminuição de velocidade de fluxo dentro das veias, quadro que ocorre quando muito ficamos tempo parados já que neste estado a coagulação é mais ativada, como por exemplo, em períodos pós operatórios ou traumas graves ou ainda por lesão da parede interna das veias.  E apesar da idade avançada ser um fator de risco para a trombose, isso não quer dizer que o problema não ocorra em outras fases da vida. “Mesmo sendo menos comum, a trombose pode acontecer em jovens, em período pós cirúrgicos, no casos de obesidade, câncer, de pacientes com doenças autoimunes e durante a gestação. Além disso, longos períodos de imobilização, como viagens por exemplo, também podem ser situações que aumentam as chances de adquirir a doença”, alerta o médico.

Para entender quem entra no grupo de risco, Dr. Caio deixa alguns alertas.


Os riscos para desenvolver a doença:

- Pessoas que fazem uso de medicações, como contraceptivos orais, quimioterápicos e tratamentos hormonais;
- Obesidade;
- Gravidez e pós-parto;
- Paciente com câncer, que passaram recentemente por um AVC (Acidente Vascular Cerebral), ou que sofreram traumatismos principalmente nas extremidades inferiores, pessoas com doenças crônicas, como insuficiência cardíaca e doenças pulmonares crônicas ou doenças agudas, como infarto do miocárdio, com infecções, pneumonia ou vítimas de fraturas ósseas. 

Já para prevenir a trombose, o médico faz algumas ressalvas:

- Manter-se no peso;
- Não fumar;
- Ter uma alimentação balanceada;
- Não ficar muito tempo sentado;
- Praticar atividades físicas três vezes na semana por 30 minutos – pelo menos;
- Usar meias elásticas devidamente recomendadas por um cirurgião vascular. 



FONTE: Dr. Caio Focássio - Cirurgião vascular formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten – Tenrife (Espanha). Médico assistente da Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo.



Aliados da saúde articular



Conheça os nutrientes e suplementos fundamentais para cartilagens fortes e sadias


A única maneira que a natureza encontrou para construir seres humanos é através de nutrientes. Fornecendo nutrientes necessários para o organismo é possível ter ossos mais resistentes, músculos mais fortes e cartilagens mais sadias. “Por isso é recomendada uma alimentação variada rica em antioxidantes como, por exemplo, vitaminas do complexo B; C e E assim como minerais”, afirma Dra. Mariela Silveira (CRM27661), médica especialista em nutrologia do Kurotel - Centro Médico e Spa de Longevidade de Gramado.

Além disso, atualmente, novos conhecimentos da Medicina e da Bioquímica permitem tratar e prevenir problemas osteoarticulares de maneira mais segura e menos danosa a saúde. O esquema terapêutico mais suave visa não só reduzir o processo inflamatório e melhorar a dor, frequentemente presentes em problemas articulares, mas também reparar a arquitetura estrutural. Alguns aliados da saúde articular são:

Glucosamina: É envolvida na formação e reparo de cartilagem, por isso é especialmente útil no tratamento da osteoartrite. “Muitos estudos clínicos mostraram que a suplementação com Glucosamina reduz ou reverte as mudanças degenerativas da cartilagem, dependendo do estágio em que se inicia, resultando em diminuição de dor, calor e edema”, esclarece Mariela Silveira.

Sulfato de condroitina: Também proporciona material de construção para cartilagem injuriada pela osteoartite. Além disso, melhora o fluxo sanguíneo articular permitindo que antioxidantes e outras substâncias protetoras repararem o tecido.

Methilsulfonilmetano (MSM): Existe naturalmente na alimentação, encontrado em componente de enxofre orgânico. Em experimentos depois da ingestão, MSM doa seu enxofre para aminoácidos essenciais e outras proteínas séricas, além da articulação, colágeno da pele e parede de vasos sanguíneos. Também é incorporado para queratina do cabelo e unhas. “Estudos em animais mostraram que articulações afetadas pela osteoartrite têm menos quantidade de enxofre que em seres sadios, e que ratos com artrite que receberam MSM experimentaram menos degeneração articular. Em estudo duplo-cego em pessoas que tinham osteoartrite, os participantes que receberam MSM tiveram alívio significativo de dor. O MSM é conhecido pela segurança e não toxicidade”, contextualiza a médica especialista em nutrologia.

Ômega 3: O ácido eicosapentanoico que é encontrado especialmente em algas, peixes de água fria e linhaça, possui propriedades anti-inflamatórias, como redução de interleucina. “Estudos mostraram diminuição da rigidez matinal, entre outros, sintoma comum em artrite reumatoide”, indica.

Se você possuir queixas osteoarticulares consulte um médico para avaliar cuidadosamente sintomatologia e individualidade para e prescrever a terapêutica mais adequada para seu caso.






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