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segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Osteoporose atinge 10 milhões de brasileiros, joelho e quadril são os locais mais afetados
Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) informam que a osteoporose atinge dez milhões de brasileiros. Por ser uma doença silenciosa, a descoberta da osteoporose ocorre, normalmente, por uma queda ou traumas de baixo impacto. A dor está diretamente associada ao local da fratura ou afundamento ósseo. O quadril, a coluna e o joelho são locais muito prevalentes de lesões relacionadas à osteoporose.
Quando há queda dos hormônios femininos ( como por exemplo o estrogênio), a perda de massa óssea pode ocorrer. Recomenda-se em alguns casos a reposição hormonal. Os lugares mais acometidos e que mais preocupam devido ao risco de fraturas são o fêmur e a coluna lombar. O tratamento no caso de mulheres jovens envolve reposição hormonal e nos idosos além de exercícios de impacto (estimulam o aumento da densidade óssea) algumas medicações como o alendronato podem auxiliar. É imprescindível a avaliação de um médico clínico para pesquisa de outras causas (problemas na tireoide, na paratireoide, perda de cálcio pelos rins, etc). Na maioria dos casos é reversível.
DR. ANTONIO ALEXANDRE FARIA– ortopedista da COTESP Medicina Esportiva
Como prevenir trombose que afeta 400 mil casos por ano no Brasil
Só no Brasil, cerca de 1 a cada 1.000 pessoas podem
desenvolver a Trombose Venosa Profunda (TVP) - doença que pode evoluir para
embolia pulmonar e ser fatal. O cirurgião vascular Dr. Caio Focássio, da
capital paulista enumera os fatores de risco e deixa algumas medidas
preventivas.
“A trombose venosa profunda causa dores e inchaço súbito que piora
quando a região é pressionada, fazendo com que muitas pessoas confundam com dor
muscular ou com um início de um processo inflamatório”, afirma o cirurgião
vascular.
A trombose venosa é um distúrbio vascular
causado pela formação de um coágulo de sangue (trombo) dentro de um vaso
sanguíneo (veia). Isso ocorre devido à a diminuição de velocidade de fluxo
dentro das veias, quadro que ocorre quando muito ficamos tempo parados já que
neste estado a coagulação é mais ativada, como por exemplo, em períodos pós
operatórios ou traumas graves ou ainda por lesão da parede interna das veias.
E apesar da idade avançada ser um fator de risco para a trombose, isso
não quer dizer que o problema não ocorra em outras fases da vida. “Mesmo sendo
menos comum, a trombose pode acontecer em jovens, em período pós cirúrgicos, no
casos de obesidade, câncer, de pacientes com doenças autoimunes e durante a
gestação. Além disso, longos períodos de imobilização, como viagens por
exemplo, também podem ser situações que aumentam as chances de adquirir a
doença”, alerta o médico.
Para entender quem entra no grupo de risco,
Dr. Caio deixa alguns alertas.
Os riscos para
desenvolver a doença:
- Pessoas que fazem uso de medicações, como
contraceptivos orais, quimioterápicos e tratamentos hormonais;
- Obesidade;
- Gravidez e pós-parto;
- Paciente com câncer, que passaram
recentemente por um AVC (Acidente Vascular Cerebral), ou que sofreram
traumatismos principalmente nas extremidades inferiores, pessoas com doenças
crônicas, como insuficiência cardíaca e doenças pulmonares crônicas ou doenças
agudas, como infarto do miocárdio, com infecções, pneumonia ou vítimas de
fraturas ósseas.
Já para prevenir
a trombose, o médico faz algumas ressalvas:
- Manter-se no peso;
- Não fumar;
- Ter uma alimentação balanceada;
- Não ficar muito tempo sentado;
- Praticar atividades físicas três vezes na
semana por 30 minutos – pelo menos;
- Usar meias elásticas devidamente
recomendadas por um cirurgião vascular.
FONTE: Dr. Caio Focássio - Cirurgião
vascular formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo
e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós
graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten – Tenrife (Espanha). Médico
assistente da Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo.
Aliados da saúde articular
Conheça
os nutrientes e suplementos fundamentais para cartilagens fortes e sadias
A única maneira que a natureza encontrou
para construir seres humanos é através de nutrientes. Fornecendo nutrientes
necessários para o organismo é possível ter ossos mais resistentes, músculos
mais fortes e cartilagens mais sadias. “Por isso é recomendada uma alimentação
variada rica em antioxidantes como, por exemplo, vitaminas do complexo B; C e E
assim como minerais”, afirma Dra. Mariela Silveira (CRM27661), médica
especialista em nutrologia do Kurotel - Centro Médico e Spa de
Longevidade de Gramado.
Além disso, atualmente, novos conhecimentos
da Medicina e da Bioquímica permitem tratar e prevenir problemas
osteoarticulares de maneira mais segura e menos danosa a saúde. O esquema
terapêutico mais suave visa não só reduzir o processo inflamatório e melhorar a
dor, frequentemente presentes em problemas articulares, mas também reparar a
arquitetura estrutural. Alguns aliados da saúde articular são:
Glucosamina: É
envolvida na formação e reparo de cartilagem, por isso é especialmente útil no
tratamento da osteoartrite. “Muitos estudos clínicos mostraram que a
suplementação com Glucosamina reduz ou reverte as mudanças degenerativas da
cartilagem, dependendo do estágio em que se inicia, resultando em diminuição de
dor, calor e edema”, esclarece Mariela Silveira.
Sulfato de condroitina: Também proporciona material de construção para cartilagem injuriada pela osteoartite. Além disso, melhora o fluxo sanguíneo articular permitindo que antioxidantes e outras substâncias protetoras repararem o tecido.
Sulfato de condroitina: Também proporciona material de construção para cartilagem injuriada pela osteoartite. Além disso, melhora o fluxo sanguíneo articular permitindo que antioxidantes e outras substâncias protetoras repararem o tecido.
Methilsulfonilmetano
(MSM): Existe naturalmente na alimentação,
encontrado em componente de enxofre orgânico. Em experimentos depois da
ingestão, MSM doa seu enxofre para aminoácidos essenciais e outras proteínas
séricas, além da articulação, colágeno da pele e parede de vasos sanguíneos.
Também é incorporado para queratina do cabelo e unhas. “Estudos em animais
mostraram que articulações afetadas pela osteoartrite têm menos quantidade de
enxofre que em seres sadios, e que ratos com artrite que receberam MSM
experimentaram menos degeneração articular. Em estudo duplo-cego em pessoas que
tinham osteoartrite, os participantes que receberam MSM tiveram alívio
significativo de dor. O MSM é conhecido pela segurança e não toxicidade”,
contextualiza a médica especialista em nutrologia.
Ômega 3: O
ácido eicosapentanoico que é encontrado especialmente em algas, peixes de água
fria e linhaça, possui propriedades anti-inflamatórias, como redução de
interleucina. “Estudos mostraram diminuição da rigidez matinal, entre outros,
sintoma comum em artrite reumatoide”, indica.
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