Pesquisar no Blog

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Maratona do Rio: como cuidar do coração



 Nesta segunda, dia 14 de agosto, é comemorado o Dia do Cardiologista. Pensando nos apaixonados por corrida e nos que buscam uma vida mais saudável, a Maratona do Rio convidou a cardiologista do Time de Especialistas, Fabiula Schwartz, para falar de como cuidar do coração. Dá uma olhada! Seu coração será o maior beneficiado.

  

Saiba que...

·         O sedentarismo é considerado a maior ameaça à saúde no século XXI
·         O baixo condicionamento físico está associado à ocorrência de doenças cardiovasculares
·         Infarto, AVC (derrame) são exemplos de doenças cardiovasculares – a maior causa de morte no Brasil e no mundo
 
Exercícios, mesmo leves... trazem benefício para a saúde! 
 
 
E a corrida?
 
·         Promove melhora do condicionamento físico
·         Reduz a mortalidade por doenças cardiovasculares e por todas as causas (mesmo aquele trotezinho leve!)
·         Ajuda a controlar o peso
·         Ajuda a prevenir diabetes tipo 2, pressão alta, alterações do colesterol, infarto e AVC
·         Ajuda a prevenir também hipertrofia benigna da próstata, doenças respiratórias, câncer, artrose e até a cirurgia do quadril.
·         Melhora o humor, previne e auxilia no tratamento a depressão, estimula a interação social
·         Melhora a qualidade do sono, aumenta a disposição, a energia no dia-a-dia, a confiança e a autoestima e, com isso, pode dar um up na vida sexual
 
A corrida promete te dar mais anos de vida com mais saúde e qualidade de vida. Correr pode ser divertido e ainda te trazer amigos!
 
 A. (  )  Ok... Ok... Quero começar a correr!
 B. (  ) Já corro. E quero correr mais!
  

Preciso ir ao médico?

Em geral, correr é melhor para a saúde e mais seguro que ficar no sofá! Mas... problemas cardíacos são responsáveis por mais de 90% das mortes súbitas durante o exercício físico!


Você precisa de avaliação médica se:

·               é homem com mais de 35 anos ou mulher com mais de 45 anos; ou

·               tem algum familiar com histórico de cardiopatia ou morte súbita; ou

·               é portador de algum problema de saúde ou doença crônica; ou

·               sente ou já sentiu tonteira ou dor no peito ou teve desmaio; ou

·               tem algum problema ósseo, articular ou muscular; ou

·               sente algum outro sintoma.


SIM - Você deve priorizar avaliação médica individualizada e especializada para correr com segurança.

NÃO - Provavelmente você tem baixíssimo risco para a prática da corrida. A avaliação médica é importante, mas não deve atrasar o início dos seus treinos.

A avaliação médica para competições deve ser feita por cardiologista ou médico do esporte, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina.

Ah! Não há idade para começar! Nem para parar!


E aí? Vai correr que prova na próxima Maratona do Rio? Prepare seu coração e planeje com seu treinador... Serão muitas emoções!






Fabíula Schwartz -  Médica cardiologista,  se interessou logo no início da profissão pelo poder do exercício físico na prevenção e no controle de doenças crônicas. É especialista em medicina do exercício e do esporte e médica da equipe de saúde da maratona do rio desde 2010. No consultório, avalia e cuida de corredores ano todo. E candidatos a corredores também.


Sobre a Maratona CAIXA da Cidade do Rio de Janeiro
Maratona CAIXA da Cidade do Rio de Janeiro integra o calendário oficial de eventos e datas comemorativas da cidade do Rio de Janeiro. A tradição e a excelência da prova, além do cenário único, ajudaram a colocar o evento entre os melhores de sua categoria no mundo. O número recorde de inscritos consolida a prova como uma das corridas de rua mais desejadas do calendário mundial. No ano de 2003, data de estreia da prova, contou com três mil corredores. Em 2017, contou com 33 mil pessoas, em provas de 42km, 21km e 6km. 



Excesso de açúcar aumenta em 23% os casos de depressão, diz estudo



Segundo o psiquiatra e pesquisador do Programa de Transtornos afetivos (GRUDA) do Hospital das Clínicas da USP, Dr. Diego Tavares, o excesso de açúcar pode levar à depressão porque reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) que auxilia na manutenção do funcionamento do sistema nervoso. 

A comprovação veio de um estudo que foi publicado no final do mês de julho deste ano que mostrou que as dietas com alto teor de açúcar, por exemplo com refrigerantes e doces, podem estar associadas a um maior risco de problemas cerebrais como ansiedade e depressão. A pesquisa foi feita na Universidade de Londres, Reino Unido e foi publicada na revista científica internacional Scientific Reports.
“Os resultados mostram efeito adverso de longo prazo na saúde mental dos homens, ligado ao excessivo consumo de açúcar proveniente de alimentos e bebidas doces. Altos níveis de consumo de açúcar já haviam sido relacionados a uma prevalência mais alta de depressão em diversos estudos anteriores. No entanto, até agora, cientistas não sabiam se a ocorrência do problema mental desencadeava um consumo maior de açúcar, ou se os doces é que levavam à depressão”, explica o psiquiatra.
Para descobrir se a voracidade por açúcar é causa ou consequência dos problemas mentais, os cientistas analisaram os dados de 8.087 homens britânicos com idades entre 39 e 83 anos, analisados por 22 anos. As descobertas foram feitas com base em questionários sobre a dieta e a saúde mental de participantes. Para um terço dos homens - aqueles com maior consumo de açúcar -, houve um aumento de 23% na ocorrência de problemas mentais após cinco anos, independentemente de obesidade, comportamentos relacionados à saúde, do restante da dieta e de fatores sociodemográficos. O fato de os sujeitos da pesquisa terem sido homens auxilia a entender que os resultados não foram influenciados pelo sexo, já que o sexo feminino tem maior incidência de depressão e ansiedade devido a fatores hormonais. 
O consumo de açúcar foi medido por 15 itens que incluem refrigerantes, sucos industrializados, doces, bolos, biscoitos e açúcar adicionado ao café. Para homens, foi considerado alto consumo uma quantidade maior que 67 gramas por dia e, para mulheres, acima de 50. A Organização Mundial da Saúde recomenda uso máximo de 50 gramas por dia e aponta que o ideal é não passar dos 25.
Um estudo americano de 2015, exclusivamente com mulheres, também encontrou associação entre alto consumo de açúcar e depressão, mostrando que os resultados não se restringem ao sexo masculino. 
“Há várias explicações biológicas plausíveis para a associação. A principal delas é que o açúcar reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), que ajuda no desenvolvimento de tecidos cerebrais. Quando o BDNF cai costuma ocorrer uma atrofia do hipocampo, área do cérebro que além da memória também regula o estado de humor”, finaliza Dr. Diego Tavares.



FONTE: Dr. Diego Tavares - Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP) em 2010 e residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) em 2013. Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB). https://drdiegotavarespsiquiatra.com/




Posts mais acessados