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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Saúde da Mulher



Ginecologista Erica Mantelli fala sobre a importância do check-up periódico e aponta os principais exames que devem ser feitos


Para a ginecologista e obstetra, Dra. Erica Mantelli, adotar hábitos saudáveis e manter as consultas e os exames em dia, são práticas fundamentais para a prevenção de males que acometem a saúde feminina. “A mulher deve observar uma regularidade na realização de consultas e exames preventivos de rotina, não apenas para tratar as doenças já existentes, mas também, para prevenir e garantir que tudo esteja bem”, ressalta a ginecologista.

A médica indica os exames que não podem faltar no check up das mulheres:


Colposcopia, Vulvoscopia e pesquisa de HPV 

São exames complementares ao Papanicolau. Geralmente são realizados como rotina para prevenção e/ou planejamento do tratamento de infecções causadas pelo vírus HPV e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs);


Papanicolau

O teste preventivo ginecológico (citologia oncótica do colo uterino) verifica alterações nas células do colo do útero, além de possíveis infecções por fungos, herpes e verrugas no órgão genital feminino. O exame deve ser feito anualmente, um ano depois do início da atividade sexual. Em alguns casos a periodicidade do exame poderá ser alterada de acordo com cada caso;


Ultrassom Transvaginal

Tem como objetivo detectar doenças ginecológicas como cistos no ovário, miomas, pólipos endometriais, endometriose e tumores, além de prevenir ou detectar câncer de endométrio e ovário;


Ultrassom das Mamas

Exame que identifica possíveis cistos, nódulos e tumores na região mamária. Deve ser realizado anualmente ou a cada seis meses, conforme recomendação médica;


Ultrassom da Tireoide

Detecta nódulos e tumores na tireoide, uma vez que as alterações na região são bastante comuns em mulheres jovens;


Ultrassom de abdômen total

Poderá ser solicitado pelo ginecologista para descartar alterações em órgãos abdominais, como pedras no rim, na vesícula ou esteatose hepática (gordura no fígado). Em caso de alterações o ginecologista irá indicar o especialista para seguimento;


Mamografia

Avaliação das mamas por meio de raio-X e mamógrafo. O primeiro deve ser feito entre 35 e 40 anos, em função da história clínica ou dos antecedentes familiares. O objetivo da análise é detectar precocemente o câncer de mama;


Densitometria Óssea

Procedimento que mede a densidade dos ossos, avaliando uma possível perda de massa óssea. É utilizado para detectar males como a osteoporose (perda anormal da massa óssea).

Atualmente podemos indicar um exame que avaliar a quantidade e qualidade óssea através de osteossonografia. É possível prever danos à saúde óssea antes da doença se instalar, por isso pode e deve ser realizado por mulheres mais jovens;


Exames laboratoriais

Importante análise de exames de sangue e urina para descartar infecções, avaliar sorologias, perfil hormonal, metabolismo, hormônios sexuais, dosagem de vitaminas, etc. 

O ginecologista é o médico que cuida da saúde da mulher como um todo. A avaliação não deve ser limitada apenas à exames vaginais ou das mamas. Um check up completo faz total diferença na promoção de saúde e prevenção de doenças. 





Dra. Erica Mantelli - graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Pós-graduada em disciplinas como Medicina Legal e Perícias Médicas pela Universidade de São Paulo (USP), e Sexologia/Sexualidade Humana. É formada também em Programação Neurolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute).



Cuidado com o uso excessivo da pílula do dia seguinte




Fazer uso constante e muitas vezes abusivo da pílula do dia seguinte não é a melhor opção para a mulher que deseja impedir uma gravidez indesejada. A ginecologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Maria Luisa Mendes Nazar, ressalta que o medicamento deve ser sempre como um método de emergência.

“O caminho não é esse. Para quem tomou duas ou três vezes ao mês, é melhor buscar outras alternativas, como as pílulas comuns de uso diário. A pílula do dia seguinte deve ser usada em casos de imprevistos, por exemplo quando a camisinha rompe, ou em ocorrências de estupro”, salienta a médica.

Sua eficácia é relacionada ao tempo em que é ingerida. A ginecologista explica que é preciso tomar até 12 horas depois do ato, e novamente após 12 horas para manter a eficiência de 90%.

Composta por uma dose alta de hormônio, o efeito no organismo, de acordo com Maria Luisa Mendes Nazar, é de desenvolver um ambiente desfavorável para a gravidez. “O aumento rápido da progesterona vai provocar a descamação do tecido de dentro do útero, impedindo a gestação”.

Apesar da alta dosagem, a ginecologista afirma que a progesterona não é considerada um hormônio perigoso, sem contraindicação e os sintomas podem ser parecidos com o período pré-menstrual. Também não oferece risco cardiovascular e possui menos efeito no sentido de estimular neoplasias.

Outras reações no organismo dependem do ciclo menstrual da mulher. De acordo com a especialista, caso a mulher esteja perto de menstruar e tomar a pílula, vai sangrar. “Se ela não estiver menstruando naquele momento, isso não vai acontecer”, reforça.

Maria Luisa Mendes Nazar enfatiza ainda que o medicamento não causa problemas no bebê, em uma eventual gravidez, e não altera a fertilidade da mulher. “A pílula do dia seguinte é muito eficaz e válida, mas deve ser usada com parcimônia sempre.”



Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos
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