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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Intestino preguiçoso: Saiba quais alimentos consumir para evitar esse mal e ter uma vida saudável



Escolhas adequadas podem prevenir e combater essa complicação que compromete o bem-estar e a saúde de milhares de pessoas.


Quem sofre de prisão de ventre sabe o quanto esse problema pode atrapalhar a rotina. O abdômen fica inchado e dolorido, o humor fica péssimo e cada visita ao banheiro é um verdadeiro desafio (muitas vezes longo e frustrado). E por mais corriqueiro que o distúrbio possa parecer, a constipação intestinal inspira cuidados: quando o corpo não consegue “eliminar” regularmente as fezes, toxinas se acumulam no organismo, causando vários prejuízos à saúde. Felizmente, em muitos casos é possível contornar e, até mesmo, prevenir o problema por meio de mudanças simples, especialmente quando o causador do intestino preguiçoso é a má qualidade da dieta. Certos alimentos são verdadeiros aliados na hora de combater a prisão de ventre e são essenciais para deixar tudo novamente no ritmo. Quer saber mais? Então confira:

Devagar quase parando

Embora muitas pessoas associem apenas a baixa frequência das evacuações ao problema, a principal característica da prisão de ventre é a resistência do bolo fecal, ou seja, quando o ato de evacuar requer muito esforço, é pouco produtivo, causando, até mesmo, dores. Isso acontece, pois as fezes estão ressecadas e se movimentam com muita dificuldade no trato gastrointestinal. Contudo, essa característica também faz com que os intervalos entre uma evacuação e outra se prolonguem, provocando inúmeros sintomas desagradáveis. Ainda que possa ser desencadeada por diversos fatores, a causa mais comum da constipação é, sem dúvidas, a alimentação desequilibrada – sobretudo pobre em fibras.

E esse problema é mais comum do que se imagina: de acordo com a Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 68% da população consome quantidades insuficientes de fibras. Cenário que poderia ser revertido com pequenas mudanças, de acordo com a nutricionista Gabriela Domingues “Com o aproveitamento integral, ou mais próximo possível disso, de frutas, legumes e verduras, além de uma boa hidratação. Geralmente desprezamos cascas, talos e folhas e é justamente nessas estruturas que estão a maior parte das fibras. Mas não é só isso, atualmente há um consumo elevado de alimentos que irritam o intestino, além de baixa ingestão de água – uma combinação nada amigável para o intestino”.

Três cuidados básicos

De acordo com a especialista da Nova Nutrii, preservar o hábito intestinal regular depende, principalmente, do equilíbrio de três itens da dieta: uma boa hidratação, uma quantidade adequada de fibras e um bom aporte de nutrientes. Isso porque cada um desses fatores contribui para o fluxo das fezes no intestino:

Sede de quê?

A água, por exemplo, é essencial quando o alimento ingerido chega ao intestino grosso: nessa etapa inicia-se a formação do bolo fecal e durante todo esse processo, os dejetos absorvem líquidos enquanto são empurrados até o reto pelas contrações musculares do intestino. Portanto, quem sofre de constipação precisa, beber muita água: “Se o indivíduo não se hidrata adequadamente, as fezes ficam ressecadas e, consequentemente, mais difíceis de serem eliminadas. Por isso, o primeiro hábito a ser corrigido é atentar para a hidratação. Não só a quantidade ingerida, mas a regularidade, lembrando-se de beber água várias vezes ao dia”.  – explica Domingues.

Fibra – um santo remédio!

Embora não sejam propriamente nutrientes, esses elementos tem um papel fundamental no trânsito intestinal: dar corpo e mobilidades às fezes. Presente na parte mais resistente dos vegetais, as fibras não são totalmente digeridas pelo organismo e ao passarem pelo sistema gastrointestinal carregam consigo toxinas e outros agentes nocivos, ajudando na sua eliminação. Como nesse processo também absorvem água, ajudam a acelerar a eliminação das fezes, desde que haja também, uma boa hidratação, alerta a nutricionista: “A quantidade recomendada de fibras varia muito de pessoa para a pessoa, mas uma forma de não errar é consumir diariamente uma variedade de frutas, verduras, legumes. Contudo, é preciso atentar para alguns pontos: preservar, sempre que possível, cascas, folhas e talos; além de optar por cereais e grãos integrais. Também é fundamental preservar a hidratação, bebendo água ao longo do dia, senão o efeito da ingestão de fibras pode ser contrário!”.

Aposte na comida de verdade

O terceiro cuidado básico é apostar ao máximo em “comida de verdade”, ou seja, fugir dos industrializados na hora de compor o cardápio. Isso porque, de acordo com Gabriela “Uma dieta rica em alimentos refinados, que possuem alta concentração de químicos e corantes desestabiliza a colônia de microrganismos que existe no intestino, mais conhecida como flora intestinal. Além de propiciar disfunções como a constipação, o desequilíbrio da microbiota enfraquece o organismo, deixando-o mais vulnerável à inflamações. Por outro lado, uma dieta abundante em alimentos naturais fornece o que o corpo precisa: vitaminas, minerais, antioxidantes e, principalmente fibras que podem, até mesmo, ajudar na proliferação das boas bactérias no intestino, ajudando a regular o trabalho do órgão”.

Os melhores alimentos para tratar a constipação

Ameixa: rica em fibras solúveis – presentes principalmente na sua polpa, e insolúveis, concentradas na casca do alimento, melhora o trânsito das fezes por aumentar a absorção de água durante a formação do bolo fecal. As fibras insolúveis ajudam a equilibrar a flora e melhorar o contingente de bactérias benéficas do trato gastrointestinal. Contudo, sua capacidade laxativa é, sem dúvidas, a característica mais vantajosa: a fruta é rica em sorbitol, uma substância que não só aumenta a absorção de água durante a digestão como também ajuda a “amolecer” as fezes, facilitando a evacuação. Qual tipo apostar? “Qualquer tipo de ameixa possui essas características, contudo, do ponto de vista nutricional, a ameixa preta é a mais recomendada, pois tem maior concentração de compostos fenólicos – antioxidantes capazes de beneficiar o organismo em diversos aspectos. Independente da escolha, o mais importante é consumir a fruta na forma integral, com polpa e casca; se optar por um suco, evitar coar, para que absorção das fibras seja mais eficaz.”. 

Alho: esse alimento tão comum é rico em inulina, uma fibra que serve de “alimento” para as bactérias amigas do intestino, ajudando a aumentar seu número. Além disso, acelera o trânsito das fezes, pois seu processo de fermentação no trato gastrointestinal estimula a absorção de água e o aumento do bolo fecal. Contudo, o que fazer quando o alho não é lá o tempero favorito? “Pessoas que sofrem de constipação e desejam aumentar o consumo de inulina podem apostar em outros vegetais como, por exemplo, a cebola, o alho-poró, o alcachofra, a chicória e até mesmo a banana. Outra opção de consumo é inulina na forma de fibras dietéticas sintéticas, que podem ser adicionadas nos alimentos sem influenciar na cor ou sabor dos pratos”. – indica Domingues.

Mamão: outro alimento famoso quando o assunto é hábito intestinal, o mamão, especialmente o papaia, é rico tanto em fibras solúveis, que ajudam a “irrigar” o bolo fecal, quanto em fibras insolúveis que, por sua vez, ajudam a dar “volume” às fezes. Contudo, o grande diferencial dessa fruta é sua concentração de papaína, uma enzima digestiva que auxilia na diminuição do esvaziamento gástrico, ou seja, ajuda a acelerar o processo digestivo e, por consequência, a evacuação. “A enzima está presente principalmente na casca (que também pode ser consumida) e pode ser encontrada tanto na fruta verde quanto madura. Aliás, não é exclusividade do papaia, o mamão formosa também é fonte de papaína”.

Farelo de aveia: riquíssimo em fibras solúveis, o farelo de aveia é a parte mais externa do tradicional cereal, mais especificamente a casca da aveia antes do refinamento. Por essa característica resistente, estimula não só o crescimento das bactérias boas do intestino, como melhora a consistência das fezes e sua mobilidade no intestino. De acordo com Gabriela, uma das maiores vantagens do cereal, além do seu alto valor nutritivo, é sua versatilidade “O melhor do farelo de aveia é que ele pode ser usado em inúmeras receitas: pode ser adicionado em sucos e vitaminas ou simplesmente polvilhado em sopas, frutas e legumes.” Alternativas? Embora seja extremamente benéfico, ajudando inclusive no controle do colesterol, existem algumas pessoas que não gostam da textura da aveia. “Nesse caso, para obter os mesmos benefícios em relação ao transito intestinal é possível optar por outros cereais integrais como o farelo de trigo, a granola, a aveia em flocos e, até mesmo, o arroz integral”.

Lembre-se: água e fundamental

Para finalizar, o segredo de um cardápio capaz de prevenir ou, até mesmo, tratar a constipação é o equilíbrio entre a boa hidratação e consumo de fibras. Para assegurar que essas “aliadas” vão cumprir adequadamente seu papel de “condutor” das fezes, é fundamental que a ingestão de água esteja de acordo, senão, corre-se o risco de agravar os sintomas da prisão de ventre. Embora a quantidade recomendada pelo Ministério da Saúde seja de pelo menos dois litros de água todos os dias, essa taxa pode variar de acordo com peso, idade, sexo, nível de atividade, entre outros fatores. Para saber tanto a quantidade adequada de fibras para sua alimentação, bem como a hidratação ideal para que seu intestino funcione como um reloginho, não deixe de consultar seu médico/nutricionista, somente esses profissionais saberão indicar um tratamento individualizado para sua condição!






Fonte:  Nova Nutrii






Saúde: sinônimo de dinheiro


Historicamente no Brasil, a saúde nunca foi encarada realmente como um direito fundamental do homem. Ao contrário do que preconiza a constituição federal de 1988, empresários e gestores, em sua maioria, veem os pacientes como sinônimos de cifrões.


De dez anos para cá houve, no mínimo, dez pesquisas de opinião realizadas por institutos da mais alta credibilidade, como Datafolha, para captar a percepção do usuário sobre o atendimento e a prática dos planos de saúde. Em todas elas, sem exceção, são recorrentes as queixas de falta de cobertura, de negativas, de internação, de espera para consultas, entre outras. Isso por parte do principal ator do campo da saúde: o paciente.

Já os médicos apontam seguidamente os mais diversos tipos de abusos e pressões das operadoras de saúde. As mais frequentes, só para citar algumas, dizem respeito a pressões para reduzir a solicitação de exames, para antecipar altas, para evitar internações e pedidos de exames. Isso significa que a maior parte das empresas de fato não olha para o homem como gente. Em português
curto e grosso, o que parece interessar a um grupo de maus empresários realmente é o enriquecimento fácil e à margem da lei.

 Dentro desta lógica, não causa nenhuma surpresa a tentativa, que há meses acontece nos bastidores do poder, da criação de planos com cobertura restrita, batizados por publicitários do governo enganosamente como “planos populares”. Esses produtos embutem em sua origem a busca de suprimir os direitos dos pacientes, pondo fim na prática de um direito universal: a saúde garantida pela lei 9656/98.

Aliás, além da redução da cobertura com a criação de um novo e limitado rol, os “planos populares” preveem a liberação de reajustes para os produtos individuais e o aumento dos prazos para agendamento de consultas e para o acesso a procedimentos. Também contemplam a exclusão de tratamento de alta complexidade, como quimioterapia, urgências e emergências e hospital-dia.

Cogita-se até a criação de um sistema de coparticipação do usuário nos gastos das empresas. O paciente contratará um plano em formato semelhante ao de uma franquia de automóvel. Em caso de doenças mais graves e dispendiosas, terá um ônus maior, e será penalizado pelo “sinistro”. Um absurdo.

Diante deste quadro, não é de se estranhar a nova e, talvez, uma das mais escabrosas propostas que surgem agora para o campo da saúde suplementar. Uma empresa gigantesca adquirida recentemente pelo capital internacional soltou dias atrás um comunicado aos pacientes informando que a consulta, a partir de agora, não deve mais ser marcada diretamente com os médicos. Talvez já se enxergando como um banco a ganhar tostões facilmente sobre a miséria e a dor, a referida operadora quer que seus usuários agendem atendimentos através de token.

Trata-se, sem duvida, de uma interferência abrupta que acaba com a pessoalidade e desumaniza inteiramente a relação médico-paciente. A Sociedade Brasileira de Clinica Médica, da qual tenho a honra de representar estando presidente, condena essa prática assim como o conjunto das entidades de defesa de nossa classe. Eu, como cidadão e cliente de um plano de saúde, sinto-me ultrajado, desrespeitado e atacado. No entanto, tenho certeza que muitas outras pessoas de bom senso e defensores do direito democrático, da saúde e da vida formarão uma corrente intransponível para impedir que tal descalabro se concretize.

 

Antonio Carlos Lopes
Presidente da Sociedade Brasileira de Clinica Médica



Formado e agora? Os desafios pós curso universitário



De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), cerca de 900 mil pessoas se formam na faculdade anualmente. E é nesse momento de transição entre o curso universitário e o mercado de trabalho que os jovens têm que lidar com diversos medos e ansiedade.

O futuro é um assunto muito importante e decisivo para esses jovens recém saídos dos bancos das universidades, no entanto, uma coisa é certa, independente do caminho que se irá seguir sempre haverão riscos e desafios envolvidos.

‘O que fazer depois desses 4 ou 5 anos de curso?’

‘Quais passos seguir em busca de uma carreira de sucesso?’

Essas são algumas das perguntas que permeiam as mentes dos recém-formados.

Segundo, Joseane Freitas, Idealizadora e Diretora de Pesquisa da Perfix Consultoria, empresa especializada em processos de gestão de carreira, não existem fórmulas pré-definidas. ‘Há inúmeras possibilidades a seguir após a finalização do curso universitário, o principal é que o formando tenha em mente onde ele deseja chegar no futuro e estabeleça os passos que o farão realizar esse objetivo’.

De acordo com o Relatório Endeavor Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras de 2016, apesar das diferenças de perfis entre os tipos de alunos a maioria tem como principais objetivos melhorar a sua renda pessoal e, em seguida, ter mais autonomia.

No entanto, Joseane ressalta que antes de estipular metas e ações o individuo precisa se autoconhecer. ‘É necessário conhecer seus limites e ambições para não tropeçar nos passos a serem dados e principalmente é necessário ter um sonho e realmente querer realiza-lo, e assim, tomar iniciativas, criar oportunidades e assumir riscos. Isso aliado à obstinação e persistência do individuo é que trarão o almejado sucesso na vida profissional’.

Para os mais perdidos Joseane Freitas dá algumas dicas:

  • Autoconhecimento e Reflexão – Como já dito anteriormente o mais importante nesse processo é se autoconhecer, saber das suas principais qualidades e atividades que gosta, além de listar quais seus desejos e metas para ao longo dos anos, é imprescindível;
  • Planejamento – Independente do curso na qual o jovem se formou, sempre há mais de um caminho a seguir, por isso é importante elencar quais são as possibilidades da área e verificar o que mais agrada e deseja seguir, com esse direcionamento planejar os passos a serem dados fica muito mais fácil;
  • Plano de ação – Depois de definido o foco, os caminhos começam a se delinear já que o plano de ação a ser executado deve ser pensado de acordo com ele. Sabendo aonde se quer chegar, basta traçar as ações necessárias e coloca-las em prática.

 


Fonte: JOSEANE FREITAS - É Psicóloga, Mestra em Educação pela UNICAMP e Especialista em Desenvolvimento do Potencial Humano nas Organizações, pela PUCCAMP. Possui certificação internacional ‘Professional & Self Coaching’, junto ao Instituto Brasileiro de Coaching – IBC. Integrante da Associação Brasileira de Orientação Profissional (ABOP) e da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH). Idealizadora e Diretora de Pesquisa & Desenvolvimento na PERFIX Consultoria Organizacional.



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