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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Ampla maioria dos brasileiros é a favor da criação de regras firmes contra políticos corruptos, revela pesquisa Ipsos



Para os entrevistados, estabelecer novos mecanismos legislativos para coibir a ação dos corruptos é a melhor solução para o atual cenário político do Brasil


O que o Brasil mais precisa para superar a atual crise política? Esta é uma das questões que a pesquisa Pulso Brasil de julho, realizada pela Ipsos, abordou com 1.200 entrevistados. No estudo, três soluções foram apresentadas aos brasileiros: colocar no poder líderes fortes para instituir a ordem, criar regras firmes contra políticos corruptos e aplicar efetivamente as regras já existentes contra corrupção. Comparando todas as ideias entrei si, para a ampla maioria dos brasileiros, a melhor opção é a criação de regras firmes contra políticos corruptos.

Quando confrontando os líderes fortes versus as regras firmes, a porcentagem de favorabilidade de cada proposta é de 25% e 71%, respectivamente. Já quando questionados se a melhor solução é a criação das regras ou a aplicação efetiva das normas já existentes, os índices de aceitação de cada uma são 67% e 28%, respectivamente.

Apesar das desavenças no apoio partidário os brasileiros estão em consenso em torno de causas comuns: para 81% o problema do país é o sistema político – independente dos partidos políticos; 88% dos brasileiros afirmam que a população deveria se unir em torno das causas comuns e não brigar defendendo partidos específicos e 84% avaliam que discutir a favor dos partidos políticos só faz com que as pessoas não debatem os reais problemas do Brasil.

O levantamento também mostra que apesar da descrença sobre as mudanças políticas, a maioria (84%) acredita que é possível estabelecer um governo sem corrupção. E 52% não acham que a corrupção brasileira é culpa do povo que elegeu os políticos.

O voto obrigatório também foi questionado: 74% dos participantes são contra a medida. A maioria dos brasileiros (53%) acredita que com o voto sendo opcional a democracia seria fortalecida.

Além disso, o estudo levantou outros temas atuais. Para 86% dos entrevistados a democracia no Brasil não é respeitada. Já 50% consideram a democracia o melhor regime para o país, enquanto 47% avaliam que o tipo de democracia praticada no Brasil não é o melhor para a nação verde amarela.


País do Futuro?

Os brasileiros ainda se mostram confiantes na riqueza inerente da nação e que esta riqueza iria emergir com o fim da corrupção. Para 90% dos participantes, o Brasil teria outro nível de desenvolvimento se não fosse os problemas relacionados à corrupção. 89% dos entrevistados também afirmam que o país tem riquezas suficientes para ser uma nação de 1º mundo.

Com margem de erro de 3 pontos percentuais, a pesquisa da Ipsos realizou entrevistas presenciais em 72 municípios brasileiros.





Ipsos  




sábado, 12 de agosto de 2017

TERRORISMO É ISSO



 Estou querendo esticar a palavra. Dar a ela o sentido que está aqui perto de nós, já. No Brasil não tem terremoto, não tem furacão, mas não se pode mais dizer que no Brasil não tem terrorismo. Deus, ele está diante de nós!

 

Ou você vai dizer que não? Imaginou a mãe, na janela, aguardando o filho de 15 anos voltar da escola, vê-lo apontar ali na esquina, já pensando no almoço que vai dar a ele e imediatamente observar que agora o menino corre? Em seguida ver o filho cambaleando e caindo morto por uma bala que atravessou seu corpo trocada por um reles celular? Isso não é terror, não? Sabe o nome da rua onde isso aconteceu? Rua Caminho da Educação. São Bernardo do Campo, SP.



Uma van escolar parada à força, duas crianças, bebês ainda, levadas por bandidos, e abandonadas mais de uma hora depois numa quebrada, como se pudessem ficar ali no porta-luvas do carro? Isso não é terror, não? E o caminhoneiro mantido refém com uma arma na cabeça, salvo apenas pelas palavras convincentes de uma mãe ao seu filho perdido, e que aconselhou-o a se entregar e liberar o motorista? O que terá ela dito? Oferecido um casaquinho?



E que dizer das crianças violentadas para toda a sua existência, e que todos os dias  sofrem, sofrem muito?



Alguém disse que nenhuma definição pode abarcar todas as variedades de terrorismo que existiram ao longo da História. Concordo. Que existem, diria. Que se multiplicam. Moldadas em várias formas, se disseminam de forma assustadora, inclusive na incompetência na condução de nações. Uma variedade muito além do que se poderia imaginar.Já parou um pouco para pensar mais sério sobre as crescentes e fervorosas pendengas internacionais, largando um pouco de lado essa nossa mesquinha política que só gera atos e fatos vergonhosos e pobres de espírito?  Está esquisito, perigoso: vocês bem sabem  que em briga de cachorros  grandes a gente sempre sai mordido. Isso é terrorismo. Topetudo loiro briga com gordinho de olhinhos puxados. Pena que isso não seja uma colorida história em quadrinhos de nossa tenra infância. Riquinho, Bolinha, Brotoeja, Luluzinha.



Terrorismo é tocar o terror. Termo usado para designar o uso de violência, seja ela física ou psicológica, em um grupo de vítimas, mas com objetivo de afetar toda uma população e espalhar os sentimentos de pavor, medo e terror. Se não é exatamente o que estamos vivendo, me digam, terrorismo é o quê?



Olha o bombardeio. Andar pelas ruas vendo corpos caídos ou moradias de papelão que se multiplicam assustadoramente nas cidades. Reparar no descuido com que são cuidados os bens públicos. A violência no trânsito. O medo em cada passo. Notícias de repetição do mesmo todos os dias. As hordas de refugiados chegando, expulsos de suas terras, vindo buscar – e logo aqui - a esperança!



Em geral o terrorismo tradicional em suas formas pretende derrubar governos. No nosso caso são os governos que estão favorecendo atos terroristas.





Marli Gonçalves - jornalista Qual poderá ser o abrigo seguro de toda essa guerra?
Mundo, Brasil, São Paulo, 2017
 

marligo@uol.com.br





Qual é a diferença entre Enxaqueca e Enxaqueca Crônica?



Saber diferenciar uma dor de cabeça episódica de uma crônica
pode ser fator determinante na busca por tratamento


Entender a enxaqueca pode evitar dores de cabeça. Quanto mais sabemos (e entendemos) sobre uma determinada doença ou síndrome, melhores serão as nossas ações preventivas, a busca por um diagnóstico correto e, quando for o caso, avaliar o melhor tratamento.

Pra começo de conversa, dor de cabeça não é normal. Existem mais de 150 tipos de dor de cabeça (¹), sendo a enxaqueca uma delas. Segundo as estimativas da Academia Brasileira de Neurologia, a enxaqueca atinge cerca de 18% da população brasileira. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), este tipo de dor pode ser tão incapacitante quanto a psicose ativa, a demência e a tetraplegia (²) e, conforme dados do Ministério da Saúde, de 5 a 25% das mulheres e 2 a 10% dos homens têm enxaqueca, com predominância em indivíduos com idades entre 25 e 45 anos, sendo que após os 50 anos essa porcentagem tende a diminuir, principalmente em mulheres. Ainda sem cura, a doença deve ser tratada de forma multidisciplinar e multiprofissional.

A enxaqueca é um dos tipos de cefaleia (dor de cabeça) e se caracteriza por uma dor pulsátil em um dos lados da cabeça (dor de cabeça unilateral), latejante e a intensidade pode ser de moderada a forte, com aura ou sem aura, episódica ou crônica. Do total de pacientes estudados em um levantamento(³), 64% apresentaram enxaqueca sem aura, 18% com aura e 13% com e sem aura. Os restantes 5% com aura sem cefaleia.

Já a enxaqueca crônica é a cefaleia que ocorre em 15 ou mais dias por mês, durante mais de três meses, sendo oito dias com sintomas típicos de enxaqueca, ou seja, dor de cabeça unilateral, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz (fotofobia), movimentos, cheiros, sons (fonofobia), entre outros.

O fato de as pessoas não saberem diferenciar as dores de cabeça episódicas (enxaqueca) daquelas frequentes (enxaqueca crônica) pode dificultar o tratamento, a recusa em buscar auxílio de um especialista. Por isso, em muitos casos, alguns indivíduos ultrapassam a linha razoável da ingestão de analgésicos em razão da frequência e intensidade da sua dor de cabeça. Daí para automedicação é um pulo e, no pior dos casos, a tendência é agravar o quadro, até evoluir para uma enxaqueca crônica.

Basicamente, existem três tipos de tratamentos: medicamentoso, preventivo e complementar. Neste último caso, enquadram-se acupuntura, alimentação equilibrada, melhor qualidade do sono e prática de atividade física. No tratamento à base de remédios, dependendo de cada caso, podem ser adotados medicamentos para cessar a dor, como analgésicos e anti-inflamatórios. O preventivo, por sua vez, engloba medicamentos orais (como neuromoduladores) ou injetáveis (Toxina Botulínica A), neste caso indicado apenas para enxaqueca crônica. É importante que qualquer tratamento tenha o acompanhamento de um neurologista.

Não existe uma causa específica para a enxaqueca, mas sabe-se que são influenciadas pela genética, desequilíbrio neuroquímico e também pela ativação de vias nervosas responsáveis pela transmissão da dor para o sistema nervoso central.

Entre outros fatores, existem estímulos externos que são gatilhos para as crises de enxaqueca. Recentemente, um estudo(4) apresentou dados relevantes sobre o estresse como desencadeador, entre eles, até os tais "aborrecimentos diários". Na análise dos pesquisadores, o estresse representa um primeiro passo para a previsão de ataques de dor de cabeça, ainda que não como um “modelo” final para o uso clínico generalizado. Entre setembro de 2009 e maio de 2014, os participantes do estudo sofreram um ataque de dor de cabeça em 1613 dias (38,5%), dos 4195 dias avaliados. O objetivo foi relacionar o estresse para prever o risco de dor de cabeça. Ou seja, dado o aumento da atividade da dor de cabeça, prever através da identificação da experiência estressante em dias anteriores.

Outro estudo mostra que o estresse danifica a memória e o sistema imunológico, desempenhando papel fundamental no comprometimento da função cognitiva, conforme avaliaram pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio (EUA) e publicado no “The Journal of Neuroscience” (5).

Talvez isso explique também os achados em um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo com 26 portadores de enxaqueca. Neste caso, a enxaqueca foi apontada como “sabotadora” da capacidade de se focar e se lembrar das coisas, pelo fato de abalar a memória (processar e memorizar informações) e o raciocínio.

Embora na sociedade moderna o estresse receba atenção especial no âmbito da saúde (psicológicas e sociais também!), ele não é o único fator desencadeante de doenças. No caso da enxaqueca, vale ficar atento a outros fatores, como alimentação e hidratação irregular, sedentarismo ou atividade física muito intensa, sono desregulado e o abuso de analgésicos, que geram o efeito rebote e acabam cronificando o problema.

Confira o Infográfico que disponibilizamos sobre as diferenças entre Enxaqueca e Enxaqueca Crônica.







Fontes:
(¹) Classificação Internacional de Cafaleia. Terceira Edição (ICHD - 3 beta) – Tradução Portuguesa 2014. [ acesso 2017 jul].
(²) Disponível em htttp//:www.ihs.headache.org/binary_data/2086-ichd3-beta-versao-pt-portuguese.pdf 2. Menken M, Munsat TL, Toole JF. The Global Burden of disease study: implication for neurology. Arch Neurol 2000 Mar.53 (3) 418-20





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