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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Cinco regras para evitar a demissão



Em momentos de crise econômica, muitas pessoas se sentem ameaçadas no trabalho, com medo de possíveis demissões. Essa não é uma preocupação infundada, já que o índice de desemprego não para de crescer. No trimestre encerrado em agosto, o número de desempregados no Brasil chegou a 12 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Normalmente, os profissionais mais comprometidos, com maior desempenho e vontade de crescer não são cogitados quando surge a necessidade de fazer cortes. No entanto, algumas atitudes e comportamentos que às vezes são realizados inconscientemente podem colocar o emprego em risco. 

Para não cair nessa armadilha, separei cinco atitudes simples que podem evitar uma demissão e melhorar a sua avalição profissional. São elas:


1 - Organização:

O mundo dos negócios é feito de prazos e, por isso, não ter um bom planejamento irá contribuir de forma negativa para a formação da sua imagem. Procure um método que combine com o seu estilo de ser, como agendas e smartphones, e crie uma rotina de atualização dos status de seus compromissos. Cumprir a palavra quando se fala em datas importantes é um ótimo atributo para a sua carreira.


2 - Evitar reclamar o tempo todo:  

Cuidado para não se transformar em uma pessoa amarga e que reclama o tempo todo. Geralmente, os colegas de trabalho estão abertos para nossos problemas quando eles aparecem esporadicamente. Quem sempre está com um humor ruim acaba criando um sentimento natural de afastamento. Lembre-se que problemas são, na verdade, oportunidades de superação e destaque se, ao invés de nos lamentarmos, irmos atrás das soluções. Isso, além de deixar a pessoa com o sentimento de autoconfiança afiado, chama a atenção dos supervisores, ganhando destaque em sua atuação profissional.


3 - Responder e-mails:

Por mais desnecessário que pareça, sempre responda às mensagens enviadas ao seu e-mail profissional. Não se manifestar irá fazer com que as pessoas o vejam como alguém sem comprometimento ou até irresponsável. Essa recomendação é válida especialmente para os e-mails de seus superiores e clientes.

 
4 - Parar de pedir desculpas por tudo:

Muitas vezes, pedir desculpas é visto como um argumento para justificar algo que não deu certo. Ao invés disso, tenha uma atitude proativa e, ao apresentar um resultado negativo, já demonstre também à solução para reverter o cenário. Dessa forma, as pessoas vão entender que você está comprometido com o sucesso das suas atividades, mesmo que, às vezes, as coisas saiam do programado.


5 - Evitar sair da sala toda hora para usar celular: 

A não ser por conta de ocasiões especiais, como um problema familiar que deve ser resolvido naquele dia, deixar sua sala várias vezes para falar ao telefone celular irá gerar uma impressão negativa. Geralmente, as pessoas relacionam essa atitude ao fato de se estar procurando uma nova oportunidade de emprego, por exemplo. A mesma dica vale para quem gosta de trocar mensagens pelo celular. Evite os excessos.

Com essas ações, a sua vida profissional estará preparada para desfrutar do crescimento que você merece e deseja! 






Eduardo Shinyashiki - palestrante, consultor organizacional, conferencista nacional e internacional e especialista em Desenvolvimento das Competências de Liderança aplicadas à Administração e Educação. Mestre em neuropsicologia, Eduardo é presidente do Instituto Eduardo Shinyashiki e também escritor e autor de importantes livros como “Transforme seus Sonhos em Vida”, sua publicação mais recente.  www.edushin.com.br



8 dicas para utilizar as redes sociais de forma profisisonal



Muitas pessoas pensam nas redes sociais apenas como uma ferramenta para descontração, o que não está errado, desde que tomados os devidos cuidados, contudo, uma boa parcela mais antenada já percebeu que o uso adequado dessas ferramentas de comunicação pode potencializar as carreiras, promovendo o crescimento profissional e o network.

Mas, como saber esse limite? Simples, basta levar em conta que nesse novo mundo online que muitos estão descobrindo são necessários muitos cuidados similares aos que tomamos em nosso dia a dia, nos passeios, no trabalho ou em casa. O recomendável para se valorizar é dar foco adequado ao que é positivo e evitar exposições desnecessárias.

Para isso preparei algumas dicas para quem quer crescer profissionalmente utilizando as redes sociais, seja ela mais profissional, como o LinkedIn, ou mesmo o Facebook:

  1. Amplie seus contatos qualificadamente –é interessante ter um amplo grupo de amigos, assim busque amizade online com pessoas que tenha contato e ache interessante profissionalmente. Contudo, se preocupe mais com a qualidade do que com a quantidade, não precisa ir convidando todo mundo que conhece ou que é ‘amigo do amigo’ para ser seu amigo, isso pode não soar bem!
  2. Valorize suas conquistas profissionais –mostre ações que realizou que tiveram sucesso, resultados de projetos que foram interessantes ou titulações alcançadas, contudo, evite se autopromover demasiadamente, pois isso pode soar arrogante. E busque, com permissão prévia, marcar as pessoas que estavam envolvidas nos trabalhos, de forma elegante, pois isso aumenta sua visibilidade.
  3. Publique com inteligência –cada vez mais se multiplicam publicações vazias, assim busque se diferencias com publicações pertinentes. Evite postes irrelevantes que possam atrapalhar sua imagem. Busque levantar assuntos relacionados ao seu campo de atuação.
  4. Evite debates inúteis –nas redes sociais existem momentos tensos, de debates políticos, religiosos e outros similares, contudo, por mais que possa ‘coçar’, evite entrar nesse tipo de conversa. Repare que geralmente essas não levam a lugar nenhum e não terminam bem. Sem contar que você não sabe qual o posicionamento de seus parceiros de negócios
  5. Cuidado com as características das redesNão é por que o Linkedin tem um lado mais profissional e o Facebook é mais aberta que deverá tratar a segunda com maior desleixo, saiba que parceiros e recrutadores também entrarão nessa rede. Assim, é importante que a pessoa tome cuidado em não colocar coisas irrelevantes em cada um deles.
  6. Pense antes de curtir uma publicação ou página – Antes de curtir e compartilhar um texto, leia atentamente para ver se não nada nas entrelinhas. E se for curtir uma página ou participar de uma comunidade, pesquise antes, evite as que que incitem o ódio ou o preconceito
  7. Antes de escrever algo pense –Analise os pontos positivos e negativos de uma postagem. Sei que parece chato, e tira um pouco a graça dessas redes, mas essa é a única forma de garantir que o postado nas redes sociais não interferirá no lado profissional. As pessoas hoje tem acesso ao que você faz 24 horas. Por isso, preserve sua imagem. Lembrando que ser feliz não o que se está na rede mundial.
  8. Evite situações não profissionais – multiplicam-se as fotos de baladas, roupas de banho e bebedeiras nas redes, será que é interessante. Não cabe a ninguém julgar o estilo de vida das pessoas, mas se expor de forma inadequada trará consequências negativas para imagem de um profissional. Todos estão expostos a avaliações, por isso pode ter certeza que isso contará na hora que olharem, e não adianta bloquear o acesso das pessoas as suas fotos nas redes sociais e achar com isso que está segura, ledo engano, pois outras pessoas poderão compartilhar a mesma foto, e assim de nada adiantou essa preocupação.


Celso Bazzola - consultor em recursos humanos e diretor executivo da BAZZ Estratégia e Operação de RH



Níveis de aprendizagem dos alunos nas séries finais é baixíssimo: de quem é a culpa?



Quando analisamos o aproveitamento dos alunos, nas escolas públicas de São Paulo, levamos em conta os índices de aproveitamento nos exames nacionais e estaduais, conforme reportagens realizadas nos últimos meses.

Temos que ter muito cuidado. É difícil analisar este tema apenas por um caminho, pois um dos grandes problemas ao pensarmos em educação é cair numa visão simplista e não entender a escola, seus atores, professor, aluno, gestor e políticas públicas dentro de uma visão holística, sistêmica.

A culpa é do professor que não ensina, a culpa é do estado que não investe, a culpa é do aluno que é preguiçoso e do gestor que não é democrático. Tudo isso pode ser verdade, mas culpabilizá-los não resolve. Colocar apenas um elemento, dentro de todo sistema, como o mote do fracasso é fazer análise reducionista.

O estado de São Paulo, faz muitos anos, não tem a educação como prioridade, isto é fato! Trata as escolas, alunos e professores com total desprezo, basta lembrar as invasões na escola pelos alunos, o caso da merenda não resolvido, as decisões antidemocráticas de reorganização, enfim são tantos exemplos que não é preciso fazer esforço para provar a colocação feita.

Se não há políticas públicas para educação que escutam todos os sujeitos envolvidos e especialistas em diversas áreas para colaborar em sua melhoria então os resultados ficam sempre muito abaixo do esperado e ficamos tentando arranjar fórmulas mágicas para mascarar uma melhora da situação.

A política pública adotada mostra que temos professores desmotivados, escolas sem projeto, aulas sem sentido e currículo que não atinge o aluno que, vai para a escola, sem perspectiva alguma de, por meio dela, ter um futuro melhor.

É preciso fazer um quadro sistêmico dos problemas para entender o que acontece realmente acontece, é urgente chamar, ouvir e entender todos os envolvidos na situação para essa discussão. Todos, no caso, representam alunos, comunidade, professores, gestores e especialistas. Sem este caminho não acredito que sairemos dos índices tristes de qualificação dos alunos. 

Se o aluno passa 13 anos na escola e não aprende o mínimo necessário para fazer a leitura de mundo, como tanto disse Paulo Freire, então qual a razão de ser da escola no século XXI?





Claudia Coelho Hardagh - professora do Programa de Pós-graduação Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pesquisadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Está disponível para entrevistas.



 

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