Médico ortopedista e cirurgião especialista em cirurgia de quadril, Dr. Thiago Fuchs alerta para a relação entre a pubalgia e alterações articulares do quadril que podem comprometer o desempenho esportivo e a qualidade de vida
A pubalgia é considerada uma das principais causas de dor crônica na virilha entre atletas. Estudos internacionais apontam que sua prevalência varia entre 4% e 19% em jogadores profissionais de futebol, dependendo da modalidade e do nível de competição. Além disso, pesquisas mostram que grande parte desses casos pode estar relacionada a alterações mecânicas do quadril, tornando o diagnóstico preciso fundamental para o sucesso do tratamento.
O alerta é do médico ortopedista e cirurgião especialista em quadril, Dr. Thiago Fuchs, que observa um aumento na procura por atendimento de pacientes com dores persistentes na virilha, púbis e quadril.
Segundo o especialista, muitas pessoas passam meses ou até anos tratando apenas a musculatura da região sem identificar corretamente a verdadeira origem do problema.
“Hoje sabemos que uma parcela importante dos casos de pubalgia está associada a alterações do quadril, especialmente o impacto femoroacetabular. Quando existe essa alteração mecânica, o organismo passa a compensar os movimentos, gerando sobrecarga nas estruturas da pelve, da virilha e da musculatura adutora e do reto abdominal”, explica Dr. Thiago Fuchs.
A relação entre pubalgia e alterações do quadril tem sido cada vez mais documentada pela literatura científica. Um estudo com atletas portadores de dor púbica identificou sinais de impacto femoroacetabular em até 86% dos pacientes avaliados, demonstrando a forte conexão entre as duas condições.
Uma revisão científica publicada na
revista Frontiers in Surgery mostrou que
muitos atletas com pubalgia também apresentam alterações no quadril,
especialmente o impacto femoroacetabular. Segundo os pesquisadores, quando o
quadril perde parte de sua mobilidade, a região da virilha e do púbis passa a
receber uma sobrecarga maior durante corridas, chutes e mudanças de direção,
favorecendo o aparecimento da dor.
55% dos atletas apresentam dor na região do quadril ou virilha
Outro levantamento epidemiológico recente apontou que aproximadamente 55% dos atletas apresentam algum episódio de dor na região do quadril ou da virilha ao longo de um ano, evidenciando a relevância do problema para a medicina esportiva.
Além dos atletas profissionais, corredores, praticantes de beach tennis, tênis, artes marciais, cross training e esportes de quadra também figuram entre os grupos mais acometidos. Os sintomas geralmente começam de forma discreta, manifestando-se após treinos intensos, mas podem evoluir para dor durante corridas, mudanças de direção, chutes, saltos e até mesmo durante atividades cotidianas.
Quando o diagnóstico é realizado precocemente, o tratamento normalmente inclui fisioterapia especializada, fortalecimento muscular, exercícios de mobilidade e correção dos movimentos que provocam sobrecarga. Nos casos em que existe uma alteração estrutural do quadril, pode ser necessária uma abordagem cirúrgica.
A artroscopia do quadril, procedimento minimamente invasivo realizado por pequenas incisões, apresenta taxas de retorno ao esporte de aproximadamente 90%. Além do alívio da dor, os pacientes costumam recuperar movimentos, desempenho físico e qualidade de vida.
Os resultados são bastante positivos. Estudos mostram que a maioria dos atletas consegue retornar ao esporte após a correção das alterações do quadril. A melhora da mobilidade da articulação reduz a sobrecarga na região do púbis e contribui para o desaparecimento da dor.
“A dor na virilha não deve ser considerada normal, principalmente quando persiste por semanas ou meses. Quanto mais cedo identificamos a causa, maiores são as chances de evitar a progressão da lesão, preservar a articulação do quadril e devolver ao paciente uma vida ativa e sem limitações”, afirma Dr. Thiago Fuchs.
Para prevenir o problema, Dr. Thiago Fuchs recomenda fortalecimento adequado da musculatura do CORE e do quadril, treinamento de mobilidade, correção de desequilíbrios musculares e avaliação especializada sempre que houver dor persistente na região da virilha ou do quadril.
“Hoje dispomos de recursos diagnósticos avançados e tratamentos altamente eficazes. O mais importante é não normalizar a dor e procurar ajuda especializada o quanto antes”, conclui.
Dr. Thiago
Fuchs - médico ortopedista e cirurgião do joelho e do quadril, com atuação
no diagnóstico e tratamento de lesões esportivas, pubalgia, impacto
femoroacetabular, artroscopia e artroplastia do quadril. Atua no atendimento de
atletas e pacientes que buscam recuperar mobilidade, eliminar a dor e retornar
às suas atividades com segurança e qualidade de vida.

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