Especialista conscientiza sobre a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento das hepatites virais, com destaque para a vacinação e sinais de alerta em crianças
Julho é marcado pela campanha Julho Amarelo, iniciativa nacional voltada para a conscientização sobre as hepatites virais. A infectologista pediátrica Carolina Brites ressalta que a prevenção começa pela vacinação: “As hepatites que a gente tem em vacina, hepatite A e hepatite B, é de suma importância que haja prevenção vacinal, essa é a primeira situação”.
Segundo a especialista, a hepatite A é transmitida pela via fecal-oral, exigindo cuidados com a água e alimentos contaminados. Já as hepatites B e C estão mais relacionadas à transmissão sanguínea, podendo ocorrer por via sexual, transfusões, canal de parto ou via placentária.
Entre os sinais de alerta, a médica destaca a icterícia, o “amarelão” nos olhos e na pele, como característica facilmente observada pelos pais. Outros sintomas incluem inapetência, febre, mal-estar, distensão abdominal e aumento do fígado.
A vacinação contra a hepatite B é aplicada desde o nascimento e deve ser mantida conforme o calendário vacinal. “É de suma importância que os pais apliquem a vacina da hepatite B ao nascer e depois corrijam o calendário de forma adequada”, reforça Brites.
Ela lembra ainda que, a partir dos dois anos de idade, é essencial que adultos avaliem a sorologia para verificar a imunidade contra a hepatite B e, se necessário, realizem a vacinação.
No caso das crianças, o tratamento das hepatites virais é
voltado principalmente para o controle dos sintomas, com hidratação, repouso e
acompanhamento médico.

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