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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Otite externa aumenta no verão, veja dicas para evitar dores e infecções



Verão é sinônimo de sol, banhos de mar e piscina. É muito comum esquecer de proteger os ouvidos na hora de entrar na água. A consequência disso pode ser, dores, coceiras e até inflamações ou infecções. A água do mar ou da piscina acumulada nos ouvidos, juntamente com a exposição ao sol, é um ambiente propício para que os fungos e as bactérias presentes na água se proliferem,podendo causar uma infecção no canal externo dos ouvidos, a conhecida otiteexterna.
Dra. Maura Neves otorrinolaringologista da Clínica MedPrimus em São Paulo, explica que entre os sintomas da otite externa estão, dor intensa no ouvido, coceira e sensação de entupimento. A médica deixa dicas práticas para aproveitar o verão sem medo.
1. Após nadar, seque os ouvidos com a ponta de uma toalha.
2. Se sentir a presença de água dentro do conduto, deite a cabeça para o lado e encoste a orelha em uma toalha para que o líquido saia.
3. Se a água não sair e ao menor sinal de secreção no ouvido, que pode ser escura ou amarelada, procure ajuda de um otorrinolaringologista.
4. Evite o uso de hastes flexíveis dentro do ouvido: elas servem apenas para limpar a parte externa, e não devem ser introduzidas no canal auditivo.
5. O ouvido úmido pode causar coceira, mas é extremamente importante não introduzir nenhum tipo de objeto dentro do ouvido para aliviar a sensação. É preciso prestar atenção principalmente nas crianças, para que não se machuquem.
6. Em caso de dores, não se deve pingar remédios caseiros. Apenas o médico poderá dar a orientação adequada.

Dra. Maura Neves explica que o tratamento é feito com remédios e dependendo da gravidade o paciente deve ficar 10 dias longe do mar e da piscina.




Dra. Maura Neves Otorrinolaringologista
Clínica MEDPRIMUS





Vantagens das fraldas de pano





Quando o assunto é maternidade, surge uma série de dúvidas, principalmente em relação ao uso de fraldas. Grande parte das famílias usa os modelos descartáveis, mas desconhece as vantagens das versões de pano. Foi o que aconteceu com Laís de Oliveira quando ficou grávida do Davi. “Eu era muito nova e comecei a pesquisar algumas dicas na internet. Gostei da opção das fraldas de pano, mas percebi que o processo de fabricação era totalmente artesanal e às vezes levavam dias para ficar prontas. Decidi empreender e criar o site Nós e o Davi, que vende vários tipos de fraldas de pano”, conta para a Revista Vem Viver da Central Nacional Unimed.

Entre as vantagens, ela destaca o impacto ambiental, já que as fraldas descartáveis levam, em média, 600 anos para decompor. A economia é outro fator importante: gasta-se aproximadamente R$ 4 mil por mês com fraldas descartáveis, enquanto é possível investir cerca de R$ 1 mil por um pacote de fraldas de pano que podem ser lavadas e reaproveitadas em todas as fases de crescimento do bebê.

“Tem ainda a proteção contra assaduras e alergias. As fraldas de pano podem ser fabricadas com algodão orgânico, dry fit ou microsoft, que deixam a região seca e fresca. Nosso objetivo é abrir os olhos da população, apresentar uma alternativa e fazer com que saiam do automático”, destaca Laís.

Mais informações: www.noseodavi.com.br




Modismos podem comprometer saúde bucal das crianças, alerta especialista da APCD



Vez ou outra aparecem na mídia fórmulas caseiras que caem nas graças de determinada fatia da população, mas que não se sustentam no longo prazo. 

Com relação à saúde bucal, tiveram seus momentos de fama o bicarbonato de sódio, a cúrcuma e, mais recentemente, a argila. De acordo com a odontopediatra Helenice Biancalana, diretora do Departamento de Prevenção da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), a divulgação dessas soluções pseudomilagrosas mais atrapalha do que ajuda – e ainda pode colocar em risco a saúde bucal das pessoas, principalmente das crianças. “Mais de 90% dos problemas bucais poderiam ser evitados se as crianças fossem acostumadas, desde cedo, a usar escova e pasta de dente com regularidade. Fazer uso desses modismos – sendo que a maioria não tem respaldo de estudos científicos – pode inclusive desgastar o esmalte, enfraquecer o dente e aumentar a sensibilidade a alimentos quentes e frios”.

Na opinião da especialista, assim que nasce o primeiro dente é recomendável acostumar a criança com sua escovinha de dentes. “Ela deve ter cabeça pequena, cerdas ultramacias e arredondadas. Já o creme dental deve ser fluoretado, com no mínimo 1.100 ppm de flúor. A quantidade ideal de creme na escova corresponde ao volume de um grão de arroz cru. Ou seja, a quantidade utilizada é pequena, porque a criança ainda não sabe cuspir e não deve engolir a pasta. Nessa proporção, mesmo que fique um pouco na boca não irá trazer nenhum prejuízo aos dentes em formação. Depois dos sete ou oito anos, o creme dental pode ser colocado no sentido transversal da escova, nunca do comprimento – o que seria um exagero e um desperdício”.

Helenice recomenda que até a criança completar três anos, os pais tenham total responsabilidade por seus hábitos de escovação. Aos poucos, devem ir deixando a criança à vontade para adquirir iniciativa e independência – contando sempre com a supervisão dos adultos até que ela realmente dê conta de praticar esse hábito de forma adequada. Isso geralmente ocorre por volta dos sete anos.

“Fazer uso de produtos naturais é fundamental, mas não na higienização bucal. Por outro lado, os pais contribuem para que seus filhos tenham dentes mais fortes se desde cedo os acostumarem a ingerir bastante água, frutas, legumes e verduras – sem se esquecer de controlar a ingestão de açúcar, este sim um grande vilão dos dentes. Neste sentido, também os carboidratos encontrados em salgadinhos e bolachas devem ser consumidos com parcimônia, já que eles se transformam em ácidos e também contribuem para o enfraquecimento dos dentes e o surgimento de cárie. Também não podemos prescindir do cálcio, que normalmente é encontrado nos derivados do leite. Mas isso não quer dizer que crianças com intolerância à lactose terão dentes mais fracos. Afinal, o cálcio também pode ser encontrado nos vegetais de cor verde-escuro (couve, brócolis, espinafre) e também em alimentos como linhaça, aveia e chia. Além da escovação diária, um prato colorido pode conter tudo o que é necessário para uma dentição saudável”, ensina a especialista. 






Fonte: Dra. Helenice Biancalana - especialista em Odontopediatria, diretora do Departamento de Prevenção da APCD – Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas. www.apcd.org.br



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