Transtorno afeta crianças, adolescentes e adultos, mas o diagnóstico precoce e o acompanhamento multiprofissional contribuem para a qualidade de vida
A Policlínica
Estadual da Região do Entorno – Formosa reforça a importância da informação e
do diagnóstico precoce do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade
(TDAH), condição do neurodesenvolvimento caracterizada por sintomas
persistentes de desatenção, impulsividade e hiperatividade. Embora seja
frequentemente identificado na infância, o transtorno também pode acompanhar o
indivíduo durante a adolescência e a vida adulta, interferindo no desempenho
escolar, profissional, nas relações sociais e na qualidade de vida.
Segundo a
Organização Mundial da Saúde (OMS), o TDAH está entre os transtornos do
neurodesenvolvimento mais comuns, afetando milhões de pessoas em todo o mundo.
Apesar disso, ainda existem muitos mitos sobre a condição, o que pode atrasar o
diagnóstico e o início do tratamento adequado.
Para a psicóloga
Neuza Maria Ferreira, o transtorno vai muito além da dificuldade de
concentração. "O TDAH não está relacionado à falta de interesse ou de
esforço. Trata-se de uma condição que afeta o funcionamento do cérebro e pode
impactar diversas áreas da vida. Quando identificado precocemente, é possível
desenvolver estratégias que ajudam a pessoa a alcançar seu potencial e melhorar
sua qualidade de vida", destaca.
Entre os
principais sinais estão dificuldade para manter a atenção, esquecimento
frequente, desorganização, inquietação, impulsividade e dificuldade para
concluir tarefas. No entanto, esses sintomas precisam ser persistentes, ocorrer
em diferentes ambientes e serem avaliados por profissionais capacitados antes
que qualquer diagnóstico seja estabelecido.
O tratamento é
individualizado e pode envolver acompanhamento psicológico, atendimento médico,
orientação à família, intervenções pedagógicas e, quando indicado, uso de
medicamentos. A atuação integrada entre diferentes profissionais é fundamental
para promover o desenvolvimento e o bem-estar do paciente.
A psicóloga da
Policlínica reforça que buscar informação de qualidade é essencial para
combater o preconceito. "É importante que familiares, professores e a
sociedade compreendam que o TDAH tem tratamento e que, com acompanhamento
adequado, a pessoa pode estudar, trabalhar, desenvolver relacionamentos
saudáveis e ter uma vida plena. O acolhimento e a compreensão fazem toda a
diferença nesse processo", afirma.
Além do
acompanhamento profissional, algumas atitudes podem contribuir para a rotina de
pessoas com TDAH, como estabelecer horários regulares, utilizar agendas ou
aplicativos para organização das atividades, dividir tarefas em pequenas etapas,
reduzir distrações durante estudos ou trabalho e manter hábitos saudáveis,
incluindo sono adequado e prática regular de atividade física.
Ao perceber sinais
persistentes de desatenção, hiperatividade ou impulsividade que prejudiquem a
rotina, a recomendação é procurar avaliação com profissionais especializados. O
diagnóstico precoce e o tratamento adequado favorecem o desenvolvimento, a
autonomia e uma melhor qualidade de vida em todas as fases da vida.

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