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terça-feira, 23 de junho de 2026

A importância de garantir a autonomia ao idoso com segurança

Especialista destaca que o incentivo à independência é capaz de promover o envelhecimento saudável

 

Com a chegada da terceira idade, é comum que o idoso necessite de ajuda externa para realizar suas atividades cotidianas, feitas por suas famílias ou pelos cuidadores. Uma das pautas mais tratadas atualmente com relação ao assunto é como esses cuidados influenciam no comportamento e na autonomia do público 60+.  

“Com o aumento da expectativa de vida e com o envelhecimento contínuo da população, promover a autonomia é uma forma de manter essas pessoas ativas e atuantes na sociedade”, afirma Alberto Condi, médico da Cuidare nas unidades de Taubaté e Pindamonhangaba. 

Para o especialista, ainda há desafios no fortalecimento de políticas públicas e na promoção do envelhecimento saudável. Entre as medidas necessárias estão as adaptações urbanas, como melhorias em calçadas e no transporte público. Condi também destaca que incentivar a proatividade, a convivência social e a independência contribuem para uma estrutura familiar mais agradável e inclusiva. 

O acompanhamento e o incentivo ao idoso são fundamentais, especialmente porque muitos deles se encontram em situações de invalidação e descaso. O médico reforça a importância do trabalho dos cuidadores nesse processo, além da tolerância e altruísmo no tratamento com o público, que muitas vezes se vê na busca pela autoconfiança. Condi ainda reforça que o cuidado e a segurança, apesar de essenciais, não podem interferir na autonomia de cada pessoa. 

O médico sugeriu algumas dicas para estimular a busca. Confira: 

Adaptação: ajuste do ambiente para reduzir riscos e aumentar a segurança. 

Respeito ao tempo: autoavaliação e compreensão das capacidades de cada idoso. 

Incentivo: estímulo para que a pessoa faça suas próprias escolhas. 

Cotidiano: realização de tarefas do dia a dia, sem excluir a participação do idoso. 

Convívio: vivência familiar e social. 

Supervisão: auxílio quando necessário, sem retirar o protagonismo da pessoa idosa. 

O médico completa que “o mais importante seja supervisionar a pessoa idosa e ajudar sempre que necessário. Não podemos invalidar sua capacidade”. Apesar disso, o especialista ainda alerta que incentivar a autonomia, a proatividade e a tomada de decisões também faz parte do cuidado, o que permite o envelhecimento mais digno e saudável.

“Envelhecimento é diferente de doença. Claro que haverá certas limitações e alterações naturais da idade. Muitas vezes, existirão situações em que comorbidades aparecerão. Porém, a adaptação às limitações de forma individual é essencial”, completa Condi. 


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