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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Dia do Pedagogo: como usar inteligência artificial de forma ética e responsável na educação

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Tecnologia cada vez mais presente na rotina de alunos e professores exige cautela e responsabilidade

 

A presença da inteligência artificial (IA) no ambiente educacional já é uma realidade e reforça a necessidade de preparação dos pedagogos para orientar alunos e professores sobre o uso ético e responsável da tecnologia. Dados da TIC Educação 2024 (NIC.br, 2025) mostram que 43% dos docentes do Ensino Fundamental e Médio utilizaram ferramentas de IA nos últimos 12 meses para preparar conteúdos didáticos, o equivalente a cerca de 1 milhão de professores no país. Ao mesmo tempo, o estudo revela que apenas 19% dos estudantes afirmam ter conversado com professores sobre como utilizar IA em atividades escolares. 

No Dia do Pedagogo, celebrado em 20 de maio, é importante reforçar que o papel desses profissionais vai além da mediação pedagógica tradicional e passa também pela construção de práticas digitais mais conscientes dentro das instituições de ensino. Entre os principais desafios estão orientar o uso crítico das ferramentas, identificar conteúdos incorretos ou enviesados produzidos por IA e equilibrar tecnologia e desenvolvimento humano no processo de aprendizagem. 

Segundo Jaqueline Rocha, coordenadora dos cursos de Psicologia e Pedagogia da Faculdade Anhanguera, a inteligência artificial pode ser uma importante aliada na rotina educacional quando utilizada com planejamento e responsabilidade. “A IA não substitui o professor nem o olhar pedagógico, mas pode otimizar tarefas operacionais, como elaboração de atividades, organização de conteúdos e análise de desempenho dos estudantes. Isso permite que o educador tenha mais tempo para se dedicar ao que a tecnologia não substitui: a mediação qualificada, o acompanhamento individual, a escuta, o vínculo e o desenvolvimento de habilidades humanas e socioemocionais”, afirma. 

A especialista ressalta ainda que os pedagogos têm papel fundamental na criação de uma cultura de uso ético da tecnologia dentro das escolas, inclusive ainda no ensino básico. “É essencial que os profissionais da educação estejam preparados para ensinar alunos e equipes docentes a utilizarem essas ferramentas de forma crítica, segura e transparente. A inteligência artificial precisa ser incorporada como apoio ao aprendizado, e não como substituição do pensamento crítico, da criatividade, da autoria ou da interação humana”, destaca. 

Com a expansão acelerada das tecnologias digitais no ensino, a formação continuada dos pedagogos e professores se torna cada vez mais estratégica para garantir inovação, qualidade educacional e uso responsável da inteligência artificial nas salas de aula.


Anhanguera
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