Tecnologia cada vez mais presente na rotina de
alunos e professores exige cautela e responsabilidade
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A
presença da inteligência artificial (IA) no ambiente educacional já é uma
realidade e reforça a necessidade de preparação dos pedagogos para orientar alunos
e professores sobre o uso ético e responsável da tecnologia. Dados da TIC Educação 2024 (NIC.br, 2025) mostram que 43%
dos docentes do Ensino Fundamental e Médio utilizaram ferramentas de IA nos
últimos 12 meses para preparar conteúdos didáticos, o equivalente a cerca de 1
milhão de professores no país. Ao mesmo tempo, o estudo revela que apenas 19%
dos estudantes afirmam ter conversado com professores sobre como utilizar IA em
atividades escolares.
No
Dia do Pedagogo, celebrado em 20 de maio, é importante reforçar que o papel
desses profissionais vai além da mediação pedagógica tradicional e passa também
pela construção de práticas digitais mais conscientes dentro das instituições
de ensino. Entre os principais desafios estão orientar o uso crítico das
ferramentas, identificar conteúdos incorretos ou enviesados produzidos por IA e
equilibrar tecnologia e desenvolvimento humano no processo de aprendizagem.
Segundo
Jaqueline Rocha, coordenadora dos cursos de Psicologia e Pedagogia da Faculdade
Anhanguera, a inteligência artificial pode ser uma importante aliada na rotina
educacional quando utilizada com planejamento e responsabilidade. “A IA não
substitui o professor nem o olhar pedagógico, mas pode otimizar tarefas
operacionais, como elaboração de atividades, organização de conteúdos e análise
de desempenho dos estudantes. Isso permite que o
educador tenha mais tempo para se dedicar ao que a tecnologia não substitui: a
mediação qualificada, o acompanhamento individual, a escuta, o vínculo e o
desenvolvimento de habilidades humanas e socioemocionais”, afirma.
A
especialista ressalta ainda que os pedagogos têm papel fundamental na criação
de uma cultura de uso ético da tecnologia dentro das escolas, inclusive ainda
no ensino básico. “É essencial que os profissionais da educação estejam
preparados para ensinar alunos e equipes docentes a utilizarem essas
ferramentas de forma crítica, segura e transparente. A
inteligência artificial precisa ser incorporada como apoio ao aprendizado, e
não como substituição do pensamento crítico, da criatividade, da autoria ou da
interação humana”, destaca.
Com a expansão acelerada das tecnologias digitais no ensino, a formação continuada dos pedagogos e professores se torna cada vez mais estratégica para garantir inovação, qualidade educacional e uso responsável da inteligência artificial nas salas de aula.
Anhanguera
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