Sintoma comum pode
estar ligado a problemas neurológicos, cardíacos e até emocionais 
Divulgação
Afya
A sensação de tontura é uma das queixas mais frequentes nos consultórios médicos, mas ainda cercada de interpretações equivocadas. No Brasil, é comum associar automaticamente o sintoma à labirintite, o que pode atrasar o diagnóstico correto. No Dia Nacional da Tontura, celebrado em 22 de abril, especialistas alertam que o quadro pode estar relacionado a mais de 60 doenças diferentes.
A tontura não é uma doença, mas um sintoma que pode ter origens variadas, envolvendo desde alterações no ouvido interno até problemas neurológicos, cardiovasculares ou transtornos de ansiedade. Identificar corretamente a causa é fundamental para definir o tratamento adequado e evitar complicações.
De acordo com a neurologista e professora da Afya Jaboatão, Thaís Gemir, o autodiagnóstico é um dos principais desafios no manejo do problema. “Muitas pessoas chegam ao consultório dizendo que têm labirintite, mas, na prática, essa é apenas uma das possíveis causas. A tontura pode estar associada a disfunções neurológicas, alterações na pressão arterial, arritmias ou até quadros de ansiedade”, explica.
Entre as causas mais comuns estão as alterações do sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio, além de enxaqueca vestibular, hipotensão, desidratação e distúrbios metabólicos. Em alguns casos, a tontura também pode ser um sinal de alerta para doenças mais graves, como AVC ou problemas cardíacos.
A especialista ressalta que a forma como o sintoma se manifesta ajuda a direcionar a investigação clínica. Sensação de rotação, desequilíbrio, cabeça leve ou desmaio iminente podem indicar origens diferentes. “Descrever bem o que a pessoa sente faz muita diferença no diagnóstico. Nem toda tontura é igual, e cada tipo pode apontar para uma causa específica”, afirma.
Outro ponto de atenção é a relação entre tontura e saúde mental. Situações de estresse, ansiedade e crises de pânico também podem provocar o sintoma, muitas vezes acompanhadas de falta de ar, palpitações e sensação de instabilidade. “O cérebro e o corpo estão conectados. Em alguns pacientes, a tontura tem origem emocional, e o tratamento precisa considerar esse aspecto”, destaca Thaís Gemir.
Diante
da diversidade de causas, a recomendação é evitar a automedicação e buscar
avaliação médica, especialmente quando a tontura é frequente, intensa ou
acompanhada de outros sinais, como perda de força, alteração na fala ou visão.
“A tontura pode parecer algo simples, mas, em alguns casos, é um sinal
importante do organismo. Investigar corretamente é o caminho para um tratamento
seguro e eficaz”, conclui.
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