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Aumento
do interesse vem em um contexto estratégico: para 96% dos profissionais, 2026
será um ano de investimentos acelerados em agentes de IA dentro das empresas,
segundo dados do IEEE
Se, há alguns anos, o uso da
Inteligência Artificial despertava dúvidas e dilemas em muitos profissionais,
hoje, as soluções de IA já ocupam um espaço de destaque dentro e fora dos
escritórios; e prova disso são as buscas recentes pelos agentes de IA na
internet.
Somente no último ano, as buscas nacionais por “agentes de IA” registraram um crescimento de 22% no Google Brasil, totalizando cerca de 175 mil pesquisas pelo termo. Segundo o novo levantamento da Locaweb, especialista em hospedagem de sites e infraestrutura digital, o volume se divide entre a demanda por assistentes específicos e usuários em busca de compreender tais ferramentas.
Esse
movimento, vale dizer, acompanha um contexto mais amplo, em que já se fala na “era
da IA agêntica”: de acordo com uma uma pesquisa do IEEE (Instituto de
Engenheiros Elétricos e Eletrônicos), que ouviu líderes de tecnologia de
diversos países, 96% dos profissionais acreditam que o investimento em
agentes continuará avançando em ritmo acelerado ao longo do ano.
Agentes de IA: quais são os tipos mais buscados na internet?
À
medida que a inteligência artificial ganha espaço no dia a dia das empresas,
cresce também o interesse por agentes de IA capazes de automatizar tarefas e
impulsionar resultados. As buscas na internet revelam um movimento claro:
profissionais e negócios de diferentes setores estão cada vez mais atentos às
possibilidades dessas ferramentas para ganhar produtividade, reduzir custos
e melhorar a experiência do cliente.
Não por acaso, as primeiras posições do
ranking estão diretamente voltadas ao atendimento ao cliente: “agente de IA
para WhatsApp” lidera as buscas, refletindo a necessidade geral de lidar
com altos volumes de mensagens, responder com rapidez e não perder
oportunidades de contato com clientes. Na sequência, termos como “agente de
IA para atendimento ao cliente” e “agente de IA para vendas”
reforçam um movimento também claro: a busca por automação, eficiência e
agilidade nos processos comerciais.
Além de pesquisas voltadas a demandas e
processos, também se destacam buscas feitas por setores que lidam diretamente
com alto volume de atendimentos no dia a dia. Entre os segmentos que mais
procuram por esse tipo de solução, clínicas, imobiliárias e escritórios de
advocacia aparecem em destaque — áreas em que a velocidade no atendimento e
a gestão de informações são essenciais para manter a competitividade.
Para
Patrice Ramos, Diretor de Produtos e Engenharia na Locaweb, esse cenário
evidencia como as empresas estão cada vez mais atentas aos ganhos práticos dos
agentes de IA na rotina. “À medida que a demanda por agilidade e escala nas
operações cresce, soluções como essas deixam de ser um diferencial e passam a
integrar as estratégias de negócio. Além de aumentar a eficiência operacional,
os agentes contribuem para a redução de custos, ajudam a eliminar gargalos e
elevam a qualidade do atendimento, vantagens reais em um mercado agitado.”
“Como criar um agente de IA” e outras dúvidas
O comportamento de busca também revela que, apesar do interesse crescente, ainda há um nível relevante de incerteza sobre o tema. Muitas pesquisas partem de dúvidas básicas, desde o que são agentes de IA até como aplicá-los na prática, indicando que ainda há muito espaço para ampliar o entendimento sobre essas soluções.
O que é e o que faz um agente de IA?
Agentes
de IA são sistemas criados para executar tarefas de forma autônoma ou
semiautônoma, com foco em automatizar e otimizar fluxos de trabalho.
Diferentemente de interações pontuais com ferramentas de IA generativa, como
ChatGPT e Gemini, os agentes são configurados para operar de forma contínua,
tomar decisões com base em dados, seguir regras pré-definidas e interagir com
outros sistemas ao longo do processo.
Como funciona um agente de IA?
De
forma geral, agentes de IA operam a partir de objetivos: diante de uma meta
específica, são capazes de planejar etapas, dividir o problema em tarefas
menores e executar ações de forma contínua até alcançar o resultado esperado.
Ao
longo desse processo, eles utilizam dados para tomar decisões, ajustar o
caminho e, quando necessário, criar novas tarefas para avançar. Entre suas
principais capacidades estão o raciocínio, para analisar informações e
resolver problemas, e a ação, que envolve interagir com sistemas, executar
comandos e responder a diferentes contextos.
Importante
destacar que os agentes de IA também podem incorporar mecanismos de
observação e planejamento, além de atuar de forma colaborativa com humanos
ou outros sistemas e ajustar seu desempenho com base em resultados anteriores.
Tipos
de agentes de IA e valor de implementação
Existem diferentes tipos de agentes de
IA, que variam conforme a atuação e o nível de complexidade.
Alguns, por exemplo, interagem
diretamente com o usuário (como os usados em atendimento e vendas), enquanto
outros operam em segundo plano,
automatizando tarefas e processos sem interação direta. Também há agentes individuais,
voltados a funções específicas, e sistemas multiagentes, em que
diferentes agentes atuam de forma coordenada para lidar com demandas mais
complexas.
De modo geral, esses sistemas podem
variar desde modelos mais simples, baseados em regras, até versões avançadas,
capazes de planejar ações, aprender com dados e tomar decisões com base em
objetivos.
Já o custo de implementação depende
de fatores como nível de personalização, volume de uso e integração com outros
sistemas — sendo que soluções mais robustas e adaptadas à realidade da
empresa tendem a exigir maior investimento, além de custos contínuos de
manutenção e evolução.
Como
criar e treinar um agente de IA?
É possível contratar serviços
especializados ou criar agentes de IA em plataformas na internet. Caso não
exista um que atenda às necessidades, um usuário também consegue desenvolver
um agente totalmente personalizado, de acordo com os desafios do negócio.
Para criar e treinar um agente de IA, o
primeiro passo é definir claramente o que se deseja executar, como
otimizar o atendimento ao cliente, gerar relatórios ou obter insights de dados.
Nesse sentido, é importante analisar o fluxo de trabalho e identificar tarefas
que podem ser automatizadas ou aprimoradas com o uso da IA.
Em seguida, a construção de um bom
prompt é essencial: é preciso fornecer contexto, definir a persona do
agente, seus objetivos, descrever o passo a passo das tarefas e incluir
exemplos. Quanto mais detalhadas forem as instruções, incluindo o que deve
ser feito e em qual formato os resultados devem ser entregues, como textos ou
planilhas, melhores serão os resultados. Também é importante estruturar a base
de conhecimento do agente, que pode incluir documentos específicos, pastas ou
até busca na web.
Após a criação, monitorar o desempenho
com base em métricas e expectativas de sucesso é algo fundamental, permitindo
ajustes contínuos a partir de dados e feedbacks dos usuários, o que contribui
para melhorar a experiência ao longo do tempo.
Metodologia
Para
compreender o interesse por agentes de IA nos mecanismos digitais, foram
consideradas pesquisas no Google realizadas por brasileiros durante os últimos
doze meses. A investigação foi pautada por expressões como “agente de IA” e
suas variações, abrangendo todas as buscas relativas ao segmento nas cinco
regiões nacionais. Em seguida, os tipos de agentes e dúvidas foram dispostos em
um ranking baseado no volume total de buscas ao longo do último ano.



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