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quinta-feira, 23 de abril de 2026

TONTURA NÃO É TUDO IGUAL, ENTENDA AS DIFERENÇAS E POR QUE ISSO IMPORTA

Sentir tontura é mais comum do que parece, mas o que muita gente não sabe é que esse sintoma pode ter origens completamente diferentes, e cada uma exige um tipo de cuidado.

A vertigem, por exemplo, é aquela sensação de que tudo está girando. Já a tontura pode se manifestar como desequilíbrio, sensação de desmaio ou cabeça leve. E a chamada “labirintite”, tão popular, na maioria das vezes, nem é o diagnóstico correto.

“A tontura é um sintoma, não uma doença. Quando a pessoa chama tudo de labirintite, ela corre o risco de tratar errado e prolongar o problema”, explica o neurologista Dr. Saulo Nader.

O primeiro passo é observar os sinais do corpo. Tonturas frequentes, associadas a náuseas, dificuldade para andar ou sensação de desmaio precisam de avaliação médica.

Entre as principais orientações estão evitar automedicação, manter uma boa hidratação e buscar um diagnóstico preciso. Em muitos casos, o tratamento pode envolver desde ajustes no estilo de vida até medicações específicas ou reabilitação vestibular.

“Quanto mais cedo a causa é identificada, maiores são as chances de controle e melhora da qualidade de vida”, reforça o especialista.


Dr. Saulo Nader - neurologista e referência em tontura, vertigem e distúrbios do equilíbrio pela USP. É membro da Bárány Society, a sociedade internacional que normatiza tudo sobre tontura, e já liderou o Departamento Científico de Tontura da Academia Brasileira de Neurologia. Com mais de 2 milhões de seguidores, ele desmistifica o tema de forma clara e acessível no Instagram @doutortontura e no canal do YouTube Neurologia e Psiquiatria: neurologiaepsiquiatria.com.br


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