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terça-feira, 24 de março de 2026

Saúde da mulher: vacina contra HPV e exames preventivos são principais aliados contra o câncer de colo do útero

 O exame de Papanicolau e a vacina contra o HPV são as
principais estratégias de prevenções ao câncer de colo de útero.
Shutterstock
A prevenção do câncer de colo do útero, um dos tipos mais comuns entre mulheres no Brasil, passa principalmente por duas estratégias: a vacinação contra o HPV e a realização regular de exames preventivos. Especialistas alertam que, quando diagnosticada precocemente, a doença tem altas chances de tratamento e cura. 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o câncer de colo do útero é causado principalmente pela infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), um vírus transmitido sexualmente. Alguns tipos do vírus, especialmente os chamados oncogênicos, podem provocar alterações nas células do colo do útero que, ao longo do tempo, evoluem para câncer. 

Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação contra o HPV é uma das principais formas de prevenção da doença. No Sistema Único de Saúde (SUS), a imunização é oferecida gratuitamente para meninas e meninos de 9 a 14 anos. 

Além da vacina, o exame preventivo, conhecido como Papanicolau, continua sendo fundamental para identificar lesões precursoras da doença antes que elas evoluam para um tumor.

 

Importância da vacinação contra HPV

O HPV é considerado uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. A maioria das pessoas sexualmente ativas terá contato com o vírus em algum momento da vida, mas nem todos os casos evoluem para problemas de saúde. 

A vacina protege contra os principais tipos de HPV associados ao desenvolvimento de câncer, incluindo aqueles que causam a maioria dos casos de câncer do colo do útero. 

Para a ginecologista Ingrid Lorrane, do Eco Medical Center, a vacinação representa um avanço importante na prevenção da doença. “A vacina contra o HPV é uma das ferramentas mais eficazes que temos hoje para prevenir o câncer de colo do útero. Quando administrada antes do início da vida sexual, ela consegue reduzir significativamente o risco de infecção pelos tipos de vírus mais associados ao câncer”, explica. 

A especialista destaca que a vacinação é segura e amplamente recomendada por autoridades de saúde no mundo todo. “Infelizmente ainda existe muita desinformação sobre a vacina. Ela é segura, passou por diversos estudos e é aplicada em milhões de pessoas. A imunização é um investimento na saúde futura”, afirma.

 

Exame preventivo continua sendo essencial

Mesmo com a vacinação, os especialistas reforçam que o exame preventivo continua sendo indispensável para a saúde da mulher. O Papanicolau é capaz de identificar alterações nas células do colo do útero antes mesmo do desenvolvimento do câncer. Quando essas alterações são detectadas precocemente, o tratamento é simples e altamente eficaz. 

“O exame preventivo permite identificar lesões iniciais, que não apresentam sintomas. Quando detectamos essas alterações cedo, conseguimos tratar antes que evoluam para câncer”, explica a Dra. Ingrid. 

A recomendação geral é que mulheres entre 25 e 64 anos realizem o exame periodicamente, conforme orientação médica.

 

Consulta ginecológica regular faz diferença

Outro ponto importante é manter acompanhamento ginecológico regular. Muitas mulheres procuram o especialista apenas quando apresentam sintomas, o que pode atrasar o diagnóstico de doenças. 

“A consulta ginecológica não deve acontecer apenas quando há algum problema. Ela faz parte do cuidado preventivo da saúde da mulher. É nesse momento que avaliamos fatores de risco, orientamos sobre vacinação, exames e hábitos de prevenção”, ressalta a médica.

 

Conscientização é fundamental

Especialistas reforçam que informação e acesso à saúde são fatores essenciais para reduzir os casos da doença. Campanhas de conscientização, vacinação e ampliação do acesso ao exame preventivo são consideradas estratégias fundamentais para diminuir a incidência do câncer de colo do útero nos próximos anos.

“O câncer de colo do útero é, em grande parte, evitável. Quando combinamos vacinação, exames preventivos e acompanhamento médico regular, conseguimos reduzir drasticamente os casos da doença”, conclui a ginecologista.

 

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