Dados acabam de ser revelados pela Verisure, que investigou os efeitos da insegurança no bem-estar de centenas de entrevistadas
Em um contexto marcado pela sensação constante de vulnerabilidade, quais são os impactos da insegurança na saúde e no bem-estar das brasileiras?
Um estudo recente ouviu centenas de entrevistadas de diferentes regiões e descobriu a resposta: hoje, 7 em cada 10 mulheres admitem se sentir mais estressadas ou em frequente estado de alerta por medo de furtos, roubos e da violência, preocupação que também têm gerado cansaço mental (47,9%) e problemas com sono (34,9%).
Os dados são da Verisure, empresa de
alarmes monitorados que, recentemente, buscou entender como a
percepção de risco afeta o equilíbrio emocional e os hábitos cotidianos em
diferentes regiões — entre os maiores receios, a interferência
no dia a dia e estratégias para se sentir mais protegido, dentro e fora de
casa.
Mais do que se refletir no próprio corpo, de acordo com as respondentes, medos como ser roubada ou ter a própria residência invadida vêm levando a uma série de hábitos e mudanças, como alterar rotas e trajetos diariamente (59,9%), recorrer a itens de autoproteção (32,5%) e investir em soluções como câmeras, sensores e alarmes (47,2%).
Mulheres revelam os efeitos da
insegurança na saúde e no bem-estar
Se, no começo de janeiro, uma pesquisa do Instituto Ipsos revelou que o crime e a violência são as maiores preocupações, hoje, no país (à frente de questões como a corrupção e saúde), o levantamento da Verisure identificou que essa insegurança não está associada a um único cenário, mas atravessa diferentes espaços do cotidiano dos brasileiros... em especial, delas.
Quando questionadas sobre seus principais receios no dia a dia, as respostas das entrevistadas não causaram surpresa: 70,5% delas apontaram ter medo constante de roubos e furtos, enquanto outras temem sofrer violência física (64,7%) ou ter a própria residência invadida (64,7%) — preocupação muito mais considerável do que entre os homens (42,7% e 58,1%).
Mais do que algo pontual, aliás, a pesquisa mostra que a sensação de insegurança tem impactado diretamente a saúde emocional das brasileiras.
De um lado, por exemplo, 7 em cada 10 respondentes disseram que medos relativos à segurança as tornaram mais estressadas ou amplificaram a sensação constante de alerta. De forma similar, 47,9% reconheceram que isso costuma vir junto de certo cansaço mental, parcela similar à das que enfrentam problemas de sono (34,9%) em decorrência de barulhos suspeitos, movimentos ou demais sinais de que sua casa está sob risco.
Além do bem-estar: como a insegurança
impacta a rotina das brasileiras?
Para além dos impactos emocionais, ao longo do levantamento, uma parcela expressiva das entrevistadas admitiram que receios relacionados à violência as levaram a repensar algumas dinâmicas e decisões práticas no dia a dia — o que, por sua vez, tem levado a mudanças de hábito com o objetivo de cuidar da própria segurança.
No campo do lazer e da circulação urbana, as restrições aparecem de forma ainda mais evidente. Evitar sair de casa à noite, por exemplo, foi algo mencionado em 70,5% das respostas (entre os homens, o medo é menor e aparece em 60%), decisão tão comum quanto deixar de retornar para casa em determinados horários por medo de algo pior (55,4%).
Dentro de casa, o medo também tem imposto alguns limites. Deixar crianças ou idosos sozinhos (37,6%) ou atender à porta em determinadas situações (40,4%) — seja pelo horário, seja pela ausência de familiares — foram algumas das situações mais compartilhadas pelas mulheres consideradas, que também procuram não viajar ou ficar longos períodos fora (29,7%) e deixar o pet sozinho (22,2%).
Práticas e soluções para se sentir protegida
Diante da percepção crescente de insegurança, algo que a Verisure descobriu é que, em 2026, muitas brasileiras têm adotado medidas práticas para reduzir riscos e incidentes no cotidiano.
Entre as iniciativas mais comuns para as entrevistadas está evitar deixar objetos de valor visíveis, comportamento adotado por 67,4%. Há quem também faça o possível para alterar rotas e trajetos no dia a dia (59,9%), bem como manter contato frequente com familiares ou vizinhos para o caso de eventuais problemas (55,8%).
Quando o assunto é a tecnologia aplicada à proteção, a adesão também se mostrou expressiva: soluções de monitoramento e segurança eletrônica (como câmeras, sensores e alarmes) já fazem parte da rotina de 47,2% das entrevistadas, enquanto 3 em cada 10 respondentes demonstraram interesse em adotar esse tipo de recurso daqui para frente.
Quanto aos itens populares, os mais associados à sensação de segurança são as câmeras de vigilância, citadas por 84,5%. Fechaduras digitais ou leitores de chave aparecem na sequência (60,6%), seguidos por sensores e detectores de arrombamento (57,8%) e sirenes ou dispositivos sonoros (50%). O resultado, nesse sentido, não apenas acompanha a expansão do setor, mas ressalta como tecnologias que oferecem monitoramento contínuo são vistas como grandes aliadas na proteção do lar.
Metodologia
Para compreender
os impactos da insegurança na saúde, bem-estar e dia a dia das brasileiras, nas
últimas semanas, foram entrevistadas 300 adultas (maiores de 18 anos)
residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de
confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.
Ao todo, as respondentes
tiveram acesso a 8 questões, que exploraram seus principais medos e receios no
dia a dia, como tais preocupações afetam a rotina e estratégias para
driblá-los. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes
rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada
pelas entrevistadas.
Verisure



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