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quarta-feira, 18 de março de 2026

Ronco que virou alerta: casal descobre apneia severa após 98 paradas respiratórias por hora


História real mostra como o distúrbio do sono impactou o casamento, viagens e rotina do casal até o diagnóstico e tratamento com CPAP.
 

 

No início do casamento, o ronco de Thiago André Stanislau Oliveira da Veiga, 39 anos, assessor legislativo, parecia apenas um incômodo ocasional. Com o passar dos anos, no entanto, o problema se intensificou a ponto de afetar profundamente a rotina do casal. Sua esposa, Patrícia Ferreira Estanislau, 37, conta que passou a ter noites interrompidas tentando acordá-lo ou fazê-lo mudar de posição. 

“Eu não conseguia dormir. Ficava acordando-o toda hora para ver se parava de roncar”, lembra.

A situação ficou mais preocupante quando Patrícia começou a perceber algo ainda mais grave: Thiago parava de respirar durante o sono. 

A cena, repetida diversas vezes durante a noite, levou Patrícia a filmar os episódios e insistir para que o marido procurasse um especialista. O exame de polissonografia revelou um quadro severo de apneia do sono: 98 paradas respiratórias por hora, o equivalente a mais de duas interrupções da respiração por minuto. 

O diagnóstico explicou não apenas as noites mal dormidas do casal, mas também situações constrangedoras que Thiago já havia vivido, como um voo de 12 horas para Lisboa em que passageiros chegaram a chamar a aeromoça por causa do ronco. Em outra ocasião, um colega de trabalho preferiu pagar um quarto separado em uma viagem para evitar dividir o quarto com ele. 

A solução veio com o tratamento com CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas), equipamento utilizado para manter as vias respiratórias abertas durante o sono. A adaptação ao aparelho levou cerca de um mês, mas o resultado foi imediato na qualidade de vida do casal. “Hoje a gente dorme tranquilo”, conta Patrícia. 

Thiago também percebeu mudanças importantes durante o dia.“Consigo acordar com disposição e ter mais energia”, afirma. Antes do tratamento, o casal chegou a evitar viagens com amigos para não causar constrangimento e, em alguns momentos, precisou dormir em quartos separados. 

Além do impacto na relação, especialistas alertam que a apneia do sono não tratada aumenta o risco de doenças cardiovasculares, AVC e acidentes, já que a privação de sono pode provocar sonolência excessiva durante o dia. 

A história do chamado Casal Bolota, criadores de conteúdo que compartilham experiências de viagens, gastronomia e cotidiano nas redes sociais, agora também serve como alerta sobre a importância de investigar sintomas como ronco intenso, cansaço excessivo e pausas na respiração durante a noite. 

Segundo especialistas, o tratamento adequado pode transformar não apenas a qualidade do sono, mas também a saúde e o bem-estar de quem convive com o distúrbio.

 

Estudo global de 2026 revela o “Paradoxo do Sono” e destaca a diferença entre consciência sobre o sono e ação para melhorá-lo 

Pesquisa global recente da Resmed mostra que a maioria das pessoas reconhece o sono como essencial para a saúde a longo prazo, mas muitas ainda têm dificuldade em priorizar o descanso em meio ao estresse, noites mal dormidas e rotinas agitadas.

 


Um novo estudo global conduzido pela Resmed, divulgado por ocasião do Dia Mundial do Sono, revela o que é descrito como o "Paradoxo do Sono": embora as pessoas reconheçam cada vez mais a importância do sono para a saúde geral e longevidade, muitas ainda têm dificuldade em traduzir essa consciência em ações significativas. 

De acordo com a pesquisa, 84% dos entrevistados globalmente dizem saber que um sono consistente e de qualidade pode ajudar a prolongar uma vida saudável, e 53% consideram o sono adequado o comportamento mais importante para viver mais e melhor, à frente de fatores como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Apesar dessa conscientização generalizada, 34% dizem que não buscaram aconselhamento de um profissional de saúde para melhorar sua saúde do sono, destacando uma clara lacuna entre conhecimento e ação.

 

Desafios persistentes do sono no mundo todo

Os resultados também mostram que, globalmente, mais da metade das pessoas diz que dormem bem quatro dias por semana ou menos. Além disso, 74% relatam acordar sem se sentir descansados pelo menos algumas noites por mês, sugerindo que as dificuldades de sono ainda são comuns no mundo. 

Estresse e ansiedade estão entre os fatores mais comuns que causam interrupções no sono. Os entrevistados citam responsabilidades familiares, preocupações de saúde, pressões financeiras e demandas de trabalho como fatores-chave que afetam negativamente sua capacidade de descanso. 

As consequências vão além da fadiga. Os participantes relatam que uma noite de sono ruim frequentemente resulta em maior irritabilidade e maior estresse, enquanto descanso adequado está ligado a maior energia, melhor foco e melhor equilíbrio emocional.

 

Camas compartilhadas, noites perturbadas

Os padrões de sono nos relacionamentos revelam outra dimensão importante do sono. No Brasil, 75% das pessoas em relacionamentos dizem que dormem com o parceiro todas as noites da semana. 

No mundo, porém, compartilhar a cama nem sempre significa dormir sem interrupções. Entre os entrevistados globais que moram com o parceiro, 80% dizem que o sono é interrompido por causa deles, mais comumente devido ao ronco ou respiração forte (36%), ao parceiro acordar durante a noite (25%) ou ao uso de celulares ou tablets na cama (18%). No mundo todo, 56% das pessoas em relacionamentos dizem que dormem com seu parceiro todas as noites da semana. 

Apesar dessas interrupções, muitos ainda associam dormir com o parceiro a benefícios para o relacionamento. A maioria diz que dormir com um parceiro tem um impacto positivo na comunicação e na conexão emocional dentro do relacionamento.

 

A tecnologia também tem desempenhado um papel crescente no acompanhamento da saúde do sono

Ao mesmo tempo, a tecnologia está desempenhando um papel cada vez mais importante em ajudar as pessoas a entenderem melhor seus padrões de sono. A adoção de dispositivos vestíveis de monitoramento do sono aumentou significativamente, passando de 16% dos entrevistados globais em 2025 para 53% globalmente em 2026. 

Atualmente, 39% dos entrevistados dizem que monitoram o sono pelo menos uma vez por semana usando dispositivos vestíveis, como smartwatches, anéis ou pulseiras fitness. Entre esses usuários, 93% dizem ter feito mudanças no estilo de vida com base em insights de seus dispositivos, incluindo melhorar hábitos de sono, se exercitar com mais frequência e aumentar a hidratação diária. 

A tecnologia vestível também pode incentivar um maior engajamento com a saúde. Globalmente, mais de 60% dos usuários de dispositivos vestíveis dizem que buscariam orientação médica se o dispositivo os alertasse sobre possíveis riscos à saúde, como pressão alta, doenças cardiovasculares, fibrilação auricular ou apneia do sono. 

"Os dados mostram que estamos em um ponto de virada na forma como as pessoas veem a saúde do sono", diz Sofia Furlan, Fisioterapeuta Respiratória e do Sono da Resmed. "Há uma maior conscientização sobre o papel que o sono desempenha no bem-estar geral, mas permanece uma lacuna entre entender sua importância e agir. Ao mesmo tempo, a tecnologia está capacitando as pessoas com novas ferramentas para entender melhor seu sono e tomar decisões informadas sobre sua saúde." 

O estudo global da Resmed entrevistou participantes em vários países para entender melhor comportamentos, percepções e tendências emergentes relacionadas à saúde do sono, bem-estar e uso da tecnologia.

Para mais informações sobre a campanha e conteúdos relacionados à saúde do sono, acesse www.resmed.com.br/monstrodosono.


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