Campanha reforça
importância do rastreamento e da adoção de hábitos saudáveis para reduzir
riscos da doença
A prevenção e o diagnóstico precoce são fatores
decisivos no enfrentamento do câncer colorretal, doença que está entre as mais
frequentes na população brasileira e que afeta homens e mulheres. Atualmente,
trata-se do segundo tipo de câncer mais comum no Brasil, com previsões de mais
de 53 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028.
O tumor se desenvolve no intestino grosso,
envolvendo o cólon e o reto, e costuma evoluir de forma silenciosa. Por isso,
especialistas alertam para a importância do rastreamento periódico e da atenção
a possíveis sinais do organismo. De acordo com o coordenador médico da Doctor
Clin, Dr. Thiago Serafim, a ausência de sintomas nas fases iniciais torna o
acompanhamento médico ainda mais importante.
“O câncer colorretal é um tumor que, na maioria das
vezes, cresce lentamente e pode não apresentar sintomas nas fases iniciais.
Cerca de sete em cada dez pacientes não percebem nenhum sinal no começo da
doença. Por isso, o rastreamento é fundamental. A recomendação é que pessoas a
partir dos 45 anos realizem a colonoscopia regularmente. Quem tem histórico
familiar deve iniciar essa investigação ainda mais cedo, sempre com orientação
médica”, explica.
O médico também afirma que é importante reduzir
fatores de risco, como consumo de alimentos ultraprocessados, álcool, cigarro e
obesidade. Quando surgem sintomas, é preciso ficar atento a sinais como
sangramento nas fezes, alterações no funcionamento do intestino, dor abdominal
e perda de peso. Ao perceber qualquer um desses indícios, o ideal é procurar
avaliação médica o quanto antes.
Entre os principais fatores associados ao
desenvolvimento da doença estão alimentação pobre em fibras, consumo elevado de
carnes processadas, sedentarismo, excesso de peso e histórico familiar. A
adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de
atividade física e acompanhamento médico periódico, contribui para reduzir o
risco e ampliar as chances de diagnóstico em estágios iniciais, quando as
possibilidades de tratamento e cura são significativamente maiores.

Nenhum comentário:
Postar um comentário