Com o brasileiro consumindo quase o dobro
do sódio recomendado pela OMS, nutricionista alerta para o perigo do consumo
excessivo e inconsciente no dia a dia
A mudança de hábitos alimentares geralmente começa com uma decisão
bem-intencionada na cozinha. Você decide preparar refeições mais leves, esconde
o saleiro no fundo do armário e tenta usar apenas uma pitadinha de sal nas
panelas. Semanas depois, no entanto, pode bater aquela frustração ao perceber
que esse esforço não tem refletido de forma tão clara nos exames de rotina ou
no controle da pressão.
Essa sensação é muito comum e esbarra em duas questões essenciais.
A primeira é que o controle da pressão arterial não acontece apenas pela
restrição de um ingrediente. A redução de sódio é uma estratégia importante,
mas que precisa caminhar junto a outras mudanças no estilo de vida e, quando
necessário, com acompanhamento médico e medicação. A segunda questão é que,
mesmo quando focamos na nossa alimentação, frequentemente estamos errando a mão
sem perceber.
Alguns números ilustram bem esse cenário: segundo dados da
Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), o brasileiro consome em média 9,3 gramas de sal por dia.
Isso representa quase o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde
(OMS), que é de apenas 5 gramas diárias, o equivalente a apenas 1 colher de
chá.
Nesse contexto, o hábito de cozinhar em casa continua funcionando
como uma ferramenta poderosa para o controle da hipertensão. Segundo Marília
Zagato, nutricionista e gerente de Marketing-Nutrição da Ajinomoto do Brasil, a
grande vantagem de estar na cozinha é recuperar o poder de escolha.
"Quando o consumidor prepara sua própria refeição, ele tem a
possibilidade de adicionar menos sódio, optando por colocar menos sal e usando
ingredientes e temperos práticos, mantendo o controle sobre a quantidade que
está ingerindo", explica. "E é importante que as pessoas saibam que 1
colher de chá já é a quantidade de sal que ela deveria consumir por dia. Quando
aplicamos isso no preparo dos alimentos, é possível perceber se nosso hábito
está ou não além da recomendação", destaca Marília.
No entanto, um dos maiores obstáculos para manter essa mudança é o
paladar, já que a comida com menos sal é frequentemente rejeitada por ser
considerada "sem graça". Para balancear o dilema entre saúde e
prazer, a ciência dos alimentos tem atuado no desenvolvimento de soluções que
entregam sabor, reduzindo o sódio e mantendo a aceitação.
Estudos demonstram que o uso de ingredientes como o glutamato
monossódico, que é o aminoácido glutamato com uma molécula de sódio adicionada,
ajuda a realçar o sabor natural dos alimentos. Na prática, substituindo metade
do sal que seria adicionado por glutamato monossódico, é possível reduzir em
até 37% o sódio de uma preparação. O resultado é um prato com a mesma aceitação
sensorial de uma versão preparada apenas com sal, provando que é possível
cuidar da saúde sem abrir mão de uma refeição saborosa.
Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável
A Ajinomoto do Brasil desenvolve projetos e ações alinhados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), que visam alcançar um mundo mais igualitário e sustentável até 2030. Clique aqui para conhecer mais sobre esses projetos.
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