Especialistas reforçam que a obesidade sobrecarrega o coração, favorece doenças silenciosas e pode acelerar quadros como infarto e AVC
No Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, o Hospital Cardiológico Costantini
chama a atenção para um dado que preocupa a comunidade médica: o excesso de
peso é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças
cardiovasculares, que seguem entre as maiores causas de morte no Brasil e no
mundo. Mais do que uma questão estética, a obesidade é uma condição clínica que
impacta diretamente o funcionamento do coração e compromete a qualidade e a
expectativa de vida.
De acordo com especialistas, cada quilo a mais representa
também uma sobrecarga adicional ao sistema cardiovascular. O coração precisa
bombear sangue para uma quantidade maior de tecido corporal, aumentando a
demanda cardíaca, elevando a pressão arterial e favorecendo alterações
metabólicas que criam um ambiente propício para doenças graves. “O coração é um
órgão resiliente, mas ele também tem limites. O excesso de peso sobrecarrega
seu funcionamento e cria condições propícias para o surgimento de doenças
silenciosas, que muitas vezes só se manifestam em fases avançadas”, alerta a
Dra. Bianca Prezepiorski, médica cardiologista e Diretora de Governança
Clínica do Hospital Cardiológico Costantini.
Como a obesidade compromete o sistema
cardiovascular
O acúmulo de gordura corporal está diretamente
relacionado a uma série de alterações que impactam o sistema circulatório.
Entre as principais consequências estão:
- Hipertensão
arterial,
resultado do aumento da demanda sanguínea e da maior resistência nos
vasos.
- Dislipidemia, com elevação
de colesterol e triglicerídeos.
- Diabetes
tipo 2,
frequentemente associada à resistência à insulina em pessoas com
obesidade.
- Apneia
do sono,
distúrbio que agrava a pressão arterial e prejudica a oxigenação do
organismo.
Essas condições formam um cenário de risco elevado para
infarto, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC). “A
obesidade é um dos principais inimigos silenciosos do coração. Muitas vezes o
paciente não percebe danos imediatos, mas ao longo dos anos o excesso de peso
favorece o acúmulo de placas de gordura nas artérias e pode levar a
complicações graves”, explica Dra. Bianca.
Doença crônica e risco progressivo
Especialistas destacam que a obesidade deve ser compreendida
como uma doença crônica, multifatorial, e não apenas como resultado de hábitos
inadequados. Fatores genéticos, ambientais, hormonais e comportamentais
influenciam no ganho de peso e na dificuldade de controle.
O impacto no coração é progressivo: o aumento constante
da pressão sobre o órgão pode levar ao espessamento do músculo cardíaco, à
perda de eficiência no bombeamento do sangue e, em casos mais graves, à
insuficiência cardíaca.
“Não se trata apenas de emagrecer por estética. O
controle do peso corporal reduz significativamente o risco de infarto e AVC,
melhora o controle da pressão e do diabetes e amplia a expectativa de vida”,
reforça a cardiologista.
Prevenção: pequenas mudanças, grandes
resultados
A boa notícia é que a prevenção é possível. Alimentação
equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico
periódico são pilares fundamentais para reduzir riscos.
Segundo a especialista do Hospital Cardiológico
Costantini, mudanças graduais, porém consistentes, no estilo de vida têm
impacto direto na saúde cardiovascular.
“Cada quilo a menos pode representar um alívio real para
o coração. Controlar o peso é um gesto de autocuidado e uma estratégia concreta
de prevenção. Quanto antes essa consciência for incorporada ao dia a dia,
maiores são as chances de manter o coração saudável ao longo da vida”, afirma.
Sinais de alerta
Embora a prevenção deva ser prioridade, alguns sintomas
exigem atenção imediata. Dor no peito, falta de ar, palpitações, cansaço
excessivo e inchaço nas pernas devem ser investigados.
“O acompanhamento médico regular é essencial,
especialmente para quem já apresenta fatores de risco. Identificar alterações
precocemente pode evitar complicações graves e salvar vidas”, conclui Dra.
Bianca.
Hospital Cardiológico Costantini
https://hospitalcostantini.com.br/

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