Frete e preços
altos e medo de golpe estão entre as principais preocipações, aponta estudo da
Octadesk
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O CX Trends
2026, pesquisa elaborada pela plataforma de atendimento da LWSA, a
Octadesk, em parceria com o Opinion Box revela o ranking das dez maiores
queixas e preocupações que levam consumidores a desistirem da compra . Enrre os
motivos, estão frete e precos altos, medo de golpe, avaliação ruim da loja e do
produtoe problemas com o atendimento.
De acordo com o estudo, o abandono de carrinho
continua alto, com 67% afirmando ter desistido de uma compra uma ou mais vezes
no último ano. “Esse volume de abandono mostra que o problema não é só
oferta, é experiência. Quando o consumidor percebe que o frete pesa demais,
desconfia da loja ou compara e conclui que o preço não vale, ele simplesmente
não termina a compra. A concretização da venda online depende de transparência
no custo total, sinais claros de confiança e uma jornada de checkout rápida,
sem surpresas”, explica. Paola Dias, diretora de Negócios da Octadesk.
Veja o ranking de queixas
- Frete muito alto (65%)
- Desconfiança
da loja/medo de golpe (56%)
- Preço
alto (56%)
- Entrega
demorando demais (41%)
- Avaliações
ruins do produto (39%)
- Avaliações
ruins da loja (39%)
- Atendimento
despreparado (33%)
- Dificuldade
para falar com um atendente (32%)
- Poucas
opções de pagamento (31%)
- Site
lento (27%)
De acordo com o estudo, os marketplaces
lideram como o canal de compra mais utilizado, com 76% dos consumidores
preferindo o canal. Na sequência, loja online, 73%, e lojas
físicas, com 69%, também seguem em alta, reforçando um consumidor que transita
entre canais e escolhe o que resolve com menos esforço. O estudo também mostrou
que 54% realizam compras à noite e de madrugada.
“Vimos no estudo que os marketplaces são os
preferidos dos consumidores por transmitirem variedade e confiança. Outro dado
interessante é que 88% o consideram um meio seguro para compras, reflexo de um
consumidor cada vez mais híbrido e exigente”, afirma Paola Dias, diretora de
Negócios da Octadesk.
Entre os itens mais buscados pelos consumidores no
período, conforme diagnóstico das paltaformas de e-commerce Tray e Bling,
estão eletro eletrônicos, como smartphones e acessórios, moda e beleza,
calçados e acessórios. Em março de 2025, as vendas do período cresceram
14% e chegaram a R$6,208 bilhões, somando operações em lojas próprias e
marketplaces transacionadas em plataformas de e-commerce do ecossistema LWSA,
que inclui marcas como Bling, Tray e Bagy.
Segundo Thiago Mazeto, diretor da Tray, a data é
uma oportunidade de retomada, desde que a oferta venha acompanhada de execução.
“Março costuma ser um ponto de virada depois de semanas mais lentas. Quem
combina estratégia comercial e marketing com uma experiência de compra sem
atrito consegue capturar volume e elevar ticket médio”, afirma. Para o
executivo, ações de conversão ganham força quando atacam o que mais pesa para o
consumidor na comparação. “Kits de produtos, cashback e benefícios que melhorem
custo total da compra o ajudam a decidir comprar. E quando a jornada é fluida,
esse consumidor tende a voltar a comprar com o lojista”, diz.
Para Marcelo Navarini, diretor do Bling, o varejo
tem como desafio aumentar as vendas em um cenário em que o consumidor está cada
vez mais híbrido e multicanal. “O brasileiro responde bem a promoções de
desconto direto à mecânicas como ‘compre e ganhe’ e compra cada vez mais
influenciado por canais como Instagram e TikTok Shop. Isso exige atuação
multicanal com gestão centralizada, para o lojista não perder controle de
pedidos, estoque, financeiro e entrega”, afirma. Navarini destaca que, em
períodos de maior volume, recursos de automação são essenciais para o bom
desempenho do lojista.
LWSA
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