20/03 – Início do Outono
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) alerta que os períodos com amplitude térmica acentuada, comuns durante o Outono, quando podemos ter madrugadas em torno de 12–13 °C e tardes chegando a 26–30 °C. Associados a tempo seco, o risco de exacerbações de asma e rinite aumentam, além de favorecerem infecções de vias aéreas superiores. A alternância rápida entre frio e calor estressa a mucosa respiratória, reduz a eficiência das suas defesas naturais e potencializa a ação de vírus, alérgenos e poluentes.
“Do ponto de vista biológico, inspirar ar mais frio e seco resseca o muco e diminui o batimento ciliar, mecanismo responsável por “varrer” partículas e microrganismos. Essa combinação enfraquece a barreira das vias aéreas, podendo desencadear broncoespasmo em pessoas com asma e piorar sintomas nasais em quem tem rinite. Além disso, alguns vírus respiratórios, como o rinovírus, replicam-se com mais facilidade em temperaturas nasais mais baixas — situação comum em amanheceres frios”, explica Dra. Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da ASBAI.
A especialista conta ainda que os efeitos tendem a ser mais pronunciados em crianças, adolescentes, idosos e pessoas com doenças respiratórias (asma, rinite, sinusites de repetição). “A baixa umidade relativa do ar piora sintomas de nariz, garganta, olhos e pele, e está ligada a mais atendimentos por agravamento de quadros respiratórios. Em épocas com umidade muito baixa, a orientação é seguir os avisos das autoridades locais (INMET/Defesas Civis) e reforçar cuidados ambientais e de saúde”, orienta Dra. Fátima Fernandes.
A ASBAI recomenda medidas simples e eficazes para reduzir riscos: proteção do trato respiratório nas horas mais frias, hidratação e higiene nasal com soro fisiológico, manejo adequado do ambiente interno (umidade moderada, ventilação e limpeza) e adesão às medicações de controle nos pacientes com asma e rinite, conforme prescrição médica. Em caso de sinais de alarme — falta de ar em repouso, chiado persistente, febre alta, dor torácica ou queda importante do pico de fluxo — a pessoa deve procurar atendimento médico imediato.
Abaixo, a presidente da ASBAI orienta sobre alguns cuidados em dias de amplitude térmica e tempo seco:
·
Vista-se em camadas. Nas
manhãs frias, use máscara ou cachecol cobrindo nariz e boca; respire pelo nariz
para aquecer/umidificar o ar.
·
Em casa, lavagem nasal
com soro fisiológico de 1 a 2 vezes por dia
·
Evite exercícios
intensos ao ar livre nas horas mais frias/secas. Prefira períodos de umidade e
temperatura mais amenas ou ambientes internos bem ventilados.
·
Ventile, limpe
superfícies e reduza poeira do ambiente; evite mofo. Mantenha distância de
fumaça, incenso e sprays irritantes.
·
Quem tem asma ou rinite
deve manter medicamentos de controle e plano de ação ajustados; revisar técnica
de inaladores. Tenha o resgate por perto conforme orientação médica.
·
Acompanhe boletins de
umidade e qualidade do ar (INMET/Defesa Civil/órgãos estaduais):
- 21–30%: atenção
- 12–20%: alerta
- < 12%: emergência
· Sintomas de falta de ar, chiado persistente, cansaço desproporcional, febre alta ou piora rápida dos sintomas, procure atendimento médico.
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