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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Caso das filhas de Virginia Fonseca acende alerta sobre adenoide e amígdalas aumentadas em crianças

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Problema comum na infância pode prejudicar o sono, o crescimento e o desenvolvimento se não for tratado corretamente, explica otorrinolaringologista

 

Após compartilhar com seus seguidores que as filhas precisarão passar por cirurgia para correção da adenoide e retirada das amígdalas, a influenciadora Virginia Fonseca trouxe à tona um tema que merece atenção redobrada dos pais: os impactos das alterações respiratórias na saúde infantil. Segundo a influenciadora, a indicação médica ocorreu após a observação de sinais que mostravam interferência direta na qualidade do sono das crianças — um alerta importante para muitas famílias. 

A adenoide e as amígdalas são estruturas do sistema linfático localizadas, respectivamente, atrás do nariz e na garganta, e fazem parte do mecanismo de defesa do organismo. No entanto, quando aumentam de tamanho, podem causar obstrução das vias aéreas e dificultar a respiração adequada. “Esses tecidos, quando hipertrofiados, passam a bloquear a passagem do ar, levando a criança a respirar pela boca, principalmente durante o sono. Isso não é normal e precisa ser avaliado”, explica a Dra. Kátia Virginia, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco. 

Um dos principais sinais de alerta está relacionado ao sono. Roncos frequentes, pausas respiratórias, agitação noturna e despertares constantes são indícios comuns. “O sono é um momento fundamental para o desenvolvimento infantil. Quando existe obstrução causada pela adenoide ou pelas amígdalas, a criança não consegue atingir fases profundas do descanso, o que compromete a recuperação física e neurológica”, destaca a especialista do HOPE. 

Além do cansaço noturno, as consequências aparecem durante o dia. “É comum observar irritabilidade, dificuldade de concentração, queda no rendimento escolar e até alterações de comportamento. Diferente do adulto, que costuma apresentar sonolência, a criança pode ficar mais agitada, inquieta ou agressiva”, pontua a Dra. Kátia. 

Outro ponto de atenção é o impacto no crescimento. A médica explica que a liberação do hormônio do crescimento ocorre principalmente durante o sono profundo. “Quando há interrupções respiratórias frequentes, esse processo fica prejudicado. A longo prazo, isso pode interferir tanto no ganho de estatura quanto no desenvolvimento físico global”, alerta. 

Em muitos casos, o tratamento cirúrgico é indicado, como aconteceu com as filhas da influenciadora. “A cirurgia para retirada das amígdalas e correção da adenoide, chamada adenoamigdalectomia, é um procedimento seguro, bastante realizado e com excelentes resultados quando bem indicado. Após a intervenção, a melhora do padrão respiratório e do sono costuma ser significativa”, esclarece a otorrinolaringologista. 

O diagnóstico começa com uma avaliação clínica minuciosa. “Exames como a nasolaringofibroscopia permitem visualizar diretamente as vias aéreas e identificar o grau de obstrução. Dependendo do quadro, também podem ser solicitados estudos do sono, exames de imagem ou avaliações complementares”, comenta a Dra. Kátia Virginia. 

Para a especialista, a principal mensagem deixada pelo caso é a importância da observação familiar. “Pais e responsáveis conhecem a rotina da criança. Perceber respiração oral constante, roncos intensos, sono agitado ou dificuldades de aprendizagem é essencial para buscar ajuda precocemente”, orienta. 

Por fim, a médica reforça que o acompanhamento adequado faz toda a diferença. “Quando diagnosticado a tempo, o problema tem solução e a criança pode voltar a dormir bem, respirar melhor e se desenvolver de forma saudável. Informação e atenção são as maiores aliadas da saúde infantil”, finaliza a Dra. Kátia Virginia, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.


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