![]() |
| Pexels |
A amamentação é considerada a forma mais completa de nutrição para o bebê, mas nem sempre acontece de maneira tranquila. Dificuldades fisiológicas, questões emocionais ou condições de saúde podem comprometer a produção de leite e gerar frustração nas mães. Nesses casos, a produção pode variar, exigindo estratégias para estimular a lactação e, quando necessário, a busca por alternativas nutricionais seguras. Ao mesmo tempo, é fundamental acolher a mulher, reforçando que a qualidade do vínculo afetivo não depende apenas do aleitamento.
Para
Talita Rocha, professora de Psicologia da Una, o apoio emocional é
determinante. “É essencial compreender que cada experiência é única. Acolher as
próprias limitações e buscar apoio emocional ajuda a reduzir a sobrecarga e
fortalecer o vínculo de outras formas, como no contato pele a pele, no olhar,
nas conversas, no aconchego e em estar presente nos momentos de cuidado”,
explica.
Promovendo o bem-estar materno
A vergonha e o medo de julgamento, segundo Rocha, muitas vezes dificultam a busca por ajuda, tornando a vivência ainda mais solitária. Nesse sentido, a participação da família é essencial para reduzir a pressão sobre a mãe e criar um ambiente de acolhimento. “Validar os sentimentos da mãe, sem críticas ou comparações, e compartilhar tarefas do dia a dia, como a troca de fraldas e o banho, transmite a ideia de que a maternidade é coletiva e fortalece sua confiança no papel materno”, afirma.
Além
do suporte emocional, há medidas práticas que podem favorecer a produção de
leite. Cristiana Gontijo, professora do curso de Nutrição da Una, explica que
hidratação, descanso e uma alimentação variada são pilares nesse processo. “O
consumo de líquidos, especialmente água, influencia diretamente na lactação.
Alimentos ricos em nutrientes como aveia, vegetais verde-escuros e leguminosas
também podem ajudar nesse processo”, orienta. A especialista reforça que,
embora alguns alimentos sejam popularmente conhecidos como estimulantes da
lactação, o que realmente determina a produção é a sucção frequente do bebê e
hidratação materna adequada associada ao bem-estar materno.
![]() |
| Pexels |
Garantindo o desenvolvimento do bebê
Quando a amamentação não é possível ou é insuficiente, a indicação deve ser personalizada e acompanhada por profissionais de saúde. “O uso de fórmulas infantis, prescritas pelo nutricionista, garante os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê. O fundamental é não improvisar com receitas caseiras, que podem trazer riscos sérios à saúde da criança”, alerta Gontijo.
A nutricionista chama atenção também para produtos que se assemelham às fórmulas, mas não oferecem a mesma segurança. “Existem compostos lácteos com embalagens semelhantes às fórmulas infantis, mas que não devem ser confundidos. Eles podem conter açúcar e aditivos e não suprem as necessidades da criança”, explica.
Outro
ponto de atenção são os sinais de que o bebê pode não estar recebendo nutrição
adequada, como perda de peso acentuada, choro constante após as mamadas, sono
excessivo e diminuição no número de fraldas molhadas. “Identificar esses sinais
precocemente é essencial para evitar desidratação e deficiências nutricionais”,
reforça Gontijo.
Vínculo além da amamentação
Independentemente
da via de alimentação, especialistas reforçam que o vínculo materno não se
restringe à amamentação. “O cuidado afetivo e a presença materna são
insubstituíveis, independentemente da forma escolhida para alimentar a criança.
O mais importante é que a mãe se sinta fortalecida e segura, sabendo que está
oferecendo ao filho o melhor dentro das suas possibilidades”, conclui Rocha.
Centro Universitário Una


Nenhum comentário:
Postar um comentário