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domingo, 23 de agosto de 2026

Ela realmente sabe que é uma arara? A ciência explica por que essas aves parecem conversar com humanos

Com alta capacidade de aprendizagem, memória e associação,
 araras podem relacionar palavras a pessoas, objetos e situações
Com alta capacidade de aprendizagem, memória e associação, araras podem relacionar palavras a pessoas, objetos e situações — mas isso significa que elas entendem o que estão dizendo?

 

Quem já viu uma arara “respondendo” a uma pessoa provavelmente ficou com a impressão de que a ave entende exatamente o que está sendo dito. Mas será que esses animais realmente compreendem as palavras da mesma maneira que os seres humanos? A resposta é mais complexa — e revela o quanto a inteligência das aves pode surpreender. 

Segundo a bióloga e mestre em Botânica Joana Corbellini, não é possível afirmar que uma arara tenha consciência de sua própria identidade da mesma forma que uma pessoa. Quando uma ave parece corrigir alguém que a chama de “papagaio”, por exemplo, o comportamento pode estar relacionado à sua capacidade de aprender e associar determinadas palavras a situações específicas. 

Araras, papagaios, periquitos e cacatuas fazem parte do grupo dos psitacídeos, conhecido pela elevada capacidade de aprendizagem, memória e associação. Algumas dessas aves conseguem estabelecer associações referenciais, relacionando vocalizações a objetos, cores, formas, quantidades ou situações. Um dos exemplos mais conhecidos na ciência é o papagaio-cinzento-africano Alex, estudado pela pesquisadora Irene Pepperberg, que demonstrou experimentalmente a utilização de palavras em contextos específicos.

 

Como uma arara consegue imitar a voz humana? - Ao contrário dos seres humanos, que produzem a voz principalmente por meio das pregas vocais, as aves utilizam uma estrutura chamada siringe, localizada na região inferior da traqueia. Nos psitacídeos, o controle preciso da língua, do bico e do trato vocal permite modificar os sons e reproduzir padrões bastante semelhantes à fala humana, inclusive ritmo e entonação. 

Mas não significa que a ave tenha uma “voz humana”. Ela utiliza um sistema anatômico completamente diferente para produzir sons que apresentam características acústicas semelhantes às nossas palavras.

 

Por que algumas parecem “conversar” com seus tutores? - A explicação também passa pela vida social desses animais. Na natureza, araras e papagaios utilizam vocalizações para manter contato e interagir com outros indivíduos. Quando vivem em ambientes domésticos, os seres humanos passam a fazer parte desse grupo social. 

Assim, a ave pode aprender que determinadas vocalizações provocam respostas, como atenção, interação ou alimento. Isso ajuda a explicar comportamentos como dizer “oi” quando alguém chega, chamar uma determinada pessoa ou repetir sons que provocam alguma reação.

 

O problema é que inteligência não significa domesticação - A capacidade de aprender e interagir com humanos pode tornar as araras fascinantes, mas também é justamente um dos motivos pelos quais elas não são animais adequados para a maioria das residências. 

Araras são animais silvestres, altamente sociais, inteligentes e ativos. Precisam de espaço para movimentação e voo, interação social, enriquecimento ambiental, estímulos cognitivos e alimentação específica. Além disso, possuem vocalização naturalmente intensa, bico muito potente e podem viver várias décadas. 

Quando mantidas em ambientes pouco estimulantes, submetidas a confinamento prolongado ou sem interação adequada, podem apresentar alterações comportamentais, como agressividade e vocalização excessiva. Também podem desenvolver comportamentos como arrancar as próprias penas, situação que pode ter diferentes causas e requer avaliação veterinária.

 

E de onde veio essa arara? - A origem do animal também é um ponto fundamental. No Brasil, animais silvestres não devem ser retirados diretamente da natureza para serem mantidos como animais de estimação. Quando houver aquisição legal, é necessário verificar a procedência e a documentação, evitando contribuir com o comércio ilegal e o tráfico de fauna. 

Para Joana, conhecer melhor a inteligência e a complexidade comportamental das araras também aumentam a responsabilidade sobre a forma como esses animais são tratados.

A capacidade de imitar a fala humana pode ser fascinante, mas representa apenas uma pequena parte da biologia desses animais. Antes de querer uma arara em casa, é preciso compreender que se trata de uma ave silvestre altamente social, longeva e cognitivamente complexa, cujas necessidades dificilmente são atendidas adequadamente em uma residência convencional.


Cães e gatos: por que não podem receber os mesmos cuidados de saúde

 

A convivência entre cães e gatos pode ser harmoniosa,
mas eles pertencem a universos biológicos distintos 
 

Diferenças no metabolismo, na alimentação, no comportamento e na resposta aos medicamentos exigem abordagens veterinárias específicas

Eles dividem o sofá, disputam a atenção dos responsáveis e ocupam um espaço cada vez maior nas famílias brasileiras. A convivência pode ser harmoniosa, mas cães e gatos pertencem a universos biológicos distintos. Da alimentação ao comportamento, da forma de demonstrar afeto à maneira de metabolizar medicamentos, cada espécie reúne características que pedem cuidados específicos.

“Cães e gatos possuem necessidades nutricionais, comportamento, metabolismo e, principalmente, respostas aos medicamentos muito particulares. Quanto maior o conhecimento dos responsáveis sobre essas diferenças, melhor a qualidade de vida dos animais e mais seguros e eficazes se tornam os tratamentos”, explica a médica-veterinária e consultora da DrogaVET, Dra. Farah Ramalho.


Biologia e comportamento

Originados dos ancestrais de lobos, os cães passaram por um longo período de domesticação e desenvolveram intensa capacidade de convivência social e de interpretação de sinais humanos. Os gatos descendem do gato-selvagem-africano (Felis silvestris lybica) e se aproximaram das comunidades humanas atraídos pelos roedores presentes nas áreas agrícolas. Como seguiram uma trajetória diferente, conservaram maior autonomia e forte instinto de caça.

Essas diferenças permanecem na rotina. Cães tendem a buscar interação com mais frequência; gatos costumam valorizar previsibilidade, controle do ambiente e locais de refúgio. São tendências, não regras: idade, personalidade, experiências anteriores, saúde e manejo influenciam cada animal.

Na alimentação, cães são onívoros com forte adaptação ao consumo de alimentos de origem animal e conseguem utilizar nutrientes de fontes variadas quando recebem uma dieta completa e equilibrada. Gatos são carnívoros estritos e dependem de nutrientes encontrados em tecidos animais, como taurina, arginina, ácido araquidônico, vitamina A pré-formada e niacina. 

A hidratação também merece atenção: muitos felinos ingerem pouca água espontaneamente e podem produzir urina mais concentrada. Diferentes pontos de água, recipientes limpos e alimentos úmidos, quando indicados pelo médico-veterinário, podem favorecer o consumo hídrico.

A comunicação segue códigos próprios. Cães combinam vocalizações, postura, cauda, orelhas e expressões faciais. Gatos emitem sinais mais sutis, como piscadas lentas, mudanças na posição das orelhas e das vibrissas (bigodes), vocalizações específicas e o hábito de esfregar o corpo em objetos e pessoas. Interpretar esses sinais reduz o estresse e fortalece o vínculo com o responsável.


Na farmacologia, espécie não é detalhe

A forma como cada organismo absorve, distribui, metaboliza e elimina um medicamento varia entre as espécies. Medicamentos seguros para cães podem representar riscos graves para gatos, e o contrário também é verdadeiro. Mesmo quando apresentam doenças semelhantes,  cães e gatos podem necessitar de princípios ativos, doses, intervalos e formas farmacêuticas diferentes. Peso é apenas um dos fatores: idade, condição clínica e outros medicamentos em uso também interferem na segurança do tratamento.

A ivermectina, por exemplo, é contraindicada para algumas raças caninas e seus cruzamentos, filhotes com menos de seis meses, fêmeas gestantes ou lactantes, cães com determinadas doenças hepáticas e neurológicas e animais com variantes no gene MDR1/ABCB1, pois apresentam maior risco de neurotoxicidade com determinadas doses de algumas lactonas macrocíclicas.

Para os felinos, há usos específicos, mas a margem de segurança depende muito da dose e da indicação. Formulações muito concentradas ou doses inadequadas podem causar intoxicação neurológica, com sinais como desorientação, falta de coordenação, tremores, alterações visuais, convulsões e redução do nível de consciência. A apresentação e a dose prescritas para outro animal nunca devem ser reaproveitadas.

O diclofenaco, anti-inflamatório comum na medicina humana, pode provocar lesões gastrointestinais e renais graves em cães e gatos. Não deve ser administrado sem prescrição veterinária. Já o carprofeno é empregado principalmente em cães. Seu uso em felinos é mais limitado e exige dose e intervalo específicos, pois dose, repetição e condição renal, hepática ou gastrointestinal podem aumentar o risco de reações adversas.

A permetrina, presente em alguns antiparasitários exclusivos para cães, é outro alerta. Em gatos, a exposição pode desencadear tremores, convulsões e alterações neurológicas potencialmente fatais. O risco inclui a aplicação indevida no felino e, conforme o produto, o contato próximo com um cão recém-tratado antes da secagem da área de aplicação.

“Esses exemplos mostram por que nunca se deve compartilhar medicamentos entre espécies. Mesmo quando os sinais clínicos parecem semelhantes, o que é seguro para um cão pode representar um risco importante para um gato”, alerta Farah.


Tratamento sob medida

Com o aumento da expectativa de vida dos animais de companhia e da convivência cada vez mais próxima com as famílias, cresce também a necessidade de tratamentos veterinários personalizados e seguros. Quando há prescrição e viabilidade farmacotécnica, a manipulação permite ajustar concentração, apresentação e sabor para facilitar a rotina. Biscoitos medicamentosos, molhos flavorizados, pastas orais, cápsulas, suspensões, sachês, géis transdérmicos e soluções dermatológicas, otológicas e oftálmicas estão entre as possibilidades. Nem toda via é adequada para qualquer princípio ativo; a decisão cabe ao prescritor, com avaliação técnica da farmácia.

Em situações selecionadas, diferentes princípios ativos podem ser reunidos em uma formulação, desde que exista compatibilidade e indicação clínica. A estratégia pode reduzir o número de administrações e favorecer a adesão, especialmente entre pacientes idosos ou com doenças crônicas.

“A adesão começa muito antes do efeito do medicamento. Ela começa no momento em que o animal aceita receber aquela medicação sem transformar cada dose em um momento de estresse para toda a família”, destaca a veterinária. Na medicina veterinária moderna, a individualização do tratamento considera não apenas a espécie, mas também idade, peso, condição clínica, doenças associadas e resposta individual de cada paciente.

Para os responsáveis, a orientação é simples: não compartilhar medicamentos, não adaptar doses por conta própria e procurar atendimento diante de sinais clínicos, suspeita de intoxicação ou dificuldade para administrar o tratamento.

Embora cães e gatos compartilhem o ambiente doméstico, eles apresentam diferenças biológicas profundas que exigem abordagens específicas na prevenção, no diagnóstico e no tratamento. Reconhecer essas particularidades é um dos pilares da medicina veterinária segura.

 

Cães

Gatos

  • Metabolizam diversos medicamentos com maior rapidez
  • A deficiência natural de enzimas hepáticas altera o metabolismo de vários fármacos
  • Fármacos mais perigosos: ibuprofeno, paracetamol, diclofenaco, ácido acetilsalicílico e orfenadrina/cafeína
  • Fármacos mais perigosos: ibuprofeno, paracetamol, diclofenaco e permetrina
  • Geralmente aceitam melhor medicamentos por via oral
  • Costumam apresentar maior resistência à administração oral
  • Biscoitos, molhos e outras apresentações mastigáveis costumam ter alta aceitação
  • Géis transdérmicos, pastas orais e formulações altamente palatáveis podem facilitar a adesão
  • Preferência por sabores de carne, bacon, churrasco, fígado e frango
  • Melhor aceitação de sabores como atum, sardinha, salmão e frango

NUNCA FAÇA ISSO

Erros que ainda acontecem com frequência nos lares brasileiros:

  • Compartilhar medicamentos entre cães e gatos.
  • Utilizar medicamentos humanos sem orientação veterinária.
  • Dividir comprimidos "no olho" para ajustar doses.
  • Interromper tratamentos assim que os sinais clínicos desaparecem, não conforme a prescrição.
  • Aplicar antiparasitários destinados a cães em gatos.
  • Alterar doses ou horários por conta própria.


Na medicina veterinária, o medicamento certo depende da espécie, do paciente e do diagnóstico.

 

PERGUNTAS FREQUENTES

Cães e gatos podem tomar os mesmos medicamentos?

Não. Mesmo quando apresentam doenças semelhantes, diferenças metabólicas podem tornar um medicamento seguro para uma espécie e perigoso para outra.

Por que gatos são mais sensíveis a alguns medicamentos?

Porque apresentam particularidades na biotransformação e na eliminação de diversos medicamentos, incluindo menor capacidade para algumas reações de conjugação hepática, que influenciam a forma como determinados princípios ativos são processados.

Medicamentos manipulados podem facilitar o tratamento?

Sim, quando prescritos pelo médico-veterinário e manipulados com formas farmacêuticas e sabores atrativos podem facilitar a administração e melhorar a adesão. Além de serem manipulados exatamente para o peso do animal, o que oferece ainda maior segurança. 

 


DrogaVET
www.drogavet.com.br


Petiscos também são uma forma de comunicação com os pets

Além de agradar, os snacks podem apoiar comandos, limites, recompensas e momentos de interação, ajudando cães e gatos a compreenderem melhor a rotina e fortalecerem o vínculo com seus responsáveis

 

Um cachorro que se senta antes de atravessar a rua, um gato que se aproxima da caixa de transporte com menos resistência ou um pet que atende ao chamado do responsável mostram como a comunicação com os animais se constrói nos detalhes. Ela nem sempre depende de palavras: gestos, tom de voz, repetição, horários e respostas consistentes ajudam os animais a entender o que acontece ao redor e o que se espera deles.

É nessa construção que os petiscos ganham um papel importante, funcionando como um recurso de interação: uma forma simples de chamar atenção, iniciar uma brincadeira curta, reconhecer uma resposta esperada ou simplesmente compartilhar um momento agradável. Do ponto de vista comportamental, seu uso está ligado ao reforço positivo, estratégia que associa uma ação desejada a uma consequência agradável. A aprendizagem acontece pela repetição, pelo contexto e pela resposta que vem logo depois da ação.

Segundo Bruna Isabel Tanabe, médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, essa ferramenta torna a comunicação menos abstrata. “Na rotina, o responsável muitas vezes espera que o pet entenda apenas pelo tom de voz ou pela repetição do comando, mas o animal responde melhor quando há um sinal claro associado à situação. O snack funciona como uma informação concreta: mostra ao pet que aquela escolha foi segura, adequada ou interessante. Além disso, formato, textura e aroma também devem ser considerados no momento da oferta. Uma porção pequena, por exemplo, pode ser útil em treinos curtos, quando a resposta precisa ser imediata. Já uma textura que exige mais tempo de mastigação pode ajudar a prolongar uma pausa ou tornar um momento de interação mais calmo. Ou seja, não é só oferecer, é entender o que aquele alimento complementar está ajudando a construir naquela situação”, explica.

Nos cães, por exemplo, treino e convivência podem contar com esse apoio. Comandos como sentar, esperar, vir quando chamado ou caminhar com mais atenção podem ser trabalhados com a oferta no momento certo, ajudando o animal a identificar qual resposta deve ser repetida. Já no caso dos gatos, a estratégia pode ajudar na familiarização com um novo objeto, na aceitação da caixa de transporte ou na construção de uma relação mais tranquila com escovação e manipulação. O objetivo não é forçar o comportamento, mas reduzir estranhamento e tornar aquela situação mais previsível.

Na construção de limites, a lógica é parecida. Em vez de apenas impedir um comportamento indesejado, o responsável pode ensinar uma alternativa. Se o cachorro pula nas visitas, é possível trabalhar uma resposta diferente, como permanecer sentado ou se direcionar para um ponto específico da casa. Se o gato arranha móveis, os snacks podem participar da familiarização com arranhadores adequados, ajudando o felino a entender onde aquele comportamento deve acontecer.

Mas essa ferramenta não precisa aparecer apenas em momentos de treino. Ela também faz parte da convivência afetiva. “Oferecer um snack pode ser uma forma de interromper a pressa do dia, convidar o animal para perto ou criar uma pausa compartilhada. Esse tipo de gesto tem valor porque mostra que a relação não é feita apenas de comandos e regras, mas também de pequenos rituais de cuidado”, detalha Bruna.

Essa dimensão é importante porque a comunicação entre humanos e animais acontece o tempo todo, inclusive quando não há uma resposta específica sendo ensinada. Um cão que se aproxima para participar de uma brincadeira rápida ou um gato que aceita permanecer ao lado do responsável durante um momento tranquilo está respondendo a uma relação construída aos poucos, feita de presença, repetição e confiança.

Afinal, o vínculo com esses companheiros se constrói dia após dia, nos gestos simples que ganham significado e nas experiências positivas que aproximam ainda mais animais e responsáveis.



Pet Nutrition®
www.petnutrition.com.br


Quando a carga é viva, o risco também é

Divulgação
Enquanto Reino Unido e Nova Zelândia abandonam a exportação de animais vivos para abate, o Brasil debate se deve continuar embarcando milhares de animais — junto com os riscos sanitários, ambientais e econômicos que acompanham cada carga.

 

Há uma pergunta que o Congresso brasileiro precisa responder antes de decidir o futuro da exportação de animais vivos: o que exatamente estamos exportando quando colocamos milhares de animais dentro de um navio?

A resposta, no entanto, esbarra em uma das forças políticas mais organizadas do Congresso Nacional: o lobby do agronegócio.

O debate voltou ao centro da agenda legislativa com o Projeto de Lei 4.795/2026, apresentado pela deputada Gleisi Hoffmann, que propõe vedar a exportação de animais vivos destinados ao abate ou à engorda para posterior abate no exterior. A proposta abrange bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos e equídeos, mantendo exceções para finalidades como reprodução, melhoramento genético, pesquisa e conservação.

Mas Gleisi não está sozinha nessa tentativa de mudar a política brasileira.

O PL 2.627/2025, da deputada Duda Salabert, propõe uma redução progressiva das exportações de animais vivos até sua eliminação em um prazo de até cinco anos. O texto prevê uma transição justamente para evitar rupturas econômicas, enquanto estabelece padrões mais rigorosos de bem-estar durante o período de adaptação. Hoje, a proposta aguarda parecer na Comissão de Viação e Transportes da Câmara.

Quando exportamos animais vivos, exportamos também risco sanitário, movimentação de doenças, resíduos biológicos, impactos ambientais e risco econômico. E, naturalmente, animais submetidos a uma cadeia logística que pode atravessar países e oceanos antes de terminar em um abatedouro.

Ainda assim, a discussão em Brasília frequentemente é reduzida a uma pergunta muito mais simples: quanto dinheiro essa atividade movimenta? É uma forma conveniente de encerrar o debate antes que ele comece.

O Brasil exportou mais de 1 milhão de bovinos vivos em 2025. A atividade movimenta centenas de milhões de dólares e interessa a produtores e empresas de uma cadeia específica. Mas o fato de uma atividade gerar receita não deveria ser suficiente para torná-la imune à discussão sobre seus custos e riscos. 

Principalmente quando esses riscos não são uma invenção de organizações de proteção animal. Eles estão escritos na própria regulamentação sanitária brasileira.

O Manual do Ministério da Agricultura estabelece procedimentos específicos para exportação de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos vivos que incluem monitoramento de contusões, quedas, fraturas, prostração e mortalidade. Também prevê protocolos para animais mortos na zona portuária, necropsias, animais que não possam embarcar, queda de animais no rio ou no mar, controle de pragas, efluentes, resíduos sólidos e qualidade da água. 

Isso diz algo importante: se não houvesse risco, não seria necessário um protocolo para administrá-lo.


Um animal vivo não é uma commodity inerte

O Brasil já é uma potência global na exportação de carne. O país possui frigoríficos, tecnologia, logística, capacidade sanitária e mercados internacionais consolidados. A discussão, portanto, não deveria ser apresentada como uma escolha entre “exportar ou não exportar”. É uma escolha entre exportar matéria-prima viva ou exportar produto processado.

A diferença entre exportar carne e exportar o animal que dará origem a essa carne é maior do que parece. Quando uma tonelada de carne atravessa uma fronteira, ela não carrega consigo um animal capaz de adoecer, excretar, transmitir agentes infecciosos, sofrer lesões ou morrer durante o percurso.

Um animal vivo, sim.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) reconhece que a movimentação de animais infectados dentro e entre países está entre os fatores associados à disseminação de doenças transfronteiriças de alto impacto. A organização trata a biossegurança ao longo de toda a cadeia, inclusive durante o transporte, como elemento essencial para reduzir riscos à saúde animal, humana e ambiental.

A literatura científica sobre comércio internacional de animais também encontrou evidências de que, após mudanças regulatórias implementadas em 2001, o comércio passou a representar uma fonte de risco maior para a ocorrência de focos de febre aftosa, mesmo quando consideradas medidas de biossegurança.

Isso não significa que cada animal exportado esteja doente. Significa algo muito mais simples: quanto mais animais vivos atravessam fronteiras, mais complexa se torna a gestão do risco epidemiológico.

E doenças animais não respeitam contratos comerciais.

Um surto pode gerar restrições de importação, suspensão de mercados, custos de contenção e impactos que ultrapassam — e muito — os agentes econômicos diretamente envolvidos na operação.


O risco não fica dentro do navio

A cadeia começa antes do embarque.

Animais são selecionados, reunidos, transportados, passam por períodos de isolamento e chegam a instalações portuárias antes de entrar no navio. Depois, permanecem confinados durante a viagem e seguem para instalações e abatedouros no país de destino.

Um estudo sobre a rede brasileira de exportação de gado vivo analisou 27.517 Guias de Trânsito Animal e 579 certificados veterinários internacionais para mapear municípios de origem, corredores terrestres, portos e destinos. A maior parte dos animais analisados tinha como finalidade o abate imediato no país importador.

Cada etapa é mais uma oportunidade de manejo, contato, deslocamento, produção de resíduos e exposição a agentes infecciosos.

Não é por acaso que o próprio MAPA define a biossegurança como parte da estratégia para reduzir a transmissão de doenças durante o transporte de animais.


E existe uma questão sanitária que raramente chega ao debate político

Milhares de animais confinados produzem grandes volumes de fezes e urina.

Isso significa resíduos sólidos, efluentes, água contaminada e necessidade de manejo de pragas. Mais uma vez, não é uma hipótese.

O protocolo oficial brasileiro para exportação de animais vivos exige que os estabelecimentos tenham procedimentos para controle de efluentes e resíduos sólidos, além de monitoramento da água, medicamentos, desinfetantes e pragas.

É uma cadeia sanitária complexa porque o objeto transportado é biologicamente ativo.


Não estamos transportando apenas carga. Estamos transportando animais, microrganismos e todo um ecossistema biológico.

É precisamente por isso que o risco precisa ser levado a sério.


Outros países já fizeram a pergunta — e responderam não

O Brasil não seria pioneiro ao decidir abandonar essa prática.

Em maio de 2024, o Reino Unido aprovou uma lei que proibiu a exportação de gado vivo para abate e engorda a partir da Grã-Bretanha. A legislação abrange bovinos, ovinos, suínos e caprinos, entre outros animais. O governo britânico justificou a medida afirmando que ela evita estresse, exaustão e lesões associados a viagens longas e desnecessárias.

A Nova Zelândia também proíbe o transporte marítimo de bovinos, ovinos, cervos e caprinos vivos e proíbe a exportação de animais vivos para abate. E, em março de 2026, o governo confirmou que não avançaria nesta legislatura com planos para reintroduzir a exportação marítima. 

A Austrália aprovou em 2024 o fim da exportação marítima de ovinos, com entrada em vigor prevista para 1º de maio de 2028 — um modelo que prevê tempo para adaptação do setor.

Há uma lição importante nesses exemplos.


Proibir a exportação de animais vivos para abate não significa proibir o comércio de proteína animal.

O Reino Unido continua exportando carne, a Nova Zelândia continua sendo uma potência agropecuária e a Austrália continua sendo uma das maiores produtoras e exportadoras de proteína animal do mundo.

O que esses países estão fazendo é outra coisa: separando o comércio de proteína da necessidade de transportar o animal vivo até o local do abate.


Então por que o Brasil não pode fazer o mesmo?

Essa é a pergunta que o Congresso precisa enfrentar.

A resposta não pode ser simplesmente: “porque o agro é importante”. Justamente por isso, precisamos discutir qual agro queremos para as próximas décadas.

Um agro que depende da manutenção de cada prática existente? Ou um agro capaz de migrar para modelos que agreguem mais valor, reduzam riscos e respondam às novas exigências sanitárias, ambientais e sociais do comércio internacional?

O debate sobre exportação de animais vivos não deveria ser tratado como uma guerra entre “ambientalistas” e “produtores rurais”.

É uma discussão sobre gestão de risco, política comercial, saúde animal, biossegurança, valor agregado e responsabilidade pública.

E também sobre ética.

Porque existe um último elemento que nenhuma análise econômica consegue eliminar: o animal.


O Congresso precisa escolher se quer administrar o problema ou eliminá-lo

É possível criar mais protocolos.

Mas existe uma pergunta incômoda: se a carne pode ser transportada sem transportar o animal, por que manter todas essas etapas de risco?

Essa é a lógica por trás das mudanças adotadas por outros países e é também a lógica que precisa entrar no debate brasileiro.

O PL 4.795/2026, apresentado pela deputada Gleisi Hoffmann, e o PL 2.627/2025, da deputada Duda Salabert, colocam diferentes modelos de transição e restrição sobre a mesa.

Agora cabe ao Congresso discutir.

Não basta apenas ouvir quem ganha dinheiro com a atividade. Mas também considerar quem paga quando o risco se transforma em problema.


2026 deveria ser o ano da pergunta que ninguém quer responder

Até onde o poder econômico de um setor consegue definir os limites da política pública?

O agronegócio brasileiro tem força suficiente para participar dessa discussão. O que não deveria ter é o poder de encerrá-la antes que ela aconteça.

O Brasil não precisa escolher entre agro e proteção animal. Precisa escolher entre continuar administrando riscos desnecessários ou começar a construir uma cadeia de produção mais segura, mais eficiente e mais preparada para o futuro.

A própria agenda legislativa mostra que esse debate não é marginal. Há diferentes projetos tratando do tema, com modelos que vão da proibição direta à redução progressiva da atividade.

O que falta agora não é informação. Falta vontade política.

E talvez seja exatamente isso que as eleições de 2026 possam ajudar a revelar. Porque, no fim, a pergunta não é apenas se o Brasil vai continuar exportando animais vivos.

A pergunta é: quando tiverem de escolher entre a pressão de um setor organizado e a construção de uma política pública mais moderna, qual lado os nossos representantes escolherão?

O eleitor tem o direito de saber. E os candidatos têm o dever de responder.

 

Cristina Diniz - diretora-geral da Sinergia Animal no Brasil


Por que agosto é o mês do cachorro louco?

Agosto é o mês do cachorro louco. É dessa forma que muitas pessoas são alertadas sobre o perigo que a raiva representa para a saúde da população.

Realmente, embora o contágio possa acontecer durante todo o ano, é neste período que ocorre uma grande concentração de cadelas no cio em decorrência de condições climáticas, onde o aumento de luminosidade nesta época do ano, ativa sexualmente todos os mamíferos.

Em função disso há uma maior aproximação e promiscuidade entre os animais propiciando a transmissão do vírus. A infecção ocorre por ferimento provocado por mordedura de um animal contaminado e ataca o cérebro, levando à morte. O maior transmissor da Raiva entre os animais, no Brasil, é o morcego. Os cães e gatos são os principais transmissores para os seres humanos.

"O animal tem direito a proteção, a prevenção de doenças e a cura, por isso é preciso vaciná-lo contra a Raiva, pois esta doença, infelizmente não tem cura", salienta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News.

Não substituindo o conselho de um veterinário, alerto que é prudente observar se o animal apresenta boa saúde, sem sinais de febre, vômitos, diarréia, inapetência, apatia, verminose, etc... antes de se aplicar a vacina, porque somente assim estará garantindo a imunização.

Não devem ser vacinadas fêmeas no período do cio, prenhes (gestante), amamentando e nem filhotes que não tenham completado 4 meses.

O uso de seringas descartáveis se faz necessário para que seja evitada a disseminação, caso alguma animal esteja portando agentes das moléstias infecciosas.

A raiva infecta mamíferos, particularmente os cães, gatos, morcegos, bovinos, eqüinos, suínos e outras espécies silvestres.

Por isso é considerada uma das mais graves zoonoses, ou seja, doença transmissível dos animais para os homens.

A principal via de ingresso do vírus da raiva é pela pele, através da mordida de animais raivosos, ou portadores que estejam eliminando o vírus com a saliva.

Procure orientação veterinária, em caso de dúvida e, lembre-se que amar um animal é muito mais do que simplesmente alimentá-lo.

"Cuidando bem da saúde vocês terão muitos anos juntos cheios de alegria. AMAR É... VACINAR SEU ANIMAL, finaliza Vininha F. Carvalho.


Terceiro caso fatal de febre maculosa em Americana reforça o alerta para os cuidados com carrapatos e a proteção da família

Saiba por que mesmo cães protegidos exigem atenção após passeios ao ar livre e como a prevenção contra parasitas é fundamental para a Saúde Única

 

A recente confirmação da terceira morte por febre maculosa no ano, registrada no município de Americana (SP), acende novamente o sinal de alerta para a importância da prevenção contra doenças transmitidas por carrapatos. A febre maculosa é uma infecção grave e com alto índice de letalidade, provocada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pela picada do carrapato-estrela. 

O cenário também reforça a relevância do conceito de Saúde Única, a integração contínua entre a saúde humana, animal e ambiental. Por compartilharem o espaço de casa e acompanharem os tutores em atividades ao ar livre, os cães desempenham um papel central na vigilância e na prevenção dessa zoonose. 

Um dos pontos de maior dúvida entre os tutores é a diferença entre os carrapatos e as doenças associadas a eles:

  • Carrapato-estrela (Amblyomma sp.): Habita predominantemente áreas de vegetação, parques, margens de rios e locais com presença de capivaras ou cavalos. É o transmissor da febre maculosa, doença que afeta gravemente os seres humanos e também pode infectar cães.
  • Carrapato-marrom (Rhipicephalus sanguineus): Adaptado ao ambiente urbano e doméstico, é o principal vetor de hemoparasitoses caninas, como a erliquiose e a babesiose, que atacam o sistema sanguíneo e imunológico do animal.


Por que cães protegidos ainda exigem atenção?

É comum que tutores se surpreendam ao encontrar carrapatos em pets que usam antiparasitários em dia, no entanto, a ciência explica que nenhum método oferece barreira 100% física contra a aproximação do parasita:

  • Como atuam os antiparasitários: A maioria o carrapato após o contato ou a picada. Isso protege o cão contra o estabelecimento da infestação, mas não impede imediatamente que o parasita suba no animal durante uma caminhada.
  • Transporte mecânico: Durante o tempo entre o carrapato subir no pelo do pet e a medicação fazer efeito, o cão pode agir involuntariamente como vetor mecânico, levando o parasita para dentro de casa ou do veículo e expondo a família ao risco.
  • Fase silenciosa de doenças: Em doenças exclusivamente caninas, como a erliquiose, a infecção pode ocorrer em fases subclínicas, permanecendo latente por semanas ou anos até que uma queda na imunidade ative os sintomas.

"Muitos tutores acreditam que o antiparasitário cria uma barreira invisível que impede o carrapato de se aproximar do cão, mas a medicação atua eliminando o parasita após o contato. Isso significa que o animal pode sim transportar o carrapato-estrela no pelo para dentro de casa antes que o produto faça efeito", explica a Dr. André Cutolo, gerente técnico de Pets da Boehringer Ingelheim.

Para garantir a segurança dos animais e dos tutores, especialistas recomendam a adoção de uma rotina simples de cuidados:

  • Após caminhadas em parques, praças ou áreas verdes, faça uma checagem no corpo do pet, especialmente nas orelhas, patas, entre os coxins (almofadinhas) e no abdômen.
  • Mantenha o uso regular de medicação carrapaticida e vermífugos conforme a orientação do médico-veterinário.
  • Ao frequentar locais com grama alta ou mata, utilize calçados fechados, calças compridas e roupas claras, que facilitam a visualização dos carrapatos no corpo.
  • Mantenha quintais e jardins limpos, com a grama aparada, evitando o acúmulo de folhagens e entulhos.
  • O acompanhamento periódico permite identificar alterações precoces na saúde do animal e definir o protocolo antiparasitário ideal para o seu perfil e estilo de vida.

"Aliar o tratamento preventivo contínuo com a inspeção visual após passeios em áreas verdes são medidas indispensáveis para interromper o ciclo de transmissão do parasita precocemente e garantir a segurança de toda a família", conclui André.


Entre o deserto e o mar, Los Cabos transforma a temporada de nascimento das tartarugas em convite ao turismo de preservação

De agosto a outubro, pico das atividades de eclosão, destino mexicano convida viajantes a conhecer sua biodiversidade por meio de experiências responsáveis, conduzidas por especialistas e programas autorizados

 

Em Los Cabos, no extremo sul da Península da Baja California, o encontro entre o deserto, as montanhas, o Oceano Pacífico e o Mar de Cortés cria mais do que uma das paisagens mais marcantes do México: forma um refúgio para uma extraordinária variedade de vida. Entre agosto e outubro, esse patrimônio natural ganha uma cena especialmente simbólica, quando filhotes de tartarugas-marinhas deixam seus ninhos e seguem em direção ao oceano.

O período concentra o pico das atividades de eclosão nas praias do destino e abre uma oportunidade para descobrir Los Cabos sob a perspectiva do turismo de preservação. Em programas conduzidos por biólogos, operadores certificados e iniciativas locais, visitantes podem aprender sobre o ciclo de vida das tartarugas, os desafios enfrentados pelas espécies e as práticas necessárias para proteger os locais de desova.

Mais do que observar a natureza, a proposta é compreender como viajar pode contribuir para conservá-la. As experiências responsáveis respeitam o ritmo dos animais e seguem protocolos ambientais. Por isso, a participação deve acontecer exclusivamente por meio de programas autorizados: visitantes não devem tocar, carregar, iluminar, alimentar ou tentar conduzir tartarugas por conta própria, nem interferir nos ninhos encontrados na areia.

“Em Los Cabos, a conexão com a natureza também traz responsabilidade. A temporada de eclosão permite que famílias e viajantes de diferentes gerações se aproximem da biodiversidade de maneira educativa e respeitosa, entendendo que cada escolha ajuda a preservar o destino para o futuro”, afirma, Diana Pomar, representante de Los Cabos no Brasil.


Um santuário entre dois mares

As tartarugas são uma das expressões mais emocionantes de um ecossistema muito mais amplo. Em Cabo Pulmo, Parque Nacional e área marinha protegida localizada na região de Los Cabos, encontram-se cinco espécies de tartarugas-marinhas. A tartaruga-golfina e a tartaruga-de-couro utilizam as praias da área protegida para desova, enquanto outras espécies encontram no recife abrigo, alimento e condições para seu desenvolvimento.

Cabo Pulmo abriga o único recife de coral do Golfo da Califórnia e apresenta uma das maiores diversidades biológicas da costa mexicana do Pacífico. Segundo a Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas do México, aproximadamente 26% das espécies de peixes registradas no Golfo da Califórnia estão presentes nesse recife. Corais, cardumes, aves marinhas, golfinhos e lobos-marinhos compõem esse mosaico vivo, que ajuda a explicar por que o Mar de Cortés ficou conhecido como o “Aquário do Mundo”.

Esse patrimônio natural pode ser conhecido em experiências de baixo impacto, como snorkeling e mergulho com operadores habilitados, caiaque, observação responsável da fauna e atividades de educação ambiental. Em terra, o contraste entre praias, montanhas e paisagens desérticas amplia a percepção de que, em Los Cabos, diferentes ecossistemas estão profundamente conectados.


Viajar para conservar

Para quem planeja visitar o destino durante a temporada, algumas atitudes fazem diferença: escolher prestadores autorizados, respeitar as orientações dos especialistas, manter distância dos animais, não deixar resíduos nas praias, evitar luzes intensas junto às áreas de desova e nunca retirar elementos naturais do ambiente.

A experiência também pode ser uma porta de entrada para conversas importantes em família. Ao acompanhar um programa educativo, crianças e adultos aprendem que a sobrevivência de cada filhote depende do equilíbrio do ecossistema e de esforços contínuos de comunidades, autoridades, pesquisadores, hotéis e organizações ambientais.

Entre o encantamento de assistir ao início de uma nova vida e a aventura de explorar um dos ambientes marinhos mais ricos do México, Los Cabos mostra que preservar não é uma atividade paralela à viagem. É parte da própria experiência do destino - um lugar que emociona, desperta curiosidade e convida cada visitante a deixar apenas boas marcas.


Informações ao viajante

  • Melhor período para acompanhar as atividades de eclosão: agosto a outubro, sujeito aos ciclos naturais e às condições locais.
  • Como participar: somente por meio de hotéis, organizações ou operadores com programas autorizados e acompanhamento especializado.
  • Conduta responsável: não tocar nos animais ou ninhos, não usar flash ou luzes intensas e seguir integralmente as instruções da equipe responsável.
  • Planejamento: como se trata de um fenômeno natural, avistamentos e liberações não podem ser garantidos.


Sobre Los Cabos

Localizado na ponta da península da Baja Califórnia, com cerca de 1.600 quilômetros de extensão, Los Cabos é um dos destinos turísticos mais diversos do mundo. Emoldurado pela paisagem única onde o deserto encontra as montanhas da Sierra de la Laguna e as águas do Oceano Pacífico e do Mar de Cortés, o destino reúne resorts premiados, experiências inovadoras de bem-estar e uma gastronomia reconhecida internacionalmente, considerada entre as melhores do mundo. Sua crescente oferta de campos de golfe de padrão internacional, spas de excelência, renomados torneios de pesca esportiva e uma moderna infraestrutura para eventos e convenções reforçam o posicionamento de Los Cabos como um dos principais destinos de luxo do cenário global.

Mais informações sobre Los Cabos podem ser encontradas no https://www.visitaloscabos.travel/
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