Pesquisar no Blog

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

O futuro e o passado

IMAGEM: Gerada por IA
O que não podemos fazer é nos acomodar como na canção 'O amanhã'. O futuro será o resultado de nossas escolhas não apenas para a presidência, mas também para o Congresso

 

Como será o amanhã?

Responda quem souber... O que será, será. O Brasil atravessa um período de grande incerteza devido à proximidade de uma eleição que não definirá apenas o novo presidente, governadores e o Legislativo. Qualquer que seja o resultado das urnas, haverá mudanças substanciais na economia e, possivelmente, na vida política e social do país.

Mesmo em caso de reeleição do presidente Lula, as condições atuais da economia exigirão mudanças, independentemente da política econômica adotada. O coordenador do programa econômico — ou um dos economistas influentes do partido, José Sérgio Gabrielli — afirmou, em reunião com o mercado financeiro, que não haverá ajuste fiscal no sentido esperado pelos agentes econômicos, mas sim a continuidade da política de "gasto é vida", incluindo a valorização do salário mínimo. As tímidas declarações do ministro da Fazenda em favor do ajuste fiscal perdem-se na contradição com a política atual de bondades eleitorais.

A deterioração das contas públicas, no entanto, torna inviável a continuidade dessa política. Apesar do forte aumento da carga tributária, que eleva a dívida pública a mais de 80% do PIB e já exige taxas maiores e prazos mais curtos para os títulos do Tesouro, soma-se o alto grau de endividamento do setor privado (pessoas físicas e empresas). Ou seja, o passado não poderá ser e não será o futuro, mesmo que a política econômica permaneça a mesma. O resultado seria desastroso nesse caso, levando à recessão e ao descontrole da inflação.

A hipótese de que, diante dessa realidade o presidente Lula adotará a austeridade é arriscada, pois essa política contraria a gênese do partido e do presidente, cujos interesses estabelecidos são muito fortes. A experiência do governo Dilma II deve ser lembrada: apesar das diferenças de estilo dos personagens, a essência do partido continua a mesma.

Por outro lado, não se vislumbra qual seria a política de outro presidente eleito, pois as menções ao ajuste fiscal são superficiais e a gravidade da economia exige austeridade rigorosa desde o início do mandato. Para a população, seja quem for o eleito, será um ano de sacrifícios.

A diferença é que, se o novo governante tiver credibilidade, o ajuste será mais suave, pois os agentes econômicos antecipam ações quando há confiança e previsibilidade. O essencial é romper o vínculo com o passado.

O que não podemos fazer é nos acomodar como na canção "O amanhã (O que será, será)". O futuro será o resultado de nossas escolhas não apenas para a presidência, mas também para o Congresso.


**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio**



Marcel Solimeo - Economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/o-futuro-e-o-passado


Fim do ICMS-ST pode liberar dinheiro parado em estoques de cosméticos em SP

Mudança no regime tributário abre possibilidade de recuperação de créditos e exige que empresas revisem estoques, sistemas e processos fiscais

 

O fim da substituição tributária do ICMS para os setores de perfumaria, cosméticos e higiene pessoal em São Paulo pode representar uma oportunidade de recuperação de recursos para empresas que ainda possuem estoques adquiridos sob o regime anterior. Além de reduzir a necessidade de antecipação do imposto ao longo da cadeia, a mudança permite a apuração de eventual saldo credor de ICMS-ST sobre as mercadorias em estoque na transição para o novo modelo. 

A alteração foi estabelecida pela Portaria SRE nº 94/2025 e marca uma mudança relevante na dinâmica tributária do setor. Com o encerramento do ICMS-ST, cada empresa passa a apurar e recolher o imposto referente à própria operação, em vez de concentrar antecipadamente o tributo das etapas seguintes da cadeia.

Para Thiago Santana Lira, advogado sócio do Barroso Advogados Associados, especialista em Direito Tributário e Aduaneiro e MBA em Gestão Tributária, o principal ponto de atenção neste momento está nos valores que podem ser recuperados a partir da análise dos estoques. 

“Existe dinheiro que pode estar parado no estoque das empresas e que precisa ser identificado. A transição para o novo regime não significa apenas deixar de antecipar o ICMS. É necessário verificar quanto foi retido anteriormente nas mercadorias que permaneciam em estoque e se existe saldo credor que possa ser apropriado”, afirma. 

Pelas regras aplicáveis à transição, os contribuintes devem apurar eventual saldo de ICMS-ST retido sobre as mercadorias existentes no estoque até a vigência da mudança. Uma vez identificado o crédito, o valor poderá ser apropriado em 12 parcelas mensais, iguais e sucessivas

A possibilidade ganha relevância em um mercado no qual fabricantes, distribuidores e varejistas trabalham com margens cada vez mais pressionadas. A recuperação dos valores pode gerar reforço de caixa justamente em um momento em que empresas buscam reduzir custos financeiros e aumentar a eficiência das operações. 

“O impacto não deve ser analisado apenas pelo departamento tributário. Um crédito recuperado significa potencialmente mais recursos disponíveis para a operação. Por isso, é importante transformar essa revisão fiscal em uma análise financeira, identificando o efeito que o crédito pode produzir no caixa e nos resultados da empresa”, explica Lira.
 

Fim da antecipação muda dinâmica do setor

O regime de substituição tributária foi criado para concentrar o recolhimento do ICMS em uma etapa da cadeia. Em determinados setores, fabricantes, importadores ou outros responsáveis antecipam o imposto que seria devido nas operações seguintes, com base em uma margem de valor agregado definida pela legislação. 

Em São Paulo, os produtos sujeitos ao regime são relacionados pela Portaria CAT nº 68/2019. Para determinados produtos de perfumaria e cosméticos, as margens utilizadas no cálculo do ICMS-ST podem chegar a 70,72%, elevando o valor antecipado na etapa inicial da cadeia. 

Com o fim da substituição tributária, esse mecanismo deixa de existir para os produtos alcançados pela mudança. Cada elo passa a recolher o ICMS relativo à própria operação, dentro da sistemática de não cumulatividade. 

Na avaliação do especialista, a mudança tende a melhorar a gestão financeira das empresas ao retirar a necessidade de antecipação de valores referentes às etapas seguintes. “Quando uma empresa deixa de antecipar um imposto que seria recolhido pelos demais integrantes da cadeia, existe um efeito financeiro importante. O recurso que antes ficava comprometido com a antecipação passa a permanecer no caixa da própria operação, o que pode melhorar o capital de giro e a gestão financeira”, destaca.
 

Sistemas fiscais entram na mira

A mudança, porém, não termina na apuração do crédito. As empresas também precisam revisar seus sistemas e cadastros fiscais para garantir que as operações estejam sendo tributadas corretamente. Entre os pontos que devem passar por revisão estão CFOP, CST/CSOSN, cadastro de produtos, regras de cálculo e emissão de documentos fiscais, além das operações interestaduais. 

“Uma mudança de regime tributário exige uma revisão completa dos parâmetros fiscais. Se o sistema continuar tratando determinado produto como sujeito à substituição tributária, a empresa pode calcular o imposto de forma incorreta, emitir documentos fiscais com informações inadequadas e criar problemas que vão muito além da questão do crédito”, alerta Lira. 

Para o advogado, o momento deve ser encarado pelas empresas como uma oportunidade para fazer uma espécie de “pente-fino” tributário, combinando a recuperação de possíveis créditos com a revisão dos processos internos. 

“O maior risco é tratar a mudança simplesmente como o fim de uma obrigação. Na realidade, existe uma oportunidade de revisar estoques, recuperar valores, corrigir parametrizações e entender como o novo modelo impacta margem e fluxo de caixa. Quem fizer essa análise de forma estruturada pode transformar uma alteração tributária em ganho de eficiência para o negócio”, conclui.


Feirão de Emprego: moradores da zona sul de São Paulo podem se candidatar a 2,3 mil vagas

São dois feirões: um no Grajaú e outro no Jardim São Luís 
Iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado reúne oportunidades de trabalho e serviços gratuitos em dois feirões no Grajaú e no Jardim São Luís 

 

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE) promove nesta semana, por meio do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), dois Feirões de Emprego e Empreendedorismo na zona sul de São Paulo, com 2.303 vagas de trabalho. 

Na terça-feira (11), a ação acontece no Centro de Integração da Cidadania (CIC) Grajaú, com vagas nas áreas de saúde, logística, administração, atendimento ao cliente e operacional. Já na quinta-feira (13) é a vez do CIC Jardim São Luís reunir empregabilidade e serviços gratuitos para a população. Em ambos os feirões, o atendimento ocorrerá das 10h às 15h. 

São oportunidades com carteira assinada (CLT) e salários que variam entre R$ 1.600 e R$ 2.100, além de benefícios. Já as vagas de Jovem Aprendiz oferecem bolsa-auxílio de R$ 550. 

Os feirões contam com seis empresas que farão entrevistas no local, com vagas em mais de 40 funções e uma programação gratuita que inclui oficina de currículo, simulador de entrevista na plataforma Trampolim, atendimentos de qualificação profissional e sobre o programa Empreendedor Artesão, orientações sobre linhas de crédito do Banco do Povo Paulista, entre outros serviços. 

Há oportunidades para o público em geral a partir de 18 anos, além de vagas para Jovem Aprendiz, com 16 anos. 

Durante o feirão, os candidatos fazem os processos seletivos conduzidos pelas empresas participantes, conforme os requisitos de cada vaga, mas outras etapas poderão ser realizadas como entrevistas e avaliações complementares. 

Confira as funções com o maior número de vagas:

·         Balconista - 500 vagas;

·         Telemarketing - 190 vagas;

·         Atendimento – 121 vagas;

·         Auxiliar de limpeza – 66 vagas;

  • Repositor – 50 vagas. 

O evento também oferecerá outros serviços gratuitos, com atendimentos voltados tanto para quem busca uma oportunidade no mercado de trabalho quanto para quem deseja empreender. Entre os serviços estão as linhas de microcrédito do Banco do Povo Paulista (BPP), orientações sobre os cursos gratuitos do Qualifica SP e da plataforma Trampolim, que conecta emprego à qualificação profissional, e atendimento do Programa Empreendedor Artesão. 

Nos locais, haverá distribuição de senhas. Para participar, os candidatos deverão apresentar CPF, documento oficial com foto, Carteira de Trabalho (física ou digital) e, se possível, currículo impresso atualizado. 

 

Serviço:

Feirão de Emprego e Empreendedorismo – CIC Grajaú 

Data: Terça-feira, 11 de agosto 

Horário: Das 10h às 15h 

Local: CIC Grajaú 

Endereço: Rua Pinheiro Chagas, 17 - Jardim São José 

 

Feirão de Emprego e Empreendedorismo – CIC Jd. São Luís

Data: Quinta-feira, 13 de agosto

Horário: Das 10h às 15h  

Local: CIC Jardim São Luís 

Endereço: Rua José Manoel Camisa Nova, 100 - Jardim Leticia


Revisão de meio de ano ajuda condomínios a manter o planejamento financeiro e evitar surpresas no orçamento

Os meses de julho e agosto são ideais para síndicos e administradoras reavaliarem despesas, inadimplência e investimentos para garantir o equilíbrio das contas até o fim do ano


Com metade do ano concluída, os meses de julho e agosto representam um momento estratégico para que síndicos e administradoras comparem o planejamento financeiro elaborado no início do exercício com os resultados obtidos até junho. Mais do que conferir o saldo em caixa, a revisão semestral permite identificar desvios, redefinir prioridades e ajustar o orçamento antes que pequenos problemas comprometam as finanças do condomínio.

A importância desse acompanhamento é reforçada pelo Código Civil. O artigo 1.348 atribui ao síndico a responsabilidade de elaborar o orçamento anual de receitas e despesas do condomínio, tornando seu monitoramento uma prática essencial para manter o planejamento alinhado à realidade.

Em 2026, essa revisão ganha importância adicional com o início da implementação da Reforma Tributária. A cobrança simbólica da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), em vigor desde janeiro, torna ainda mais relevante acompanhar a evolução dos custos e seus impactos futuros sobre os contratos e despesas condominiais.

"O início do segundo semestre é o momento de corrigir desvios, renegociar contratos, reorganizar investimentos e preservar o equilíbrio financeiro do condomínio antes do encerramento do exercício. Quanto mais cedo os problemas são identificados, maiores são as possibilidades de solução", afirma Sarah Castro, diretora comercial do Cerus.

Além da análise das receitas e despesas, o balanço deve incluir indicadores como inadimplência, utilização do fundo de reserva, contratos próximos de reajuste, obras em andamento e despesas extraordinárias. Para Sarah, avaliar apenas o saldo bancário pode levar a uma falsa sensação de segurança. "Um condomínio pode apresentar caixa positivo, mas acumular manutenção adiada, crescimento da inadimplência ou contratos defasados. Esses fatores tendem a pressionar o orçamento no segundo semestre e precisam ser acompanhados continuamente", detalha a executiva.

O fato é que o atraso no pagamento das cotas condominiais continua sendo um dos principais desafios para a saúde financeira dos empreendimentos, reforçando a necessidade de monitoramento permanente e de ações preventivas de cobrança.  A revisão semestral também representa uma oportunidade para buscar eficiência operacional. É hora de renegociar contratos, revisar despesas recorrentes, avaliar investimentos em tecnologia e eficiência energética e replanejar obras podem gerar economia e melhorar a previsibilidade financeira.

Especializada em soluções financeiras para condomínios, o Cerus apoia os empreendimentos na gestão da inadimplência, antecipação de recebíveis, acesso a crédito para investimentos e planejamento financeiro, permitindo que realizem melhorias sem comprometer seu equilíbrio orçamentário. "A gestão financeira deixou de ser apenas um controle de despesas. Ela se tornou uma ferramenta estratégica para apoiar decisões, aumentar a eficiência da administração e garantir que o condomínio tenha condições de investir, enfrentar imprevistos e preservar o patrimônio dos moradores", conclui Sarah.


No Dia Mundial da Superdotação, Brasil ultrapassa 7 mil superinteligentes identificados por entidade globa

Com o intuito de ampliar a descoberta de pessoas com altas habilidades/superdotação, a Mensa Brasil promove a próxima rodada de testes coletivos nos mês de agosto, nos dias 15, 22 e 29, em diversas cidades brasileiras (veja lista abaixo)


No Dia Mundial da Superdotação, comemorado em 10 de agosto, a Associação Mensa Brasil, entidade que reúne pessoas com altas Associação Mensa Brasil, principal entidade no País que reúne pessoas com altas capacidades intelectuais no País e representante oficial da Mensa Internacional, maior organização de alto QI do mundo, informa que há mais de 7 mil brasileiros identificados com superdotação, também chamados de “superinteligentes”, incluindo 3,1 mil crianças e adolescentes e 3,9 mil adultos mapeados.
 
Segundo mapeamento, do total de pessoas identificadas no Brasil, o estado de São Paulo lidera a lista, com 2645 superinteligentes. Em seguida estão Rio de Janeiro, com 686 pessoas, Minas Gerais, com 599, Paraná, com 561, e Distrito Federal, com 439.
 
Com o intuito de ampliar a descoberta de pessoas com altas habilidades/superdotação, a entidade tem realizado periodicamente rodadas de testes em diversas cidades brasileiras. A próxima rodada acontece nos mês de agosto, nos dias 15, 22 e 29, em diversas cidades brasileiras (veja lista abaixo).
 
As avaliações são destinadas às pessoas com 17 anos ou mais e que estejam cursando ou que tenham cursado o ensino superior, ainda que incompleto. O local e horário são informados de maneira individual e privada aos inscritos. Os testes são feitos de forma presencial, com o acompanhamento de um profissional de psicologia, conforme diretrizes do Conselho Federal de Psicologia (CFP).
 
Na avaliação de Julio Cesar Campos Filho, presidente da Associação Mensa Brasil, o País precisa avançar em mecanismos e iniciativas que acelerem os processos de identificação de pessoas com inteligência significativamente acima da média. “Vale lembrar que identificar indivíduos com alto QI, uma iniciativa que desenvolvemos periodicamente no Brasil, com testes a cada dois meses, vai muito além da formação de um grupo associativo. Trata-se de reconhecer talentos, conectar potenciais e evitar que capacidades extraordinárias passem despercebidas ao longo da vida”, comenta.
 
“O Brasil ainda desperdiça muitos desses potenciais simplesmente porque essas pessoas nunca foram identificadas”, afirma Julio Cesar. “Muitas crescem sem compreender suas próprias características, sem estímulo adequado e, muitas vezes, sem encontrar espaços onde possam desenvolver plenamente suas habilidades. A Mensa Brasil quer contribuir justamente com essa luta: ajudar essas pessoas a se reconhecerem, se conectarem e perceberem que não estão sozinhas”, conclui.

 
Serviço
 
Teste de admissão e avaliação de alto QI da Associação Mensa Brasil
 
OBS – Local e horário são informados de maneira privada aos inscritos
 
Testes coletivos:
 
15/08
 
Distrito Federal (DF)
 
22/08
 
Petrolina (PE)
 
29/08
 
Florianópolis (SC)
Fortaleza (CE)
Belo Horizonte (MG)
São Paulo (SP)
 
 
Para inscrições, acesse o website: http://www.mensa.org.br/



TIC Trens amplia acesso à vacinação contra o sarampo em estações da Linha 7-Rub

Em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde, campanha será realizada nas estações Perus e Pirituba

 

A TIC Trens, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde, realiza nesta semana mais uma etapa da campanha gratuita de vacinação contra o sarampo nas estações Perus e Pirituba, da Linha 7-Rubi. 

A ação ocorrerá simultaneamente nas duas estações. Em Pirituba, a vacinação será realizada de 10 a 14 de agosto, das 9h às 15h, com disponibilidade inicial de 250 doses por dia. Em Perus, o atendimento acontecerá nos dias 10 e 12 de agosto, das 9h às 12h, e nos dias 11, 13 e 14 de agosto, das 13h às 17h, com oferta inicial de 200 doses diárias. 

Ao levar a vacinação para as estações, a TIC Trens contribui para ampliar o acesso da população ao serviço, especialmente de passageiros que encontram dificuldades para comparecer às unidades de saúde durante o horário comercial. A ação também reforça a importância da prevenção, da proteção coletiva e do fortalecimento das coberturas vacinais. 

Para receber a vacina, recomenda-se a apresentação de documento com foto.
 

Serviço

Campanha de vacinação contra o sarampo na Linha 7-Rubi  

Estação Pirituba
Data: até 14 de agosto de 2026
Horário: das 9h às 15h
Local: Mezanino próximo à plataforma sentido Jundiaí


Estação Perus
Datas e horários:
12 de agosto, das 9h às 12h
11, 13 e 14 de agosto, das 13h às 17h
Local: Espaço próximo à linha de bloqueios


Frio ou quente: afinal, qual função do ar-condicionado pesa mais na conta de luz

Especialista explica por que o consumo não depende apenas do modo selecionado e mostra como usar a função aquecimento de forma eficiente nos dias frios


Em pleno inverno, uma dúvida costuma surgir entre os consumidores que têm ar-condicionado com função aquecimento: afinal, utilizar o modo quente pesa mais na conta de luz do que o modo frio?

Segundo Romenig Magalhães, supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento da Gree do Brasil, a resposta não é tão simples quanto parece. Ao contrário do que muitos imaginam, não existe uma regra que permita afirmar que uma função seja, necessariamente, mais econômica do que a outra.

"O desempenho energético dos aparelhos comercializados no Brasil é avaliado pelo Inmetro com foco na operação de refrigeração. Por isso, não existe uma classificação oficial que permita dizer, de forma geral, que a função aquecimento consome mais ou menos energia do que a refrigeração", explica. 

Na prática, segundo o especialista, o consumo depende muito mais das condições de utilização do equipamento do que da função escolhida. Aspectos como a temperatura externa, a temperatura programada, o tempo de funcionamento, o isolamento térmico do ambiente e a eficiência do próprio aparelho exercem influência direta sobre o consumo de energia. 

"Os equipamentos com ciclo reverso utilizam o mesmo princípio de funcionamento tanto para resfriar quanto para aquecer os ambientes. A demanda de energia pode variar conforme as condições de operação, especialmente a diferença entre a temperatura externa e a selecionada pelo usuário. O consumo efetivo, portanto, depende das características de cada ambiente e da forma de utilização", afirma Magalhães.


Mais importante do que a função é a forma de utilização 

Na prática, utilizar o equipamento de maneira adequada influencia muito mais o consumo do que simplesmente escolher entre aquecimento ou refrigeração. "Um equipamento moderno, corretamente dimensionado para o ambiente e utilizado em uma temperatura de conforto tende a operar de forma eficiente, independentemente da função escolhida", afirma Magalhães. 

Por isso, a recomendação é evitar temperaturas extremas, ajustando o aparelho a uma faixa confortável, e manter a manutenção periódica em dia. A limpeza dos filtros, conforme as orientações do fabricante, contribui para preservar o desempenho do equipamento ao longo do tempo.


Alternativa aos aquecedores convencionais

Além da eficiência, a função aquecimento também pode representar uma solução mais prática durante o inverno. Em vez de recorrer a aquecedores elétricos portáteis, o consumidor pode utilizar o próprio sistema de climatização já instalado no ambiente. 

"Os aparelhos de ar-condicionado com função aquecimento podem proporcionar uma distribuição mais uniforme da temperatura no ambiente e atender espaços de diferentes dimensões, desde que estejam corretamente dimensionados. Basta ajustar a temperatura desejada no controle remoto para obter uma condição de conforto térmico", explica o especialista. 

Outro aspecto destacado por Magalhães é a segurança. Como permanecem instalados de forma fixa, esses equipamentos dispensam o uso de aquecedores portáteis, que devem seguir cuidados específicos de instalação, posicionamento e operação.


Tecnologia faz diferença 

Para o especialista, mais importante do que se preocupar exclusivamente com a função quente ou fria é optar por equipamentos eficientes e utilizá-los corretamente. "A tecnologia embarcada evoluiu muito nos últimos anos. Hoje, equipamentos com tecnologia inverter oferecem funcionamento mais estável e eficiente, proporcionando conforto térmico com melhor aproveitamento da energia ao longo do uso", conclui.

 

Gree Electric Appliances, Inc.


Fraudes financeiras: como o Open Gateway aumenta a segurança das operações?


O combate às fraudes financeiras sempre foi uma corrida desigual. Enquanto bancos, fintechs, varejistas e empresas de serviços investem continuamente em novas camadas de proteção, os criminosos evoluem na mesma velocidade, explorando vulnerabilidades tecnológicas e, principalmente, o comportamento humano. O resultado é um cenário em que autenticar um usuário se tornou tão importante quanto oferecer uma boa experiência. 

Os números ajudam a dimensionar esse desafio. Dados divulgados pelo Observatório Febraban, em 2025, mostram que 39% dos brasileiros afirmam já terem sido vítimas de algum golpe ou sofrido alguma tentativa nesse sentido, envolvendo suas contas bancárias, o maior percentual da série histórica. Entre as modalidades mais recorrentes, estão aqueles realizados pelo WhatsApp, falsas centrais de atendimento, clonagem de cartões e fraudes envolvendo Pix. 

Ao mesmo tempo, o relatório Data Breach Investigations Report 2025, da Verizon, que analisou mais de 22 mil incidentes de segurança, mostrou que ataques relacionados à exploração de vulnerabilidades aumentaram 34% em todo o mundo, quantidade que vem crescendo a cada ano. O cenário evidencia que a proteção digital deixou de ser apenas uma preocupação da área de tecnologia, e passou a ser um fator estratégico para qualquer organização. E, nesse contexto, o Open Gateway surge como uma mudança importante na forma de proteger as operações digitais. 

Ele propõe que, ao invés de as empresas dependerem, exclusivamente, dos dados informados pelo usuário ou de mecanismos tradicionais de autenticação, elas passem a consultar as informações diretamente na origem da fonte, na infraestrutura da rede móvel, o que permite validar, em tempo real, sinais que, antes, eram inacessíveis para aplicações de mercado. É justamente essa mudança que fortalece o combate às fraudes. 

Um dos exemplos mais relevantes nesse sentido é o SIM Swap, golpe em que criminosos conseguem transferir o número da vítima para outro chip e passam a receber códigos de autenticação enviados por SMS. Com a API de SIM Swap, uma instituição financeira consegue verificar se aquela linha sofreu uma troca recente de chip antes de aprovar uma transação ou permitir o acesso à conta. Desse modo, se houver um comportamento suspeito, a empresa pode exigir uma autenticação adicional ou até bloquear temporariamente a operação. 

Outro recurso importante é o Number Verification, que permite confirmar se o dispositivo conectado realmente está utilizando o número informado, sem depender do envio de códigos por SMS. Além de tornar a autenticação mais transparente para o usuário, esse modelo reduz vulnerabilidades associadas à interceptação de mensagens e elimina parte da fricção existente nas jornadas digitais. 

Por muito tempo, aumentar a proteção das operações corporativas significava adicionar novas etapas ao processo: mais senhas, códigos e confirmações. Contudo, seu efeito colateral era conhecido: quanto maior a segurança, maior o abandono da jornada. Agora, o Open Gateway propõe um caminho diferente: ao invés de pedir mais ações ao usuário, utiliza informações da própria rede para tornar a validação mais inteligente e praticamente invisível. 

Os benefícios vão além do setor financeiro. Empresas de varejo, marketplaces, seguradoras, telecomunicações e qualquer organização que dependa de identidade digital, podem utilizar essas capacidades para reduzir fraudes em cadastro, proteger processos de recuperação de conta e aumentar a confiabilidade de transações de alto valor. 

O Brasil, inclusive, ocupa uma posição de destaque nessa transformação. As três maiores operadoras do país foram pioneiras na implementação comercial das APIs do GSMA Open Gateway voltadas à prevenção de fraudes, como SIM Swap, Number Verification e Device Location. Ao mesmo tempo, certas instituições bancárias já utilizam essas capacidades para fortalecer processos de autenticação e reduzir riscos em operações financeiras. 

Naturalmente, nenhuma tecnologia elimina completamente as fraudes. Os ataques continuarão evoluindo, impulsionados por engenharia social, inteligência artificial e novas técnicas de invasão. A diferença é que o Open Gateway acrescenta uma camada de confiança baseada na própria rede de telecomunicações, oferecendo sinais adicionais para que empresas tomem decisões mais precisas antes de aprovar uma operação. 

Essa, talvez, seja sua maior contribuição: deixar de tratar a segurança como uma barreira imposta ao cliente, e transformá-la em um processo inteligente, contextual e praticamente imperceptível. 

Nos próximos anos, a competitividade das empresas não será medida apenas pela velocidade com que conseguem aprovar uma operação, mas pela capacidade de fazer isso com segurança e sem aumentar a complexidade para o usuário. Nesse cenário, o Open Gateway deixa de ser apenas uma inovação tecnológica, para se tornar um novo padrão de confiança para a economia digital. 

 

Werique Franca - Product & Business Manager na Pontaltech.

Pontaltech


Rede estadual de SP registra menor distância para ensino particular nos anos iniciais em 20 ano

Estado apresentou Ideb de 6,6 nos anos iniciais; diferença de 0,71 do índice com a rede particular é a menor da série iniciada em 2005

 

Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, divulgados pelo Ministério da Educação nesta quarta-feira (5), apontam que a rede estadual de São Paulo registrou a menor diferença da série histórica no desempenho dos anos iniciais do Ensino Fundamental na comparação com as escolas particulares. Enquanto a rede estadual alcançou a nota 6,69 no indicador, a rede privada registrou 7,40. A diferença de 0,71 ponto é a menor já apurada em 20 anos, desde o início da medição oficial do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), em 2005.

 

A diminuição da distância para o ensino privado é acompanhada pela evolução contínua das notas médias no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Em Língua Portuguesa, o 5º ano da rede estadual alcançou a nota média de 226,1 no Saeb 2025, o maior valor já registrado nos 20 anos da avaliação nacional. No comparativo entre as duas redes, a diferença da nota nesse componente curricular foi de 17 pontos, a menor diferença em duas décadas. Em 2023, a diferença na nota era de 31,2 pontos.

 

Em Matemática, o ciclo atingiu 241,7 pontos, mantendo a trajetória de recuperação. No comparativo com 2023, as notas das escolas estaduais tiveram uma redução de 32,5 pontos naquele ano, para 21 pontos em 2025.

 

Com a nota 6,6 no Ideb 2025, a rede estadual paulista superou a meta nacional estabelecida para a etapa (6,0) e igualou a sua maior marca histórica no indicador, voltando aos resultados pré-pandemia, já que essa marca também foi alcançada em 2019.

 

Diagnósticos de aprendizagem

O resultado do ciclo reflete a consolidação de políticas públicas voltadas à etapa inicial da Educação Básica. O trabalho é impulsionado pelo programa Alfabetiza Juntos SP, que envolve a formação continuada de docentes, a oferta de materiais didáticos, a plataforma de leitura Elefante Letrado e a aplicação periódica da Avaliação da Fluência Leitora.

 

O monitoramento da aprendizagem nos anos iniciais do Ensino Fundamental vem sendo aprofundado com a introdução de novos instrumentos pedagógicos de acompanhamento em tempo real. Entre as medidas em curso, a rede estadual passou a contar neste ano com a atuação de professores tutores dedicados especificamente a essa etapa, focados no apoio a estudantes com defasagens de aprendizagem.

 

Em 2026, a gestão ampliou o Mapa Classe, iniciativa que permite aos docentes e gestores visualizar o nível de proficiência de cada aluno e turma em diferentes habilidades. Para acompanhar o aprendizado de Matemática, São Paulo implementou também neste ano Avaliação da Fluência em Matemática, iniciativa inédita no país voltada ao diagnóstico precoce do domínio numérico e de operações básicas pelas crianças.

 

Resultado do estado de SP no Ideb

Os resultados gerais da rede estadual de ensino apontam que, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, São Paulo passou de 6,2 em 2023 para 6,6 em 2025, e manteve a 5ª posição entre as redes estaduais. O resultado iguala a melhor média da etapa na série histórica, registrada em 2019, antes dos impactos provocados pela pandemia. A etapa também alcançou a melhor média de Língua Portuguesa em 20 anos do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).

 

Nos anos finais do Ensino Fundamental, São Paulo avançou de 5,1 em 2023 para 5,2 em 2025. O ciclo conquistou a segunda melhor média da série histórica do Ideb, ficando atrás apenas do resultado registrado em 2019.

 

Já no Ensino Médio, etapa em que a rede estadual concentra sua maior atuação, São Paulo alcançou o melhor resultado da série histórica do Ideb. Considerando também os estudantes do Ensino Médio integrado à formação técnica, o indicador passou de 4,3 para 4,5, no contexto em que o Estado atingiu o maior número de alunos na modalidade.




Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
www.educacao.sp.gov.br


Muito além dos grandes eventos: o que a Copa do Mundo de 2026 revelou sobre o desperdício de alimento

Alcione Pereira, fundadora da Connecting Food
Crédito imagem Luciano Alves
Foodtech alerta para a importância de estratégias que garantam um destino aos alimentos excedentes

 

Grandes eventos esportivos concentram milhões de pessoas em um período curto, provocando picos de consumo e dificultando a precisão sob a demanda por alimentos. De acordo com uma projeção publicada no blog da Repax, empresa dinamarquesa que desenvolve softwares voltados à gestão de dados sobre resíduos, a Copa do Mundo de 2026 pode ter gerado cerca de 10,6 mil toneladas de resíduos em estádios e festivais de torcedores. A empresa calcula ainda que alimentos e materiais orgânicos correspondem a cerca de 40% da composição típica dos resíduos produzidos nesses ambientes. Embora os números não representem uma auditoria oficial do torneio, eles evidenciam a necessidade de planejar antecipadamente compras, cardápios, porções, armazenamento e destinação dos excedentes. 

A Connecting Food, foodtech especializada em inteligência de redistribuição de alimentos, acompanha de perto esse cenário. A startup nasceu para ajudar empresas a reduzir o desperdício de alimentos, conectando quem tem excedente — indústrias, redes de varejo, distribuidores — a organizações sociais que podem usar esse alimento antes que ele estrague. Em períodos de grande movimentação, como festivais, eventos corporativos, feiras e competições esportivas, quando a demanda oscila rapidamente e o planejamento se torna mais complexo, esse trabalho ganha ainda mais relevância. 

Para Alcione Pereira, fundadora da Connecting Food, esses grandes eventos apenas evidenciam um problema estrutural da cadeia de alimentos. “Quando o consumo não acontece como o esperado, surgem excedentes que, muitas vezes, ainda estão próprios para consumo, mas acabam sendo descartados por falta de uma operação ágil para redirecioná-los. Os grandes eventos não criam esse problema, apenas tornam mais visível uma realidade que acontece diariamente em toda a cadeia de alimentos”, explica. 

No México, por exemplo, o aumento do desperdício de alimentos foi apontado como um dos possíveis impactos da competição. De acordo com a Mexico Business News, com base em projeções da plataforma de resgate de alimentos Cheaf, o volume desperdiçado no país poderia crescer até 50% durante o torneio. Além do maior movimento em restaurantes, hotéis, supermercados e serviços de alimentação, eventos dessa escala podem estimular a produção acima da demanda real. Para evitar esse cenário, estabelecimentos podem acompanhar estoques e vendas em tempo real, ajustar diariamente a quantidade produzida e estabelecer previamente parcerias para a redistribuição segura dos excedentes. 

Outra iniciativa desenvolvida no contexto do mundial foi a campanha Leftover Lineup, criada pela organização ambiental WRAP, por meio do programa Love Food Hate Waste. Inspirada nas culturas alimentares dos países-sede — Canadá, Estados Unidos e México —, a campanha reuniu receitas, dicas e materiais educativos para incentivar torcedores a reaproveitar sobras e transformá-las em novas refeições durante encontros para assistir aos jogos. A ação mostra como o alcance do futebol pode ser utilizado para promover mudanças de comportamento também dentro das residências, onde o aumento das compras e do preparo de alimentos em dias de partidas costuma elevar o risco de desperdício. 

Nas cidades-sede, diferentes iniciativas também buscaram reduzir o impacto ambiental do evento. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Toronto implantou um sistema de separação de resíduos em três categorias, ampliou o uso de utensílios reutilizáveis em áreas dos festivais de torcedores e estruturou programas para direcionar alimentos excedentes a organizações comunitárias. Já Seattle reforçou ações de reciclagem, compostagem e redução do envio de resíduos para aterros, enquanto a Cidade do México integrou suas iniciativas à política local de economia circular e à campanha Gol por el Ambiente, voltada à reciclagem, à mobilização de voluntários e à redução de plásticos de uso único. Em comum, essas experiências demonstram que combater o desperdício exige planejamento, infraestrutura adequada, engajamento da população e estratégias bem definidas para dar o destino correto aos excedentes. 

Para Alcione, acompanhar experiências internacionais é uma forma de identificar soluções que possam ser adaptadas a diferentes realidades. "Quando grandes eventos incorporam a prevenção do desperdício em seu planejamento, eles deixam um legado que vai além da competição. Essas iniciativas ajudam a conscientizar consumidores, empresas e gestores públicos de que os alimentos próprios para consumo devem ter como prioridade o consumo humano e, quando isso não for possível, a redistribuição, antes de qualquer outra destinação", afirma.


Connecting Food
Connecting Food


Quem ainda trata tributo como burocracia ficou para trás

Com a Malha Fiscal Digital e o avanço dos cruzamentos eletrônicos, a inteligência tributária ganha espaço como diferencial para empresas que buscam crescer com segurança 

 

O avanço da Malha Fiscal Digital, aliado ao uso cada vez maior de cruzamentos eletrônicos pela Receita Federal, vem alterando a forma como as empresas administram suas obrigações fiscais. Reportagens publicadas pelo Portal Contábeis e pelo Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRCSP) mostram que a nova ação de conformidade envolvendo IRPJ e CSLL notificou mais de 29 mil empresas por divergências superiores a R$ 4,91 bilhões, evidenciando que inconsistências fiscais são identificadas com rapidez cada vez maior.

Leonardo Bastos, contador, perito contábil judicial e especialista em crescimento empresarial, fundador da Superfood Contábil, escritório especializado em contabilidade estratégica, inteligência tributária e gestão contábil para supermercados e empresas do setor alimentício, afirma que a Malha Fiscal Digital está mudando o papel da contabilidade nas empresas. 

Para ele, a área deixou de se limitar ao cumprimento das obrigações fiscais e passou a exercer uma função estratégica na geração de informações que apoiam decisões de crescimento. "A Malha Fiscal Digital exige empresas muito mais organizadas. Quem mantém processos consistentes, realiza auditorias periódicas e acompanha continuamente sua situação tributária reduz riscos, toma decisões com mais segurança e ainda identifica oportunidades que poderiam passar despercebidas na rotina operacional", afirma. 


Gestão tributária passa a influenciar a competitividade

O fortalecimento das ações de conformidade acompanha uma tendência de digitalização da administração tributária brasileira. Com declarações eletrônicas integradas e cruzamentos automáticos entre diferentes bases de dados, inconsistências que antes demoravam anos para serem identificadas hoje podem ser detectadas poucos meses após a entrega das obrigações acessórias.

Na avaliação do contador, isso faz com que empresários precisem incorporar a gestão tributária à estratégia do negócio. "Não basta entregar declarações dentro do prazo. A empresa precisa compreender o que os números mostram, revisar processos continuamente e utilizar essas informações para proteger margem, melhorar a gestão financeira e apoiar decisões de investimento", destaca.


Auditoria digital reduz riscos e melhora resultados

Embora muitas empresas associam a revisão tributária apenas à redução de impostos, o profissional explica que o principal benefício está na qualidade das informações utilizadas pela gestão.

Segundo o especialista, auditorias digitais recorrentes permitem identificar inconsistências fiscais antes que elas resultem em autuações, além de corrigir processos internos e tornar a operação mais eficiente. "Quando os dados fiscais são confiáveis, o empresário consegue precificar melhor, controlar custos, avaliar investimentos e crescer com muito mais previsibilidade. À economia tributária passa a ser consequência de uma gestão mais inteligente."

Esse aspecto ganha relevância principalmente em segmentos que trabalham com margens reduzidas, como supermercados e empresas do varejo alimentar, onde pequenas diferenças tributárias podem representar impacto significativo na rentabilidade do negócio.


Contabilidade estratégica ganha espaço

A evolução da Malha Fiscal Digital também está transformando a atuação dos escritórios contábeis. Na visão de Leonardo Bastos, cresce a demanda por profissionais capazes de interpretar informações fiscais, antecipar riscos e orientar decisões estratégicas. "O empresário procura parceiros que ajudem a desenvolver o negócio. A contabilidade estratégica utiliza inteligência tributária para aumentar eficiência, apoiar o planejamento financeiro e criar condições para um crescimento sustentável".

Ele acredita que essa mudança também representa uma oportunidade para os próprios contadores ampliarem o valor percebido de seus serviços. "Quem continuar oferecendo apenas cumprimento de obrigações fiscais tende a disputar preço. Já quem domina inteligência tributária, auditoria digital e gestão contábil estratégica passa a participar das decisões mais importantes da empresa".


Organização tributária será diferencial competitivo

Para o contador, a tendência é que os mecanismos de fiscalização eletrônica se tornem ainda mais sofisticados nos próximos anos, reduzindo o espaço para erros operacionais e fortalecendo a cultura de conformidade. "A Malha Fiscal Digital não deve ser vista apenas como um instrumento de fiscalização. Ela também incentiva empresas a organizarem melhor seus processos e utilizarem a gestão tributária como ferramenta para crescer com mais segurança, previsibilidade e rentabilidade".

 

 



Leonardo Bastos - empresário, contador, perito contábil judicial, investidor e especialista em crescimento empresarial. Formado em Ciências Contábeis, possui MBA em Direito Tributário e Auditoria Digital e atua na área de contabilidade estratégica, inteligência tributária, consultoria empresarial e desenvolvimento de negócios. É sócio da MLS e fundador do Magnus Club, comunidade voltada à formação e conexão de empresários. Com trajetória construída a partir do empreendedorismo, Leonardo iniciou sua carreira ainda jovem e, após vender sua primeira empresa em uma operação milionária, passou a atuar na estruturação e aceleração de negócios. Atualmente, lidera um grupo empresarial que atende centenas de empresas em todo o Brasil, com foco em crescimento sustentável, eficiência operacional, gestão estratégica e aumento de lucratividade.
Para mais informações, acesse Linkedin e Instagram.


Superfood Contábil
Facebook e Site

Magnus Club
Para mais informações, acesse o Instagram.

 

Fontes de pesquisa

Portal Contábeis
https://www.contabeis.com.br/noticias/77785/malha-fiscal-digital-prazo-para-correcao-de-irpj-csll-em-ecf/

CRCSP
https://online.crcsp.org.br/portal/noticias/noticia.asp?c=11041 


Posts mais acessados