Pesquisar no Blog

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Ansiedade e distúrbios do sono são frequentes em pacientes com urticária crônica espontânea


A Urticária Crônica Espontânea (UCE) é uma forma frequente dos tipos existentes de urticária. Como o próprio nome já diz, as lesões surgem de forma espontânea, ou seja, sem que sejam identificadas causas ou fatores desencadeantes externos específicos. Os impactos desta condição vão além das manifestações cutâneas, afetando também a saúde mental dos pacientes e a qualidade de vida de seus familiares.

 

Um estudo multicêntrico de UCE em crianças, que contou com a participação da Dra. Larissa Brandão, membro do Departamento Científico de Urticária da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), mostrou que irritabilidade (49%), ansiedade (44%), distúrbios do sono (29%) e depressão ou tristeza (17%) estão entre os sintomas mais prevalentes nessa faixa etária.

 

O levantamento também mostrou que pacientes com sintomas extracutâneos tiveram maior intensidade do prurido (p=0,023), enquanto aqueles com sintomas neuropsiquiátricos apresentaram maior número de lesões e urticas (p=0,023).

 

Segundo a alergista e imunologista Dra. Larissa Brandão, esses achados reforçam a importância de uma assistência que considere todos os impactos da doença.

 

"A urticária crônica espontânea não afeta apenas a pele. Os sintomas emocionais e os distúrbios do sono podem comprometer significativamente o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes, independente da faixa etária. Por isso, durante o acompanhamento, é fundamental investigar esses aspectos e oferecer um cuidado integral, que contemple não apenas o controle das lesões e do prurido, mas também o impacto da doença na saúde mental."

 

A especialista destaca que reconhecer precocemente esses sintomas permite um acompanhamento mais abrangente e individualizado, contribuindo para melhorar a qualidade de vida e o controle global da doença.

 

Urticária: A doença que se manifesta com urticas e/ou angioedema. Urtica é uma reação da pele caracterizada por empolações, placas ou vergões de tom avermelhado ou rosado, em alto relevo, que coçam bastante. As lesões costumam aparecer e desaparecer em poucas horas, sem deixar alterações residuais na pele. Angioedema é um inchaço mais profundo da pele ou mucosas (lábios, pálpebras, mãos, pés, língua), que pode ocorrer junto com as urticas (empolações) ou isoladamente.

 

A urticária pode ser classificada pela duração: aguda, quando os sintomas duram até 6 semanas, e crônica, quando ultrapassam esse período.

 

Na urticária crônica, as urticas e/ou o angioedema (inchaço) podem surgir diariamente, na maior parte dos dias, ou de forma recorrente. Ela se divide em:

 

Urticária Crônica Espontânea (UCE): sem fator desencadeante identificado. 

Urticária Crônica Induzida (UCInd): com gatilhos específicos e bem definidos, como urticária ao frio (água fria, ar), calor, pressão tardia, dermografismo (atrito na pele), solar (pelos raios solares), vibratória (angioedema provocado pela vibração na pele), aquagênica (pela água em qualquer temperatura), e colinérgica (pelo aumento da temperatura corporal, como em exercícios e banhos quentes).

 



ASBAI - A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
Site: www.asbai.org.br
Facebook: https://www.facebook.com/asbai.alergia/
Instagram: https://bit.ly/ASBAI_Instagram
LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/asbai-alergia
Spotify: https://bit.ly/ASBAI_Podcast
YouTube: http://www.youtube.com/c/ASBAIAlergia
X: https://twitter.com/ASBAI_alergia


"Aprendi a respeitar o tempo da minha filha": a lição que a prematuridade ensina a um pai

Divulgação
Acervo pessoal

ONG Prematuridade.com reforça a importância de acolher emocionalmente os pais durante a internação dos bebês prematuros

 

Enquanto o nascimento de um filho costuma ser associado ao primeiro colo, milhares de pais de bebês prematuros vivem uma realidade completamente diferente. Em vez de levar o bebê para casa, eles aprendem a conviver com incubadoras, ventilação mecânica, monitores e longos dias de espera dentro da UTI Neonatal. Neste Dia dos Pais, a ONG Prematuridade.com chama a atenção para uma dimensão ainda pouco discutida da prematuridade: o impacto emocional da internação também sobre os homens, que frequentemente assumem o papel de apoiar toda a família enquanto silenciam seus próprios medos. 

Foi exatamente essa experiência que transformou a vida de Raul Araujo Nascimento, morador de Itapevi (SP) e pai de Maria Stella, hoje com 2 anos e 6 meses. Ela nasceu com apenas 30 semanas de gestação, pesando 1,160 kg, e permaneceu internada durante 54 dias na UTI Neonatal. 

O que seria apenas a reta final da gestação mudou completamente quando a companheira de Raul, Renata São Leão da Silva de Araujo, foi diagnosticada com Síndrome HELLP, uma grave complicação da gravidez que exigiu atendimento imediato. 

"Em questão de horas, nossa vida mudou completamente. Enquanto tentava compreender tudo o que estava acontecendo, eu precisava ser forte por elas. Por dentro, o medo era enorme. Foi uma das situações mais difíceis que já vivi", lembra. 

Durante toda a internação, a rotina da família passou a girar em torno da presença do casal junto à pequena Maria Stella. 

"Todos os dias eu saía de casa às seis da manhã para levar minha esposa ao hospital antes do trabalho. À noite, voltava para buscá-la e aproveitava os até o último minuto para ver minha filha. Cada dia parecia uma eternidade, mas representava mais um dia de esperança." 

Na UTI Neonatal, Raul descobriu que a palavra "progresso" ganhava um novo significado. 

"No começo, nossa realidade era a ventilação mecânica, as transfusões de sangue, os alarmes dos equipamentos e a incubadora. Depois, as vitórias passaram a ser outras: ganhar alguns gramas, respirar melhor, mamar pela primeira vez, sair da incubadora ou simplesmente receber da equipe a notícia de que ela estava evoluindo", explica. 

Mas foi somente depois dessa jornada que veio o maior aprendizado da paternidade. 

"Aprendi a respeitar o tempo da minha filha. Entendi que não fazia sentido compará-la com outras crianças. Cada conquista aconteceu quando ela estava pronta." 

Para a ONG Prematuridade.com, esse relato representa a realidade de milhares de famílias brasileiras que enfrentam a prematuridade todos os anos. Embora a mãe seja naturalmente o foco da assistência durante a gestação e o pós-parto, os pais também atravessam um processo intenso de adaptação emocional, marcado pela insegurança, pelo medo e pela responsabilidade de sustentar a família enquanto acompanham a evolução do bebê. 

"Na maioria das vezes, o pai assume a responsabilidade de sustentar emocionalmente a família e resolver todas as questões práticas, enquanto tenta lidar com os próprios medos da internação e acompanhar a evolução do bebê. Ele também precisa ser acolhido pelos serviços de saúde e pelas redes de apoio", afirma Denise Suguitani, diretora executiva da ONG. “Reconhecer o pai como parte ativa do cuidado beneficia não apenas a família, mas também o desenvolvimento do bebê no longo prazo”, diz ela. "Mesmo quando o bebê ainda está na incubadora, o pai pode participar dos cuidados, conversar com o bebê, cantar para ele, tocá-lo quando permitido, ficar na posição canguru, pele a pele, trocar fraldas, dar banho. Esse cuidado compartilhado beneficia toda a família e contribui para que ele também construa sua identidade como pai", conclui. 

Neste Dia dos Pais, a ONG Prematuridade.com reforça que a paternidade também é construída dentro da UTI Neonatal. Ela começa nos dias de espera, nas pequenas vitórias celebradas ao lado da equipe de saúde, no apoio à companheira e na compreensão de que, para um bebê prematuro, cada conquista acontece no seu próprio tempo. E que acolher esses pais também faz parte do cuidado com toda a família

  

Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com 


Apsen e Helô Pinheiro lançam movimento “Escape do Tabu” para ampliar a conscientização sobre incontinência urinária

Iniciativa busca quebrar o silêncio e o estigma em torno da condição, incentivando o diagnóstico precoce, o acesso à informação e a busca por tratamento adequado


A Apsen, indústria farmacêutica 100% brasileira, lança o movimento Escape do Tabu, uma iniciativa criada para transformar a forma como a incontinência urinária é percebida e incentivar uma conversa mais aberta sobre a condição. A ação busca combater o silêncio, a vergonha e a desinformação que ainda cercam um problema que afeta cerca de 45% das mulheres e 15% dos homens acima dos 40 anos¹, estimulando o diagnóstico precoce e a busca por tratamento adequado.

A campanha tem como embaixadora Helô Pinheiro, reconhecida por sua trajetória marcada pela autenticidade, confiança e liberdade, que se une ao movimento para incentivar uma conversa mais aberta sobre a incontinência urinária. A partir da sua própria relação com o envelhecimento ativo e a valorização da qualidade de vida, Helô reforça que cuidar da saúde urinária também faz parte de viver plenamente, com autonomia e segurança em todas as fases da vida.

“Ao longo da minha vida, aprendi que liberdade está nos pequenos momentos: caminhar, viajar, encontrar pessoas, aproveitar cada experiência. Mas sei que muitas pessoas deixam de fazer coisas que gostam por causa da incontinência urinária, muitas vezes por vergonha ou por acharem que precisam lidar com isso sozinhas. Quero ajudar a transformar essa conversa, mostrando que buscar informação e cuidado é um passo importante para recuperar a confiança e continuar vivendo plenamente”, afirma Helo Pinheiro, embaixadora do movimento Escape do Tabu.

Apesar da alta prevalência, muitas mulheres convivem durante anos com a perda urinária sem buscar atendimento médico, seja por vergonha, desconforto em abordar o tema ou falta de informação sobre as possibilidades de diagnóstico e tratamento. Como consequência, a condição pode comprometer a qualidade de vida, a saúde emocional, a autonomia e a rotina de milhões de brasileiras¹.

O movimento pretende reforçar que a incontinência urinária não deve ser normalizada ou limitar a qualidade de vida das pessoas, destacando a importância do diagnóstico e do tratamento adequado para o controle da condição.

“O Escape do Tabu nasce da compreensão de que informação de qualidade é um dos principais caminhos para transformar a realidade dos pacientes. Queremos estimular uma conversa aberta sobre a incontinência urinária, reduzir o estigma e mostrar que ninguém precisa conviver em silêncio com uma condição que possui diagnóstico e tratamento. Como companhia que atua nessa área terapêutica, entendemos que também é nossa responsabilidade mobilizar a sociedade, ampliar o acesso ao conhecimento e ajudar mais brasileiros a chegarem ao diagnóstico e ao cuidado adequado”, afirma Renata Spallicci, vice-presidente executiva da Apsen.


Incontinência urinária ainda é um desafio de saúde pública


A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária de urina e pode ocorrer em diferentes fases da vida, embora seja mais frequente com o avanço da idade. Entre os principais fatores de risco estão gestação, parto, menopausa, obesidade, doenças neurológicas, alterações prostáticas e cirurgias pélvicas.

 Apesar da elevada prevalência, o preconceito e a desinformação ainda representam barreiras importantes para o diagnóstico e o início do tratamento¹.

Além dos impactos físicos, a condição pode comprometer a autoestima, favorecer o isolamento social, reduzir a prática de atividades físicas e interferir nas relações familiares e profissionais. Especialistas reforçam que a perda urinária não deve ser considerada uma consequência inevitável do envelhecimento e que a avaliação médica é fundamental para identificar a causa do problema e definir a melhor estratégia terapêutica para cada paciente.

O cenário reforça a importância de ampliar o acesso à informação e estimular a busca por diagnóstico e tratamento. Segundo a pesquisa inédita "Escape do Tabu: retratos da Incontinência Urinária no Brasil", realizada pela Ipsos a pedido da Apsen, 87% das brasileiras com incontinência urinária nunca realizaram nenhum tipo de tratamento para a condição. O dado evidencia a urgência de ampliar a conscientização, reduzir o estigma e incentivar a procura por orientação médica diante dos primeiros sintomas.


Escape do Tabu: uma conversa aberta sobre saúde urinária, cuidado e qualidade de vida

O movimento Escape do Tabu reúne uma série de iniciativas voltadas à conscientização sobre a incontinência urinária, com conteúdos educativos e ações de comunicação nas plataformas e redes sociais da Apsen.

Ao longo da campanha, Helô Pinheiro participa de conteúdos que incentivam uma conversa mais aberta sobre o tema, reforçando que buscar informação, diagnóstico e tratamento também faz parte de um envelhecimento ativo, saudável e com mais qualidade de vida.Com o Escape do Tabu, a Apsen reforça seu compromisso de ampliar o conhecimento sobre a incontinência urinária e contribuir para que mais pessoas tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado. 

Saiba mais sobre a campanha em www.escapedotabu.com.br.

 

 



Sobre a Apsen

Uma empresa familiar, originada do sonho do Dr. Mario Spallicci e sua esposa Dona Irene Spallicci, que começou como um pequeno laboratório no bairro de Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, e hoje, sob gestão de Renato Spallicci e sua filha Renata Spallicci, configura entre as dez maiores indústrias farmacêuticas nacionais do País em prescrição. Assim nasceu a Apsen, companhia que há mais de 50 anos é inspirada pela saúde e trabalha com foco em inovação e produtos que possam proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas. 
Presente em 12 áreas terapêuticas (neurologia, psiquiatria, otorrinolaringologia, urologia, ginecologia, reumatologia, ortopedia, gastroenterologia, geriatria, endocrinologia, angiologia e suplementos alimentares), a Apsen vem ampliando seu portfólio de moléculas inovadoras em vários segmentos. Além disso, a companhia valoriza a responsabilidade social e acredita que seu propósito de cuidar das pessoas abrange também iniciativas que contribuam para uma sociedade mais justa e igualitária.
Mais informações: Link

Referências:

1. Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Incontinência urinária. Disponível em: Link. Acesso em julho de 2026.

2. IPSOS. Escape do Tabu: retratos da Incontinência Urinária no Brasil. São Paulo: Ipsos, 2026. Pesquisa realizada para a Apsen Farmacêutica.

3. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Spasmex® (cloreto de tróspio) – novo registro. Disponível em: Link. Acesso em julho de 2026.

4. Apsen Farmacêutica. Bula profissional – Spasmex® (cloreto de tróspio). Disponível em: Link. Acesso em julho de 2026.


Casos de sarampo em SP reforçam alerta para vacinação; especialista explica quem deve se imunizar

Freepik
São Bernardo do Campo e Guarulhos fazem parte da estratégia de vacinação ampliada após confirmação de casos da doença

 

A confirmação de casos de sarampo em São Bernardo do Campo e Guarulhos colocou os dois municípios entre as cidades paulistas que passaram a adotar uma estratégia ampliada de vacinação contra a doença. O cenário, aliado ao aumento de registros no estado, reforça o alerta das autoridades de saúde sobre a importância da imunização para conter a circulação do vírus e proteger a população, especialmente crianças e pessoas sem esquema vacinal completo. 

Até o momento, São Paulo contabiliza 16 casos confirmados de sarampo em 2026. Diante da situação, o Ministério da Saúde ampliou temporariamente a recomendação da vacina para pessoas de 6 meses a 59 anos residentes em São Bernardo do Campo, Guarulhos e na capital paulista, como medida para interromper a transmissão da doença. 

O sarampo é uma doença infecciosa, aguda e altamente contagiosa, transmitida por pequenas partículas respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar e que ficam suspensas no ar. Apesar de ser prevenível por vacina, pode provocar complicações graves, como pneumonia, encefalite e até levar à morte, principalmente entre crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade. 

Segundo o professor do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, Vagner Mendes, o avanço dos casos reforça a necessidade de verificar a situação vacinal de toda a família. 

"O sarampo é uma doença totalmente prevenível por meio da vacinação. Quando a cobertura vacinal diminui, o vírus encontra pessoas suscetíveis e volta a circular. Por isso, esse momento exige atenção, principalmente de quem não sabe se completou o esquema vacinal ou deixou de receber alguma dose", explica. 

O especialista destaca que a vacinação faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e continua sendo a medida mais eficaz para prevenir surtos. 

"As crianças devem receber a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e o reforço aos 15 meses. Já adolescentes e adultos que não possuem comprovação vacinal ou não completaram o esquema devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação. Muitas pessoas acreditam que apenas as crianças precisam se preocupar com o sarampo, mas adultos também podem adoecer e transmitir a doença." 

O professor também ressalta que a estratégia adotada pelo Ministério da Saúde demonstra a preocupação em interromper rapidamente a transmissão. "A ampliação temporária da vacinação nos municípios com casos confirmados é uma medida importante para aumentar a proteção coletiva. Quanto maior a cobertura vacinal, menor a possibilidade de o vírus continuar circulando."

 

Sintomas exigem atenção

Os primeiros sinais do sarampo costumam ser febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo. A transmissão pode ocorrer antes mesmo do aparecimento das manchas na pele, o que favorece a disseminação da doença. 

Ao apresentar sintomas compatíveis, a orientação é evitar contato com outras pessoas e procurar atendimento médico o quanto antes, informando o histórico vacinal e possíveis contatos com casos suspeitos ou confirmados.   



Anhanguera
Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site.

 

Fator masculino está presente em mais da metade dos casos de infertilidade, mas homem ainda entra tarde na investigação

Avaliação dos dois parceiros desde o início pode reduzir o tempo até o diagnóstico; especialista explica quando exames genéticos podem ajudar a identificar as causas
 

Quando um casal encontra dificuldades para engravidar, a investigação ainda costuma se concentrar inicialmente na mulher. No entanto, o fator masculino está presente em mais da metade dos casos de infertilidade, quando consideradas tanto as causas exclusivamente relacionadas ao homem quanto aquelas associadas a fatores femininos. 

A demora para incluir o parceiro na avaliação pode prolongar o caminho até o diagnóstico e submeter a mulher a diferentes consultas e exames antes que a saúde reprodutiva masculina seja analisada. A recomendação é que os dois parceiros sejam avaliados de forma simultânea desde o início da investigação.
 

“Ainda existe a percepção de que a investigação deve começar pela mulher, mas a infertilidade precisa ser analisada sob a perspectiva do casal. Quando o homem é avaliado apenas depois de meses de tentativas ou após a exclusão de outras hipóteses, o processo pode se tornar mais longo do que o necessário”, explica o Dr. Guilherme Lugo, diretor médico da Bioma Genetics.

 

Uma em cada seis pessoas enfrentará infertilidade

A infertilidade é mais comum do que muitas pessoas imaginam. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de uma em cada seis pessoas enfrentará essa condição ao longo da vida

No Brasil, aproximadamente 17% dos casais em idade reprodutiva têm dificuldade para conceber, de acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH). Em cerca de 20% dos casos, a causa está exclusivamente relacionada ao homem. Quando também são consideradas as situações em que fatores masculinos e femininos estão associados, a participação do homem supera 50%. 

Apesar desses números, a dificuldade para engravidar ainda é frequentemente associada à mulher. A falta de informação e o receio de que a infertilidade seja interpretada como sinal de perda de masculinidade podem fazer com que alguns homens adiem a procura por atendimento. 

Segundo a SBRH, a busca por atendimento especializado é recomendada após 12 meses de tentativas sem sucesso. Quando a mulher tem 35 anos ou mais, esse prazo é reduzido para seis meses. A avaliação simultânea dos parceiros favorece a identificação precoce dos fatores relacionados à dificuldade para conceber e evita que o processo se concentre em apenas uma das partes. 

As causas da infertilidade masculina são variadas e podem estar relacionadas a alterações na produção ou na qualidade dos espermatozoides, desequilíbrios hormonais, condições anatômicas, doenças anteriores, infecções, hábitos de vida e fatores genéticos. Por esse motivo, a análise pode envolver diferentes exames e informações clínicas, de acordo com as características e o histórico de cada paciente. 

Nos últimos anos, os avanços da medicina reprodutiva ampliaram os recursos disponíveis para esclarecer situações que antes permaneciam sem uma causa definida. Entre essas ferramentas estão os testes genéticos, indicados em circunstâncias específicas para complementar os achados clínicos e fornecer informações que apoiem a decisão médica. 

“Os exames genéticos não são necessários para todos os pacientes, mas podem oferecer um suporte importante em determinadas situações. Eles complementam a avaliação clínica e ajudam a esclarecer causas que nem sempre são identificadas pelos métodos convencionais”, afirma Lugo. 

Esses testes podem ser recomendados diante da suspeita de alterações hereditárias ou quando os exames iniciais não explicam a dificuldade para engravidar. Tanto a indicação quanto a interpretação dos resultados devem ser conduzidas pelo médico responsável, considerando o histórico e as particularidades de cada paciente. 

Com o avanço da medicina reprodutiva, especialistas reforçam que ampliar a atenção à infertilidade masculina é tão importante quanto incorporar novas tecnologias ao diagnóstico. Avaliar os dois parceiros desde o início proporciona uma compreensão mais completa do caso, reduz o tempo até a identificação das possíveis causas e contribui para decisões mais ágeis e individualizadas.

 

Bioma Genetics

 

GSH Banco de Sangue de São Paulo reforça apelo por doações e homenageia pais que ajudam a salvar vidas

 


Com os estoques de sangue abaixo do nível ideal, o GSH Banco de Sangue de São Paulo reforça o chamado para que a população doe sangue nos próximos dias. Todos os tipos sanguíneos são necessários neste momento, com atenção especial para o O negativo. A instituição destaca que a mobilização imediata dos doadores é essencial para garantir o atendimento de pacientes que dependem diariamente de transfusões.

"Precisamos que os doadores habituais retornem e que novas pessoas se sensibilizem com essa causa. Cada bolsa de sangue faz diferença e contribui diretamente para que os hospitais mantenham seus atendimentos com segurança. Todos os tipos sanguíneos são importantes, especialmente o O negativo, que costuma ser muito utilizado em emergências", enfatiza Janaína Ferreira, líder de captação do GSH Banco de Sangue.


Homenagem aos pais doadores

Neste ano, a campanha de Dia dos Pais traz o mote "Pai: presença que transforma. Presença de quem doa é vida que continua. Duas formas de transformar o mundo", ressaltando, com mensagens nas redes sociais, que o cuidado e a presença também se manifestam por intermédio da solidariedade.

Como forma de reconhecer aqueles que transformam vidas por meio da doação de sangue, nos dias 8 e 9 de agosto, os pais que comparecerem ao banco de sangue para doar receberão um mimo preparado com carinho pela equipe da instituição. A ação integra a campanha de Dia dos Pais e simboliza o agradecimento a essas pessoas que exercem o cuidado dentro e fora de casa, ajudando a oferecer uma nova oportunidade a quem precisa.


As doações podem ser feitas nos seguintes endereços:

  • Unidade Paraíso: Rua Tomás Carvalhal, 711, bairro Paraíso – atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados;
  • Unidade Bela Vista | Hospital BP, Rua Maestro Cardim 769, Bela Vista (Portaria 2) – atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados;

Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Neste Dia dos Pais, o convite é para celebrar a presença que acolhe, protege e transforma. Afinal, quem doa sangue também deixa um legado de cuidado e ajuda a manter muitas histórias em continuidade.


7/8, Dia Nacional do Documentário Brasileiro: veja lista de obras que podem ajudar no Enem e vestibulares

Magnific

Educadores explicam como produções ampliam o repertório sociocultural, 
além de abordarem temas frequentemente discutidos nas provas e redações


Celebrado em 7 de agosto, o Dia Nacional do Documentário Brasileiro homenageia o nascimento do cineasta baiano Olney São Paulo (1936–1978), um dos pioneiros na área e importante defensor do gênero no País. Ao reunir memória, investigação, arte, política, história, comportamento e questões sociais, os documentários oferecem um repertório crítico valioso para quem está se preparando para o Enem e para vestibulares. 

Diferentemente das obras de ficção, o documentário parte de acontecimentos reais, registros históricos, entrevistas, imagens de arquivo e observação da realidade para construir narrativas que convidam à reflexão crítica. "O documentário amplia nossa capacidade de observar o mundo de forma mais consciente. Ele apresenta fatos, mas também provoca questionamentos sobre diferentes versões da história, interesses envolvidos e impactos sociais. Esse exercício de análise crítica é extremamente importante para estudantes que enfrentarão provas baseadas em interpretação e contextualização", afirma Letícia Cabral, professora de cinema do colégio Progresso Bilíngue de Indaiatuba (SP).
 

Outro diferencial dessas produções é a possibilidade de integrar diferentes áreas do conhecimento em uma única narrativa. Questões ambientais, conflitos políticos, direitos humanos, saúde pública, cultura, economia e comportamento aparecem frequentemente associados, favorecendo uma compreensão mais ampla da realidade. "O documentário rompe a fragmentação das disciplinas. Ao assistir a uma única obra, o estudante consegue mobilizar conhecimentos de História, Geografia, Sociologia, Filosofia, Ciências e Linguagens simultaneamente, exatamente como acontece nas avaliações atuais, que exigem uma leitura interdisciplinar dos problemas", destaca coordenador pedagógico do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP), Henrique Barreto Andrade Dias. 

Além de abordar conteúdos importantes da sociedade contemporânea, os documentários contribuem para ampliar o repertório cultural, inclusive os exigidos pelos variados processos seletivos. “O Enem e muitos vestibulares valorizam a capacidade de relacionar conhecimentos, interpretar fenômenos sociais e articular referências diversas. Os documentários oferecem exatamente esse material, porque apresentam recortes do País a partir de suas desigualdades, disputas, identidades e transformações”, diz a professora de Língua Portuguesa da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), Janaína Arruda. 

Os documentários também podem ser importantes aliados enriquecendo significativamente as produções textuais e redações. Por retratarem situações reais e abordarem diferentes perspectivas sobre sociais, essas obras ajudam os estudantes a construir um repertório sociocultural diversificado. “Quando citados de maneira pertinente, funcionam como exemplos concretos que conferem maior profundidade à argumentação e evidenciam a capacidade do candidato de relacionar diferentes conhecimentos para defender seu ponto de vista”, diz Thiago Silverio Barbosa, professor de Língua Portuguesa da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri (SP). 

A seguir, os educadores da Aubrick, BIS, EIA e Progresso selecionam documentários brasileiros que podem contribuir para a preparação de estudantes para o Enem e vestibulares.
 

1. À Queima-Roupa (2014), de Theresa Jessouroun: partindo da Chacina de Vigário Geral de 1993, o documentário investiga a violência e a corrupção policial praticadas no Rio de Janeiro nos últimos 20 anos. Uma dura apresentação dos fatos brutais mais marcantes por meio de entrevistas com vítimas e familiares, imagens de arquivo e cenas ficcionais reconstruindo a memória dos sobreviventes.
 

2. Aruanda (1960), de Linduarte Noronha: a história de um quilombo formado em meados do século XIX, por escravos libertos no sertão da Paraíba. O filme, da mesma época da inauguração de Brasília, mostra uma pequena população, isolada das instituições do país, presa a um ciclo econômico trágico e sem perspectivas, variando do plantio de algodão à cerâmica primitiva. O curta é considerado um dos precursores do movimento cinematográfico brasileiro Cinema Novo.
 

3. Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho: reconhecido como um dos maiores documentários brasileiros de todos os tempos, acompanha a história do líder camponês João Pedro Teixeira e de sua família, interrompida pelo golpe militar de 1964 e retomada quase vinte anos depois. A obra tornou-se referência internacional por misturar diferentes momentos históricos e linguagens cinematográficas, sendo fundamental para compreender temas como ditadura militar, reforma agrária, memória e direitos humanos.
 

4. Di (1977), de Glauber Rocha: curta-metragem realizado durante o velório do pintor Emiliano Di Cavalcanti, mistura registros documentais e experimentação estética para refletir sobre arte, memória e cultura brasileira. Durante muitos anos a exibição da obra permaneceu proibida por decisão judicial movida pela família do artista, tornando-se também um símbolo dos debates sobre liberdade artística e preservação do patrimônio cultural.
 

5. Edifício Master (2002), de Eduardo Coutinho: filmado em um edifício de Copacabana com mais de 270 apartamentos, reúne relatos de dezenas de moradores sobre suas histórias de vida, sonhos, dificuldades e relações humanas. Considerado um dos trabalhos mais emblemáticos do cineasta, demonstra como experiências individuais ajudam a compreender questões sociais mais amplas, como solidão, urbanização, envelhecimento e diversidade cultural.
 

6. Emicida: AmarElo – É Tudo Pra Ontem (2020), de Fred Ouro Preto: misturando documentário e registro do show realizado no Theatro Municipal de São Paulo, a obra revisita a história da cultura negra brasileira por meio da música, da literatura e dos movimentos sociais. Com participações de intelectuais, artistas e lideranças negras, o filme promove reflexões sobre racismo, identidade, cidadania e patrimônio cultural, temas recorrentes no Enem e nos vestibulares.
 

7. Estamira (2004), de Marcos Prado: o documentário acompanha a rotina de Estamira, mulher que vive e trabalha no aterro sanitário de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro. A partir de seus relatos, a obra discute exclusão social, saúde mental, pobreza e dignidade humana. Premiado em diversos festivais nacionais e internacionais, tornou-se uma referência do documentário brasileiro contemporâneo e contribui para debates sobre direitos humanos e políticas públicas.
 

8. Guerras do Brasil.doc (2018), de Luiz Bolognesi: dividida em cinco episódios, a série documental revisita os principais conflitos armados da história do Brasil, desde o período colonial até a atualidade. Com depoimentos de historiadores e especialistas, analisa como guerras, revoltas e disputas territoriais moldaram a formação do país.
 

9. Holocausto Brasileiro (2016), de Daniela Arbex: baseado no livro homônimo da jornalista, o documentário revela as graves violações de direitos humanos ocorridas no Hospital Colônia de Barbacena (MG), onde mais de 60 mil pessoas morreram ao longo do século XX em condições desumanas.
 

10. Ilha das Flores (1989), de Jorge Furtado: ficção e realidade esmiúçam, de maneira ácida, a sociedade de consumo. Considerado um dos curtas-metragens brasileiros mais importantes e inovadores da história, acompanha o percurso de um tomate até um lixão, revelando o drama de moradores que procuram alimento no lixo.
 

11. Jango (1984), de Silvio Tendler: o documentário reconstrói a trajetória política do presidente João Goulart, desde sua ascensão ao poder até o golpe militar de 1964 e o período de exílio. Utilizando imagens de arquivo e entrevistas, tornou-se uma das principais referências audiovisuais sobre a ditadura militar brasileira.
 

12. Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho: mulheres atendem a um anúncio de jornal para contar a história de suas vidas. Misturando depoimentos reais e interpretações de atrizes como Fernanda Torres, Marília Pêra e Andréa Beltrão, o documentário desafia o espectador a refletir sobre os limites entre realidade e ficção.
 

13. Lixo Extraordinário (2010), de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley: indicado ao Oscar de Melhor Documentário, acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz com catadores de materiais recicláveis do aterro sanitário de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro. Ele cria retratos grandiosos dos catadores de materiais recicláveis usando o próprio lixo, evidenciando como a arte pode transformar vidas.
 

14. Martírio (2016), de Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tita: resultado de mais de três décadas de registros, a obra é uma análise da violência sofrida pelos Guarani Kaiowá, uma das maiores populações indígenas do Brasil, entrando em conflito com as forças de repressão de latifundiários, pecuaristas e fazendeiros.
 

15. Muito Além do Peso (2012), de Estela Renner: o documentário investiga a obesidade infantil principalmente no território nacional, mas também nos outros países no mundo, entrevistando pais, representantes das escolas, membros do governo e responsáveis pela publicidade de alimentos. Um retrato fiel e panorâmico da obesidade, a maior epidemia infantil da história.
 

16. Notícias de uma Guerra Particular (1999), de João Moreira Salles e Kátia Lund: o filme reúne entrevistas com personagens do tráfico e contrapõe criminosos, policiais e moradores do Morro Dona Marta, debatendo diferentes formas de lidar com a violência, analisando a complexidade da violência urbana no Rio de Janeiro e os impactos da chamada "guerra às drogas".
 

17. O Dia que Durou 21 Anos (2013), de Camilo Tavares: baseado em documentos oficiais e arquivos secretos dos Estados Unidos, o documentário revela a participação do governo norte-americano na articulação do golpe militar de 1964 no Brasil.
 

18. O Sal da Terra (2014), de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado: indicado ao Oscar de Melhor Documentário, acompanha a trajetória do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, conhecido mundialmente por registrar conflitos, migrações, povos tradicionais e paisagens naturais em diferentes continentes.
 

19. Ônibus 174 (2002), de José Padilha: o filme retrata um dos episódios mais marcantes da violência urbana brasileira: o sequestro do ônibus da linha 174, transmitido ao vivo pela televisão, que culminou nas mortes de uma refém e do sequestrador. O documentário investiga a trajetória de Sandro Barbosa do Nascimento e discute as raízes da violência urbana, da exclusão social e das falhas das políticas públicas.
 

20. Os Doces Bárbaros (1976), de Jom Tob Azulay: um registro da comemoração de anos de carreira dos cantores baianos Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa, que formavam o grupo intitulado "Doces Bárbaros". Além dos bastidores dos shows, registra um momento marcante da música popular brasileira durante a ditadura militar.
 

21. Santiago (2007), de João Moreira Salles: em 1992 o diretor planejou o documentário "Santiago", baseado na vida do mordomo da casa de sua família, mas o longa-metragem não foi finalizado. Em 2005, o diretor voltou a trabalhar sobre as cenas gravadas, encontrando outro foco no material rodado. A obra tornou-se uma das principais referências do documentário contemporâneo brasileiro.
 

22. Serras da Desordem (2006), de Andrea Tonacci: misturando documentário e ficção, o filme narra a trajetória do indígena Carapiru, que escapa de um ataque surpresa de fazendeiros. Durante dez anos, anda sozinho pelas serras do Brasil central, até ser capturado, a 2 mil quilômetros de seu ponto de partida. Ele vira manchete nacional e centro de uma polêmica entre antropólogos e linguistas quanto a sua origem e identidade.
 

23. Sob a Pata do Boi (2018), de Marcio Isensee e Sá: com depoimentos de pesquisadores, produtores rurais e representantes da sociedade civil, o documentário investiga a expansão da pecuária na Amazônia e seus impactos sobre o desmatamento, os conflitos fundiários e as mudanças climáticas.
 

24. Uma Noite em 67 (2010), de Ricardo Calil e Renato Terra: com imagens de arquivo e entrevistas inéditas, a obra revisita a histórica final do III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em 1967, quando artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Edu Lobo e Elis Regina protagonizaram um dos momentos mais emblemáticos da cultura brasileira.
 


 



Henrique Barreto Andrade Dias - licenciado em Geografia e Sociologia, possui especialização em projetos para o terceiro setor e pós-graduação em Psicologia Positiva, Neurociência, Mindfulness, Neuropsicopedagogia e Neurociência Aplicada à Aprendizagem. Atua na área da Educação há 18 anos e atualmente é coordenador pedagógico do currículo brasileiro do Brazilian International School.


Janaina Arruda da Silva - formada em Bacharelado e Licenciatura em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), com Mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É professora de Língua Portuguesa, Literatura e Redação, com experiência na Educação Básica e no Ensino Superior na Escola Bilíngue Aubrick.


Letícia Cabral - professora de Artes, Fotografia e Cinema nos Colégios Progresso Bilíngue. Formada em Comunicação Social – Midialogia pela Unicamp, também leciona Educação Midiática. Com especialização em Arte-Educação, alia fundamentação teórica a práticas criativas ao longo de 13 anos de atuação.


Thiago Silvério Barbosa - doutorando e mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), onde atuou como bolsista CAPES, e graduado em Letras pela mesma instituição. Com 16 anos de experiência docente, atualmente leciona Língua Portuguesa e Convivência Ética na Escola Internacional de Alphaville. Sua trajetória é marcada pela versatilidade pedagógica, incluindo passagens por cursos pré-vestibulares e preparatórios para o Enem. No campo da pesquisa, integra o grupo "Psicanálise e Teoria Crítica: Teorias da Subjetivação" (CEBRAP/Núcleo Direito e Democracia). Complementando sua formação interdisciplinar, possui especialização em Psicanálise e Análise do Cotidiano pela PUC-SP, além de formação clínica em Psicanálise.


International Schools Partnership - ISP



Vai viajar sozinho? 7 dicas para não errar na hora do planejamento

Magnific
Entenda como um planejamento estratégico pode tornar a experiência mais segura, econômica e proveitosa para quem decide embarcar em uma aventura solo


Viajar sozinho passou a ser uma escolha cada vez mais comum entre homens e mulheres que buscam autonomia, flexibilidade e experiências personalizadas. Sem depender da agenda de amigos ou familiares, muitos viajantes aproveitam a oportunidade para conhecer novos destinos no próprio ritmo. No entanto, a liberdade também exige mais planejamento, principalmente quando se trata de orçamento, segurança e organização do roteiro.

Para Marco Lisboa, CEO e fundador da 3,2,1 GO!, rede de franquias especializada em experiências de viagens personalizadas para destinos nacionais e internacionais, quem viaja sozinho precisa compensar a ausência de um grupo com uma preparação mais estratégica.

"Viajar sozinho proporciona uma sensação única de liberdade, mas também exige que o viajante assuma todas as decisões. Um bom planejamento reduz imprevistos, ajuda a controlar os gastos e permite aproveitar muito mais a experiência sem preocupações desnecessárias", afirma.

Para fazer com que essa experiência seja a melhor possível, o especialista separou sete dicas essenciais para evitar perrengues e ter uma viagem tranquila e segura:


Defina um orçamento pensando em imprevistos

Além dos custos com hospedagem, alimentação e transporte, reserve uma quantia para emergências. Gastos inesperados fazem parte de qualquer viagem e, quando se está sozinho, é importante ter uma reserva financeira disponível.

"O erro mais comum é calcular apenas o básico. Sempre recomendo incluir uma margem de segurança, porque imprevistos acontecem e isso evita decisões precipitadas. Sem falar que ter autonomia financeira para resolver problemas, permite que você tenha tranquilidade em dar continuidade nas programações", explica Marco Lisboa.


Considere ter um agente de viagem 

Planejar uma viagem sozinho não significa precisar fazer tudo por conta própria. Contar com um agente de viagem, principalmente para destinos internacionais, pode evitar erros na escolha de voos, hospedagens, seguros e passeios, além de oferecer suporte caso ocorram imprevistos durante o roteiro.

"Muita gente acredita que contratar um agente de viagens encarece a experiência, mas, na prática, acontece justamente o contrário. O profissional ajuda a montar um roteiro alinhado ao perfil do viajante, identifica oportunidades de economia e, principalmente, oferece suporte quando algo foge do planejado. Para quem viaja sozinho, ter esse respaldo faz toda a diferença, porque não há outra pessoa para dividir a responsabilidade ou resolver um problema no destino", afirma o CEO da 3,2,1 GO!.


Escolha hospedagens bem localizadas

Nem sempre a opção mais barata representa o melhor custo-benefício. Hospedar-se próximo às principais atrações ou ao transporte público reduz deslocamentos, economiza tempo e aumenta a sensação de segurança.


Compartilhe seu roteiro 

Antes de embarcar, envie informações sobre voos, hospedagem, endereços e programações para familiares ou amigos de sua confiança. Também vale compartilhar a localização em tempo real quando possível e procurar o contato do consulado do país que você vai estar. 

"Esse é um hábito simples que faz toda a diferença. Em uma emergência, alguém saberá exatamente onde você está e como buscar ajuda", destaca.


Pesquise a região 

Conhecer previamente os meios de transporte, bairros, horários de funcionamento e costumes locais ajuda a evitar situações desconfortáveis e facilita a adaptação ao destino. Antes de chegar, busque também por pontos de referência próximo ao local da hospedagem para se ambientar de forma mais rápida.


Seguro viagem e chip de internet

Comunicação e respaldo de saúde são fundamentais para qualquer viagem, principalmente quando se está sozinho. Mesmo em destinos onde o seguro não é obrigatório, ele pode evitar prejuízos elevados com despesas médicas, extravio de bagagem ou cancelamentos. 

Já o chip de internet, existem muitas empresas especializadas nisso, mas também a sua própria operadora de celular do Brasil também oferece pacotes com roaming de dados. O ideal é que você contrate um pacote para todos os dias e já saia do Brasil com isso resolvido. 

"Muitas pessoas enxergam o seguro e o chip como um gasto extra, mas ele representa tranquilidade. Em uma viagem internacional, uma única consulta médica pode custar muito mais do que toda a apólice. Já um chip de internet, permite que você tenha acesso aos bancos, redes sociais, tradutor e te mantenha em contato com amigos e familiriares", afirma.


Deixe espaço para mudanças no roteiro

Ter um planejamento é importante, mas uma agenda excessivamente rígida pode impedir que o viajante aproveite oportunidades inesperadas, como passeios, eventos ou indicações de moradores locais.

"Planejamento não significa engessar a viagem. O roteiro serve como guia, mas as melhores experiências costumam surgir quando existe espaço para adaptar os planos de acordo com o destino", conclui o especialista.

 

A nova era da energia exige pluralidade e liderança feminina


A transição energética e a aceleração da eletrificação global estão transformando a forma como governos, indústrias e empresas pensam seus negócios. Em um cenário marcado pela busca por mais sustentabilidade, eficiência e inovação, a capacidade de adaptação se tornou um dos principais diferenciais competitivos.

Mas essa transformação não depende apenas de novas tecnologias, equipamentos ou investimentos. Ela passa, sobretudo, pelas pessoas que constroem e lideram esse movimento. Para que o setor de infraestrutura e energia avance de forma consistente, é fundamental ampliar a diversidade de talentos e criar ambientes capazes de incorporar diferentes perspectivas, experiências e formas de pensar.

Nesse contexto, a presença feminina deixa de ser apenas uma pauta de inclusão e passa a ser uma questão estratégica para o futuro do setor. Equipes mais diversas contribuem para ampliar a capacidade de inovação, melhorar processos de decisão e responder aos desafios cada vez mais complexos da indústria.


O panorama atual e o valor da diversidade

Apesar dos avanços, os dados mostram que ainda há um longo caminho para alcançar maior equidade de gênero no setor de energia. Segundo levantamento da Agência Internacional de Energia (IEA), as mulheres representam cerca de 39,5% da força de trabalho global, mas ocupam apenas 16% dos postos no setor elétrico. A diferença é ainda mais significativa quando observamos os cargos de liderança: no Brasil, elas representam cerca de 20% da força de trabalho do setor elétrico, mas ocupam apenas 5,55% das posições de alta liderança, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Essa diferença também representa uma oportunidade para as empresas. Estudos consolidados de consultorias globais, como a McKinsey & Company, demonstram de forma recorrente que empresas que possuem maior diversidade de gênero em suas equipes têm cerca de 25% mais chances de alcançar rentabilidade acima da média de seu mercado. Além disso, ambientes diversos favorecem a troca de ideias, reduzem pontos cegos nas decisões e fortalecem a inovação.
 

Superando barreiras estruturais

A construção de um setor mais inclusivo envolve desafios históricos. Áreas ligadas à engenharia, infraestrutura e energia ainda possuem uma predominância masculina, cenário que pode criar barreiras para a entrada e o desenvolvimento de mulheres ao longo da carreira.

A mudança desse cenário exige iniciativas concretas por parte das empresas. Mais do que ampliar a contratação de mulheres, é necessário criar condições para que elas possam crescer e ocupar posições estratégicas. Isso passa por programas de mentoria e desenvolvimento profissional, processos de promoção mais transparentes, incentivo à formação em áreas técnicas e lideranças comprometidas com uma cultura organizacional mais inclusiva.
 

O caminho para o amanhã

O futuro do setor de energia será construído pela combinação entre tecnologia, conhecimento técnico e pessoas preparadas para lidar com novos desafios. Incorporar diferentes perspectivas não é apenas uma questão de representatividade, mas uma forma de fortalecer a capacidade das organizações de inovar e evoluir.
Na Tecnogera, empresa brasileira especializada no fornecimento de soluções de energia temporária e equipamentos para trabalho em altura, essa visão faz parte de um movimento contínuo de desenvolvimento organizacional. Atualmente, dos mais de 800 colaboradores da companhia, 30,5% são mulheres, que já ocupam posições estratégicas de liderança, representando 13,2% dos cargos de gestão.

Ampliar o protagonismo feminino no setor de energia é um passo essencial para construir empresas mais preparadas, inovadoras e conectadas aos desafios das próximas décadas.
 

Maysa Calmona - Gerente de Comunicação e Marketing da Tecnogera.


Posts mais acessados