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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Desequilíbrio fiscal do governo faz Banco Central de refém, frente à Selic com margem cada vez mais limitada, diz FecomercioSP

Comitê volta a se reunir nesta semana para discutir a taxa básica de juros; parte do mercado espera um novo corte, de 0,25 p.p., enquanto outra acredita que ciclo terá uma pausa

 

O mercado está dividido. Parte dele acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), fará um novo corte na taxa básica de juros do País, a Selic, na reunião que começa nesta terça-feira (16). A projeção é para uma redução de 0,25 ponto porcentual (p.p.), o que a levaria para 14,25% ao ano (a.a.). Mas há outra parte que — diante dos dados da inflação, das incertezas globais e, até mesmo, da sinalização do acordo entre Estados Unidos e Irã — espera uma pausa no ciclo de cortes. 

Com os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, divulgados na última sexta-feira (12), a inflação já está em 4,72% no acumulado em 12 meses, acima do teto de 4,5%. 

No entanto, de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), esse debate está viciado. Para além dos ciclos de cortes ou altas da Selic, é fundamental enfatizar uma conjuntura marcada pelo desequilíbrio fiscal. O BC e o comitê não têm margem de atuação e, no limite, reagem às necessidades conjunturais. O órgão é refém dos gastos explosivos do governo. 

A discussão se trata, na verdade, de orçamento, e não da Selic. Os dados corroboram essa análise: a dívida pública é, hoje, de 80% do Produto Interno Bruto (PIB), com uma projeção de chegar a 83,6% ainda neste ano, segundo o Tesouro Nacional. O Instituto Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal, calcula que essa dívida chegará a 117,7% do PIB em 2035, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) já coloca o Brasil entre as economias emergentes mais arriscadas do mundo. 

Vale lembrar que, em 2025, foi a primeira vez que o governo brasileiro precisou pagar R$ 1 trilhão só em juros da dívida pública. Isso representa o dobro de todo o orçamento da Saúde e da Educação somado. 

Os dados da inflação não arrefecem, a partir daí, porque, com mais recursos na economia, a demanda agregada permanente estimulada, e os juros surgem mais para dar conta dessa dinâmica do que para regular o mercado. A FecomercioSP calcula que, para cada p.p. da Selic, a dívida bruta “ganha” R$ 55,9 bilhões. 

E, claro, essa estrutura atinge as famílias em cheio. Um terço do orçamento delas (29,3%) está comprometido com dívidas e a inadimplência segue em patamares elevados historicamente. Isso se vê até de forma mais clara nos Serviços, que corresponde a 60% do IPCA. Se o governo injeta dinheiro na economia via gastos, o setor é o primeiro a inflar. A Selic tenta conter a pressão dos preços — e até atinge bens manufaturados e a comida —, mas tem poder reduzido sobre os Serviços.  

O que fazer? Para a Federação, é urgente realizar um ajuste fiscal, de fato. A contenção estrutural dos gastos, reformando despesas obrigatórias, é o caminho mais “custoso”, do ponto de vista político, mas o ideal para recolocar o País em uma rota saudável. A longo prazo, permitirá a retomada do investimento e, então, um crescimento mais sustentável. Enquanto isso não for feito, o BC só terá o papel de reagir, como consegue, manejando os ciclos dos (altos) juros. 

 

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Violência contra idosos: negligência com informações de saúde também gera risco

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Com menos filhos, famílias espalhadas pelo mundo e uma população cada vez mais idosa, Brasil entra na era do cuidado, e a tecnologia pode auxiliar

 

Há uma cena que se repete em milhões de famílias brasileiras. Em casa, alguém procura um exame antigo no fundo de uma gaveta enquanto tenta lembrar qual médico receitou determinado medicamento. Da rua, um filho liga apressado para saber como foi a consulta da mãe idosa, enquanto o cuidador tenta reconstruir informações espalhadas entre papéis e mensagens de WhatsApp. O cenário do envelhecimento no Brasil começa exatamente aí, na dificuldade de organizar o cuidado. Nesse ponto, novas tecnologias, como a MYME, fundada em 2025, podem ajudar. 

O país está envelhecendo em uma velocidade histórica. Só entre 2016 e 2019, o número de familiares dedicados ao cuidado de pessoas com 60 anos ou mais saltou de 3,7 milhões para 5,1 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Censo 2022 identificou um crescimento de 57,4% no número de pessoas idosas ao longo de 12 anos, e as projeções indicam que essa transformação demográfica está apenas começando. O país tem aproximadamente 214 milhões de habitantes em 2026, com expectativa média de vida de 77 anos. Já em 2070, a população deve cair para cerca de 199 milhões de pessoas, mesmo com a taxa de mortalidade infantil caindo de 11,8% para 5,8%, enquanto a expectativa média de vida saltará para 83,9 anos. Traduzindo esses números: haverá menos jovens, menos pessoas economicamente ativas e muito mais idosos vivendo por mais tempo. 

Isso mostra como a lógica social está mudando. As famílias estão menores, há mais pessoas sem filhos e o mercado de trabalho permite (às vezes, exige) mobilidade. Profissionais trocam de cidade, estado e até país com mais frequência do que suas gerações anteriores. Pais envelhecem enquanto filhos vivem a milhares de quilômetros de distância. Ao mesmo tempo, de acordo com o IBGE, as principais atividades requeridas pelos idosos são monitorar ou fazer companhia dentro do domicílio (83,4%), auxiliar nos cuidados pessoais (74,1%) e acompanhar consultas médicas, exames e atividades sociais, culturais e religiosas (61,1%). Ou seja, tudo que demanda presença e tempo. 

Essa tendência já chamou a atenção do mercado de saúde e do cuidado. É o caso da MYME, plataforma gratuita que centraliza o histórico médico de usuários e seus dependentes, e qualquer informação do histórico pode ser enviada a terceiros, via link, quando necessário. “O cuidado com o idoso não acontece só na emergência. Acontece todos os dias, na rotina. Quando o histórico médico está organizado e atualizado, o acompanhamento fica mais fácil e mais seguro”, diz Lucas Santiago, cofundador da MYME, que é estruturada como uma Sociedade de Benefício Público (PBC), combinando modelo de negócio com propósito social. 

A plataforma da MYME permite registrar sintomas, exames, consultas, prescrições médicas, medicação, vacinação, além de prontuários de hospitais, clínicas e outras unidades de saúde, do usuário ou de seu dependente, seja criança, doente ou idoso. “Às vezes, o filho está em outra cidade, enquanto o cuidador acompanha a rotina do idoso presencialmente. A plataforma cria uma ponte para a troca de informações sem que elas fiquem dispersas e fragmentadas. O mesmo vale para equipes de cuidadores que se revezam em uma mesma casa. É uma forma de cuidar melhor e dar mais tranquilidade para todos os envolvidos”, afirma Gabriel Barros, cofundador da MYME.

 

Como a MYME funciona

Ao criar uma conta na MYME, o usuário pode inserir informações em categorias sugeridas – Sintomas, Exames, Visita Médica, Medicação, Vacina e “Outros” – ou criar suas categorias (por exemplo, controle de glicemia, controle de pressão arterial e ciclo menstrual). A plataforma aceita arquivos em PDF, imagem e texto e tudo é inserido em uma linha do tempo do paciente. Qualquer dado ou categoria pode ser compartilhado via link. 

“A plataforma também é pensada para o cuidado com o outro, lembrando que vivemos em comunidade e dependemos uns dos outros”, destaca Lucas Santiago. Por isso, a MYME permite que o usuário crie perfis de dependentes e divida sua gestão com outros responsáveis (familiares e cuidadores de um idoso, por exemplo).
 

Segurança de dados

A proteção de dados é um dos principais pontos de atenção do setor de saúde diante dos episódios recentes de vazamento de informações confidenciais. A segurança é o ponto focal da MYME. O desenvolvedor da plataforma, Gabriel Barros, é engenheiro de software com experiência de 15 anos no Yahoo Internacional e liderança em um projeto de isolamento de dados sensíveis com Google e Microsoft. Ele garante que “a construção da infraestrutura da MYME parte do princípio de que dados de saúde exigem um nível máximo de proteção e controle pelo usuário.

 

Complementar ao Meu SUS Digital

A MYME não disputa espaço com o Meu SUS Digital, plataforma do Ministério da Saúde que funciona como prontuário eletrônico do Serviço Único de Saúde (SUS). “O Meu SUS traz informações da rede pública e agora também permite o agendamento de consultas [inicialmente para 500 municípios brasileiros]. A MYME agrega o que o paciente tem em papéis, imagens e outros arquivos guardados consigo, além de dados do cotidiano que o SUS não registra”, diferencia Gabriel. 



MYME
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Indústria do “limpa-nome”: uma falsa solução para o endividamento


O Brasil atingiu um recorde histórico de endividamento em 2026, conforme dados divulgados pelo Mapa da Inadimplência, do Serasa, com mais de 83 milhões de pessoas negativadas. Além disso, recente levantamento do Banco Central aponta que as dívidas comprometem metade da renda das famílias. Nesse cenário, muitas pessoas estão sendo atraídas por uma promessa sedutora, que explora esse momento de vulnerabilidade oferecendo uma solução milagrosa. Trata-se da “indústria limpa-nome”. 

Esse esquema é investigado em diversos estados e funciona da seguinte forma: associações se apresentam como defensoras dos consumidores em ações judiciais e pleiteiam liminares para que a dívida deixe de constar nos órgãos de proteção ao crédito, temporariamente, sob o argumento de que os devedores não teriam sido devidamente notificados. Isso traz a falsa sensação de que o problema foi resolvido, quando, em verdade, se está apenas adiando suas consequências. 

A questão é que retirar a publicidade de uma dívida não faz com que ela seja resolvida. É como quebrar o termômetro e acreditar que a febre desapareceu. Infelizmente, as relações de consumo no Brasil são marcadas por uma grande assimetria informacional, especialmente entre os mais vulneráveis. Some-se a isso o alto índice de endividamento, que compromete a subsistência; os juros proibitivos, que afastam o crédito; e a inflação, que corrói o poder de compra. Muitas pessoas enxergam nessas promessas uma luz no fim do túnel. Não se pode julgá-las. 

O problema transcende os prejuízos individuais e afeta o próprio mercado de crédito. Isto porque os órgãos de proteção ao crédito existem para reduzir a assimetria de informações nas relações econômicas, permitindo que fornecedores, instituições financeiras e comerciantes avaliem adequadamente os riscos envolvidos na concessão de crédito. Quando essas informações deixam de refletir a realidade, o mercado passa a operar com insegurança. As consequências são amplamente conhecidas. 

Diante do aumento do risco, as empresas historicamente tendem a restringir a oferta de crédito, elevar taxas de juros e endurecer os critérios de aprovação. Em outras palavras, o custo da desinformação é distribuído entre todos os consumidores, inclusive aqueles que mantêm suas obrigações em dia. O resultado é um ambiente econômico menos eficiente e mais caro para a sociedade como um todo. 

Há ainda um aspecto que merece atenção. Ações coletivas e associações de defesa do consumidor representam conquistas muito importantes para a cidadania e o acesso à justiça. Quando utilizadas de forma legítima, são fundamentais no enfrentamento de práticas abusivas. Por outro lado, ao serem empregadas como instrumento de manobra para alimentar modelos de litigância predatória, essas ferramentas perdem credibilidade. O dano institucional, nesse caso, pode ser tão relevante quanto o prejuízo econômico. 

Precisamos combater o endividamento com soluções estruturais focadas na causa, não no sintoma. Por isso, a educação financeira deve ser vista como um pilar fundamental para transformar a realidade das pessoas que mais precisam. Com o devido acesso à informação, os consumidores podem não apenas evitar o superendividamento, mas também tomar decisões conscientes e responsáveis. O verdadeiro desafio não é apenas limpar o nome, mas criar condições para que as pessoas possam reconstruir sua vida financeira de forma segura e sustentável.

 

Stefano Ribeiro Ferri - Especialista em Direito do Consumidor. Relator da 6ªTurma do Tribunal de Ética da OAB/SP e membro da Comissão de Direito Civil da OAB - Campinas. Formado em direito pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).


Visto EB-5 surge como caminho estratégico para pais brasileiros que buscam educação de excelência e carreira global para os filhos nos EUA

Com esse tipo de visto e aquisição do Green Card, aplicantes e seus dependentes tornam-se ‘residentes domésticos’ no país que tem as universidades mais cobiçadas do mundo


Com o aumento contínuo do fluxo de brasileiros para o exterior, o planejamento educacional e migratório tornou-se uma prioridade para famílias empreendedoras. Segundo dados mais recentes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), dos 4,6 milhões de brasileiros que vivem fora do país, cerca de 1,9 milhão (41%) escolheram os Estados Unidos como destino.

Esse movimento reflete-se diretamente nas universidades americanas. No ano acadêmico de 2024/2025, o número de estudantes brasileiros no ensino superior dos EUA subiu para 17.277, com destaque para cursos de graduação e a área de Administração de Empresas. Os dados são compartilhados pela LCR Capital Partners, consultoria que já auxiliou mais de 1,2 mil clientes a se mudarem para aquele país por meio do visto de investidor EB-5.

“Para os pais brasileiros que desejam buscar não apenas o acesso a essas instituições de elite, mas também a permanência de seus filhos no mercado de trabalho americano, o programa visto de investidor EB-5 tem se consolidado como a solução definitiva”, comenta Marcelo Gorenstein, Diretor da LCR Capital Partners no Brasil e América Latina (foto). 

O visto de investidor EB-5 é destinado àqueles que desejam investir em projetos que gerem empregos nos EUA, como por exemplo os que envolvem a construção civil, especialmente de hotéis e complexos imobiliários, mas também aqueles relacionados à infraestrutura do país. O valor mínimo do investimento é US$ 800 mil, montante que tem previsão de retorno para o investidor depois de cinco anos, em média.



Educação de primeiro mundo sem as barreiras do visto de estudante 

Embora o sistema educacional dos EUA seja o mais cobiçado do mundo – abrigando 17 das 20 melhores universidades globais em número de ex-alunos ultra-ricos – o caminho para o estudante internacional é repleto de obstáculos.

“Ao optar pelo EB-5, os pais adquirem a residência permanente (Green Card) para toda a família (desde que os filhos sejam solteiros e menores de 21 anos no momento da aplicação), transformando o status dos filhos de ‘estudantes internacionais’ para ‘residentes domésticos’", comenta Gorenstein.

O executivo lista as vantagens estratégicas que esse tipo de visto proporciona:

  • Economia drástica em mensalidades – Residentes permanentes podem usufruir de taxas de matrícula in-state em universidades públicas de elite. Em instituições como a UC Berkeley, a economia pode chegar a algo em torno de US$ 176.932 ao longo de quatro anos de curso.
  • Maiores taxas de admissão – Como residentes, os jovens brasileiros deixam de competir nas limitadas cotas para estrangeiros, passando a ter acesso a taxas de aceitação significativamente mais altas.
  • Liberdade profissional pós-graduação – Diferente do visto F-1 (estudante), que exige processos complexos como o OPT* ou a dependência da lottery (loteria) do visto de trabalho H-1B, o Green Card permite que o recém-formado trabalhe em qualquer empresa, faça estágios em startups ou abra o próprio negócio sem necessidade de patrocínio.

*OPT é a sigla de Optional Practical Training, um programa que permite que estudantes internacionais com visto F-1 trabalhem temporariamente nos EUA em áreas diretamente relacionadas ao seu campo de estudo. 


A segurança de um caminho planejado 

A vulnerabilidade do visto H-1B, a partir do qual apenas cerca de 1 em cada 3 peticionários consegue a aprovação via loteria, tem impulsionado as consultas de famílias brasileiras à LCR Capital Partners.

"Muitos estudantes brilhantes são forçados a deixar os EUA após a graduação por falta de patrocínio de visto ou por azares em sistemas de “loteria”. Ao investir no visto EB-5, os pais brasileiros não estão apenas financiando um diploma; estão oferecendo a liberdade de escolha para que seus filhos possam competir em pé de igualdade no mercado de trabalho mais competitivo do mundo, sem o relógio da imigração jogando contra eles", aponta Gorenstein.

Com o custo de vida e educação em ascensão nos EUA, o planejamento antecipado por meio do visto de investidor EB-5 torna-se mais que um projeto de vida, mas uma decisão financeira inteligente que reduz custos educacionais e maximiza o retorno sobre o investimento na carreira dos herdeiros que pode se perpetuar por gerações.



LCR Capital Partners 


Copa do Mundo: 88,2% dos brasileiros avaliam de forma mais positiva empresas que flexibilizam a rotina durante os jogos, aponta Serasa Experian

• 7 em cada 10 brasileiros afirmam que ações ligadas à Copa do Mundo melhoram o clima nas empresas;

• 2 em cada 3 (69,5%) não enxergam prejuízo relevante à produtividade ao acompanhar parcialmente as partidas. 

 

A Copa do Mundo também tem potencial para impactar a percepção dos profissionais sobre as empresas. É o que mostra uma pesquisa da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, que revela que 88,2% dos brasileiros avaliam de forma mais positiva empresas que flexibilizam a rotina durante jogos importantes do torneio. Entre eles, 71% afirmam que sua percepção melhora muito e 17,2% dizem que melhora um pouco. Já 9,6% afirmam que a flexibilização não altera sua percepção sobre a organização, enquanto apenas 2,2% dizem que ela piora. Confira o detalhamento completo no gráfico abaixo:

 


Para Bárbara Melo, Gerente Executiva de Recursos Humanos da Serasa Experian, os resultados indicam que momentos coletivos relacionados à Copa podem gerar impactos positivos na experiência dos profissionais dentro das organizações. “Os profissionais valorizam iniciativas que demonstrem equilíbrio entre as necessidades do negócio e a experiência dos colaboradores. Em momentos de grande mobilização coletiva, como a Copa do Mundo, a flexibilização da rotina é percebida como uma forma de reconhecimento dos interesses das equipes e pode contribuir para uma relação mais positiva com a empresa", afirma.


 

Flexibilidade durante os jogos melhora percepção sobre as empresas

Quando questionados sobre qual deveria ser a postura ideal das organizações em dias de jogos importantes da Seleção Brasileira, 34,6% defendem a flexibilização de horários sem interrupção total das atividades. Outros 26,8% acreditam que a decisão deve variar de acordo com a área ou o tipo de trabalho realizado, enquanto 23,3% apoiam a liberação ou encerramento antecipado do expediente. Veja o detalhamento dos dados no gráfico abaixo: 

A pesquisa também mostra que ações relacionadas à Copa do Mundo são associadas a melhorias no ambiente de trabalho. Para 73,4% dos entrevistados, essas iniciativas melhoram significativamente o clima organizacional e o engajamento entre colegas. Outros 16% afirmam que elas melhoram um pouco o clima entre colegas, enquanto 6,4% acreditam que não fazem diferença e apenas 4,2% avaliam que elas atrapalham mais do que ajudam. 

Já em relação à percepção dos profissionais sobre produtividade, 69,5% dos entrevistados não enxergam impactos negativos relevantes ao acompanhar partidas da Copa durante o expediente. Entre eles, 51,3% acreditam que os jogos aumentam o engajamento sem afetar as entregas, enquanto 18,2% afirmam que a prática não gera diferença relevante. Veja o detalhamento completo nos gráficos abaixo: 

 


Para Bárbara, os resultados mostram que existe uma percepção positiva em relação a empresas que buscam acomodar momentos de interesse coletivo sem interromper suas operações. "Os profissionais valorizam iniciativas que demonstrem equilíbrio entre as necessidades do negócio e a experiência dos colaboradores. A flexibilização em ocasiões específicas, como grandes eventos esportivos, é percebida como uma forma de reconhecimento dos interesses das equipes e pode contribuir para uma relação mais positiva com a empresa. Os resultados também sugerem que momentos pontuais de integração e interesse coletivo não são necessariamente vistos como fatores que comprometem a produtividade, mas podem favorecer o engajamento quando conduzidos de forma equilibrada", explica a gerente da datatech.

 

Ações internas conectam colaboradores durante o torneio


Os resultados ajudam a explicar por que empresas vêm adotando iniciativas para engajar equipes durante o torneio. Neste ano, a Serasa Experian está preparando uma série de ações voltadas à integração e ao engajamento dos colaboradores durante a Copa do Mundo. Entre elas está a realização de um bolão interno, que promoverá interação entre os participantes ao longo dos jogos.

 

A participação será voluntária e gratuita para todos os colaboradores. A iniciativa contará com vouchers de R$ 100 a R$ 500 para os participantes com melhor desempenho. "Buscamos criar oportunidades para que os colaboradores possam vivenciar esse momento de forma leve e integrada, fortalecendo conexões entre diferentes áreas da companhia. Mais do que acompanhar a competição, queremos proporcionar experiências que estimulem a interação entre os times e reforcem o sentimento de pertencimento. Essas iniciativas refletem nossa cultura de colaboração e valorização das pessoas, criando espaços para que os colaboradores compartilhem experiências e fortaleçam seus vínculos dentro da empresa", conclui Bárbara.

 


Metodologia

A pesquisa "Copa do Mundo nas Empresas" foi realizada pela Serasa Experian com 1.140 brasileiros de diferentes regiões do país. O levantamento avaliou a percepção dos profissionais sobre flexibilização da rotina de trabalho durante grandes eventos esportivos, clima organizacional, engajamento entre colegas e impactos na produtividade. 



Experian
Para mais informações, acesse experianplc.com


A forma como você responde pode influenciar na contratação? Entenda como a IA avalia entrevistas

Tecnologia tem analisado tom de voz, pausas e estrutura das respostas para entender preparo e autenticidade dos candidatos

 

Antes, a avaliação dos candidatos para uma vaga de emprego dependia quase inteiramente da percepção humana. Agora, plataformas de IA ajudam a identificar nuances sutis, como ritmo da fala, pausas que revelam insegurança, variação de tom e até a lógica utilizada para formular cada resposta, complementando a análise feita pelo recrutador e ampliando a precisão do processo seletivo.

 

Christian Pedrosa, fundador e CEO da DigAÍ — empresa que oferece soluções de Inteligência Artificial para processos seletivos por meio de triagens via texto e áudio —, o objetivo não é “flagrar” o candidato. A prioridade é traduzir reações que, combinadas, oferecem uma leitura mais completa do profissional.

 

“Isso permite que os times de RH identifiquem candidatos com alta capacidade de adaptação, clareza emocional, coerência, resiliência e até predisposição à colaboração, competências cada vez mais valorizadas e difíceis de medir em processos tradicionais”, afirma.

 

A tecnologia utilizada nesse tipo de avaliação combina inteligência emocional computacional, data insights e análise de linguagem natural. O áudio, por exemplo, capta sinais vocais sutis, que são cruzados com modelos treinados para reconhecer padrões estatisticamente relacionados ao comportamento profissional. A DigAÍ utiliza esse conjunto de análises para ajudar empresas a identificar alinhamento cultural, clareza comunicativa e consistência nas respostas, incluindo momentos em que há descompasso entre o que o candidato diz e como diz.

 

Para quem participa dos processos seletivos, essa mudança reforça a importância da autenticidade. Respostas excessivamente decoradas, tom engessado e postura artificial, que sempre foram percebidos por recrutadores experientes, agora se tornam ainda mais evidentes para sistemas de IA.

 

Já para as empresas, a tecnologia representa a chance de reduzir vieses, qualificar decisões e entender candidatos de forma mais precisa, indo além da chamada “sensação” durante a entrevista. 

 

“A tecnologia não substitui a análise humana, mas amplia o que conseguimos enxergar. Quando cruzamos o que é dito com os padrões de comportamento, conseguimos compreender não só a resposta, mas a qualidade do raciocínio e a forma como o candidato sustenta aquilo que afirma. É uma evolução que traz transparência para o processo e decisões mais justas para todos os lados”, conclui Pedrosa.


DigAÍ


Bula digital: Merck projeta economia de 8,5 mil toneladas de CO₂ em projeto-piloto da Anvisa

Alinhada às diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a implementação da bula digital, a Merck, líder em ciência e tecnologia, projeta um impacto ambiental significativo. De acordo com projeções da companhia para 2026, é esperada a redução de 8.456,2 toneladas de CO emitidos à atmosfera e, aproximadamente, 1,5 milhão de bulas físicas deixarão de ser impressas.

Regulamentada pela Lei nº 14.338/20221 e pela Resolução nº 885/2024, da Anvisa2, a bula digital tem como objetivo modernizar o acesso de informações sobre medicamentos.

Para isso, um QR é impresso diretamente nas embalagens dos produtos, o que possibilita a leitura por meio de smartphones e tablets. Entre os principais benefícios do modelo estão:

  • acesso rápido à versão mais atualizada das informações²;
  • possibilidade de ampliação de texto e leitura digital²;
  • maior praticidade na consulta às informações;
  • redução do consumo de papel e da geração de resíduos.

Pelas regras atuais da Anvisa, o projeto-piloto da bula digital no Brasil seguirá em avaliação até o final deste ano2.

A Merck Brasil já aderiu ao novo modelo, com exemplares de medicamentos voltados para o tratamento de disfunções da tireoide que trazem o QR code direcionado para a bula em versão digital. Eles foram distribuídos para profissionais de saúde, em amostras grátis, em abril deste ano.

Vale destacar que, mesmo com a digitalização, a bula impressa continua disponível mediante solicitação nas farmácias e via SAC da Merck, garantindo acesso à informação para diferentes perfis de pacientes.

 

Referências

  1. Brasil. Lei nº 14.338, de 11 de maio de 2022. Dispõe sobre a disponibilização de informações de medicamentos ao paciente em formato digital. Diário Oficial da União. 2022.
  2. Brasil. Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 885, de 10 de julho de 2024. Dispõe sobre o projeto-piloto para implementação da bula digital de medicamentos no Brasil. Brasília: ANVISA; 2024. Disponível em: Link. Acesso em: 14 maio 2026.

Violência financeira contra idosos: como reconhecer sinais de abuso e evitar prejuízos

No Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, especialista do Banco Mercantil orienta sobre cuidados para preservar a segurança patrimonial da população 60+

 

Com o aumento da expectativa de vida e da participação das pessoas acima de 60 anos na economia, ganha relevância o debate sobre a preservação do patrimônio e da independência desse público. Celebrado em 15 de junho, o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa convida a sociedade a refletir sobre práticas que comprometem direitos, bem-estar e qualidade de vida dessa parcela da população.

 

Entre os casos que mais preocupam especialistas está a violência patrimonial, caracterizada pelo uso indevido de recursos, bens ou benefícios da pessoa idosa. O problema pode ocorrer tanto dentro do círculo de convivência quanto por meio da ação de criminosos que se aproveitam da vulnerabilidade das vítimas.

 

Dados do Disque 100, canal da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, mostram que, em 2025, foram contabilizadas 59.134 denúncias de violência patrimonial contra pessoas idosas em todo o país. As mulheres representaram 66% das vítimas, enquanto a faixa etária de 70 a 79 anos concentrou o maior número de ocorrências.

 

Para Sérgio Batista, gerente de Análise e Planejamento Financeiro do Banco Mercantil, a preservação da autonomia financeira é um fator importante para a qualidade de vida e a independência da população idosa. "Falar sobre violência patrimonial é uma forma de ampliar a conscientização e incentivar atitudes que contribuam para um envelhecimento mais seguro. A informação ajuda as pessoas a reconhecer riscos e a proteger seu patrimônio ao longo da vida", afirma.

 

Segundo o especialista, esse tipo de violência costuma ocorrer de forma silenciosa e, muitas vezes, é praticado por pessoas próximas à vítima. Entre os sinais de alerta estão mudanças repentinas na administração do patrimônio, solicitações frequentes de dinheiro, pressão para a tomada de decisões financeiras e dificuldades da pessoa idosa em acessar ou compreender informações sobre seus próprios recursos. Alterações incomuns na rotina financeira também devem ser observadas e acompanhadas.

 

Além dessas situações, a atuação de golpistas representa um risco crescente para a população idosa. Falsas centrais de atendimento, mensagens com links fraudulentos, pedidos de atualização cadastral e ofertas enganosas de crédito figuram entre as práticas mais recorrentes. "Criminosos costumam criar situações de urgência para pressionar a vítima a fornecer informações ou realizar transações. Sempre que houver dúvida, a recomendação é interromper o contato e procurar diretamente os canais oficiais da instituição financeira", orienta Sérgio.

 

Entre os cuidados recomendados estão o acompanhamento frequente da conta bancária, a proteção de senhas e códigos de autenticação, a verificação da procedência de contatos recebidos por telefone ou aplicativos de mensagens e a busca por esclarecimentos antes da contratação de qualquer produto financeiro. Em caso de atividade suspeita, a instituição financeira deve ser comunicada imediatamente.

 

"A preservação do patrimônio também significa preservar a liberdade de escolha e a dignidade das pessoas. Família, sociedade e instituições têm um papel importante na construção de um ambiente mais seguro para o envelhecimento", conclui o especialista do Banco Mercantil.



Seduc-SP abre inscrições para o processo seletivo de docentes da educação técnica da rede pública estadual

Vagas são para o cadastro de reserva, com salários no valor de R$ 5.565 para uma jornada de 40 horas semanais 
 

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) está com inscrições abertas para o processo seletivo simplificado de professores que queiram atuar na educação técnica profissional da rede pública estadual. A seleção, organizada pela FGV Conhecimento, visa criar um cadastro de reserva de docentes a serem contratados durante o ano letivo de 2027. Os candidatos podem se inscrever em até dois eixos, sendo R$ 60,00 a taxa de inscrição para cada um deles, até as 16h do dia 19 de junho de 2026, no site da banca organizadora.

O processo seletivo para a educação técnica profissional está dividido em seis eixos: Gestão e Negócios; Saúde e Meio Ambiente; Turismo, Hospitalidade e Lazer; Informação e Comunicação; Recursos Naturais; e Controle e Processos Industriais.

Serão quatro etapas: prova objetiva, contendo 30 questões de múltipla escolha; prova discursiva, com uma questão dissertativa a ser respondida em até 20 linhas, sendo ambas de caráter eliminatório e aplicadas no mesmo dia; prova prática, que consistirá na gravação de uma videoaula pelo próprio candidato, com duração de 5 a 7 minutos, cujos critérios de correção serão clareza da explicação, uso de exemplos e antecipação de dúvidas dos alunos; e avaliação de títulos, que considerará a formação acadêmica complementar e a experiência profissional na área, sendo as duas últimas etapas de caráter exclusivamente classificatório.

Acesse o edital completo e o link para a página de inscrição podem ser acessados em Link, que traz também mais informações sobre o processo seletivo.

 

IA redefine fornecedores B2B como agentes da transformação digital

Opinião

 

A inteligência artificial deixou de ser uma tendência de mercado e consolidou-se como um alicerce indispensável no ecossistema B2B. No modelo de canais, distribuidores, revendas, integradores e fabricantes já não conseguem prosperar sem a IA, que garante escala, eficiência e especialização. A tecnologia redefine a forma como os negócios vendem, entregam serviços e atendem clientes, e quem insiste em ignorar essa realidade se coloca em desvantagem clara diante da concorrência.

         

Empresas que adotam a inteligência artificial de forma estruturada não apenas registram ganhos, mas conquistam um salto evidente em produtividade. Em áreas críticas como vendas, atendimento e operações, a diferença é marcante. No universo B2B, essa mudança assume proporções ainda maiores, já que ciclos de venda longos, contratos complexos e múltiplos pontos de contato exigem precisão e consistência. Ignorar a IA nesse cenário equivale a comprometer competitividade e abrir espaço para concorrentes mais preparados.

 

Nos últimos anos, a ascensão da IA generativa e dos modelos de linguagem avançados popularizou o uso da inteligência artificial no B2B e estabeleceu uma nova dinâmica competitiva. O relatório State of AI 2025, da McKinsey, revela que quase 90% das empresas globais já utilizam IA em alguma função de negócios, e 62% experimentam agentes de IA. Apesar disso, dois terços ainda não conseguem escalar suas iniciativas de forma consistente, o que evidencia uma lacuna entre entusiasmo e impacto real. No ecossistema de canais, distribuidores e parceiros deixaram de atuar como meros intermediários de tecnologia e passaram a oferecer inteligência aplicada aos negócios dos clientes finais, alterando profundamente a proposta de valor do canal.

 

O processo de vendas B2B, antes sustentado por relacionamentos e negociações, passa agora a se orientar por dados e previsibilidade. Equipes comerciais que incorporam IA têm até 30% a mais de chances para fechar negócios. A inteligência artificial atua em todas as etapas do funil, da qualificação de leads à previsão de receita, o que leva os canais a concentrarem esforços em atividades essenciais para o posicionamento competitivo e reduzirem o tempo gasto em tarefas operacionais. Ignorar essa transformação significa aceitar uma desvantagem clara em um mercado cada vez mais exigente.

 

A automação, reconhecida como um dos pilares centrais no ecossistema de canais, ganha nova dimensão com a integração da inteligência artificial. Empresas que unem automação de processos à IA reduzem custos operacionais e ampliam a capacidade de entrega sem a necessidade de aumentar proporcionalmente suas equipes. O resultado é uma operação escalável, capaz de atender a um número maior de clientes e diversificar o portfólio de serviços. Essa combinação deixa claro que a automação inteligente não é mais um diferencial, mas um requisito para quem deseja consolidar relevância e competitividade no mercado B2B.

 

Apesar dos benefícios evidentes, a adoção da inteligência artificial no ambiente de canais B2B ainda enfrenta desafios consideráveis. A governança do uso da IA, a proteção de dados sensíveis e a integração com sistemas legados continuam a limitar resultados concretos. Um estudo publicado pelo MIT Sloan mostra que apenas uma minoria das empresas consegue extrair valor mensurável de projetos de IA sem alinhamento adequado entre tecnologia, processos e pessoas. Esse dado demonstra que a IA não é apenas uma solução técnica, mas um impasse na gestão corporativa. Quem não tratar essa integração com seriedade corre o risco de transformar investimentos em iniciativas estéreis.

 

Empresas que conseguem adotar a IA de forma consistente otimizam processos, criam modelos de negócios orientados a valor e recorrência. Nesse novo cenário, distribuidores e parceiros deixam de ser apenas fornecedores de tecnologia para atuar como habilitadores da transformação digital. 


Essa transição exige curadoria de soluções de IA, apoio técnico e consultivo, além de capacitação contínua dos canais. Empresas, que cultivam um ecossistema robusto para acelerar a adoção da IA, conseguem reduzir riscos e ampliar a geração de valor e consolidam uma posição de liderança em um mercado cada vez mais competitivo. 



Roberto Gero - diretor de Produto da unidade de Soluções Avançadas da Ingram Micro Brasil. Engenheiro formado pela Universidade Santa Cecília, possui MBA pela Universidade de São Paulo. Atua há mais de duas décadas no setor de tecnologia da informação. Tem experiência em gestão de equipes, desenvolvimento de projetos complexos e relacionamento com fabricantes e canais. Sua trajetória é marcada pelo foco em inovação, eficiência e transformação digital.



Não entregou a declaração do MEI no prazo? Saiba como regularizar

IMAGEM: Gov.br
Empreendedores que ainda não enviaram a DASN-Simei devem fazê-lo o quanto antes para evitar multas maiores e problemas com o CNPJ, segundo o Sebrae

 

O prazo para a entrega da Declaração Anual do Simples Nacional do Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI) terminou, mas quem ainda não enviou o documento deve regularizar a situação o quanto antes. Para quem deixou a obrigação para depois, a boa notícia é que ainda dá tempo de ficar em dia e ter menores impactos financeiros e burocráticos para o negócio.

Além de manter o CNPJ em situação regular, o envio evita o aumento das penalidades. Atualmente, o atraso gera uma multa mínima de R$ 50, ou de 2% ao mês sobre o valor dos tributos declarados. Ou seja, quanto mais rápido a declaração for enviada, menor será o valor da cobrança. Segundo Layla Caldas da Silva, analista de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, a recomendação é não adiar a regularização.

"A entrega da declaração continua sendo obrigatória para todos os microempreendedores individuais, mesmo após o prazo. O empreendedor deve priorizar a entrega o quanto antes para evitar problemas com o CNPJ", orienta.

O procedimento é simples e pode ser feito pela internet, no Portal do Empreendedor. Basta acessar a área da declaração anual, informar o CNPJ, selecionar o ano-calendário correspondente e preencher os dados de faturamento da empresa, separando as receitas de comércio, indústria ou prestação de serviços.

Após revisar as informações, o MEI deve transmitir a declaração e salvar o recibo de entrega, que serve como comprovante. O documento pode ser solicitado em futuras consultas ou processos de regularização.

Confira o passo a passo para enviar a DASN-SIMEI em atraso:

- Acesse o Portal do Empreendedor e entre na área de 'Declaração Anual de Faturamento do MEI';

- Clique em “Entregar Declaração Anual de Faturamento”;

- Informe o número do seu CNPJ;

- Selecione o ano-calendário que deseja declarar e clique em “Continuar”;

- Preencha os campos de receita de acordo com a atividade da empresa;
*Comércio e Indústria: para quem vende ou fabrica produtos;
*Prestação de Serviços: para quem presta serviços, incluindo transporte municipal.

- Informe se houve contratação de funcionário no período;

- Revise os dados apresentados no resumo da declaração e clique em “Transmitir”; 

Após o envio, faça o download do recibo de entrega e guarde o comprovante.

 


Agência Sebrae

Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/nao-entregou-a-declaracao-do-mei-no-prazo-saiba-como-regularizar


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