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sexta-feira, 12 de junho de 2026

DIU: 6 mitos e verdades sobre esse método contraceptivo

Médica explica fatores que influenciam a experiência da inserção, esclarece dúvidas sobre anestesia e reforça que informação e acolhimento são fundamentais para uma escolha consciente do método contraceptivo


O Dispositivo Intrauterino (DIU) é considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis atualmente e tem sido cada vez mais procurado por mulheres que buscam uma opção de longa duração para o planejamento reprodutivo. Ao mesmo tempo, discussões sobre a experiência da inserção do dispositivo têm ganhado espaço nas redes sociais, nos consultórios e na imprensa, levantando dúvidas sobre dor, acolhimento e alternativas para tornar o procedimento mais confortável.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 150 milhões de mulheres utilizam DIUs em todo o mundo. O método é reconhecido internacionalmente pela alta eficácia contraceptiva, que ultrapassa 99%, além de ser reversível e de longa duração.

Para a Dra. Larissa Cassiano, ginecologista e obstetra parceira da DKT South America, empresa de planejamento familiar e detentora da marca Andalan, é importante que as mulheres tenham acesso a informações claras sobre todas as etapas do procedimento, incluindo a experiência da inserção.

“A escolha de um método contraceptivo deve ser feita com base em informação de qualidade. Isso inclui entender os benefícios do DIU, mas também saber como funciona a inserção, quais sensações podem ocorrer durante o procedimento e quais recursos podem ser utilizados para proporcionar mais conforto à paciente”, afirma.

Uma das dúvidas mais frequentes diz respeito à dor durante a colocação do dispositivo.


  1. Verdade: a inserção do DIU pode causar dor

A experiência varia de mulher para mulher. Algumas pacientes relatam apenas cólicas leves ou desconforto passageiro, enquanto outras podem sentir dor moderada ou intensa durante o procedimento. Fatores como anatomia do colo do útero, sensibilidade individual, ansiedade, histórico ginecológico e até experiências prévias podem influenciar essa percepção.

“É importante reconhecer que a dor existe e que ela não deve ser minimizada. Cada mulher vivencia o procedimento de forma diferente. O mais importante é que essa experiência seja acolhida, discutida previamente e acompanhada por um profissional capacitado”, explica Dra. Larissa.


2. Verdade: existem opções para tornar a inserção mais confortável

Embora muitas mulheres desconheçam essa possibilidade, existem diferentes estratégias que podem ser consideradas para reduzir o desconforto durante a inserção do DIU. A indicação depende da avaliação médica, das características da paciente e da estrutura disponível para a realização do procedimento.

Entre as opções estão medicamentos analgésicos, anestesia local, bloqueios anestésicos, sedação e, em situações específicas, acompanhamento anestésico.

“Muitas pacientes chegam ao consultório sem saber que existem alternativas para o manejo da dor. Por isso, a conversa prévia é fundamental. O plano de cuidado deve ser individualizado e construído em conjunto entre a paciente e o profissional de saúde”, destaca a especialista.

Além das dúvidas sobre a inserção, alguns mitos sobre o método ainda persistem.


3. Mito: o DIU causa infertilidade

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o DIU é um método reversível e não existem evidências de que seu uso adequado provoque infertilidade. Após a retirada do dispositivo, a fertilidade costuma retornar rapidamente.


4. Mito: mulheres que nunca tiveram filhos não podem usar DIU

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) esclarece que o método pode ser utilizado por mulheres com ou sem filhos, desde que não haja contraindicações clínicas.

“Hoje sabemos que o DIU é uma opção segura para diferentes perfis de pacientes. A indicação deve ser individualizada e baseada em avaliação médica, não em mitos que foram perpetuados ao longo dos anos”, afirma Dra. Larissa.


5. Verdade: o DIU é um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis

Segundo o Ministério da Saúde, os DIUs apresentam eficácia superior a 99% na prevenção da gravidez, figurando entre os métodos contraceptivos mais seguros atualmente disponíveis.

Além da alta eficácia, o método se destaca pela praticidade, já que não depende de uso diário ou de lembranças frequentes para manter sua proteção contraceptiva.


6. Mito: o DIU pode sair do lugar durante exercícios físicos ou relações sexuais

Exercícios físicos, atividades esportivas e relações sexuais não costumam alterar o posicionamento do dispositivo. Embora existam casos raros de expulsão parcial, especialmente nos primeiros meses após a inserção, eles representam uma pequena parcela dos casos e devem ser acompanhados por um profissional de saúde.

Para Dra. Larissa, o aumento das discussões sobre a experiência da inserção representa uma oportunidade para ampliar o acesso à informação e fortalecer o cuidado centrado na paciente.

“Falar sobre dor não deve afastar as mulheres do método. Pelo contrário. Quanto mais transparente for a conversa sobre o procedimento, maiores são as chances de que cada paciente faça uma escolha consciente, conheça as possibilidades de manejo disponíveis e se sinta acolhida durante todo o processo. Informação, autonomia e cuidado devem caminhar juntos”, conclui.

Com orientação adequada, acompanhamento profissional e acesso a informações baseadas em evidências científicas, o DIU continua sendo uma das principais ferramentas para o planejamento reprodutivo, oferecendo segurança, praticidade e autonomia para milhões de mulheres em todo o mundo.



DKT South America
DKT Salú, DKT Academy e Use Prudence


Tensão na Copa do Mundo: como o estresse dos jogos pode travar os músculos do corpo e gerar dores

Momentos de grande ansiedade e adrenalina fazem o organismo descarregar a tensão física na musculatura profunda; o hábito involuntário de contrair o abdômen e a pelve agrava quadros de desconforto crônico.

 

Quem acompanha futebol sabe que os 90 minutos de um jogo decisivo de Copa do Mundo são um teste para os cardíacos. Mas a verdade é que o corpo inteiro sente o impacto. Aquela explosão de adrenalina misturada com o nervosismo de um gol que não sai faz a gente passar o jogo todo em estado de alerta. O resultado? No dia seguinte, a conta chega na forma de ombros travados, pescoço rígido e aquela dor incômoda na lombar. O que quase ninguém nota é que esse estresse todo costuma se alojar bem no centro do nosso corpo.

A fisioterapeuta pélvica e palestrante Flaviana Teixeira explica que o corpo reage ao sofrimento da torcida enrijecendo os músculos sem que a gente perceba. "Quando a gente entra em modo de defesa por causa do estresse, a tendência natural é encolher. O torcedor passa horas na frente da TV prendendo a respiração, encolhendo a barriga e travando a região do períneo. É o corpo físico pagando a conta de uma tensão que começou na cabeça", afirma.

Esse hábito de murchar o abdômen e travar o quadril nos lances mais tensos parece inofensivo, mas é um perigo silencioso. Para quem já sofre com dores crônicas nas costas ou na região pélvica, a época do mundial vira um prato cheio para novas crises. Essa musculatura mais profunda, quando muito sobrecarregada, simplesmente esquece como relaxar, criando um ciclo de rigidez que não passa sozinho.

A boa notícia é que dá para torcer sem terminar o campeonato travado na cama. A dica de ouro é aproveitar o intervalo do jogo ou as paralisações do VAR para dar uma checada no próprio corpo. Mudar de posição na cadeira, girar os ombros e, acima de tudo, respirar fundo,deixando a barriga e as costelas se moverem, ajuda a mandar um recado de calma para o cérebro.

"Ninguém precisa assistir ao jogo congelado. Dá para vibrar, gritar e torcer pela seleção mantendo o corpo solto. Prestar atenção na respiração e relaxar o quadril entre um ataque e outro evita que a festa do futebol vire uma ida ao consultório na segunda-feira", aconselha Flaviana. 



Fonte: Flaviana Teixeira — Fisioterapeuta Pélvica | Palestrante
@flavianateixeirafisiopelvica
flavianafisiopelvica.com.br


Gripes, resfriados, alergias e acúmulo de água estão entre as causas da otite

Freepik
A Dra. Bárbara Salgueiro alerta que é importante nunca adotar soluções caseiras e lembra que em alguns casos, a dor de ouvido pode ser um reflexo de problemas na garganta, dentes ou até coluna


Gripes, resfriados e alergias são os principais gatilhos para a otite média aguda, um tipo de dor ouvido caracterizada por inflamação ou infecção súbita na região atrás do tímpano. Ela acontece porque ouvido, nariz e garganta são interligados por um canal chamado tuba auditiva. Quando se acumulam, as secreções bloqueiam esse canal causando forte pressão e dor. 

“Essa é uma complicação bastante comum em bebês e crianças, principalmente porque nos primeiros anos de vida a tuba auditiva é mais curta e horizontal, o que facilita o acúmulo de secreções. Além disso, o fato de terem o sistema imunológico ainda em desenvolvimento torna as crianças mais suscetíveis que os adultos a infecções de ouvido”, explica a Dra. Bárbara Salgueiro, otorrinolaringologista do HOPE - Hospital de Olhos de Pernambuco. 

Outro tipo de dor de ouvido é a otite externa, também conhecida como “ouvido de nadador”, que se caracteriza pela infecção da pele do canal auditivo externo. “Ela costuma ser causada pela retenção da água após nadar ou tomar banho de forma prolongada, sendo que essa umidade cria um ambiente propício para fungos e infecções. Outro fator de risco é a manipulação do ouvido com os dedos ou objetos, como hastes flexíveis”, complementa a médica. 

Nas crianças pequenas as otites podem ser mais difíceis de serem percebidas, por isso é fundamental os pais ficarem atentos aos sinais. Alguns deles são: febre acompanhada de congestão nasal e coriza, mãos constantemente na orelha, choro, irritação, dificuldade para dormir e recusa de alimentos. Nos casos mais avançados, pode sair secreção do ouvido. Em adultos, apesar de a dor ser um sintoma importante, é preciso investigar. Em algumas situações, a causa da inflamação pode estar em outro local. 

“Este fenômeno é chamado de otalgia referida e pode indicar problemas na garganta, dentes, articulação temporomandibular (que liga a mandíbula ao crânio), musculatura cervical e até alterações na coluna. Isso ocorre porque o ouvido compartilha vias nervosas com estruturas próximas. A pessoa sente uma dor secundária, que tem sua origem em outra parte do corpo. Nesses casos é preciso tratar a causa. Por exemplo, indicar antibióticos, se a pessoa estiver com uma infecção de garganta”, esclarece a otorrinolaringologista. 

A otite só é corretamente diagnosticada por meio da otoscopia, um exame minucioso dos ouvidos realizado pelo otorrinolaringologista, médico capacitado para orientar sobre o melhor tratamento e as medidas de prevenção. 

De acordo com a Dra. Bárbara Salgueiro, “em caso de dor de ouvido, é essencial nunca adotar soluções caseiras, como introduzir azeite, alho, leite materno ou vinagre no canal auditivo. Além do risco de agravar a infecção, podem ocorrer reações alérgicas, queimaduras e até perda auditiva permanente, especialmente se houver perfuração do tímpano”. 

A recomendação da especialista é utilizar somente analgésicos comuns, desde que não haja histórico de alergia aos componentes da medicação, e realizar compressas mornas na região do ouvido. Se o quadro persistir, é fundamental consultar um especialista e seguir corretamente o tratamento.


O ciclo da dor no joelho: é preciso emagrecer para aliviar a articulação ou tratar a dor para conseguir treinar?

O ortopedista Dr. Rafael Raso explica como a tecnologia de tratamentos não cirúrgicos quebra o bloqueio físico que impede pacientes com sobrepeso de praticarem atividades físicas.

 

Mais de 60% das pessoas que sofrem com desgaste no joelho relatam que é quase impossível perder peso por causa do desconforto físico. O dado traduz uma frustração frequente: o excesso de peso sobrecarrega a articulação, o que causa dor; na tentativa de se exercitar para emagrecer, o paciente esbarra no limite do próprio corpo e desiste, ficando preso em um ciclo que parece não ter fim.

Para o Dr. Rafael Raso, especialista no tratamento não cirúrgico dessas lesões, a recomendação tradicional de primeiro emagreça, depois treine costuma falhar justamente por ignorar a barreira da dor. "Pedir para alguém caminhar ou correr sentindo pontadas no joelho é irrealista. O paciente não deixa de se exercitar por falta de foco ou preguiça, mas porque o corpo não deixa. Precisamos inverter essa ordem", explica o médico.

A saída para romper esse bloqueio está em tratamentos modernos que devolvem a mobilidade sem a necessidade de cirurgia. Recursos como a viscossuplementação, que funciona como uma espécie de lubrificação para a articulação  e as terapias de ondas de choque, atuam direto na raiz do problema, reduzindo a inflamação e protegendo o que resta da cartilagem.

"O objetivo aqui não é apenas tapar o sol com a peneira ou mascarar o sintoma, mas sim criar uma janela de oportunidade", afirma o ortopedista. "Quando a gente consegue estabilizar a articulação e tirar a pessoa da crise, ela finalmente ganha condições de ir para a academia, fortalecer os músculos e, aí sim, queimar calorias com segurança."

Com o alívio da dor, o próximo passo é uma transição sem sustos para os treinos. Fortalecer os músculos que sustentam as pernas, especialmente as coxas, funciona como um verdadeiro amortecedor natural, o que diminui a pressão no joelho mesmo que o paciente ainda esteja bem no início do processo de emagrecimento.

No fim das contas, a medicina atual mostra que o senso comum estava errado: tratar a articulação no consultório é o primeiro passo para viabilizar a perda de peso, e não o contrário. Ao quebrar o ciclo da dor, o paciente não ganha apenas a chance de voltar a treinar, mas recupera o direito de se movimentar sem sofrer. 



Fonte: Dr. Rafael Raso — Médico ortopedista especialista em tratamento não cirúrgico das lesões ortopédicas
@dr.rafaelraso


JUNHO VERMELHO: DIABETES NÃO IMPEDE A DOAÇÃO DE SANGUE; GLICEMIA DESCONTROLADA, SIM

60% dos diabéticos acompanhados pela Alice têm a glicemia controlada com modelo baseado em atenção primária, coordenação de cuidado e tecnologia

 

Todo ano, o Junho Vermelho mobiliza campanhas para ampliar o número de doadores de sangue no Brasil. A taxa atual, de cerca de 1,8% da população, está abaixo do mínimo recomendado pelo Ministério da Saúde, que é entre 3% e 5%. As campanhas costumam tratar o problema como falta de motivação. Mas há outro fator que raramente entra na conversa: a aptidão clínica e o quanto ela está ligada a informações que a maioria das pessoas não tem. 

Diabetes é um exemplo comum. Uma parte significativa das pessoas com a condição acredita estar automaticamente impedida de doar. No entanto, a contraindicação não é o diagnóstico de diabetes, mas sim a glicemia fora de controle. Diabéticos com os valores dentro dos parâmetros e sem uso de insulina são, em geral, elegíveis para doação. O critério, na triagem, é o controle da doença. 

"A maioria das pessoas com diabetes não sabe que pode ser elegível para doação. Boa parte das vezes porque nunca teve uma consulta que explicasse isso com clareza. Para afirmar ao paciente que ele está apto, o médico precisa conhecer sua glicemia, seu histórico, seu tratamento. Esse tipo de informação só existe quando há acompanhamento ao longo do tempo", explica Daniel Knupp, líder médico na Alice, plano de saúde para empresas que tem por missão tornar o mundo mais saudável. 

Manter a glicemia dentro dos parâmetros não acontece por acaso. Exige acompanhamento regular, ajuste de tratamento e um profissional que conheça o histórico do paciente ao longo do tempo, o que a medicina de família chama de coordenação de cuidado. Quando esse modelo funciona, os ganhos vão além de qualquer critério isolado de elegibilidade: menos complicações, menos internações, melhor qualidade de vida.  

Os dados do Health Report, levantamento da Alice realizado com quase 80 mil membros acompanhados ao longo de 2025, ajudam a dimensionar o potencial dessa conversa. Entre os membros com diabetes, 60% apresentam controle glicêmico adequado, acima dos 47% registrados nos Estados Unidos, uma das principais referências globais no tema. Os resultados clínicos observados vão além dos indicadores de controle. Entre os membros com diabetes, a taxa de internação foi de 37 por 100 mil pessoas, cerca de um terço da média observada em países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nenhum membro com hipertensão precisou retornar ao hospital em até 30 dias após uma internação, índice que chega a 11% nos Estados Unidos. 

No modelo da Alice, cada membro conta com um Médico de Família e Comunidade que acompanha sua saúde ao longo do tempo, coordenando o cuidado com enfermeiros, especialistas e ferramentas digitais que integram dados clínicos em tempo real. É esse profissional que acompanha a glicemia e o uso de medicamentos, os mesmos parâmetros avaliados na triagem de doação. 

"O acompanhamento contínuo não muda apenas o controle dos exames, mas também o que o paciente sabe sobre si mesmo. Quando alguém vive com diabetes há anos e nunca teve uma consulta que explicasse o que aqueles números significam na prática, existem perguntas que essa pessoa simplesmente não consegue responder, nem para si mesma, nem para um enfermeiro de triagem", diz Knupp. 

O médico destaca ainda que quando uma doença crônica é acompanhada de forma consistente, o paciente entende melhor sua condição, adere mais ao tratamento e reduz o risco de complicações. “Isso tem consequências práticas que vão além da saúde individual: a pessoa amplia o que é capaz de fazer, o que pode oferecer. Para muitos diabéticos, descobrir que podem contribuir com um hemocentro é uma dessas consequências. Pequena, mas concreta", conclui o especialista. 

O Dia Mundial do Doador de Sangue é celebrado em 14 de junho. Pessoas com diabetes que queiram verificar aptidão para doação podem buscar orientação com seu médico ou comparecer a um hemocentro para triagem.


Doação de sangue é essencial para tratamento de bebês prematuros

Magnific
Especialistas da ONG Prematuridade.com alertam que recém-nascidos internados em UTIs neonatais frequentemente necessitam de transfusões sanguíneas durante a internação


Junho Vermelho, campanha dedicada à conscientização sobre a doação de sangue, chama atenção para um gesto simples que pode ser decisivo para a sobrevivência de bebês prematuros. Recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIs Neonatais), especialmente os de extremo baixo peso, frequentemente precisam de transfusões sanguíneas ao longo da internação. Entre os principais motivos estão anemia, pois o bebê nasce antes de o corpo produzir glóbulos vermelhos suficientes; perda de sangue em função de exames, o que reduz o volume sanguíneo; dificuldade de produção de células sanguíneas, uma vez que a medula óssea ainda é imatura; além de complicações clínicas, como infecções ou cirurgias. 

Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registrou mais de 3,31 milhões de bolsas de sangue coletadas em 2024, um aumento de 1,9% em relação ao ano anterior. Apesar disso, apenas 1,6% da população brasileira realiza doação de sangue regularmente, índice considerado adequado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas ainda insuficiente para manter os estoques estáveis ao longo do ano. 

A doação regular é fundamental para garantir assistência rápida e adequada aos recém-nascidos que dependem desse suporte. Além das transfusões de hemácias, bebês prematuros também podem necessitar de plaquetas e plasma em diferentes fases do tratamento, conforme a evolução clínica. 

“A doação de sangue é um ato de solidariedade que impacta diretamente a vida de milhares de pessoas, incluindo prematuros internados em UTIs neonatais. Muitas famílias desconhecem essa relação, mas os estoques dos hemocentros são fundamentais para garantir o cuidado desses recém-nascidos”, destaca Denise Suguitani, diretora executiva da ONG Prematuridade.com. 

A pediatra e neonatologista Dra. Lilian Sadeck, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria e membro do Conselho Científico da ONG Prematuridade.com, reforça que bebês prematuros extremos podem necessitar de transfusões ao longo da internação hospitalar, principalmente devido à anemia da prematuridade e às condições clínicas associadas ao nascimento antecipado. “Cada bolsa de sangue doada pode ajudar diretamente no tratamento e recuperação desses bebês, que muitas vezes permanecem semanas ou meses internados. Por isso, campanhas como o Junho Vermelho são fundamentais para conscientizar a população sobre a importância de doar regularmente”, afirma a especialista. 

A doação de sangue e seu processamento são fundamentais para garantir a disponibilização de componentes sanguíneos para pacientes que necessitam de transfusões, como vítimas de acidentes, pessoas submetidas a cirurgias, pacientes em tratamento oncológico e recém-nascidos internados em UTIs neonatais. O sangue não possui substituto e, por isso, a doação voluntária é indispensável. Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. 

Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde, apresentar documento oficial com foto, ter entre 16 e 69 anos, sendo que menores de idade devem estar acompanhados por responsável legal e pesar no mínimo 50 quilos. Também é recomendado não estar em jejum, evitar alimentos gordurosos antes da doação, ter dormido ao menos seis horas na noite anterior e não ter consumido bebidas alcoólicas nas 12 horas que antecedem a coleta. 

Entre os impedimentos temporários para doação estão sintomas gripais ou febre, gestação e período de amamentação, realização recente de tatuagem ou piercing, além de algumas condições clínicas e situações de risco definidas durante a triagem. Já entre os impedimentos definitivos estão doenças como hepatites após os 11 anos de idade, doença de Chagas, infecção por HIV e uso de drogas injetáveis. 

Os intervalos entre as doações também devem ser respeitados: mulheres podem doar a cada 90 dias, com limite de três doações por ano, enquanto homens podem doar a cada 60 dias, com máximo de quatro doações anuais. 

O Ministério da Saúde reforça ainda que pessoas com sintomas ou diagnóstico recente de Covid-19 devem aguardar os prazos recomendados antes de doar sangue. As orientações seguem normas técnicas da pasta e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), garantindo segurança tanto para os doadores quanto para os pacientes que receberão as transfusões. 

“Além de beneficiar pacientes em situações de urgência, a doação de sangue também desempenha papel essencial na assistência neonatal, oferecendo uma chance de recuperação para recém-nascidos que chegam ao mundo antes do esperado”, conclui Dra. Lilian.


Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com


Dia Mundial do Doador de Sangue: A.C.Camargo registra mais de 6 mil bolsas utilizadas em 2026 e reforça chamado à doação

Uma única doação pode salvar até quatro vidas. No hospital, o sangue é insumo crítico que sustenta cirurgias, transplantes e tratamentos oncológicos de alta complexidade

 

De janeiro a maio de 2026, o A.C.Camargo Cancer Center utilizou 6.127 bolsas de sangue em transfusões realizadas nos momentos mais críticos do cuidado oncológico: internações, UTIs, transplantes, cirurgias e emergências. No mesmo período, o hospital recebeu 3.716 doações, um volume essencial, mas que precisa ser constante para garantir que cada etapa do tratamento aconteça com segurança e no tempo certo. 

Em um Cancer Center, a transfusão integra etapas complexas do tratamento, viabiliza procedimentos de alta exigência e sustenta decisões clínicas em tempo real. Manter os estoques em níveis seguros é um desafio contínuo para que o cuidado não pare. 

Lembrando que uma única doação de sangue é separada em até quatro componentes (hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado) e pode beneficiar até quatro pacientes diferentes. 

Afinal, cada componente atende a uma necessidade específica, como as hemácias que são indicadas em casos de anemia; as plaquetas, para pacientes com plaquetopenia; e o plasma, para diversas outras condições clínicas. Isso significa que um único gesto pode chegar a quatro pessoas ao mesmo tempo, tornando a doação de sangue uma das ações voluntárias de maior impacto em saúde. 

Apesar disso, menos de 2% da população brasileira é doadora. No Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho como parte do Junho Vermelho, o A.C.Camargo reforça o convite: doar sangue é parte do cuidado que transforma histórias todos os dias.

 

COMO FAZER SUA DOAÇÃO

O agendamento é obrigatório e pode ser feito pelo link accamargo.org.br/form/agendamento-doacao-sangue. Também é possível ligar para (11) 2189-5000, opção 5, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

 

Requisitos para doação:

* Estar em boas condições de saúde

* Estar alimentado

* Ter entre 16 e 69 anos

* Pesar mais de 50 kg

* Levar documento de identidade com foto

Horários de atendimento:

* Segunda a sexta-feira: 8h às 17h

* Sábados: 8h às 15h

 

Local:

A.C.Camargo Cancer Center — Unidade Castro Alves Assistencial

Rua Castro Alves, 131 — Aclimação, São Paulo/SP

 

Copa do Mundo exige cuidados com a voz e a audição

Especialista alerta para os riscos do excesso de gritos e da exposição prolongada a ruídos intensos durante os jogos e orienta sobre cuidados para evitar problemas vocais e auditivos

 

O Brasil estreia na Copa do Mundo no próximo dia 13 e milhões de brasileiros estão se preparando para acompanhar os jogos da seleção em casa, bares e em espaços públicos. Em meio à empolgação das comemorações, é preciso se atentar para a importância da saúde da garganta e dos ouvidos, especialmente diante da exposição a ruídos intensos e do uso excessivo da voz. 

De acordo com o otorrinolaringologista e otologista, Dr Fernando Balsalobre, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), o entusiasmo típico das partidas pode favorecer problemas como rouquidão, fadiga vocal, zumbido e até perdas auditivas temporárias e permanentes, dependendo da intensidade e da frequência da exposição ao ruído. “Copa do Mundo é um momento de celebração, mas é importante lembrar que gritar excessivamente por longos períodos ou permanecer em ambientes com som muito alto pode trazer consequências para a saúde vocal e auditiva.”

 

Torcendo com segurança

Pequenos cuidados farão a diferença. Para proteger a audição, o médico explica que evitar permanecer próximo às caixas de som; fazer pausas em ambientes mais silenciosos durante eventos prolongados; redobrar a atenção com as crianças, que são mais vulneráveis aos efeitos do ruído; e utilizar protetores auriculares em locais com som muito intenso são boas medidas, assim como evitar gritar de forma contínua ou por longos períodos; dar preferência para aplausos, cantos moderados e outras formas de comemoração; beber água regularmente para manter as cordas vocais hidratadas e evitar o consumo de bebidas alcoólicas em excesso, que favorecem a desidratação, para cuida da voz. “Rouquidão persistente por mais de duas semanas, dor ou desconforto ao falar, zumbido após os jogos e sensação de ouvido tampado ou redução da audição são sinais de alerta e precisam ser examinados por um otorrinolaringologista. O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e evita complicações futuras”, reforça.

 

Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF


Excesso de gritos na Copa ameaça saúde vocal dos torcedores

Especialista alerta para cuidados com a voz em momentos de torcida intensa


Com a empolgação dos jogos da Copa do Mundo, muitos torcedores acabam gritando ou cantando de forma prolongada, sem perceber os riscos que isso traz para a saúde vocal. A especialista em cabeça e pescoço, Silvia Picado, explica que o esforço excessivo pode causar irritação e inchaço das cordas vocais, levando à rouquidão e dor. “Em casos mais intensos ou repetidos, podem surgir lesões como nódulos, pólipos e até hemorragias vocais”, afirma. 

Segundo a médica, alguns sinais devem servir de alerta para buscar avaliação profissional. “Rouquidão por mais de duas semanas, dor ao falar, falhas na voz, perda de potência vocal ou sensação constante de garganta irritada merecem atenção médica”, destaca. 

Para evitar problemas, Silvia recomenda medidas simples que podem ser adotadas antes e durante os jogos. “Manter-se bem hidratado, evitar gritar continuamente, fazer pausas para descanso vocal e não tentar falar acima do barulho do estádio são atitudes que ajudam a proteger a voz”, orienta. Além disso, existem alternativas para manter a energia da torcida sem sobrecarregar as cordas vocais: “Palmas, instrumentos de torcida e cantos alternados com períodos de descanso vocal são recursos eficazes”, completa. 

Embora a maioria dos episódios de rouquidão melhore em poucos dias, Silvia reforça que qualquer alteração vocal persistente deve ser investigada. “A voz é uma ferramenta valiosa e merece os mesmos cuidados que dedicamos ao restante do corpo”, conclui. E acrescenta: Assim como os atletas se preparam fisicamente para uma partida, a voz também merece cuidados. Torcer é uma paixão nacional, mas preservar a saúde vocal garante que o torcedor continue comemorando muitos gols sem prejudicar sua qualidade de vida.”

 

Dra. Sílvia Picado - graduada em Ciências Médicas pelo Centro Universitário Lusíada (UNILUS). Concluiu a Residência Médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço em 2015 e, no mesmo ano, obteve o título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), da qual é membro efetivo e integrante da comissão de marketing. Também possui mestrado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Atualmente, é professora da UNILUS e Diretora Social da Associação Paulista de Medicina de Santos (APM Santos).



Copa do Mundo estimula desenvolvimento da fala e da linguagem em crianças

Interação familiar durante os jogos amplia vocabulário infantil, mas fonoaudióloga alerta para cuidados com a rouquidão e o excesso de gritos


A Copa do Mundo costuma unir famílias inteiras diante da televisão, mas além da torcida e da emoção dos jogos, o evento também pode se transformar em uma importante ferramenta para o desenvolvimento infantil. Segundo Adriana Fiore Fonoaudióloga Infantil, o clima de interação, conversa e participação coletiva favorece a ampliação do vocabulário, o desenvolvimento da fala e das habilidades de comunicação das crianças.

A especialista explica que a linguagem se desenvolve principalmente em situações reais e compartilhadas. Durante a Copa, as crianças entram em contato com palavras novas, músicas, bandeiras, nomes de países, jogadores e expressões que passam a fazer parte das conversas do dia a dia.

"A linguagem cresce quando a criança participa das interações. A Copa oferece exatamente isso: emoção, repetição, significado e troca afetiva. Quando os adultos comentam o jogo, fazem perguntas e conversam sobre o que está acontecendo, transformam aquele momento de lazer em uma experiência rica para o desenvolvimento da comunicação", afirma Adriana.

Palavras como "gol", "torcida", "campeão", "juiz", "passe", "falta" e "defesa" passam a ser repetidas naturalmente durante as transmissões, nas brincadeiras e nas conversas familiares. Para a especialista, essa repetição tem papel fundamental no aprendizado infantil.

"A repetição ajuda a criança a aprender, mas ela precisa vir acompanhada de interação. A criança aprende quando alguém conversa com ela, espera sua resposta, responde ao que ela tentou dizer e amplia sua fala. Não é apenas assistir ao jogo, é participar dele socialmente", destaca.

Além do vocabulário, outras habilidades importantes também são estimuladas. Entre elas estão a atenção compartilhada, a compreensão verbal, a memória auditiva, a organização do pensamento, a capacidade de fazer perguntas, responder, narrar acontecimentos e expressar emoções.

"Quando a família pergunta quem fez o gol, qual time está ganhando ou o que aconteceu em determinada jogada, a criança começa a organizar ideias, construir frases e compreender melhor o funcionamento das conversas. São habilidades fundamentais para a comunicação e para a aprendizagem futura", explica.

A Copa também pode beneficiar crianças ainda muito pequenas. Segundo Adriana, mesmo os bebês participam dessas experiências por meio da observação das expressões faciais, das músicas, dos sons e das reações emocionais dos adultos.

Nos primeiros anos de vida, especialmente entre 0 e 6 anos, período considerado decisivo para a construção da linguagem, essas experiências compartilhadas ganham ainda mais importância.

"Não existe uma idade ideal para aproveitar esse estímulo. O que muda é a forma de interação. Com os menores, podemos explorar músicas, gestos, apontar objetos e nomear situações. Com os maiores, podemos estimular conversas, perguntas, opiniões e até atividades envolvendo leitura, escrita, bandeiras e tabelas dos jogos", orienta.

Para os pais que desejam aproveitar o momento de forma educativa, a recomendação é simples: conversar mais e usar o evento como ponto de partida para brincadeiras e trocas.

Narrar as jogadas, perguntar para quem a criança está torcendo, cantar músicas da torcida, desenhar bandeiras, brincar de narrador esportivo ou montar uma tabela dos jogos são algumas das atividades sugeridas pela especialista.

"O segredo é transformar a criança em participante da experiência. Quanto mais ela fala, pergunta, responde, canta e compartilha o momento com a família, maiores são os ganhos para o desenvolvimento da linguagem", afirma.
 

Atenção à voz durante a torcida

Se por um lado a Copa estimula a comunicação, por outro exige alguns cuidados com a saúde vocal das crianças. Gritos excessivos, cantorias prolongadas e a tentativa de competir com o volume alto da televisão podem provocar esforço vocal e rouquidão.

"Torcer faz parte da infância e das memórias afetivas da família, mas a voz da criança também precisa ser preservada. Ela pode vibrar, cantar, bater palmas e comemorar sem precisar gritar o tempo todo", alerta Adriana.

A especialista recomenda manter a hidratação ao longo dos jogos, evitar ambientes muito barulhentos e incentivar pausas após momentos de maior empolgação.

Outro ponto de atenção é a rouquidão persistente. "Se a criança fica rouca após um jogo e a voz melhora rapidamente, geralmente não há motivo para preocupação. Mas, quando a rouquidão dura vários dias, acontece com frequência ou a criança demonstra esforço para falar, é importante buscar avaliação especializada", explica.

Segundo Adriana, um dos erros mais comuns é considerar normal a criança viver rouca. "Rouquidão frequente não deve ser encarada como característica da criança. Muitas vezes é um sinal de abuso vocal ou até de alterações nas pregas vocais que precisam ser investigadas", finaliza.
 

Dra. Adriana Fiore - Fonoaudióloga -- CRFa 2-12078. Mestre em Distúrbios da Comunicação (PUC-SP); Pós-graduada em Processamento Auditivo Central; Especialista em Voz pelo CEV -- Centro de Estudos da Voz; Idealizadora e Diretora da AplusKids


Nova geração de tratamento para diabetes tipo 2: molécula zenagamtida da Novo Nordisk demonstra reduções significativas de hemoglobina glicada, com perda de peso média de 14,6% em adultos

  • Apresentado no congresso ADA 2026, estudo de fase 2 com zenagamtida, administrada por via subcutânea uma vez por semana, demonstrou reduções estatisticamente significativas da glicemia em adultos com diabetes tipo 2 em comparação ao placebo, com até 89,1% dos participantes atingindo níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) abaixo de 7%¹.
  • Além disso, os participantes tratados com zenagamtida apresentaram redução de peso corporal média de 14,6% na semana 36 com a maior dose avaliada, de 40 mg¹.
  • Com base nesses resultados, a zenagamtida avançará para estudos clínicos de fase 3 em adultos com diabetes tipo 2.

 

A Novo Nordisk anunciou novos dados clínicos positivos de um estudo de fase 2 com a molécula zenagamtida, também conhecida como amicretina. A zenagamtida é a primeira de sua classe, sendo um agonista peptídico unimolecular dos receptores de GLP-1 e amilina¹. 

Apresentados o congresso da American Diabetes Association (ADA) 2026, em Nova Orleans, Louisiana (EUA), os resultados do estudo de fase 2 de definição de dose incluíram a avaliação de seis doses subcutâneas de zenagamtida (variando de 0,4 mg a 40 mg) em comparação com placebo correspondente, em 262 adultos com diabetes tipo 2 inadequadamente controlado (hemoglobina glicada - HbA1c entre 7,0% e 10,0%), em uso de metformina, com ou sem um inibidor de SGLT2 (medicamentos antidiabéticos que bloqueiam a reabsorção de glicose nos rins). 

O estudo atingiu seu desfecho primário, que foi a mudança na hemoglobina glicada (HbA1c) em todas as doses avaliadas, bem como o principal desfecho secundário de suporte, a mudança no peso corporal (com doses a partir de 1,5 mg), com zenagamtida em comparação ao placebo após 36 semanas¹. 

“A zenagamtida é o primeiro tratamento para diabetes tipo 2 a combinar, em uma única molécula, os mecanismos de ação de agonista dos receptores de GLP-1 e de amilina. Esses resultados de fase 2 reforçam o crescente conjunto de evidências que demonstram o potencial da zenagamtida de impactar de forma significativa o controle glicêmico em pessoas com diabetes tipo 2, além do peso corporal em pessoas que vivem com obesidade”, afirma Martin Holst Lange, vice-presidente executivo e diretor científico da área de Pesquisa & Desenvolvimento da Novo Nordisk. “Esses resultados reforçam nossa liderança científica e nos posicionam para continuar avançando opções terapêuticas inovadoras que podem ampliar o cenário de tratamento e oferecer mais escolhas a pacientes e profissionais de saúde no manejo do diabetes tipo 2 e da obesidade”, completa Lange.

divulgação Novo Nordisk

O estudo de fase 2 demonstrou uma redução dependente da dose e estatisticamente significativa da hemoglobina glicada (HbA1c) desde o início do estudo até a semana 36 com todas as doses de zenagamtida em comparação ao placebo. A partir de um valor basal de hemoglobina glicada (HbA1c) de 7,8%, a mudança média estimada na semana 36 foi de até –1,71% com zenagamtida 40 mg (diferença estimada de tratamento [ETD] vs. placebo: –1,56% [intervalo de confiança de 95% (IC): –2,05; –1,07]; p<0,0001)¹. 

Até 89,1% dos participantes tratados com zenagamtida atingiram níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) abaixo de 7%, e até 76,2% alcançaram níveis iguais ou inferiores a 6,5%¹. De forma relevante, a proporção de tempo dentro da faixa-alvo de 70–180 mg/dL (3,9–10,0 mmol/L) foi superior à meta internacionalmente recomendada de >70% em todas as doses avaliadas de zenagamtida (atingindo até 91,4% com a dose de 40 mg)¹. 

Esses resultados sugerem forte eficácia glicêmica, considerando que os grupos tratados com as doses mais altas de zenagamtida foram expostos à dose de manutenção por um período relativamente curto (ou seja, 20 mg por 8 semanas e 40 mg por 4 semanas)¹. 

Como principal desfecho secundário de suporte, os participantes do estudo tratados com zenagamtida também apresentaram redução média do peso corporal média de 14,6% (peso corporal basal de aproximadamente 99,2 kg) com a dose de 40 mg, em comparação com redução de 2,1% com placebo¹. Não foi observado platô aparente de perda de peso na semana 36 com as doses mais altas de zenagamtida¹.

 

Tabela. Desfechos: zenagamtida subcutânea semanal vs. placebo 

 

 

Zenagamtida subcutânea semanal
n=225

Placebo agrupado
n=37

 

 

0,4 mg

1,5 mg

5 mg

10 mg

20 mg

40 mg

 

Desfecho primário: HbA1c (HbA1c basal de 7,8%)

Mudança na semana 36 (%)

−0,91

−1,31

−1,00

−1,41

−1,64

−1,71

−0,14

Principal desfecho secundário de suporte: Peso corporal (peso basal = 99,2 kg)

Mudança na semana 36 (%)

−4,35

−7,62

−8,19

−12,92

−13,13

−14,60

−2,10

 

Características basais dos participantes (N=262):

66% homens; idade média de 57,1 anos; HbA1c média de 7,8%; peso corporal médio de 99,2 kg; 40% em uso de inibidor de SGLT2.

Todos os pacientes estavam em dose estável de metformina, com ou sem inibidor de SGLT2.

Cada desfecho foi analisado por meio de um modelo ANCOVA, com base nos dados do período de observação em tratamento, sem uso de medicação de resgate.

Utilizando o modelo de resposta à dose, a mudança média estimada na HbA1c do início até a semana 36 foi de até –1,8% (ETD vs. placebo [IC 95%]: –1,58 [–2,08; –1,08]; p

O estudo utilizou um desenho de escalonamento de dose fixa; caso a dose planejada não fosse tolerada, o tratamento era permanentemente descontinuado. Os eventos adversos mais comuns foram gastrointestinais, sendo a maioria de intensidade leve a moderada. O perfil de segurança e tolerabilidade observado neste estudo de fase 2b foi consistente com o de outras terapias baseadas em incretinas e amilina. Esses resultados apoiam a continuidade da investigação da zenagamtida em estudos de fase 3¹. 

Com base nesses resultados, a Novo Nordisk planeja iniciar um programa de desenvolvimento clínico de fase 3 com zenagamtida em adultos com diabetes tipo 2 no segundo semestre de 2026. O Brasil será um dos países escolhidos para participar do estudo por meio de diversos centros de pesquisas.

 

Sobre a zenagamtida

A zenagamtida, também conhecida como amicretina, é um agonista peptídico unimolecular dos receptores do peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1) e da amilina, em desenvolvimento clínico pela Novo Nordisk, com programas distintos para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e de adultos com sobrepeso ou obesidade. A zenagamtida está sendo investigada para administração oral e subcutânea.

 

Sobre o estudo de fase 2 com zenagamtida

Este foi um estudo de fase 2, com duração de 36 semanas, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo e de definição de dose, que avaliou a relação dose–resposta e os efeitos da zenagamtida subcutânea semanal, em comparação ao placebo, sobre o controle glicêmico e o peso corporal em adultos com diabetes tipo 2. O desfecho primário foi a mudança na hemoglobina glicada (HbA1c) do início até a semana 36. Os principais desfechos secundários de suporte incluíram mudanças no tempo em faixa-alvo, peso corporal, pressão arterial sistólica, proteína C-reativa de alta sensibilidade, lipídios e número de eventos adversos do início até o final do estudo (semana 40).

 

Sobre diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 é uma condição crônica que afeta a forma como o organismo processa o açúcar no sangue (glicose) para obtenção de energia². De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o Brasil possui cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes tipo 2, por volta de 10% da população, ocupando o 6º lugar no mundo entre os países com mais pessoas com a condição³.



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Referências:

  1. Mora P, Aroda V, Asong M, et al. zenagamtide (amicretina), um novo agonista unimolecular dos receptores de GLP‑1 e amilina: resultados da fase 2b em DM2. Apresentação em pôster no American Diabetes Association Scientific Sessions; 5–8 de junho de 2026; Nova Orleans, LA.
  2. Centers for Disease Control and Prevention. Diabetes tipo 2. Atualizado em 16 de maio de 2024. Acessado em 8 de maio de 2026. Disponível em: Link

3.    Sociedade Brasileira de Diabetes. Brasil já tem cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes [Internet]. São Paulo: Sociedade Brasileira de Diabetes; s.d. [citado 9 jun 2026]. Disponível em: Link


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