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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Vem verão! Saiba como proteger a pele durante as ‘ondas de calor’ e os principais riscos dermatológicos na temporada

Segundo o Dr. Octávio Guarçoni, a exposição prolongada ao sol pode provocar queimaduras, fotoenvelhecimento, manchas irregulares e risco de câncer cutâneo.

 

O verão no Hemisfério Sul vem redesenhando a rotina dos brasileiros de Norte a Sul do país. Com dias mais longos e altas temperaturas, o calor intenso toma conta de capitais litorâneas como Rio de Janeiro, Salvador e Natal, embalando a temporada turística de praias ‘lotadas’ e calçadões tomados por banhistas.

No entanto, a exposição prolongada ao sol e as ‘ondas de calor’ formadas em vários estados do Brasil acendeu um alerta na comunidade médica. Quem for curtir com a família a ‘alta estação’, deve se atentar aos cuidados com a pele devido aos riscos dermatológicos da época – marcada por termômetros aquecidos. 

Segundo o Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil, a exposição prolongada à radiação ultravioleta, especialmente durante o verão, pode provocar queimaduras superficiais, fotoenvelhecimento precoce, manchas irregulares e aumento do risco de câncer cutâneo

“O problema não se limita ao desconforto imediato: a radiação UV (ultravioleta) penetra camadas mais profundas da pele, comprometendo a barreira de proteção natural, afetando colágeno e elastina; e aumentando a inflamação cutânea de forma cumulativa ao longo dos anos”, explica. 

O Doutor explica que o excesso de radiação UV causa a desidratação profunda da pele, levando à perda de elasticidade e a formação de rugas prematuras. Com o passar dos anos, Guarçoni alerta que esse ‘efeito cumulativo’ passa à ficar visível na textura da pele, com linhas finas, flacidez e manchas solares. 

“Esses efeitos alarmantes não são apenas estéticos. A Inflamação crônica causada por uma radiação pode desencadear alterações no sistema imunológico da pele, tornando-a mais vulnerável a infecções e irritações. Cada exposição intensa (sem proteção) aumenta a probabilidade de complicações sérias, o que torna a prevenção diária indispensável”, aconselha. 

A temporada, marcada também pelas ‘férias escolares’, alerta para a incidência solar na pele das crianças, cuja camada protetora ainda é mais fina e sensível. “A pele infantil absorve radiação de forma mais intensa, o que aumenta a probabilidade de queimaduras graves e de danos cumulativos que podem se manifestar apenas na vida adulta, incluindo risco de melanomas. Além disso, crianças desidratam mais rapidamente e sua resposta inflamatória é mais intensa. Nesse contexto, os pais devem intensificar o uso do protetor solar adequado, roupas de proteção, chapéus e horários de exposição controlados”, alerta. 

Segundo a base de dados da World Health Organization (WHO), a vulnerabilidade ao calor é influenciada por diversos fatores fisiológicos, como idade e estado de saúde, somados à exposição solar

Por isso, nesta estação, Guarçoni recomenda o uso diário de protetor solar com FPS adequado, reaplicado a cada duas horas; hidratação constante com cremes específicos que auxiliam na reposição da barreira cutânea; uso de chapéus, óculos escuros e roupas leves que protegem do sol direto; e preferência por horários de exposição fora do pico de radiação, entre 10h e 16h. Além disso, a qualidade do sono deve ser levada em consideração durante o período, assim como o cuidado com a alimentação saudável e o consumo de frutas refrescantes.

O médico ressalta que este é o momento de redobrar a atenção com a pele e adotar hábitos que promovam saúde e qualidade de vida de forma integrada. “A prevenção diária, combinada a escolhas conscientes de lifestyle, é o segredo para atravessar o verão com segurança e saúde. Pequenos hábitos, como ajustar horários de exposição, priorizar hidratação interna e externa, e investir em cuidados consistentes com a pele, fazem toda a diferença a longo prazo. O verão é intenso, mas com atenção e disciplina, é possível aproveitar a estação sem comprometer a saúde da pele e o bem-estar geral”, conclui.

 

Escroto, axilas, pés e além: os lugares inusitados onde o Botox pode ser aplicado

Imagem criada por Inteligência Artificial
 “A toxina botulínica deixou de ser apenas estética e passou a tratar funções que impactam diretamente o bem-estar”, explica a dermatologista Denise Ozores

 

Durante muito tempo, o Botox foi associado quase exclusivamente ao tratamento de rugas na testa e ao redor dos olhos. Na prática dermatológica atual, no entanto, a toxina botulínica passou a ser utilizada em regiões menos óbvias do corpo, tanto com finalidade funcional quanto estética, sempre a partir de avaliação e indicação médica. 

Um dos usos mais consolidados fora do rosto ocorre nas axilas, especialmente em casos de hiperidrose. A aplicação reduz a produção excessiva de suor ao bloquear estímulos nervosos responsáveis pela ativação das glândulas sudoríparas, promovendo melhora significativa na qualidade de vida de pacientes que sofrem com transpiração intensa. 

A mesma lógica se aplica às palmas das mãos e às plantas dos pés, áreas onde o suor excessivo pode causar desconforto social, dificuldade de aderência ou impacto direto na rotina profissional. Em casos específicos, a toxina pode ser indicada com resultados temporários e controlados. 

Outro uso que tem despertado curiosidade é na região íntima masculina, procedimento conhecido como Scrotox. Nesse contexto, a aplicação promove relaxamento da musculatura local, reduzindo sudorese, desconforto térmico e, em alguns casos, alterando temporariamente a aparência da pele da região, sempre dentro de critérios médicos bem definidos. 

A toxina botulínica também pode ser utilizada em áreas como pescoço e trapézio, especialmente em pacientes com tensão muscular crônica, dores cervicais ou hipertrofia muscular. Nesses casos, o benefício vai além da estética, com impacto funcional e melhora do conforto físico. 

Segundo a dermatologista Denise Ozores (CRM-SP 101677), médica da Clínica Alphaville Star, é essencial compreender que o Botox é uma ferramenta médica, e não apenas uma tendência estética. “Quando bem indicada, a toxina botulínica pode trazer benefícios importantes. O problema começa quando o uso é guiado apenas por modismo ou curiosidade”, explica. 

Ela reforça que nem toda queixa deve ser tratada com Botox. “A avaliação médica existe justamente para definir limites, identificar a real necessidade e evitar excessos. O objetivo não é transformar o corpo, mas tratar sintomas reais com segurança e responsabilidade”, conclui.

 



Denise Ozores (CRM-SP 101677 | RQE 7349) – dermatologista, especialista em beleza natural e atua com foco na prevenção do envelhecimento cutâneo, priorizando equilíbrio, saúde da pele e respeito à individualidade. Em seus atendimentos e conteúdos nas redes sociais, a médica defende uma abordagem consciente da estética, com resultados sutis e alinhados ao estilo de vida contemporâneo. No Instagram, compartilha orientações sobre cuidados dermatológicos e os impactos do ambiente urbano e digital na pele pelo perfil @deniseozoresdermato.

 

Calvície masculina: cuidados precoces e tratamentos adequados podem evitar o transplante capilar

Dermatologista explica causas, tratamentos e a importância do diagnóstico para preservar os fios

 

A calvície masculina, também chamada de alopecia androgenética, é uma condição comum que afeta grande parte dos homens ao longo da vida e pode começar ainda na juventude. Caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios e pela redução da densidade capilar, especialmente na região frontal e no topo da cabeça, a condição tem forte impacto na autoestima e no bem-estar emocional. 

Segundo a dermatologista e cosmiatra Dra. Sabrina Leite, profissional com mais de 20 anos de experiência, a principal causa da calvície masculina está relacionada a fatores genéticos e hormonais. “A alopecia androgenética ocorre devido à sensibilidade dos folículos capilares ao hormônio di-hidrotestosterona (DHT), que provoca o enfraquecimento gradual dos fios até sua miniaturização”, explica a especialista. 

Além da genética, outros fatores podem contribuir para a queda de cabelo ou agravar o quadro, como estresse crônico, alterações hormonais, alimentação inadequada, distúrbios do sono, uso de anabolizantes, tabagismo e algumas doenças do couro cabeludo. “Por isso, é fundamental investigar o histórico do paciente e entender o contexto geral de saúde antes de definir qualquer tratamento”, ressalta a médica.

 

Tratamentos disponíveis e abordagem personalizada 

De acordo com a Dra. Sabrina, atualmente existem diversas opções eficazes para tratar a calvície masculina, desde que indicadas de forma individualizada. Entre elas estão medicamentos tópicos e orais que ajudam a interromper a progressão da queda, terapias injetáveis, tecnologias que estimulam o crescimento capilar e procedimentos que melhoram a saúde do couro cabeludo. 

“O tratamento ideal depende do estágio da calvície, da idade do paciente e das causas associadas. Costumo utilizar protocolos próprios para cada caso. Quanto mais cedo o acompanhamento dermatológico começa, maiores são as chances de preservar os fios existentes e estimular o crescimento”, afirma. Em alguns casos, quando há indicação, o transplante capilar pode ser considerado, sempre como parte de um plano global de cuidado e não como solução isolada.

 

Cuidados diários fazem diferença 

Além dos tratamentos médicos, a especialista reforça que alguns cuidados diários são essenciais para manter a saúde capilar. Higienizar corretamente o couro cabeludo, evitar produtos inadequados, controlar o estresse, manter uma alimentação equilibrada e não negligenciar sinais como queda excessiva, afinamento dos fios ou aumento da oleosidade são atitudes que fazem a diferença a longo prazo. 

“A calvície não deve ser tratada como algo inevitável ou sem solução. Hoje, com informação, diagnóstico preciso e acompanhamento especializado, é possível controlar a queda e melhorar significativamente a qualidade e a densidade dos cabelos”, conclui a Dra. Sabrina Leite. 


Dra. Sabrina Leite - Médica com mais de 20 anos de formação e sólida trajetória na área da saúde. Atualmente dedica-se à Dermatologia e Cosmiatria. Pós-graduada pelo Instituto Superior de Medicina e Dermatologia (ISMD), alia conhecimento técnico e rigor científico a uma visão estética refinada, priorizando resultados naturais, seguros e harmoniosos. Além do mais, atuou por mais de uma década na Oftalmologia, com especialização em Doenças Externas Oculares e Córnea pela UNIFESP.

 

O fim da era dos exageros: Procedimentos nos glúteos evoluem e focam equilíbrio e naturalidade

Dermatologista e cirurgião plástico explicam que o procedimento é planejado de forma individualizada, respeitando a anatomia e a segurança de cada paciente 

 

A cirurgia plástica nos glúteos tem ganhado destaque nos consultórios médicos, mas, segundo especialistas, o procedimento está longe de se resumir apenas ao aumento de volume. O conceito de 'corpo perfeito' passou por uma transformação radical nos últimos anos. Se antes o pedido nos consultórios era por volumes máximos, hoje a palavra de ordem é harmonia. 

De acordo com o cirurgião plástico Dr. Raphael Alcalde, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o planejamento é a etapa mais importante do procedimento para que o resultado seja obtido. “Hoje, a cirurgia glútea é pensada como parte do equilíbrio do corpo como um todo. Avaliamos estrutura óssea, distribuição de gordura, flacidez, contorno e proporções para definir a melhor técnica, seja com prótese, enxertia de gordura ou remodulação”, explica.

 

Prótese, remodelação ou associação de técnicas

A colocação de prótese de glúteo é indicada em casos específicos, principalmente quando o paciente apresenta pouco volume e não dispõe de gordura suficiente para enxertia. Já a remodulação glútea, que pode incluir lipoescultura estratégica e enxerto de gordura, é indicada para melhorar contorno, projeção e sustentação, com resultados mais sutis e personalizados. 

“O objetivo não é criar um padrão, mas valorizar o biotipo de cada pessoa. O excesso compromete não apenas a estética, mas também a naturalidade e a segurança do procedimento”, ressalta o Dr. Alcalde.

 

Segurança e indicação individualizada

A dermatologista e cosmiatra Dra. Sabrina Leite, com mais de 20 anos de experiência, reforça que a decisão pela cirurgia deve ser criteriosa e baseada em avaliação médica detalhada. “Cada paciente tem uma anatomia única, além de histórico clínico, qualidade de pele e expectativas que precisam ser alinhadas de forma realista. Segurança e bom senso devem sempre vir antes de tendências”, afirma. 

Segundo a especialista, a qualidade da pele e dos tecidos influencia diretamente o resultado. “Em muitos casos, tratamentos dermatológicos complementares podem ser indicados no pré e pós-operatório para melhorar a elasticidade da pele, auxiliar na recuperação e otimizar o resultado final”, explica.

 

Resultados naturais e respeito ao corpo

Tanto a prótese quanto a remodulação glútea são planejadas com critério técnico, visando melhora do contorno corporal, da projeção e da sustentação, sem excessos e sem distorções. “A cirurgia bem indicada é aquela que respeita o corpo do paciente e promove um resultado harmônico, que se integra ao restante da silhueta”, destaca o cirurgião. 

Para os especialistas, a principal orientação é buscar profissionais qualificados e membros de sociedades médicas reconhecidas. “Cirurgia plástica é sobre saúde, autoestima e equilíbrio. O melhor resultado é aquele que valoriza o corpo como um todo, com naturalidade e responsabilidade”, conclui o cirurgião. 

 


Dr. Raphael Alcalde - Cirurgião plástico com mais de quinze anos de experiência, especialista e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Atua com foco em contorno corporal e cirurgia reparadora, com MBA em Gestão Hospitalar e sólida experiência em urgência e emergência. É reconhecido pela precisão cirúrgica e pela abordagem ética e humanizada em seus atendimentos.


Dra. Sabrina Leite - Médica com mais de 20 anos de formação e sólida trajetória na área da saúde. Atualmente dedica-se à Dermatologia e Cosmiatria. Pós-graduada pelo Instituto Superior de Medicina e Dermatologia (ISMD), alia conhecimento técnico e rigor científico a uma visão estética refinada, priorizando resultados naturais, seguros e harmoniosos. Além do mais, atuou por mais de uma década na Oftalmologia, com especialização em Doenças Externas Oculares e Córnea pela UNIFESP.


É possível evoluir fisicamente treinando em casa?

Especialista explica os fatores que fazem o corpo ganhar força e condicionamento 

 

Entre promessas de “começar na segunda-feira” e rotinas que não deixam espaço para o autocuidado, o Brasil vive uma contradição: nunca se falou tanto em saúde e bem-estar, mas os índices seguem preocupando. Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2025, da World Obesity Federation, indicam que 68% dos adultos brasileiros têm excesso de peso (31% com obesidade e 37% com sobrepeso), e a projeção é que o país ultrapasse 115 milhões de pessoas acima do peso até 2030. Nesse cenário, cresce uma dúvida prática que trava muita gente: se exercitar em casa traz o mesmo efeito que treinar no ambiente da academia?

Para Flávia Cristófaro, educadora física formada pela Universidade de São Paulo (USP), ex-atleta da Seleção Brasileira de Ginástica Aeróbica Esportiva (2011–2014) e fundadora do Elah App, plataforma online de exercícios voltada ao público feminino, a resposta é simples: o lugar, por si só, não determina a transformação corporal. “O corpo não sabe se você está em casa ou na academia, ele responde ao estímulo. Quando existe consistência, progressão e um método bem feito, dá para evoluir nos dois formatos”, explica. 

A seguir, a especialista aponta o que realmente muda na prática e o que deve pesar na escolha.

 

1. O que define evolução é estímulo, não cenário

“A primeira coisa que eu sempre reforço é que o progresso não vem da estrutura, vem do estímulo. Músculo não cresce porque você está no espaço fitness. Ele responde a um exercício bem executado, repetido com frequência e com progressão”, afirma. 

Segundo a educadora física, a prática no ambiente doméstico pode ser tão eficiente quanto a do centro de treinamento quando existe organização. “Se você se movimenta com intensidade, faz o básico muito bem feito e aumenta o desafio ao longo das semanas, você evolui. O mais importante é manter constância: mesmo com pouco tempo, uma rotina bem direcionada já gera mudança”, reforça.

 

2. No treino em casa, a consistência costuma ser maior (e isso pesa muito)

Na prática, o maior desafio da atividade física não é o exercício em si, e sim manter a regularidade. “O formato em casa tem uma vantagem enorme: ele se encaixa melhor na vida real. Sem deslocamento e sem depender de horário, a chance de manter constância é maior”. Para ajudar na disciplina, Flávia recomenda transformar o hábito em algo mais concreto no dia a dia: “o ideal é separar um cantinho como seu espaço de movimento. Isso ajuda o cérebro a entender que aquele momento faz parte do dia”, orienta.

 

3. O melhor formato é o que se encaixa na sua vida

Mais do que escolher o lugar ideal, ela reforça que o ponto decisivo é criar uma rotina que seja viável. “As 24 horas do dia não são iguais para todo mundo. Tem gente que consegue se exercitar pela manhã, outras só à noite, outras precisam encaixar 20 minutos entre tarefas. Quando você escolhe um formato que combina com a sua rotina, fica muito mais fácil manter consistência, e é essa repetição ao longo do tempo que realmente muda o corpo”, finaliza.

 

4. Busque acompanhamento profissional

Por fim, a especialista alerta para o risco de seguir treinos genéricos e sem critério. “O que eu mais vejo é as pessoas tentando se exercitar sem critério, copiando rotinas prontas e genéricas sem orientação. Isso aumenta muito o risco de dor, lesão e frustração por falta de evolução”, explica. Flávia reforça que a diferença está no plano ser pensado para a realidade e o nível de cada pessoa. “Quando existe avaliação, direcionamento e progressão, a pessoa treina com mais segurança e consegue evoluir com consistência. Não é sobre fazer qualquer atividade, é sobre fazer o programa indicado para você”, conclui.

 

Elah App - aplicativo de treinos online voltado para o público feminino criado por Flávia Cristófaro, ex-atleta da Seleção Brasileira de Ginástica Aeróbica Esportiva, formada em Educação Física pela USP, seis vezes campeã brasileira e vice-campeã mundial. O aplicativo nasceu para tornar a prática de exercícios mais acessível, segura e alinhada à rotina real das mulheres.

 

 

Carnaval, corpo à mostra e pressão estética: os riscos da busca por resultados rápidos

O Carnaval é um dos maiores eventos culturais do Brasil sinônimo de festas, calor, fantasias e corpo à mostra. Junto com a celebração, cresce também a procura por procedimentos estéticos que prometem “resultados rápidos” para melhorar o contorno corporal, reduzir gordurinhas, corrigir imperfeições e aumentar a autoestima em pouco tempo. 

Dados internos de clínicas de cirurgia plástica em todo o país revelam uma tendência consistente: nos dois meses que antecedem o Carnaval, a procura por procedimentos estéticos pode aumentar entre 25% e 40% em comparação com períodos normais do ano.

Na Clínica Libria, cada vez mais pacientes chegam ao consultório entre dezembro e fevereiro buscando soluções “last minute” e isso preocupa especialistas. 

Segundo o Dr. Hugo Sabath, cirurgião plástico da Clínica Libria, esse movimento não é apenas um reflexo da exposição física, mas também da pressão estética amplificada pelas redes sociais e pela cultura digital. 

> “Estamos vivendo uma época em que a estética das redes sociais contagia diretamente as decisões de saúde e bem-estar das pessoas. O Carnaval amplifica essa pressão porque o corpo fica mais exposto. O problema é quando essa busca por estética imediata se sobrepõe à segurança do paciente”, explica o especialista.

 

A pressão estética e a cultura do resultado instantâneo 

O Carnaval intensifica a sensação de que “o corpo precisa estar perfeito agora”. A digitalização da imagem, os filtros e a comparação constante com padrões irreais contribuem para um comportamento impulsivo. 

> “Muitos pacientes chegam dizendo que querem operar ‘para o Carnaval’, sem compreender que o corpo não responde como uma maquiagem que pode ser retirada à noite. Cirurgia plástica é medicina e medicina tem tempo de recuperação e limitações”, pontua Dr. Sabath. 

Essa busca por tempo recorde leva a um tipo de consumo médico guiado pela ansiedade, e não pela indicação clínica. A consequência pode ser complicações que vão desde resultados aquém do esperado até problemas sérios de saúde.



Procedimentos mais procurados no pré-Carnaval 

Nos dois meses que antecedem a folia, os procedimentos com maior aumento de procura incluem: 

- Lipoaspiração: entre os procedimentos cirúrgicos, é uma das mais procuradas, com aumento de até 30% nas agendas.

- Abdominoplastia associada: também registra alta, especialmente em pacientes que buscam melhora do contorno corporal.

- Preenchimentos faciais e toxina botulínica: normalmente disparados pela pressão estética das redes sociais crescimento de aproximadamente 40% nessa época.

- Tratamentos corporais minimamente invasivos (coolsculpting, radiofrequência, bioestimuladores): alternativas populares que conseguem resultados rápidos, embora com limitações próprias. 

> “Esses dados indicam um padrão claro: as pessoas querem mudança… mas muitas vezes querem sem paciência e sem avaliar as consequências”, reforça Dr. Sabath.

 

Por que a pressa pode ser um risco? 

O principal equívoco está na expectativa de resultados imediatos e pessoais para um evento de curto prazo. Uma cirurgia plástica envolve não apenas a técnica em si, mas também: 

- Avaliação clínica completa

- Exames pré-operatórios detalhados

- Esclarecimento de riscos e expectativas

- Período de recuperação biológica 

> “O corpo precisa de tempo para cicatrizar, lidar com inflamação e adaptar-se às mudanças. Isso não acontece da noite para o dia, e muito menos em poucas semanas. Ignorar esse ritmo biológico em nome de um evento pode trazer consequências sérias”, alerta o especialista.

 

Riscos mais comuns na busca por resultados rápidos 

Entre os principais riscos associados à pressa por procedimentos estéticos antes do Carnaval, o Dr. Sabath destaca: 

- Infecção de feridas cirúrgicas

- Cicatrização inadequada

- Hematomas persistentes

- Necrose em casos extremos

- Insatisfação estética

- Complicações sistêmicas em cirurgias extensas 

> “Não existe cirurgia plástica sem risco. O que existe é técnica adequada, paciente bem informado e ambiente seguro. Quando um ou mais desses pilares faltam, o risco aumenta exponencialmente”, afirma.


A importância do pós-operatório no verão e no Carnaval 

Além da pressão estética, o verão e o próprio Carnaval impõem desafios adicionais ao pós-operatório. Entre eles:

 

- Calor intenso que pode aumentar o inchaço

- Maior exposição solar que pode prejudicar cicatrização

- Transpiração excessiva que pode favorecer infecções

- Festividades e bebidas alcoólicas que não combinam com a recuperação 

> “O pós-operatório bem-conduzido é tão importante quanto a cirurgia em si. Evitar sol, manter hidratação, repousar e seguir orientações com precisão fazem toda a diferença. Não adianta ter feito a cirurgia se o paciente compromete o resultado por descuido no pós”, reforça Dr. Sabath.

 

Dicas práticas para quem pensa em fazer procedimentos antes do Carnaval

 

Dr. Hugo Sabath destaca orientações essenciais:

 

- Planeje com antecedência  cirurgias com tempo adequado entre operação e Carnaval reduzem complicações

- Avalie expectativas reais  o corpo humano tem limites de resposta e cicatrização

- Atente-se ao pós-operatório  descanso, hidratação e proteção solar não são opcionais

- Escolha um especialista qualificado  formação, histórico e referências médicas importam

- Não confie em “resultados milagrosos”  aparência natural exige tempo e disciplina 

> “A estética é uma ferramenta que pode fortalecer a autoestima, mas não pode ser usada de forma irresponsável. Decisões impulsivas trazem riscos concretos”, conclui o cirurgião.

 

Conclusão 

O Carnaval é um evento de celebração, energia e convívio não um prazo médico. A pressão estética gerada por comparações sociais e a busca por resultados rápidos podem levar a escolhas equivocadas, que envolvem riscos físicos, emocionais e até de saúde. 

> “Antes de pensar em operar para um evento, o paciente deve perguntar: ‘Isso é pelo meu bem-estar ou pela validação externa?’ Quando a resposta é consciente, responsável e orientada por um especialista, a cirurgia plástica pode trazer resultados transformadores. Quando a resposta vem da pressa, os riscos superam qualquer benefício estético”, finaliza o Dr. Hugo Sabath, cirurgião plástico da Clínica Libria.

 

 

Transplante capilar sem raspagem: entenda como funciona a técnica FUE No-Shaving

Divulgação/
hiago Bianco Leal
Técnica avançada permite implante de fios longos, recuperação mais discreta e resultado perceptível já no dia da cirurgia. Entenda mais sobre o procedimento com o cirurgião Thiago Bianco Leal, referência em transplante capilar no Brasil e no mundo 

 

O avanço das técnicas de transplante capilar tem ampliado as possibilidades para pacientes que desejam recuperar os fios sem mudanças bruscas no visual. Um dos métodos que mais se destaca nesse cenário é o FUE No-Shaving, técnica que dispensa a raspagem do cabelo e oferece uma recuperação mais sutil, mantendo a aparência praticamente intacta após o procedimento.

Baseado no método Follicular Unit Extraction (FUE), o procedimento consiste na retirada individual das unidades foliculares da área doadora, que são implantadas cuidadosamente nas regiões com rarefação capilar. Por não utilizar incisões lineares, a técnica evita cicatrizes visíveis e favorece um resultado natural e harmonioso.

O FUE No-Shaving, aliado ao protocolo exclusivo Thiago Bianco®, eleva esse conceito. Nesse método, as pré-incisões que receberão os folículos são realizadas antes da cirurgia, permitindo o implante dos fios no comprimento original. Dessa forma, o paciente já consegue visualizar a mudança ainda no dia do procedimento, sem alterações significativas no corte de cabelo. Outro diferencial é o pós-operatório mais discreto, já que não há necessidade de raspar grandes áreas do couro cabeludo.

Assim como ocorre em outros tipos de transplante capilar, os fios implantados seguem o ciclo biológico natural. Nas primeiras semanas após a cirurgia, é comum que aconteça a queda temporária dos fios transplantados. “Esse processo é absolutamente normal e faz parte da adaptação do organismo. Os folículos permanecem vivos e, após esse período, os novos fios passam a crescer de forma definitiva. É importante que o paciente esteja bem orientado para compreender cada etapa e manter expectativas realistas”, explica o médico cirurgião Thiago Bianco Leal. 

Por se tratar de um procedimento de alta complexidade, o transplante de fios longos exige grande habilidade técnica e experiência médica. “A indicação não é universal. Cada caso deve ser analisado individualmente, considerando fatores como tipo de fio, padrão de calvície e até o estilo de corte de cabelo utilizado pelo paciente. Nem todas as pessoas são candidatas ideais para essa técnica”, ressalta Bianco Leal.

Apesar de atualmente ganhar maior visibilidade, o médico destaca que o FUE No-Shaving não é uma novidade em sua prática clínica. “Essa técnica já vem sendo utilizada por mim há muitos anos. Realizei esse tipo de transplante há cerca de oito anos, inclusive em pacientes conhecidos, como o humorista Tom Cavalcante, além de outros nomes públicos. O que temos hoje é uma evolução dos protocolos e da tecnologia, que tornam o procedimento ainda mais preciso e seguro”, afirma.

A avaliação médica criteriosa é indispensável para definir a indicação correta e garantir resultados naturais, duradouros e alinhados às expectativas do paciente.

 

 Thiago Bianco Leal - Médico cirurgião com mais de 17 anos de atuação, Thiago Bianco Leal é graduado em Medicina pela Universidade de Marília e atua exclusivamente na área de transplante capilar. Com experiência em técnicas modernas, já realizou mais de 10 mil procedimentos. Ao longo de sua carreira, foi responsável por diversos procedimentos realizados em figuras públicas como Tom Cavalcante, Roberto Carlos, Lucas Lucco e o empresário Kaká Diniz

 

Entre o brilho e o sol: Os cuidados de pele que fazem diferença no Carnaval

Reprodução internet
Dra. Fernanda Nichelle, médica especialista em estética, aponta os cuidados indispensáveis antes, durante e depois do Carnaval, quando a pele enfrenta uma verdadeira maratona de estímulos

 

O Carnaval é sinônimo de liberdade estética: maquiagem vibrante, brilho, pele à mostra e muitas horas ao ar livre. Mas, enquanto a criatividade ganha espaço, a pele enfrenta um dos períodos mais desafiadores do ano. Sol intenso, suor, cosméticos coloridos e noites mal dormidas exigem atenção redobrada para evitar manchas, irritações e danos cumulativos. 

De acordo com a Dra. Fernanda Nichelle, médica especialista em estética, o cuidado começa antes mesmo da estreia dos bloquinhos. “A preparação da pele é essencial. Ativos fotossensibilizantes, como o ácido retinóico, devem ser suspensos dias antes da exposição solar intensa para reduzir o risco de manchas e queimaduras”, explica. 

Durante a folia, o filtro solar deixa de ser apenas um item de skincare e se torna um verdadeiro acessório de sobrevivência. “Ele deve ser aplicado não só no rosto, mas também em áreas como pescoço, colo, braços, pernas, mãos e orelhas, com reaplicação a cada três horas e FPS mínimo de 30”, reforça a especialista. 

A atenção também se estende aos produtos usados para compor o visual. Glitter, sprays, tintas capilares e maquiagens artísticas podem provocar reações adversas quando expostos ao sol. “Nem todos esses produtos são formulados para uso prolongado na pele. É importante escolher itens dermatologicamente testados e evitar misturas que aumentem o risco de irritação, principalmente na região dos olhos”, alerta. 

Para atravessar os dias de festa com mais conforto, alguns aliados fazem a diferença. “A água termal ajuda a refrescar, hidratar e acalmar a pele ao longo do dia. Hidratantes labiais são indispensáveis, assim como chapéus, óculos escuros e sombrinhas, que unem proteção e estilo”, sugere a médica. 

Depois da última música, a rotina de cuidados continua. “Mesmo com o cansaço, remover completamente a maquiagem, higienizar a pele com produtos adequados e investir em hidratação são passos fundamentais para a recuperação cutânea”, finaliza a Dra. Fernanda Nichelle.


Maquiagem de carnaval: 7 erros que você deve evitar para sua make não derreter durante o dia

Pinterest Make de carnaval

Pinterest Make de carnaval

Maquiadora Letícia Gomes explica os deslizes mais comuns que fazem com que a make não dure o dia inteiro na folia 

 

Sol, suor, calor intenso e horas pulando atrás do trio elétrico: o Carnaval é um verdadeiro teste de resistência para qualquer maquiagem. E não adianta investir em glitter, cores vibrantes e produções elaboradas se tudo começa a escorrer logo nos primeiros minutos de bloco. Por isso, para ajudar a manter a make intacta do início ao fim da folia, a maquiadora e influenciadora digital Letícia Gomes lista os erros mais comuns que fazem a maquiagem “derreter” ao longo do dia — e como evitá-los.

Conhecida por suas transformações impressionantes usando apenas maquiagem, Letícia reforça que, no Carnaval, menos descuido significa mais durabilidade. “Não é só sobre produtos à prova d’água, é sobre preparar a pele corretamente e respeitar a lógica do calor e da oleosidade”, explica. Confira os sete erros que você deve evitar para sua make sobreviver à maratona carnavalesca.

  1. Pular a preparação da pele

“Esse é o maior erro de todos. Se você não hidrata e não usa um primer adequado ao seu tipo de pele, a maquiagem não vai aderir direito e vai escorrer muito mais rápido. Mesmo no calor, a pele precisa estar equilibrada.”

    Pinterest Make de carnaval
  1. Usar produtos muito pesados ou cremosos

“No Carnaval, base grossa, corretivo muito denso e produtos super cremosos são inimigos da durabilidade. Quanto mais pesado, mais fácil de craquelar e derreter com o suor. Prefira fórmulas leves, fluidas e de longa duração.”

  1. Exagerar no iluminador

“Iluminador demais no calor vira oleosidade em minutos. Ele começa bonito, mas logo parece suor. O ideal é aplicar só nos pontos estratégicos e, de preferência, usar versões em pó ou com textura mais seca.”

  1. Não selar a maquiagem

“Muita gente aplica tudo e esquece do pó e do spray fixador. Isso faz toda a diferença. Selar as áreas que suam mais, como testa, nariz e queixo, e finalizar com fixador é o que garante que a maquiagem aguente horas.”

  1. Apostar em sombras e delineadores que não são à prova d’água

“No Carnaval, tudo que vai nos olhos precisa ser resistente. Se não for à prova d’água, vai borrar com o suor ou com qualquer umidade. Isso vale para máscara de cílios, delineador e até sombras muito cremosas.”

  1. Usar glitter sem cola ou fixador

“Aplicar glitter direto na pele é pedir para ele cair em cinco minutos. Sempre use uma cola específica ou um fixador próprio para glitter. Além de durar mais, evita que ele escorra para os olhos.”

  1. Esquecer de levar produtos para retoque

“Mesmo com tudo certo, algum retoque vai ser necessário. Lenço antioleosidade, pó compacto e um batom ou gloss fazem toda a diferença para manter a maquiagem bonita ao longo do dia.”


Guia de Sobrevivência Dermatológica:especialista alerta para os danos invisíveis do Carnaval à saúde da pele

 Entenda porque a "ressaca cutânea" vai muito além da queimadura solar e como blindar o corpo para a folia

 

Entre blocos e trios elétricos, a pele e o cabelo enfrentam uma maratona de agressões. O Carnaval é a maratona definitiva para o corpo humano. Sob o sol intenso de fevereiro, a pele e o cabelo não enfrentam apenas o calor, mas um conjunto de agressões que a dermatologista e cosmiatra Dra. Sabrina Leite chama de "danos invisíveis". 

"A maioria das pessoas se preocupa apenas com a insolação, mas o dano real muitas vezes acontece na barreira cutânea, causado pela mistura de suor, maquiagens artísticas, glitter e a falta de reposição hídrica correta", explica a médica, que soma mais de duas décadas de prática clínica.

Para garantir que a festa não deixe marcas permanentes, a Dra. Sabrina Leite estruturou um Guia de Sobrevivência:
 

Proteção solar é indispensável

Segundo a especialista, o uso do protetor solar deve ser a regra número um no Carnaval. “O ideal é optar por protetores com FPS 30 ou superior, de amplo espectro, que protejam contra os raios UVA e UVB. Em situações de muita exposição ao sol e suor, os produtos resistentes à água são os mais indicados”, explica. A reaplicação deve ser feita a cada duas horas ou sempre após transpiração excessiva. Protetores em bastão ou spray podem facilitar a reaplicação durante os blocos e desfiles.

 

Cuidados com o cabelo e couro cabeludo

O cabelo também sofre com sol, suor, vento e produtos usados para penteados e fantasias. A Dra. Sabrina recomenda o uso de leave-ins ou óleos capilares com proteção UV, além de bonés ou chapéus sempre que possível. “Após a folia, é importante lavar bem os fios para remover resíduos de glitter, sprays e poluição, utilizando shampoos suaves e máscaras hidratantes”, orienta a dermatologista.

 

Hidratação de dentro para fora

Manter o corpo hidratado é essencial para a saúde da pele. A ingestão de água deve ser constante ao longo do dia, intercalando com água de coco e bebidas isotônicas, especialmente para quem passa muitas horas sob o sol. “A desidratação deixa a pele opaca, favorece irritações e pode agravar quadros como dermatites e acne”, alerta a especialista.

 

Alimentação leve e equilibrada

Durante o Carnaval, a alimentação também impacta diretamente a saúde da pele. A recomendação é priorizar refeições leves, ricas em frutas, legumes e verduras, que fornecem vitaminas e antioxidantes importantes. Evitar o excesso de álcool e alimentos muito gordurosos ajuda a reduzir inflamações e inchaços.

 

Atenção às maquiagens e ao glitter

Maquiagens coloridas e glitter são marcas registradas da festa, mas exigem cuidado. A especialista destaca a importância de escolher produtos dermatologicamente testados e de remover completamente a maquiagem ao final do dia. “Dormir com resíduos na pele aumenta o risco de acne, alergias e irritações”, afirma.


Após os dias de folia, a especialista recomenda investir em hidratação intensiva da pele e do cabelo, com cremes calmantes, pós-sol e máscaras nutritivas. “Esse cuidado ajuda a restaurar a barreira cutânea e prevenir o envelhecimento precoce causado pela exposição solar excessiva. Com atenção a esses cuidados simples, é possível aproveitar o Carnaval com mais segurança, bem-estar e saúde”, finaliza.

 


Dra. Sabrina Leite - Médica com mais de 20 anos de formação e sólida trajetória na área da saúde. Atualmente dedica-se à Dermatologia e Cosmiatria. Pós-graduada pelo Instituto Superior de Medicina e Dermatologia (ISMD), alia conhecimento técnico e rigor científico a uma visão estética refinada, priorizando resultados naturais, seguros e harmoniosos. Além do mais, atuou por mais de uma década na Oftalmologia, com especialização em Doenças Externas Oculares e Córnea pela UNIFESP


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